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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PMRJ faz faxina

PM expulsa 30 policiais acusados de participação em crimes no RJ

Segundo corregedor, entre os expulsos há um sargento, soldados e cabos.
Eles são acusados de crimes como extorsão e tentativa de homicídio.

A Polícia Militar confirmou nesta segunda-feira (1º) que 30 agentes foram expulsos da corporação por desvio de conduta. A expulsão foi publicada no boletim interno da corporação na última sexta-feira (29).

De acordo com o corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes, entre os policiais expulsos estão um sargento, soldados e cabos. Eles são acusados de participarem de crimes como tortura, formação de quadrilha e tentativa de homicídio.

Menezes informou que esta semana novas expulsão serão julgadas pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte. "Essa semana temos novos despachos com o comandante", disse o coronel. Para ele, a mudança da sede da Corregedoria, no Centro da cidade, para o município de Niterói tem facilitado a apuração dos processos. "Os julgamentos são feitos com mais rapidez e critério", afirmou.

Quatro oficiais foram expulsos pela Secretaria de Segurança
 
Na sexta-feira (29), o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, decidiu expulsar  quatro oficiais da Polícia Militar e sete inspetores da Polícia Civil, segundo informou a assessoria da Secretaria de Segurança.

Segundo a Secretaria, os 11 policiais já tiveram seus processos julgados pela Corregedoria Geral Unificada. A expulsão dos quatro policiais militares tem que ser ainda autorizada pela Justiça comum.

Entre os crimes que teriam sido cometidos pelos policiais civis estão extorsão, roubo e receptação. Já dois policiais militares teriam envolvimento com milícias e os outros dois com a máfia dos caça-níqueis, informou a Secretaria.(G1)

 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Policiais impedem 'saidinha de banco' no Fonseca

Militares foram acionados por pessoas que passavam no local e desconfiaram de quatro homens que seguiam um idoso que havia acabado de sacar dinheiro em agência da Alameda São Boaventura

Policiais do 12º BPM (Niterói) conseguiram evitar um roubo conhecido como 'saidinha de banco' em frente à agência da Caixa Econômica Federal da Alameda São Boaventura, no Fonseca, no início da tarde desta quarta-feira.

Os militares foram acionados por pessoas que passavam no local e desconfiaram de quatro homens que seguiam um idoso que havia acabado de sacar dinheiro na agência. Os suspeitos fugiram ao ver os policiais e dois deles conseguiram escapar correndo no sentido contrário ao trânsito. Os demais, um menor de 17 e um maior de 23 anos, que afirmaram aos policiais serem moradores da comunidade Teixeira de Freitas, também no Fonseca, foram detidos há alguns metros do local. Com eles foram encontrados uma bolsa e uma carteira vazias, possivelmente produtos de roubo.

O idoso não foi localizado e não havia nenhuma quantia de dinheiro com os suspeitos. Eles foram reconhecidos por uma estudante de 14 anos que afirma ter sido assaltada pelos acusados, que roubaram seu telefone celular. A vítima afirmou que foi abordada na Rua Desembargador Lima Castro, próximo a um ponto de ônibus, algumas horas antes e foi obrigada a entregar sua bolsa aos criminosos. Os presos foram encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolesecente (DPCA).(O Fluminense)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Colégio da Polícia Militar do Estado do Rio vai virar escola de sargentos

Pais de crianças matriculadas na instituição que funciona há mais de 5 anos na Alameda São Boaventura, no Fonseca, vão realizar protesto contra decisão tomada pelo comando geral

O Colégio da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (CPMERJ), que funciona desde 2006 na Alameda São Boaventura, no Fonseca, será fechado em dezembro deste ano. A informação foi confirmada pelo comando da PM. No local, onde atualmente estudam 400 crianças, passará a funcionar uma escola de formação de sargentos da corporação, que atualmente conta com cerca de 40 mil integrantes.

Pais de alunos ainda tentam se mobilizar para impedir o fechamento do colégio. “Ele não pode fechar. No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), o colégio está em 1º lugar no município de Niterói, em 4º lugar no estado do Rio, e em 19º lugar no País. Temos, ao todo, 400 alunos matriculados, sendo 16 portadores de necessidades especiais e filhos de policiais falecidos”, disse Jussara de Oliveira, conselheira do colégio, lembrando que o movimento já recorreu ao Ministério Público (MP) e à Justiça. Ela promete uma passeata para protestar contra o fechamento nesta terça-feira, na Rua Soares Miranda, com início previsto para 8 horas.

O comandante Geral da Polícia Militar, coronel Mario Sergio, informou, em nota, que a PM está disposta a orientar os pais de alunos no momento da realocação de colégio. “A gente entende a angústia dos pais dos alunos, mas tentamos de todas as formas atenuar, tanto dando um prazo maior para que eles procurem outras unidades escolares, quanto atuando junto aos conselhos regionais de educação para buscar vagas de realocação”, diz a nota, lembrando que a decisão de fechar a unidade foi tomada em 2010, mas as aulas foram prorrogadas por 2011.

Enquanto isso, quem tem um filho no colégio, lamenta a decisão. “Era um alívio saber que nossos filhos estavam sendo cuidados e educados pelos nossos próprios companheiros, em um ambiente em que a criança não precisa ter medo de dizer qual é a profissão do pai. Além disso, com nosso salário dificilmente conseguiríamos pagar uma educação com essa qualidade. Seremos obrigados a matricular nossos filhos em colégios públicos”, disse um sargento PM.(O Fluminense)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dupla é presa com entorpecentes na Praça da Cantareira, São Domingos


Dois homens, acusados de vender drogas para viciados da localidade, foram presos com maconha em forma de tabletes. Repressão ao tráfico segue de forma intensa na região

Dois homens foram presos no início da noite desta quarta-feira na Praça da Cantareira, em São Domingos, acusados de vender drogas para viciados que freqüentam a região. Segundo policiais militares do 12º BPM (Niterói), responsáveis pelas prisões, com os acusados foram apreendidas 11 trouxinhas de maconha em forma de tabletes e determinada quantia em dinheiro.

Policiais do Batalhão de Niterói vêm realizando incursões constantes nos últimos dias após últimos incidentes em torno dos morros do Palácio (Ingá), Estado, Chácara e do Arroz, (ambos no Centro).

Na noite da última terça-feira, PMs fizeram uma operação no Morro do Estado após denúncias de moradores assustados com o tiroteio entre supostos traficantes de drogas.

Os presos na Cantareira foram levados para depor na Central de Flagrantes da 78ª DP (Fonseca) depois de passarem primeiro na 76ª DP (Centro).(O Fluminense)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Menor é assassinado e professora e estudante da UFF são baleadas em Niterói

Um adolescente de 16 anos foi perseguido e assassinado com três tiros, na noite desta segunda-feira, na Rua General Osório, na Praça da Cantareira, bairro São Domingos, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Uma professora e uma estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), que fica a poucos metros do local, foram atingidas por balas perdidas. A polícia suspeita que o menor tenha envolvimento com o tráfico de drogas. A família dele nega.
 
Segundo policiais do 12º BPM (Niterói), por volta das 20h, dois homens em uma moto Falcon azul sem placa passaram atirando contra o adolescente quando ele passava em frente a uma padaria. Ferida, a vítima correu e ainda foi atingido poucos metros à frente. O jovem morreu no portão de casa, a cerca de 200 metros do local do primeiro tiro. Ele foi baleado na cabeça, no tórax e no abdômen. Ele ainda foi levado por parentes para o Hospital Azevedo Lima, mas não resistiu.

A estudante da UFF Ana Beatriz Rodrigues da Silveira Lima, de 20 anos, foi baleada de raspão na perna quando passava em frente a padaria. A professora da universidade Etelma Mendonça Costa, de 60 anos, foi baleada no braço, do outro lado da calçada, em frente a um restaurante. Ambas foram socorridas por PMs e levadas para o Hospital Azevedo Lima, também em Niterói. Ainda não se sabe o estado de saúde delas.

De acordo com a polícia, a principal suspeita para o crime é que o adolescente tenha algum tipo de envolvimento com mo tráfico de drogas. A moto usada no ataque foi encontrada no Morro do Palácio, no bairro do Ingá. Ninguém foi preso. Segundo a PM, o jovem não tinha passagem pela polícia. A avó dele, Vera Lúcia Fulli, de 61 anos, negou veementemente que o neto tivesse envolvimento com traficantes.

"Todo mundo aqui é trabalhador. Meu neto estudava e não tinha envolvimento com nada disso que estão dizendo. Agora eles (bandidos) se desentendem entre eles e matam inocentes", disse. Ela ainda reclamou da insegurança na região. Uma vizinha disse que o menor era estudante do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic). Ele estaria voltando do colégio.

O caso está sendo investigado pela 76ª DP (Centro).(O Dia)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Proprietários rurais fecham principal acesso ao Porto do Açu, diz PM

Manifestantes incendiaram pneus perto da entrada principal.
A LLX, responsável pela construção do porto, é do empresário Eike Batista.

Proprietários rurais fazem um protesto desde as 4h desta segunda-feira (25), próximo ao Porto do Açu, de propriedade da companhia LLX, do empresário Eike Batista. De acordo com informações da Polícia Militar, cerca de cem manifestantes incendiaram pneus e conseguiram bloquear o principal acesso ao porto, em um prolongamento da estrada RJ-240. Bombeiros foram chamados ao local.

A assessoria de imprensa da LLX ainda não tinha informações sobre os motivos do protesto. Segundo informações da PM, os agricultores estão tentando fechar outros acessos ao Porto do Açu. Eles estariam protestando contra as desapropriações de terra que serão feitas na região para a implantação de um corredor logístico que vai atender ao porto.

De acordo com o 8º Batalhão da Polícia Militar (Campos dos Goytacazes), cinco viaturas foram enviadas ao local do protesto.


No final de março, os trabalhadores do consórcio ARG Civil Port, que atua nas obras do empresário Eike Batista no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), entraram em greve. Eles bloquearam a via de acesso ao porto - inclusive com queima de pneus -, reivindicaram melhoria salarial, adicional de 30% de periculosidade, participação nos lucros e resultados, seguro de vida e adaptações no alojamento. A paralisação durou três dias.

ComplexoO complexo em construção é considerado um dos maiores empreendimentos de Eike e inclui a construção de um terminal portuário, com previsão para entrar em atividade em 2012, além de estaleiro, usina térmica a gás natural, entre outras instalações, numa área total de 9 mil hectares. O investimento total é de R$ 3,4 bilhões, sendo que R$ 1 bilhão só no terminal portuário dedicado ao minério de ferro.(G1)

sábado, 19 de março de 2011

Homem espancado acusa PMs da UPP da Cidade de Deus

Além de disparos feitos para o alto, o carnaval da Cidade de Deus teve outras cenas de violência. Morador e comerciante da favela, Francisco Amir dos Santos acusa quatro policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de agressão, próximo ao local onde houve o tumulto entre moradores e PMs.

Segundo Pará — como é conhecido na favela —, um dos agentes teria batido com o fuzil em seu rosto. Em seguida, os quatro teriam dado tapas, socos e pontapés nele. O registro de ocorrência foi feito na 32ª DP (Taquara), no último dia 9.

Francisco estava com o triciclo que usa para vender balas e doces quando a confusão começou. Durante a correria causada pelos tiros da polícia, pessoas que passavam correndo aproveitaram para roubar balas e biscoitos. Gritando e xingando, Francisco foi confundido pelos PMs.

— Eles acharam que eu estava xingando a polícia. Um deles veio e disse "mete o pé". Eu falei que o triciclo era meu, que não podia sair. Ele me mandou sair ou daria um tiro no meu pé. Quando me apontou o fuzil, eu segurei o cano da arma — descreve.

Outros três PMs teriam se aproximado, um deles dando um chute no comerciante. O golpe teria feito Francisco largar a arma. Os quatro teriam começado a bater nele, mas logo foram interrompidos por moradores, que afirmavam tratar-se de um trabalhador.

Medo de ‘sumir’
— Eu disse que não tinha cometido crime algum. Meu medo era que, ao entrar no carro deles, eu desaparecesse — afirmou Francisco: — Eu tenho medo de ser "esculachado" novamente pelos policiais.

Atendido na Unidade de Pronto (UPA) da Cidade de Deus, Francisco recebeu curativos no rosto. O exame de corpo de delito pedido pela 32ª DP deve sair até o fim do mês. Franciso espera que os policiais sejam punidos, mas afirma que vai entrar com uma ação contra o Estado:

— Tenho testemunhas que já afirmaram que vão depor a meu favor — diz Franciso, afirmando que conseguiria reconhecer os agressores.

Segundo a Polícia Civil, a 32ª DP solicitou à UPP a escala de todos os policiais que estavam trabalhando naquela noite, mas, até ontem, ainda não havia recebido a relação.

A Secretaria de Segurança afirmou que não tinha conhecimento do caso de Francisco, até ser procurada pelo jornal Extra. Em nota, afirmou que "todo o incidente ocorrido na Cidade de Deus na madrugada da última quarta-feira está sendo investigado pela Corregedoria da Policia Militar".(Jornal Extra)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ex-comandante do Bope assume batalhão de Niterói

O tenente-coronel Paulo Henrique deixou o comando do Batalhão de Operações Especiais e assume o posto que era do tenente-coronel Ruy França, transferido para o 3º BPM (Méier)

Foi realizada na tarde desta terça-feira a cerimônia de troca de comando do 12° BPM (Niterói). O tenente-coronel Ruy França passou o cargo para o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, que deixou o comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Cerca de 50 “caveiras” participaram da solenidade, além do comandante do 4º Comando de Policiamento de Área (CPA), Paulo Augusto do Couto Mouzinho.

“A população precisa ver os policiais na rua, vamos investir no policiamento a pé. Em uma cidade com problemas viários como Niterói, não faz sentido ter viaturas presas no trânsito”, disse Paulo Henrique ao assumir novo comando. 

Ele também afirmou que vai passar as próximas noites lendo relatórios sobre os problemas da cidade, antes de montar seu esquema de segurança.

“Vamos impor nosso ritmo de trabalho, mas já podemos garantir para a população que mesmo com as intensas operações no Rio, não vamos deixar nenhuma comunidade de Niterói ter o território dominado pelo tráfico de drogas, como por exemplo era o Complexo do Alemão”, prometeu.  

Morador da cidade, assim como seu antecessor, ele revelou que seu maior desafio em Niterói será aumentar a sensação de segurança da população. 

“Sinto que preciso levantar o astral da cidade. Não sei se pela tragédia do Bumba ou por um sentimento de orfandade ao ver Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) sendo instaladas em outras áreas do estado, acredito que Niterói esteja precisando de ânimo”, avaliou. 

Paulo Henrique avisou que não está prevista a implantação de UPPs na cidade, mas que isso não quer dizer que os niteroienses não venham a conviver policiamento comunitário. 

“Todo o policiamento tem que estar em contato com a comunidade. Eu mesmo trabalho sempre em parceria com a população. É através dela que tomo conhecimento das carências do local”, justificou.

O comandante descartou que tenha sido escolhido para ficar à frente do Batalhão de Niterói pelo fato de ser um “caveira”. 

“Não teve a ver com uma migração do tráfico do Rio para Niterói e sim porque eu sou morador da cidade e já trabalhei sete anos na unidade. O fato de ser niteroiense vai dar mais agilidade e velocidade para analisar os problemas“, justificou. 

Ao se despedir do batalhão, o tenente-coronel Ruy França, destacou um dos principais problemas que seu sucessor enfrentará. 

“Diminuir a quantidade de assaltos a residências era um dos meus objetivos, que agora passo para o tenente-coronel Paulo Henrique. Tenho certeza de que o batal  hão vai estar em ótimas mãos”, avaliou França, lembrando que os dois já trabalharam juntos durante 6 anos no 12° BPM.

Currículo - O novo comandante liderou o Bope durante a recente ocupação dos complexos da Penha e do Alemão, no Rio. Ele é formado em instrução de tiro, segurança de autoridades, ciências contábeis, políticas públicas de segurança e tem pós-graduação em estratégia. Os últimos três cursos, feitos na Universidade Federal Fluminense (UFF). Paulo Henrique comandou também a Diretoria Geral de Segurança do Tribunal de Justiça do Rio (TJ).

Estiveram presentes na cerimônia, entre outros, o subsecretário de Governo da Região Metropolitana, Alexandre Felipe, a secretária municipal de educação, Maria Inês Azevedo de Oliveira, o deputado estadual eleito, Felipe Peixoto (PDT), e os vereadores Beto da Pipa (PMDB), João Gustavo (PMDB) e Renato Cariello (PDT).(O Fluminense)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Policiais militares de Niterói são detidos por sequestro e extorsão

Os suspeitos, dois sargentos, um tenente e um cabo, ambos lotados no 12º BPM, teriam sequestrado morador de SG e depois pediram resgate. Acusados teriam usado viatura da PM


Quatro policiais militares do 12º BPM (Niterói) foram presos na quarta-feira sob a acusação de sequestrar um morador da comunidade Novo México, em São Gonçalo, e cobrar resgate dos familiares. O crime teria acontecido durante o expediente e os agentes teriam agido fardados e utilizando carro oficial da polícia.
Dois sargentos, um tenente e um cabo, de nomes não divulgados, foram denunciados por um parente da vítima. Com as informações, uma operação para prender os suspeitos foi realizada e policiais da Corregedoria da PM foram ao encontro no local marcado para o pagamento de R$ 50 mil, valor que teria sido exigido pelos policiais. 

“Eles foram presos em flagrante e nos entristece saber que temos policiais com péssimo comportamento na corporação. Mas eles foram presos, serão autuados por extorsão mediante sequestro, já estão no Batalhão Especial Prisional (BEP) e serão expulsos”, afirmou o tenente-coronel Ruy França, comandante do Batalhão de Niterói.

Segundo ele, a Corregedoria da PM e a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) ficarão à frente das investigações. Ainda segundo a polícia, as primeiras informações apontam que o morador ficou cerca de duas horas em poder dos policiais. Ainda não há informações se os PMs já conheciam a vítima.

Memória –
No dia 12 de novembro, outro policial do 12º BPM havia sido preso pelo mesmo crime. O sargento Denilson da Silva Monteiro, de 44 anos, um policial do 5º BPM (Praça Harmonia) e outro suposto cúmplice teriam feito duas vítimas reféns e exigido a quantia de R$ 200 mil pelo resgate de uma delas. O crime ocorreu no Fonseca,  Zona Norte da cidade, mas o ponto de encontro para o pagamento da quantia foi em uma lanchonete no Centro. 

O comandante não vê ligações entre os casos.
“Naquela ocasião eles estavam à paisana, de folga. No caso dos quatro policiais, estavam em serviço e usando a viatura da PM. São casos isolados”, garantiu. (O Fluminense)

Nota: A fama do 12º vai longe, extorsão de motoristas com carteiras vencidas e IPVA atrasado, moto-táxis, propina do jogo de bicho, entre outras reportagens que já saíram no Jornal Fluminense.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vítima de bala perdida no Fonseca é sepultada no Cemitério do Maruí


Operário foi atingido durante tiroteio no Morro do Santo Cristo e não resistiu aos ferimentos. Polícia investiga denúncia de suposta disputa pelo tráfico na comunidade

O corpo do operário, Walmir Espínola Martins, de 40 anos, foi enterrado no final da manhã desta segunda-feira, no Cemitério do Maruí, no Barreto, Zona Norte de Niterói. Walmir foi morto na madrugada de sábado com um tiro de pistola e foi atingido no rosto, durante um confronto entre supostos traficantes de drogas na parte alta do Morro do Santo Cristo, no Fonseca.

As investigações da polícia dão conta que ele teria subido o morro à procura da família quando foi ferido.

Moradores dos Morros Santo Cristo, Coréia, da Favela Vila Ipiranga, no Fonseca, denunciam que traficantes de drogas, de favelas do Rio, expulsos durante operações das policias Civil, Militar e das Forças Armadas no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, estão tentando assumir os pontos de drogas comandados pela facção Amigos dos Amigos (ADA).(O Fluminense)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Secretaria de Segurança de Niterói se prepara para combate a camelôs


Guarda Municipal da cidade de Niterói vai ganhar armas para atuar no Centro e em Icaraí. Equipamentos considerados não-letais estarão à disposição do município em 2011

A Guarda Municipal de Niterói vai ganhar armas para atuar no Centro e em Icaraí. Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Wolney Trindade, equipamentos considerados não-letais deverão estar à disposição do município até abril do próximo ano. Agentes que atuam nas áreas de controle urbano e ambiental vão iniciar treinamento em janeiro.

No Centro da cidade serão priorizadas a utilização das armas nas ruas onde existam ambulantes legalizados, mas também atuem os ilegais, como São João e Coronel Gomes Machado, além das Avenidas Rio Branco e Ernani do Amaral Peixoto. Em Icaraí, os guardas armados estarão na Moreira César, Lopes Trovão, Miguel de Frias e Osvaldo Cruz, entre outras. A princípio, só agentes de controle urbano e ambiental, cerca de 50 % do efetivo de 400 homens, participarão do treinamento com as armas não letais. O quadro pode ser ampliado posteriormente. 

 “Esse projeto já foi experimentado em vários locais e teve resultados muito positivos. Na cidade do Rio, os guardas se tornaram importantes no apoio para a PM. Quem faz qualquer serviço de ordem policial tem que possuir uma arma. As nossas autoridades precisam impor respeito”, justificou o secretário.
O secretário informou que já enviou o projeto de armar a guarda para aprovação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) do Ministério da Justiça, solicitando verba para a compra das armas. O valor não foi revelado, mas a contrapartida municipal, segundo Wolney Trindade,  será de 2%.

Agentes vão passar por treinamento específico
A legislação brasileira autoriza que guardas municipais e seguranças de empresas privadas utilizem armas não letais, desde que autorizados pelo Exército. Os agentes são obrigados a passar por cursos de treinamento que duram entre 30 e 90 dias. 

O sucesso obtido com o uso dessas armas fez com que alguns estados adotassem os equipamentos também para o uso das polícias civil e militar na atuação em pequenos conflitos concentrados, evitando exageros na abordagem a perturbadores da ordem pública.

O estado de São Paulo foi um dos primeiros a usar o spray de pimenta no Brasil. Em decorrência do Panamericano de 2007, o Rio de Janeiro recebeu da Secretaria Nacional de Segurança Pública alguns desses materiais.

A Guarda Municipal do Rio de Janeiro também utiliza esse tipo de equipamento, especialmente no trabalho de repressão a vendedores ambulantes não autorizados. Essa prática reduziu significativamente o número de pessoas feridas nesses casos e tem sido exemplo para outros municípios.

Escopetas com balas de borracha, pistolas de choque e spray de pimenta farão parte do arsenal
O objetivo de uma arma não letal é provocar desconforto até que uma pessoa interrompa um comportamento violento. O projeto inicial da Prefeitura de Niterói prevê a compra de pistolas capazes de provocar descargas elétricas e escopetas calibre 12, com balas de borracha. Essas armas são normalmente utilizadas para conter tumultos em casos de multidões. Os agentes poderão usar os sprays de pimenta em casos individuais. 

Apesar do termo utilizado para designá-las, as armas não letais podem levar um indivíduo à morte, caso sejam mal utilizadas. As balas de borracha podem provocar ferimentos graves se atingirem o rosto da vítima e serem fatais se conseguirem atravessar a garganta, por exemplo.

 As pistolas elétricas também podem provocar choque superior ao que o ser humano é capaz de suportar. Por esse motivo, a lei exige que só sejam usadas por pessoas devidamente treinadas.

 Wolney Trindade disse que vai procurar o comando do 12º BPM (Niterói) para solicitar ajuda na capacitação dos guardas municipais. Os guardas municipais serão instruídos a usar as armas somente em situações críticas. A Secretaria ainda está levantando o custo do curso. 

Polêmica - A novidade já divide opiniões na cidade. O empresário Lurian Dutra, de 48 anos, morador de Icaraí, acha que essa é uma atitude que deveria ter sido tomada antes.

“Não entendo como esses guardas podem manter algum controle da situação se estão em desvantagem em relação a baderneiros e bandidos armados. Não adianta apenas chamar a PM”, opinou.

Já a estudante de fisioterapia, Aline Soares, de 26, moradora do Centro, é contra a medida.

“Não podemos correr o risco de mais armas nas ruas, sendo usadas por pessoas que podem não estar preparadas. Não sei se a prefeitura traça um perfil psicológico antes de contratar os guardas. Isso é importante”, argumentou.(O Fluminense)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Policiais militares de Niterói acusados de negociar ingressos do Fluminense

Denúncias foram feitas por torcedores que afirmam que PMs fardados estariam agindo como cambistas na Rua São João durante venda de entradas para a final do Brasileirão

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, vai investigar denúncias feitas por torcedores e pela equipe de um site esportivo de que PMs fardados agiram esta semana como cambistas na Rua São João, no Centro, durante venda de ingressos para a final do Campeonato Brasileiro, entre Fluminense e Guarani, que acontece no próximo domingo no Engenhão.

De acordo com o repórter, um PM chegou a abordá-lo pedindo a carteira de estudante emprestada para a compra de bilhetes. 

Outros dois foram fotografados contando notas de R$ 50. Tricolores contaram, também, que agentes facilitaram a entrada dos cambistas na loja que servia de ponto de venda, mesmo esses não estando na fila.
“Determinei a localização dos policiais para ouvi-los. Se as justificativas não forem convincentes, eles podem ser presos administrativamente”, explicou França.

O comandante explicou que, a princípio, serão ouvidos os policiais que aparecem nas fotos divulgadas na Internet. 

Posteriormente, os demais que estavam presentes serão convocados. Ao todo, segundo ele, cerca de 15 PMs estavam no local. Não houve registro de ocorrência na delegacia da região, a 76ª DP (Centro). (O Fluminense)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Policial militar morre e outro é preso na Ilha do Governador

Um soldado da PM foi preso por policiais militares do 17º Batalhão da PM, da Ilha do Governador e outro colega de farda morreu em confronto armado no local, na madrugada desta quinta-feira. De acordo com as primeiras informações, um soldado do 22º BPM estava em um carro roubado no Moneró, na Ilha do Governador, com outros comparsas, quando foram interceptados por agentes do serviço reservado do batalhão da Ilha do Governador.

Houve tiroteio e um PM morreu. O policial preso foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária da PM, no Méier. O comandante do batalhão da Maré foi avisado, no fim da madrugada, sobre a prisão do soldado, envolvido na morte de colega e em roubos de veículos. Outro veículo também foi recuperado na ação.(O Dia)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

No Rio, irmão de PM morto acusa Bope de assassinato

O irmão do soldado da polícia militar Eduardo Marcelo Medeiros dos Santos, 28 anos, que morreu na madrugada desta terça-feira após passar mal durante um treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), afirmou, durante o enterro do PM, na Zona Oeste do Rio, que Eduardo foi espancado no treinamento.

"Ele apanhou. Isso foi assassinato. Qualquer um pode ver o que foi feito. O rosto dele foi desfigurado", afirmou Flávio Silva Fonseca, irmão do soldado, que é fuzileiro naval e disse conhecer Eduardo desde a infância, apesar reconhecê-lo como irmão apenas na juventude.

A mãe do PM, Rosilene Medeiros do Santos, preferiu não falar sobre responsáveis pela morte do filho, pois, segundo ela, nada o traria de volta. Muito emocionada após o enterro do filho, disse que não concordava com a entrada de Eduardo no Bope e que não sabia que ele estava fazendo o curso preparatório. "Era o sonho dele, nada o impediria".

Segundo o Bope, as acusações de Flávio são precipitadas e é preciso aguardar o laudo dos legistas. "Entendemos a dor da família nesse momento. Encontrar o corpo é doloroso, mas essa não é uma análise técnica. É preciso aguardar o laudo do IML (Instituto Médico Legal)", disse o capitão Ivan Blaz, responsável pela comunicação do Bope.

O capitão ressaltou ainda que Eduardo chegou ao hospital andando e falando. "Inclusive ele queria volta para o treinamento, o Bope não deixou", afirmou.

O major Ronaldo Martins, porta voz da Polícia Militar, também considera prematuro falar sobre as causas da morte. Ele disse que será investigado se Eduardo tomava algum remédio. "O laudo cadavérico vai nos dar essa resposta".

De acordo com o major, foi instaurado um procedimento investigatório que ficará ao cardo do Bope.
Eduardo era lotado no 24° BPM (Queimados) e foi um dos dez melhores colocados no processo de seleção para o Curso de Ações Táticas do Bope. Ele e outros três colegas tiveram sintomas de desidratação e foram levados ao Hospital Central da PM. Os médicos constataram quadro de infecção renal e convulsões.
O policial estava há cinco anos na corporação e deixa um filho de 3 anos.(JB)