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terça-feira, 10 de maio de 2011

Menor é assassinado e professora e estudante da UFF são baleadas em Niterói

Um adolescente de 16 anos foi perseguido e assassinado com três tiros, na noite desta segunda-feira, na Rua General Osório, na Praça da Cantareira, bairro São Domingos, em Niterói, Região Metropolitana do Rio. Uma professora e uma estudante da Universidade Federal Fluminense (UFF), que fica a poucos metros do local, foram atingidas por balas perdidas. A polícia suspeita que o menor tenha envolvimento com o tráfico de drogas. A família dele nega.
 
Segundo policiais do 12º BPM (Niterói), por volta das 20h, dois homens em uma moto Falcon azul sem placa passaram atirando contra o adolescente quando ele passava em frente a uma padaria. Ferida, a vítima correu e ainda foi atingido poucos metros à frente. O jovem morreu no portão de casa, a cerca de 200 metros do local do primeiro tiro. Ele foi baleado na cabeça, no tórax e no abdômen. Ele ainda foi levado por parentes para o Hospital Azevedo Lima, mas não resistiu.

A estudante da UFF Ana Beatriz Rodrigues da Silveira Lima, de 20 anos, foi baleada de raspão na perna quando passava em frente a padaria. A professora da universidade Etelma Mendonça Costa, de 60 anos, foi baleada no braço, do outro lado da calçada, em frente a um restaurante. Ambas foram socorridas por PMs e levadas para o Hospital Azevedo Lima, também em Niterói. Ainda não se sabe o estado de saúde delas.

De acordo com a polícia, a principal suspeita para o crime é que o adolescente tenha algum tipo de envolvimento com mo tráfico de drogas. A moto usada no ataque foi encontrada no Morro do Palácio, no bairro do Ingá. Ninguém foi preso. Segundo a PM, o jovem não tinha passagem pela polícia. A avó dele, Vera Lúcia Fulli, de 61 anos, negou veementemente que o neto tivesse envolvimento com traficantes.

"Todo mundo aqui é trabalhador. Meu neto estudava e não tinha envolvimento com nada disso que estão dizendo. Agora eles (bandidos) se desentendem entre eles e matam inocentes", disse. Ela ainda reclamou da insegurança na região. Uma vizinha disse que o menor era estudante do Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho (Iepic). Ele estaria voltando do colégio.

O caso está sendo investigado pela 76ª DP (Centro).(O Dia)

sábado, 7 de maio de 2011

Preso mais um bandido envolvido no confronto entre torcedores de Flamengo e Vasco


Homem acusado de balear nove pessoas no último domingo no Barreto se apresenta à polícia. Justiça expediu para ele outro mandado de prisão por tentativa de homicídio

O vendedor ambulante Marlon César Soares de Alvarenga, de 35 anos, acusado de balear nove torcedores do Vasco em confronto entre torcidas, no domingo, se apresentou à polícia nesta quinta-feira. Touchê, como é conhecido, é apontado como um dos líderes do “8º pelotão da Torcida Jovem Fla” e estava foragido desde segunda-feira. Contra ele há um mandado de prisão, expedido pelo Tribunal do Júri de Niterói, pelas nove tentativas de homicídio no Barreto, em Niterói, área da 78ª DP (Fonseca). 

O suspeito também é acusado de agredir com uma barra de ferro o MC Charles, cantor da música “Trem Bala da Colina” da torcida do Vasco, na tarde de sábado, na Trindade, em São Gonçalo, área da 72ª DP (Mutuá). A Justiça expediu nesta quinta-feira outro mandado de prisão contra ele por essa tentativa de homicídio. O suspeito já possui três anotações criminais por lesão corporal em brigas de torcidas. Um segundo homem que teria participado da agressão ao funkeiro foi identificado apenas como “Ticão”. 

Touchê chegou à 78ª DP (Fonseca), na tarde desta quinta-feira, acompanhado por advogado e familiares. Em depoimento, afirmou que estava no local no momento da briga, mas que não possui e não portava arma de fogo. O acusado garante ainda que não efetuou disparo.
Na segunda-feira, a polícia fez buscas na residência dele, em São Gonçalo, mas não encontrou a arma que teria sido usada na confusão. A acusação contra o ambulante é baseada em depoimentos de testemunhas. O advogado de Touchê não quis comentar o caso. A mulher do acusado disse que a polícia não tem provas suficientes contra o marido.

“Quem está acusando é a torcida adversária, que tem rixa com ele. Ele não aparece em nenhum vídeo. Meu marido sempre participou de torcidas e já se envolveu embrigas, mas nunca teve arma”, disse a mulher. Ela contou que o marido não se apresentou antes porque na quarta-feira foi aniversário de um dos três filhos do casal.

Investigação - Três pessoas estão presas e 101 respondem em liberdade pelo crime de lesão corporal. Além de Touchê, Raphael de Souza Silva, presidente do 14º pelotão da TJF (Niterói), e Rafael Coutinho Azarati, outro integrante da torcida, vão responder por tentativa de homicídio e formação de quadrilha. O primeiro é acusado ainda de sequestrar o motorista de um Gol que passava pelo local e obrigá-lo a socorer o segundo, baleado, levando-o para o Hospital Azevedo Lima (Heal), no Fonseca.(O Fluminense)

Ps. Morte é pouco para um verme desses!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Polícia faz operação em quatro favelas no Rio. Helicóptero da Globo e prédio da prefeitura são atingidos


Cerca de 150 policiais civis do Rio estão, desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira, no conjunto de favelas da Mineira, no Estácio, região central da capital fluminense. A chegada dos policiais provocou reação dos traficantes de drogas do local, que abriram fogo contra os agentes e atingiram, com três disparos, um helicóptero da Rede Globo de televisão, que fazia imagens da ação. O principal prédio da prefeitura do Rio também foi atingido.

Segundo informou a emissora, a aeronave, conhecida como Globocop, foi atingida por três disparos no momento em que se preparava para registrar a operação. “Um dos projéteis atingiu o assoalho, o segundo, a região central e o terceiro, a cauda da aeronave, modelo Eurocopter AS350 B2. Este terceiro projétil afetou a dirigibilidade do Globocop e obrigou o piloto Antonio Ramos a realizar um pouso forçado no Aeroporto de Jacarepaguá”, informa uma nota divulgada pela Globo.

Além do piloto, estavam a bordo o operador de sistemas Roberto Mello Reis e a repórter Karina Borges. A Rede Globo informa que ninguém se feriu e que o incidente foi comunicado “às autoridades policiais e aeronáuticas”.

O Centro Administrativo São Sebastião, prédio da prefeitura do Rio conhecido como 'Piranhão', também teve janelas alvejadas. A prefeitura informou, por nota oficial, que cinco janelas de três andares do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova, foram atingidas por disparos no início da manhã de segunda-feira. Não houve feridos.

Funcionários de órgãos municipais chegaram a ser retirados do local, mas, como informou a assessoria de comunicação da prefeitura, os tiros ocorreram antes das 9h, quando começa o expediente.

Pouso forçado - De outra aeronave, um cinegrafista da Rede Record conseguiu filmar o Globocop se deslocando rapidamente até o aeroporto de Jacarepaguá. Ao chegar perto do solo, em uma área com grama, o helicóptero toca o chão com violência e chega a quicar. Em seguida, os ocupantes deixam a cabine às pressas.

As favelas do São Carlos, Zinco, Querosene e Mineira são o alvo da ação, que segundo a polícia tem objetivo de investigar e reprimir as quadrilhas de traficantes que atuam no local. Apesar da intensa troca de tiros entre policiais e criminosos nas quatro favelas ainda não há registros de feridos. O objetivo da ação, segundo a polícia, é combater o tráfico de drogas.

Ataques a aeronaves – Em outubro de 2009, na zona norte do Rio, traficantes alvejaram um helicóptero da Polícia Militar que dava apoio a uma operação no Morro dos Macacos. Três dos ocupantes morreram. A favela, em 2010, foi ocupada para receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Polícia faz operações simultâneas em várias favelas do Rio

Pelo menos 10 comunidades estão sendo vasculhadas

Policiais civis e militares fazem operações simultâneas em cerca de dez favelas do Rio para tentar prender os criminosos responsáveis pela onda de ataques a veículos e cabines da PM. O chefe do Estado Maior da PM, coronel Álvaro Garcia, e o comandante do I Comando de Patrulhamento de Área, coronel Marcus Jardim Gonçalves, supervisionam as ações.

As ações ocorrem nas favelas Parque União e Nova Holanda, no complexo da Maré; Arará, em Benfica; Jacarezinho; Tuiuti, em São Cristóvão; Cotia, no Grajaú; Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa. Além disso, policiais civis de várias delegacias especializadas ocupam as favelas de Manguinhos e Mandela, em Manguinhos.  A ação conta com o auxílio de carros blindados e helicópteros.As incursões foram determinadas pelo comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte.

Todos os policiais nas ruas a partir de hoje

O Relações Públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, anunciou nesta terça-feira a intensificação das blitzes, a presença maciça de PMs nas ruas da cidade e o reforço das operações nos morros. Em entrevista à rádio CBN, Lima Castro disse que todos os batalhões foram acionados para colocar em ação o maior número possível de policiais. O coronel informou ainda que a Avenida Brasil, Linha Amarela e Linha Vermelha receberão atenção especial, para evitar novos ataques a veículos.

- Neste momento, pedimos o sacrifício dos policiais. Sabemos que a escala da PM não é elástica, mas mesmo assim há necessidade do esforço de todos para enfrentar a onda de vandalismo - ressaltou o Relações Públicas. - Vamos buscar esses grupos criminosos nos seus redutos - garantiu.

Lima Castro também pediu o apoio da população nesta hora difícil para a área de Segurança. - É importante que a população tome conhecimento do empenho das polícias. As estatísticas são favoráveis. Há uma curva descendente de roubos e homicídios. Incomodados com a nossa atuação, os criminosos iniciaram essa onda de vandalismo que gerou medo na população - acrescentou o coronel.

- Isso nos incomoda. Temos que dar resposta, sim. As ações que o governo do estado adotou, mandando para fora do Rio os principais líderes das facções criminosas, a criação das UPPs e o programa de metas da Secretaria de Segurança, incomodaram estes marginais - enfatizou Lima Castro.

- Não me surpreende que as ordens para estes últimos ataques no Rio de Janeiro tenham partido de dentro do presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Isso está sendo apurado pela área de inteligência da Secretaria - prosseguiu.

O Relações Públicas da PM disse ainda que a morte de duas pessoas na Rodovia Washington Luiz, esta manhã, não está relacionada com os últimos atos de vandalismo. Os dois estavam em um Honda Civic, que foi atingido por mais de 10 tiros. Segundo Lima Castro, as duas vítimas estariam em uma casa noturna, em Caxias, onde teria ocorrido uma briga. Na saída, os dois foram mortos.(JB)

Nota: A polícia está cada vez mais exigindo do policial, enquanto seu salário está cada vez mais achatado, o PEC 300 ainda não foi aprovado, está política de UPP só funcionará quando a rua também tiver um efetivo descente e com salário digno.


 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tiroteios no Fonseca são constantes, reclamam os moradores da região

A disputa pelo controle dos pontos de venda de drogas na Favela Vila Ipiranga aterroriza os vizinhos da comunidade. Para eles, conflito é fruto do comércio de drogas nas redondezas

A disputa pelo controle dos pontos de venda de drogas na Favela Vila Ipiranga, no Fonseca, está aterrorizando moradores vizinhos à comunidade. Segundo eles, os tiroteios são constantes no local e é grande o risco de balas perdidas. Traficantes armados com fuzis e pistolas têm circulado livremente pelos arredores da favela. De acordo com moradores, o conflito pelo comércio ilegal de drogas, iniciado em setembro deste ano, transformou a rotina de quem vive no local. Com medo das constantes trocas de tiros, moradores evitam circular depois das 21 horas e as casas têm que permanecer sempre bem trancadas. 

“Os bandidos passeiam livremente em horários específicos, entre 16 e 18h30, e a partir das 22 horas. Eles estão sempre armados e geralmente usando motos. Vestem roupas camufladas bem parecidas com as do Exército e a dos Fuzileiros Navais. Os rostos estão sempre encobertos por toucas ninja. A vizinhança fica em silêncio, com medo das constantes ameaças feitas por esses marginais”, relatou um morador, que pediu para não ser identificado.

O bairro, segundo ele, era um lugar tranquilo antes de começar uma disputa entre duas facções criminosas rivais. A violência na área atingiu seu extremo no último dia 24, quando a população ficou no meio de um tiroteio entre traficantes e policiais que durou quase o dia todo. Alguns disparos chegaram a atingir o muro de um  condomínio na Rua Conrado Barbosa.

Moradores dizem ter entrado em contato com o 190 e com o 12º BPM (Niterói), mas ainda assim não conseguiram reforço no atrulhamento local. 

“Obtive a resposta de que para designarem o patrulhamento tem que haver ofício da Associação de Moradores. Então, para que serve esses telefones, se não atendem nossas solicitações?”, reclamou uma pessoa que reside próximo à comunidade.

A Polícia Militar tem realizado incursões na Vila Ipiranga, desde o início da guerra pelo comércio de drogas. Durante um confronto no último dia 5 de setembro, os PMs prenderam Gláucio dos Santos Ferreira, o Sherek, acusado pela polícia de dois homicídios.

Investigadores da 78ª DP (Fonseca) informaram que existem outros dois mandados de prisão contra supostos traficantes da localidade: Cleiton Bernardo Santana, o Cleiton da Vila, e outro conhecido como Matapá, cujo nome não foi divulgado. De acordo com o delegado titular, Reginaldo Guilherme, a intimidação de testemunhas dificulta a prisão de criminosos.

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, até o fechamento desta edição não retornou as ligações feitas para o seu celular.(O Fluminense)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Passageiros viram reféns durante assalto na Alameda São Boaventura


Bando armado sequestrou e assaltou ônibus em frente ao Horto do Fonseca. Veículo, que estava lotado, teve até o itinerário desviado. Houve grande tiroteio e perseguição

Quatro bandidos armados com pistolas e facas sequestraram, no final da tarde de quinta-feira, um ônibus lotado da linha 49 (Icaraí-Fonseca) que seguia pela Alameda São Boaventura e roubaram os passageiros.  Após o assalto, os criminosos foram perseguidos pela polícia enquanto fugiam em direção à Travessa Bernardino, no Fonseca. Houve troca de tiros e dois menores, um de 17 e outro de 16 anos, acabaram sendo presos.

O assalto foi anunciado por volta das 17 horas, quando o coletivo da Viação Ingá passava em frente ao Horto do Fonseca. O motorista foi obrigado a mudar o itinerário e ao invés de entrar na Rua Desembargador Lima Castro, teve que seguir pela Alameda. Depois de roubarem celulares, dinheiro e um cordão de prata do passageiros, os criminosos pediram para o motorista parar o ônibus na altura de um fast-food que fica na esquina com a Rua Sá Barreto, um dos acessos à Bernardino.

Após os bandidos desembarcarem, passageiros aos gritos alertaram policiais do 12º BPM (Niterói) que registravam uma ocorrência de trânsito nas proximidades. Houve perseguição e troca de tiros. Na fuga, dois criminosos pularam o muro de uma casa que dá para a favela e conseguiram fugir. Os menores foram presos antes de conseguirem saltar o muro da residência, na Rua Neuza Leal.

Bando teria feito ameaças de morte
Durante o assalto, os criminosos ameaçaram matar os reféns e exigiam pressa na entrega dos pertences.
“Na hora fiquei com muita raiva e revolta, mas para não criar nenhum tumulto entreguei meu celular”, contou um estudante de 19 anos que viajava no ônibus.

Segundo o cobrador a ação foi muito rápida.

“Quando o grupo embarcou, tentou pular a catraca, mas não deixei. Mas como estavam nervosos e disseram que iam pagar, liberei a roleta. Logo depois que passaram, anunciaram o assalto e se espalharam pelo ônibus. Me ameaçaram com a faca e levaram R$ 90 da empresa, além de R$ 25 que estavam comigo para troco. Sorte que não cobrei a passagem, senão teria recebido um tiro”, desabafou. 

Ao desembarcarem, os bandidos abandonaram a faca e saíram correndo em direção à Travessa Bernardino. O motorista, então, seguiu com o ônibus para a 78ª DP (Fonseca), onde o caso foi registrado. 

Embora o coletivo estivesse lotado, apenas o motorista, o cobrador e poucos passageiros registraram ocorrência. 

Outro caso – Na noite de terça-feira, três assaltantes armados com pistolas e granada sequestraram um ônibus lotado da linha 740 (Leme-Charitas) que seguia do Rio para Niterói e roubaram os passageiros. 

Na ocasião, o motorista foi obrigado a mudar o itinerário e seguir pela Avenida Brasil. Os criminosos roubaram dinheiro, relógios e celulares dos passageiros e desembarcaram em frente ao Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), seguindo para a favela de Manguinhos.(O Fluminense)