Mostrando postagens com marcador Maricá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maricá. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de maio de 2011

Ibama faz audiência pública em Maricá para saber situação de lagoas


Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis vai até à Câmara discutir sistema lagunar do município. Pesca, esportes náuticos estarão em pauta

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai realizar audiência pública no dia 25 de maio, às 15h, na Câmara de Vereadores de Maricá, sobre a utilização do sistema lagunar de Maricá. Na ocasião, serão discutidos temas como a liberação e normatização de atividades praticadas na lagoa como pesca e esportes náuticos, ou proibição de atividades ilegais em seu entorno, como caça e extração de recursos naturais, entre outros.

Participarão representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e Prefeitura de Maricá, por meio das secretarias municipais de Urbanismo e Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura, Esportes e Lazer, e Turismo.(O Fluminense)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Município de Niterói segue na contramão da queda da criminalidade

Enquanto dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam redução de crimes no Estado, registros nos municípios de Niterói e Maricá sobem e não acompanham queda

Os números de roubos a coletivos em Niterói e Maricá saltou 80% em fevereiro deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. Os casos de roubo de veículos cresceram 31% e o de assaltos a estabelecimentos comerciais subiram 36% nesses dois municípios. Os dados são do último balanço da criminalidade divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio. Niterói e Maricá também não acompanharam a tendência de queda dos índices de homicídios do estado do Rio. 

Enquanto os números estaduais de mortes violentas caíram 23,5%, Niterói e Maricá apresentaram uma escalada de 46% nesses índices.

Em fevereiro de 2011 foram registrados 19 homicídios na região, contra 11 no mesmo período do ano passado. A maioria dos casos ocorreu na área da 82ª DP (Maricá), que teve sete ocorrências. Os demais aconteceram na jurisdição das seguintes delegacias de Niterói: 76ª DP (Centro), com duas ocorrências; 78ª DP (Fonseca), com quatro casos; 79ª DP (Jurujuba), com dois registros e 81ª DP (Itaipu), com quatro. As tentativas de homicídios também apresentaram aumento de 30% na região.

“Os números chamam atenção porque este ano o carnaval (época em que tradicionalmente ocorrem mais crimes) ocorreu em março e não em fevereiro como em 2010”, alega o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moraes, para tentar justificar os números.

Ele também afirma que mudanças na forma de captação dos dados também teriam contribuído para o aumento no número de crimes. “Esse ano, o ISP passou a considerar os autos de resistência (morte em confronto com a polícia) como letalidades violentas. No ano passado, esses índices ainda eram apresentados separadamente. Das 19 mortes apresentadas pelo ISP em fevereiro de 2011, 8 foram autos de resistência”, acrescenta sem explicar por quê, apesar de também serem atingidos por essas variantes, demais municípios apresentaram queda nos indicadores de violência. 

A escalada da violência da cidade parece não ter freio. Em março, um crime brutal ocorreu na Região Oceânica, área de jurisdição da 81ª DP. Na ocasião, a decoradora Amaly Olympia de Vasconcelos Taiul, de 53 anos, foi morta a pedradas quando dormia em sua residência, na Rua Frei Orlando, em Piratininga. Um pedreiro que prestou serviço para a vítima foi preso dias depois acusado do homicídio. 

O rapaz de 19 anos, aparentando problemas mentais, teria revelado detalhes do crime ao então delegado da distrital, Adílson Palácio.(O Fluminense)

Batalhão Florestal faz operação para reprimir baloeiros

Policiais seguem as buscas por baloeiros no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e municípios da Baixada Fluminense. Quatro pessoas foram detidas em Itaipuaçu, Maricá

Quatro pessoas foram detidas e um balão apreendido na manhã desta quinta-feira em uma operação do Batalhão Florestal da Polícia Militar que acontece em vários pontos da Baixada Fluminense, em Niterói e em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. 

Segundo a polícia, os quatro acusados haviam acabado de recuperar o balão e estavam em um carro abordado pelos agentes na RJ-104, em Itaipuaçu, em Maricá. O caso foi registrado na 82ª DP (Maricá).

Operação
Quarenta homens em dez carros do BPFMA fazem, nesta quinta-feira, desde as 5h, uma operação para reprimir a soltura de balões. Os policiais fazem buscas no Rio, Niterói, São Gonçalo e municípios da Baixada Fluminense. Segundo o BPFMA, nos feriados religiosos, como o dia de São Jorge e a Semana Santa, aumenta a quantidade de balões soltos.

Crime ambiental
Confeccionar, armazenar, transportar ou soltar balões é crime ambiental. De acordo com a polícia, a pena para que for flagrado pode chegar a três anos de prisão, além de pagamento de multa.(O Fluminense)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Comperj reduzirá custos com uso de gás natural como matéria-prima

Petrobras confirma construção de emissário submarino em Maricá para o despejo de resíduos e promete apoiar prefeituras na elaboração de projetos estruturais


Em coletiva no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou uma redução de até 30% no custo de operação com o uso do gás natural como matéria-prima. A empresa confirmou a construção do emissário submarino em Maricá para o despejo dos resíduos tratados e definiu para maio a escolha do modelo de abastecimento de água do polo industrial.

Em tom de alerta, representantes da Petrobras informaram que a estatal assinou um contrato com a Fundação Getúlio Vargas para “colaborar” com a elaboração dos projetos estruturais dos municípios do entorno do Complexo Petroquímico. Segundo a estatal, quase 30% dos projetos encaminhados pelas prefeituras estão incompletos ou errados, impossibilitando o envio de recursos do Ministério das Cidades.

“Criamos uma base de apoio técnico para que as prefeituras possam ter acesso aos recursos federais. Dos 341 projetos apresentados pelo Conleste, 101 estão com problemas”, afirmou o diretor-presidente das empresas do Comperj, Nilo Vieira.

Gasoduto - A utilização de gás natural na planta do Comperj implicará no transporte do produto da bacia do Pré-Sal para Itaboraí. Segundo Paulo Roberto, o gás poderá vir via gasoduto, a uma distância de mais de 300 quilômetros, ou por navio na forma de Gás Natural Liquefeito (GNL). Entre os locais por onde o gasoduto poderá passar está Maricá, que já receberá o emissário submarino.(O Fluminense)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cedae estuda solo em Itaipuaçu e Inoã para instalação de dutos d’água


Implantação de rede de abastecimento de água tratada nos dois distritos do município de Maricá começa a sair do papel. Equipe visitou o local por onde vai passar futura tubulação

A tão esperada implantação da rede de abastecimento de água tratada em Itaipuaçu e Inoã, sonho acalentado pelos moradores há muitas décadas, começa a tomar forma. Uma equipe da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) começou esta semana a realizar os estudos de solo no trajeto onde vão passar os dutos, às margens da Estrada de Itaipuaçu. O trabalho é resultado de um convênio assinado entre a Prefeitura de Maricá e o Governo do Estado.

De acordo com os técnicos da empresa, o estudo serve para avaliar a condição do solo em toda a extensão da passagem da rede, verificando se há, por exemplo, paredes rochosas que precisem ser retiradas.

A equipe da Cedae informou que os dutos deverão passar a cerca de dois metros de profundidade, sempre beirando a principal via de acesso ao bairro.

O contrato para implantação do sistema de abastecimento em Itaipuaçu e Inoã foi assinado no fim de janeiro pelo prefeito Washington Quaquá, pelo governador Sérgio Cabral Filho e pelo presidente da Cedae, Wagner Victer.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Fogo destrói 40 mil metros quadrados de vegetação na Serra da Tiririca


Segundo o Inea, incêndio foi provocado por balão de 20 m e bombeiros demoraram mais de 24 horas para controlar as chamas no parque ambiental situado entre Niterói e Maricá

A queda de um balão com tamanho estimado em 20 metros provocou um incêndio que destruiu cerca de 40 mil metros quadrados de área de vegetação rupícola no Parque Estadual da Serra da Tiririca, administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e situado na divisa entre Niterói e Maricá. O incêndio começou por volta de 9h de domingo, numa região de costão rochoso do Morro das Andorinhas e, além de destruir a vegetação, também colocou em risco residências da população tradicional da área.

O combate ao fogo mobilizou cerca de 20 homens, entre guarda-parques e bombeiros do 4º GMar, de Niterói, além de veículos e um helicóptero, que passou todo o domingo lançando água nas áreas de difícil acesso. A estiagem dos últimos dias facilitou a propagação do fogo, que só foi considerado controlado por volta de 12h desta segunda-feira, mas que continuou sendo monitorado pelas equipes de fiscalização devido a ocorrência de fumaça em algumas áreas.

De acordo com relato de testemunhas, o balão veio da região de Rio do Ouro, em São Gonçalo e, após a queda, sua bandeira teria sido recolhida por homens que acompanhavam sua trajetória numa lancha. O grupo ignorou, no entanto, a cangalha incandescente do balão. O fogo atingiu uma área de costão que abriga espécies como bromélias e cactos. Além disso, a comunidade que mora nas partes alta e baixa do Morro das Andorinhas precisou ser protegidas por ações de resguardo, que evitaram a propagação das chamas.

O administrador do parque, Fernando Matias, informou que o trabalho de conscientização realizado junto à comunidade do entorno tem evitado a soltura de balões nas proximidades da unidade de conservação. Segundo ele, o apoio da comunidade é indispensável, através de denúncias, para evitar os danos causados pelos balões à biodiversidade do parque.(O Fluminense)

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Estação de tratamento de água de Maricá é inaugurada


Expansão do sistema vai beneficiar 40 mil moradores. Durante a entrega das obras, Sérgio Cabral assinou contrato que autoriza melhorias no abastecimento de água nos distritos de Inoã e Itaipuaçu

A qualidade da água do município de Maricá está garantida. Nesta segunda-feira, o governador Sérgio Cabral inaugurou as obras de expansão da Estação de Tratamento de Água (ETA) da cidade das Baixadas Litorâneas. O abastecimento dos distritos de Inoã e Itaipuaçu também será ampliado, com a assinatura do contrato que autorizou o início das intervenções para melhorar a produção nas regiões. Em Maricá, 40 mil moradores serão beneficiados com a oferta de maior volume de água tratada. As melhorias representam uma das maiores obras de infraestrutura da história do município.

- Hoje, assinamos o início das obras que vão levar à cidade a cobertura de mais de 80% de abastecimento de água. A obra da ETA de Maricá é de grande qualidade. Isso é resultado da aliança entre Estado, União e prefeituras, e quem ganha com isso é a população. Maricá vai se tornar cada vez mais uma área nobre, tem que ser tratada como uma jóia da coroa - ressaltou o governador.

O Governo do Estado, através da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Nova Cedae), investiu cerca de R$ 3 milhões na estação de Maricá, um dos investimentos de infraestrutura realizado para atender ao projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Antiga reivindicação da população maricaense, a obra da ETA aumentará a distribuição de água de 80 para 120 litros por segundo, ampliando a vazão diária em mais 3,5 milhões de litros de água, um acréscimo de 50% na produção.

- Maricá é a zona sul do Comperj, por isso precisa estar estruturada para receber investimentos imobiliários e estruturantes. Para isso, o prefeito tem toda a razão de estar preocupado com a água e o saneamento, além de trabalhar para não permitir o loteamento clandestino, evitando o crescimento desordenado do município. A cidade vai se beneficiar do complexo petroquímico como uma área de qualidade de vida, de serviço - afirmou Cabral, que garantiu também que Maricá não corre riscos ambientais em relação às obras do Comperj e o despejo de resíduos.

A produção da Estação de Maricá foi reforçada com o aumento da captação de água bruta do sistema de abastecimento com o assentamento de adutora com 6.120 metros de extensão e 250 mm de diâmetro. Um conjunto de floculador e decantador, em concreto, com capacidade para 60 litros por segundo, também foi construído. Para atender à nova vazão, a casa de química e as outras instalações prediais foram totalmente reformadas.

O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, além do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, e outras autoridades participaram da inauguração. (O Fluminense)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Moradores de Maricá não querem o emissário


Ambientalistas e população de Maricá pediram ao Ministério Público Federal (MPF) a suspensão da construção do emissário submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro

Ambientalistas e moradores de Maricá pediram ao Ministério Público Federal (MPF) a suspensão da construção do emissário submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Eles pedem a revisão dos laudos e realização de audiência pública no município. Representantes da ONG Movimento Pró Restinga alertam para o risco de poluição em áreas de preservação ambiental.

“Já entrei com representação no MPF. Eles não podem vir com um rolo compressor de cima para baixo querendo instalar algo que pode prejudicar a todos”, reclamou Maria da Conceição Marques Porto e Santos, representante da ONG, argumentando que moradores de Itaipuaçu não foram consultados. Para Conceição, o estudo apresentado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), não levou em conta os impactos sobre a comunidade.

“Os dutos vão passar pela Serra de Inoã, que faz mata contínua com a Serra da Tiririca. É temerário uma empreitada dessa. Não vamos permitir”, avisou.

Segundo o cronograma de construção do Comperj, o início da construção do emissário está previsto para maio. 

Em nota, a Petrobras informou que a passagem do emissário por Maricá foi apontado pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) como a melhor alternativa do ponto de vista ambiental, superando as opções de São Gonçalo e Niterói.

A estatal ressaltou que antes do encaminhamento dos efluentes para o emissário, toda eles serão tratados em uma estação de tratamento de efluentes (ETE), mas não informou o quanto de resíduo ainda será depositado diretamente no mar. A empresa informou ainda que cumpriu toda a legislação sobre o tema.(O Fluminense)



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Deputado Felipe Peixoto quer auxiliar municípios do entorno do Comperj

Novo secretário Estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca diz que pasta será focada no desenvolvimento de municípios como Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá

O vereador de Niterói e deputado estadual eleito Felipe Peixoto (PDT) assume a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca no segundo Governo Sérgio Cabral Filho, visando, principalmente o Leste Fluminense, em especial, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá, os municípios mais afetados pelo Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj). 

“O governador criou a Secretaria de Desenvolvimento Regional e transferiu o Abastecimento e a Pesca da Agricultura – comandada por Christino Áureo – para fortalecer estas duas áreas no interior do estado. Cabral quer que o principal foco da nova pasta seja o Leste Metropolitano, nos municípios que serão afetados pelo Comperj. Ele me pediu para representar o Governo do Estado junto ao Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense (Conleste)”, informou Felipe. 

Entre os projetos a serem desenvolvidos pelo novo secretário, a Linha 3 do Metrô até Itaboraí, a qualificação profissional de pescadores, o pescado na merenda escolar e a ajuda aos municípios na elaboração de seus planos diretores são alguns dos principais. 

“O governo quer ajudar a impedir os efeitos negativos do Comperj, como a favelização e o aumento da criminalidade. Por isso, fará parceria com os municípios. Vou me reunir com a Secretaria de Transportes para discutir a implantação da Linha 3. Em 2001 presidi na Câmara Municipal de Niterói uma comissão especial sobre o assunto. Além disso, em parceria com a Secretaria de Educação e as colônias de pescadores vamos colocar o pescado na merenda escolar. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, já sinalizou disponibilizar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para que promovamos cursos de qualificação profissional aos pescadores, em parceria com a Secretaria de Trabalho e Renda, agora comandada pelo deputado federal Brizola Neto (PDT)”, explicou Felipe. 

O pedetista ainda irá ajudar a Prefeitura de Niterói a recuperar o município após os estragos provocados pelas chuvas de abril de 2010.

“Liguei para o prefeito Jorge Roberto Silveira e articulei mais ajuda do Governo do Estado ao município, através de recursos. Também me reuni com o presidente da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), José Roberto Mocarzel, para viabilizarmos a construção do túnel Charitas-Cafubá”, contou o secretário. 

Outra importante atribuição da nova secretaria, segundo Felipe, será estimular a vocação econômica de cada região do Estado. 

“Vamos fazer articulação política entre o governo estadual e as prefeituras para desenvolvermos as vocações de cada região”, informou o secretário. 

Felipe contou que fora convidado para o cargo em um almoço, no Palácio Laranjeiras, no último dia 23, entre ele, o governador, o vice, Luiz Fernando de Souza, o Pezão, o senador Regis Fitchner (PMDB), o secretário de Governo, Wilson Carlos, Brizola Neto e Lupi, que é presidente nacional e regional licenciado do PDT. 

“Cabral resolveu apostar na renovação, chamando a mim, que tenho 33 anos, e Brizola Neto, com 32”, observou o pedetista.(O Fluminense)

sábado, 27 de novembro de 2010

Operação conjunta da polícia evita ataque em Maricá


Após denúncias, policiais encontraram garrafas com gasolina, um revólver, um rádio e roupas camufladas do Exército na mala de um carro. Um homem foi preso e outros dois foram mortos

Operação conjunta entre as polícias Militar e Civil rendeu a prisão de um homem e a apreensão de dois menores suspeitos de planejar ataques a veículos em Maricá, e na RJ 106, rodovia que corta a cidade. Durante troca de tiros na noite de sexta, no bairro de São José de Imbassaí, outros dois acusados do bando foram mortos e um pode estar foragido. De acordo com a polícia, o grupo é oriundo da Favela de Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio. 

Denúncias de moradores levaram os policiais a uma casa na Rua Itapajé, nº 55. Na mala do de um Palio azul que estava na garagem da residência, foram encontradas garrafas plásticas contendo gasolina, um revólver calibre 32, roupas camufladas do exército, um rádio comunicador e uma pistola de plástico. Três elementos ocupavam o imóvel. Yuri Silva de Morais, de 18 anos, foi preso e dois menores de 16 e 17 anos foram apreendidos.

Levados para a 82ª DP (Maricá), foram autuados por formação de quadrilha. Outros dois suspeitos tentaram fugir e trocaram tiros com policiais civis no mesmo bairro. Gilberto Duarte Júnior, de 22 anos, vulgo “Maracujá”, que acumulava anotações criminais por roubo e porte ilegal de armas, e Sebastião Silva de Morais, de 25 anos, com passagem por roubo, foram baleados durante o confronto. Eles foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. 

Com os mortos foram encontradas uma pistola glock calibre 0.40 com dois carregadores, um revólver calibre 38, com duas munições deflagradas e três intactas. O Palio azul e outras duas motocicletas de modelos CG 150 e XRE 300 foram apreendidos para averiguação, mas a polícia constatou que não eram roubados e já liberou para os proprietários, parentes dos presos. 

Na noite de ontem, um grupo de vândalos colocou fogo em pneus e galhos próximo a uma garagem de ônibus no Centro da cidade. O ocorrido assustou moradores. Segundo à polícia, a quadrilha deflagrada ontem planejava novos ataques, incluindo na RJ 106. Informações de moradores dão conta de que existe um foragido. 

Os investigadores da 82ª DP vão investigar também denúncias da presença de traficantes migrados do Rio na Favela do Clan, em Saco das Flores.(O Fluminense)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Câmara dos Vereadores recebe pedido de cassação do prefeito de Maricá

Dossiê aponta supostas fraudes em licitações e desvio de verba na Prefeitura. Comissão tem até 15 dias para avaliar os documentos para que a denúncia seja aceita e investigada

A Câmara de Vereadores de Maricá recebeu, nesta segunda-feira, pedido de cassação do prefeito Washington Quaquá (PT), motivado por um dossiê que aponta desvio de dinheiro e fraudes em licitações. Um dos casos citados por Tiago Ferreira Rangel, ex-subsecretário vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, é uma nota fiscal no valor de R$ 71.729,55 referente à compra de areia, saibro e cimento, expedida por uma loja de eletrônicos na Rua Coronel Gomes Machado, no Centro de Niterói. O pedido foi encaminhado para a Comissão de Justiça e Redação Final, que tem 15 dias para avaliar os documentos para que a denúncia seja aceita e investigada.

De acordo com o documento, foram comprados ainda de uma empresa de material de construção 6,7 mil manilhas, 3 mil blocos de concreto, 1.022 blocos de meio-fio e 27 mil metros cúbicos de pedras britadas, que teriam sido entregues em dois dias, o que necessitaria de uma média de 96 caminhões por hora durante o período de expediente da Usina de Asfalto. A empresa venceu duas licitações que somam R$ 1.075.315,50. O dinheiro teria sido desviado, de acordo com a denúncia, para a campanha da primeira-dama da cidade, Rosângela Zeidan (PT), candidata derrotada na disputa por uma vaga na Alerj.

Na usina de asfalto, não existiria vestígio dos materiais que o relatório tratou como “fenômeno” pela necessidade de uma grande operação de entrega. Os documentos assinados pelos funcionários da usina atestando o recebimento do material teriam sido queimados por uma servidora, sem que nenhuma sindicância tenha sido instaurada para apurar a atitude da funcionária. 

Juntamente com a denúncia feita pelo ex-subsecretário, o Conselho Municipal da Cidade (Comcid) entregou o seu relatório apontando irregularidades na administração, onde o prefeito teria deixando de cumprir funções previstas na Lei Orgânica do município e descumprindo decisões judiciais.

“Apenas o descumprimento da ordem, como no caso dos ostomizados que ficaram sem medicamentos e bolsas já bastaria para pedir a cassação do prefeito. Foi necessário que a juíza da cidade sequestrasse os recursos da prefeitura para garantir a compra dos medicamentos”, declarou César Augusto Filho, presidente do Conselho.

O Comcid apontou também suposto desvio do dinheiro público com o pagamento de serviços não prestados. Foram R$ 4 milhões para coleta de lixo no período em que a cidade ficou sem o serviço e R$ 2,5 milhões para operação tapa buracos sem que qualquer rua tenha recebido o cuidado.(O Fluminense)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Acidente entre veículos interdita a RJ-106 em Maricá

De acordo com os bombeiros, uma carreta e um carro bateram de frente nas imediações do Km 39, na Região dos Lagos. Uma pessoa morreu e outra ficou ferida

Um casal de namorados que voltava de um fim de semana em Araruama teve um fim trágico. De acordo com os bombeiros do quartel de Maricá, uma carreta e um carro bateram de frente nas imediações do Km 39, em Maricá, por volta das 5h30 da manhã.

A vítima fatal foi identificada como Geneves Lemos da Silva, de 26 anos, segundo informações dos Bombeiros. A namorada foi socorrida e levada para o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá. Seu estado de saúde ainda não foi informado.

No acidente, o motorista do caminhão, Fernando Franco Armond, 46 anos, também ficou ferido e também foi levado para o Hospital Municipal Conde Modesto Leal.

Como a carreta ficou atravessada na pista, o tráfego ainda está interrompido nos dois sentidos da RJ-106. A opção para o motorista é seguir viagem é por dentro do bairro de Ponta Negra (O Fluminense)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Hospital municipal em Maricá está sem aparelhos para realizar exames

Maricaenses reclamam do atendimento precário na unidade de saúde. Demora no atendimento, falta de medicamentos e material hospitalar fazem parte da rotina no local

Mais uma vez moradores de Maricá, que precisam receber atendimento médico no Hospital Conde Modesto Leal e no posto de saúde reclamam da precariedade do atendimento na cidade. Além da demora para ser recebido por um médico, há problemas com falta de medicamentos, médicos e materiais. A queixa mais recente é a impossibilidade de fazer alguns exames.

Pacientes que precisam realizar endoscopia e colonoscopia estão sem previsão de atendimento, já que as duas máquinas estão quebradas há cerca de três meses. Uma funcionária informou que aqueles que estavam marcados não conseguiram atendimento e não há previsão de regularização.

A dona de casa Neiva dos Santos Mendonça, de 26 anos, chegou ao hospital com a filha de um ano com crise de sinusite e a menina não foi medicada.

“O médico disse que eles não têm como atendê-la, apenas me mandaram procurar a UPA. Não sei o que vou fazer, pois nem deram remédio a ela. Muitas vezes, prefiro ir para Niterói a vir aqui. Este hospital é uma droga”, desabafa.

Outra reclamação é a dificuldade para conseguir consulta com especialistas. A dona de casa Ocimar Pereira dos Santos, de 46 anos, conta que no dia 30 chegou à 1h30 no Centro de Diagnóstico para conseguir uma vaga para a mãe, que tem 78 anos.

“Muita gente que estava na fila não conseguiu marcar. Antes eram três oftalmologistas, mas agora só tem dois”. 

As irmãs Maria José Rego, de 71 anos, e Dinair Ferreira Rego, de 60, estão há mais de dois meses tentando fazer um exame preventivo no posto de saúde e não conseguem. Segundo elas, a justificativa dos funcionários é a falta de material para realizar a avaliação médica.

“Fui até lá com consulta marcada por duas vezes e me mandaram voltar para casa devido à falta de material para realizar o preventivo. Está tudo errado na saúde de Maricá”, revolta-se Dinair. 

Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social do Rio de Janeiro (Sindisprev), Sebastião Souza, todos os problemas que de Maricá são causados pela falta de uma política pública.

“O que falta é uma política para a saúde pública. Dinheiro o governo municipal tem, mas não investe”, afirma.
A Secretaria Municipal de Saúde de Maricá afirma que os aparelhos de endoscopia e colonoscopia já foram encaminhados para conserto por meio de licitação, e deveriam ter retornado para a unidade hospitalar no último dia 7. Houve um atraso e, devido ao feriado, a previsão é de que só depois do dia 12 os aparelhos sejam entregues e o atendimento de exames normalizado.

Sobre a falta de médicos, disse que está convocando todos os médicos que prestaram concurso em 2007.(O Fluminense)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Caminhos de Darwin sofrem com falta de manutenção em Niterói e Maricá

Acessos ao trajeto turístico que encantou o naturalista Charles Darwin e que se tornou um dos roteiros históricos mais importantes da região, têm crateras nas vias e lixo espalhado

Resgatados há menos de dois anos por sua riqueza histórica e potencial turístico, os Caminhos de Darwin sofrem com a falta de manutenção de seus acessos. Tanto em Niterói quanto em Maricá, quem deseja percorrer o trajeto que encantou o naturalista Charles Darwin, em 1832, precisa passar por estradas esburacadas e mal conservadas. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), existe um projeto de valorização da área, mas a responsabilidade pelas vias é das prefeituras, uma vez que os acessos estão fora dos limites do Parque Estadual da Serra da Tiririca.

“Atualmente, fazemos vistorias regulares no parque, duas vezes ao dia. Estamos estudando novas possibilidades de ampliação dos Caminhos de Darwin que devem melhorar a situação de suas bordas. Mas, atualmente, os acessos são de responsabilidade dos municípios com os quais fazemos limites”, afirma o diretor de biodiversidade e áreas protegidas do Inea, André Ilha. 

Um dos primeiros locais visitados por Darwin no Rio de Janeiro foi a Serra da Tiririca. O naturalista partiu de Niterói em direção a Maricá, realizando um trajeto de 2,2 quilômetros, recentemente recuperado pela comunidade científica. Em novembro 2008, a Expedição Caminhos de Darwin celebrou o centenário de seu nascimento. Mas, para moradores, desde então, os chamados Caminhos de Darwin não recebem atenção do poder público.

Em Niterói, o principal acesso ao roteiro percorrido por Darwin é a Rua São Sebastião, no Engenho do Mato. Porém, sem pavimentação, a via encontra-se em estado de conservação ruim. Segundo o presidente do Conselho Comunitário da Região Oceânica de Niterói (Ccron), Guilherme Flach, a situação do local não é condizente com o potencial turístico do local.

“Não existe nenhum cuidado por parte da Prefeitura. A estrada está completamente abandonada. Os olhos do poder público, definitivamente, não estão voltados para a região”, afirma Flach.

Em Maricá, a situação é ainda pior. O acesso aos Caminhos de Darwin se dá pela Estrada de Itaocaia, um trecho de quase seis quilômetros dentro da área de preservação da Serra da Tiririca. Além de incontáveis buracos e crateras em toda a extensão da via, os visitantes se deparam com lixo e bueiros destampados.
Em alguns pontos, é preciso optar por seguir na contramão para fugir dos constantes buracos. Em outros, as crateras são tão profundas que os moradores tiveram que colocar galhos de plantas para alertar os motoristas. Segundo o presidente da Associação de Moradores de Itaocaia, Antônio Ferreira, a situação é de abandono.

“A Prefeitura está completamente ausente, é um absurdo. A área visitada por Darwin deveria ser mais valorizada”.

A Prefeitura de Niterói, diz que, recentemente, foi colocada borra de asfalto na Rua São Sebastião. No entanto, funcionários do órgão vão ao local verificar os problemas citados.(Fluminense)

 

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Moradora fotografa montanhas de lixo em Itaipuaçu, no Rio

Distrito do município de Maricá sofre com falta de coleta.
Estradas foram limpas por moradores da região.

Itaipuaçu, distrito do município de Maricá (RJ), é sem dúvida lindo. Escolhi este pedaço do paraíso para viver e criar meus filhos. No entanto, cheia de indignação, fotografei nesta quarta-feira (7) o descaso do atual prefeito e de seus secretários com nosso distrito.

O lixo que acumula nas ruas há semanas é destruído e espalhado pelos animais. As fotos foram tiradas no centro, Barroco, logo atrás da unidade de polícia local. Nem ela escapou.

Em volta de padarias, mercados, escolas, restaurantes e casas montanhas de entulho se formam. Isso sem falar da conservação das estradas. Os buracos já nem permitem que os carros trafeguem pela rua.

A Serra da Tiririca foi limpa pelos moradores após o temporal que assolou o Rio de Janeiro no primeiro semestre deste ano. Tivemos que engolir que a Serra, nosso acesso mais rápido à Itaipú, bancos e hospitais, não era uma prioridade.

Quando é que a população será respeitada? Será que o digníssimo prefeito só se lembrará da população quando as epidemias começarem?(G1)

 

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Polícia apreende mais de 20 balões e arma em Maricá

Casa, aparentemente abandonada, foi estourada por agentes do Batalhão Florestal na Estrada dos Macacos em São José do Imbassaí. Uma espingarda também foi apreendida na operação


Policiais do Batalhão de Polícia Florestal e do Meio Ambiente (BPMF) estouraram na tarde desta terça-feira, uma casa abandonada em um sítio na Estrada dos Macacos, no bairro de São José de Imbassai, em Maricá, que funcionaria como fábrica de balões. No local, teriam sido encontrados 20 artefatos, alguns com com mais de 20 metros, além de uma espingarda calibre 26 e farto material usado na confecção dos balões. Todo o material, apreendido, segundo a polícia, estaria avaliado em mais de R$ 40 mil. Ninguém foi preso durante a operação. 

“Moradores da Estrada dos Macacos disseram que a movimentação de pessoas no sítio era grande, principalmente nos fins de semana. Os rapazes chegavam em carros de luxo e ficavam pouco tempo no local para não chamarem a atenção”, contou um dos PMs. 

Muitos balões apreendidos necessitavam de retoques, o que indica terem sido usados e recuperados depois de soltos. Duas armações de arame (bocas de balões) grandes, estariam prontas para serem utilizadas.

“ O local é de difícil acesso. Da estrada principal (Rodovia RJ-106, altura do Km 22) se gasta de carro em torno de 20 minutos. Depois, ainda é preciso andar mais de meia hora“, acrescentou o policial, que acredita que os baloeiros sejam moradores da região. O registro foi feito na 82ª DP (Maricá). 

Memória - No último sábado, a PM apreendeu quatro balões de dois metros cada, e farto material para confecção no Gradim, São Gonçalo. Na terça-feira da semana passada, agentes fecharam uma fábrica de balões que funcionava em uma casa em Inoã, distrito de Maricá e recolheram dois balões de 8 e 6 metros.
Já na segunda-feira anterior, outra residência que escondia uma fábrica foi localizada em Itaúna.(Fluminense)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Resort de luxo em área de proteção ambiental gera polêmica em Maricá

Empreitada deve ocupar 5 milhões de metros quadrados. Pesquisadores afirmam que construção vai destruir vegetação e afetar lagoa. Pescadores podem ser prejudicados

Apartamentos luxuosos, campos de golfe, marina para mil barcos são apenas alguns dos atrativos do resort seis estrelas que o município de Maricá deve ganhar nos próximos anos. O empreendimento, porém, causa  polêmica e insatisfação entre moradores das redondezas e pesquisadores. 

Segundo o arquiteto e fundador do Movimento Pró-Restinga Werther Holzer, a previsão é que a empreitada ocupe 5 milhões de metros quadrados de uma área de proteção ambiental, destruindo parte da vegetação nativa. Além disso, com as obras, a lagoa de Maricá seria afetada, o volume de água diminuiria, prejudicando, assim, os cerca de 300 pescadores que dependem da lagoa para sobreviver.

Holzer alerta que a construção é ilegal por se tratar de uma Área de Proteção Ambiental, porém, há duas semanas, a Câmara de Vereadores aprovou projeto da Prefeitura que modifica o código urbano e permite o loteamento da restinga. Segundo ele, espanhóis e portugueses da empresa Madri Lisboa são os responsáveis pelas obras, orçadas em cerca de R$ 10 bilhões. A previsão é que o empreendimento atenda a 90 mil pessoas. 

“Há quase 30 anos, a restinga é uma área de proteção ambiental, mas desde 2006 o terreno está vendido e foi cercado. Espécies raras de borboletas, peixe das nuvens e lagartixas da areia são apenas algumas das espécies que só existem no local e que poderão morrer. Em Maricá, há 150 mil lotes vagos que poderiam ser utilizados no lugar da restinga. O prejuízo ambiental é incalculável é um núcleo de Mata Atlântica”, declara Werther Holzer.  

Ainda segundo o pesquisador, um dos objetivos do empreendimento é atender a demanda turística e empresarial que vai surgir com o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaboraí. Ele calcula que a população de 120 mil habitantes poderá dobrar nos próximo 15 anos, sem que a cidade tenha estrutura para comportar tamanha quantidade de pessoas. Ano passado, o Movimento Pró-Restinga entrou na Justiça com ação civil ambiental contra o Governo Estadual, questionando as obras na restinga. Entretanto, segundo Holzer, nenhuma providência foi tomada.

“Maricá já está crescendo de forma desordenada. A construção do resort vai prejudicar muito a comunidade pesqueira, que depende da atividade para viver. A lagoa será alterada e muitos peixes vão morrer”, lamenta o presidente da Colônia de Pescadores, Zacarias Vilson Francisco Correa, de 48 anos.

Inea tenta impedir as obras

De acordo com o diretor de biodiversidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), André Ilha, o instituto já tem conhecimento do projeto de construção do resort na localidade que pertence à Área de Proteção Ambiental (APA). Por isso, a superintendência regional do Inea e a direção da APA já estão tomando as devidas providências para que as obras não ocorram. Ele afirmou que a mudança no Código Urbano de Maricá não pode modificar as normas que estão de acordo com o plano de manejo da APA, a não ser para tornar a legislação ainda mais restritiva.

“Nada do que for aprovado em esfera municipal pode passar por cima de uma hierarquia superior. A APA é estadual”, enfatizou.

Ainda segundo André Ilha, o Inea e a direção da APA estão realizando fiscalizações ostensivas em toda a sua extensão. Caso as obras sejam iniciadas em áreas de preservação, o embargo será imediato.

“A população pode ficar despreocupada, porque nenhum resort será construído nessa APA”, pontuou.

A Prefeitura de Maricá informou que o documento aprovado pela Câmara Municipal trata da criação de uma Área de Proteção Permanente (APP) no local, que permitirá construções em, no máximo, 20% dos cerca de um milhão de metros quadrados da área. Ainda de acordo com a Prefeitura, uma vez implantada, a APP terá também um parque municipal, juntamente com o espaço para a reserva indígena e a comunidade de pescadores que existe no local. Além disso, a aprovação do projeto atenderia a uma determinação do próprio Governo do Estado. 

O Grupo Madri-Lisboa, responsável pelo empreendimento, não se pronunciou.(Fluminense)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Vereador de Maricá é preso por injúria racial e desacato

Uilton Viana Filho (PSB) teria discutido com policiais e chamado um deles de 'macaco'. Família, por sua vez, alega que parlamentar foi agredido durante abordagem da PM

Cinco policiais do 12º BPM (Niterói) se envolveram em confusão com o vereador e filho do vice-prefeito de Maricá, Uílton Viana Filho, de 28 anos, na madrugada de ontem, no km 2 da Rodovia RJ-104 (Amaral Peixoto), no Caramujo. O parlamentar, acompanhado da namorada e de uma amiga do casal, voltava de carro de  uma solenidade na Câmara dos Vereadores, onde várias homenagens foram feitas, inclusive ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio, quando o carro foi abordado pela PM. Segundo o registro de ocorrência feito na 78ª DP (Fonseca), o vereador teria xingado de “macaco” José Carlos Azevedo da Silva, um dos policiais. O parlamentar nega a acusação e diz que foi agredido com socos e pontapés. 

A confusão teria começado quando o carro de Uílton, o Honda Civic KOZ-5298, teria tentado forçar passagem entre as motocicletas dos policiais, que estavam paradas interditando parte da pista sentido Niterói. Desconfiados, os PMs solicitaram que o carro fosse para o acostamento. No depoimento, os policiais afirmam que Uílton ofereceu resistência. Já o parlamentar alega que teve arma colocada na cabeça e “que não havia necessidade do ato, pois suas mãos estavam sobre o volante”. Ainda no registro de ocorrência, policiais afirmaram que o parlamentar teria ligado para um irmão dizendo “que um policial negão teria lhe parado” e, ao ser questionado sobre a declaração, teria retrucado com a frase “você é branco, macaco?”.

Em meio à confusão que se formou, Uílton alega que teria levado socos e pontapés no rosto e nos braços. No depoimento, policiais alegaram,  porém, que o vereador “teria caído após resistir à voz de prisão”.
O delegado-titular da 78ª DP, Reginaldo Guilherme da Silva, acredita que houve excesso de ambos os lados.
“Acredito que os dois tenham errado, se de fato houve mesmo a difamação por racismo. Mas se teve agressão, não se justifica”, declarou.

O vereador foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Tribobó, em São Gonçalo. Familiares irão anexar fotos do parlamentar supostamente agredido ao processo que foi encaminhado para a 5ª Vara Criminal de Niterói. O parlamentar foi autuado por injúria racial, crime inafiançável que pode gerar pena de um a três anos de cadeia. Por não ter obtido o habeas corpus até a noite de ontem, Uílton foi encaminhado para a Polinter, em Neves.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Rui França, que esteve no local da confusão minutos depois do fato ter acontecido, alegou que sua equipe procedeu de forma correta.

“Houve uma situação onde um veículo apresentou situação suspeita e nossos homens tiveram de sacar a arma, até pelo fato do carro ter película de proteção nos vidros. Aí, houve essa situação, do xingamento e ocorreu o flagrante de injúria racial e o caso foi parar na delegacia”, afirmou França.(Fluminense)