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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Rotina de assaltos amedronta moradores de Itaipu, em Niterói

Quatro casas de uma mesma rua do bairro foram assaltadas em pouco mais de um mês. Durante o dia, um homem foi morto a tiros em Piratininga, também na Região Oceânica

Uma onda de assaltos continua assustando moradores do Loteamento Soter, em Itaipu, na Região Oceânica. Só na Dr. Pedro Caldas da Cunha, também conhecida como Rua 20, quatro casas foram assaltadas em pouco mais de um mês, uma delas duas vezes. Segundo eles, o clima no local é de medo. Eles reclamam da falta de policiamento.     

O último assalto aconteceu na noite de domingo, na casa da psicóloga L.A., de 49 anos. Um homem armado invadiu a casa da Pedro Caldas e após ameaçar a moradora levou R$ 800 e dois aparelhos celulares. 

“O criminoso entrou na minha residência e colocou uma pistola na minha cara. Ele pediu dinheiro, alegando que não me faria mal. Mas já é a segunda vez que isso acontece. Não dá mais para viver assim. A situação está insustentável”, desabafou.

Criminosos já tinham tentado assaltar o imóvel na noite de sábado, mas fugiram após o sistema de segurança disparar o alarme. 

A psicóloga lembra que já havia sido roubada no dia 20 de outubro. Na ocasião, dois homens fizeram os seus três filhos, de 18, 23 e 24 anos, reféns e levaram dois computadores, um vídeogame, joias, um saco com relógios e R$ 600. Na ocasião, os bandidos fugiram no Citroen C3 LOS-1226 da família.

A casa ao lado já havia sido assaltada na noite da última quarta-feira. Segundo a dona de casa V.L. de 59, um criminoso armado com revólver pulou o muro da sua residência e ela acabou rendida. 

“Foram momentos de pavor. Ele ameaçava me matar o tempo todo e eu comecei a passar mal da pressão. O criminoso só roubou coisas pequenas, como celulares e relógios, mas o medo foi grande”, lembrou a moradora. 

Segundo ela, a falta de uma cabine da polícia na via, que liga o bairro de Itaipu ao Engenho do Mato, facilita a ação e posterior fuga dos assaltantes. 

Investigações - O delegado titular da 81ª DP (Itaipu), Adilsom Palácio, disse que não acredita na ação de uma quadrilha especializada na região. Para ele os crimes estariam sendo praticados por um único criminoso que conhece bem a área. 

“Nós já temos informações sobre como ele é e amanhã (nesta terça-feira) vamos tentar elaborar um retrato-falado. Depois vamos entregar para policiais militares e vamos também pedir a intensificação das rondas policiais pela rua”, adiantou o delegado.

Procurado, o comandante do 12° BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, não retornou as ligações feitas para o celular dele .

Assassinato - Manfredo Souza da Silva, de 39 anos, foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira, próximo da casa dele, na Estrada Frei Orlando, em Piratininga, Região Oceânica. 

Segundo testemunhas, um homem encapuzado desceu de um carro e efetuou os disparos, sem roubar nada da vítima. O caso foi registrado na 81ª DP (Itaipu). A polícia trabalha com a hipótese de execução, já que nada teria sido roubado.(O Fluminense)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Seis carros são incendiados em Niterói e São Gonçalo


Após onda de ataques no Rio de Janeiro, veículos foram queimados no Fonseca, São Lourenço, Porto da Pedra e Pita.

A onda de violência no Rio, onde diversos veículos estão sendo incendiados, chegou na madrugada desta quarta-feira em Niterói. Pelo menos, três veículos foram queimados na Zona Norte da cidade. Na Rua São Januário, em frente ao número 300, no Fonseca, um Logus LAM 2248, foi incendiado por criminosos. Um Fiat Tempra LAM 9152, que estava perto do Logus, também sofreu tentativa de incêndio, mas foi contido pela ação dos bombeiros. Até uma caixa de energia da Ampla foi atingida pelos criminosos. Na Rua Soares Miranda, também no Fonseca, um Fox KNW-5066, e na Rua Santo Antônio, em São Lourenço, um Vectra LBA-1638, também foram incendiados. O clima era de pavor entre os moradores. 

"A gente estava vendo na televisão justamente os ataques aos carros no Rio, quando ouvimos fortes sirenes de bombeiros. Quando a gente foi ver, eram justamente carros sendo queimados aqui na rua. Quando a gente acha que estamos em paz, vem essa série de ataques", lamentou uma moradora da rua, que pediu anonimato.

O dono do Logus também lamentou o fato. Seu carro não tinha seguro.
"Meu veículo é de 1995 e não tinha seguro. Infelizmente é um prejuízo que terei. Mas pelo menos estou vivo", disse. 

Segundo a central do 3º Grupamento de Bombeiros Militares (3º GBM), pelo menos cinco carros foram destacados para conter o fogo e servir de apoio. 

O comandante do 12º BPM (Niterói) tenente-coronel Ruy França, se dirigiu ainda de madrugada para o batalhão. Segundo o comandante, as ações dos criminosos serão duramente atacadas.

"Não queríamos que esse tipo de ação chegasse a Niterói, mas já que chegou, iremos intervir com extremo rigor. Vamos verificar de onde possam ter partido esses ataques e vamos reagir", afirmou França. Na madrugada desta quarta-feira, os policiais tiveram informação que um carro e uma moto teriam participado dos ataques, mas ninguém foi preso. Segundo o comandante, todos os três veículos não tinham motoristas dentro e estavam estacionados nas calçadas.

São Gonçalo -
No município limítrofe de Niterói, outros dois carros também foram incendiados. No bairro do Pita, criminosos atearam fogo em um veículo na Rua Mentor Couto. Já no Porto da Pedra, outro automóvel foi queimado na Rua Camilo Flamarion, mas a polícia ainda não confirma se este episódio tem relação com os atentados. De acordo com o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Luiz da Silva de Oliveira, aparentemente o carro apresentou uma pane e o fogo começou na parte interna do veículo.(O Fluminense)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tiroteios no Fonseca são constantes, reclamam os moradores da região

A disputa pelo controle dos pontos de venda de drogas na Favela Vila Ipiranga aterroriza os vizinhos da comunidade. Para eles, conflito é fruto do comércio de drogas nas redondezas

A disputa pelo controle dos pontos de venda de drogas na Favela Vila Ipiranga, no Fonseca, está aterrorizando moradores vizinhos à comunidade. Segundo eles, os tiroteios são constantes no local e é grande o risco de balas perdidas. Traficantes armados com fuzis e pistolas têm circulado livremente pelos arredores da favela. De acordo com moradores, o conflito pelo comércio ilegal de drogas, iniciado em setembro deste ano, transformou a rotina de quem vive no local. Com medo das constantes trocas de tiros, moradores evitam circular depois das 21 horas e as casas têm que permanecer sempre bem trancadas. 

“Os bandidos passeiam livremente em horários específicos, entre 16 e 18h30, e a partir das 22 horas. Eles estão sempre armados e geralmente usando motos. Vestem roupas camufladas bem parecidas com as do Exército e a dos Fuzileiros Navais. Os rostos estão sempre encobertos por toucas ninja. A vizinhança fica em silêncio, com medo das constantes ameaças feitas por esses marginais”, relatou um morador, que pediu para não ser identificado.

O bairro, segundo ele, era um lugar tranquilo antes de começar uma disputa entre duas facções criminosas rivais. A violência na área atingiu seu extremo no último dia 24, quando a população ficou no meio de um tiroteio entre traficantes e policiais que durou quase o dia todo. Alguns disparos chegaram a atingir o muro de um  condomínio na Rua Conrado Barbosa.

Moradores dizem ter entrado em contato com o 190 e com o 12º BPM (Niterói), mas ainda assim não conseguiram reforço no atrulhamento local. 

“Obtive a resposta de que para designarem o patrulhamento tem que haver ofício da Associação de Moradores. Então, para que serve esses telefones, se não atendem nossas solicitações?”, reclamou uma pessoa que reside próximo à comunidade.

A Polícia Militar tem realizado incursões na Vila Ipiranga, desde o início da guerra pelo comércio de drogas. Durante um confronto no último dia 5 de setembro, os PMs prenderam Gláucio dos Santos Ferreira, o Sherek, acusado pela polícia de dois homicídios.

Investigadores da 78ª DP (Fonseca) informaram que existem outros dois mandados de prisão contra supostos traficantes da localidade: Cleiton Bernardo Santana, o Cleiton da Vila, e outro conhecido como Matapá, cujo nome não foi divulgado. De acordo com o delegado titular, Reginaldo Guilherme, a intimidação de testemunhas dificulta a prisão de criminosos.

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França, até o fechamento desta edição não retornou as ligações feitas para o seu celular.(O Fluminense)