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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bairros podem voltar a ter câmeras de monitoramento

Secretário está em busca de recursos para reativar Centro de Monitoramento da Guarda. Imagens de algumas ruas do Centro e Icaraí serão captadas em tempo real

As ações de combate ao crime em Niterói receberão reforço tecnológico. O Centro de Monitoramento da Guarda Municipal, inaugurado em 2005 e atualmente inoperante, deverá ser reativado pela Prefeitura até o fim do ano. Projeto da secretaria de Segurança e Controle Urbano busca financiamento junto ao Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) para aquisição de 30 câmeras de segurança que deverão ser instaladas nas principais ruas do Centro, como Avenida Amaral Peixoto, Visconde do Rio Branco e Barão do Amazonas, além de vias de Icaraí como Moreira César, Gavião Peixoto e Miguel de Frias.

O secretário da pasta, Wolney Trindade, informou que nos próximos dias vai se reunir com o prefeito Jorge Roberto Silveira e com membros do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói para tratar do assunto.

Como as câmeras serão doadas, caberá ao Governo Municipal apenas a manutenção dos equipamentos e o pagamento do pessoal, estimado segundo o secretário, em torno de R$ 60 mil mensais.

O Secretário informou ainda que vai encaminhar ofício ao comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, solicitando que ele treine esses guardas para que aprendam a identificar situações de perigo.

Linha direta com as polícias- O secretário quer ainda que a Central tenha uma linha direta com o batalhão, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) e delegacias regionais para agilizar as ações da polícia. O Secretário ez críticas ao sistema utilizado anteriormente.(O Fluminense)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Roubo de carros cresceu quase 10% em Niterói

Segundo dados divulgados pelo ISP, 44% dos casos ocorrem em Icaraí e bairros vizinhos. Estudante viveu momentos de terror durante crime do mesmo tipo na Rua Pereira da Silva


Deixar veículo estacionado nas ruas de Niterói está mais perigoso. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, 95 veículos foram roubados na cidade em janeiro deste ano, quase 10% a mais do que o mesmo período do ano passado.

As estatísticas revelam também crescimento do número de furtos de aparelhos eletrônicos dos automóveis, como os de som, DVD e localização por satélite. Foram feitos 117 registros dessa última modalidade no primeiro mês de 2011, 44% deles na área sob jurisdição da 77ª DP (Icaraí).

Uma das últimas vítimas na Zona Sul foi uma estudante de 32 anos. Na noite de sexta-feira, ela e o namorado saíam de casa na Rua Pereira da Silva, em Icaraí, quando o casal foi atacado por dois bandidos de moto, no momento em que entrava no carro, estacionado próximo à residência. 

“Os criminosos apontaram uma arma e obrigou a gente a descer do veículo. Eu nunca tinha sido assaltada. Só quem já passou pela experiência sabe o quanto é assustadora. Você não imagina o que significa ter uma arma apontada para você. Desde aquele dia eu saio de casa com muito medo, achando que pode ter alguém me observando ou me seguindo. O carro era do meu namorado. Ele comprou com muito trabalho. É um absurdo termos que entregar nossos bens dessa forma”, contou a vítima, traumatizada.

Segundo a estudante, esse não foi o primeiro caso de roubo de carros nas redondezas. Uma moradora do mesmo prédio teve o carro depenado em plena luz do dia, enquanto ela estava em casa.

“Os moradores suspeitam que isso seja prática de um mesmo grupo de criminosos que observam os moradores. Às vezes, quando os moradores não vão demorar a sair com o carro, não se dão ao trabalho de colocar na garagem. É nessa hora que eles dão o bote. Por isso orientamos os moradores a não facilitar. Eles têm que entrar logo com o carro na garagem”, destacou o porteiro de um edifício.
Mas nem todos possuem vaga de garagem. O proprietário de um curso pré-vestibular na região estacionou o carro em frente ao prédio onde trabalha e minutos depois percebeu que o vidro havia sido arrombado. O aparelho GPS e o som foram roubados.

 “Achei que não teria problema porque da janela do meu serviço eu conseguia ver o carro. Mas alguns instantes de distração foram suficientes pra que eles agissem. Estamos muito preocupados com a situação nessa área. Vários alunos já foram assaltados. Levaram a bicicleta de um deles há alguns dias. O perigo é maior à noite, quando a rua fica mais deserta. Já pedimos aumento no policiamento, mas só somos atendidos depois que ocorre algum assalto”, reclamou.

Falta policiamento -
A poucos metros do local, em frente a uma escola particular, existe uma cabine da polícia militar. Moradores, porém, afirmam que nem sempre é possível encontrar um policial no local. 

 “Se existe alguma segurança nessas ruas é graças às escolas e empresas que contratam o serviço particular. Quem sofre são as pessoas que precisam passar por aqui. Tenho amigas que já foram assaltadas e evito passar nessa rua à noite”, contou outra moradora.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, informou que algumas cabines chegaram a ser desativadas devido à falta de efetivo, mas frisou que nos últimos meses tem trabalhado para reativá-las pelo menos em alguns turnos, como é o caso da cabine localizada em frente a essa escola particular. Ele afirmou também que está intensificando o policiamento a pé.(O Fluminense)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Comerciantes denunciam aumento de roubos no Centro

Grupo está fazendo um abaixo-assinado para pedir mais policiamento no entorno da Praça do Rink. De acordo com eles, cabine da PM estaria fechada há quase um mês


Comerciantes do Centro de Niterói estão recolhendo assinaturas para um abaixo-assinado pedindo mais policiamento para a Praça General Gomes Carneiro, a Praça do Rink. 

Segundo eles, a cabine da PM que fica na esquina das ruas Aurelino Leal e Almirante Teffé, e que contava com dois policiais e uma viatura, estaria fechada há quase um mês.  Enquanto isso, o número de assaltos tem crescido na área.

Aos domingos, quando a praça costuma ficar deserta, a insegurança aumenta. 

“Tem tido muitos pivetes. Nós ficamos muito inseguros”, declarou Nereilson Pacheco, sócio de um restaurante na Aurelino Leal.

Rodrigo Conceição Rodrigues, gerente de uma drogaria na mesma rua, afirmou já ter visto assalto à mão armada. 

“Bandidos em motos atacam as pessoas nas proximidades da praça”, contou.

Procurado, o comandante do 12ºBPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, não retornou as ligações feitas para o seu celular.(Fluminense)