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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Ressaca em Niterói chega até às ruas e destrói calçadão


Ondas de três metros avançaram sobre as calçadas e atingiram prédios na orla da Zona Sul. Bombeiros recomendam que banhistas não se aproximem do mar.

Desde a madrugada, ondas fortes e altas avançaram sobre as calçadas e atingiram prédios na orla da Zona Sul da cidade e invadiram diversas garagens. Na Região Oceânica, a praia de Itacoatiara foi interditada. Os Bombeiros recomendam que banhistas não se aproximem do mar. (O Fluminense)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Assalto termina em perseguição e medo nas ruas de Icaraí

Ônibus seguia para outro bairro da Zona Sul quando foi invadido por três homens. A PM prendeu dois suspeitos e outro conseguiu fugir em direção ao Morro do Estado

Um ônibus da viação Araçatuba (Centro - Martins Torres) foi assaltado no fim da tarde desta terça-feira em Icaraí, Zona Sul da cidade. Três homens entraram no veiculo na altura do Clube Rio Cricket, na Rua Miguel de Frias. Os assaltantes levaram pertences dos passageiros e desceram do coletivo poucos metros depois, na Rua Gavião Peixoto esquina com Álvares de Azevedo.

Após o assalto, as vítimas acionaram PMs do Policiamento Ostensivo Geral (POG) que conseguiram interceptar dois assaltantes, um de 27 e outro de 28 anos de idade. O terceiro suspeito, que estava armado, fugiu correndo em direção ao Morro do Estado e conseguiu escapar. A ação dos criminosos causou pânico entre os cerca de 40 passageiros que estavam viajando no coletivo. Quatro vítimas foram até a delegacia registrar a ocorrência do assalto.

Os objetos roubados dos passageiros foram encontrados pelos policiais na mochila de um dos acusados. Ao todo, os assaltantes levaram 7 celulares, 2 relógios e R$ 150 reais em dinheiro. Os acusados e os itens recuperados foram levados para a 77ª DP (Icaraí), onde o caso foi registrado.

A mochila onde um dos acusados levava os itens roubados, tinha estampada o seguinte dizer bíblico: "Bendito serás ao entrares, e bendito serás ao saíres. DT: 28.6". Os acusados serão autuados por assalto a mão armada.(O Fluminense)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Gerador de escola explode e assusta crianças em Niterói


Polêmico aparelho instalado em escola na Rua Oswaldo Cruz, em Icaraí, Zona Sul de Niterói, explodiu e assustou crianças que chegavam para aulas. Ninguém ficou ferido

O gerador instalado em uma escola na Rua Oswaldo Cruz, em Icaraí, Zona Sul de Niterói, explodiu e assustou as crianças na manhã desta quarta-feira.

Segundo moradores, funcionários da escola conseguiram controlar as chamas antes mesmo dos Corpo de Bombeiros chegarem.

"Do meu apartamento vi funcionários do colégio e de prédios vizinhos apagando o fogo antes dos bombeiros. Na hora da confusão as crianças tiveram que ir para os fundos do colégio porque nao podiam sair", contou Paulo Ayd, vizinho do colégio.

Os bombeiros foram ao local e apagaram o incêndio. Não houve registro de feridos.

No último dia 13 de abril, a escola foi multada em R$ 15 mil por desrespeitar a lei. O gerador de eletricidade a diesel motivou a punição. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SMARH), o equipamento emitiria poluição sonora além do permitido para o local. A poluição por gases também foi avaliada.

De acordo com a Prefeitura, o equipamento não pode ser religado enquanto não for providenciada a adequação, o que pode prejudicar o funcionamento da escola. Nesta quara-feira, alunos reclamavam que não sabiam se fariam as provas no turno da tarde por conta da falta de energia elétrica.

A escola informou que vai recorrer da multa e que aguardava que a SMARH encaminhasse para a unidade um laudo especificando que tipo de intervenção deveria ser feita.(O Fluminense)

terça-feira, 15 de março de 2011

Insegurança é constante nas ruas da Zona Sul de Niterói


Escalada da violência levou a Câmara de Vereadores a encaminhar uma Indicação Legislativa ao 12º BPM (Niterói) solicitando mais segurança para Icaraí, Jardim Icaraí e Santa Rosa

Moradores da Zona Sul de Niterói estão sofrendo com recentes ondas de assaltos e arrastões. O último aconteceu no início da manhã de domingo, quando uma dupla de motociclistas armados atacou comerciantes do Jardim Icaraí. Além de levarem mais de R$ 1 mil, os bandidos agrediram algumas das vítimas. A escalada da violência levou a Câmara de Vereadores a encaminhar uma Indicação Legislativa ao 12º BPM (Niterói) solicitando mais segurança para os bairros de Icaraí, Jardim Icaraí e Santa Rosa.

 “Sempre sou procurado pelos moradores desses bairros, que me falam das ocorrências dessa região. Assaltos vividos por eles ou presenciados por parentes e amigos”, justifica o vereador Waldeck Carneiro, autor da petição.

Assaltado no último domingo, o dono de uma padaria na esquina das ruas Dom Bosco e Ari Parreiras contou que estava chegando para trabalhar, por volta das 6 horas, quando foi surpreendido pelos bandidos. Um dos homens mostrou uma pistola e o obrigou a entregar todo o dinheiro. Muito assustado, ele disse ser incapaz de reconhecer os assaltantes.

“Eu trabalho aqui há mais de trinta anos e não é a primeira vez que somos assaltados. Mas prefiro não comentar essas coisas. É melhor deixar pra lá, pela segurança de todos”, avalia.

Minutos depois de atacar a padaria, a mesma dupla assaltou uma banca de jornal na esquina da Rua Geraldo Martins com Mariz e Barros. Um funcionário esperava a entrega de jornais quando um dos bandidos colocou a pistola em sua cabeça e mandou que entregasse o dinheiro. Não satisfeitos com o valor fornecido pelo jornaleiro, os criminosos agrediram a vítima, com socos e coronhadas.  

 “Esse horário ainda não tinha vendido nada. Eles roubaram R$60 em moedas, além de minha carteira com documentos, algumas camisas de time e outras mercadorias. Levaram até revistas pornográficas. Um deles começou a gritar, dizendo que eu estava escondendo dinheiro e me deu um soco na costela. Depois, bateu com a arma na minha cabeça. O cliente também foi agredido. Foi uma covardia”, relata o trabalhador.

Os criminosos obrigaram o jornaleiro a ficar abaixado na banca enquanto eles fugiam. Segundo testemunhas, eram de dois homens com aproximadamente 25 anos, um moreno e outro negro. Eles teriam fugido em uma motocicleta azul e ainda assaltado outras pessoas que passavam pela rua.

O caso está sendo investigado pela 77ª DP (Icaraí). A polícia procura saber se câmeras de segurança de edifícios da região teriam flagrado o assalto.

Há suspeitas de que os criminosos sejam os mesmos que agem na Rua Otávio Kelly, também de moto e no mesmo horário. Lá, os moradores fizeram abaixo-assinado que foi entregue em fevereiro ao comandante do 12º BPM (Niterói). 

Memória – No fim do ano passado, uma tentativa de assalto com tiroteio gerou pânico no supermercado Extra, da Avenida Sete de Setembro, no Jardim Icaraí. Na ocasião, cinco homens armados com pistolas teriam invadido o estabelecimento. Um agente penitenciário que fazia compras reagiu. Os criminosos conseguiram fugir em um Gol prata que os aguardava na Rua Dom Bosco, no mesmo bairro.

No último dia 27, quatro motoristas foram abordados por homens armados com pistolas na saída do túnel que liga São Francisco a Icaraí. Uma analista de sistemas de 47 anos contou que foi obrigada a entregar o Honda Fit. Os bandidos teriam levado pelo menos outro veículo e pertences de outras vítimas. O caso foi registrado na 77ª DP (Icaraí).

POLÊMICA

Moradores contam que uma patrulha fica posicionada diariamente na esquina da Rua Geraldo Martins com Mariz e Barros, onde ocorreram os assaltos de domingo. Mas segundo eles, essa patrulha só fica durante o horário escolar, para fornecer segurança aos alunos de uma escola particular da região. No restante do dia, não há policiamento, afirmam.

“Acho louvável que eles coloquem policiamento para proteger os estudantes, mas não podemos ter polícia só nos horários de aula. Queremos as duplas de policiais de volta ao bairro, circulando na região e nos passando a sensação de que estamos protegidos o tempo todo, e não apenas em alguns momentos do dia”, reclama a terapeuta Sônia Carla Dias, de 42 anos.

O vereador Waldeck Carneiro, que é morador da Zona Sul, argumenta que falta estratégia da polícia para a região.

“Infelizmente, nosso policiamento é motivado por pressões da sociedade ou da imprensa. Quando há um caso de violência em determinado ponto, deslocam viaturas e policiais que ficam ali por determinado período, mas depois são novamente deslocados. Nossa política de segurança não pode ser temporária. Temos que tomar como exemplo as polícias modernas que adotam estratégias de inteligência para deslocar seu pessoal”, defende.

Em sua proposta, ele sugere que o batalhão disponibilize duplas de PMs para o policiamento a pé e que algumas cabines policiais sejam reativadas. O parlamentar solicita ainda o reforço de rondas em algumas ruas como Roberto Silveira, Nóbrega, Sete de Setembro, Lopes Trovão, Mariz e Barros também consideradas perigosas, em especial no início do dia e no fim da tarde, quando as pessoas estão se deslocando entre o trabalho e suas residências. 

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, não retornou até o fechamento desta edição as ligações feitas para o seu celular.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Instabilidade da energia elétrica gera transtorno a moradores de Niterói


A concessionária Ampla informou que tratam-se de casos isolados, que podem ter ocorrido por motivos diversos e não necessariamente por aumento do consumo típico dessa época do ano

Moradores e comerciantes do Centro, Zona Sul e Região Oceânica reclamam dos constantes piques de energia elétrica em suas casas e estabelecimentos. 

Em Icaraí, um dos pontos mais afetados, fica na Rua Álvares de Azevedo nas proximidades com a Avenida Roberto Silveira. É o que afirma João Antero Lorga, 63 anos, dono de um restaurante situado na esquina das duas vias. 

“As quedas são rotineiras. Já perdi inclusive uma impressora. Isso acaba atrapalhando muito o atendimento e o cliente na fila não quer saber se o problema é seu ou não. Em sete meses de funcionamento tivemos pelo menos três interrupções no fornecimento de energia. Em uma das vezes, devido à explosão de um transformador à noite, fomos obrigados a fechar”, conta. 

Ainda na Rua Álvares de Azevedo, o gerente comercial de um curso de informática, Ricardo Vasconcellos, pede providências. 

“Essa é uma questão que preocupa muito. Ainda mais porque fornecemos cursos cuja principal ferramenta é o computador e não possuímos geradores. Solicitamos à concessionária de energia elétrica que avalie suas instalações”, requer. 

Já Fábio Costa, 29 anos, dono de uma loja de colchões na Rua Visconde de Itaboraí, no Centro, afirma que teve o computador do caixa queimado após um pique de energia no ano passado. 

“Sempre há quedas de energia. Elas duram poucos segundos e o serviço é normalizado em seguida. Às vezes, a luz nem chega a faltar, mas percebemos uma queda de fase”, conta. 

Ainda no Centro, na Rua Visconde de Sepetiba, o problema persiste. É o que afirma o dono de uma loja de consertos de eletroeletrônicos.

“Você mede a voltagem agora e daqui a pouco ela já é outra. O fornecimento oscila muito. O serviço é assim o ano todo, mas, quando chega o verão, piora. Isso quando o transformador não explode, gerando um transtorno ainda maior”, afirma o técnico. 

Na Região Oceânica, a situação se repete. O protético Antônio Carlos Curado, 52 anos, reclama que o problema só tem piorado. Morador da Avenida Conselheiro Paulo de Mello Calle (antiga Avenida 6), em Piratininga, onde possui um consultório odontológico, o profissional se sente lesado.

“Ficamos até quatro dias sem luz. Já procurei a Justiça, a Agência Reguladora de Energia Elétrica (Aneel), mas não deu em nada. Me sinto prejudicado, porque preciso de energia elétrica para exercer minha função. É um absurdo que em uma região que cresceu absurdamente, o transformador seja o mesmo utilizado há 30 anos, quando em vez de 30 mil casas existiam cerca de 30”, desabafa. 

Com relação aos piques de energia relatados, a Ampla informou que tratam-se de casos isolados, que podem ter ocorrido por motivos diversos e não necessariamente por aumento do consumo de energia. A concessionária esclarece, ainda, que segue as regras da Aneel no que diz respeito aos procedimentos para ressarcimento em caso de prejuízos. O cliente lesado deve se encaminhar a uma loja da Ampla no prazo de 90 dias corridos, a contar da data provável da ocorrência do dano elétrico no equipamento.  

Baixada – Vários bairros da Zona Oeste, Zona Norte e Zona Sul do Rio, além da Baixada Fluminense ficaram sem energia elétrica na manhã de ontem. Segundo a Light, o problema começou na noite de terça, quando a chuva provocou descargas elétricas e quedas de galhos de árvores sobre a rede. Na madrugada do último dia 28, a mais quente do ano, vários bairros do Rio, Niterói e São Gonçalo também ficaram sem luz.(O Fluminense)