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segunda-feira, 23 de maio de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Petrobras é 8ª maior empresa do mundo, mostra 'Forbes'
Estatal divide posição no ranking com a Berkshire Hathaway.
Bradesco, Banco do Brasil e Vale também aparecem entre as 100 maiores.
A estatal brasileira do petróleo, Petrobras, é a oitava maior empresa de capital aberto do mundo, segundo ranking divulgado nesta quinta-feira (21) pela revista norte-americana "Forbes". A empresa divide a posição com a Berkshire Hathaway, companhia de investimentos do multimilionário Warren Buffett.
Na primeira posição da lista das 2 mil maiores empresas do mundo, aparece o banco de investimentos norte-americano JPMorgan Chase, seguido pelo banco HSBC.
O ranking da Forbes leva em consideração as vendas, lucros, ativos e valor de mercado.
Entre as cem primeiras empresas mais poderosas do mundo figuram ainda outras brasileiras como Bradesco (46), Banco do Brasil (51) e Vale (53), além da operadora telefônica mexicana América Móvil (88), de propriedade do homem mais rico do mundo, o empresário Carlos Slim.(G1/EFE)
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quarta-feira, 20 de abril de 2011
Petrobras exportará 1ª carga de petróleo extraído do pré-sal ao Chile
A Petrobras anunciou nesta terça-feira que exportará ao Chile um milhão de barris de petróleo que constituem a primeira carga de petróleo extraído do pré-sal a ser exportada.
A exportação foi negociada com a estatal Empresa Nacional de Petróleo (Enap), informou a companhia brasileira em comunicado.
Só no campo de Lula, antigamente conhecido como Tupi, as reservas prováveis de petróleo são calculadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, praticamente a metade das atuais reservas provadas do país (14 bilhões).
O campo de Lula, a primeira concessão do pré-sal a ser explorada comercialmente, é perfurado por um consórcio operado pela Petrobras (65%), em associação com a BG (25%) e a Galp (10%).
Esta concessão é menor que a do campo de Libra, cujas reservas calculadas chegam a 7,9 bilhões de barris, mas maior que a dos campos de Iara (entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris) e a de Guará (entre 1,1 bilhão e 2 bilhões), todos no pré-sal.
A concessão do campo de Lula começou a ser explorada comercialmente em outubro passado com a instalação no local do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis.
A previsão do consórcio proprietário da concessão é que em 2013, quando a plataforma estiver conectada a seis poços de extração, alcance sua capacidade máxima para produzir diariamente 100 mil barris de petróleo e cinco milhões de metros cúbicos de gás natural. (EFE)
domingo, 5 de dezembro de 2010
Regiões com petróleo no Estado do Rio de Janeiro têm ‘boom’ demográfico
Censo 2010 aponta a importância dos royalties para os municípios produtores. Em cidades da Região dos Lagos e do Norte Fluminense, populações cresceram 40% em apenas dez anos
O Censo 2010, divulgado essa semana, pode ser um aliado em defesa dos municípios que saem prejudicados com a nova divisão dos royalties do petróleo. A grande migração de pessoas para as regiões produtoras, aliadas à taxa de natalidade local, está provocando uma explosão demográfica em áreas que não estão preparadas para atender adequadamente essa demanda. É o que aponta uma análise feita pelo professor José Carlos Milléo, pesquisador do Instituto de Geociências da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Na Região dos Lagos e parte do Norte Fluminense, onde muitos municípios são tradicionais produtores de petróleo e, por isso, muito atraentes para pessoas em busca de emprego, três municípios cresceram acima de 40% na década de 1990. Já na década seguinte, dez cidades cresceram neste ritmo e as novas fronteiras de exploração de petróleo devem ampliar este movimento. Juntas, as 11 cidades recebem 35% dos royalties do estado, que tem 92 municípios, um montante estimado em R$ 1,3 bilhão para 2010, de acordo com a Confederação Nacional de Municípios.
“Isto torna a luta pelos royalties do petróleo primordial. É um grande argumento que precisa ser utilizado por estes municípios que recebem essa demanda. Muitos já tem problemas para atender as pessoas atualmente e com esse afluxo será necessário criar escolas, hospitais, infra-estrutura urbana. O cenário que se arma é explosivo”, conclui.
São Gonçalo e Itaboraí também devem aprender com a história. Recebendo grandes investimentos das refinarias que compõem o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o crescimento populacional pode se intensificar nos próximos anos.
“São Gonçalo e Itaboraí terão que aprender a lidar com esse aporte de pessoas. O investimento público deve ser superior ao aumento populacional, já que as duas cidades não atendem plenamente as pessoas que já moram lá”.
Niterói: crescimento estável
Niterói: crescimento estável
Com pequena mudança em relação ao crescimento registrado na década anterior, de 5% para 6%, Niterói pode estar vivendo um bom momento.
“A cidade cresce na mesma velocidade, sem incrementos intensos e, portanto, não precisará lidar com os problemas que estão se apresentando em Macaé”, explica Milléo.
Sem os desafios do supercrescimento, a cidade se beneficia pela atração de uma faixa de população diferenciada, daquela que parte para outros municípios em busca de oportunidades profissionais.
A cidade passou dos 436.155 habitantes, em 1990, para 459.451 em 2000. Já no Censo 2010, a cidade registra 487.327.
Tendências diferentes no País
Os números da pesquisa 2010 também refletem novas tendências de crescimento demográfico, por natalidade e migrações, dentro do estado e por todo o país, que teve taxa de crescimento reduzida de 16% na década iniciada em 1990 para 12%, de 2000 até hoje.
Se no Rio de Janeiro o crescimento é mais acentuado nas cidades litorâneas, e menos nas do interior; no Brasil o grande crescimento principalmente da região Norte chama à atenção.
“E não apenas o Norte. O Nordeste e o Centro-Oeste também são as grandes locomotivas demográficas. Além da grande taxa de natalidade nestas localidades, também podemos atribuir o crescimento aos fluxos migratórios de pessoas em busca de oportunidades nessas áreas. O Sudeste, neste aspecto, já não é tão atrativo quanto antes”, diz o professor José Carlos Milléo.
domingo, 14 de novembro de 2010
RJ pede no STF percentual sobre barris do pré-sal cedidos à Petrobras
Governo quer o pagamento das “participações especiais” sobre petróleo.
Rio de Janeiro pode receber bilhões de reais com decisão favorável.
O estado do Rio de Janeiro entrou com um processo contra a União em que requer "participações especiais" sobre os cinco bilhões de barris de petróleo do pré-sal cedidos à Petrobras. O montante serviu de base para a capitalização da empresa.
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida na quinta-feira (11) no Supremo Tribunal Federal (STF), o governo questiona o artigo 5º da Lei de Capitalização da Petrobras. As informações foram divulgadas em uma nota oficial do governo estadual.
De acordo com a assessoria de imprensa do estado, uma decisão favorável do STF significaria um acréscimo de "bilhões de reais" na receita estadual vindos da exploração do petróleo na costa do Rio.
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou neste sábado (13) que aguarda intimação sobre a Adin movida no STF pelo estado do Rio de Janeiro, mas adiantou que defenderá a legitimidade da lei que permitiu a capitalização da Petrobras.
Participações especiais
O pagamento das “participações especiais” aos estados produtores de óleo estão previstas no Marco Regulatório do Petróleo, da Constituição Federal. Elas seriam uma forma de compensar os estados produtores com recursos da exploração.
O pagamento das “participações especiais” aos estados produtores de óleo estão previstas no Marco Regulatório do Petróleo, da Constituição Federal. Elas seriam uma forma de compensar os estados produtores com recursos da exploração.
Quando o volume de óleo em um campo é muito grande ou tem perspectivas de grande rentabilidade, cobra-se a participação especial em vez do royalty. Ao invés de serem cobradas sobre o valor da produção, como os royalties, as participações especiais são cobradas sobre o lucro líquido que a empresa petrolífera tem na produção trimestral em determinado campo.
Geralmente, as participações especiais são divididas entre o Ministério do Meio Ambiente, de Minas e Energia, os estados e os municípios produtores.
Impacto nas contas públicas
Um eventual decisão do STF favorável ao Rio de Janeiro teria impacto nas contas públicas, uma vez que o governo já recebeu da Petrobras, em setembro, R$ 74,8 bilhões pela cessão onerosa dos cinco bilhões de barris de petróleo.
Um eventual decisão do STF favorável ao Rio de Janeiro teria impacto nas contas públicas, uma vez que o governo já recebeu da Petrobras, em setembro, R$ 74,8 bilhões pela cessão onerosa dos cinco bilhões de barris de petróleo.
A receita extra resultou em uma superávit primário (economia para pagar juros da dívida pública) de R$ 26 bilhões nas contas do governo em setembro, recorde histórico para todos os meses.
Sem a "ajuda" da Petrobras, as contas do governo teriam registrado um déficit de R$ 5,9 bilhões no mês retrasado, o que seria o pior resultado desde setembro de 2009 - quando houve um resultado primário negativo de R$ 7,81 bilhões.(G1)
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Petrobras assume estaleiro no Rio e cria 5 mil empregos
O governador Sérgio Cabral disse, na manhã desta segunda-feira, que a Petrobras vai assumir a área do estaleiro Ishibrás, na Zona Portuária do Rio, para construções e reparos. A retomada das operações do estaleiro, que voltará a ter o nome original de Inhaúma, deve gerar 5 mil empregos diretos.
O anúncio foi feito pelo governador na abertura do seminário 'Balanço de Setor naval e Offshore no Rio de Janeiro', na sede da Firjan, Centro do Rio. A empresa e o governo do Rio estão em fase de acerto de "detalhes tributários", como revelou Cabral, que recebeu hoje o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.
O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços e o Sistema Firjan e o objetivo é apresentar projetos e discutir as atividades do segmento em todo o Estado. (O Dia)
O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços e o Sistema Firjan e o objetivo é apresentar projetos e discutir as atividades do segmento em todo o Estado. (O Dia)
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Cabral chora e diz que emenda Ibsen quebrará Estado do Rio
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, chorou ao comentar a aprovação, na véspera, da emenda que redistribui os royalties do petróleo de maneira igual para todos os Estados e municípios, dizendo que ela "quebrará" o Estado e deixará na penúria municípios como Macaé e Cabo Frio.
Ao classificar de "leviandade histórica", a aprovação na Câmara dos Deputados da medida, de autoria dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG), que valerá não só para o pré-sal mas também para contratos do pós-sal, o governador fluminense disse que agora conta com o veto do presidente Lula, seu aliado político.
"Foi um linchamento contra o Rio... Não são lágrimas de raiva, são lágrimas de tristeza. O Rio de Janeiro é frequentado por todos. As pessoas querem que o Rio quebre? A repercussão econômica no Rio e de fechar o Estado. Acabou!", disse Cabral durante aula magna na PUC nesta quinta-feira.
A emenda propõe a distribuição igualitária dos royalties e participações especiais do petróleo dos campos atuais e do óleo que virá do pré-sal segundo os critérios dos fundos de participação dos Estados (FPE) e dos municípios (FPM), o que, segundo o govenro do Rio, provocará uma perda de mais de 7 bilhões de reais ao Estado.
Sergio Cabral (PMDB) disse que a emenda é inconstitucional e fere o princípio federativo.
"Essa é a maior leviandade que a Câmara dos Deputados fez na história da República. Não há nada mais irresponsável na história do que a aprovação desse emenda. Nunca vi tanto desrespeito com o princípio federativo", disse Cabral.
"Nunca vi tanta ilegalidade e irresponsabilidade na minha vida. O município de Cabo Frio, que recebe 400 milhões, vai passar a receber um milhão de reais. Macaé, que está na área de produção, que recebe 500 milhões vai receber 2 milhões ano. Isso é uma brincadeira de mau gosto", declarou Cabral às lágrimas.
Na manhã dessa quinta-feira, aliados da prefeita de Campos, a ex-governadora Rosinha Garotinho, interditaram a rodovia BR-101 em protesto contra a decisão da Câmara dos Deputados.
Eles atearam fogo em pneus e impediram a passagem de carros durante algumas horas.
O município de Campos será dos mais prejudicados pela emenda caso ela se transforme em lei.
A bacia de Campos é responsável por mais de 80 por cento da produção nacional de petróleo.
(Rodrigo Viga Gaier - G1)
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