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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Fugitivos do Alemão podem tomar comunidade Vila Ipiranga, no Fonseca

Moradores afirmam que antigos traficantes da região teriam retornado à favela de Niterói. População teme que haja confrontos pela retomada dos pontos de venda de drogas

Policiais da 78ª DP (Fonseca) investigam informações de moradores da Favela Vila Ipiranga, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, sobre a presença de dois antigos conhecidos traficantes de drogas no local. 

Um deles, identificado pela polícia apenas como Tubarão, teria comandado o tráfico de entorpecentes na localidade há algum tempo e estaria refugiado no Complexo do Alemão. 

Esta semana, ainda segundo a polícia, ele teria retornado para a favela trazendo um comparsa identificado apenas como Roger. A população teme que haja confrontos pela retomada dos pontos de venda de entorpecentes na comunidade.(O Fluminense)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Exército deve permanecer na Vila Cruzeiro e no Alemão por até 7 meses, diz Cabral


O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou na manhã desta segunda-feira que já existe um acordo entre o governo do Estado e o Ministério da Defesa para que o Exército policie os recém-reconquistados territórios da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão até que seja possível instalar duas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas comunidades.


"Já está acordada [com o Ministério da Defesa] a permanência das tropas, agora estamos na fase das tratativas técnicas, que não passa por mim, passa pelo secretário Mariano, passa pelos oficiais militares do Ministério da Defesa. Isso está sendo feito desde ontem para que dê a paz e a tranquilidade, a garantia dessa transição para o modelo UPP", afirmou.

Com o apoio das Forças Armadas, a polícia ocupou o Complexo do Alemão praticamente sem resistência dos traficantes na manhã de domingo (28), após uma série de atentados ocorridos na cidade desde o dia 21, com 106 veículos queimados, atribuídos justamente a uma resistência dos criminosos à instalação de UPPs em 13 favelas cariocas. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo.

Cabral disse que a solicitação ao Ministério da Defesa, quando formalizada, deve requisitar as tropas por um período de 6 a 7 meses, embora o comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Mário Sérgio Duarte, "mais otimista do que eu", acredite que as UPPs possam ser instaladas em menos de quatro meses.

A previsão é que as duas UPPs mobilizem entre 2.000 e 3.000 homens da Polícia Militar, a serem escolhidos entre os 7.000 novos policiais que se formarão em 2011.

A função do Exército, diz Cabral, será "um policiamento ofensivo permanente" na fase de transição até a implantação das UPPs. Em outras comunidades já pacificadas, essa tarefa coube ao Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar).

A mobilização do Exército visa evitar que os traficantes possam se reorganizar na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão no intervalo necessário para a implantação da UPP. Ao mesmo tempo, libera as forças policiais para novas operações nos próximos meses. Ontem, Cabral não quis antecipar os próximos passos, mas admitiu que estão no horizonte ações para a retomada da Rocinha e de Manguinhos, dois dos principais redutos remanescentes do tráfico no Rio.

"A reconquista dos territórios, tanto da Vila Cruzeiro quanto do Complexo do Alemão, já foi efetivada, agora são os próximos passos. Não vamos dormir nos louros das conquistas de ontem. Nós acordamos desde cedo com os desafios de hoje e dos próximos dias, semanas e meses que é a reconquista dos territórios ainda ocupados pelo poder paralelo. Esses próximos passos passam por essa integração com o Ministério da Defesa e com a Polícia Federal, tanto em ações pontuais de inteligência, quanto em ações mais ostensivas, no caso da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão", afirmou Cabral.(Folha de São Paulo)

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Encurralados no Rio buscam refúgio em Niterói e SG

Policiais rodoviários federais montam barreiras na Ponte e na BR-101 para impedir fuga de bandidos para ambos municípos fluminenses. Efetivo da PRF ganha reforço após onda de ataques

A repressão ao tráfico de drogas no Rio após a recente onda de atentados que tem levado terror à população pode estar contribuindo para a migração de criminosos para Niterói, São Gonçalo e cidades do interior do Estado. Na noite da última quinta-feira, policiais do Serviço de Inteligência (P-2) do 7º BPM (São Gonçalo) prenderam no Complexo do Salgueiro, um traficante recém chegado do Complexo do Alemão. Integrante do Primeiro Comando da Capital (PPC) ele seria o elo de ligação entre a facção criminosa paulista e o Comando Vermelho (CV) do Rio.

Na manhã deste domingo, um homem foi preso quando tentava deixar a cidade pela ponte Rio-Niterói. A PRF não soube informar se ele tinha fugido do Complexo do Alemão, ocupado pela manhã pelas forças de segurança. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o homem de 34 anos e nome não divulgado, tinha um mandado de prisão por roubo à mão armada expedido pela Justiça e foi encontrado durante uma blitz a uma van que fazia o trajeto Rio-Maricá . Ele foi encaminhado para a 78ª DP.

Para o especialista em Segurança Paulo Storani, ex-oficial do Bope e ex-secretário de Segurança de São Gonçalo, essa migração não é de hoje, mas pode ser acelerada com fuga de traficantes do Rio.

“É possível que agora a migração aconteça em maior escala. Mas ela vem desde que começaram a instalar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Isso não é nenhuma novidade. Para coibir essa migração de bandidos seria necessário investir em inteligência e em equipamentos, por exemplo, com grande capacidade de monitoramento de telefonemas”, alerta o especialista, ressaltando, no entanto, que não há tempo hábil para implementar todas essas medidas, e que agora o trabalho deve ser direcionado ao controle das vias de acesso.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu esta semana reforço de 300% em seu efetivo. O número absoluto de policiais que vão atuar no patrulhamento das estradas federais que cortam o Rio não foi divulgado por motivos de segurança, mas o aumento no de agentes que fazem o patrulhamento diário na Ponte Rio-Niterói, por exemplo, já pode ser percebido.

Rondas para reprimir possíveis ações criminosas
Rondas por toda extensão da rodovia estão sendo realizadas desde o início da semana. Na última sexta-feira, o patrulhamento recebeu apoio aéreo de um helicóptero da Polícia Civil. Na ocasião, o sobrevoo da aeronave chegou a assustar motoristas, que acreditaram se tratar de uma perseguição a traficantes que seguiam para Niterói.

“São Gonçalo e Niterói sempre foram esconderijos perfeitos e a ponte Rio-Niterói, o melhor caminho”,  resume o carteiro Josenir Santos Gomes, de 38 anos, morador de Santa Luzia, em São Gonçalo, que teme o aumento da criminalidade em sua cidade.

Se a Ponte é a porta de entrada de traficantes para Niterói, a Rodovia BR-101 é considerada o caminho para São Gonçalo. Para impedir a migração de bandidos, o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Luiz da Silva, posicionou parte de seu efetivo nos principais acessos  ao município, onde blitzes são realizadas periodicamente. Um dos pontos onde elas acontecem é a Estrada de Itaúna.
“Pedimos que a população use os canais de denúncias para informar sobre qualquer movimentação suspeita em suas comunidades”, solicitou.

População está preocupada
Em Niterói, o assunto nas ruas, nos comércios, nos meios de transportes e nas escolas é o mesmo: os efeitos que a atuação da polícia e das Forças Armadas na capital podem desencadear na cidade. 

“Os bandidos possuem vasto domínio territorial. São comunidades amigas espalhadas por toda a Região Metropolitana, que servirão de exílio. Tenho certeza que muitas delas estão situadas em Niterói”, avalia a estudante de Direito Mariana Esteves, de 26 anos, dizendo-se bastante preocupada.

O comandante do 12º BPM (Niterói), no entanto, diz que não há motivos para receio. Segundo ele, 130 policiais estão sendo deslocados para o patrulhamento ostensivo todos os dias em quatro bairros. Eles são distribuídos em duplas conhecidas como Cosme e Damião pelo Fonseca, alvo de alguns atentados, Centro, devido à movimentação comercial, além de Icaraí e Ingá, na Zona Sul. 

Blitzes também estão sendo realizadas, segundo ele, em vários pontos da cidade, incluindo os acessos à Ponte.

Titulares das distritais da região, por sua vez, informaram que estão se reunindo para cruzar informações sobre os responsáveis pelos ataques e possíveis migrações de traficantes do Rio.

O especialista Paulo Roberto Sotrani alerta ainda para uma outra rota de fuga que pode ser usada pelos bandidos: a Baía de Guanabara.

“A faixa litorânea é muito extensa e, certamente, há linhas de tráfico de drogas e armas que podem ser utilizadas. O patrulhamento é difícil, pois não existem embarcações suficientes. Temos o Grupamento Aéreo e Marítimo (GAM) da PM, que faz o trabalho, mas a Marinha, que deveria ser encarregada para esse tipo de tarefa, não tem condições de monitorar a Baía, assim como a Polícia Federal (PF)”, ressaltou.(Jornal Fluminense)

sábado, 27 de novembro de 2010

Operação conjunta da polícia evita ataque em Maricá


Após denúncias, policiais encontraram garrafas com gasolina, um revólver, um rádio e roupas camufladas do Exército na mala de um carro. Um homem foi preso e outros dois foram mortos

Operação conjunta entre as polícias Militar e Civil rendeu a prisão de um homem e a apreensão de dois menores suspeitos de planejar ataques a veículos em Maricá, e na RJ 106, rodovia que corta a cidade. Durante troca de tiros na noite de sexta, no bairro de São José de Imbassaí, outros dois acusados do bando foram mortos e um pode estar foragido. De acordo com a polícia, o grupo é oriundo da Favela de Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio. 

Denúncias de moradores levaram os policiais a uma casa na Rua Itapajé, nº 55. Na mala do de um Palio azul que estava na garagem da residência, foram encontradas garrafas plásticas contendo gasolina, um revólver calibre 32, roupas camufladas do exército, um rádio comunicador e uma pistola de plástico. Três elementos ocupavam o imóvel. Yuri Silva de Morais, de 18 anos, foi preso e dois menores de 16 e 17 anos foram apreendidos.

Levados para a 82ª DP (Maricá), foram autuados por formação de quadrilha. Outros dois suspeitos tentaram fugir e trocaram tiros com policiais civis no mesmo bairro. Gilberto Duarte Júnior, de 22 anos, vulgo “Maracujá”, que acumulava anotações criminais por roubo e porte ilegal de armas, e Sebastião Silva de Morais, de 25 anos, com passagem por roubo, foram baleados durante o confronto. Eles foram socorridos e levados para o Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. 

Com os mortos foram encontradas uma pistola glock calibre 0.40 com dois carregadores, um revólver calibre 38, com duas munições deflagradas e três intactas. O Palio azul e outras duas motocicletas de modelos CG 150 e XRE 300 foram apreendidos para averiguação, mas a polícia constatou que não eram roubados e já liberou para os proprietários, parentes dos presos. 

Na noite de ontem, um grupo de vândalos colocou fogo em pneus e galhos próximo a uma garagem de ônibus no Centro da cidade. O ocorrido assustou moradores. Segundo à polícia, a quadrilha deflagrada ontem planejava novos ataques, incluindo na RJ 106. Informações de moradores dão conta de que existe um foragido. 

Os investigadores da 82ª DP vão investigar também denúncias da presença de traficantes migrados do Rio na Favela do Clan, em Saco das Flores.(O Fluminense)

Mãe conta como convenceu o traficante Mister M a se entregar



Nilsa Maria se ofereceu para acompanhar o filho até a delegacia.
'Nenhum dos meus filhos seguiu esse caminho. Nunca aceitei isso', disse.

Foi com  frases doces e preocupação de uma mãe zelosa que Nilsa Maria dos Santos, de 53 anos, conseguiu convencer o filho Diego Raimundo Silva Santos, o Mister M, de 25 anos, a se entregar à polícia, na tarde deste sábado (27), no Rio. O traficante, também conhecido como 50 - por ser fã do cantor americando  Fifty Cent - era o segurança e braço direito de Pezão,  o chefe do tráfico do conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.

"Disse pra ele: Diego vamos para casa com a mamãe. E ele respondeu: 'Não, mãe. Se ficar em casa, eles vão me  prender'. E eu disse: então vai comigo e seu irmão que é cristão que eu vou te apresentar na delegacia. Ele aceitou", contou dona Nilsa,  mãe de dez filhos e que trabalha num trailer vendendo comida na Vila da Penha, no subúrbio do Rio.

Ela contou que nunca aceitou a entrada do filho no crime e que vivia tentando convencê-lo a mudar de vida. Disse que foi até a casa do filho, na favela da Grota, no Alemão, e desceu com ele pela Rua Joaquim de Queiróz, onde a polícia montou uma base para que traficantes se entreguem. Mas ela não parou lá.

Anos atrás, Diego e alguns dos irmãos integraram o programa social Pró-Jovem, que tinha o delegado Luiz Fernando como um dos coordenadores. Ela procurou o delegado, que é adjunto na  6ª DP (Cidade Nova), mas que estava baseado na 22ª DP (Penha) e combinou a rendição do filho. Diego se apresentou na 6ª DP.(G1)

Nota: Que pena que se entregou, deveria ficar para morrer, um verme deste vai cumprir pena possivelvemente sairá com menos tempo por bom comportamento e depois estará matando novamente. Notaram a cara de deboche dele?

 


Complexo do Alemão será invadido a qualquer momento

Mediador negocia rendição com traficantes

Traficantes cercados no Complexo do Alemão, conjunto de favelas localizado na zona norte do Rio, enviaram mensagens ao mediador de conflitos e coordenador do Afroreggae, José Júnior, para iniciar algum tipo de conversação antes da invasão da polícia.

José Júnior está agora no Complexo do Alemão disposto a negociar uma rendição com os traficantes para evitar o elevado número de mortes que se espera em um eventual combate.

Desde 1993, ele criou a ONG que atua na área social cultural em favelas, abrigando e empregando ex-traficantes dispostos a abandonar o crime. Os mediadores atuam para evitar confrontos que prejudiquem a vida de moradores das comunidades.

O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse neste sábado que a polícia vai invadir o Complexo do Alemão “a qualquer momento”. Segundo o oficial, a decisão já está tomada e não há possibilidade de se voltar atrás.

“Temos toda a superioridade. Não há hipótese de os traficantes serem bem sucedidos. Eles devem se entregar, essa é a hora. Depois que entrarmos, as coisas serão complicadas”, afirmou o comandante da PM.
Para conter a onda de violência iniciada em 21 de novembro no Rio, a polícia iniciou operações em diferentes morros e favelas. Com auxílio de blindados da Marinha, a polícia entrou na favela da Vila Cruzeiro, no complexo da Penha (zona norte), na quinta (22). Com a aproximação dos policiais, traficantes fugiram para uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.(Uol)

Nota: Acho que não tem que dar prazo nenhum para vagabundo, eles dão prazo quando mandam você e sua família sair do carro quando te roubam? Deram prazo para o menino João Hélio? Eu como ex-militar gostaria de estar lá para poder vingar algumas pessoas de bem, agora isso tem que continuar e pegar os políticos, desembargadores, advogados e juízes que protegem os traficantes. Morte é pouco para eles, nada de mediador!

Militares do EB alvejaram veículo em fuga, dois baleados

Chefes do tráfico tentaram escapar do cerco e estão preso

O Exército informou na manhã deste sábado que prendeu um homem com US$ 50 mil e mais R$ 20 mil dentro de uma mochila, totalizando cerca de R$ 106 mil, na barreira montada pelos militares no Complexo do Alemão.
“O comentário é que nunca vimos tanto dinheiro”, disse o chefe de Comunicação Social do Comando Militar do Leste, coronel Ênio Zanan. Segundo ele, a pessoa foi presa e entregue à Polícia Militar.

Segundo o coronel, em outra ocorrência, foram baleados e presos o chefes do tráfico de Manguinhos, zona norte, e na Vila Cruzeiro, na Penha, comunidade tomada na quinta-feira pelos policias militar e civil, após três horas de prisão.

“Um automóvel tentou furar o nosso bloqueio, foi alvejado o carro e foram baleados o chefe do tráfico de Manguinhos e o segundo na hierarquia da Vila Cruzeiro. Foram entregues à PM, que os encaminhou ao hospital Carlos Chagas”, afirmou o coronel.(Uol)

 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Apoio do Exército a combate ao crime no Rio de Janeiro é autorizado

Rio de Janeiro, 26 nov (EFE).- As operações da Polícia contra os narcotraficantes que vêm espalhando pânico pelo Rio de Janeiro e que deixaram 30 mortos serão reforçadas a partir desta sexta-feira com 800 soldados do Exército, dois helicópteros da Força Aérea e outros tanques blindados, informaram fontes oficiais.

O reforço adicional das Forças Armadas às operações da Polícia contra os grupos de criminosos que atuam na segunda maior cidade do país foi autorizado na noite desta quinta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo um comunicado do Ministério da Defesa.

Os militares também cederão material de logística e equipes especiais como óculos de visão noturna.

A Polícia já tinha contado na quinta-feira com o inédito reforço de seis blindados da Marinha, que permitiram a ocupação sem vítimas da favela Vila Cruzeiro, que era considerada até então como a mais perigosa do Rio de Janeiro pelo número de bandidos armados que estavam concentrados na área.

Na madrugada desta sexta-feira foram registrados cinco novos ataques que deixaram um ônibus e quatro veículos incendiados em Mesquita e São Gonçalo, ambos municípios da região metropolitana; na estrada Presidente Dutra, que liga o Rio a São Paulo; e no bairro de Ipanema.

A Polícia informou que um suspeito morreu quando tentava queimar um veículo em um local próximo a um centro comercial no bairro de Madureira e dois menores foram detidos com material inflamável após o ataque de Ipanema. EFE

Escolas e universidades de Niterói e SG fecham com medo de ataques

Guerra entre a polícia e traficantes de drogas começa a atrapalhar fim do ano letivo nas instituições de ensino. Tráfico teria ordenado que estabelecimentos não funcionassem

A guerra civil envolvendo traficantes e policiais afetou creches e escolas da região de Vital Brasil, em Santa Rosa. Pelo menos, três creches e escolas daquele bairro foram ordenadas por supostos traficantes para que fechassem seus estabelecimentos, sob risco de sofrerem ataques, durante a tarde de quinta-feira. Em São Gonçalo, instituições de ensino também fecharam os portões mais cedo com medo de represálias.

A Creche Rebeca Guimarães, situada na Rua Souza Dias, e as escolas situadas na Rua Waldir Cabral, encerraram suas atividades após receberem os telefonemas. “Ligaram para cá avisando que não tivéssemos mais aulas e que a determinação teria vindo do tráfico de drogas. Não pensamos duas vezes, já que lidamos com vidas aqui”, disse uma funcionária da creche, situada perto do Morro Sousa Soares.

E o temor atingiu a rede municipal. A Secretaria de Educação de Niterói informou que a UMEI Antonio Vieira da Rocha e a E.M. Ayrton Senna, ambas no Morro do Estado, fecharam em todo o período. Já a Escola Municipal João Brazil, no Morro do Castro, e a Altivo César, no Barreto, não funcionaram no turno da noite. Algumas universidades situadas no Centro de Niterói, como a Cândido Mendes e a Estácio também não tiveram aulas no turno da noite.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Clima de insegurança e medo muda a rotina da população de Niterói

Com o cenário de pânico formado, pessoas alteram seus hábitos e boatos aumentam a sensação de insegurança. Quem mora há pouco tempo na cidade está ainda mais assustado

Com a insegurança e a onda de ataques que acontecem no Rio de Janeiro e chegaram à Niterói na madrugada de terça para quarta-feira, a população está em estado de alerta. E boatos de arrastão e supostos novos ataques vêm aumentando o clima de medo. 

Na manhã desta quarta-feira, pessoas que estavam no campus do Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF)recebiam ligações de parentes informando sobre um possível arrastão nas ruas do Centro da cidade. Quem mora há pouco tempo na cidade está ainda mais assustado.

“Mesmo fazendo faculdade na capital, decidi morar em Niterói procurando um lugar mais tranquilo. Nesse momento não sei o que fazer, não sei onde posso me sentir seguro de verdade”, comenta Yuri Junqueira, 19 anos,  estudante de direito que veio de Belo Horizonte (MG). 

“Estou com medo e chateada de ter que mudar minha rotina. Meus pais moram em Volta Redonda e para evitar passar na Dutra não vou vê-los até essa onda de crimes acabar”, diz Yuani Alves, 21 anos, estudante.
A aposentada Márcia Moreira, de 58 anos, fica preocupada com o casal de filhos. 

“Meus filhos trabalham e estudam no Rio de Janeiro, a vida não pode parar por conta desses ataques, mas fico preocupada porque Niterói também está sendo atingida”.    

O comerciante Marcelo Pacheco, de 44 anos, já mudou de hábitos.

“Desde segunda-feira estou evitando sair de casa à noite. Só vou se estiver em grupo e se for perto da minha casa”, conta.(Fluminense)

Bope e Marinha fazem megaoperação com blindados no Rio

São seis blindados e dois caminhões com fuzileiros navais nas ruas.
Outras dezenas de veículos do Bope tambésm estão em ação.

Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope)  e fuzileiros navais fazem uma megaoperação na região das favelas na Penha, subúrbio do Rio no final da manhã desta quinta-feira (25). Seis veículos blindados da Marinha e dois caminhões com fuzileiros deixaram há pouco o quartel de fuzileiros navais, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A expectativa é que os policiais se dirijam par a Vila Cruzeiro, onde bandidos armados se concentram. O comboio da polícia,  com mais de dez veículos do Bope, chegou à região hoje cedo. O clima é de tensão na região.

Mais cedo, quatro homens em duas motocicletas tentaram utilizar um caminhão de lixo para bloquear a passagem na Rua Tenente Luís Dorneles, na entrada do Grotão, na Vila Cruzeiro. Segundo a Comlurb, os bandidos teriam ordenado que o motorista permanecesse no local bloqueando o acesso à comunidade. Ainda de acordo com a empresa, depois de dar a ordem, eles teriam deixado o local e o motorista ligou o caminhão e fugiu.(G1)