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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Ministro de Cultura vem a Niterói para receber Cine Icaraí

Fernando Haddad vai acompanhar obras da UFF e inauguração do espaço cultural. Visita irá ocorrer até a saída do ministro do cargo para concorrer à Prefeitura de São Paulo

O ministro da Educação, Fernando Haddad, é esperado em Niterói, na próxima semana, para a assinatura da escritura pública de propriedade do prédio do antigo Cinema Icaraí, que a UFF (Universidade Federal Fluminense) adquiriu da construtora Koppex, em dezembro passado, através de desapropriação promovida pela prefeitura. A informação foi dada pela assessoria da universidade. A data da visita ainda será definida.
A vinda de Haddad ao município foi acertada em reunião entre o reitor da UFF, Roberto Salles, e o próprio ministro, em reunião no gabinete deste, em Brasília (DF), no último dia 12. Na ocasião, foi acertado também que Haddad virá ao município para a inauguração das obras da UFF, como a do Cine Arte, por exemplo. A visita irá ocorrer até a saída do ministro do cargo para concorrer à Prefeitura de São Paulo, cujo prazo máximo é no início de abril.
No encontro, Haddad elogiou a UFF pela nota 5 (nota máxima atribuída pela Comissão de Avaliação do Ministério da Educação, divulgada em dezembro) e declarou estar “muito satisfeito com a UFF e com a qualidade de ensino, da pesquisa e da pós-graduação e também com a destacada posição da universidade em todos os índices apresentados no país e no exterior” e que, além disso, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec), a universidade tem conseguido mantê-lo sempre atualizado.
O reitor solicitou a mediação do ministro junto ao Ministério da Previdência Social (MPAS), a fim de obter a cessão definitiva, permuta ou compra para a UFF do terreno em frente ao Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), onde funcionou a antiga Anasa, com acesso pela Rua Ataíde Parreiras. 
No ato de desapropriação, a Prefeitura e a UFF se comprometeram a pagar R$ 17,6 milhões, sendo R$ 10,6 da universidade e o restante, do Município. A UFF pretende instalar no local a sede da Orquestra Sinfônica Nacional, construir uma sala de projeção e um centro cultural. O cinema está fechado desde fevereiro de 2006. Foi comprado pela Koppex em 2008 por R$ 5,5 milhões. O prédio é considerado uma das últimas construções em estilo arquitetônico Art Decó do município e foi construído em 1940. Tombado pelo Governo do Estado.(O Fluminense)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Meio Ambiente e Justiça podem embargar a Via Orla

Conselho entregou à Prefeitura documento com resultado de reunião entre reitor da UFF e estudantes da instituição, onde foi decidido apoio a paralisação imediata do empreendimento


O Ministério Público de Niterói irá apreciar a representação feita pelo Conselho Comunitário da Orla da Baía (CCOB) que pede o embargo imediato das obras da Avenida Litorânea – as vias Orla e 100. O projeto teria sido paralisado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que é responsável pelo projeto da Via 100, após a ocupação e uma série de protestos de alunos no prédio da reitoria da instituição.

Porém, a Prefeitura precisa que a UFF cumpra um acordo sobre a cessão de algumas áreas para viabilizar a Via Orla. E a expansão dos campi da UFF depende desses projetos – que visam reduzir o impacto viário gerado pelo crescimento da cidade universitária.

De acordo com o promotor Luciano Mattos, da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Meio Ambiente, a representação irá passar por uma fase de análise, onde será estudado se o caso realmente deve ser investigado pelo Ministério Público. Ainda não há prazo para o parecer.

O vice-presidente do CCOB, Carlos Valdetaro, afirma que o pedido de paralisação das obras é antigo, anterior à mobilização estudantil. Valdetaro ainda afirma que o CCOB entregou à Prefeitura, na tarde de ontem, o documento resultante da reunião entre o reitor Roberto Salles e os estudantes, onde foi decidido o apoio a diversas reivindicações da classe estudantil, inclusive a paralisação das obras da Via Orla e da Via 100.
Segundo Elen Del Giudice, uma das coordenadoras do Diretório Central dos Estudantes (DCE), os alunos da instituição irão acompanhar uma reunião na próxima segunda-feira, entre o Sindicato dos Trabalhadores da UFF (Sintuff) e a reitoria e, na quarta-feira, farão uma assembleia para analisar os próximos passos do movimento. A Prefeitura de Niterói, através de sua assessoria de imprensa, informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão da UFF.

Ocupação – Dezenas de estudantes da UFF passaram quase uma semana acampados na reitoria da instituição. Depois de descumprir mandados de reintegração de posse e se recusado a sair apesar da presença de forças policiais, eles acabaram deixando o prédio pacificamente, na última terça-feira, após uma reunião com o reitor. Segundo o DCE, a reitoria se comprometeu a atender diversas reivindicações dos estudantes, como suspender as obras da Avenida Litorânea e não implementar novos cursos pagos na universidade.

A reitoria da UFF não comentou sobre a suspensão das obras. Disse apenas que cerca de 70% das reivindicações dos estudantes já estavam dentro da pauta da universidade.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Alunos da UFF terão transporte gratuito até terminais de Niterói

Universidade terá coletivo próprio para levar estudantes em segurança até os terminais de ônibus e das barcas. Medida pode ajudar evitar assaltos perto dos campi

Para amenizar a exposição dos alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) aos riscos de transitar próximo aos campi, evitando que eles sejam vítimas de assaltos, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) abriu licitação para a compra de ônibus que farão o transporte universitário em período integral. A medida foi divulgada na semana em que alunos da universidade criaram um site para alertar sobre a violência no entorno da UFF, em que as vítimas podem postar depoimentos sobre as violências sofridas.

Com intervalos de 15 minutos, os coletivos deverão circular entre os campi, além de levar os alunos aos principais pontos do transporte público como o Terminal Rodoviário João Goulart e a Estação das Barcas, no Centro. Eles deverão, também, complementar o trabalho de alguns micro-ônibus, de baixa capacidade, que já auxiliam na locomoção de alunos em disciplinas específicas, conforme explicou o pró-reitor da Proaes, Sérgio Mendonça.

“A ideia dos ônibus é favorecer a vida acadêmica dos estudantes, que têm aulas em diferentes campi e também melhorar a questão da segurança, principalmente à noite. Os ônibus vão passar no Centro de Niterói. Claro que isso não substitui o poder público, mas é uma contribuição”, argumenta.

A UFF vai adquirir três ônibus, mas o terceiro veículo deve ser destinado ao Polo de Volta Redonda, no interior do estado. O processo de licitação está em andamento e a empresa vencedora ainda terá 90 dias para entregar os veículos. O pró-reitor acredita que até o fim do ano o serviço esteja disponível.

Os alunos alegam, no entanto, que o número de ônibus para Niterói é insuficiente.

 “Dois ônibus dá para no máximo 90 pessoas. A UFF tem milhares de alunos que passam por aqui em diferentes horários”, argumenta a estudante Maria Nazareth, de 24 anos, matriculada no 7º período do curso Serviço Social, no campus do Gragoatá.

A Universidade Federal Fluminense possui cerca de 20 mil alunos, sendo que pelo menos 10 mil têm aulas à noite, horário de maior perigo.

“Se tivesse recurso para comprar cinco [ônibus], eu compraria. Mas não basta estalar os dedos para conseguir recursos públicos. Acredito que vai ser possível oferecer transporte de qualidade aos alunos, porque mesmo com os ônibus indo até o Centro de Niterói, o percurso não é longo”, justifica o pró-reitor, adiantando que a UFF já planeja a abertura de nova licitação para 2012.

Internet – O site intitulado “Crimes contra estudantes de Niterói” foi criado para que qualquer estudante possa marcar em um mapa virtual da cidade, o dia, a hora e o local exato em que sofreu algum tipo de violência. Segundo os idealizadores, o principal objetivo é alertar os alunos, principalmente os que não residem no município, sobre os riscos de circularem por algumas ruas, apesar de parecerem tranquilas e terem “belas paisagens”.

Para a estudante Samira Hanna, de 20 anos, matriculada no 4º período de Serviço Social, a iniciativa dos colegas é boa, mas não terá resultado se o poder público não prestar atenção nessa manifestação.

“Já fui assaltada quase no portão da faculdade, em plena luz do dia. Não sei se o bandido estava com algum objeto cortante, mas ele ameaçou me furar se eu não entregasse celular. Somos estudantes e temos que ter a garantia de segurança para frequentar nossas aulas”, reivindica.

O chefe-adjunto da seção de planejamento da PM, tenente Bruno Andrade, reitera que existe policiamento ao redor de todos os campi na cidade. Mas ele argumenta que a maioria das vítimas não registra ocorrência na delegacia, o que dificulta o trabalho da PM, que fica sem saber os pontos de maior incidência de crimes.(O Fluminense)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Clima é tenso na região de São Domingos, em Niterói

A frequência no Iepic, onde estudava adolescente assassinado, caiu 10%. A informação é da Secretaria Estadual de Educação, que já comunicou o fato à Polícia Militar


O clima de violência no Ingá, provocado pela rivalidade do tráfico, causou evasão escolar na região. A frequência no Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic), que fica na Travessa Manoel Continentino, em São Domingos, onde estudava o menor assassinado, caiu 10%. A informação é da Secretaria Estadual de Educação, que já comunicou o fato à Polícia Militar.  

O motivo é a proximidade da escola com o Morro do 94. Os alunos que vivem no Morro do Palácio estariam se sentindo ameaçados e, por isso, teriam deixado de ir às aulas. Já os moradores do 94 estariam evitando passar pela Rua José Bonifácio, principal acesso ao Palácio. 

“A briga é entre eles, mas nós também somos contagiados. Os traficantes não querem saber quem é do tráfico e quem não é. Eles não querem moradores dos dois morros misturados. Por isso deixei de levar minha filha à escola, porque tem que passar por ali”, contou a mãe de uma estudante.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes informou que os policiais reforçaram o patrulhamento nessas duas comunidades para evitar conflitos e as viaturas de ronda escolar e universitárias permanecem nos bairros.(O Fluminense)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Menor é assassinado e professora e estudante da UFF são baleadas em Niterói

Um adolescente de 16 anos foi perseguido e assassinado com três tiros, na noite desta segunda-feira, na Rua General Osório, na Praça da Cantareira, bairro São Domingos, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Uma professora e uma estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), que fica a poucos metros do local, foram atingidas por balas perdidas. A polícia suspeita que o menor tenha envolvimento com o tráfico de drogas. A família dele nega.
 
Segundo policiais do 12º BPM (Niterói), por volta das 20h, dois homens em uma moto Falcon azul sem placa passaram atirando contra o adolescente quando ele passava em frente a uma padaria. Ferida, a vítima correu e ainda foi atingido poucos metros à frente. O jovem morreu no portão de casa, a cerca de 200 metros do local do primeiro tiro. Ele foi baleado na cabeça, no tórax e no abdômen. Ele ainda foi levado por parentes para o Hospital Azevedo Lima, mas não resistiu.

A estudante da UFF Ana Beatriz Rodrigues da Silveira Lima, de 20 anos, foi baleada de raspão na perna quando passava em frente a padaria. A professora da universidade Etelma Mendonça Costa, de 60 anos, foi baleada no braço, do outro lado da calçada, em frente a um restaurante. Ambas foram socorridas por PMs e levadas para o Hospital Azevedo Lima, também em Niterói. Ainda não se sabe o estado de saúde delas.

De acordo com a polícia, a principal suspeita para o crime é que o adolescente tenha algum tipo de envolvimento com mo tráfico de drogas. A moto usada no ataque foi encontrada no Morro do Palácio, no bairro do Ingá. Ninguém foi preso. Segundo a PM, o jovem não tinha passagem pela polícia. A avó dele, Vera Lúcia Fulli, de 61 anos, negou veementemente que o neto tivesse envolvimento com traficantes.

"Todo mundo aqui é trabalhador. Meu neto estudava e não tinha envolvimento com nada disso que estão dizendo. Agora eles (bandidos) se desentendem entre eles e matam inocentes", disse. Ela ainda reclamou da insegurança na região. Uma vizinha disse que o menor era estudante do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic). Ele estaria voltando do colégio.

O caso está sendo investigado pela 76ª DP (Centro).(O Dia)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Escritório de Ciência, Tecnologia e Inovação da MB é inaugurado na UFF


A Marinha do Brasil, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha (SecCTM), assinou no dia 18 de março um Acordo de Cooperação Acadêmica, Técnica e Científica com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

O objetivo da parceria é conferir maior eficiência, eficácia e efetividade à gestão pública, maximizar os resultados institucionais, unir esforços visando definir as formas de incentivar e facilitar a integração entre a SecCTM e a UFF, prestar apoio mútuo às atividades de pesquisa e prospecção tecnológica, bem como tarefas administrativas decorrentes dessas atividades. O Acordo também prevê programas conjuntos de atividades anuais, incluindo parcerias em bolsas de estudos, abertura de oportunidades para o corpo discente da UFF e pesquisas técnicas alusivas à projetos de interesses comuns. 

Na ocasião, foi inaugurado o Núcleo do Escritório de Ciência, Tecnologia e Inovação para a Marinha do Brasil junto à UFF, coordenado pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV). O Núcleo está localizado dentro da Escola de Engenharia da Federal Fluminense e conta com infraestrutura moderna e equipe especializada, integrada ao corpo docente e discente da Universidade.

O evento contou com a presença de autoridades militares, representantes da UFF e da Prefeitura Municipal de Niterói. O Secretário Municipal de Ciência e Tecnologia, José Raymundo Martins Romêo destacou em seu discurso que o trabalho da SecCTM em conjunto com a UFF será um marco para o avanço tecnológico nacional.

O Reitor da UFF, professor Roberto de Souza Salles, durante discurso na cerimônia de abertura, disse que deseja ampliar as parcerias estratégicas nos próximos anos. O Reitor enfatiza que, pensando no futuro, há investimentos na Inovação Tecnológica. “Queremos uma universidade que possa ajudar nosso país a desenvolver. Esse é um acordo especial, que me deixa muito feliz e, com a competência da MB e da equipe da UFF, vamos dar uma alavancada em vários graus na pesquisa. Vamos juntar a experiência da tecnologia da Marinha com a academia.” De acordo com o Diretor da Escola de Engenharia da UFF, professor Hermano José Oliveira Cavalcanti, será a oportunidade de fabricar conhecimento.(Blog do Poder Naval)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

UFF lança sistema de alerta para situações de catástrofe às prefeituras

Software desenvolvido na universidade poderá ser um grande auxílio para minimizar impactos em desastres ambientais, como a das chuvas. Mensagens serão enviadas através de SMS

Um software, baseado no sistema de envio de mensagens curtas (SMS) e utilizando as técnicas de georreferenciamento de dados, pode ser de grande auxílio para o gestor público, no sentido de minimizar o impacto de desastres ambientais inevitáveis. O sistema, chamado SMSalva-vidas, consiste no cadastramento do máximo de pessoas de uma localidade, com endereço e telefone celular respectivos, que são georreferenciados num mapa do município.

A partir daí, o gestor pode marcar as regiões segundo os graus de risco, intermediário, iminente ou provável e, por exemplo, enviar informações do tipo 'chuva perigosa' ou 'evacuar imediatamente', segundo as informações que recebe dos institutos de meteorologia, defesa civil e outros.

As informações são recebidas imediatamente nos celulares das pessoas cadastradas, pois o grande problema é esse, a maior disseminação e capilarização da informação no menor espaço de tempo possível.(O Fluminense)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Sérgio Cabral anuncia três novos secretários para o segundo mandato

Deputado estadual eleito por Niterói, Felipe Peixoto assume a pasta de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca. Brizola Neto e Ronald Ázaro também serão nomeados

O governador Sérgio Cabral anunciou nesta terça-feira que os deputados federal, Brizola Neto, e estadual eleito, Felipe Peixoto, além do engenheiro Ronald Ázaro assumem, respectivamente, as secretarias de Estado de Trabalho e Renda; de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca; e de Turismo.

Neto do líder político Leonel Brizola, o deputado federal Brizola Neto assumirá a pasta do Trabalho e Renda, tendo integrado, em 2009 e 2010, a lista do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos parlamentares mais atuantes do Brasil. Foi líder do PDT Câmara, onde defendeu projetos de natureza trabalhista, como o aumento dos aposentados, a definição da política do salário mínimo, o fim do fator redução da jornada de trabalho e a PEC do trabalho escravo.

Administrador, formado pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em Direito Público, o deputado estadual eleito Felipe Peixoto passa a gerir a Secretaria de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca. Ele foi subsecretário regional em Niterói e o mais jovem vereador do município, onde foi o mais votado da cidade em 2008.

Pós-graduado em Engenharia Econômica, Ronald Ázaro deixa a atual gestão na Secretaria de Trabalho e Renda, onde esteve à frente desde 2008, para assumir a da área de Turismo. Como secretário de Trabalho, Ázaro bateu recorde na geração de empregos no Estado do Rio, alcançando a marca dos 31.965 mil novos postos de trabalho formais, índice que, pela primeira vez, levou o estado a superar São Paulo, então maior gerador de empregos da região Sudeste(O Fluminense)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Novos cursos de pós-graduação da UFF são aprovados pela Capes do MEC


Universidade Federal Fluminense vai oferecer, no próximo ano, possibilidade de pós para as áreas de Filosofia, Administração, Engenharia Mecânica, Direito Constitucional e Sociologia

A Universidade Federal Fluminense contará em 2011 com mais sete novos programas de pós-graduação, um deles com mestrado e doutorado. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do MEC divulgou os resultados da apreciação de propostas em relação a cursos novos.

Já são oito os cursos aprovados: mestrados em Filosofia, Administração, Engenharia Mecânica (Polo Universitário de Volta Redonda), Direito Constitucional e Sociologia; mestrado e doutorado em Biologia das Interações; e mestrado profissional em S. M. Infantil.

Ainda estão em julgamento os cursos de mestrado profissional Proinove e Farmácia; mestrado em Serviço Social e Desenvolvimento Regional; doutorado em Odontologia e em Arquitetura; e mestrado profissional em Ensino e Saúde.(O Fluminense)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Regiões com petróleo no Estado do Rio de Janeiro têm ‘boom’ demográfico


Censo 2010 aponta a importância dos royalties para os municípios produtores. Em cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, populações cresceram 40% em apenas dez anos

O  Censo 2010, divulgado essa semana, pode ser um aliado em defesa dos municípios que saem prejudicados com a nova divisão dos royalties do petróleo. A grande migração de pessoas para as regiões produtoras, aliadas à taxa de natalidade local, está provocando uma explosão demográfica em áreas que não estão preparadas para atender adequadamente essa demanda. É o que aponta uma análise feita pelo professor José Carlos Milléo, pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Na Região dos Lagos e parte do Norte Fluminense, onde muitos municípios são tradicionais produtores de petróleo e, por isso, muito atraentes para pessoas em busca de emprego, três municípios cresceram acima de 40% na década de 1990. Já na década seguinte, dez cidades cresceram neste ritmo e as novas fronteiras de exploração de petróleo devem ampliar este movimento. Juntas, as 11 cidades recebem 35% dos royalties do estado, que tem 92 municípios, um montante estimado em R$ 1,3 bilhão para 2010, de acordo com a Confederação Nacional de Municípios.

“Isto torna a luta pelos royalties do petróleo primordial. É um grande argumento que precisa ser utilizado por estes municípios que recebem essa demanda. Muitos já tem problemas para atender as pessoas atualmente e com esse afluxo será necessário criar escolas, hospitais, infra-estrutura urbana. O cenário que se arma é explosivo”, conclui.

São Gonçalo e Itaboraí também devem aprender com a história. Recebendo grandes investimentos das refinarias que compõem o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o crescimento populacional pode se intensificar nos próximos anos.

“São Gonçalo e Itaboraí terão que aprender a lidar com esse aporte de pessoas. O investimento público deve ser superior ao aumento populacional, já que as duas cidades não atendem plenamente as pessoas que já moram lá”.

Niterói: crescimento estável
Com pequena mudança em relação ao crescimento registrado na década anterior, de 5% para 6%, Niterói pode estar vivendo um bom momento. 

“A cidade cresce na mesma velocidade, sem incrementos intensos e, portanto, não precisará lidar com os problemas que estão se apresentando em Macaé”, explica Milléo. 

Sem os desafios do supercrescimento, a cidade se beneficia pela atração de uma faixa de população diferenciada, daquela que parte para outros municípios em busca de oportunidades profissionais.

A cidade passou dos 436.155 habitantes, em 1990, para 459.451 em 2000. Já no Censo 2010, a cidade registra 487.327.

Tendências diferentes no País
Os números da pesquisa 2010 também refletem novas tendências de crescimento demográfico, por natalidade e migrações, dentro do estado e por todo o país, que teve taxa de crescimento reduzida de 16% na década iniciada em 1990 para 12%, de 2000 até hoje.

Se no Rio de Janeiro o crescimento é mais acentuado nas cidades litorâneas, e menos nas do interior; no Brasil o grande crescimento principalmente da região Norte chama à atenção.

“E não apenas o Norte. O Nordeste e o Centro-Oeste também são as grandes locomotivas demográficas. Além da grande taxa de natalidade nestas localidades, também podemos atribuir o crescimento aos fluxos migratórios de pessoas em busca de oportunidades nessas áreas. O Sudeste, neste aspecto, já não é tão atrativo quanto antes”, diz o professor José Carlos Milléo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Cursos de pós-graduação da UFF agora deverão ser gratuitos

Por ampla maioria, ou seja, 11.497 votos (86,7%), a comunidade acadêmica decidiu que os cursos de pós-graduação devem ser gratuitos, ao contrário do que ocorre hoje

Fim dos cursos pagos na Universidade Federal Fluminense. Por ampla maioria, ou seja 11.497 votos (86,7%), a comunidade acadêmica decidiu, em um plebiscito, cuja apuração ocorreu no sábado, que os cursos de pós-graduação (lato sensu) devem ser gratuitos, ao contrário do que ocorre hoje.

A votação foi iniciada no último dia 30 de agosto e foi encerrada na última sexta-feira. Apenas 1.851 votaram pela manutenção dos cursos pagos. Participaram do plebiscito 10.709 estudantes, 1331 professores e 1.189 servidores. No próximo dia 29, durante a reunião do Conselho Universitário, o resultado da votação será homologado. 

Entidades como a Associação dos Docentes da UFF (Aduff), o Sindicato dos Trabalhadores da UFF (Sintuff), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFF e a União Nacional dos Estudantes (UNE) irão pressionar pela execução da decisão deste sábado. A UFF tem 147 cursos de lato sensu.(Fluminense)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Faltam planos de contingência para melhorar o trânsito em Niterói

 Para alguns especialistas, saturação do sistema viário na cidade é evidente e necessita de solução urgente. Recente problema nas barcas reascendeu questão

Os recentes incidentes envolvendo o sistema de barcas que liga Niterói ao Rio colocou em evidência a falta de planos de contingência nas principais saídas de Niterói. Segundo especialistas, já há sinais evidentes de saturação do sistema viário da cidade e alternativas radicais devem ser pensadas. Pesquisa realizada em 2008 pela Ong Niterói Como Vamos revelou que, na opinião dos moradores de Niterói, o trânsito é o quarto maior problema da cidade.

Na última segunda-feira, uma embarcação da Barcas S/A, que fazia o trajeto Praça XV-Niterói, com 376 pessoas a bordo, sofreu uma pane elétrica e se chocou contra pedras. O incidente quadruplicou o tempo de espera pelo embarque e as filas se estenderam por cerca de 200 metros. A operação só foi normalizada, aproximadamente, quatro horas depois.

“O sistema de barcas precisa de ampliação total. Além de mais embarcações, ele precisa ligar outros pontos da orla dos municípios de Niterói, Rio e São Gonçalo. Infelizmente, essa proposta sempre cai no esquecimento”, opina o engenheiro de trânsito e membro do Conselho Regional e Engenharia (Crea), Abílio Borges.

Ainda de acordo com Borges, outra via da cidade que necessita de investimentos é o trecho Niterói-Manilha da BR-101. A rodovia é uma das principais ligações entre Niterói e São Gonçalo, além de dar acesso à Região dos Lagos. Mesmo assim, os congestionamentos são constantes e se agravam quando ocorrem acidentes. No início do mês, um acidente envolvendo uma moto, um ônibus e um caminhão causou cerca de sete quilômetros de engarrafamento.

“O grande problema dessas vias é que foram feitas numa época em que a população era muito menor. A Niterói-Manilha não precisa de muitos investimentos, mas de alternativas eficazes. É preciso pensar em rotas de fuga por vias perpendiculares abertas e bem sinalizadas”, frisa.

Já no caso da Ponte Rio-Niterói, o especialista acredita que a operação esteja correta, mas que a via, sozinha, não seja mais suficiente para atender à demanda. Ele deu exemplo de outros países, como Portugal, que no mesmo período de tempo já receberam outras pontes como alternativa ao aumento da frota de veículos.

“A ponte é um equipamento maravilhoso, mas está parada no tempo e no espaço. Está na hora de se discutir a construção de outras pontes”.

Entre as obras que o contrato de concessão prevê estão a ampliação da capacidade da Avenida do Contorno (Niterói), a execução de 3,6 quilômetros de vias laterais entre Manilha e Varandinha (Itaboraí), e a duplicação de 176 quilômetros de rodovia, entre Rio Bonito e Campos dos Goytacazes. A concessionária diz que iniciará as obras assim que o projeto executivo também for aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ibama concederem as licenças ambientais necessárias.

Já a concessionária CCR, que administra a Ponte Rio-Niterói, informou que, em casos de emergência, todos os planos de contingência são adotados, de acordo com um plano operacional completo. Quanto aos congestionamentos “ocasionais”, geralmente registrados em horários de rush, a concessionária diz que se trata de um problema das grandes cidades, que se reflete nos acessos à Ponte. Quanto a isso, existiria um plano de contingência: o serviço de informações aos usuários.

A ANTT não se pronunciou. A agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Rio (Agetransp) disse que, entre as obrigações firmadas pela Barcas S/A na assinatura dos contratos, estavam reforma de embarcações e melhorias nos terminais. Todas as obrigações teriam sido cumpridas. 

Planejamento urbanístico
 
Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em transportes Walber Paschoal, algumas alternativas podem ser elaboradas se for realizada uma análise operacional profunda das vias da cidade, para que sejam definidos possíveis planos de contingência. No entanto, para o especialista, Niterói precisa rever seu planejamento urbanístico.

“Meu discurso não é contra o crescimento, mas acredito que Prefeitura precisa estar atenta às limitações populacionais da cidade”, justifica, ressaltando a importância do transporte de massa.
O especialista em trânsito e ex-diretor do Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro, Celso Franco também aposta no transporte de massa.

“O problema é usar o carro de passeio como transporte. Esses veículos, como o próprio nome diz, não foram feitos para se trabalhar”, afirma.

Um estudo realizado, em 2008, pela Ong Niterói Como Vamos, revelou que o trânsito é considerado pelos niteroienses o quarto maior problema da cidade, perdendo apenas para violência, saúde e infraestrutura. Segundo o coordenador da Ong, Álvaro Cysneiros, 42,3% dos entrevistados acredita que as linhas de ônibus não funcionam bem e 52,3% acreditam que há pardais demais.(Fluminense)