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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Arrastão chega às casas da Região Oceânica de Niterói

Pelo menos quatro casas foram invadidas e roubadas em sequência em Piratininga. Ação criminosa começou domingo à noite. Moradores foram feitos reféns por criminosos armados

Pelo menos quatro casas foram invadidas e roubadas em sequência em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. A ação criminosa começou por volta das 20 horas de domingo e se estendeu até o início da madrugada. Moradores foram feitos reféns por pelo menos quatro criminosos armados com pistolas e revólveres. Após sofrerem ameaças de morte, eles foram obrigados a entregar joias, dinheiro e aparelhos eletrônicos.

Os bandidos fugiram em dois carros que haviam sido roubados para serem usados no arrastão pelas casas. Um dos veículos – que tinha sistema de rastreamento por GPS e foi bloqueado pela seguradora – foi abandonado no próprio bairro e recuperado pela polícia. Nele foram encontrados pertences de vítimas e um revólver calibre 38.

O delegado titular da 81ª DP (Itaipu), Gabriel Ferrando, disse que vai procurar o comando do 12º BPM (Niterói) para pedir reforço no policiamento de toda a Região Oceânica para este Carnaval.

“O número de policiais militares atualmente não é suficiente para cobrir toda essa área”, admitiu.

Uma das vítimas da quadrilha, um advogado aposentado do extinto Banerj, de 78 anos, teria contado à polícia que os criminosos se aproveitaram do temporal de domingo à noite, que deixou as ruas do bairro desertas, para invadirem as residências. Na hora do crime ele estava com a mulher, de 77. Segundo um vizinho, também servidor público aposentado, o casal foi aterrorizado pelos bandidos.

“Assim como não morreu ninguém, poderia ter morrido. Estamos todos revoltados com a falta de policiamento”, desabafou.

Outro morador, um empreiteiro aposentado de 73 anos, disse que estranhou a movimentação na rua, e que, mesmo debaixo de chuva, foi à casa do filho, que mora ao lado, para impedir que ele saísse de casa.

“Moro há 25 anos aqui e essa não é a primeira vez que testemunho um assalto a residência. Há menos de um ano outro vizinho teve a casa invadida, foi amarrado e espancado por bandidos que levaram tudo o que puderam. E continua tudo na mesma”.

O delegado titular da 81ª DP passou o dia de ontem colhendo depoimentos. Ele disse que já teria identificado alguns integrantes da quadrilha, que teriam participação em outros crimes na região.

“Já estamos de posse das câmeras de segurança das residências, que vão ajudar nas investigações”, acrescentou, sem dar mais informações sobre o caso.

 Procurado para comentar o caso, o comandante do 12º BPM, coronel Wolney Dias, não retornou as ligações feitas para o celular dele. (O Fluminense)

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Assaltantes estão agindo nas ruas de São Lourenço, na Zona Norte


Moradores afirmam que o bairro tem sido palco de recentes confrontos entre traficantes e assaltos são constantes na ruas. Um posto de gasolina foi roubado mais de 20 vezes


Moradores de São Lourenço, na Zona Norte de Niterói, continuam denunciando a falta de segurança. O bairro, segundo eles, tem sido palco de recentes confrontos entre traficantes e assaltos são constantes na ruas. Um posto de gasolina na Rua São Lourenço já teria sido roubado mais de 20 vezes. Com medo, moradores evitam circular à noite.

“Tem um grande supermercado aqui perto, mas a insegurança é tão grande, que as pessoas evitam fazer compras lá. Temos muito medo de ser assaltados no caminho. Aqui não se vê polícia nas ruas, que à noite ficam desertas”, reclama a enfermeira Lúcia Pimentel, de 36 anos.
Outro morador, o aposentado Luiz Alberto Conceição Silva, de 76, conta que já presenciou um assalto e que depois disso evita sair de casa depois que escurece.

“Eu já vi uma moça ser assaltada, mas devido à minha idade avançada não pude fazer nada. Apenas chamei a polícia, mas quando chegou os bandidos já tinham ido embora. À noite não fico na rua, nunca sabemos o que pode acontecer”, diz.
O delegado titular da 76ª DP (Centro), Alexandre Leite, afirma que fará um mapeamento da área para verificar a incidência de roubos e furtos na região.

“Já estamos fazendo um levantamento no Setor de Investigação (SI) para mapear os locais com maior incidência de criminalidade e a partir daí tomar as medidas cabíveis”, afirma.

No fim do ano passado, uma tentativa de assalto levou pânico aos moradores e pedestres do bairro São Lourenço. Ladrões de carros teriam abordado, próximo à Favela do Sabão, o veículo de um policial militar lotado no 12º BPM (Niterói). O agente teria reagido à tentativa de assalto e houve intensa troca de tiros. O PM foi baleado no braço direito e internado no Hospital da Polícia Militar, em Santa Rosa.

Em 2010 o rapper Cláudio Márcio de Souza Santos, de 37 anos, mais conhecido como Speedfreaks, foi assassinado no bairro.

A delegacia ainda não possui dados específicos sobre a violência em São Lourenço este ano, mas de acordo com os últimos números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), foram feitos 445 registros relativos a roubo e furtos em toda a região coberta pela 76ª DP.

O comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Wolney Dias, informou que está realizando operações diárias no bairro para reduzir os índices de criminalidade.(O Fluminense)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

RJ: trio é preso com carro roubado a caminho de motel

Um homem e duas mulheres que seguiam para um motel em um carro roubado com a placa clonada foram surpreendidos por policiais militares na madrugada desta terça-feira, no acesso à comunidade Grota da Surucucu, na avenida Ruy Barbosa, em São Francisco, zona sul de Niterói.

Alédio de Oliveira Cunha, 32 anos, Priscila Fernandes Cunha, 28 anos, e Brysa Barbosa, 21 anos, disseram aos policiais que pegaram o veículo emprestado de um viciado em drogas na Grota da Surucucu. Junto com uma das meninas, os policiais encontram uma algema que seria usada pelo trio no motel.

De acordo com o cabo Silva Santos, que estava na ação, o veículo foi parado pelas atitudes suspeitas dos ocupantes. "Fizemos a abordagem porque suspeitamos do comportamento dos três integrantes do veículo. Depois verificamos que a placa era clonada e que o chassi pertencia a um veículo roubado", explicou.

De acordo com o banco de dados da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), o Palio prata foi roubado dia 4 de setembro na área da 81ª DP, em Itaipu. A placa pertence a outro veículo com as mesmas características de cor e modelo.

O caso foi registrado na 77ª DP, em Icaraí. O condutor do veículo, Alédio de Oliveira Cunha, vai responder por roubo e receptação de produto roubado.(Terra)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Operação vai reprimir a cracolândia na Praça JK

No local, cerca de 40 usuários e assaltos são frequentes. A ação conjunta foi desenhada durante a posse do novo comandante do 12º BPM (Niterói)

Universitários e moradores do Centro que passam pela Praça JK, em frente ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFF à noite, sofrem com assaltos praticados por cerca de 40 usuários de crack que ficam abrigados nas escadarias que dão acesso à garagem subterrânea no local. Ciente do problema, o secretário municipal de Segurança de Controle Urbano, Wolney Trindade, informou que fará esta semana, com apoio do 12º BPM (Niterói), operação para retirada dos “viciados”. A ação conjunta foi desenhada durante a posse do novo comandante,  tenente-coronel Sérgio Mendes Afonso, na última sexta-feira.

“Vou me reunir com ele e marcar a data. Mas será esta semana. Não posso agir sozinho porque os usuários andam armados com facas e revólveres e a Guarda Municipal trabalha desarmada. Os viciados passam o dia na prainha do Centro se drogando e à noite ficam nas escadas da praça e junto às pedras, saindo dali para assaltar os transeuntes”, reconhece Wolney, acrescentando que há quatro meses o 12º BPM se comprometeu a colocar mais viaturas no policiamento ostensivo da região. 

“O problema é complexo, pois se tiramos os usuários de um lugar, eles se mudam para outro. Também já ajudei a acabar com a cracolândia na Rua Joaquim Távora, em Icaraí e em uma praça próxima à Escola de Arquitetura da UFF, na Rua Passo da Pátria”, avalia Wolney.

Enquanto a ação não ocorre, o medo impera no local. “No último dia 11, às 20h40, fui vítima de dois viciados que circulam ali. Roubaram meu celular”, reclamou uma moradora.

Quando estão abrigados nas escadas que dão acesso à garagem atrapalham também a passagem de motoristas.  “Tenho que pedir licença, pois preciso passar em meio a colchões e televisores. Eles também fumam muita maconha e importunam a gente”, reclama um empresário que trabalha nas imediações.

O reitor da UFF, Roberto Salles, em nota oficial, diz que não tem conhecimento do fato, mas anuncia providências. “Consideramos o problema como de saúde pública. Entraremos em contato com as autoridades e cobraremos providências”, diz a nota.

A estudante Mariana Reis, integrante da direção do DCE, concorda com o reitor. “O Poder Público deveria colocar estes usuários em abrigos e dar tratamento”, defende.

A Niterói Park, empresa que administra a garagem subterrânea da praça, já pediu mais segurança no local. “Temos pedido à Secretaria de Segurança e Controle Urbano e ao 12º BPM mais policiamento. Uma viatura da PM fica no início da praça à noite, na hora do rush, mas, depois, vai embora. Queremos que fique o tempo todo”, pede o diretor da empresa, Marcelo Leiroz, acrescentando que dentro da garagem nunca houve nenhuma ocorrência.(O Fluminense)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Câmeras de segurança em Niterói custarão R$ 1,2 mi

Equipamentos de monitoramento serão instalados nas principais rotas de fuga usadas por bandidos que atuam na Região Oceânica do municípío. Dinheiro será captado entre empresários

A Câmara de Segurança da Região Oceânica (CSRO) apresentou ontem a proposta do sistema de videomonitoramento das vias públicas aos empresários e à população local, durante café da manhã em Piratininga. De acordo com o presidente da entidade, Renan Lacerda, estudo inicial prevê que sejam necessários investimento de R$ 1,2 milhão para a implantação e manutenção do sistema durante os dois primeiros anos. A CSRO firmou convênio, em março, com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, que se comprometeu a oferecer toda infraestrutura da Polícia Militar necessária para a implantação do projeto.

 A CSRO pretende captar esses recursos entre os empresários. O projeto prioriza o videomonitoramento das três principais entradas e saídas da região – Estrada Francisco da Cruz Nunes, Avenida Central e Estrada para Itaipuaçu, que servem como rotas de fuga, além de pelo menos duas vias secundárias como a Rua São Sebastião e a Estrada Frei Orlando. 

“Quanto mais pessoas participarem, menor será o custo para cada um. Várias instituições, como bancos e concessionárias de automóveis, já sinalizaram que têm o interesse em investir no projeto, que por trazer segurança vai agregar valor aos negócios e aos imóveis da região. Pretendemos, na próxima reunião, que deve acontecer no dia 26 de julho, definir uma comissão para estudar a melhor forma de captação. Acreditamos que até setembro já esteja tudo funcionando”, acredita o presidente da CSRO.

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, ressaltou a importância da integração do sistema aos outros projetos implantados na RO, como o sistema de ponto eletrônico, em que policiais são fiscalizados por um instrumento que verifica quantas vezes por dia é feita a ronda em locais pré-determinados. 

“Não podemos pensar que segurança é ter apenas um homem fardado em cada esquina. Queremos que a segurança pública seja implantada com os mais corretos e modernos modos de administração. A câmera é um instrumento de segurança, mas não funciona se todo o sistema não estiver integrado. Precisamos ter condições de detectar um problema e poder agir, caso contrário, só sentiremos medo”, enfatizou o comandante, lembrando que o monitoramento das câmeras será feito em uma sala no DPO do Cafubá, por um funcionário contratado pela CSRO.

A servidora pública Angélica Câmara, moradora da localidade Maravista, em Itaipu, afirmou ter gostado do que viu na apresentação do projeto de videomonitoramento feita pela Câmara de Segurança. Segundo ela, além dos empresários, os moradores também devem colaborar financeiramente.

“Já instalei câmera com circuito interno na minha casa, muro alto, portão eletrônico, interfone, mas continuo me sentindo insegura. Há quinze dias minha mãe foi assaltada na porta da nossa casa e vários outros vizinhos já passaram por situações semelhantes. Achei o projeto de monitoramento muito interessante para viabilizar mais segurança. Se todos participarem vai sair barato”, ponderou.(O Fluminense)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Criminalidade não para de crescer na cidade de Niterói

Levantamento divulgado pelo Instituto de Segurança Pública mostra que, por exemplo, homicídios dolosos subiram 16,6%. Assaltos a ônibus e residências também aumentaram

Apesar do Estado do Rio comemorar a queda dos índices de criminalidade, a realidade em Niterói parece diferente. Segundo último levantamento divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), esta semana, referente ao mês de abril, cresceu o número de homicídios dolosos, roubos em coletivos e de veículos, se comparado ao mesmo período do ano passado. O número de homicídios dolosos, por exemplo, apresentaram redução de 6,7% no estado e aumento de 16,6% em Niterói, na área do 12º BPM (que inclui Maricá). Em todo o estado foram 403 casos em abril deste ano e 432 no mesmo período de 2010. Já em Niterói, o número subiu de 12 para 14 casos.

Em relação aos crimes de roubos a transeuntes e em coletivos, que apresentaram diminuição média de 15% no estado, Niterói registrou alta de 28,1% e 28,5%, respectivamente. No quarto mês deste ano foram contabilizados 282 ataques a pedestres e 96 em ônibus, contra 220 e 42 em 2010. Já o número de roubo de veículos aumentou 20%, com 60 casos em 2011 e 50 em 2010.

As residências niteroienses também foram alvos mais frequentes dos bandidos este ano. O número deste tipo de roubo quase triplicou. De quatro em 2010, os roubos a residências chegaram a 14 em 2011. No estado, este índice também caiu de 113 para 105, uma queda de 7%.

Os roubos de aparelhos celulares cresceram 66,6% em abril de 2011, com 20 casos registrados contra 12 no mesmo período de 2010. As tentativas de homicídio subiram de 16 para 27, uma alta de 68,7%.
Para professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) especialista em segurança pública, Roberto Kant de Lima, o aumento da criminalidade está ligada ao crescimento populacional de Niterói. “Há um crescimento desordenado da população de Niterói e não há o aumento compatível das condições de segurança. O crime está onde há movimentação de pessoas e dinheiro”, explicou.

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Paulo Henrique Moares, explicou que o batalhão está atento às mudanças nas alterações de áreas criminais para agir. “Estamos aplicando remédios nas dores que aparecem pela cidade”, declarou.

Queda –
Os crimes que registraram queda na incidência foram estupro, com nove casos em 2011 contra 19 no ano passado (uma diferença de 52,3%); roubos a estabelecimentos comerciais (4%); e furto de automóveis, que registraram baixa de 16%, com 131 casos registrados este ano e 156 em 2010.

Em São Gonçalo, dobram casos de estupro

Em São Gonçalo, entre as taxas que aumentaram, a de estupros dobrou, com 11 vítimas em 2010 e 22 este ano. Cresceu, também, o número de roubo a residências, de sete para nove (+28,5%). As tentativas de homicídio sofreram alta de 5,5%, com 19 casos.

Já as taxas de roubos em coletivos caíram em mais da metade, com 69 casos em abril de 2010 contra 32 este ano, uma redução de 53,6%. Os roubos a transeuntes (443 ano passado e 301 em 2011) e estabelecimentos comerciais (37 em 2010 e 21 este ano) sofreram queda de 32% e 43,2%, respectivamente.

Os homicídios dolosos diminuíram em 12,1%. Ao todo, foram 29 ocorrências em 2011 contra 33 em 2010. O índice de roubo de veículos teve queda de 8,9%, com 92 registros este ano e 101, ano passado. Roubos de celulares também caíram. Em 2010, foram 36 contra 34 em 2011, menos 5,5%. Já o furto de veículos teve redução de 25,5%, com 76 casos este ano e 102 em 2010.(O Fluminense)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Medo domina os arredores da Alameda São Boaventura

Moradores temem insegurança após criação do Corredor Viário. De dia, movimento é grande, mas ao cair da noite local fica deserto e perigoso, aumentando criminalidade

Durante o dia, a Alameda São Boaventura, no Fonseca, é uma via com grande movimentação de pessoas e veículos. Mas, com o cair da noite, essa circulação diminui, dando lugar aos riscos de assaltos e ataques de criminosos. Moradores do local relatam que com a construção do Corredor Viário e a instalação de todos os pontos de ônibus no centro da pista, as calçadas ficam desertas e perigosas. Eles exigem mais policiamento para o local.

Os pontos considerados mais críticos são na altura do Ponto Cem Réis e próximo à Rua Desembargador Lima Castro. Nos últimos meses, três mulheres foram atacadas por um estuprador. Todas foram abordadas por ele na Alameda São Boaventura, justamente no trecho próximo à Avenida João Brasil. O homem acabou preso, na semana passada, com ajuda de populares. 

A única região considerada mais segura é a da 78ª DP, que fica na esquina com a Rua Tenente Osório, devido à passagem de policiais militares. Ainda assim, alguns comerciantes do local tomaram medidas para se precaver.

“Antes o meu bar ficava aberto até às 22 horas, mas agora, às 20 horas eu já estou fechando. A rua fica muito vazia e escura. Temos medo de expor os clientes e os funcionários. Não tem mais patrulha à noite, antigamente eu via”, disse um comerciante e morador do local, de 47 anos.

A dona de um salão de beleza nesta mesma via contou que duas clientes já foram assaltadas na saída de seu estabelecimento. Ela disse que a maior preocupação é no fim de semana, quando elas precisam trabalhar até mais tarde.

“Nós soubemos que algumas pessoas ficam paradas perto do Horto, esperando  os pedestres passarem para assaltar. As árvores são muito grandes e atrapalham a iluminação. Eu vi um homem estranho, liguei para a Polícia Militar para avisar, mas nenhum policial veio ver o que estava acontecendo. Estamos sem assistência”, reclamou a proprietária do estabelecimento.

Medo - A dona de casa Terezinha Borges, de 62 anos, contou que tem ouvido muitos casos de assaltos e pequenos furtos na localidade do Bairro Chic. 

“Percebo que as calçadas ficam muito vazias à noite e nós somos obrigados a andar pelos pontos de ônibus no meio da Alameda. Os pedestres acabam atravessando onde não deveriam, só para fugir dos assaltantes”, relatou.

No mês de março foram registrados 57 roubos a transeuntes na área da 78ª DP, nem todos ocorridos na Alameda São Boaventura. O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, informou que esse número está dentro das metas da Secretaria de Estado de Segurança Pública.

“Há vários meses as ocorrências da Zona Norte não superam as exigências da Secretaria. Ainda assim realizamos rondas de carros e motos nos pontos mais críticos. A Alameda também conta com patrulhamento fixo até às 22h”, afirmou.

 A diretoria de Iluminação Pública de Niterói esclareceu que a Alameda São Boaventura é uma avenida dotada de iluminação suficiente e eficaz segundo os parâmetros da Eletrobras e ainda teve reforço de iluminação nas áreas de embarque e desembarque.

Com relação às ruas adjacentes, a Prefeitura informou que está fazendo um mapeamento da cidade, para implantar um projeto macro para melhoria de iluminação pública visando a segurança.(O Fluminense)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Clima é tenso na região de São Domingos, em Niterói

A frequência no Iepic, onde estudava adolescente assassinado, caiu 10%. A informação é da Secretaria Estadual de Educação, que já comunicou o fato à Polícia Militar


O clima de violência no Ingá, provocado pela rivalidade do tráfico, causou evasão escolar na região. A frequência no Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic), que fica na Travessa Manoel Continentino, em São Domingos, onde estudava o menor assassinado, caiu 10%. A informação é da Secretaria Estadual de Educação, que já comunicou o fato à Polícia Militar.  

O motivo é a proximidade da escola com o Morro do 94. Os alunos que vivem no Morro do Palácio estariam se sentindo ameaçados e, por isso, teriam deixado de ir às aulas. Já os moradores do 94 estariam evitando passar pela Rua José Bonifácio, principal acesso ao Palácio. 

“A briga é entre eles, mas nós também somos contagiados. Os traficantes não querem saber quem é do tráfico e quem não é. Eles não querem moradores dos dois morros misturados. Por isso deixei de levar minha filha à escola, porque tem que passar por ali”, contou a mãe de uma estudante.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes informou que os policiais reforçaram o patrulhamento nessas duas comunidades para evitar conflitos e as viaturas de ronda escolar e universitárias permanecem nos bairros.(O Fluminense)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Rotinas dos moradores de Niterói são alteradas pelo medo


Risco de um confronto armado entre traficantes dos morros 94 e do Palácio, no Ingá, tem feito essas comunidades estabelecerem uma espécie de “toque de recolher”

A ameaça de nova guerra entre facções criminosas na Zona Sul de Niterói está mudando a rotina da população dessa região e de comerciantes do entorno. O risco de um confronto armado entre traficantes dos morros 94 e do Palácio, ambos no Ingá, tem feito moradores dessas comunidades retornarem mais cedo do trabalho, estabelecendo uma espécie de “toque de recolher”. A frequência escolar também reduziu nas unidades de ensino da região. A segurança na área teve que ser reforçada.

 “Sou funcionário de um restaurante no Ingá e costumava sair do trabalho depois das 23 horas, mas agora, como sei que não podemos entrar muito tarde em casa, pedi ao meu patrão para me liberar às 20 horas. O que se ouve o tempo todo é que os traficantes do Comando Vermelho estão se preparando para invadir o Palácio e toda a população fica no meio dessa guerra”, relatou um garçom, de 33 anos, que pediu para não ser identificado.

 O comércio de entorpecentes no Morro do Palácio passou a ser comandado pela facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), após constantes conflitos ocorridos no ano passado. Moradores temem que os dias de paz estejam novamente com os dias contados. Alguns relataram que ouviram tiros na madrugada de terça-feira. Eles acreditam que o tiroteio tenha sido uma tentativa de invasão.

 “O pessoal do 94 tentou entrar por volta das 2 horas, mas não conseguiu. Nós ouvimos os tiros. 

Estamos um pouco assustados porque sabemos que eles vão tentar outra vez. É sempre assim, isso não acaba nunca. Não se fala em outra coisa, as mães não deixam as crianças brincarem na rua à noite e a gente não tem mais sossego”, relatou um porteiro, de 46 anos, morador da região há 20 anos.

 O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, negou que tivesse ocorrido uma tentativa de invasão na madrugada de terça-feira. Segundo ele, os moradores podem ter ouvido a movimentação da entrada da PM, que fez incursão no local esse dia.

 “Na madrugada de segunda para terça-feira, o Serviço Reservado entrou no morro em busca da moto que teria sido usada no homicídio do estudante de 16 anos em São Domingos, naquela noite. É possível que os moradores tenham estranhado a presença de homens armados que não eram da comunidade. Não recebemos qualquer informação sobre possível invasão, mas os policiais estão realizando operações quase todos os dias, depois do crime”, garantiu Paulo Henrique.  

Moradores disseram ainda que familiares de pessoas ligadas ao tráfico do Morro do Palácio estão deixando a comunidade com medo de represálias. A rixa entre as facções interferiu, inclusive, na rotina escolar. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a frequência no Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho, no Ingá, onde estudava o jovem de 16 anos morto a tiros na última segunda-feira, caiu 10%.

 “Devido à morte desse menor, traficantes do 94 estão dispostos e já mandaram recados que vão matar qualquer um do Morro do Palácio até mesmo moradores”, escreveu.

O crime – O estudante J.F.N, de 16 anos, foi morto a tiros na noite da última segunda-feira, na Praça da Cantareira, em São Domingos, Niterói. Ele teria sido alvejado por dois motociclistas. Uma Honda Falcon azul que teria sido usada no crime já foi apreendida, mas até o momento ninguém foi preso. Um suspeito chegou a ser detido na quarta-feira, mas foi liberado.

 Aluna e professora da UFF também foram baleadas acidentalmente, mas passam bem. Polícia acredita que a morte tenha sido motivada pela guerra entre facções.(O Fluminense)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Menor é assassinado e professora e estudante da UFF são baleadas em Niterói

Um adolescente de 16 anos foi perseguido e assassinado com três tiros, na noite desta segunda-feira, na Rua General Osório, na Praça da Cantareira, bairro São Domingos, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Uma professora e uma estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), que fica a poucos metros do local, foram atingidas por balas perdidas. A polícia suspeita que o menor tenha envolvimento com o tráfico de drogas. A família dele nega.
 
Segundo policiais do 12º BPM (Niterói), por volta das 20h, dois homens em uma moto Falcon azul sem placa passaram atirando contra o adolescente quando ele passava em frente a uma padaria. Ferida, a vítima correu e ainda foi atingido poucos metros à frente. O jovem morreu no portão de casa, a cerca de 200 metros do local do primeiro tiro. Ele foi baleado na cabeça, no tórax e no abdômen. Ele ainda foi levado por parentes para o Hospital Azevedo Lima, mas não resistiu.

A estudante da UFF Ana Beatriz Rodrigues da Silveira Lima, de 20 anos, foi baleada de raspão na perna quando passava em frente a padaria. A professora da universidade Etelma Mendonça Costa, de 60 anos, foi baleada no braço, do outro lado da calçada, em frente a um restaurante. Ambas foram socorridas por PMs e levadas para o Hospital Azevedo Lima, também em Niterói. Ainda não se sabe o estado de saúde delas.

De acordo com a polícia, a principal suspeita para o crime é que o adolescente tenha algum tipo de envolvimento com mo tráfico de drogas. A moto usada no ataque foi encontrada no Morro do Palácio, no bairro do Ingá. Ninguém foi preso. Segundo a PM, o jovem não tinha passagem pela polícia. A avó dele, Vera Lúcia Fulli, de 61 anos, negou veementemente que o neto tivesse envolvimento com traficantes.

"Todo mundo aqui é trabalhador. Meu neto estudava e não tinha envolvimento com nada disso que estão dizendo. Agora eles (bandidos) se desentendem entre eles e matam inocentes", disse. Ela ainda reclamou da insegurança na região. Uma vizinha disse que o menor era estudante do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic). Ele estaria voltando do colégio.

O caso está sendo investigado pela 76ª DP (Centro).(O Dia)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Município de Niterói segue na contramão da queda da criminalidade

Enquanto dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam redução de crimes no Estado, registros nos municípios de Niterói e Maricá sobem e não acompanham queda

Os números de roubos a coletivos em Niterói e Maricá saltou 80% em fevereiro deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. Os casos de roubo de veículos cresceram 31% e o de assaltos a estabelecimentos comerciais subiram 36% nesses dois municípios. Os dados são do último balanço da criminalidade divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio. Niterói e Maricá também não acompanharam a tendência de queda dos índices de homicídios do estado do Rio. 

Enquanto os números estaduais de mortes violentas caíram 23,5%, Niterói e Maricá apresentaram uma escalada de 46% nesses índices.

Em fevereiro de 2011 foram registrados 19 homicídios na região, contra 11 no mesmo período do ano passado. A maioria dos casos ocorreu na área da 82ª DP (Maricá), que teve sete ocorrências. Os demais aconteceram na jurisdição das seguintes delegacias de Niterói: 76ª DP (Centro), com duas ocorrências; 78ª DP (Fonseca), com quatro casos; 79ª DP (Jurujuba), com dois registros e 81ª DP (Itaipu), com quatro. As tentativas de homicídios também apresentaram aumento de 30% na região.

“Os números chamam atenção porque este ano o carnaval (época em que tradicionalmente ocorrem mais crimes) ocorreu em março e não em fevereiro como em 2010”, alega o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, para tentar justificar os números.

Ele também afirma que mudanças na forma de captação dos dados também teriam contribuído para o aumento no número de crimes. “Esse ano, o ISP passou a considerar os autos de resistência (morte em confronto com a polícia) como letalidades violentas. No ano passado, esses índices ainda eram apresentados separadamente. Das 19 mortes apresentadas pelo ISP em fevereiro de 2011, 8 foram autos de resistência”, acrescenta sem explicar por quê, apesar de também serem atingidos por essas variantes, demais municípios apresentaram queda nos indicadores de violência. 

A escalada da violência da cidade parece não ter freio. Em março, um crime brutal ocorreu na Região Oceânica, área de jurisdição da 81ª DP. Na ocasião, a decoradora Amaly Olympia de Vasconcelos Taiul, de 53 anos, foi morta a pedradas quando dormia em sua residência, na Rua Frei Orlando, em Piratininga. Um pedreiro que prestou serviço para a vítima foi preso dias depois acusado do homicídio. 

O rapaz de 19 anos, aparentando problemas mentais, teria revelado detalhes do crime ao então delegado da distrital, Adílson Palácio.(O Fluminense)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Lazer no Parque da Cidade agora é permitido só até 17h


Um dos principais pontos turísticos de Niterói só pode ser visitado antes do pôr do sol para garantir a segurança dos visitantes ao local. Algumas pessoas foram pegas de surpresa com a notícia


O Parque da Cidade, um dos principais pontos turísticos de Niterói, começou a funcionar com horário diferenciado nesta segunda-feira. O local, que funcionava das 8 às 18 horas, passou a abrir às 7h e fechar às 17h. A medida, segundo o secretário de Segurança e Controle Urbano, Wolney Trindade, foi tomada após uma série de denúncias de assaltos e outros crimes na região e visa garantir a segurança dos visitantes. 

O novo horário pegou muitas pessoas de surpresa e alguns visitantes só souberam da mudança quando chegaram ao local. Foi o caso da professora Monique Almeida, de 45 anos, que foi visitar o local na companhia de uma amiga. Para ela, a medida foi acertada, pois vai garantir que criminosos não possam entrar no parque à noite.

“Eu concordo com esse novo horário, porque isso vai garantir uma segurança maior para quem está visitando o parque. Nunca aconteceu nada comigo, particularmente, mas já ouvi histórias de pessoas que já foram assaltadas quando estavam vindo para cá. E mesmo com os guardas municipais vigiando, eu tenho medo de vir aqui sozinha.”, disse.

Mas o novo horário não agradou a todos os visitantes. A estudante de psicologia Marcele Tavares, de 22 anos, é uma das de que são contra a decisão do secretário, pois para ela a redução do horário em uma hora não vai garantir a segurança de ninguém. 

“Não faz sentido você fechar um lugar uma hora mais cedo porque está perigoso, o certo seria colocar mais policiamento aqui para garantir que ninguém seja assaltado. Esse novo horário vai tirar todo o glamour do parque, as pessoas vêm aqui para ter uma vista romântica do pôr do Sol e isso vai acabar.”

O secretário Wolney Trindade explica que a decisão foi tomada porque a estrada que dá acesso ao parque é muito perigosa depois do anoitecer e não há como pôr mais guardas municipais para fazer a vigilância no local.

“Não há como um motorista dirigir por aquela estrada com uma velocidade maior do que 20km/h, por isso é muito fácil uma pessoa ser assaltada. Essa medida é para garantir a segurança dos visitantes que saem do parque, quando está anoitecendo”, justifica.(O Fluminense)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Roubo de carros cresceu quase 10% em Niterói

Segundo dados divulgados pelo ISP, 44% dos casos ocorrem em Icaraí e bairros vizinhos. Estudante viveu momentos de terror durante crime do mesmo tipo na Rua Pereira da Silva


Deixar veículo estacionado nas ruas de Niterói está mais perigoso. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, 95 veículos foram roubados na cidade em janeiro deste ano, quase 10% a mais do que o mesmo período do ano passado.

As estatísticas revelam também crescimento do número de furtos de aparelhos eletrônicos dos automóveis, como os de som, DVD e localização por satélite. Foram feitos 117 registros dessa última modalidade no primeiro mês de 2011, 44% deles na área sob jurisdição da 77ª DP (Icaraí).

Uma das últimas vítimas na Zona Sul foi uma estudante de 32 anos. Na noite de sexta-feira, ela e o namorado saíam de casa na Rua Pereira da Silva, em Icaraí, quando o casal foi atacado por dois bandidos de moto, no momento em que entrava no carro, estacionado próximo à residência. 

“Os criminosos apontaram uma arma e obrigou a gente a descer do veículo. Eu nunca tinha sido assaltada. Só quem já passou pela experiência sabe o quanto é assustadora. Você não imagina o que significa ter uma arma apontada para você. Desde aquele dia eu saio de casa com muito medo, achando que pode ter alguém me observando ou me seguindo. O carro era do meu namorado. Ele comprou com muito trabalho. É um absurdo termos que entregar nossos bens dessa forma”, contou a vítima, traumatizada.

Segundo a estudante, esse não foi o primeiro caso de roubo de carros nas redondezas. Uma moradora do mesmo prédio teve o carro depenado em plena luz do dia, enquanto ela estava em casa.

“Os moradores suspeitam que isso seja prática de um mesmo grupo de criminosos que observam os moradores. Às vezes, quando os moradores não vão demorar a sair com o carro, não se dão ao trabalho de colocar na garagem. É nessa hora que eles dão o bote. Por isso orientamos os moradores a não facilitar. Eles têm que entrar logo com o carro na garagem”, destacou o porteiro de um edifício.
Mas nem todos possuem vaga de garagem. O proprietário de um curso pré-vestibular na região estacionou o carro em frente ao prédio onde trabalha e minutos depois percebeu que o vidro havia sido arrombado. O aparelho GPS e o som foram roubados.

 “Achei que não teria problema porque da janela do meu serviço eu conseguia ver o carro. Mas alguns instantes de distração foram suficientes pra que eles agissem. Estamos muito preocupados com a situação nessa área. Vários alunos já foram assaltados. Levaram a bicicleta de um deles há alguns dias. O perigo é maior à noite, quando a rua fica mais deserta. Já pedimos aumento no policiamento, mas só somos atendidos depois que ocorre algum assalto”, reclamou.

Falta policiamento -
A poucos metros do local, em frente a uma escola particular, existe uma cabine da polícia militar. Moradores, porém, afirmam que nem sempre é possível encontrar um policial no local. 

 “Se existe alguma segurança nessas ruas é graças às escolas e empresas que contratam o serviço particular. Quem sofre são as pessoas que precisam passar por aqui. Tenho amigas que já foram assaltadas e evito passar nessa rua à noite”, contou outra moradora.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, informou que algumas cabines chegaram a ser desativadas devido à falta de efetivo, mas frisou que nos últimos meses tem trabalhado para reativá-las pelo menos em alguns turnos, como é o caso da cabine localizada em frente a essa escola particular. Ele afirmou também que está intensificando o policiamento a pé.(O Fluminense)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Homem é preso em flagrante após saidinha de banco em Icaraí


Suspeito roubou R$ 500 de cliente que havia feito saque em caixa eletrônico na Gavião Peixoto e tentou fugir, mas foi capturado pela polícia militar. Dinheiro foi recuperado

Paulo Henrique Ribeiro da Silva, de 28 anos, conhecido como Paulo “Beiça” foi preso após cometer uma saidinha de banco na Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, Zona Sul de Niterói.

O suspeito estaria acompanhado de um comparsa e abordou um homem que havia sacado dinheiro no caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal, próximo ao Campo de São Bento, por volta das 10h. A dupla roubou R$ 500 da vítima e fugiu correndo, mas populares que presenciaram o crime acionaram a polícia.

Militares do 12º BPM (Niterói) que realizavam patrulhamento pelo local conseguiram capturar Paulo, mas o comparsa escapou. O dinheiro foi recuperado e o suspeito encaminhado para a 77ª DP (Icaraí).

quarta-feira, 2 de março de 2011

Assalto a policial termina com suspeito morto no Fonseca, Niterói


Dois homens abordaram PM na Rua Desembargador Lima Castro, no Fonseca, e vítima reagiu. Polícia investiga se dupla é responsável por sequência de crimes na região

Uma tentativa de assalto a um cabo da Polícia Militar terminou com um suspeito morto e outro baleado no Fonseca, na noite desta terça-feira.

O PM estava parado com seu carro, um Mitsubishi Pajero CR4, em frente à casa de um amigo na Rua Desembargador Lima Castro, esquina com Rua São Geraldo, quando dois homens passaram pelo local observando o veículo. A dupla retornou em seguida e anunciou o assalto. 

Segundo o militar, um deles levantou a blusa para mostrar que estava com um revólver calibre 38. Quando percebeu que o PM estava armado, o suposto assaltante teria feito disparos contra a vítima e o policial reagiu.

Os dois suspeitos foram atingidos e o próprio militar os levou para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca. Luiz Pedro do Nascimento Souza da Cruz, 20 anos, foi morto com dois tiros no peito. Já Fernando Botelho Vieira, de 30 anos, levou um tiro no braço e um de raspão na cabeça. Ele foi encaminhado para a 78ª DP (Fonseca), após ser medicado.

Moradores do bairro afirmam que roubos a veículos têm sido frequentes na região. A polícia vai investigar se os crimes seriam cometidos pelas mesmas pessoas.

PS. Estes assaltos eram frequentes, moro aqui perto do ocorrido, foi uma pena não terem sido mortos os dois e parece que tinha mais em um Gol prata dando cobertura, este conseguiu fugir. Pedidos ao 12º por policiamento foram feitos vários, mas a única coisa que se via eram  policiais estorquindo algumas vítimas.

Onda de assaltos na volta às aulas ameaça estudantes


Direção de escola no Centro orienta alunos a não usarem uniforme na rua e ainda coloca seguranças para fazerem escolta até terminal rodoviário. Pais cobram mais policiamento na região


Com o retorno às aulas, estudantes de escolas no Centro voltaram a ser vítimas de bandidos, atrás de eletroeletrônicos, celulares e tênis. Na Rua General Andrade Neves, uma escola particular chegou a orientar que alunos andem nas ruas sem uniforme para não chamaresm a atenção. Pelo menos sete estudantes da unidade já teriam sido vítimas de furtos desde o início do ano letivo, enquanto faziam o trajeto da escola até o Terminal Rodoviário João Goulart. Preocupados, pais de alunos cobram mais policiamento na região. 

A direção da escola informou que tem conhecimento de apenas dois assaltos a alunos da unidade, um no interior do terminal de ônibus e outro na Rua Marechal Deodoro. Entretanto, informou que o colégio vem orientando os mesmos a adotarem algumas medidas de segurança, entre as quais: evitar usar o uniforme escolar fora das dependências do colégio; andar sempre em grupo; evitar ir à aula com tênis e mochilas de marca; e evitar andar com celulares ou outros eletrônicos. 

Policiamento - O delegado da 76ª DP (Centro) informou que seria preciso fazer um levantamento com base nos registros de ocorrência para verificar a constância dos assaltos aos alunos da referida unidade escolar. 

O comandante do 12º BPM, Paulo Henrique Moraes, por sua vez, informou que está ciente da situação e que enviará uma equipe para fazer um levantamento no local e tomar as medidas necessárias.(O Fluminense)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Niterói poderá ter reforço de 142 guardas municipais

Secretário Wolney Trindade foi pessoalmente ao Legislativo agradecer a aprovação. Na sessão, vereadores voltaram a defender mais investimentos em segurança no município

A Câmara de Vereadores de Niterói aprovou nesta quarta-feira, em 1ª discussão, a criação de 142 novos guardas municipais na Secretaria de Segurança e Controle Urbano. A previsão inicial era de 300 cargos, mas devido à falta de previsão orçamentária o Executivo limitou o número de vagas.

O titular da pasta, Wolney Trindade, foi pessoalmente ao Legislativo agradecer a aprovação. Na sessão, os vereadores voltaram a defender mais investimentos em segurança no município.

“Esse número ainda não é o ideal, mas está na hora do município retomar programas como os guardas na escola. Isso dá mais garantia aos estudantes e aos seus pais”, afirmou o petista Waldeck Carneiro relembrando o projeto Guarda na Escola, que manteve um agente de segurança na porta das escolas entre 2003 e 2008.

Os vereadores também criticaram a falta de investimento do Estado em segurança.

“Niterói faz sua parte, mas está na hora do Estado se movimentar também”, afirmou o  vereador Luiz Carlos Gallo (PDT).

Antes da votação, os parlamentares acataram o veto do Executivo ao projeto que determinava parâmetros de segurança para a construção e manutenção de piscinas, do vereador Rodrigo Farah (PRP) que trancava a pauta desde o início da semana.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Clima de insegurança e medo muda a rotina da população de Niterói

Com o cenário de pânico formado, pessoas alteram seus hábitos e boatos aumentam a sensação de insegurança. Quem mora há pouco tempo na cidade está ainda mais assustado

Com a insegurança e a onda de ataques que acontecem no Rio de Janeiro e chegaram à Niterói na madrugada de terça para quarta-feira, a população está em estado de alerta. E boatos de arrastão e supostos novos ataques vêm aumentando o clima de medo. 

Na manhã desta quarta-feira, pessoas que estavam no campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF)recebiam ligações de parentes informando sobre um possível arrastão nas ruas do Centro da cidade. Quem mora há pouco tempo na cidade está ainda mais assustado.

“Mesmo fazendo faculdade na capital, decidi morar em Niterói procurando um lugar mais tranquilo. Nesse momento não sei o que fazer, não sei onde posso me sentir seguro de verdade”, comenta Yuri Junqueira, 19 anos,  estudante de direito que veio de Belo Horizonte (MG). 

“Estou com medo e chateada de ter que mudar minha rotina. Meus pais moram em Volta Redonda e para evitar passar na Dutra não vou vê-los até essa onda de crimes acabar”, diz Yuani Alves, 21 anos, estudante.
A aposentada Márcia Moreira, de 58 anos, fica preocupada com o casal de filhos. 

“Meus filhos trabalham e estudam no Rio de Janeiro, a vida não pode parar por conta desses ataques, mas fico preocupada porque Niterói também está sendo atingida”.    

O comerciante Marcelo Pacheco, de 44 anos, já mudou de hábitos.

“Desde segunda-feira estou evitando sair de casa à noite. Só vou se estiver em grupo e se for perto da minha casa”, conta.(Fluminense)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terror durante a volta para casa na Ponte Rio-Niterói

Casal invadiu um ônibus que seguia para São Gonçalo e assaltou todos os cerca de 50 passageiros. Uma mulher foi agredida com tapas e socos durante o violento percurso

Um ônibus da viação Fagundes, que fazia o trecho Castelo x Alcântara, foi invadido por um casal armado que realizou um assalto durante todo o percurso da Ponte Rio-Niterói, sentido Niterói, por volta das 20h30min desta segunda-feira. Todos os cerca de 50 passageiros que estavam no interior do coletivo foram assaltados. Segundo relato dos passageiros, a dupla estava bem vestida e não aparentavam ser criminosos. Entre os objetos roubados, celulares, carteiras, alianças e objetos de valor. Policiais do 12º BPM (Niterói) que estavam na 78ª DP (Fonseca) tentaram ir atrás da dupla, mas não conseguiram prendê-los.

“Era uma moça bonita, vestida de forma que não mostrava ser alguém suspeita. O rapaz também, que estava de boné. Eles estavam sentados na parte de trás do ônibus e assim que o ônibus subiu na ponte, eles anunciaram o assalto, falando para que nós colocássemos nossos pertences dentro de uma bolsa”, disse uma das vítimas.

Uma supervisora de telemarketing, de 25 anos, foi agredida pela mulher do suspeito com tapas e socos, por uma aparente crise de ciúmes dentro do coletivo.

Segundo ainda uma das vítimas, os criminosos desceram na entrada da Rua 22 de Novembro, no Fonseca e não seriam do bairro, pois estavam falando ao telefone com uma pessoa que estaria monitorando onde a dupla teria que descer. Todas as vítimas prestaram depoimento na 78ª DP (Fonseca).(Fluminense)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Recente onda de violência na cidade já mobiliza os vereadores de Niterói

Eles convocaram o comandante do 12º BPM para cobrar mais segurança na cidade. Alvo dos bandidos agora é o bairro Pé Pequeno, que vem sofrendo com constantes assaltos

A recente onda de violência que se abateu sobre a cidade fez os vereadores de Niterói se mobilizarem para pedir explicações ao comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França. Ele foi convidado para uma audiência no próximo dia 27, às 15 horas, no gabinete do presidente da Câmara, Paulo Bagueira (PPS), quando os parlamentares esperam discutir estratégias de policiamento para a cidade. Hoje, às 19 horas, o comandante participa de reunião com moradores do Pé Pequeno, em Santa Rosa, que reclamam dos constantes assaltos na localidade. 

“A segurança pública é atualmente a maior preocupação dos moradores de Niterói e precisamos estar atentos. Com a colaboração de todos, esperamos reduzir os índices de crimes em nossa cidade. O ideal é que fiquem abaixo da média da região metropolitana”, diz o presidente. Uma das preocupações dos vereadores é a com a migração de bandidos da capital para a cidade. 

“Sabemos do esforço do comandante, que é muito competente, mas temos que diminuir esses índices. Sabemos que há bandidos saindo do Rio e vindo para cá. Eles cometem os delitos aqui e retornam para lá. Outros até acabam se instalando em Niterói. Essa situação precisa mudar”, frisa o presidente da Comissão de Segurança da Câmara, Renato Cariello (PDT), acrescentando que já pediu que o Executivo Municipal cobre do Governo do Estado aumento no efetivo da PM e a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na cidade. Atualmente o batalhão de Niterói conta com cerca de 800 agentes para uma população de quase 600 mil habitantes.

Pé Pequeno refém de assaltosMas antes mesmo de comparecer à Câmara Municipal, o comandante do 12º BPM (Niterói) terá que dar explicações aos moradores da localidade do Pé Pequeno, em Santa Rosa, onde há dois meses a tranquilidade foi quebrada por uma série de assaltos, furtos e invasões a residências que começaram a acontecer no bairro. Organizado pela Comissão de Segurança da Câmara, o encontro será realizado hoje, às 19 horas, no Centro Educacional de Niterói, na Rua Itaguaí, 173. Além de Ruy França, também foi convidado o delegado Mário Luiz da Silva, da 77ª DP (Icaraí), responsável pelas investigações naquela região.

De acordo com o vice-presidente da comissão, vereador Felipe Peixoto (PDT), uma das propostas dos moradores é o investimento no modo de policiamento comunitário, que consiste em policiais familiarizados com o dia a dia da região em que atuam, sendo conhecidos pelos moradores e frequentadores da localidade, trabalhando em escalas e rotas fixas.

Ingá pede unidade da PMA onda de violência no entorno do Morro do Palácio, Ingá, também mobilizou a Câmara de Niterói. Na última quarta-feira, o vereador Luis Carlos Gallo (PDT) encaminhou indicação legislativa sugerindo que o Executivo alugue um espaço no bairro para acomodar a sede da 2ª Companhia de Policiamento do 12º BPM, que abrange Centro, Ingá e Boa Viagem. Para o parlamentar, o espaço descentralizaria as ações no batalhão.

“Sou morador do Ingá e vejo que o bairro está visado pelos traficantes, que atuam nas cercanias do Palácio”, alerta o vereador.

Gallo também disse que irá cobrar da prefeitura as instalações dos pórticos de segurança nas principais entradas e saídas do município. Previstas para terem início no fim do ano passado, as obras ainda não começaram, como mostrou edição de O FLUMINENSE do último dia 3. “É de suma importância para a população e irei questionar o motivo de tanta demora”, declarou.

UPP do Palácio ainda sem dataA Secretaria de Segurança Pública, através de assessoria de imprensa, informou que ainda não há data definida para instalação de UPP no Morro do Palácio. A Prefeitura de Niterói, por sua vez, não se pronunciou sobre a possibilidade de alugar o espaço para unidade do 12º BPM no Ingá, nem sobre o atraso na instalação dos pórticos de segurança. 

Já o comandante do 12º BPM disse que vê com bons olhos a criação de um espaço para a 2ª Companhia de Patrulhamento. A unidade, para ele, seria de grande valia para ajudar na segurança daquela região. Sobre o aumento do efetivo, o comandante disse que ainda aguarda posicionamento do comando da PM.(O FLuminense)