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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Bope e 12º BPM realizam operação em Niterói


Objetivo da Polícia Militar é impedir a migração de criminosos do Complexo do São Carlos, no Rio de Janeiro, que deverá receber a nova Unidade de Polícia Pacificadora na próxima semana

Cerca de 50 policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOpE) e 12º BPM (Niterói) realizaram uma operação no início da manhã desta quinta-feira em morros da Zona Norte e Centro da Cidade, com o objetivo de encontrar possíveis traficantes foragidos do Complexo São Carlos, comunidade carioca que deverá receber a próxima Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), na semana que vem. As equipes fizeram buscas nos morros do Juca Branco, Serrão e Boavista.

O Serviço de Inteligência (P-2) do 12º BPM recebeu denúncias anônimas dando conta de grupos de facções rivais estariam disputando pontos de vendas nesta região. Os confrontos estariam sendo fortalecidos por traficantes oriundos de comunidades do Rio, que procuram novos refúgios na cidade. 

Outro objetivo da incursão era cumprir seis mandados de prisão de supostos criminosos da cidade. Os procurados eram Wagner Oliveira de Carvalho, de 27 anos, o Hulk, apontado como autor de cinco assassinatos no Morro do Holofote; Walter Gomes de Carvalho Filho, 46 anos, o Valtinho, apontado pela polícia com líder do Morro Boa Vista; Jorge Gomes de Carvalho, 33, o Ginho, que atuaria no Morro do Pé Pequeno e teria relação com traficantes da Rocinha. Além de Allan Phelippe Soares, de 21, o Bambi, responsabilizado pela morte de um estudante no morro dos Marítimos; Ricardo Alves de Lima, 31 anos, suposto traficante do Morro do Palácio e Alex Moreira Pereira, de 27, o Drill, apontado como chefe do tráfico no Morro do Sabão. No entanto, ninguém foi preso.

Na noite de quarta-feira, policiais militares do batalhão de São Gonçalo (7º BPM), realizaram operação nas proximidades de favelas dominadas pela mesma facção criminosa que controla o Complexo de São Carlos.
Durante a madrugada desta quinta-feira, a Polícia Rodoviária Federal montou uma blitz na ponte Rio-Niterói também com objetivo de conter a migração de bandidos do São Carlos.

Na operação, um homem que cumpria regime semiaberto, mas não voltava para a cadeia há dois meses, foi preso.

sábado, 27 de novembro de 2010

Complexo do Alemão será invadido a qualquer momento

Mediador negocia rendição com traficantes

Traficantes cercados no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio, enviaram mensagens ao mediador de conflitos e coordenador do Afroreggae, José Júnior, para iniciar algum tipo de conversação antes da invasão da polícia.

José Júnior está agora no Complexo do Alemão disposto a negociar uma rendição com os traficantes para evitar o elevado número de mortes que se espera em um eventual combate.

Desde 1993, ele criou a ONG que atua na área social cultural em favelas, abrigando e empregando ex-traficantes dispostos a abandonar o crime. Os mediadores atuam para evitar confrontos que prejudiquem a vida de moradores das comunidades.

O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse neste sábado que a polícia vai invadir o Complexo do Alemão “a qualquer momento”. Segundo o oficial, a decisão já está tomada e não há possibilidade de se voltar atrás.

“Temos toda a superioridade. Não há hipótese de os traficantes serem bem sucedidos. Eles devem se entregar, essa é a hora. Depois que entrarmos, as coisas serão complicadas”, afirmou o comandante da PM.
Para conter a onda de violência iniciada em 21 de novembro no Rio, a polícia iniciou operações em diferentes morros e favelas. Com auxílio de blindados da Marinha, a polícia entrou na favela da Vila Cruzeiro, no complexo da Penha (zona norte), na quinta (22). Com a aproximação dos policiais, traficantes fugiram para uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.(Uol)

Nota: Acho que não tem que dar prazo nenhum para vagabundo, eles dão prazo quando mandam você e sua família sair do carro quando te roubam? Deram prazo para o menino João Hélio? Eu como ex-militar gostaria de estar lá para poder vingar algumas pessoas de bem, agora isso tem que continuar e pegar os políticos, desembargadores, advogados e juízes que protegem os traficantes. Morte é pouco para eles, nada de mediador!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

No Rio, irmão de PM morto acusa Bope de assassinato

O irmão do soldado da polícia militar Eduardo Marcelo Medeiros dos Santos, 28 anos, que morreu na madrugada desta terça-feira após passar mal durante um treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope), afirmou, durante o enterro do PM, na Zona Oeste do Rio, que Eduardo foi espancado no treinamento.

"Ele apanhou. Isso foi assassinato. Qualquer um pode ver o que foi feito. O rosto dele foi desfigurado", afirmou Flávio Silva Fonseca, irmão do soldado, que é fuzileiro naval e disse conhecer Eduardo desde a infância, apesar reconhecê-lo como irmão apenas na juventude.

A mãe do PM, Rosilene Medeiros do Santos, preferiu não falar sobre responsáveis pela morte do filho, pois, segundo ela, nada o traria de volta. Muito emocionada após o enterro do filho, disse que não concordava com a entrada de Eduardo no Bope e que não sabia que ele estava fazendo o curso preparatório. "Era o sonho dele, nada o impediria".

Segundo o Bope, as acusações de Flávio são precipitadas e é preciso aguardar o laudo dos legistas. "Entendemos a dor da família nesse momento. Encontrar o corpo é doloroso, mas essa não é uma análise técnica. É preciso aguardar o laudo do IML (Instituto Médico Legal)", disse o capitão Ivan Blaz, responsável pela comunicação do Bope.

O capitão ressaltou ainda que Eduardo chegou ao hospital andando e falando. "Inclusive ele queria volta para o treinamento, o Bope não deixou", afirmou.

O major Ronaldo Martins, porta voz da Polícia Militar, também considera prematuro falar sobre as causas da morte. Ele disse que será investigado se Eduardo tomava algum remédio. "O laudo cadavérico vai nos dar essa resposta".

De acordo com o major, foi instaurado um procedimento investigatório que ficará ao cardo do Bope.
Eduardo era lotado no 24° BPM (Queimados) e foi um dos dez melhores colocados no processo de seleção para o Curso de Ações Táticas do Bope. Ele e outros três colegas tiveram sintomas de desidratação e foram levados ao Hospital Central da PM. Os médicos constataram quadro de infecção renal e convulsões.
O policial estava há cinco anos na corporação e deixa um filho de 3 anos.(JB)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

PMs podem ter feito escolta de Nem durante tiroteio em São Conrado

Dois ex-policiais do Bope teriam participado da escolta do chefe do tráfico da Rocinha, Nem, na invasão ao Hotel Intercontinental, em São Conrado, no último Sábado. 

A informação teve origem na investigação feita pela Divisão de Capturas da Polinter sobre a quadrilha que vende drogas na comunidade. Através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça os policiais também descobriram que Nem era alertado com antencedência sobre a chegada dos agentes na Rocinha.

As imagens gravadas por câmeras de segurança de condomínios de São Conrado mostram três homens usando colete à prova de balas, radiotransmissores e fuzis. Um deles age como se tivesse experiência e tivesse recebido treinamento militar. Nas imagens ele aparece usando fones de ouvido ligados a um rádio transmissor, aparentando ter assumido a posição de comando da ação.

Nem teria descido da van e se posicionado no meio da rua. Momentos depois, mais de 20 bandidos invadiram o hotel seguindo para cômodos diferentes. Há a suspeita de que um grupo de criminosos tenha invadido o hotel apenas para despistar os policiais para que Nem fugisse sem ser notado.(SRZD)