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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Balas usadas na morte de juíza são da Polícia Militar

Projéteis recolhidos pelos peritos na cena do crime haviam sido comprados pela PM. Parte da munição teria ido para quartel de São Gonçalo, onde há suspeitos lotados

Rio - As balas usadas no assassinato da juíza Patrícia Acioli são da Polícia Militar. Os agentes da Divisão de Homicídios (DH) já sabem que os cartuchos de calibre 40 arrecadados no local da execução, em Piratininga, Niterói, são de um lote de 10 mil projéteis vendido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) à PM. O próximo passo da investigação é descobrir quais foram os batalhões abastecidos. Informalmente, a Secretaria de Segurança levantou que parte da munição foi distribuída para três unidades — uma delas seria o 7º BPM (São Gonçalo).


No local onde a juíza foi assassinada, no dia 11, policiais da DH encontraram cápsulas de dois calibres: 40 e 45. No entanto, só os projéteis de calibre 40 são usados pela PM. Os de calibre 45 são exclusivos das Forças Armadas. A magistrada foi atingida por 21 disparos. Segundo fontes ligadas à investigação e à cúpula da Secretaria de Segurança, como os cartuchos têm número de lote, os investigadores pediram informações à fabricante do material e souberam o nome do comprador. Na sexta-feira, a PM foi consultada pela Secretaria sobre a distribuição do lote para fazer o levantamento. Numa verificação superficial, viu que parte dos cartuchos é do estoque enviado a unidades do Interior.


Para os investigadores, a informação é importante, uma vez que há suspeitas de que entre os autores do crime estejam homens que respondiam a processos na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde Patrícia atuava. Ela participou de julgamentos de integrantes de grupos de extermínio, milícia e contravenção. Entre os envolvidos, há policiais do 7º BPM.(Jornal O Dia)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PMRJ faz faxina

PM expulsa 30 policiais acusados de participação em crimes no RJ

Segundo corregedor, entre os expulsos há um sargento, soldados e cabos.
Eles são acusados de crimes como extorsão e tentativa de homicídio.

A Polícia Militar confirmou nesta segunda-feira (1º) que 30 agentes foram expulsos da corporação por desvio de conduta. A expulsão foi publicada no boletim interno da corporação na última sexta-feira (29).

De acordo com o corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes, entre os policiais expulsos estão um sargento, soldados e cabos. Eles são acusados de participarem de crimes como tortura, formação de quadrilha e tentativa de homicídio.

Menezes informou que esta semana novas expulsão serão julgadas pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte. "Essa semana temos novos despachos com o comandante", disse o coronel. Para ele, a mudança da sede da Corregedoria, no Centro da cidade, para o município de Niterói tem facilitado a apuração dos processos. "Os julgamentos são feitos com mais rapidez e critério", afirmou.

Quatro oficiais foram expulsos pela Secretaria de Segurança
 
Na sexta-feira (29), o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, decidiu expulsar  quatro oficiais da Polícia Militar e sete inspetores da Polícia Civil, segundo informou a assessoria da Secretaria de Segurança.

Segundo a Secretaria, os 11 policiais já tiveram seus processos julgados pela Corregedoria Geral Unificada. A expulsão dos quatro policiais militares tem que ser ainda autorizada pela Justiça comum.

Entre os crimes que teriam sido cometidos pelos policiais civis estão extorsão, roubo e receptação. Já dois policiais militares teriam envolvimento com milícias e os outros dois com a máfia dos caça-níqueis, informou a Secretaria.(G1)

 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ação no RJ fiscaliza distribuidoras de gás suspeitas de ligação com milícias

Dez pessoas foram detidas e vão prestar depoimento na delegacia.
Foram identificados 17 pontos de venda ilegal de botijões em Realengo.

Policiais da 33ª DP (Realengo) com o apoio de outras sete delegacias fazem, nesta quinta-feira (23), operação contra distribuidoras de gás suspeitas de envolvimento com milícias na Zona Oeste do Rio. Dez pessoas foram detidas e levadas para prestar depoimento na delegacia.

Durou um mês a investigação sobre a venda ilegal de gás em áreas dominadas por milicianos. Foram identificados 17 pontos de venda ilegal no bairro de Realengo. De acordo com os agentes, os moradores são obrigados a comprar os botijões de gás nesses locais. Em alguns pontos, eles chegam a ser vendidos por R$ 50.

A operação conta com 50 agentes. De acordo com a polícia, a venda de gás é uma das principais fontes de renda da milícia que age no bairro. Os milicianos também exploram sinal clandestino de TV a cabo e internet e o transporte alternativo.

Num depósito no bairro, policiais encontraram duas motos usadas de forma irregular para o transporte de botijões. Centenas de botijões foram apreendidos. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo (ANP) eles só podem ser transportados em carros especiais, por se tratar de produto inflamável.

A operação ainda está em andamento. Todo o material está sendo levado para o a 33ª DP.(G1)