quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Construção do Terminal do Largo da Batalha causa dúvida na população


Obra que pode melhorar parte do trânsito na cidade segue lenta. Além da demora, o barulho intenso e a poeira provocada pelo serviço viraram motivo de queixa na localidade

Quem passa pela Estrada Francisco da Cruz Nunes repara no imenso canteiro de obras que surgiu na altura do Largo da Batalha. Prometida como a solução para o trânsito na cidade, a construção do terminal de ônibus incomoda os moradores do bairro. Ao contrário do que se pode imaginar, as queixas não são sobre o barulho intenso e poeira, mas, principalmente, sobre a falta de informação. O prazo para conclusão é 2011, sem data certa, e, atualmente, estão sendo alargadas as pistas e sendo feito trabalho de drenagem.

De acordo com a Prefeitura, o terminal rodoviário que está sendo construído no local, ao custo de R$ 2 milhões, vai desafogar o trânsito para o Centro e Icaraí, ao diminuir o número de ônibus que vão até essas regiões. 

O ponto de convergência de ônibus no Largo da Batalha faz parte do projeto de trânsito proposto pelo escritório Jaime Lerner e será o principal terminal de integração da cidade. O novo sistema prevê a implantação de um sistema de ônibus de grande capacidade, que utiliza pistas exclusivas.

Mas, enquanto o projeto não sai, a vizinhança segue esperançosa. “Eu enfrento as dificuldades e os transtornos atuais com boa vontade. Um terminal rodoviário aqui deve melhorar a estrutura da cidade, diminuir os engarrafamentos e nos beneficiar. Há poeira sim, mas penso no que vem depois”, diz a dona de casa Vera Lúcia Araújo, de 52 anos.

Para a jornalista Michelle Carraco, 27, no entanto, o pior dos problemas é a falta de comunicação da Prefeitura com os moradores. “Nós não sabemos de absolutamente nada sobre a obra. Ocorreram algumas desapropriações, as casas foram demolidas e indenizadas, mas ninguém fez uma reunião com a comunidade para explicar o que está acontecendo, dar um prazo, confortar os moradores”, queixa-se.

De acordo com o projeto, a obra se estenderá do Largo da Batalha até a altura do cemitério Parque da Colina, com quatro pistas. O terminal tem o objetivo de servir como ponto de integração e baldeação, reduzindo o número de ônibus que circula nos bairros. (O Fluminense)

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