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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Polícia Militar retira barricadas do tráfico no Complexo do Salgueiro

Agentes chegaram ao local através de denúncias anônimas sobre as barricadas instaladas nas principais ruas do bairro Luis Caçador para dificultar o acesso da polícia
Um menor foi morto e um homem acabou preso durante operação de agentes do 7º BPM (São Gonçalo) no Complexo do Salgueiro, realizada na tarde de terça-feira, para retirar barricadas montadas por traficantes de drogas da facção criminosa Comando Vermelho (CV). Armas e entorpecentes foram apreendidos durante a ação. 
Os agentes chegaram ao local através de denúncias anônimas informando sobre as barricadas instaladas nas principais ruas do bairro Luis Caçador para dificultar o acesso da polícia.  
“Fomos checar as denúncias de obstrução das ruas e constatamos que de fato elas eram reais. Durante a operação bandidos fizeram disparos contra os policiais militares, iniciando o confronto”, informou o comandante interino do 7º BPM, tenente-coronel Gilberto Tenreiro.
Segundo o comandante, um menor de 17 anos foi ferido gravemente. Ele chegou a ser levado ao Pronto Socorro de São Gonçalo (PSGS), mas não resistiu. “O outro, de 18, foi ferido de raspão“, acrescentou Tenreiro. (O Fluminense)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Operação vai reprimir a cracolândia na Praça JK

No local, cerca de 40 usuários e assaltos são frequentes. A ação conjunta foi desenhada durante a posse do novo comandante do 12º BPM (Niterói)

Universitários e moradores do Centro que passam pela Praça JK, em frente ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFF à noite, sofrem com assaltos praticados por cerca de 40 usuários de crack que ficam abrigados nas escadarias que dão acesso à garagem subterrânea no local. Ciente do problema, o secretário municipal de Segurança de Controle Urbano, Wolney Trindade, informou que fará esta semana, com apoio do 12º BPM (Niterói), operação para retirada dos “viciados”. A ação conjunta foi desenhada durante a posse do novo comandante,  tenente-coronel Sérgio Mendes Afonso, na última sexta-feira.

“Vou me reunir com ele e marcar a data. Mas será esta semana. Não posso agir sozinho porque os usuários andam armados com facas e revólveres e a Guarda Municipal trabalha desarmada. Os viciados passam o dia na prainha do Centro se drogando e à noite ficam nas escadas da praça e junto às pedras, saindo dali para assaltar os transeuntes”, reconhece Wolney, acrescentando que há quatro meses o 12º BPM se comprometeu a colocar mais viaturas no policiamento ostensivo da região. 

“O problema é complexo, pois se tiramos os usuários de um lugar, eles se mudam para outro. Também já ajudei a acabar com a cracolândia na Rua Joaquim Távora, em Icaraí e em uma praça próxima à Escola de Arquitetura da UFF, na Rua Passo da Pátria”, avalia Wolney.

Enquanto a ação não ocorre, o medo impera no local. “No último dia 11, às 20h40, fui vítima de dois viciados que circulam ali. Roubaram meu celular”, reclamou uma moradora.

Quando estão abrigados nas escadas que dão acesso à garagem atrapalham também a passagem de motoristas.  “Tenho que pedir licença, pois preciso passar em meio a colchões e televisores. Eles também fumam muita maconha e importunam a gente”, reclama um empresário que trabalha nas imediações.

O reitor da UFF, Roberto Salles, em nota oficial, diz que não tem conhecimento do fato, mas anuncia providências. “Consideramos o problema como de saúde pública. Entraremos em contato com as autoridades e cobraremos providências”, diz a nota.

A estudante Mariana Reis, integrante da direção do DCE, concorda com o reitor. “O Poder Público deveria colocar estes usuários em abrigos e dar tratamento”, defende.

A Niterói Park, empresa que administra a garagem subterrânea da praça, já pediu mais segurança no local. “Temos pedido à Secretaria de Segurança e Controle Urbano e ao 12º BPM mais policiamento. Uma viatura da PM fica no início da praça à noite, na hora do rush, mas, depois, vai embora. Queremos que fique o tempo todo”, pede o diretor da empresa, Marcelo Leiroz, acrescentando que dentro da garagem nunca houve nenhuma ocorrência.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Alunos da UFF terão transporte gratuito até terminais de Niterói

Universidade terá coletivo próprio para levar estudantes em segurança até os terminais de ônibus e das barcas. Medida pode ajudar evitar assaltos perto dos campi

Para amenizar a exposição dos alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) aos riscos de transitar próximo aos campi, evitando que eles sejam vítimas de assaltos, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) abriu licitação para a compra de ônibus que farão o transporte universitário em período integral. A medida foi divulgada na semana em que alunos da universidade criaram um site para alertar sobre a violência no entorno da UFF, em que as vítimas podem postar depoimentos sobre as violências sofridas.

Com intervalos de 15 minutos, os coletivos deverão circular entre os campi, além de levar os alunos aos principais pontos do transporte público como o Terminal Rodoviário João Goulart e a Estação das Barcas, no Centro. Eles deverão, também, complementar o trabalho de alguns micro-ônibus, de baixa capacidade, que já auxiliam na locomoção de alunos em disciplinas específicas, conforme explicou o pró-reitor da Proaes, Sérgio Mendonça.

“A ideia dos ônibus é favorecer a vida acadêmica dos estudantes, que têm aulas em diferentes campi e também melhorar a questão da segurança, principalmente à noite. Os ônibus vão passar no Centro de Niterói. Claro que isso não substitui o poder público, mas é uma contribuição”, argumenta.

A UFF vai adquirir três ônibus, mas o terceiro veículo deve ser destinado ao Polo de Volta Redonda, no interior do estado. O processo de licitação está em andamento e a empresa vencedora ainda terá 90 dias para entregar os veículos. O pró-reitor acredita que até o fim do ano o serviço esteja disponível.

Os alunos alegam, no entanto, que o número de ônibus para Niterói é insuficiente.

 “Dois ônibus dá para no máximo 90 pessoas. A UFF tem milhares de alunos que passam por aqui em diferentes horários”, argumenta a estudante Maria Nazareth, de 24 anos, matriculada no 7º período do curso Serviço Social, no campus do Gragoatá.

A Universidade Federal Fluminense possui cerca de 20 mil alunos, sendo que pelo menos 10 mil têm aulas à noite, horário de maior perigo.

“Se tivesse recurso para comprar cinco [ônibus], eu compraria. Mas não basta estalar os dedos para conseguir recursos públicos. Acredito que vai ser possível oferecer transporte de qualidade aos alunos, porque mesmo com os ônibus indo até o Centro de Niterói, o percurso não é longo”, justifica o pró-reitor, adiantando que a UFF já planeja a abertura de nova licitação para 2012.

Internet – O site intitulado “Crimes contra estudantes de Niterói” foi criado para que qualquer estudante possa marcar em um mapa virtual da cidade, o dia, a hora e o local exato em que sofreu algum tipo de violência. Segundo os idealizadores, o principal objetivo é alertar os alunos, principalmente os que não residem no município, sobre os riscos de circularem por algumas ruas, apesar de parecerem tranquilas e terem “belas paisagens”.

Para a estudante Samira Hanna, de 20 anos, matriculada no 4º período de Serviço Social, a iniciativa dos colegas é boa, mas não terá resultado se o poder público não prestar atenção nessa manifestação.

“Já fui assaltada quase no portão da faculdade, em plena luz do dia. Não sei se o bandido estava com algum objeto cortante, mas ele ameaçou me furar se eu não entregasse celular. Somos estudantes e temos que ter a garantia de segurança para frequentar nossas aulas”, reivindica.

O chefe-adjunto da seção de planejamento da PM, tenente Bruno Andrade, reitera que existe policiamento ao redor de todos os campi na cidade. Mas ele argumenta que a maioria das vítimas não registra ocorrência na delegacia, o que dificulta o trabalho da PM, que fica sem saber os pontos de maior incidência de crimes.(O Fluminense)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Polícia investiga caso de agressão a irmãos por colegas de escola


Alunos do Henrique Lage, no Barreto, foram espancados covardemente por um grupo de 10 estudantes da mesma instituição. Um deles teve o nariz fissurado durante a briga

Policiais da 72ª DP (Mutuá) investigam agressão sofrida por gêmeos de 16 anos que estudam na Escola Técnica Estadual (ETE) Henrique Lage, no Barreto. Segundo o pai dos jovens, eles teriam sido espancados na tarde de quarta-feira por um grupo de 10 alunos da mesma escola, em uma quadra próxima à unidade, onde os estudantes costumam se reunir para jogar bola no intervalo das aulas. 

O caso foi registrado como bullying e os irmãos passaram por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Tribobó na manhã desta quinta-feira. Radiografias feitas em uma clínica particular de Niterói confirmam que o menor teve o nariz fissurado. 

De acordo com o pai dos garotos, de 46 anos, os gêmeos, que estão no 2º ano do Ensino Médio e cursam eletrotécnica na ETE, têm sido vítimas de agressões verbais feitas por colegas de classe há cerca de um ano. A perseguição teria começado durante uma discussão sobre futebol.

“Desde então meu filho vem sendo agredido verbalmente. Desta vez, porém, ele me telefonou avisando que estava bastante ferido e sangrando muito, com suspeita de ter fraturado o nariz. O irmão, que tentou defendê-lo, também teve o braço machucado. A agressão aconteceu fora da escola, mas no horário de aula. Eles estudam em período integral, e como havia duas aulas vagas, foram a uma quadra perto da escola jogar bola. Lá foram surpreendidos”, contou o pai indignado.

Ele acredita que a violência foi premeditada, pois alguns dos agressores teriam chegado de carro.

“Quero apenas proteger a vida de meus filhos. Sei que um dos agressores é maior de idade e integrante de torcida organizada, e o outro está aprendendo jiu-jitsu”, completou.

A mãe dos gêmeos teme represálias.
“Tive que faltar ao trabalho para ir ao colégio tentar resolver a situação com medo de que possa acontecer de novo. Só de pensar me causa pânico. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer numa escola como essa, tida como referência. Meus filhos precisaram fazer prova para entrar, fiquei muito feliz e agora vejo que tudo não passa de ilusão, que não há controle da entrada e saída dos alunos, o que poderia ter evitado tudo isso”.

O caso já foi levado à direção da unidade, que convocou os pais dos envolvidos. A diretora geral da ETE, Ingrid Ribeiro Couto, informou que um dos alunos (que teria brigado com um dos gêmeos noutra ocasião e incitado a violência contra o mesmo desta vez), já foi remanejado de turma e turno. Como medida preventiva, será proibida, ainda, a saída de alunos da escola durante horário de aula.

Nas telas, novo Karatê Kid revive problema
Em evidência, embora antigo, o tema é bem retratado no filme Karatê Kid. O clássico da Sony Pictures Home Entertainment conquistou o público em 1984, quando Ralph Macchio interpretou Daniel San, discípulo do eterno Sr. Miyagi, vivido por Pat Morita.  

Devido ao grande sucesso, Karatê Kid foi lançado em 2010 com uma nova roupagem, desta vez dirigido por Harald Zwart e tendo como um dos produtores o astro Will Smith, que prestigiou a atuação do filho, Jaden Smith.

Bullying é o termo em  inglês utilizado para descrever práticas de agressão intencional, física ou psíquica, praticada por uma ou mais pessoas, contra outras incapazes de se defender. Os agressores geralmente destacam algum aspecto pessoal da vítima (como timidez, obesidade, etc).(O Fluminense)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Comandante do 12º BPM se reúne com moradores do Bairro Peixoto, RO

Tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo discutiu medidas de segurança para a região durante o encontro. Quem mora no local diz que já enfrentou todo o tipo de violência


Moradores do Bairro Peixoto, em Itaipu, Região Oceânica de Niterói, se reuniram, na noite de sexta-feira, com o comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, para discutir medidas de segurança para a região.

O presidente da Associação de moradores do bairro, Hélcio Lemos, contou que há cerca de 6 anos os problemas relacionados à violência na região começaram a piorar, entre eles roubos à residências e de automóveis, pequenos assaltos e sequestros relâmpagos. “Na primeira reunião, com cerca de 30 participantes, perguntamos quem já havia sofrido algum tipo de violência e quase todos levantaram a mão. Queremos saber, com esta reunião, o que podemos fazer para ajudar o poder público, seja com equipamentos ou recursos”, explicou.

A esposa do comerciante e vice-presidente da associação, Régis de Paula, de 45 anos, foi vítima de sequestro relâmpago por duas vezes. Agora, ele procura ajudar à PM para não passar outros sustos como este.

Para o comandante, reuniões como essas são muito proveitosas e que, a partir daí, a polícia pode saber as necessidades e as carências da região, podendo tomar as medidas necessárias.(O Fluminense)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Violência no Rio leva população a optar pelas barcas

Foram necessárias seis viagens extras para atender à grande demanda de passageiros na linha Rio-Niterói, que trocou o ônibus pelo serviço de barcas por conta dos episódios de violência no Rio. Na quinta-feira, dia 25, a linha Rio-Charitas realizou quatro viagens extras. "As notícias não eram boas, e eu não quis arriscar viajar de carro", disse o fisioterapeuta Alberto Martins.

Assim como ele, milhares de passageiros optaram por viajar de barca. Apesar do movimento atípico, toda a operação correu normalmente, sem registro de problemas. "Montamos esquema especial, privilegiando a segurança e o conforto dos passageiros. Operamos normalmente, apesar da grande afluência de passageiros no horário de pico, que hoje começou mais cedo. Amanhã, vamos repetir o mesmo esquema, com o mesmo efetivo", comentou Mário de Góes, gerente de Logística e Atendimento ao Usuário de Barcas S/A. 

Só no dia 25, foram transportados 90.000 passageiros na linha Praça XV-Niterói, um acréscimo de cerca de 10%. No mesmo período, o trajeto Praça XV-Charitas registrou aproximadamente 9.000 passageiros (aumento de 15%). O movimento atípico também foi observado na linha que atende o Cocotá, na Ilha do Governador. Nas viagens de 17h30 e 18h40 do trajeto Praça XV-Cocotá, por exemplo, foram transportados 2.000 passageiros – 1.255 a mais do que o registrado na última quinta-feira, dia 18/11, o que representa um aumento de 168%. Na linha Praça XV-Paquetá-Praça XV não houve alterações no número de passageiros transportados, mantendo-se na média de 2 mil usuários por dia.(Folha de Niterói)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Encurralados no Rio buscam refúgio em Niterói e SG

Policiais rodoviários federais montam barreiras na Ponte e na BR-101 para impedir fuga de bandidos para ambos municípos fluminenses. Efetivo da PRF ganha reforço após onda de ataques

A repressão ao tráfico de drogas no Rio após a recente onda de atentados que tem levado terror à população pode estar contribuindo para a migração de criminosos para Niterói, São Gonçalo e cidades do interior do Estado. Na noite da última quinta-feira, policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo) prenderam no Complexo do Salgueiro, um traficante recém chegado do Complexo do Alemão. Integrante do Primeiro Comando da Capital (PPC) ele seria o elo de ligação entre a facção criminosa paulista e o Comando Vermelho (CV) do Rio.

Na manhã deste domingo, um homem foi preso quando tentava deixar a cidade pela ponte Rio-Niterói. A PRF não soube informar se ele tinha fugido do Complexo do Alemão, ocupado pela manhã pelas forças de segurança. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o homem de 34 anos e nome não divulgado, tinha um mandado de prisão por roubo à mão armada expedido pela Justiça e foi encontrado durante uma blitz a uma van que fazia o trajeto Rio-Maricá . Ele foi encaminhado para a 78ª DP.

Para o especialista em Segurança Paulo Storani, ex-oficial do Bope e ex-secretário de Segurança de São Gonçalo, essa migração não é de hoje, mas pode ser acelerada com fuga de traficantes do Rio.

“É possível que agora a migração aconteça em maior escala. Mas ela vem desde que começaram a instalar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Isso não é nenhuma novidade. Para coibir essa migração de bandidos seria necessário investir em inteligência e em equipamentos, por exemplo, com grande capacidade de monitoramento de telefonemas”, alerta o especialista, ressaltando, no entanto, que não há tempo hábil para implementar todas essas medidas, e que agora o trabalho deve ser direcionado ao controle das vias de acesso.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu esta semana reforço de 300% em seu efetivo. O número absoluto de policiais que vão atuar no patrulhamento das estradas federais que cortam o Rio não foi divulgado por motivos de segurança, mas o aumento no de agentes que fazem o patrulhamento diário na Ponte Rio-Niterói, por exemplo, já pode ser percebido.

Rondas para reprimir possíveis ações criminosas
Rondas por toda extensão da rodovia estão sendo realizadas desde o início da semana. Na última sexta-feira, o patrulhamento recebeu apoio aéreo de um helicóptero da Polícia Civil. Na ocasião, o sobrevoo da aeronave chegou a assustar motoristas, que acreditaram se tratar de uma perseguição a traficantes que seguiam para Niterói.

“São Gonçalo e Niterói sempre foram esconderijos perfeitos e a ponte Rio-Niterói, o melhor caminho”,  resume o carteiro Josenir Santos Gomes, de 38 anos, morador de Santa Luzia, em São Gonçalo, que teme o aumento da criminalidade em sua cidade.

Se a Ponte é a porta de entrada de traficantes para Niterói, a Rodovia BR-101 é considerada o caminho para São Gonçalo. Para impedir a migração de bandidos, o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Luiz da Silva, posicionou parte de seu efetivo nos principais acessos  ao município, onde blitzes são realizadas periodicamente. Um dos pontos onde elas acontecem é a Estrada de Itaúna.
“Pedimos que a população use os canais de denúncias para informar sobre qualquer movimentação suspeita em suas comunidades”, solicitou.

População está preocupada
Em Niterói, o assunto nas ruas, nos comércios, nos meios de transportes e nas escolas é o mesmo: os efeitos que a atuação da polícia e das Forças Armadas na capital podem desencadear na cidade. 

“Os bandidos possuem vasto domínio territorial. São comunidades amigas espalhadas por toda a Região Metropolitana, que servirão de exílio. Tenho certeza que muitas delas estão situadas em Niterói”, avalia a estudante de Direito Mariana Esteves, de 26 anos, dizendo-se bastante preocupada.

O comandante do 12º BPM (Niterói), no entanto, diz que não há motivos para receio. Segundo ele, 130 policiais estão sendo deslocados para o patrulhamento ostensivo todos os dias em quatro bairros. Eles são distribuídos em duplas conhecidas como Cosme e Damião pelo Fonseca, alvo de alguns atentados, Centro, devido à movimentação comercial, além de Icaraí e Ingá, na Zona Sul. 

Blitzes também estão sendo realizadas, segundo ele, em vários pontos da cidade, incluindo os acessos à Ponte.

Titulares das distritais da região, por sua vez, informaram que estão se reunindo para cruzar informações sobre os responsáveis pelos ataques e possíveis migrações de traficantes do Rio.

O especialista Paulo Roberto Sotrani alerta ainda para uma outra rota de fuga que pode ser usada pelos bandidos: a Baía de Guanabara.

“A faixa litorânea é muito extensa e, certamente, há linhas de tráfico de drogas e armas que podem ser utilizadas. O patrulhamento é difícil, pois não existem embarcações suficientes. Temos o Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da PM, que faz o trabalho, mas a Marinha, que deveria ser encarregada para esse tipo de tarefa, não tem condições de monitorar a Baía, assim como a Polícia Federal (PF)”, ressaltou.(Jornal Fluminense)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Escolas e universidades de Niterói e SG fecham com medo de ataques

Guerra entre a polícia e traficantes de drogas começa a atrapalhar fim do ano letivo nas instituições de ensino. Tráfico teria ordenado que estabelecimentos não funcionassem

A guerra civil envolvendo traficantes e policiais afetou creches e escolas da região de Vital Brasil, em Santa Rosa. Pelo menos, três creches e escolas daquele bairro foram ordenadas por supostos traficantes para que fechassem seus estabelecimentos, sob risco de sofrerem ataques, durante a tarde de quinta-feira. Em São Gonçalo, instituições de ensino também fecharam os portões mais cedo com medo de represálias.

A Creche Rebeca Guimarães, situada na Rua Souza Dias, e as escolas situadas na Rua Waldir Cabral, encerraram suas atividades após receberem os telefonemas. “Ligaram para cá avisando que não tivéssemos mais aulas e que a determinação teria vindo do tráfico de drogas. Não pensamos duas vezes, já que lidamos com vidas aqui”, disse uma funcionária da creche, situada perto do Morro Sousa Soares.

E o temor atingiu a rede municipal. A Secretaria de Educação de Niterói informou que a UMEI Antonio Vieira da Rocha e a E.M. Ayrton Senna, ambas no Morro do Estado, fecharam em todo o período. Já a Escola Municipal João Brazil, no Morro do Castro, e a Altivo César, no Barreto, não funcionaram no turno da noite. Algumas universidades situadas no Centro de Niterói, como a Cândido Mendes e a Estácio também não tiveram aulas no turno da noite.(O Fluminense)

Acusado de incendiar ônibus em SG é preso em flagrante


Jovem de 19 anos usou gasolina para atear fogo no coletivo e sofreu queimaduras. Ele teria afirmado aos policias que recebeu R$ 300 de traficantes do CV para cometer o crime

Um jovem com queimaduras pelo corpo foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira, acusado de incendiar um ônibus da viação Icaraí, na Rua Comandante Ari Parreiras, no bairro Porto Velho, em São Gonçalo. De acordo com testemunhas, Luiz Henrique Saboia Pedro, de 19 anos, teria obrigado o motorista e outros quatro passageiros que estavam no veículo a saltar e ateado fogo no coletivo com gasolina.

O acusado se queimou na ação e tentou fugir correndo em direção à Rua Oliveira Botelho, mas se deparou com uma viatura da PM no local. Ele chegou a entrar no prédio da Maternidade Modelo para se esconder, mas foi detido pelos militares e encaminhado para a 73ª DP (Neves). Segundo a polícia, um comparsa que estava com ele conseguiu fugir.

Luiz Henrique teria afirmado aos policiais que recebeu R$ 300,00 de traficantes do Comando Vermelho (CV) para queimar o ônibus. Ele já tinha passagens pela polícia por porte de drogas e atentado violento ao pudor e foi autuado por tentativa de homicídio. 

O Serviço Reservado da PM (P2) acredita que os ataques a coletivos em São Gonçalo são retaliações às operações realizadas em favelas do Rio de Janeiro.  Segundo a polícia, o Morro da Coruja, em Neves, próximo ao local do ataque no Porto Velho, seria comandado pelo traficante conhecido como “Gaguinho”, que estaria escondido no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.

Escolas fechadas
Por causa da operação da PM realizada no Morro da Coruja nesta quinta-feira, escolas da região estão liberando os estudantes antes do término das aulas. Alunos e professores estão com medo de possíveis tiroteios e novos ataques de criminosos.

A polícia também realiza operações nos bairros Jardim Catarina e Salgueiro, e no morro do Feijão, no Paraíso. Segundo testemunhas, já houve troca de tiros entre policiais e supostos traficantes durante várias ações, mas não há informações de feridos.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Clima de insegurança e medo muda a rotina da população de Niterói

Com o cenário de pânico formado, pessoas alteram seus hábitos e boatos aumentam a sensação de insegurança. Quem mora há pouco tempo na cidade está ainda mais assustado

Com a insegurança e a onda de ataques que acontecem no Rio de Janeiro e chegaram à Niterói na madrugada de terça para quarta-feira, a população está em estado de alerta. E boatos de arrastão e supostos novos ataques vêm aumentando o clima de medo. 

Na manhã desta quarta-feira, pessoas que estavam no campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF)recebiam ligações de parentes informando sobre um possível arrastão nas ruas do Centro da cidade. Quem mora há pouco tempo na cidade está ainda mais assustado.

“Mesmo fazendo faculdade na capital, decidi morar em Niterói procurando um lugar mais tranquilo. Nesse momento não sei o que fazer, não sei onde posso me sentir seguro de verdade”, comenta Yuri Junqueira, 19 anos,  estudante de direito que veio de Belo Horizonte (MG). 

“Estou com medo e chateada de ter que mudar minha rotina. Meus pais moram em Volta Redonda e para evitar passar na Dutra não vou vê-los até essa onda de crimes acabar”, diz Yuani Alves, 21 anos, estudante.
A aposentada Márcia Moreira, de 58 anos, fica preocupada com o casal de filhos. 

“Meus filhos trabalham e estudam no Rio de Janeiro, a vida não pode parar por conta desses ataques, mas fico preocupada porque Niterói também está sendo atingida”.    

O comerciante Marcelo Pacheco, de 44 anos, já mudou de hábitos.

“Desde segunda-feira estou evitando sair de casa à noite. Só vou se estiver em grupo e se for perto da minha casa”, conta.(Fluminense)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dez bandidos morrem em confronto com a polícia e oito armas são apreendidas

Na zona oeste da capital, homem foi preso líquido inflamável e bombas

Subiu para dez o número de mortos durante operações da PM, na manhã desta quarta-feira (24), no Rio de Janeiro. Oito armas foram apreendidas, uma garrafa pet com líquido inflamável estava com um dos presos e uma moto roubada foi recuperada.

Na Vila Kennedy, zona oeste da capital, um suspeito foi preso com uma granada, duas bombas de fabricação artesanal, além de uma garrafa com líquido inflamável e uma moto roubada recuperada.
Em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, operações do Batalhão de Belford Roxo (39º BPM) terminaram com sete mortos, três na comunidade do Guaxá, onde um fuzil, uma espingarda calibre 12 e uma pistola foram apreendidos. Os outros quatro mortos foram no Jardim Floresta, onde quatro armas foram apreendidas.

Já na favela Faz Quem Quer, na área do batalhão de Rocha Miranda (9º BPM), três homens foram mortos e três pistolas foram apreendidas. O policiamento é mantido no entorno para evitar que traficantes queimem carros e ônibus em sinal de protesto.

Terror durante a noite

Na madrugada desta quarta-feira, o Rio de Janeiro viveu pelo terceiro dia seguido uma onda de terror. Desde as 23h da noite de terça uma série de ataques foram registrados na capital, na Baixada Fluminense, em Niterói, no Subúrbio e zona oeste.
A onda de violência imposta pelos traficantes começou na avenida Paulo de Frontin, próximo ao Estácio, onde um carro foi incendiado na pista sentido centro. De acordo com o Serviço Reservado do batalhão do Estácio (1º BPM), uma Tucson preta parou e os ocupantes atearam fogo em um Voyage, na esquina com a rua Santa Amélia.

Pouco depois, quatro criminosos armados com fuzis metralharam uma cabine da Polícia Militar que fica na praça do Relógio, no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Três PMs estavam no local e se salvaram porque a cabine é blindada.


As ações de criminosos continuaram em Duque de Caxias e se estenderam até Belford Roxo, também na Baixada. No primeiro município, um veículo foi queimado no bairro parque Lafaiete. Já no segundo, dois ônibus foram incendiados no bairro Jardim Redentor. Os coletivos faziam as linhas parque São José - Praça Mauá e Jardim Redentor - Praça Mauá. Não há informações sobre feridos

Os ataques aconteceram também em Niterói e São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Segundo o Corpo de Bombeiros, bandidos atearam fogo em três carros, sendo dois no Fonseca e um em São Lourenço. Já em São Gonçalo, dois carros foram queimados nos bairros do Pita e Porto da Pedra, de acordo com a Polícia Militar.

Por volta das 4h, bandidos voltaram a agir na Baixada Fluminense, desta vez em Japeri. Três homens invadiram um ônibus que fazia a linha Japeri – Nova Iguaçu, pediram aos passageiros que deixassem o veículo, o atravessaram na pista lateral da rodovia Presidente Dutra e atearam fogo. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ninguém ficou ferido e nenhum pertence foi levado dos passageiros. Bombeiros da região controlaram as chamas.

Já pela manhã, um ônibus da viação Três Amigos foi incendiado em Vicente de Carvalho, no subúrbio do Rio. A empresa confirmou que o ato foi criminoso. A zona oeste também entrou na onda de ataques, por volta das 9h30. Um ônibus e uma van foram queimados e uma mulher ficou ferida.

O 15º caso de ataque na cidade foi confirmado pelo Batalhão de Irajá (41º BPM). Bandidos colocaram fogo num carro na rua Enaldo Santos Araújo, em Engenheiro Leal, em Cascadura, também na zona norte, próximo à estação de trem de Cavalcanti. O dono do carro, uma Parati, disse que teve alguns pertences roubados. Bombeiros do quartel de Campinho foram acionados para o local.

Ainda na manhã desta quarta, bombeiros do quartel de Santa Cruz, na zona oeste, foram acionados para a rua Felipe Cardoso, onde um ônibus foi incendiado. No mesmo bairro, na estrada de Urucânia, uma van também foi alvo da ação de bandidos. Quatro pessoas ficaram feridas.(R7)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Polícia faz operações simultâneas em várias favelas do Rio

Pelo menos 10 comunidades estão sendo vasculhadas

Policiais civis e militares fazem operações simultâneas em cerca de dez favelas do Rio para tentar prender os criminosos responsáveis pela onda de ataques a veículos e cabines da PM. O chefe do Estado Maior da PM, coronel Álvaro Garcia, e o comandante do I Comando de Patrulhamento de Área, coronel Marcus Jardim Gonçalves, supervisionam as ações.

As ações ocorrem nas favelas Parque União e Nova Holanda, no complexo da Maré; Arará, em Benfica; Jacarezinho; Tuiuti, em São Cristóvão; Cotia, no Grajaú; Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa. Além disso, policiais civis de várias delegacias especializadas ocupam as favelas de Manguinhos e Mandela, em Manguinhos.  A ação conta com o auxílio de carros blindados e helicópteros.As incursões foram determinadas pelo comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte.

Todos os policiais nas ruas a partir de hoje

O Relações Públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, anunciou nesta terça-feira a intensificação das blitzes, a presença maciça de PMs nas ruas da cidade e o reforço das operações nos morros. Em entrevista à rádio CBN, Lima Castro disse que todos os batalhões foram acionados para colocar em ação o maior número possível de policiais. O coronel informou ainda que a Avenida Brasil, Linha Amarela e Linha Vermelha receberão atenção especial, para evitar novos ataques a veículos.

- Neste momento, pedimos o sacrifício dos policiais. Sabemos que a escala da PM não é elástica, mas mesmo assim há necessidade do esforço de todos para enfrentar a onda de vandalismo - ressaltou o Relações Públicas. - Vamos buscar esses grupos criminosos nos seus redutos - garantiu.

Lima Castro também pediu o apoio da população nesta hora difícil para a área de Segurança. - É importante que a população tome conhecimento do empenho das polícias. As estatísticas são favoráveis. Há uma curva descendente de roubos e homicídios. Incomodados com a nossa atuação, os criminosos iniciaram essa onda de vandalismo que gerou medo na população - acrescentou o coronel.

- Isso nos incomoda. Temos que dar resposta, sim. As ações que o governo do estado adotou, mandando para fora do Rio os principais líderes das facções criminosas, a criação das UPPs e o programa de metas da Secretaria de Segurança, incomodaram estes marginais - enfatizou Lima Castro.

- Não me surpreende que as ordens para estes últimos ataques no Rio de Janeiro tenham partido de dentro do presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Isso está sendo apurado pela área de inteligência da Secretaria - prosseguiu.

O Relações Públicas da PM disse ainda que a morte de duas pessoas na Rodovia Washington Luiz, esta manhã, não está relacionada com os últimos atos de vandalismo. Os dois estavam em um Honda Civic, que foi atingido por mais de 10 tiros. Segundo Lima Castro, as duas vítimas estariam em uma casa noturna, em Caxias, onde teria ocorrido uma briga. Na saída, os dois foram mortos.(JB)

Nota: A polícia está cada vez mais exigindo do policial, enquanto seu salário está cada vez mais achatado, o PEC 300 ainda não foi aprovado, está política de UPP só funcionará quando a rua também tiver um efetivo descente e com salário digno.


 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Arrastão na Linha Vermelha assusta motoristas

Bandidos colocam fogo em carros e disparam tiros e explodem granada contra veículo de sargento da Aeronaútica

Bandidos armados com fuzil colocaram fogo em dois carros na Linha Vermelha, entre os quilômetros 13 e 14, na altura da Favela de Vigário Geral, na tarde deste domingo. Após o fechamento da via, muitos motoristas fugiram utilizando a contramão. A fumaça do incêndio foi vista de alguns trechos da Avenida Brasil.

Cinco bandidos em dois carros, um Voyage e um Corsa Sedan, abordaram três veículos por volta das 13 horas. Eles roubaram os pertences de um dos donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, um Prisma e um Fox, abandonando o terceiro.

Ainda na Linha Vermelha, enquanto fugiam, os bandidos abordaram o sargento da Aeronáutica, Renato Fernandes da Silva. Ele estava em um carro oficial do Comaer (Comando da Aeronáutica), cuja velocidade estava reduzida devido a uma pane no motor. Ao ser abordado pelos marginais, o sargento fugiu.

Os bandidos dispararam tiros contra o carro e explodiram uma granada. "Nunca me senti tão inseguro. Nem carro oficial das Forças Armadas, eles estão respeitando mais", disse o militar, que afirmou também ter ouvido os disparos.

As vítimas foram levadas para a 59a DP (Caxias) e os veículos para um depósito da Prefeitura. Não houve feridos.
(O Dia)
 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Terror durante a volta para casa na Ponte Rio-Niterói

Casal invadiu um ônibus que seguia para São Gonçalo e assaltou todos os cerca de 50 passageiros. Uma mulher foi agredida com tapas e socos durante o violento percurso

Um ônibus da viação Fagundes, que fazia o trecho Castelo x Alcântara, foi invadido por um casal armado que realizou um assalto durante todo o percurso da Ponte Rio-Niterói, sentido Niterói, por volta das 20h30min desta segunda-feira. Todos os cerca de 50 passageiros que estavam no interior do coletivo foram assaltados. Segundo relato dos passageiros, a dupla estava bem vestida e não aparentavam ser criminosos. Entre os objetos roubados, celulares, carteiras, alianças e objetos de valor. Policiais do 12º BPM (Niterói) que estavam na 78ª DP (Fonseca) tentaram ir atrás da dupla, mas não conseguiram prendê-los.

“Era uma moça bonita, vestida de forma que não mostrava ser alguém suspeita. O rapaz também, que estava de boné. Eles estavam sentados na parte de trás do ônibus e assim que o ônibus subiu na ponte, eles anunciaram o assalto, falando para que nós colocássemos nossos pertences dentro de uma bolsa”, disse uma das vítimas.

Uma supervisora de telemarketing, de 25 anos, foi agredida pela mulher do suspeito com tapas e socos, por uma aparente crise de ciúmes dentro do coletivo.

Segundo ainda uma das vítimas, os criminosos desceram na entrada da Rua 22 de Novembro, no Fonseca e não seriam do bairro, pois estavam falando ao telefone com uma pessoa que estaria monitorando onde a dupla teria que descer. Todas as vítimas prestaram depoimento na 78ª DP (Fonseca).(Fluminense)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Recente onda de violência na cidade já mobiliza os vereadores de Niterói

Eles convocaram o comandante do 12º BPM para cobrar mais segurança na cidade. Alvo dos bandidos agora é o bairro Pé Pequeno, que vem sofrendo com constantes assaltos

A recente onda de violência que se abateu sobre a cidade fez os vereadores de Niterói se mobilizarem para pedir explicações ao comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França. Ele foi convidado para uma audiência no próximo dia 27, às 15 horas, no gabinete do presidente da Câmara, Paulo Bagueira (PPS), quando os parlamentares esperam discutir estratégias de policiamento para a cidade. Hoje, às 19 horas, o comandante participa de reunião com moradores do Pé Pequeno, em Santa Rosa, que reclamam dos constantes assaltos na localidade. 

“A segurança pública é atualmente a maior preocupação dos moradores de Niterói e precisamos estar atentos. Com a colaboração de todos, esperamos reduzir os índices de crimes em nossa cidade. O ideal é que fiquem abaixo da média da região metropolitana”, diz o presidente. Uma das preocupações dos vereadores é a com a migração de bandidos da capital para a cidade. 

“Sabemos do esforço do comandante, que é muito competente, mas temos que diminuir esses índices. Sabemos que há bandidos saindo do Rio e vindo para cá. Eles cometem os delitos aqui e retornam para lá. Outros até acabam se instalando em Niterói. Essa situação precisa mudar”, frisa o presidente da Comissão de Segurança da Câmara, Renato Cariello (PDT), acrescentando que já pediu que o Executivo Municipal cobre do Governo do Estado aumento no efetivo da PM e a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na cidade. Atualmente o batalhão de Niterói conta com cerca de 800 agentes para uma população de quase 600 mil habitantes.

Pé Pequeno refém de assaltosMas antes mesmo de comparecer à Câmara Municipal, o comandante do 12º BPM (Niterói) terá que dar explicações aos moradores da localidade do Pé Pequeno, em Santa Rosa, onde há dois meses a tranquilidade foi quebrada por uma série de assaltos, furtos e invasões a residências que começaram a acontecer no bairro. Organizado pela Comissão de Segurança da Câmara, o encontro será realizado hoje, às 19 horas, no Centro Educacional de Niterói, na Rua Itaguaí, 173. Além de Ruy França, também foi convidado o delegado Mário Luiz da Silva, da 77ª DP (Icaraí), responsável pelas investigações naquela região.

De acordo com o vice-presidente da comissão, vereador Felipe Peixoto (PDT), uma das propostas dos moradores é o investimento no modo de policiamento comunitário, que consiste em policiais familiarizados com o dia a dia da região em que atuam, sendo conhecidos pelos moradores e frequentadores da localidade, trabalhando em escalas e rotas fixas.

Ingá pede unidade da PMA onda de violência no entorno do Morro do Palácio, Ingá, também mobilizou a Câmara de Niterói. Na última quarta-feira, o vereador Luis Carlos Gallo (PDT) encaminhou indicação legislativa sugerindo que o Executivo alugue um espaço no bairro para acomodar a sede da 2ª Companhia de Policiamento do 12º BPM, que abrange Centro, Ingá e Boa Viagem. Para o parlamentar, o espaço descentralizaria as ações no batalhão.

“Sou morador do Ingá e vejo que o bairro está visado pelos traficantes, que atuam nas cercanias do Palácio”, alerta o vereador.

Gallo também disse que irá cobrar da prefeitura as instalações dos pórticos de segurança nas principais entradas e saídas do município. Previstas para terem início no fim do ano passado, as obras ainda não começaram, como mostrou edição de O FLUMINENSE do último dia 3. “É de suma importância para a população e irei questionar o motivo de tanta demora”, declarou.

UPP do Palácio ainda sem dataA Secretaria de Segurança Pública, através de assessoria de imprensa, informou que ainda não há data definida para instalação de UPP no Morro do Palácio. A Prefeitura de Niterói, por sua vez, não se pronunciou sobre a possibilidade de alugar o espaço para unidade do 12º BPM no Ingá, nem sobre o atraso na instalação dos pórticos de segurança. 

Já o comandante do 12º BPM disse que vê com bons olhos a criação de um espaço para a 2ª Companhia de Patrulhamento. A unidade, para ele, seria de grande valia para ajudar na segurança daquela região. Sobre o aumento do efetivo, o comandante disse que ainda aguarda posicionamento do comando da PM.(O FLuminense)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Suposta quadrilha aterroriza motoristas em Santa Rosa

Segundo as vítimas, grupo é composto por pelo menos cinco elementos. Armados, eles interditam acesso à Estrada da Garganta pela Rua Dr. Mario Viana e roubam os veículos


Uma quadrilha formada por pelo menos cinco pessoas estaria aterrorizando motoristas que circulam em Santa Rosa. De acordo com relato de vítimas, o grupo armado utiliza carros velhos para interditar o acesso à Estrada Celso Peçanha, mais conhecida como Estrada da Garganta,  pela Rua Doutor Mário Viana e atacar suas vítimas. Estabelecimentos comerciais da região também sofrem com a ação do bando, que costuma agir após às 18 horas. 

No último sábado, as vítimas foram uma programadora de vídeo, de 47 anos, e seu filho de 10. Eles voltavam de um aniversário no bairro Vital Brasil, por volta das 23 horas, e pegaram o caminho até o Largo da Batalha. A mulher contou que ao chegar à Rua Mário Viana, percebeu que estava sendo observada por um casal de motoqueiros, um homem negro com uma mulher loira na garupa, que ela acredita tenham informado aos outros integrantes do bando, através de celulares, a aproximação de uma “presa” fácil.

“Pelo tempo que eles passaram observando meu carro, acho que perceberam que seria simples me atacar. Uma mulher com uma criança não teria coragem de reagir. Quando chegamos à subida da Garganta, dois homens a pé já nos esperavam armados e se jogaram na frente do carro”, relatou ainda abalada.

Percebendo a movimentação dos criminosos, a programadora acelerou o veículo e furou o bloqueio. O assaltante ainda apontou uma arma para sua cabeça, mas não chegou a atirar. Na descida da Estrada, ela e o filho foram novamente interceptados, dessa vez por um Corcel preto, que foi atravessado na pista até que o casal de motoqueiros se aproximasse. Mas a mulher conseguiu desviar, furar o novo bloqueio e fugir.

“Eu e meu filho entramos em pânico, achando que estavam vindo para atirar em nós. Ele passou o dia seguinte inteiro sem dizer uma palavra e, desde então, não dorme direito. Não consigo mais passar por aquele lugar, o principal acesso ao meu bairro. É um absurdo que moradores sejam impedidos de circular por áreas da cidade, porque foram dominadas por bandidos”, desabafou. 

Até ponto de jogo do bicho foi assaltado
Um posto de gasolina na mesma rua também foi atacado recentemente. Um grupo de homens armados rendeu cerca de três funcionários e levou o faturamento do dia. Trabalhadores do turno da noite temem que isso volte a acontecer. 

“Já soubemos de vários casos de assaltos por aqui, mas até hoje ninguém foi preso. Isso encoraja os bandidos a continuarem roubando na área. Tenho medo porque não podemos prever a atitude de uma pessoa com uma arma na mão. Quem garante que não vai atirar em um de nós”, questionou um frentista.    
Moradores contam que a audácia dos criminosos é tanta que chegaram a roubar até uma banca de jogo de bicho. 

“Se eles tiveram coragem de assaltar bicheiro, imagina o que não fazem com os moradores. Moro aqui há mais 30 anos e esse já não é mais um bairro tranquilo. Agora toda semana ficamos sabendo de alguém que foi roubado”, disse uma professora de 48 anos.    

O chefe da investigação da 77ª DP (Icaraí), Jorge Tinoco, informou que muitas vítimas de tentativas de assaltos não registram ocorrência, o que dificulta a ação da polícia. Ainda assim, o número de veículos furtados foi reduzido em 50% da meta estabelecida pela segurança pública. Segundo ele, foram registrados 57 casos no último mês, em toda área de atuação, que engloba também o bairro de Icaraí.

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Rui França, foi procurado nesta terça-feira mas não atendeu as ligações feitas para o seu celular.(O Fluminense)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Comerciantes do bairro Maria Paula denunciam onda de assaltos na região

Dupla de motociclistas armados estaria cometendo crimes em plena luz do dia nos arredores da Estrada Caetano Monteiro. Dono de minimercado teria sido ameaçado

Comerciantes da Estrada Caetano Monteiro, em Maria Paula, Niterói, vivem em estado de tensão e medo. Alguns deles, que pedem para não serem identificados  temendo represálias, denunciam que uma dupla de motociclistas armados estaria praticando assaltos na região em plena luz do dia.

O último teria ocorrido nesta segunda-feira, por volta do meio- dia. Segundo testemunhas, dois homens armados invadiram um minimercado, na Rua Comendador Maciel Queiroz. Um restaurante nas imediações também teria sido assaltado, fato não confirmado pela 3ª Companhia, do 12º BPM (Niterói).

O dono do minimercado teria sido ameaçado, segundo familiares. Assustado, decidiu fechar a loja. As vítimas alegam ainda dificuldade para fazer os registros.(O Fluminense)

Rotina de violência ronda famoso cartão-postal na Zona Sul de Niterói

Câmeras flagram bandidos matando rival em frente ao MAC. Novo crime, perto de um dos acessos ao Morro do Palácio, trouxe mais medo para moradores do bairro da Boa Viagem

Bandidos armados estão ameaçando a segurança de moradores de Boa Viagem e podem estar colocando em risco frequentadores do principal ponto turístico de Niterói, o Museu de Arte Contemporânea (MAC). Após matar um homem, supostamente de facção rival, na tarde do último domingo, um grupo de criminosos foi flagrado fugindo em direção à Praia das Flechas, passando em frente ao cartão-postal. As imagens foram captadas pelo circuito de vigilância do bairro, que também registrou o momento em que os bandidos passaram ao lado de um carro da Polícia Militar, sem serem interceptados. 

O crime aconteceu em um dos acessos ao Morro do Palácio, na Rua Nair Margem Pereira, quase em frente ao Museu. A vítima, suposto olheiro da facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA), descia pela trilha que circunda um canteiro de obras da Prefeitura, quando foi surpreendido por três homens armados com pistolas. Eles efetuaram vários disparos e o homem morreu no local. As imagens mostram alguns moradores fugindo do local em desespero. 

As gravações já foram entregues ao comandante do 12º BPM, tenente-coronel Ruy França. Além de mostrarem a dinâmica do fato, elas serão úteis na identificação dos criminosos. Apesar do morro ter sofrido recentes ataques de traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que tentam tomar o controle dos pontos de venda de drogas da favela, o comandante não acredita em nova tentativa de invasão.

“Acreditamos que esteja ocorrendo uma disputa interna pela liderança da comunidade. Um integrante de família pertencente à facção Amigo dos Amigos (ADA) teria estabelecido relações com bandidos rivais do Comando Vermelho. A execução tem possível relação com essa traição, mas não sabemos ainda de qual lado atuam os assassinos”, disse o comandante.

As cenas, que não foram  divulgadas a pedido do próprio comandante, apontam também o trajeto feito pelos bandidos. Os três homens, negros, vestidos com bermudas, um de blusa de time de futebol e outro de casaco branco com o número 1 nas costas, seguiram pela Avenida Almirante Benjamin Sodré até a praia. Eles teriam deixado parte das roupas no local e voltaram usando apenas bermuda, para disfarçar. Depois, passearam tranquilamente por várias ruas do bairro.

O baleado era branco e aparentava ter entre 20 e 25 anos. Vestia calça azul, camisa marrom e casaco preto. Ele não portava documentos e seu corpo permanecia sem identificação, até a noite desta segunda-feira, no Instituto Médico-Legal (IML) de Tribobó.

O delegado titular da 76ª DP (Centro), Luiz Antônio Businaro, responsável pela investigação do homicídio, esteve em reunião externa durante todo o dia e não pôde dar declarações.

PM reforça policiamento na região

Ontem, policiais militares fizeram plantão na esquina da Rua Nair Margem Pereira, onde o crime ocorreu. Mas mesmo com a presença dos agentes, os moradores continuam apreensivos com os recentes casos de violência na região.

 “Não adianta eles ficarem de plantão aqui hoje (segunda). O fato aconteceu ontem (domingo). Enquanto os responsáveis estiverem soltos, passaremos por outras situações como esta”, disse uma administradora de empresas, de 37 anos, que pediu para não ser identificada.  

Em junho deste ano, um grupo de traficantes do CV, oriundo do Complexo do Alemão e armado com granadas, metralhadoras e fuzis, trocou tiros com PMs na subida do Morro do Palácio. A tentativa de invasão assustou moradores da comunidade e do bairro. O tráfico na região seria controlado pela facção Amigos dos Amigos, rival e principal inimiga do Comando Vermelho.

No mês seguinte, uma pessoa morreu e outra foi baleada durante confronto entre criminosos da mesma facção, que teria sido motivado por conflitos internos pelo controle da venda de drogas no local.
A disputa pelo controle do tráfico no Morro do Palácio fez mais duas vítimas em agosto, episódio que levou a Faculdade de Direito da UFF a suspender as aulas. Os estudantes ficaram assustados com os disparos e a chegada das viaturas da PM.

Lado a lado com patrulha
Minutos depois de retornarem da Praia de Icaraí, os bandidos foram filmados na Rua Presidente Domiciano, em Boa Viagem. Os três andavam lado a lado, descalços e de bermuda. O trio passou tranquilamente por uma patrulha da PM sem levantar suspeita. Na ocasião, os PMs ainda não haviam sido informados sobre o homicídio e os bandidos já teriam se livrado das armas. As armas do crime teriam sido, possivelmente, escondidas durante o percurso, próximo à orla.(O Fluminense)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Três homens morrem na saída de boate em São Gonçalo

Soldado da Polícia Militar foi rendido por dois homens ao entrar em seu carro em um posto de gasolina próximo a Caneco 90. Os dois acusados também morreram na ação

Um soldado do Gabinete do Comando Geral da Polícia Militar foi morto após sair de uma boate em São Gonçalo, na madrugada desta sexta-feira. O policial Rodrigo Luiz dos Santos, de 28 anos, foi rendido por dois homens ao entrar em seu carro um Honda Civic preto, placa KVT-3208, em um posto de gasolina próximo a boate Caneco 90. Renato Carlos Lima Santos, de 22 anos e Julio César Luiz Domingos, 22, trocaram tiros com o policial dentro do veículo. Os dois acusados também morreram na ação. 

Amigos de Rodrigo Luiz socorreram a vítima, que foi levada para o Pronto Socorro de São Gonçalo, no Zé Garoto, mas não resistiu. Os suspeitos foram deixados no local. Os corpos de Renato e Julio César só foram removidos para o Instituto Medico Legal no início da manhã. 

O Sub-Comandante do 7º BPM (São Gonçalo) Castro Neto, esteve ao Pronto Socorro para verificar o ocorrido. A Polícia Militar ainda não se manifestou.(O Fluminense)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Violência em série: três postos de combustível são assaltados em Icaraí

Crime teria sido cometido pela mesma dupla de assaltantes em pelo menos dois dos estabelecimentos. Suspeitos levaram dinheiro, além de pertences de alguns funcionários

Bandidos armados promoveram um arrastão na madrugada desta segunda-feira, contra postos de gasolina em Icaraí. Pelo menos três estabelecimentos teriam sido roubados no bairro. Os registros foram feitos na 77ª DP (Icaraí). Os criminosos agiram em um Ecosport e uma motocicleta. A polícia, que investiga a ligação entre os crimes, acredita que os veículos sejam roubados.

A primeira ação ocorreu por volta da 1 hora da manhã, quando dois homens armados que estavam no Ecosport invadiram o posto Forza, na esquina da Rua Doutor Mário Viana com a Avenida Sete de Setembro. Após renderem os frentistas, eles roubaram R$ 280 do estabelecimento, que não possui sistema de monitoramento por câmeras. 

Ainda durante a madrugada, uma dupla de assaltantes em uma moto assaltou o posto Esso da Avenida Roberto Silveira, esquina com a Sete de Setembro. Os bandidos levaram R$ 80, além de pertences dos funcionários. Logo em seguida, outro posto, de bandeira BR, foi assaltado  na esquina com a Rua Lopes Trovão. Os bandidos, desta vez, levaram cerca de R$ 160.

Segundo testemunhas, os assaltantes eram pardos, cabelos pintados de loiro e usavam um boné sob o capacete. 

Memória – No bairro de São Lourenço, o posto de gasolina Quatro Primos foi assaltado 20 vezes no período de cinco anos. O último assalto ocorreu no dia 27 de agosto, quando criminosos renderam frentistas e fugiram com mercadorias do estoque. Localizado no número 179 da Rua São Lourenço, o posto de gasolina já contabiliza prejuízo superior a R$ 12 mil. 

A última ação dos criminosos foi flagrada pelas câmeras de segurança instaladas na tentativa de identificar os bandidos e colocar um ponto final na rotina de assaltos. Mas até o momento, os criminosos não foram localizados.(Fluminense)