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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Tranquilidade com estacionamento proibido na Rua Gavião Peixoto

Trânsito flui bem no primeiro dia da mudança. Motoristas são orientados por agentes da Nittrans e Guarda Municipal. Alteração faz parte do Novo Plano de Transportes

Começou sem transtornos, e com o trânsito fluindo bem, o primeiro dia de proibição de estacionamento de veículos leves na Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, Zona Sul. A medida faz parte do novo Plano de Transportes, que prevê a construção de um mergulhão da Avenida Marquês de Paraná.
A ação, que antecede os trabalhos de demarcação da faixa seletiva para ônibus, prevista na primeira fase do Plano, conta com fiscalização intensificada do trânsito, inclusive a participação de guardas municipais que estão sendo treinados para auxiliar moradores e agentes, no combate às irregularidades.
De acordo com a Guarda Municipal, os moradores não apresentaram resistência. Alguns estranharam a mudança, porém, a grande maioria acredita que a melhoria no trânsito é mais relevante que possíveis transtornos gerados pela falta de estacionamento.
O presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, fez um balanço positivo do primeiro dia de adoção da medida.
“O trânsito fluiu bem. Escolhemos esta época para a mudança por ser de férias escolares e o impacto viário ser menor. Na estreia não tivemos incidentes. Os agentes de trânsito orientaram os motoristas a não estacionarem na via e só fazê-lo nas vias vizinhas”, informou Marcolini, acrescentando que a partir da próxima segunda-feira serão aplicadas  multas aos infratores.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, Fabiano Gonçalves, elogiou a medida, mas ressalvou:
“Como morador eu elogio, pois vai melhorar o trânsito, mas o comércio pode ser  prejudicado, já que os clientes vão estacionar mais longe das lojas”, disse. 
O presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Niterói, José Luiz Pascoal, por estar viajando, preferiu não comentar a mudança.
Comerciantes estranharam algumas novidades e se mostraram preocupados com o impacto nas vendas.
“Alguns clientes reclamaram por não poder parar na frente da loja. Observações foram passadas para a supervisão, para que possamos tomar medidas que favoreçam nosso público”, contou Renata Rosa, subgerente de uma farmácia.
Mergulhão –  O mergulhão da Avenida Marquês de Paraná terá uma extensão de 300 metros, iniciando em frente à Rua Senador Nabuco e terminando no encontro da Rua Doutor Celestino. Sua profundidade será de 4,50m em vão livre, obedecendo ao gabarito de altura urbano. Ao todo, serão duas pistas de rolamento.
Nesta semana, a obra entrou na fase de escoramento para a escavação do túnel, que vai abrir passagem à circulação de todos os veículos, exceto os ônibus, que terão ponto de integração sobre ela. 
O acesso ao Centro através da Avenida Amaral Peixoto ocorrerá sobre o mergulhão, para o trânsito procedente da Zona Sul. Para os motoristas procedentes da Zona Norte e Ponte o acesso ao Centro poderá ser feito pela pista lateral ao mergulhão. (O Fluminense)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Prefeitura pode proibir caminhões na Alameda em horário de rush

Interrupções no tráfego da Alameda São Boaventura, no Fonseca, geradas por caminhões que param para fazer serviços de carga e descarga, estão com os dias contados

As interrupções no tráfego da Alameda São Boaventura, no Fonseca, geradas por caminhões que chegam a ocupar mais de uma faixa na via e param para fazer serviços de carga e descarga, estão com os dias contados. O vice-presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Alberto Magaldi (PP), irá apresentar uma indicação legislativa na sessão plenária da próxima teça-feira, na Casa, para que a Prefeitura proíba o tráfego de veículos pesados nos horários do rush na via.

“Os moradores do Fonseca já não conseguem mais sair de casa. Farei uma indicação propondo que a NitTrans proíba o tráfego de caminhões das 6 às 10 horas e das 17 às 20 horas, que são os horários de rush. Penso em incluir pedido para que táxis possam transitar pela faixa exclusiva dos ônibus, para desafogar o trânsito”, informa Magaldi, que é morador do Fonseca.

O assistente administrativo Raphael Baltor, 26 anos, morador de São Gonçalo, todos os dias às 7h passa pela Alameda em direção ao trabalho no Rio de Janeiro.

“Os caminhões que circulam na via são de grande porte. Me deparei outro dia, às 7 horas, com  um caminhão cegonha que estava carregado de veículos. Um pouco mais à frente me deparei com um caminhão que tinha 20 metros de comprimento, caminhão  este que é especifico para o transporte de tratores e máquinas pesadas, e os mesmos trafegando tranquilamente junto aos veículos de passeio em pleno   horário de rush, um completo absurdo”, reclama Baltor.

A Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), autarquia da Prefeitura responsável pelo setor, admite a possibilidade de implantar a medida.

“É uma proposta interessante, mas tem de ser avaliada a forma de fiscalização”, opina o presidente da NitTrans, Sergio Marcolini.

Em maio de 2008, o então prefeito do Rio Cesar Maia proibiu a circulação de caminhões e operações de carga e descarga nos dias úteis, nos horários das 6 às 10 horas e das 17 às 20 horas (de maior fluxo de veículos) na área da orla marítima e de 26 principais vias do Centro, Zona Sul e Tijuca, Méier, Vila Isabel (na Zona Norte), parte da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, na Zona Oeste da capital. O objetivo foi diminuir os congestionamentos nos chamados horários de “pico”. Na época foram colocados painéis nas ruas informando os motoristas da medida.

A proibição só não se aplicou a veículos de socorro e emergência, transporte de valores, mudanças residenciais, serviços essenciais de utilidade pública desde que autorizados pela Prefeitura, além de caminhões de combustíveis que abastecem os aeroportos da cidade. A Guarda Municipal, a Coordenadoria de Vias Especiais e a CET-Rio ficaram responsáveis por fiscalizar a obediência à lei.

Mudança para ônibus
O vereador Carlos Alberto Magaldi (PP) também reivindica junto à Prefeitura que os ônibus deixem de trafegar pela Rua Desembargador Lima Castro e passem a usar a Rua Oscar Fonseca (ambas no Fonseca), antes da via, como uma medida para aliviar o intenso trânsito na região.

“A Rua Desembargador Lima Castro está muito sobrecarregada de carros de passeio, caminhões e linhas de ônibus. Eles poderiam voltar a entrar na Rua Oscar Fonseca, quando saírem da Alameda e entrarem depois na Travessa do Maia. O que ajudaria a desafogar o tráfego. O Município já estuda esta medida e deverá ser aplicada em breve. É uma reivindicação dos moradores do bairro. Também moro lá e vivo isso todos os dias”, explica Magaldi.

Hoje,  ônibus das linhas 49 (Fonseca-Centro-Icaraí), 43 (Icaraí-Centro-Rua 22 de Novembro), 45 (Centro-Cubango), 34 (Viçoso Jardim-Centro) e 730 D (Castelo-Charitas) passam pela via.(O Fluminense)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fique de olho: acesso de veículos à Zona Norte via Cubango irá mudar

Novo esquema de trânsito altera acessos à Santa Rosa. Rua Vereador Duque Estrada passa a operar em mão dupla nos próximos dias. Outras vias também vão sofrer alterações

Começa a funcionar na próxima quinta-feira um novo esquema de trânsito, elaborado pela NitTrans para ordenar o acesso e saída de Santa Rosa, pela Rua Vereador Duque Estrada, que passa a operar em mão dupla. Novos sinais luminosos estão sendo instalados para orientar os motoristas.

Com o novo esquema, que proíbe o estacionamento em todo o lado esquerdo da Rua Vereador Duque Estrada, motoristas de Icaraí e Santa Rosa que se dirigem à Zona Norte pelo Cubango, poderão acessar a Rua Noronha Torrezão pelas ruas Doutor Sardinha e Vereador Duque Estrada.

E a Nittrans também lembra que será proibido dobrar à esquerda no cruzamento com a Rua Noronha Torrezão para chegar ao Largo do Marrão.(O Fluminense)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Estudante de Niterói cancela cursos e transfere horas de sono para o ônibus

Jovem sai de casa mais de 3 horas antes de entrar no trabalho.
Ela chega ao trabalho com roupa inadequada à temperatura do dia.

A proximidade com a praia e as ruas largas e vazias motivaram a família da estudante Luiza Cavalcanti a se mudar para a casa de veraneio em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, cidade da Região Metropolitana do Rio. Passados 11 anos, os percursos ficaram mais longos e as vias se estreitaram com o aumento do fluxo de veículos na área. Para driblar os congestionamentos na cidade, a jovem de 22 anos sai de casa ainda de madrugada. Ela leva cerca de 3h30 no deslocamento.




A poltrona do ônibus é onde Luiza dorme e estuda por cerca de cinco horas. Esse é o tempo que ela gasta por dia no deslocamento entre a casa e o estágio, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. No percurso de cerca de 50 quilômetros, a estudante conta que o pior trecho está nos 18 quilômetros que separam a sua casa da Ponte Rio-Niterói.

“O trânsito é muito ruim no Largo da Batalha e na Avenida Roberto Silveira, principal via de ligação entre a Zona Sul de Niterói e a Ponte Rio-Niterói. Às 6 horas, o trânsito já é intenso nessas ruas. Às 7h, se torna impraticável”, explica.

Apesar de morar na esquina da praia, Luiza não consegue ver o sol no local durante a semana. Ela diz que fica pouco mais de cinco horas em casa. A estudante chega por volta da meia-noite e sai para o trabalho às 5h30. Há três anos, ela conseguia sair de casa às 6h e chegar às 8h30 no escritório.

Atualmente, mesmo saindo mais cedo de casa, Luiza não consegue chegar no estágio antes das 9 horas. Pela manhã, ela trabalha em uma empresa de construção imobiliária. À noite, a jovem cursa o quarto ano de engenharia civil no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, na Zona Norte do Rio.

“Várias vezes cheguei no trabalho com a roupa inadequada com o tempo. Aí eu explico que quando saio de casa ainda está noite, então fico sem saber se o dia vai ser quente ou mais fresco. Em compensação, aproveito muito a praia nos finais de semana”, diz.

Cursos cancelados
A moradora reclama ainda dos impactos negativos que o aumento do trânsito trouxe em sua rotina. As refeições em companhia da família, a academia e o curso de francês foram cancelados pela falta de tempo.

“O meu namorado mora próximo à minha casa, mas eu também só consigo vê-lo nos finais de semana, já que ele também perde muito tempo no trânsito. É complicado, mas infelizmente tenho que me acostumar com os engarrafamentos, acho que ano que vem terei que sair de casa às 5h para chegar no trabalho no horário certo”, contenta-se Luiza.

A prefeitura de Niterói informou que há seis anos foram adotadas, nos horários de pico, as faixas reversíveis no corredor de ligação da Zona Sul e Centro a Ponte Rio-Niterói. Com o crescimento acelerado de veículos, a Nittrans, setor da prefeitura responsável pelo trânsito, pretende implementar um novo plano para garantir melhor fluidez ao tráfego.

Entre as medidas anunciadas está a criação de uma passagem subterrânea no centro de Niterói, a construção de novos terminais rodoviários e a implantação de um corredor expresso para os ônibus. Para melhorar o trânsito na Região Oceânica, a Estrada Francisco da Cruz Nunes passa por uma obra de alargamento, entre o cemitério Parque da Colina e o Largo da Batalha.(G1)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Projeto de trânsito para Niterói entra em nova fase

 

Edital para a construção do mergulhão na Avenida Marquês do Paraná, no Centro, deve sair nos próximos dias. Outras intervenções estão previstas ainda para o primeiro semestre de 2011

A Prefeitura de Niterói deve lançar nos próximos dias o edital para a construção do mergulhão na Avenida Marquês do Paraná. Segundo fontes ligadas ao prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT), o projeto já está pronto faltando apenas a liberação da Secretaria de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte. A obra, juntamente com a construção do BRT (Bus Rapid Transit) ligando Centro-Charitas-Largo da Batalha, faz parte das intervenções do Projeto Lerner, anunciadas pelo prefeito na última terça-feira que devem começar ainda no primeiro semestre deste ano. O  Jornal Fluminense teve acesso com exclusividade aos projetos dos novos terminais.

“A implantação do mergulhão e do BRT vai mudar o sistema de trânsito na cidade. Lerner apontou que um dos principais problemas da cidade é o excesso de ônibus circulando no mesmo trajeto. Vamos diminuir drasticamente o fluxo de coletivos nas principais avenidas e ruas de Niterói”, afirma o presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, um dos responsáveis pela implementação do novo  plano de tráfego.


Baseado no modelo de modernização do trânsito de Curitiba, o ex-prefeito da capital paranaense projetou para Niterói um sistema de transporte sustentado no funcionamento de linhas de ônibus de forma semelhante a um metrô de superfície. Segundo o projeto, serão cinco terminais na cidade – sendo dois principais: um no Largo da Batalha e outro no Terminal Rodoviário João Goulart, e três de integração no Caramujo, Charitas e na Região Oceânica.

“O sistema é o mesmo implantado em Curitiba. Estamos avaliando somente se haverá uma modificação na arquitetura do layout dos terminais”, explica Marcolini.


O projeto elaborado pela equipe técnica de Jaime Lerner, em 2009, apontou como principal problema da cidade a falta de opções para obras viárias. Para isso, o arquiteto propôs o alargamento da Avenida Marquês do Paraná e a criação de um mergulhão para diminuir o congestionamento na principal via de acesso à Ponte Rio-Niterói. A estimativa é que as novidades exigirão investimentos de R$ 205 milhões. 


Terminais – Nos planos desenvolvidos pela equipe Lerner, 94 ônibus de modelos articulados ou padrão, farão a ligação entre os terminais. O passageiro não precisará pagar uma nova passagem ao desembarcar em uma das estações para pegar outro ônibus. Com isso, cerca de 300 veículos deixarão de circular na cidade. Outros trezentos coletivos farão a alimentação do corredor principal, procedentes dos bairros da cidade. Atualmente, o sistema opera com 600 ônibus, transportando diariamente 235 mil passageiros, capacidade que será ampliada com o novo modelo proposto. 

“Não vai ter ônibus morto, circulando vazio. Vamos otimizar o espaço da rua que é caro em uma cidade com quase 300 mil veículos circulando todos os dias”, conclui Marcolini.

Ainda estão previstas no projeto do arquiteto Jaime Lerner alternativas de transporte marítimo, na travessia da Baía de Guanabara, ligando o Rio a Niterói e São Gonçalo. Além de modificações em ruas auxiliares às principais vias da cidade.(O Fluminense)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Trânsito é intenso no Rio de Janeiro em pleno Dia Mundial Sem Carro


No dia que deveria estimular os cariocas a não usar o carro como meio de transporte, o trânsito seguiu intenso em diversas vias da cidade. Segundo a CET-Rio, o fluxo de veículo é menor que o rotineiro, porém, a expectativa para o Dia Mundial Sem Carro era que o trânsito estivesse mais ameno.

Em algumas importantes vias do Rio, como Avenida Presidente Vargas, Avenida Maracanã, Rua Dias da Cruz, no Méier, e Linha Vermelha apresentaram muita lentidão e os motoristas perderam bastante tempo no deslocamento.

Na Zona Sul, as principais ruas que já apresentam trânsito intenso normalmente, como a Avenida Nossa Senhora de Copacabana e Avenida Borges de Medeiros, na Logoa, também ficaram bem movimentadas.

Diversas ruas do Centro da cidade tiveram cerca de duas mil vagas interditadas, porém, nem todos obedeceram. Logo pela manhã, um motorista estacionou em uma vaga proibida na Avenida Araújo Porto Alegre e teve seu veículo rebocado.

O prefeito Eduardo Paes reafirmou que o Rio de Janeiro precisa de mais ciclovias, estimulando os cariocas a usarem as bicicletas com mais frequência. Para dar o exemplo no Dia Mundial sem Carro, Paes desceu a Vista Chinesa de bicicleta e seguiu até o Palácio da Cidade.(SRZD)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Faltam planos de contingência para melhorar o trânsito em Niterói

 Para alguns especialistas, saturação do sistema viário na cidade é evidente e necessita de solução urgente. Recente problema nas barcas reascendeu questão

Os recentes incidentes envolvendo o sistema de barcas que liga Niterói ao Rio colocou em evidência a falta de planos de contingência nas principais saídas de Niterói. Segundo especialistas, já há sinais evidentes de saturação do sistema viário da cidade e alternativas radicais devem ser pensadas. Pesquisa realizada em 2008 pela Ong Niterói Como Vamos revelou que, na opinião dos moradores de Niterói, o trânsito é o quarto maior problema da cidade.

Na última segunda-feira, uma embarcação da Barcas S/A, que fazia o trajeto Praça XV-Niterói, com 376 pessoas a bordo, sofreu uma pane elétrica e se chocou contra pedras. O incidente quadruplicou o tempo de espera pelo embarque e as filas se estenderam por cerca de 200 metros. A operação só foi normalizada, aproximadamente, quatro horas depois.

“O sistema de barcas precisa de ampliação total. Além de mais embarcações, ele precisa ligar outros pontos da orla dos municípios de Niterói, Rio e São Gonçalo. Infelizmente, essa proposta sempre cai no esquecimento”, opina o engenheiro de trânsito e membro do Conselho Regional e Engenharia (Crea), Abílio Borges.

Ainda de acordo com Borges, outra via da cidade que necessita de investimentos é o trecho Niterói-Manilha da BR-101. A rodovia é uma das principais ligações entre Niterói e São Gonçalo, além de dar acesso à Região dos Lagos. Mesmo assim, os congestionamentos são constantes e se agravam quando ocorrem acidentes. No início do mês, um acidente envolvendo uma moto, um ônibus e um caminhão causou cerca de sete quilômetros de engarrafamento.

“O grande problema dessas vias é que foram feitas numa época em que a população era muito menor. A Niterói-Manilha não precisa de muitos investimentos, mas de alternativas eficazes. É preciso pensar em rotas de fuga por vias perpendiculares abertas e bem sinalizadas”, frisa.

Já no caso da Ponte Rio-Niterói, o especialista acredita que a operação esteja correta, mas que a via, sozinha, não seja mais suficiente para atender à demanda. Ele deu exemplo de outros países, como Portugal, que no mesmo período de tempo já receberam outras pontes como alternativa ao aumento da frota de veículos.

“A ponte é um equipamento maravilhoso, mas está parada no tempo e no espaço. Está na hora de se discutir a construção de outras pontes”.

Entre as obras que o contrato de concessão prevê estão a ampliação da capacidade da Avenida do Contorno (Niterói), a execução de 3,6 quilômetros de vias laterais entre Manilha e Varandinha (Itaboraí), e a duplicação de 176 quilômetros de rodovia, entre Rio Bonito e Campos dos Goytacazes. A concessionária diz que iniciará as obras assim que o projeto executivo também for aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ibama concederem as licenças ambientais necessárias.

Já a concessionária CCR, que administra a Ponte Rio-Niterói, informou que, em casos de emergência, todos os planos de contingência são adotados, de acordo com um plano operacional completo. Quanto aos congestionamentos “ocasionais”, geralmente registrados em horários de rush, a concessionária diz que se trata de um problema das grandes cidades, que se reflete nos acessos à Ponte. Quanto a isso, existiria um plano de contingência: o serviço de informações aos usuários.

A ANTT não se pronunciou. A agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes do Rio (Agetransp) disse que, entre as obrigações firmadas pela Barcas S/A na assinatura dos contratos, estavam reforma de embarcações e melhorias nos terminais. Todas as obrigações teriam sido cumpridas. 

Planejamento urbanístico
 
Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em transportes Walber Paschoal, algumas alternativas podem ser elaboradas se for realizada uma análise operacional profunda das vias da cidade, para que sejam definidos possíveis planos de contingência. No entanto, para o especialista, Niterói precisa rever seu planejamento urbanístico.

“Meu discurso não é contra o crescimento, mas acredito que Prefeitura precisa estar atenta às limitações populacionais da cidade”, justifica, ressaltando a importância do transporte de massa.
O especialista em trânsito e ex-diretor do Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro, Celso Franco também aposta no transporte de massa.

“O problema é usar o carro de passeio como transporte. Esses veículos, como o próprio nome diz, não foram feitos para se trabalhar”, afirma.

Um estudo realizado, em 2008, pela Ong Niterói Como Vamos, revelou que o trânsito é considerado pelos niteroienses o quarto maior problema da cidade, perdendo apenas para violência, saúde e infraestrutura. Segundo o coordenador da Ong, Álvaro Cysneiros, 42,3% dos entrevistados acredita que as linhas de ônibus não funcionam bem e 52,3% acreditam que há pardais demais.(Fluminense)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projeto para melhorar o trânsito busca parcerias


Plano Jaime Lerner foi apresentado no ano passado como a grande solução para livrar a cidade dos constantes engarrafamentos. Meses depois, nenhuma intervenção ainda foi realizada

Passados nove meses da apresentação do Plano Municipal de Transporte e Trânsito, elaborado pelo escritório do arquiteto paranaense Jaime Lerner, a Prefeitura parece ter começado a correr atrás da viabilização do projeto. O presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, esteve nesta terça-feira em Brasília em busca de parcerias para a execução das intervenções, que tinham prazo de dois anos para serem concluídas. No entanto, o atraso na execução do projeto revolta motoristas da cidade, que reclamam do tráfego.

Conhecido como Projeto Jaime Lerner, o plano foi apresentado em outubro de 2009, como a grande solução para desafogar o trânsito na cidade. Baseado no sistema de Bus Rapid Transit (BRT) – de operações de ônibus semelhantes às de um metrô de superfície –, o projeto prevê a construção de quatro terminais de ônibus interligados e dois mergulhões, além de um viaduto de pequeno porte na Rua Washington Luiz, junto à Avenida Jansen de Mello. Outras intervenções menores em pontos distintos também seriam feitas.

O orçamento inicial do projeto era de R$ 205 milhões, sendo R$ 85 milhões investidos pelo Poder Público e o restante pela iniciativa privada - graças à Lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs). Uma audiência pública para apresentação do projeto já foi realizada em março deste ano.

No entanto, do prazo de dois anos dado para a implantação do projeto, já se passaram nove meses sem que nenhuma intervenção tenha sido realizada. O presidente da NitTrans confirma que o plano ainda não foi iniciado, mas afirma que está tentando viabilizá-lo.

“Estou em Brasília justamente buscando parcerias para a implantação do projeto”, disse, nesta terça-feira, por telefone, Sérgio Marcolini.

Enquanto a Prefeitura não inicia a execução do projeto, motoristas reclamam das condições de tráfego na cidade. Quem passa pelas principais vias acredita que a situação só tem piorado e as intervenções estão se tornando cada vez mais urgentes.

“Hoje (terça), um acidente em Alcântara trouxe um reflexo enorme a Niterói e sempre é assim. Alguma coisa precisa ser feita porque a cidade não pode ficar nessa situação”, afirma o professor Edney Castelo Branco, de 36 anos.

A enfermeira Raquel Araújo, de 26 anos, diz que a cidade está em situação caótica.

“O trânsito está sempre muito congestionado e precisa de intervenções urgentes”.

“Alguma coisa precisa ser feita, porque o trânsito só tem piorado”, acredita o comerciante Júnior Ramoa, 22 anos.(O Fluminense)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Acidentes e defeito em semáforo complicam trânsito em Niterói 0

Motociclista caiu na Avenida Professor João Brasil, na Engenhoca, e caminhão enguiçou na Avenida do Contorno. Pane em sinal na Praia de Icaraí também atrapalhou motoristas

Um motociclista tombou na Avenida Professor João Brasil, na Engenhoca, em Niterói, na altura do número 1429, na manhã desta segunda-feira, e teve ferimentos leves.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi socorrida no local e liberada. O acidente causou complicações no trânsito nos dois sentidos da via.

Ainda no início da manhã desta segunda, um caminhão enguiçado na Avenida do Contorno, no Barreto, nas proximidades do estaleiro Ultratec provocou congestionamentos na pista sentido Niterói. O trânsito ficou apenas em uma faixa durante cerca de uma hora e a via foi liberada por volta das 8h da manhã.

Na Praia de Icaraí, um semáforo com defeito na altura da Otávio Carneiro complicou a circulação de veículos. Agentes da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) foram acionados para orientar os motoristas.(Fluminense)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Correria por jogo do Brasil provoca confusão no trânsito

Motoristas enfrentam engarramentos na saída da ponte e nos acesso aos bairros do Fonseca, Centro e Icaraí. Barcas fazem viagens extras para atender a demanda

A movimentação de torcedores para acompanhar a estreia do Brasil na Copa já causa tumulto nas ruas de Niterói. Nas proximidades do Terminal Rodoviário João Goulart, no centro da cidade, há correria de passageiros e trânsito muito congestionado. 

Os engarrafamentos seguem também pela Feliciano Sodré e Avenida do Contorno, nos dois sentidos. Na ponte Rio-Niterói, o fluxo de veículos é intenso, com lentidão desde a descida do vão central até a praça do pedágio.
Há problemas também na Avenida Roberto Silveira, nos dois sentidos e nos acessos a praia de Icaraí, onde haverá festa e trio-elétrico para os torcedores, após o jogo. 

Estabelecimentos comerciais de vários bairros já fecharam as portas e o barulho de cornetas se espalhou pela cidade.

As barcas também apresentam grande movimentação de passageiros, mas ainda não há registros de confusão. De acordo com informações da concessionária, embarcações extras foram disponibilizadas para atender a demanda. Barcas da Praça XV para Niterói estão saindo com intervalos de 10 minutos.(Fluminense)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Acidente na Ponte fere 28 e complica trânsito em Niterói

Colisão envolvendo dois ônibus e dois carros de passeio na subida do vão central, sentido Rio, causou reflexos nas principais vias de Niterói.

Um acidente na Ponte Rio-Niterói envolvendo dois ônibus e dois carros de passeio na subida do vão central, altura do KM 327, na pista sentido Rio, deixa o trânsito congestionado em Niterói e São Gonçalo desde as 6h20 da manhã desta sexta-feira. Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas na colisão. 

Os veículos já foram retirados da pista, mas os reflexos do acidente ainda são percebidos nas avenidas Jansen de Melo, Marquês do Paraná e Roberto Silveira. A Avenida do Contorno também está engarrafada e o tráfego parado se estende pela BR-101 e Alameda São Boaventura até São Gonçalo. Motoristas que passam por Icaraí, Zona Sul da cidade, enfrentam 30 minutos de lentidão para andar cerca de 50 metros. (Fluminense - Foto: O Dia)


sexta-feira, 12 de março de 2010

Mudanças provocam o caos no trânsito do centro

Duas faixas da Avenida Feliciano Sodré, em Niterói, foram interditadas para obras de recapeamento do asfalto. Modificações em outras vias complicaram ainda mais o tráfego na região


Um caos total no trânsito, durante toda a manhã e início da tarde de ontem, nas principais ruas do Centro de Niterói tiraram a paciência de todos que precisaram transitar pelas vias de carro ou de ônibus. O tráfego deu um verdadeiro nó por conta da interdição das duas faixas da pista da Avenida Feliciano Sodré, sentido Centro-Praça Renascença, devido às obras de recapeamento do asfalto previstas para o funcionamento do Corredor Viário Alameda-Centro. Em meio ao caos, motoristas reclamavam da falta de informação sobre as interferências no trânsito, e pedestres tentavam disputar o pouco espaço para travessia com os veículos.

O trânsito de ônibus e demais veículos procedentes da Rua Visconde do Rio Branco e do Terminal Rodoviário João Goulart foi desviado para as ruas Marechal Deodoro e Saldanha Marinho. O acesso ao bairro Ponta da Areia não pode ser feito pela Avenida Feliciano Sodré. Carros e coletivos tiveram de seguir direto pelas ruas Visconde de Itaboraí e Barão do Amazonas, respectivamente, para acessar e sair do bairro. A Rua Froés da Cruz teve o sentido invertido, e algumas linhas de ônibus puderam usar a via para acessar a Rua Visconde de Itaboraí. 

A pé - Apesar da interdição da Feliciano Sodré ter ocorrido a partir das 7 horas, muitas pessoas argumentaram que somente visualizaram agentes de trânsito nos locais das intervenções horas depois. Resultado: sem paciência e diante de um trânsito caótico, muitos abandonaram carros e os coletivos em que viajavam e seguiram a pé até seus destinos. 

Foi o caso do empresário Ronaldo Guimarães, de 48 anos. Preso em um engarrafamento por cerca de 40 minutos, Ronaldo, que tentava chegar até o Centro, deixou o carro na Rua Visconde de Itaboraí e seguiu a pé o resto do caminho.  

“A Prefeitura poderia ter optado por realizar essa obra de madrugada. Onde já se viu realizar um procedimento desses em plena hora do rush? Isso é uma falta de respeito com a população que já sofreu o suficiente com o trânsito de Niterói”, criticou.

Quem precisou da condução para ir para o trabalho também lamentou a falta de informação quanto aos locais alternativos de pontos de ônibus, como foi o caso da estudante Cristina Rodrigues, de 19, que precisou acompanhar o fluxo de veículos da Visconde do Rio Branco até a Saldanha Marinho para conseguir pegar o coletivo.

“A gente vem trabalhar e de um dia para o outro a cidade está um caos”, disse.
A Niterói Trânsito e Transporte (NitTrans) informou que os agentes de trânsito foram deslocados aos locais do desvio do trânsito desde o início da operação, às 7 horas, no entanto não soube precisar o número de profissionais. Sobre o horário das alterações, o órgão informou ainda que foi em função do cronograma das obras.

Recapeamento também adia nova circulação viária no Centro e no Fonseca

Na segunda-feira, devido aos congestionamentos ocorridos nas Avenidas Benjamin Constant, Jansen de Melo e Feliciano Sodré, no sentido Centro de Niterói, com reflexos, inclusive, na Alameda São Boaventura e avenidas Roberto Silveira e Marquês de Paraná, a NitTrans decidiu adiar o início da operação do novo sistema de circulação viária no Centro e Fonseca marcado para o dia seguinte, até que todos os serviços de recapeamento asfáltico fossem completamente concluídos.

A mudança faz parte do projeto desenvolvido pela NitTrans para operação do Corredor Viário Alameda São Boaventura–Avenida Feliciano Sodré. Com a inauguração do Corredor Viário, a Rua Saldanha Marinho formará um complemento de trânsito com a Avenida Feliciano Sodré, que funcionará com duas pistas exclusivas para ônibus no sentido Centro-Praça Renascença.

(O Fluminense - Foto Thiago Lontra)