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terça-feira, 20 de setembro de 2011

RJ: trio é preso com carro roubado a caminho de motel

Um homem e duas mulheres que seguiam para um motel em um carro roubado com a placa clonada foram surpreendidos por policiais militares na madrugada desta terça-feira, no acesso à comunidade Grota da Surucucu, na avenida Ruy Barbosa, em São Francisco, zona sul de Niterói.

Alédio de Oliveira Cunha, 32 anos, Priscila Fernandes Cunha, 28 anos, e Brysa Barbosa, 21 anos, disseram aos policiais que pegaram o veículo emprestado de um viciado em drogas na Grota da Surucucu. Junto com uma das meninas, os policiais encontram uma algema que seria usada pelo trio no motel.

De acordo com o cabo Silva Santos, que estava na ação, o veículo foi parado pelas atitudes suspeitas dos ocupantes. "Fizemos a abordagem porque suspeitamos do comportamento dos três integrantes do veículo. Depois verificamos que a placa era clonada e que o chassi pertencia a um veículo roubado", explicou.

De acordo com o banco de dados da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), o Palio prata foi roubado dia 4 de setembro na área da 81ª DP, em Itaipu. A placa pertence a outro veículo com as mesmas características de cor e modelo.

O caso foi registrado na 77ª DP, em Icaraí. O condutor do veículo, Alédio de Oliveira Cunha, vai responder por roubo e receptação de produto roubado.(Terra)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Roubos assustam frequentadores do Plaza

Segundo delegado, mais da metade dos furtos registrados na área do Plaza ocorrem dentro do centro comercial. Nos últimos 20 dias foram registrados mais de 60 roubos

Uma simples ida às compras pode se tornar um pesadelo para alguns frequentadores do Plaza Shopping e para quem transita pelo entorno do estabelecimento e da Praça do Rink, no Centro de Niterói. De acordo com levantamento da Polícia Civil, só nos últimos 20 dias foram registrados mais de 60 roubos e furtos nessa área, sendo mais da metade das ocorrências no interior do shopping. Além do Plaza, os números dizem respeito apenas às vias Almirante Teffé, XV de Novembro e Avenida Visconde do Rio Branco, seu entorno.

“Mais da metade dos furtos daquela região, registrados nessa delegacia, ocorreram no interior do Plaza, onde as pessoas circulam com compras e quantidade significativa de dinheiro. Também observamos que se repetem as lojas nas quais acontecem esses crimes”, destaca o delegado titular da 76ª DP (Centro), Nilton Ferreira, lembrando que o número é ainda maior se for levado em conta que a maioria das vítimas não procura a delegacia para fazer o registro da ocorrência. 

O delegado, inclusive, informou que vai pedir a seus policiais que orientem os seguranças do Plaza sobre como observar atitudes suspeitas e como agir quando houver a identificação de um criminoso. Ele criticou também a falta de câmeras que gravem imagens em alta definição e acredita que por essa falha os mesmos assaltantes estejam agindo de forma contínua.

“As câmeras de segurança instaladas nesses locais não permitem a visualização do rosto do criminoso e, portanto, não contribuem muito nas investigações. Como na maior parte das vezes trata-se de furto, as vítimas não veem os criminosos e não são capazes de oferecer suas características”, explicou o delegado.
Em nota, o Plaza Shopping informou que não tem poder de autoridade policial e que todos os profissionais de segurança são treinados e qualificados para identificar possíveis casos no empreendimento. Qualquer situação atípica é repassada para a autoridade policial da região.

Bolsas rasgadas com canivete e até casos de estelionato

Segundo o delegado Nilton Ferreira, criminosos se aproveitam da distração dos clientes do shopping enquanto observam vitrines ou provam roupas. Também existem casos em que as vítimas têm suas bolsas cortadas com canivetes, sem que percebam. Entre os bens mais roubados estão celulares e outros aparelhos eletrônicos, além de mercadorias recém-adquiridas.

“As pessoas costumam deixar as bolsas penduradas do lado de fora das cabines, na hora de provar as peças de roupa. Os vendedores das lojas estão normalmente ocupados e não podem garantir a segurança dos pertences. Por isso, as pessoas devem estar sempre com a bolsa dentro do seu campo de visão e, se possível, andar com ela virada para frente e se certificar de que todos os bolsos estão devidamente fechados”, orienta Nilton.

O estelionato está entre outros crimes registrados no interior do shopping. Segundo o delegado, bandidos oportunistas contam histórias como as do bilhete premiado, prometem grandes vantagens e acabam iludindo pessoas inocentes.

“As maiores vítimas nos dois casos são idosos e mulheres mais jovens. O bandido acredita que essas pessoas não apresentarão reação se perceberem que estão sendo atacadas e acabam se tornando presas fáceis”, explica.

Cabine vazia
Apesar do elevado número de roubos e furtos na região, a cabine da PM instalada na Praça do Rink, ainda nova, com vidros blindados e ar-condicionado, fica vazia a maior parte do tempo, como informam comerciantes e frequentadores do local. 

“Passo aqui todos os dias e não me lembro de ter visto policial ocupando a cabine. Um dia recebi meu pagamento em uma agência bancária da Rua Aurelino Leal, passei na lotérica, paguei uma conta e todo resto do dinheiro foi roubado da minha bolsa, sem que eu visse. Acho que essas coisas poderiam ser evitadas se houvesse polícia por aqui”, opinou a cabeleireira Rosana Santos, de 43 anos.

O comandante do 12º BPM, tenente-coronel Paulo Henrique Moares, informou que a dificuldade de manter as cabines ocupadas deve-se ao baixo efetivo do batalhão. Ele garante, no entanto, que tem realizado rondas constantes no local e alternado o efetivo pelas várias cabines da cidade, incluindo a da Praça do Rink, em alguns turnos.( O Fluminense)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Polícia estoura oito ferros-velhos clandestinos no Mutondo e Colubandê


Quinze pessoas foram presas durante operação da DRFA realizada no município de São Gonçalo. Ação teve o objetivo de coibir venda de peças de veículos roubados

Uma operação para reprimir roubos de carros na Região Metropolitana do Rio, desencadeada na manhã desta quinta-feira, resultou na prisão de 14 pessoas, na apreensão de um menor e no fechamento de 8 ferros-velhos em dois bairros de São Gonçalo. Ao todo 40 policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), no Rio, participaração da ação, que apreendeu no Colubandê e no Mutondo, toneladas de sucatas e peças que ainda serão averiguadas. Entre o material estava a carcaça de um veículo furtado recentemente em Niterói.

Após cruzarem a Ponte Rio-Niterói, os policiais da DRFA se dividiram em vários grupos, com objetivo de vistoriar simultaneamente os ferros-velhos, impedindo a comunicação entre eles. 

“Já realizamos outras operações, mas quando chegávamos aqui os ferros-velhos estavam fechados. Temos informações que os proprietários se associam e pagam uma pessoa para vigiar a praça do pedágio da Ponte Rio-Niterói. Quando nossos carros passam, eles avisam através de rádios. Por isso, dessa vez, usamos carros descaracterizados”, explicou delegado titular Márcio Mendonça.

Num dos estabelecimentos, na Rua José Mendonça de Campos, no Colubandê, a polícia conseguiu flagrar o momento em que três pessoas, entre elas um menor de 17 anos, faziam o desmanche de um Palio furtado há quatro dias na área da 77ª DP (Icaraí). O número do chassi havia sido raspado e os vidros estavam sendo arrancados para eliminar as provas. A polícia também encontrou uma placa clonada e outras duas que pertenciam a carros roubados.   

R.R.M., de 34 anos, M.A.M.S., de 20, e o menor foram autuados por receptação e formação de quadrilha. Os presos alegaram que eram funcionários e que não tinham conhecimento de que o comércio era clandestino. Um deles contou que ganhava R$ 250 por semana pelo serviço. Eles foram levados para a delegacia em São Cristóvão. O dono do ferro-velho não foi localizado.

Nos demais ferros-velhos, como não houve flagrante de desmanche, as pessoas detidas foram liberadas após prestarem depoimento. Elas vão responder em liberdade pelo crime de desobediência. Nesses ferros velhos foram encontradas portas sem vidro, mas não havia provas de que pertenceriam a carros roubados. O material foi levado para o galpão da delegacia em Irajá e os proprietários terão 180 dias para apresentar as notas fiscais ou todo o material será destruído.

Ao todo, sete ferros velhos foram fechados por não possuírem autorização de funcionamento. Uma lei sancionada em 2008 obriga que os estabelecimentos tenham concessão da DRFA. Estima-se que dos 400 existentes na Região Metropolitana, apenas 48 sejam regularizados. 

Em apenas um dos inúmeros  ferros-velhos irregulares, da Rua Guilherme dos Santos Andrade, no Mutondo, foram encontradas várias portas, pára-choques e lanternas. O proprietário, de 35 anos, alegou que possui os documentos de todas as peças, segundo ele, adquiridas em leilões de seguradoras. O contador que estava presente argumentou que o galpão estava funcionando desde junho e que os procedimentos de autorização estavam em andamento.     

Repressão – O objetivo da operação é reduzir o número de roubos e furtos de veículos na Região Metropolitana do Rio. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), nesta área foram registradas 1.621 ocorrências nessa modalidade. O destino de cerca de 20% do produto desses crimes são os ferros-velhos.

“Os proprietários chegam a faturar R$ 15 mil com um só veículo, dependendo da marca e do valor das peças. Sabemos que eles formam uma associação que contrata criminosos para roubar os carros, muitas vezes sob encomenda. Uma pessoa chega pedindo a porta de um determinado carro e eles mandam roubar o veículo dessa marca”, explicou o delegado.

Para reprimir as quadrilhas várias operações dessa natureza estão sendo realizadas em conhecidos focos do comércio de peças de automóveis. Há um mês, o alvo foi o bairro de Jacarepaguá, onde 13 pessoas foram presas e 2 mil autopeças apreendidas.(O Fluminense)