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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PM estoura bingo clandestino no Fonseca e 15 são detidos

Na casa de apostas, foram encontradas 35 máquinas de vídeo-bingo. Responsável e apostadores foram levados para a delegacia. Em SG, central de internet foi descoberta

Policiais militares do Serviço Reservado (P-2) do 12º BPM (Niterói) estouraram na noite de quarta-feira um bingo clandestino na Rua Desembargador Lima Castro, no Fonseca. No local, foram apreendidas 35 máquinas de vídeo-bingo e detidos 15 apostadores e o responsável pelo local.

O espaço tem cinco salas, sendo que em quatro delas funcionavam as máquinas. O bingo funcionava na sobreloja de um prédio comercial de dois andares. A P-2 estava investigando o local há 15 dias. O responsável pelo espaço responderá pelo crime de contravenção penal. O caso foi registrado na 78ª DP (Fonseca). 

São Gonçalo- Também à noite, uma central clandestina de internet banda larga foi descoberta pela Polícia Federal. A aparelhagem funcionava no interior de um bar localizado no município de São Gonçalo. Uma pessoa que seria responsável pelo local foi presa.

Mais cedo, agentes da DPCA apreenderam quatro máquinas caça-níqueis em um bar na Rua São Januário, no Fonseca. Uma mulher foi levada para a delegacia e depois liberada.  O proprietário não foi localizado.(O Fluminense)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ônibus tombou na pista sentido Alcântara, na altura do Caramujo, próximo à garagem da Viação 1001



Uma pessoa morreu e outras 22 ficaram feridas em um acidente envolvendo dois ônibus na Rodovia Amaral Peixoto (RJ-104), na manhã desta sexta-feira. A colisão ocorreu na altura do km 322, no Caramujo, na pista sentido Alcântara, próximo à garagem da Viação 1001, na localidade conhecida como Barreira. Os coletivos envolvidos são da viação Fagundes. 

De acordo com o motorista do ônibus que fazia o trajeto Niterói x Alcântara, da linha 484, ele não estava em alta velocidade e o acidente ocorreu devido à neblina e a garoa, o que deixou a pista escorregadia. Ele perdeu o controle da direção e o ônibus tombou na pista. O condutor ainda revelou que, enquanto as vítimas, assustadas, saiam do coletivo, o outro ônibus, da linha 483 e que seguia para o Jardim Catarina, bateu na traseira do veículo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima fatal, identificada como Douglas dos Santos Rodrigues, seria funcionário da empresa Ingá e provavelmente retornava do trabalho para casa. 

O acidente deixou o trânsito confuso na região, pois a via precisou ser interditada nos dois sentidos para atendimento dos feridos. Ainda de acordo com os bombeiros, a pista em direção a Niterói já foi liberada. No sentido Alcântara funcionários ainda limpam e retiram o óleo das faixas. Os ônibus já foram rebocados do local.

Segundo militares do 12º BPM (Niterói), três vítimas ficaram presas nas ferragens, mas já foram removidas. Parte dos acidentados foram encaminhados para o Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, e os que estavam com ferimentos leves foram para o Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê.(O Fluminense)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Roubos assustam frequentadores do Plaza

Segundo delegado, mais da metade dos furtos registrados na área do Plaza ocorrem dentro do centro comercial. Nos últimos 20 dias foram registrados mais de 60 roubos

Uma simples ida às compras pode se tornar um pesadelo para alguns frequentadores do Plaza Shopping e para quem transita pelo entorno do estabelecimento e da Praça do Rink, no Centro de Niterói. De acordo com levantamento da Polícia Civil, só nos últimos 20 dias foram registrados mais de 60 roubos e furtos nessa área, sendo mais da metade das ocorrências no interior do shopping. Além do Plaza, os números dizem respeito apenas às vias Almirante Teffé, XV de Novembro e Avenida Visconde do Rio Branco, seu entorno.

“Mais da metade dos furtos daquela região, registrados nessa delegacia, ocorreram no interior do Plaza, onde as pessoas circulam com compras e quantidade significativa de dinheiro. Também observamos que se repetem as lojas nas quais acontecem esses crimes”, destaca o delegado titular da 76ª DP (Centro), Nilton Ferreira, lembrando que o número é ainda maior se for levado em conta que a maioria das vítimas não procura a delegacia para fazer o registro da ocorrência. 

O delegado, inclusive, informou que vai pedir a seus policiais que orientem os seguranças do Plaza sobre como observar atitudes suspeitas e como agir quando houver a identificação de um criminoso. Ele criticou também a falta de câmeras que gravem imagens em alta definição e acredita que por essa falha os mesmos assaltantes estejam agindo de forma contínua.

“As câmeras de segurança instaladas nesses locais não permitem a visualização do rosto do criminoso e, portanto, não contribuem muito nas investigações. Como na maior parte das vezes trata-se de furto, as vítimas não veem os criminosos e não são capazes de oferecer suas características”, explicou o delegado.
Em nota, o Plaza Shopping informou que não tem poder de autoridade policial e que todos os profissionais de segurança são treinados e qualificados para identificar possíveis casos no empreendimento. Qualquer situação atípica é repassada para a autoridade policial da região.

Bolsas rasgadas com canivete e até casos de estelionato

Segundo o delegado Nilton Ferreira, criminosos se aproveitam da distração dos clientes do shopping enquanto observam vitrines ou provam roupas. Também existem casos em que as vítimas têm suas bolsas cortadas com canivetes, sem que percebam. Entre os bens mais roubados estão celulares e outros aparelhos eletrônicos, além de mercadorias recém-adquiridas.

“As pessoas costumam deixar as bolsas penduradas do lado de fora das cabines, na hora de provar as peças de roupa. Os vendedores das lojas estão normalmente ocupados e não podem garantir a segurança dos pertences. Por isso, as pessoas devem estar sempre com a bolsa dentro do seu campo de visão e, se possível, andar com ela virada para frente e se certificar de que todos os bolsos estão devidamente fechados”, orienta Nilton.

O estelionato está entre outros crimes registrados no interior do shopping. Segundo o delegado, bandidos oportunistas contam histórias como as do bilhete premiado, prometem grandes vantagens e acabam iludindo pessoas inocentes.

“As maiores vítimas nos dois casos são idosos e mulheres mais jovens. O bandido acredita que essas pessoas não apresentarão reação se perceberem que estão sendo atacadas e acabam se tornando presas fáceis”, explica.

Cabine vazia
Apesar do elevado número de roubos e furtos na região, a cabine da PM instalada na Praça do Rink, ainda nova, com vidros blindados e ar-condicionado, fica vazia a maior parte do tempo, como informam comerciantes e frequentadores do local. 

“Passo aqui todos os dias e não me lembro de ter visto policial ocupando a cabine. Um dia recebi meu pagamento em uma agência bancária da Rua Aurelino Leal, passei na lotérica, paguei uma conta e todo resto do dinheiro foi roubado da minha bolsa, sem que eu visse. Acho que essas coisas poderiam ser evitadas se houvesse polícia por aqui”, opinou a cabeleireira Rosana Santos, de 43 anos.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moares, informou que a dificuldade de manter as cabines ocupadas deve-se ao baixo efetivo do batalhão. Ele garante, no entanto, que tem realizado rondas constantes no local e alternado o efetivo pelas várias cabines da cidade, incluindo a da Praça do Rink, em alguns turnos.( O Fluminense)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Rotinas dos moradores de Niterói são alteradas pelo medo


Risco de um confronto armado entre traficantes dos morros 94 e do Palácio, no Ingá, tem feito essas comunidades estabelecerem uma espécie de “toque de recolher”

A ameaça de nova guerra entre facções criminosas na Zona Sul de Niterói está mudando a rotina da população dessa região e de comerciantes do entorno. O risco de um confronto armado entre traficantes dos morros 94 e do Palácio, ambos no Ingá, tem feito moradores dessas comunidades retornarem mais cedo do trabalho, estabelecendo uma espécie de “toque de recolher”. A frequência escolar também reduziu nas unidades de ensino da região. A segurança na área teve que ser reforçada.

 “Sou funcionário de um restaurante no Ingá e costumava sair do trabalho depois das 23 horas, mas agora, como sei que não podemos entrar muito tarde em casa, pedi ao meu patrão para me liberar às 20 horas. O que se ouve o tempo todo é que os traficantes do Comando Vermelho estão se preparando para invadir o Palácio e toda a população fica no meio dessa guerra”, relatou um garçom, de 33 anos, que pediu para não ser identificado.

 O comércio de entorpecentes no Morro do Palácio passou a ser comandado pela facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), após constantes conflitos ocorridos no ano passado. Moradores temem que os dias de paz estejam novamente com os dias contados. Alguns relataram que ouviram tiros na madrugada de terça-feira. Eles acreditam que o tiroteio tenha sido uma tentativa de invasão.

 “O pessoal do 94 tentou entrar por volta das 2 horas, mas não conseguiu. Nós ouvimos os tiros. 

Estamos um pouco assustados porque sabemos que eles vão tentar outra vez. É sempre assim, isso não acaba nunca. Não se fala em outra coisa, as mães não deixam as crianças brincarem na rua à noite e a gente não tem mais sossego”, relatou um porteiro, de 46 anos, morador da região há 20 anos.

 O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, negou que tivesse ocorrido uma tentativa de invasão na madrugada de terça-feira. Segundo ele, os moradores podem ter ouvido a movimentação da entrada da PM, que fez incursão no local esse dia.

 “Na madrugada de segunda para terça-feira, o Serviço Reservado entrou no morro em busca da moto que teria sido usada no homicídio do estudante de 16 anos em São Domingos, naquela noite. É possível que os moradores tenham estranhado a presença de homens armados que não eram da comunidade. Não recebemos qualquer informação sobre possível invasão, mas os policiais estão realizando operações quase todos os dias, depois do crime”, garantiu Paulo Henrique.  

Moradores disseram ainda que familiares de pessoas ligadas ao tráfico do Morro do Palácio estão deixando a comunidade com medo de represálias. A rixa entre as facções interferiu, inclusive, na rotina escolar. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a frequência no Instituto de Educação Professor Ismael Coutinho, no Ingá, onde estudava o jovem de 16 anos morto a tiros na última segunda-feira, caiu 10%.

 “Devido à morte desse menor, traficantes do 94 estão dispostos e já mandaram recados que vão matar qualquer um do Morro do Palácio até mesmo moradores”, escreveu.

O crime – O estudante J.F.N, de 16 anos, foi morto a tiros na noite da última segunda-feira, na Praça da Cantareira, em São Domingos, Niterói. Ele teria sido alvejado por dois motociclistas. Uma Honda Falcon azul que teria sido usada no crime já foi apreendida, mas até o momento ninguém foi preso. Um suspeito chegou a ser detido na quarta-feira, mas foi liberado.

 Aluna e professora da UFF também foram baleadas acidentalmente, mas passam bem. Polícia acredita que a morte tenha sido motivada pela guerra entre facções.(O Fluminense)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Município de Niterói segue na contramão da queda da criminalidade

Enquanto dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam redução de crimes no Estado, registros nos municípios de Niterói e Maricá sobem e não acompanham queda

Os números de roubos a coletivos em Niterói e Maricá saltou 80% em fevereiro deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. Os casos de roubo de veículos cresceram 31% e o de assaltos a estabelecimentos comerciais subiram 36% nesses dois municípios. Os dados são do último balanço da criminalidade divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio. Niterói e Maricá também não acompanharam a tendência de queda dos índices de homicídios do estado do Rio. 

Enquanto os números estaduais de mortes violentas caíram 23,5%, Niterói e Maricá apresentaram uma escalada de 46% nesses índices.

Em fevereiro de 2011 foram registrados 19 homicídios na região, contra 11 no mesmo período do ano passado. A maioria dos casos ocorreu na área da 82ª DP (Maricá), que teve sete ocorrências. Os demais aconteceram na jurisdição das seguintes delegacias de Niterói: 76ª DP (Centro), com duas ocorrências; 78ª DP (Fonseca), com quatro casos; 79ª DP (Jurujuba), com dois registros e 81ª DP (Itaipu), com quatro. As tentativas de homicídios também apresentaram aumento de 30% na região.

“Os números chamam atenção porque este ano o carnaval (época em que tradicionalmente ocorrem mais crimes) ocorreu em março e não em fevereiro como em 2010”, alega o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, para tentar justificar os números.

Ele também afirma que mudanças na forma de captação dos dados também teriam contribuído para o aumento no número de crimes. “Esse ano, o ISP passou a considerar os autos de resistência (morte em confronto com a polícia) como letalidades violentas. No ano passado, esses índices ainda eram apresentados separadamente. Das 19 mortes apresentadas pelo ISP em fevereiro de 2011, 8 foram autos de resistência”, acrescenta sem explicar por quê, apesar de também serem atingidos por essas variantes, demais municípios apresentaram queda nos indicadores de violência. 

A escalada da violência da cidade parece não ter freio. Em março, um crime brutal ocorreu na Região Oceânica, área de jurisdição da 81ª DP. Na ocasião, a decoradora Amaly Olympia de Vasconcelos Taiul, de 53 anos, foi morta a pedradas quando dormia em sua residência, na Rua Frei Orlando, em Piratininga. Um pedreiro que prestou serviço para a vítima foi preso dias depois acusado do homicídio. 

O rapaz de 19 anos, aparentando problemas mentais, teria revelado detalhes do crime ao então delegado da distrital, Adílson Palácio.(O Fluminense)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bairros podem voltar a ter câmeras de monitoramento

Secretário está em busca de recursos para reativar Centro de Monitoramento da Guarda. Imagens de algumas ruas do Centro e Icaraí serão captadas em tempo real

As ações de combate ao crime em Niterói receberão reforço tecnológico. O Centro de Monitoramento da Guarda Municipal, inaugurado em 2005 e atualmente inoperante, deverá ser reativado pela Prefeitura até o fim do ano. Projeto da secretaria de Segurança e Controle Urbano busca financiamento junto ao Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para aquisição de 30 câmeras de segurança que deverão ser instaladas nas principais ruas do Centro, como Avenida Amaral Peixoto, Visconde do Rio Branco e Barão do Amazonas, além de vias de Icaraí como Moreira César, Gavião Peixoto e Miguel de Frias.

O secretário da pasta, Wolney Trindade, informou que nos próximos dias vai se reunir com o prefeito Jorge Roberto Silveira e com membros do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói para tratar do assunto.

Como as câmeras serão doadas, caberá ao Governo Municipal apenas a manutenção dos equipamentos e o pagamento do pessoal, estimado segundo o secretário, em torno de R$ 60 mil mensais.

O Secretário informou ainda que vai encaminhar ofício ao comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, solicitando que ele treine esses guardas para que aprendam a identificar situações de perigo.

Linha direta com as polícias- O secretário quer ainda que a Central tenha uma linha direta com o batalhão, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) e delegacias regionais para agilizar as ações da polícia. O Secretário ez críticas ao sistema utilizado anteriormente.(O Fluminense)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Policial que usou spray de pimenta em manifestação vai ser investigado


MPRJ vai investigar se houve abuso de poder por parte do PM que controlava protesto relacionado ao Aluguel Social em Niterói. Uma criança foi atingida no rosto na ocasião

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro instaurou procedimento investigatório criminal para apurar possível crime de abuso de poder cometido por um Policial Militar que, conforme foto divulgada no site de um jornal, teria acionado spray de pimenta no rosto de uma criança. O incidente ocorreu na última quarta-feira, dia 23, em frente à Prefeitura de Niterói, durante manifestação de ex-moradores do Morro do Bumba, que reivindicavam o pagamento de Aluguel Social.

O Titular da 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal da 2ª Central de Inquéritos, Promotor de Justiça Cláudio Calo Sousa, expediu ofício ao Comando do 12º BPM, requisitando, em 72 horas, cópias do procedimento administrativo disciplinar ou sindicâncias instauradas para apurar os fatos e as qualificações do policial, assim como sua folha de assentamentos funcionais.


Além disso, o Promotor determinou ao Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) que providencie a identificação da mulher responsável pelas crianças que aparece na fotografia e encaminhe cópias do Procedimento instaurado pelo MPRJ e da fotografia à Corregedoria Geral Unificada (CGU), para ciência e adoção de providências administrativas disciplinares.

Se o PM for denunciado pelo MP, processado e condenado terá, além da pena de seis meses de reclusão, a perda do cargo.(O Fluminense)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Roubo de carros cresceu quase 10% em Niterói

Segundo dados divulgados pelo ISP, 44% dos casos ocorrem em Icaraí e bairros vizinhos. Estudante viveu momentos de terror durante crime do mesmo tipo na Rua Pereira da Silva


Deixar veículo estacionado nas ruas de Niterói está mais perigoso. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, 95 veículos foram roubados na cidade em janeiro deste ano, quase 10% a mais do que o mesmo período do ano passado.

As estatísticas revelam também crescimento do número de furtos de aparelhos eletrônicos dos automóveis, como os de som, DVD e localização por satélite. Foram feitos 117 registros dessa última modalidade no primeiro mês de 2011, 44% deles na área sob jurisdição da 77ª DP (Icaraí).

Uma das últimas vítimas na Zona Sul foi uma estudante de 32 anos. Na noite de sexta-feira, ela e o namorado saíam de casa na Rua Pereira da Silva, em Icaraí, quando o casal foi atacado por dois bandidos de moto, no momento em que entrava no carro, estacionado próximo à residência. 

“Os criminosos apontaram uma arma e obrigou a gente a descer do veículo. Eu nunca tinha sido assaltada. Só quem já passou pela experiência sabe o quanto é assustadora. Você não imagina o que significa ter uma arma apontada para você. Desde aquele dia eu saio de casa com muito medo, achando que pode ter alguém me observando ou me seguindo. O carro era do meu namorado. Ele comprou com muito trabalho. É um absurdo termos que entregar nossos bens dessa forma”, contou a vítima, traumatizada.

Segundo a estudante, esse não foi o primeiro caso de roubo de carros nas redondezas. Uma moradora do mesmo prédio teve o carro depenado em plena luz do dia, enquanto ela estava em casa.

“Os moradores suspeitam que isso seja prática de um mesmo grupo de criminosos que observam os moradores. Às vezes, quando os moradores não vão demorar a sair com o carro, não se dão ao trabalho de colocar na garagem. É nessa hora que eles dão o bote. Por isso orientamos os moradores a não facilitar. Eles têm que entrar logo com o carro na garagem”, destacou o porteiro de um edifício.
Mas nem todos possuem vaga de garagem. O proprietário de um curso pré-vestibular na região estacionou o carro em frente ao prédio onde trabalha e minutos depois percebeu que o vidro havia sido arrombado. O aparelho GPS e o som foram roubados.

 “Achei que não teria problema porque da janela do meu serviço eu conseguia ver o carro. Mas alguns instantes de distração foram suficientes pra que eles agissem. Estamos muito preocupados com a situação nessa área. Vários alunos já foram assaltados. Levaram a bicicleta de um deles há alguns dias. O perigo é maior à noite, quando a rua fica mais deserta. Já pedimos aumento no policiamento, mas só somos atendidos depois que ocorre algum assalto”, reclamou.

Falta policiamento -
A poucos metros do local, em frente a uma escola particular, existe uma cabine da polícia militar. Moradores, porém, afirmam que nem sempre é possível encontrar um policial no local. 

 “Se existe alguma segurança nessas ruas é graças às escolas e empresas que contratam o serviço particular. Quem sofre são as pessoas que precisam passar por aqui. Tenho amigas que já foram assaltadas e evito passar nessa rua à noite”, contou outra moradora.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, informou que algumas cabines chegaram a ser desativadas devido à falta de efetivo, mas frisou que nos últimos meses tem trabalhado para reativá-las pelo menos em alguns turnos, como é o caso da cabine localizada em frente a essa escola particular. Ele afirmou também que está intensificando o policiamento a pé.(O Fluminense)

terça-feira, 15 de março de 2011

Insegurança é constante nas ruas da Zona Sul de Niterói


Escalada da violência levou a Câmara de Vereadores a encaminhar uma Indicação Legislativa ao 12º BPM (Niterói) solicitando mais segurança para Icaraí, Jardim Icaraí e Santa Rosa

Moradores da Zona Sul de Niterói estão sofrendo com recentes ondas de assaltos e arrastões. O último aconteceu no início da manhã de domingo, quando uma dupla de motociclistas armados atacou comerciantes do Jardim Icaraí. Além de levarem mais de R$ 1 mil, os bandidos agrediram algumas das vítimas. A escalada da violência levou a Câmara de Vereadores a encaminhar uma Indicação Legislativa ao 12º BPM (Niterói) solicitando mais segurança para os bairros de Icaraí, Jardim Icaraí e Santa Rosa.

 “Sempre sou procurado pelos moradores desses bairros, que me falam das ocorrências dessa região. Assaltos vividos por eles ou presenciados por parentes e amigos”, justifica o vereador Waldeck Carneiro, autor da petição.

Assaltado no último domingo, o dono de uma padaria na esquina das ruas Dom Bosco e Ari Parreiras contou que estava chegando para trabalhar, por volta das 6 horas, quando foi surpreendido pelos bandidos. Um dos homens mostrou uma pistola e o obrigou a entregar todo o dinheiro. Muito assustado, ele disse ser incapaz de reconhecer os assaltantes.

“Eu trabalho aqui há mais de trinta anos e não é a primeira vez que somos assaltados. Mas prefiro não comentar essas coisas. É melhor deixar pra lá, pela segurança de todos”, avalia.

Minutos depois de atacar a padaria, a mesma dupla assaltou uma banca de jornal na esquina da Rua Geraldo Martins com Mariz e Barros. Um funcionário esperava a entrega de jornais quando um dos bandidos colocou a pistola em sua cabeça e mandou que entregasse o dinheiro. Não satisfeitos com o valor fornecido pelo jornaleiro, os criminosos agrediram a vítima, com socos e coronhadas.  

 “Esse horário ainda não tinha vendido nada. Eles roubaram R$60 em moedas, além de minha carteira com documentos, algumas camisas de time e outras mercadorias. Levaram até revistas pornográficas. Um deles começou a gritar, dizendo que eu estava escondendo dinheiro e me deu um soco na costela. Depois, bateu com a arma na minha cabeça. O cliente também foi agredido. Foi uma covardia”, relata o trabalhador.

Os criminosos obrigaram o jornaleiro a ficar abaixado na banca enquanto eles fugiam. Segundo testemunhas, eram de dois homens com aproximadamente 25 anos, um moreno e outro negro. Eles teriam fugido em uma motocicleta azul e ainda assaltado outras pessoas que passavam pela rua.

O caso está sendo investigado pela 77ª DP (Icaraí). A polícia procura saber se câmeras de segurança de edifícios da região teriam flagrado o assalto.

Há suspeitas de que os criminosos sejam os mesmos que agem na Rua Otávio Kelly, também de moto e no mesmo horário. Lá, os moradores fizeram abaixo-assinado que foi entregue em fevereiro ao comandante do 12º BPM (Niterói). 

Memória – No fim do ano passado, uma tentativa de assalto com tiroteio gerou pânico no supermercado Extra, da Avenida Sete de Setembro, no Jardim Icaraí. Na ocasião, cinco homens armados com pistolas teriam invadido o estabelecimento. Um agente penitenciário que fazia compras reagiu. Os criminosos conseguiram fugir em um Gol prata que os aguardava na Rua Dom Bosco, no mesmo bairro.

No último dia 27, quatro motoristas foram abordados por homens armados com pistolas na saída do túnel que liga São Francisco a Icaraí. Uma analista de sistemas de 47 anos contou que foi obrigada a entregar o Honda Fit. Os bandidos teriam levado pelo menos outro veículo e pertences de outras vítimas. O caso foi registrado na 77ª DP (Icaraí).

POLÊMICA

Moradores contam que uma patrulha fica posicionada diariamente na esquina da Rua Geraldo Martins com Mariz e Barros, onde ocorreram os assaltos de domingo. Mas segundo eles, essa patrulha só fica durante o horário escolar, para fornecer segurança aos alunos de uma escola particular da região. No restante do dia, não há policiamento, afirmam.

“Acho louvável que eles coloquem policiamento para proteger os estudantes, mas não podemos ter polícia só nos horários de aula. Queremos as duplas de policiais de volta ao bairro, circulando na região e nos passando a sensação de que estamos protegidos o tempo todo, e não apenas em alguns momentos do dia”, reclama a terapeuta Sônia Carla Dias, de 42 anos.

O vereador Waldeck Carneiro, que é morador da Zona Sul, argumenta que falta estratégia da polícia para a região.

“Infelizmente, nosso policiamento é motivado por pressões da sociedade ou da imprensa. Quando há um caso de violência em determinado ponto, deslocam viaturas e policiais que ficam ali por determinado período, mas depois são novamente deslocados. Nossa política de segurança não pode ser temporária. Temos que tomar como exemplo as polícias modernas que adotam estratégias de inteligência para deslocar seu pessoal”, defende.

Em sua proposta, ele sugere que o batalhão disponibilize duplas de PMs para o policiamento a pé e que algumas cabines policiais sejam reativadas. O parlamentar solicita ainda o reforço de rondas em algumas ruas como Roberto Silveira, Nóbrega, Sete de Setembro, Lopes Trovão, Mariz e Barros também consideradas perigosas, em especial no início do dia e no fim da tarde, quando as pessoas estão se deslocando entre o trabalho e suas residências. 

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, não retornou até o fechamento desta edição as ligações feitas para o seu celular.

População entra no combate ao crime junto com a PM


Denúncias ajudaram no aumento das apreensões de entorpecentes e armas em Niterói nos últimos meses. Comandante da Polícia Militar diz que toda informação é checada

O número de armas e drogas apreendidas cresceu significativamente em Niterói, no início de 2011. A quantidade de maconha e cocaína recolhida durante as operações aumentou 143% em janeiro deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. O número de pedras de crack apreendidas também saltou em 54%, enquanto a quantidade de armas resgatadas subiu 40%. Entre o armamento encontrado no município estão armas de porte (revólveres e pistolas), fuzis e até granadas.

A droga mais encontrada foi a cocaína. Ao todo, os policiais retiraram de posse dos traficantes aproximadamente 4,8 quilos desse material entorpecente no último mês de janeiro, contra menos de dois quilos apreendidos no mesmo mês do ano passado. Em segundo plano está a maconha, cujas apreensões somaram mais de 4,6 quilos em 2011. Em 2010, foram recolhidos cerca de 2 quilos dessa droga

De acordo informações do 12º BPM, a maior parte do material entorpecente era comercializada nas comunidades do Jacaré e Boa Esperança, na Região Oceânica; Grota do Surucucu, na Zona Sul;  e Juca Branco e Serrão, na Zona Norte. Na maioria dos casos, as incursões policiais foram motivadas por denúncias anônimas. Algumas delas davam conta de que traficantes oriundos de comunidades do Rio estavam escondidos em favelas de Niterói e trazendo carregamentos de drogas para a cidade. O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, desmente a possibilidade.

“Sempre que há denúncia, nós vamos checar. Até o momento não temos nenhuma evidência de que houve migração do tráfico, o que supõe movimento articulado de traficantes para o município de Niterói. Chegamos a efetuar prisões isoladas de alguns elementos, mas nada que nos leve a crer que eles estão se estabelecendo nessa região”, garante.

Para o comandante, esse aumento não significa que o tráfico na cidade tenha se fortalecido, mas sim que a repressão a essa prática criminosa aumentou. “Cresceu o número de ocorrências com apreensões, mas as quantidades encontradas em cada um desses casos é muito pequena. O enfraquecimento do tráfico é uma realidade de todo o estado do Rio de Janeiro, graças às políticas de pacificação. O que aumentou em Niterói foi o combate ao tráfico. Aumentamos, significativamente, o número de incursões em relação ao último semestre do ano passado”, acrescenta.

Problema com drogas em Niterói cresceu- O presidente do Conselho Municipal de Segurança, Sebastião Silva, reconhece que o problema das drogas cresce em Niterói. Mas segundo ele, a melhor forma de combate não é a atuação da polícia e, sim, o tratamento de usuários.

“A questão das drogas cresce na cidade. Enquanto houver consumo, haverá o tráfico. De um lado estão os órgãos de segurança de mãos atadas em função da lei que defende os usuários. Do outro está o poder público, que não investe os recursos que recebe para tratar dependentes químicos. Temos batalhado para conseguir mais leitos na rede pública de saúde para atender os dependentes”, relatou.(O Fluminense)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Polícia apreende granada após troca de tiros na Engenhoca, em Niterói

Militares foram recebidos a tiros quando chegaram ao bairro para checar denúncia. Suspeitos fugiram por um dos acessos ao Morro dos Marítimos, deixando o explosivo para trás

Policias do 12º BPM (Niterói) trocaram tiros com dois supostos criminosos na Rua Dionísio Mendes, na Engenhoca, na manhã desta terça-feira, após receberem denúncia de que haveria um artefato explosivo no local. Uma granada foi apreendida durante a operação.

Segundo a polícia, os militares foram recebidos a tiros quando chegaram ao bairro para averiguar a informação. Não houve feridos, mas os suspeitos fugiram por um acesso ao Morro dos Marítimos, deixando a granada para trás.

O registro foi feito na 78º DP (Fonseca).(O Fluminense)

Homem é preso em flagrante após saidinha de banco em Icaraí


Suspeito roubou R$ 500 de cliente que havia feito saque em caixa eletrônico na Gavião Peixoto e tentou fugir, mas foi capturado pela polícia militar. Dinheiro foi recuperado

Paulo Henrique Ribeiro da Silva, de 28 anos, conhecido como Paulo “Beiça” foi preso após cometer uma saidinha de banco na Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, Zona Sul de Niterói.

O suspeito estaria acompanhado de um comparsa e abordou um homem que havia sacado dinheiro no caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal, próximo ao Campo de São Bento, por volta das 10h. A dupla roubou R$ 500 da vítima e fugiu correndo, mas populares que presenciaram o crime acionaram a polícia.

Militares do 12º BPM (Niterói) que realizavam patrulhamento pelo local conseguiram capturar Paulo, mas o comparsa escapou. O dinheiro foi recuperado e o suspeito encaminhado para a 77ª DP (Icaraí).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Bope e 12º BPM realizam operação em Niterói


Objetivo da Polícia Militar é impedir a migração de criminosos do Complexo do São Carlos, no Rio de Janeiro, que deverá receber a nova Unidade de Polícia Pacificadora na próxima semana

Cerca de 50 policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOpE) e 12º BPM (Niterói) realizaram uma operação no início da manhã desta quinta-feira em morros da Zona Norte e Centro da Cidade, com o objetivo de encontrar possíveis traficantes foragidos do Complexo São Carlos, comunidade carioca que deverá receber a próxima Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), na semana que vem. As equipes fizeram buscas nos morros do Juca Branco, Serrão e Boavista.

O Serviço de Inteligência (P-2) do 12º BPM recebeu denúncias anônimas dando conta de grupos de facções rivais estariam disputando pontos de vendas nesta região. Os confrontos estariam sendo fortalecidos por traficantes oriundos de comunidades do Rio, que procuram novos refúgios na cidade. 

Outro objetivo da incursão era cumprir seis mandados de prisão de supostos criminosos da cidade. Os procurados eram Wagner Oliveira de Carvalho, de 27 anos, o Hulk, apontado como autor de cinco assassinatos no Morro do Holofote; Walter Gomes de Carvalho Filho, 46 anos, o Valtinho, apontado pela polícia com líder do Morro Boa Vista; Jorge Gomes de Carvalho, 33, o Ginho, que atuaria no Morro do Pé Pequeno e teria relação com traficantes da Rocinha. Além de Allan Phelippe Soares, de 21, o Bambi, responsabilizado pela morte de um estudante no morro dos Marítimos; Ricardo Alves de Lima, 31 anos, suposto traficante do Morro do Palácio e Alex Moreira Pereira, de 27, o Drill, apontado como chefe do tráfico no Morro do Sabão. No entanto, ninguém foi preso.

Na noite de quarta-feira, policiais militares do batalhão de São Gonçalo (7º BPM), realizaram operação nas proximidades de favelas dominadas pela mesma facção criminosa que controla o Complexo de São Carlos.
Durante a madrugada desta quinta-feira, a Polícia Rodoviária Federal montou uma blitz na ponte Rio-Niterói também com objetivo de conter a migração de bandidos do São Carlos.

Na operação, um homem que cumpria regime semiaberto, mas não voltava para a cadeia há dois meses, foi preso.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Três traficantes morrem em troca de tiros com policiais

Homens do 12º BPM realizaram uma incursão no Morro do Céu, no bairro Caramujo, após denúncias. Três pistolas, maconha, cocaína e munição foram apreendidas

Três supostos traficantes foram mortos em dois confrontos com policiais do 12º BPM (Niterói), no fim da noite de quarta-feira, início da madrugada desta quinta-feira, em morros de Niterói. Armas, maconha, cocaína e munição foram apreendidas.

Policiais do 12º BPM, por volta das 22h, realizaram uma incursão no Morro do Céu, no bairro Caramujo, para verificar denúncias referentes ao tráfico de drogas no localidade. Lá, eles se depararam com homens armados e houve troca de tiros. Dois dos supostos traficantes foram baleados. Com a dupla foram apreendidas uma pistola calibre 9mm e outra calibre 765, além de 336 papelotes de cocaína. Segundo a polícia militar, ambos foram socorridos no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal),  mas não resistiram.

E no Morro da Coréia, no Fonseca, quatro bandidos tentaram surpreender quatro policiais que faziam uma ronda pelo local, por volta de 0h30. Também houve confronto e Fernando Lima da Silva, de 23 anos, acabou ferido. Ele foi levado para o Heal mas acabou morrendo na unidade. Os outros três bandidos conseguiram fugir. Foram encontradas uma pistola calibre 45 e um carregador com 14 munições intactas, 57 trouxinhas de maconha prontas para o consumo e 50 gramas da droga ainda para ser endolada, além de saquinhos plásticos.

Ambos os casos foram registrados na 78ª DP (Fonseca).(O Fluminense)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Comandante do 12º BPM se reúne com moradores do Bairro Peixoto, RO

Tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo discutiu medidas de segurança para a região durante o encontro. Quem mora no local diz que já enfrentou todo o tipo de violência


Moradores do Bairro Peixoto, em Itaipu, Região Oceânica de Niterói, se reuniram, na noite de sexta-feira, com o comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, para discutir medidas de segurança para a região.

O presidente da Associação de moradores do bairro, Hélcio Lemos, contou que há cerca de 6 anos os problemas relacionados à violência na região começaram a piorar, entre eles roubos à residências e de automóveis, pequenos assaltos e sequestros relâmpagos. “Na primeira reunião, com cerca de 30 participantes, perguntamos quem já havia sofrido algum tipo de violência e quase todos levantaram a mão. Queremos saber, com esta reunião, o que podemos fazer para ajudar o poder público, seja com equipamentos ou recursos”, explicou.

A esposa do comerciante e vice-presidente da associação, Régis de Paula, de 45 anos, foi vítima de sequestro relâmpago por duas vezes. Agora, ele procura ajudar à PM para não passar outros sustos como este.

Para o comandante, reuniões como essas são muito proveitosas e que, a partir daí, a polícia pode saber as necessidades e as carências da região, podendo tomar as medidas necessárias.(O Fluminense)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Ex-comandante do Bope assume batalhão de Niterói

O tenente-coronel Paulo Henrique deixou o comando do Batalhão de Operações Especiais e assume o posto que era do tenente-coronel Ruy França, transferido para o 3º BPM (Méier)

Foi realizada na tarde desta terça-feira a cerimônia de troca de comando do 12° BPM (Niterói). O tenente-coronel Ruy França passou o cargo para o tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, que deixou o comando do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Cerca de 50 “caveiras” participaram da solenidade, além do comandante do 4º Comando de Policiamento de Área (CPA), Paulo Augusto do Couto Mouzinho.

“A população precisa ver os policiais na rua, vamos investir no policiamento a pé. Em uma cidade com problemas viários como Niterói, não faz sentido ter viaturas presas no trânsito”, disse Paulo Henrique ao assumir novo comando. 

Ele também afirmou que vai passar as próximas noites lendo relatórios sobre os problemas da cidade, antes de montar seu esquema de segurança.

“Vamos impor nosso ritmo de trabalho, mas já podemos garantir para a população que mesmo com as intensas operações no Rio, não vamos deixar nenhuma comunidade de Niterói ter o território dominado pelo tráfico de drogas, como por exemplo era o Complexo do Alemão”, prometeu.  

Morador da cidade, assim como seu antecessor, ele revelou que seu maior desafio em Niterói será aumentar a sensação de segurança da população. 

“Sinto que preciso levantar o astral da cidade. Não sei se pela tragédia do Bumba ou por um sentimento de orfandade ao ver Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) sendo instaladas em outras áreas do estado, acredito que Niterói esteja precisando de ânimo”, avaliou. 

Paulo Henrique avisou que não está prevista a implantação de UPPs na cidade, mas que isso não quer dizer que os niteroienses não venham a conviver policiamento comunitário. 

“Todo o policiamento tem que estar em contato com a comunidade. Eu mesmo trabalho sempre em parceria com a população. É através dela que tomo conhecimento das carências do local”, justificou.

O comandante descartou que tenha sido escolhido para ficar à frente do Batalhão de Niterói pelo fato de ser um “caveira”. 

“Não teve a ver com uma migração do tráfico do Rio para Niterói e sim porque eu sou morador da cidade e já trabalhei sete anos na unidade. O fato de ser niteroiense vai dar mais agilidade e velocidade para analisar os problemas“, justificou. 

Ao se despedir do batalhão, o tenente-coronel Ruy França, destacou um dos principais problemas que seu sucessor enfrentará. 

“Diminuir a quantidade de assaltos a residências era um dos meus objetivos, que agora passo para o tenente-coronel Paulo Henrique. Tenho certeza de que o batal  hão vai estar em ótimas mãos”, avaliou França, lembrando que os dois já trabalharam juntos durante 6 anos no 12° BPM.

Currículo - O novo comandante liderou o Bope durante a recente ocupação dos complexos da Penha e do Alemão, no Rio. Ele é formado em instrução de tiro, segurança de autoridades, ciências contábeis, políticas públicas de segurança e tem pós-graduação em estratégia. Os últimos três cursos, feitos na Universidade Federal Fluminense (UFF). Paulo Henrique comandou também a Diretoria Geral de Segurança do Tribunal de Justiça do Rio (TJ).

Estiveram presentes na cerimônia, entre outros, o subsecretário de Governo da Região Metropolitana, Alexandre Felipe, a secretária municipal de educação, Maria Inês Azevedo de Oliveira, o deputado estadual eleito, Felipe Peixoto (PDT), e os vereadores Beto da Pipa (PMDB), João Gustavo (PMDB) e Renato Cariello (PDT).(O Fluminense)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Policiais militares de Niterói são detidos por sequestro e extorsão

Os suspeitos, dois sargentos, um tenente e um cabo, ambos lotados no 12º BPM, teriam sequestrado morador de SG e depois pediram resgate. Acusados teriam usado viatura da PM


Quatro policiais militares do 12º BPM (Niterói) foram presos na quarta-feira sob a acusação de sequestrar um morador da comunidade Novo México, em São Gonçalo, e cobrar resgate dos familiares. O crime teria acontecido durante o expediente e os agentes teriam agido fardados e utilizando carro oficial da polícia.
Dois sargentos, um tenente e um cabo, de nomes não divulgados, foram denunciados por um parente da vítima. Com as informações, uma operação para prender os suspeitos foi realizada e policiais da Corregedoria da PM foram ao encontro no local marcado para o pagamento de R$ 50 mil, valor que teria sido exigido pelos policiais. 

“Eles foram presos em flagrante e nos entristece saber que temos policiais com péssimo comportamento na corporação. Mas eles foram presos, serão autuados por extorsão mediante sequestro, já estão no Batalhão Especial Prisional (BEP) e serão expulsos”, afirmou o tenente-coronel Ruy França, comandante do Batalhão de Niterói.

Segundo ele, a Corregedoria da PM e a Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) ficarão à frente das investigações. Ainda segundo a polícia, as primeiras informações apontam que o morador ficou cerca de duas horas em poder dos policiais. Ainda não há informações se os PMs já conheciam a vítima.

Memória –
No dia 12 de novembro, outro policial do 12º BPM havia sido preso pelo mesmo crime. O sargento Denilson da Silva Monteiro, de 44 anos, um policial do 5º BPM (Praça Harmonia) e outro suposto cúmplice teriam feito duas vítimas reféns e exigido a quantia de R$ 200 mil pelo resgate de uma delas. O crime ocorreu no Fonseca,  Zona Norte da cidade, mas o ponto de encontro para o pagamento da quantia foi em uma lanchonete no Centro. 

O comandante não vê ligações entre os casos.
“Naquela ocasião eles estavam à paisana, de folga. No caso dos quatro policiais, estavam em serviço e usando a viatura da PM. São casos isolados”, garantiu. (O Fluminense)

Nota: A fama do 12º vai longe, extorsão de motoristas com carteiras vencidas e IPVA atrasado, moto-táxis, propina do jogo de bicho, entre outras reportagens que já saíram no Jornal Fluminense.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rotina de assaltos amedronta moradores de Itaipu, em Niterói

Quatro casas de uma mesma rua do bairro foram assaltadas em pouco mais de um mês. Durante o dia, um homem foi morto a tiros em Piratininga, também na Região Oceânica

Uma onda de assaltos continua assustando moradores do Loteamento Soter, em Itaipu, na Região Oceânica. Só na Dr. Pedro Caldas da Cunha, também conhecida como Rua 20, quatro casas foram assaltadas em pouco mais de um mês, uma delas duas vezes. Segundo eles, o clima no local é de medo. Eles reclamam da falta de policiamento.     

O último assalto aconteceu na noite de domingo, na casa da psicóloga L.A., de 49 anos. Um homem armado invadiu a casa da Pedro Caldas e após ameaçar a moradora levou R$ 800 e dois aparelhos celulares. 

“O criminoso entrou na minha residência e colocou uma pistola na minha cara. Ele pediu dinheiro, alegando que não me faria mal. Mas já é a segunda vez que isso acontece. Não dá mais para viver assim. A situação está insustentável”, desabafou.

Criminosos já tinham tentado assaltar o imóvel na noite de sábado, mas fugiram após o sistema de segurança disparar o alarme. 

A psicóloga lembra que já havia sido roubada no dia 20 de outubro. Na ocasião, dois homens fizeram os seus três filhos, de 18, 23 e 24 anos, reféns e levaram dois computadores, um vídeogame, joias, um saco com relógios e R$ 600. Na ocasião, os bandidos fugiram no Citroen C3 LOS-1226 da família.

A casa ao lado já havia sido assaltada na noite da última quarta-feira. Segundo a dona de casa V.L. de 59, um criminoso armado com revólver pulou o muro da sua residência e ela acabou rendida. 

“Foram momentos de pavor. Ele ameaçava me matar o tempo todo e eu comecei a passar mal da pressão. O criminoso só roubou coisas pequenas, como celulares e relógios, mas o medo foi grande”, lembrou a moradora. 

Segundo ela, a falta de uma cabine da polícia na via, que liga o bairro de Itaipu ao Engenho do Mato, facilita a ação e posterior fuga dos assaltantes. 

Investigações - O delegado titular da 81ª DP (Itaipu), Adilsom Palácio, disse que não acredita na ação de uma quadrilha especializada na região. Para ele os crimes estariam sendo praticados por um único criminoso que conhece bem a área. 

“Nós já temos informações sobre como ele é e amanhã (nesta terça-feira) vamos tentar elaborar um retrato-falado. Depois vamos entregar para policiais militares e vamos também pedir a intensificação das rondas policiais pela rua”, adiantou o delegado.

Procurado, o comandante do 12° BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, não retornou as ligações feitas para o celular dele .

Assassinato - Manfredo Souza da Silva, de 39 anos, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira, próximo da casa dele, na Estrada Frei Orlando, em Piratininga, Região Oceânica. 

Segundo testemunhas, um homem encapuzado desceu de um carro e efetuou os disparos, sem roubar nada da vítima. O caso foi registrado na 81ª DP (Itaipu). A polícia trabalha com a hipótese de execução, já que nada teria sido roubado.(O Fluminense)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Secretaria de Segurança de Niterói se prepara para combate a camelôs


Guarda Municipal da cidade de Niterói vai ganhar armas para atuar no Centro e em Icaraí. Equipamentos considerados não-letais estarão à disposição do município em 2011

A Guarda Municipal de Niterói vai ganhar armas para atuar no Centro e em Icaraí. Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Wolney Trindade, equipamentos considerados não-letais deverão estar à disposição do município até abril do próximo ano. Agentes que atuam nas áreas de controle urbano e ambiental vão iniciar treinamento em janeiro.

No Centro da cidade serão priorizadas a utilização das armas nas ruas onde existam ambulantes legalizados, mas também atuem os ilegais, como São João e Coronel Gomes Machado, além das Avenidas Rio Branco e Ernani do Amaral Peixoto. Em Icaraí, os guardas armados estarão na Moreira César, Lopes Trovão, Miguel de Frias e Osvaldo Cruz, entre outras. A princípio, só agentes de controle urbano e ambiental, cerca de 50 % do efetivo de 400 homens, participarão do treinamento com as armas não letais. O quadro pode ser ampliado posteriormente. 

 “Esse projeto já foi experimentado em vários locais e teve resultados muito positivos. Na cidade do Rio, os guardas se tornaram importantes no apoio para a PM. Quem faz qualquer serviço de ordem policial tem que possuir uma arma. As nossas autoridades precisam impor respeito”, justificou o secretário.
O secretário informou que já enviou o projeto de armar a guarda para aprovação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) do Ministério da Justiça, solicitando verba para a compra das armas. O valor não foi revelado, mas a contrapartida municipal, segundo Wolney Trindade,  será de 2%.

Agentes vão passar por treinamento específico
A legislação brasileira autoriza que guardas municipais e seguranças de empresas privadas utilizem armas não letais, desde que autorizados pelo Exército. Os agentes são obrigados a passar por cursos de treinamento que duram entre 30 e 90 dias. 

O sucesso obtido com o uso dessas armas fez com que alguns estados adotassem os equipamentos também para o uso das polícias civil e militar na atuação em pequenos conflitos concentrados, evitando exageros na abordagem a perturbadores da ordem pública.

O estado de São Paulo foi um dos primeiros a usar o spray de pimenta no Brasil. Em decorrência do Panamericano de 2007, o Rio de Janeiro recebeu da Secretaria Nacional de Segurança Pública alguns desses materiais.

A Guarda Municipal do Rio de Janeiro também utiliza esse tipo de equipamento, especialmente no trabalho de repressão a vendedores ambulantes não autorizados. Essa prática reduziu significativamente o número de pessoas feridas nesses casos e tem sido exemplo para outros municípios.

Escopetas com balas de borracha, pistolas de choque e spray de pimenta farão parte do arsenal
O objetivo de uma arma não letal é provocar desconforto até que uma pessoa interrompa um comportamento violento. O projeto inicial da Prefeitura de Niterói prevê a compra de pistolas capazes de provocar descargas elétricas e escopetas calibre 12, com balas de borracha. Essas armas são normalmente utilizadas para conter tumultos em casos de multidões. Os agentes poderão usar os sprays de pimenta em casos individuais. 

Apesar do termo utilizado para designá-las, as armas não letais podem levar um indivíduo à morte, caso sejam mal utilizadas. As balas de borracha podem provocar ferimentos graves se atingirem o rosto da vítima e serem fatais se conseguirem atravessar a garganta, por exemplo.

 As pistolas elétricas também podem provocar choque superior ao que o ser humano é capaz de suportar. Por esse motivo, a lei exige que só sejam usadas por pessoas devidamente treinadas.

 Wolney Trindade disse que vai procurar o comando do 12º BPM (Niterói) para solicitar ajuda na capacitação dos guardas municipais. Os guardas municipais serão instruídos a usar as armas somente em situações críticas. A Secretaria ainda está levantando o custo do curso. 

Polêmica - A novidade já divide opiniões na cidade. O empresário Lurian Dutra, de 48 anos, morador de Icaraí, acha que essa é uma atitude que deveria ter sido tomada antes.

“Não entendo como esses guardas podem manter algum controle da situação se estão em desvantagem em relação a baderneiros e bandidos armados. Não adianta apenas chamar a PM”, opinou.

Já a estudante de fisioterapia, Aline Soares, de 26, moradora do Centro, é contra a medida.

“Não podemos correr o risco de mais armas nas ruas, sendo usadas por pessoas que podem não estar preparadas. Não sei se a prefeitura traça um perfil psicológico antes de contratar os guardas. Isso é importante”, argumentou.(O Fluminense)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tiroteios no Fonseca são constantes, reclamam os moradores da região

A disputa pelo controle dos pontos de venda de drogas na Favela Vila Ipiranga aterroriza os vizinhos da comunidade. Para eles, conflito é fruto do comércio de drogas nas redondezas

A disputa pelo controle dos pontos de venda de drogas na Favela Vila Ipiranga, no Fonseca, está aterrorizando moradores vizinhos à comunidade. Segundo eles, os tiroteios são constantes no local e é grande o risco de balas perdidas. Traficantes armados com fuzis e pistolas têm circulado livremente pelos arredores da favela. De acordo com moradores, o conflito pelo comércio ilegal de drogas, iniciado em setembro deste ano, transformou a rotina de quem vive no local. Com medo das constantes trocas de tiros, moradores evitam circular depois das 21 horas e as casas têm que permanecer sempre bem trancadas. 

“Os bandidos passeiam livremente em horários específicos, entre 16 e 18h30, e a partir das 22 horas. Eles estão sempre armados e geralmente usando motos. Vestem roupas camufladas bem parecidas com as do Exército e a dos Fuzileiros Navais. Os rostos estão sempre encobertos por toucas ninja. A vizinhança fica em silêncio, com medo das constantes ameaças feitas por esses marginais”, relatou um morador, que pediu para não ser identificado.

O bairro, segundo ele, era um lugar tranquilo antes de começar uma disputa entre duas facções criminosas rivais. A violência na área atingiu seu extremo no último dia 24, quando a população ficou no meio de um tiroteio entre traficantes e policiais que durou quase o dia todo. Alguns disparos chegaram a atingir o muro de um  condomínio na Rua Conrado Barbosa.

Moradores dizem ter entrado em contato com o 190 e com o 12º BPM (Niterói), mas ainda assim não conseguiram reforço no atrulhamento local. 

“Obtive a resposta de que para designarem o patrulhamento tem que haver ofício da Associação de Moradores. Então, para que serve esses telefones, se não atendem nossas solicitações?”, reclamou uma pessoa que reside próximo à comunidade.

A Polícia Militar tem realizado incursões na Vila Ipiranga, desde o início da guerra pelo comércio de drogas. Durante um confronto no último dia 5 de setembro, os PMs prenderam Gláucio dos Santos Ferreira, o Sherek, acusado pela polícia de dois homicídios.

Investigadores da 78ª DP (Fonseca) informaram que existem outros dois mandados de prisão contra supostos traficantes da localidade: Cleiton Bernardo Santana, o Cleiton da Vila, e outro conhecido como Matapá, cujo nome não foi divulgado. De acordo com o delegado titular, Reginaldo Guilherme, a intimidação de testemunhas dificulta a prisão de criminosos.

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, até o fechamento desta edição não retornou as ligações feitas para o seu celular.(O Fluminense)