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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Radares fixos na Ponte Rio-Niterói

A Ponte Rio-Niterói vai receber quatro radares fixos para controle de velocidade. Os dispositivos — dois em cada sentido — ficarão em locais onde há mais registros de acidentes. Motoristas que ultrapassarem 80 km/h serão multados.

Dois controladores fixos serão instalados na grande reta — no lado do Rio — e dois nas proximidades da praça do pedágio, em Niterói. O projeto já foi aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas ainda não há prazo para a instalação dos equipamentos.

Atualmente, a fiscalização na via é feita apenas ocasionalmente, por radares móveis, instalados nos carros da Polícia Rodoviária Federal. Até dezembro, a concessionária que administra a Ponte terá que emitir cupom fiscal.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

ANTT atualiza documentos do TAV

A ANTT divulgou ontem (30) que estão disponíveis no site do TAV Brasil as atualizações das atas de esclarecimentos do edital e da minuta do contrato de concessão, no link “Comissão de Avaliação”, “Atas de Esclarecimentos do Edital de Concessão e Minuta de Contrato de Concessão”.

As atualizações são realizadas de acordo com os procedimentos de esclarecimento estabelecidos no Edital nº 001/2010 e tem como objetivo dar total transparência ao processo de licitação do Trem de Alta Velocidade que ligará Rio de Janeiro-São Paulo-Campinas.(Revista Ferroviária)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Faltam planos de contingência para melhorar o trânsito em Niterói

 Para alguns especialistas, saturação do sistema viário na cidade é evidente e necessita de solução urgente. Recente problema nas barcas reascendeu questão

Os recentes incidentes envolvendo o sistema de barcas que liga Niterói ao Rio colocou em evidência a falta de planos de contingência nas principais saídas de Niterói. Segundo especialistas, já há sinais evidentes de saturação do sistema viário da cidade e alternativas radicais devem ser pensadas. Pesquisa realizada em 2008 pela Ong Niterói Como Vamos revelou que, na opinião dos moradores de Niterói, o trânsito é o quarto maior problema da cidade.

Na última segunda-feira, uma embarcação da Barcas S/A, que fazia o trajeto Praça XV-Niterói, com 376 pessoas a bordo, sofreu uma pane elétrica e se chocou contra pedras. O incidente quadruplicou o tempo de espera pelo embarque e as filas se estenderam por cerca de 200 metros. A operação só foi normalizada, aproximadamente, quatro horas depois.

“O sistema de barcas precisa de ampliação total. Além de mais embarcações, ele precisa ligar outros pontos da orla dos municípios de Niterói, Rio e São Gonçalo. Infelizmente, essa proposta sempre cai no esquecimento”, opina o engenheiro de trânsito e membro do Conselho Regional e Engenharia (Crea), Abílio Borges.

Ainda de acordo com Borges, outra via da cidade que necessita de investimentos é o trecho Niterói-Manilha da BR-101. A rodovia é uma das principais ligações entre Niterói e São Gonçalo, além de dar acesso à Região dos Lagos. Mesmo assim, os congestionamentos são constantes e se agravam quando ocorrem acidentes. No início do mês, um acidente envolvendo uma moto, um ônibus e um caminhão causou cerca de sete quilômetros de engarrafamento.

“O grande problema dessas vias é que foram feitas numa época em que a população era muito menor. A Niterói-Manilha não precisa de muitos investimentos, mas de alternativas eficazes. É preciso pensar em rotas de fuga por vias perpendiculares abertas e bem sinalizadas”, frisa.

Já no caso da Ponte Rio-Niterói, o especialista acredita que a operação esteja correta, mas que a via, sozinha, não seja mais suficiente para atender à demanda. Ele deu exemplo de outros países, como Portugal, que no mesmo período de tempo já receberam outras pontes como alternativa ao aumento da frota de veículos.

“A ponte é um equipamento maravilhoso, mas está parada no tempo e no espaço. Está na hora de se discutir a construção de outras pontes”.

Entre as obras que o contrato de concessão prevê estão a ampliação da capacidade da Avenida do Contorno (Niterói), a execução de 3,6 quilômetros de vias laterais entre Manilha e Varandinha (Itaboraí), e a duplicação de 176 quilômetros de rodovia, entre Rio Bonito e Campos dos Goytacazes. A concessionária diz que iniciará as obras assim que o projeto executivo também for aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ibama concederem as licenças ambientais necessárias.

Já a concessionária CCR, que administra a Ponte Rio-Niterói, informou que, em casos de emergência, todos os planos de contingência são adotados, de acordo com um plano operacional completo. Quanto aos congestionamentos “ocasionais”, geralmente registrados em horários de rush, a concessionária diz que se trata de um problema das grandes cidades, que se reflete nos acessos à Ponte. Quanto a isso, existiria um plano de contingência: o serviço de informações aos usuários.

A ANTT não se pronunciou. A agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Rio (Agetransp) disse que, entre as obrigações firmadas pela Barcas S/A na assinatura dos contratos, estavam reforma de embarcações e melhorias nos terminais. Todas as obrigações teriam sido cumpridas. 

Planejamento urbanístico
 
Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em transportes Walber Paschoal, algumas alternativas podem ser elaboradas se for realizada uma análise operacional profunda das vias da cidade, para que sejam definidos possíveis planos de contingência. No entanto, para o especialista, Niterói precisa rever seu planejamento urbanístico.

“Meu discurso não é contra o crescimento, mas acredito que Prefeitura precisa estar atenta às limitações populacionais da cidade”, justifica, ressaltando a importância do transporte de massa.
O especialista em trânsito e ex-diretor do Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro, Celso Franco também aposta no transporte de massa.

“O problema é usar o carro de passeio como transporte. Esses veículos, como o próprio nome diz, não foram feitos para se trabalhar”, afirma.

Um estudo realizado, em 2008, pela Ong Niterói Como Vamos, revelou que o trânsito é considerado pelos niteroienses o quarto maior problema da cidade, perdendo apenas para violência, saúde e infraestrutura. Segundo o coordenador da Ong, Álvaro Cysneiros, 42,3% dos entrevistados acredita que as linhas de ônibus não funcionam bem e 52,3% acreditam que há pardais demais.(Fluminense)

terça-feira, 13 de julho de 2010

Passagem do trem bala que ligará Rio, São Paulo e Campinas deverá custar a partir de R$ 149,85

Nesta terça-feira, o Governo Federal deve lançar, por volta das 11h30, o edital de licitação do trem-bala que ligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O traçado de linha férrea previsto para o veículo terá 90,9 quilômetros de túneis e 103 quilômetros de pontes e viadutos, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

Apesar de ainda não estar fechado, o valor da passagem, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), deverá custar entre R$ 149,85 e R$ 199,73 - preço referente a classe econômica e de horários de pico, respectivamente.

Vence a licitação para a construção e a operação do trem-bala o consórcio ou empresa que oferecer menor valor de tarifa. A data do leilão será divulgada no próprio edital.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai assinar nesta terça-feira também, durante o lançamento do edital, a intenção do projeto de lei a ser enviado ao Congresso Nacional, prevendo a criação da Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade S.A. A estatal ficará subordinada ao Ministério dos Transportes e fará a fiscalização do andamento do projeto, além do gerenciamento da tecnologia utilizada no consórcio.(SRZD)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Frete de trem deve ficar 40% mais barato

O custo do frete do setor ferroviário deve ficar, em média, 30% a 40% mais barato com a regulamentação do novo marco regulatório do setor ferroviário, disse Bernardo Figueiredo, diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

"Estamos criando corredores alternativos de ferrovias em pontos mais críticos e um ambiente mais competitivo. Essas duas ações vão jogar o frete ferroviário em um patamar adequado," disse Figueiredo em uma entrevista ontem em Brasília. "Hoje o concessionário fixa a tarifa olhando o custo da rodovia. Agora vai passar a fixar olhando o custo ferroviário. Se ele não fizer, outro operador vai fazer."

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar decreto com mudanças nas regras do setor até o fim deste mês, disse Figueiredo.

Atualmente o frete cobrado pelos trens tem sido igual ao da rodovia em razão da falta de concorrência. O governo pretende revisar o atual regulamento e criar novas regras para as próximas concessões de ferrovias.
Cinco mil quilômetros devem ser inaugurados até 2011 com essas mudanças, segundo Figueiredo.

O projeto, em avaliação na Casa Civil, estabelece mudanças no direito de passagem de trens em ferrovias privadas e exige o uso de trilhos hoje abandonados.

De acordo com o presidente da ANTT, dos atuais 28 mil quilômetros de ferrovia, só 10 mil são utilizados. Os concessionários terão que obrigatoriamente explorá-los ouabri-los para que outros os utilizem.

Atualmente, os principais grupos privados que operam ferrovias no País são Vale SA, MRS Logística e All América Latina Logística SA. Pela nova regra, essas empresas terão que abrir passagem para que grupos interessados operem o trecho pagando uma espécie de pedágio.

Os trechos considerados mais atraentes são os que dão acesso aos portos. Por exemplo, os que levam as cargas de soja e açúcar para serem exportadas por Santos, e as de minério de ferro para Itaguaí, no Rio de Janeiro.

A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, que representa empresas privadas que atuam no setor, disse num comunicado por e-mail que não vai fazer comentários até que haja uma "definição final por parte dos órgãos competentes."