Mostrando postagens com marcador NitTrans. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador NitTrans. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Obras já interrompem acesso à Avenida Amaral Peixoto

Principal via do Centro tem fluxo interrompido na altura da Marquês do Paraná por causa da construção do mergulhão. Primeiro dia de mudanças teve lentidão no trânsito só pela manhã

A última segunda-feira foi o primeiro dia de mudanças no trânsito do Centro de Niterói, em virtude da construção do mergulhão na Avenida Marquês de Paraná. Agora, os veículos não podem mais acessar a Avenida Amaral Peixoto pela Marquês de Paraná. No final do dia, houve congestionamento na Avenida Feliciano Sodré, trajeto alternativo escolhido por muitos motoristas que vinham da ponte Rio-Niterói.

Por conta da segunda fase das obras do mergulhão, os ônibus que acessavam o Centro pela Avenida Amaral Peixoto tiveram o seu trajeto alterado para a Rua São João. Veículos vindos do Rio, de São Gonçalo e da Zona Norte de Niterói têm que entrar nas ruas São João ou Coronel Gomes Machado, que teve inversão de mão nos dois primeiros quarteirões a partir do Corpo de Bombeiros, e por onde é possível chegar à Avenida Amaral Peixoto, ao lado do Colégio Liceu, pegando a Rua Evaristo da Veiga.

Na manhã de ontem, o trânsito apresentou lentidão apenas no trecho entre as ruas São João e Coronel Gomes Machado. Havia placas de sinalização em frente ao Corpo de Bombeiros para orientar os motoristas sobre o desvio. Cones e fitas amarelas impediam o tráfego para a Avenida Amaral Peixoto. Nas ruas Senador Nabuco, Evaristo da Veiga, Marquês de Olinda e trechos das ruas Barão do Amazonas, São João, Conceição e Coronel Gomes Machado, onde não é mais permitido estacionar, havia sinalização informando sobre a nova regra, com cavaletes e placas.

No final da tarde, quando muitos veículos usam a Avenida Marquês de Paraná para acessar o Centro e a Zona Sul da cidade, o sistema implantado funcionou. No entanto, muitos motoristas optaram por sair da ponte Rio-Niterói em direção ao Centro e Zona Sul pela Avenida Feliciano Sodré, causando um grande congestionamento na via. 

Mesmo com toda a sinalização e com agentes de trânsito nas esquinas das ruas São João e Coronel Gomes Machado, alguns motoristas ainda estão preocupados com possíveis congestionamentos. Como é o caso do vigia Crispim de Jesus, de 35 anos.

“Este início vai ser bastante ruim. Acredito que o trânsito vai ficar complicado até a população se acostumar com a mudança. Mas, se for para melhorar no futuro, vale a pena a complicação”, comenta ele.

Como medida para evitar transtornos à população, a Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) decidiu introduzir as mudanças de forma lenta, desde a semana passada. Isso ajudou principalmente os usuários do transporte coletivo, que agora não têm mais dúvidas sobre onde ficam as paradas de ônibus e quais os trajetos deles. A rodoviária Dilneia Pereira, de 46 anos, gostou do novo local do ponto de ônibus.

“É a primeira vez que eu tomo o ônibus aqui na Rua São João. Achei essa mudança muito boa porque o ponto ficou bem próximo à polícia. Adorei, achei mais seguro. Eu sei que pode ser difícil para algumas pessoas, mas pela segurança, vale. A Prefeitura poderia deixar os pontos de ônibus aqui para sempre”, analisa Dilneia.

A professora Maria Lúcia Batista, de 55 anos, ficou contente com as mudanças.

“Eu moro aqui perto da Rua São João e, para mim, essa mudança foi muito boa. Eu só acho que pode complicar um pouco o trânsito dos carros. Isso é ruim”, afirma Maria. 

De acordo com a NitTrans, foram escalados para operação 80 agentes e operadores.(O Fluminense)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Construção do mergulhão vai mudar rotina do trânsito no Centro da cidade


Obras na Avenida Marquês de Paraná começam nesta semana e os motoristas vão encontrar algumas mudanças no caminho, entre a Amaral Peixoto e a Rua Dr. Celestino

As obras para a construção de um mergulhão na Avenida Marquês de Paraná, no Centro, começam esta semana e os motoristas encontrarão algumas mudanças no caminho. A Emusa, através da Diretoria de Pequenos Reparos, já está fazendo a remoção do canteiro central para viabilizar o acesso à Rua Euzébio de Queiroz, e a Diretoria de Manutenção fará o remanejamento das redes de águas pluviais e acompanhará os serviços das concessionárias.

O empreendimento, que será entre a Avenida Amaral Peixoto e Rua Doutor Celestino no sentido Icaraí, é parte do projeto de trânsito traçado pelo arquiteto Jaime Lerner para a cidade e visa desafogar o tráfego na principal avenida de acesso à Ponte Rio-Niterói. A primeira fase das obras, no entanto, interfere mais no trajeto para quem precisa acessar o Centro.

Automóveis e caminhões procedentes de Icaraí terão acesso ao Centro através das ruas Euzébio de Queiróz e Marquês de Olinda, chegando à Avenida Amaral Peixoto. Os ônibus não terão seus itinerários alterados, por enquanto, continuando a utilizar a faixa exclusiva para entrar no Centro.

O trânsito vai operar em esquema especial, monitorado pelas equipes da Subsecretaria Municipal de Trânsito e operadores da NitTrans. Para os motoristas que vêm de Icaraí em direção à Ponte Rio-Niterói, não haverá alterações no trajeto nesta primeira fase da obra.

Cronograma – A Niterói, Transporte e Trânsito (NitTrans) informou que já realizou prospecção para identificação de todas as redes de serviços públicos e que está mantendo contato com as concessionárias.
Segundo a Prefeitura, a Águas de Niterói e a Oi iniciam, na quarta, o remanejamento de suas galerias, de acordo com o traçado acordado com a NitTrans. O Executivo Municipal não tem previsão, ainda, a respeito do término das obras.

“O período de duração da primeira fase das obras só poderá ser determinado após o início dos trabalhos de remanejamento. Enquanto isso, a Prefeitura de Niterói fará ações preliminares para a segunda fase do projeto, quando serão efetuadas obras de terraplanagem e fundações do mergulhão”, informou, em nota.

O que modifica no trajeto

De Icaraí para a Ponte – Não há mudanças.

De Icaraí para o Centro – O motorista que sai de Icaraí em direção ao Centro deve pegar a Rua Euzébio de Queirós (à esquerda) e entrar na Rua Marquês de Olinda (à direita) e enfim chegar na Avenida Amaral Peixoto (à esquerda). Mas a sugestão é para que os motoristas utilizem o trajeto da orla, por Icaraí, Ingá e Gragoatá. O estacionamento está proibido nas ruas Euzébio de Queirós e Marquês de Olinda.
Da Ponte para Icaraí - Os motoristas que vierem da ponte devem entrar na Avenida Amaral Peixoto (à direita), virar na Rua Professor Manoel de Abreu (à esquerda) e pegar a Rua Doutor Celestino (à esquerda) para chegar à Avenida Marquês do Paraná. O estacionamento na Rua Doutor Celestino está proibido.

Hospital Antônio Pedro – Poderá ser feito pelas entradas do Bairro de Fátima, através da Rua Andrade Pinto. As ambulâncias, no entanto, poderão cruzar as pistas para acessar diretamente os hospitais situados no Bairro de Fátima, durante o socorro de pacientes. Caso o motorista venha do Centro e queira ir para o hospital deverá ir até Icaraí e voltar.

Projeto complexo
O Plano Lerner foi elaborado em 2009. Baseado no modelo de modernização do trânsito de Curitiba, o ex-prefeito da capital paranaense projetou para Niterói um sistema de transporte que funcionaria com linhas de ônibus atuando de forma semelhante a um metrô de superfície. Segundo o projeto, serão cinco terminais de ônibus na cidade – sendo dois principais: um no Largo da Batalha e outro no Terminal Rodoviário João Goulart, e três de integração no Caramujo, Charitas e na Região Oceânica.

Os estudos da equipe técnica de Jaime Lerner apontaram como principal problema da cidade a falta de opções para obras viárias. Por isso, o arquiteto propôs o alargamento da Avenida Marquês do Paraná e a criação de um mergulhão para diminuir o congestionamento na principal via de acesso à Ponte Rio-Niterói. A estimativa é que as novidades exigirão investimentos de R$ 205 milhões.

Nos planos desenvolvidos pela equipe Lerner, 94 ônibus de modelos articulados ou padrão, farão a ligação entre os terminais. O passageiro não precisará pagar uma nova passagem ao desembarcar em uma das estações para pegar outro ônibus. Com isso, o número de  veículos circulando cairia drasticamente na cidade. Atualmente, o sistema opera com 600 ônibus, transportando diariamente 235 mil passageiros.

Ainda estão previstos no projeto do arquiteto Jaime Lerner alternativas de transporte marítimo, na travessia da Baía de Guanabara, ligando o Rio a Niterói e São Gonçalo. Além de modificações em vias auxiliares.(O Fluminense)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fique de olho: acesso de veículos à Zona Norte via Cubango irá mudar

Novo esquema de trânsito altera acessos à Santa Rosa. Rua Vereador Duque Estrada passa a operar em mão dupla nos próximos dias. Outras vias também vão sofrer alterações

Começa a funcionar na próxima quinta-feira um novo esquema de trânsito, elaborado pela NitTrans para ordenar o acesso e saída de Santa Rosa, pela Rua Vereador Duque Estrada, que passa a operar em mão dupla. Novos sinais luminosos estão sendo instalados para orientar os motoristas.

Com o novo esquema, que proíbe o estacionamento em todo o lado esquerdo da Rua Vereador Duque Estrada, motoristas de Icaraí e Santa Rosa que se dirigem à Zona Norte pelo Cubango, poderão acessar a Rua Noronha Torrezão pelas ruas Doutor Sardinha e Vereador Duque Estrada.

E a Nittrans também lembra que será proibido dobrar à esquerda no cruzamento com a Rua Noronha Torrezão para chegar ao Largo do Marrão.(O Fluminense)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Engavetamento no Centro de Niterói deixa dois feridos

Três ônibus e uma van colidiram na Avenida Feliciano Sodré, esquina com Barão do Amazonas, complicando trânsito na região. Entre as vítimas estava idoso de 72 anos

Um acidente envolvendo três ônibus e uma van na Avenida Feliciano Sodré esquina com a Rua Barão do Amazonas, no Centro de Niterói, complicou o trânsito no sentido São Gonçalo e deixou um idoso e uma mulher feridos no início da tarde desta sexta-feira.

De acordo com os motoristas dos coletivos da viação Estrela, da linha 526A; e Mauá, das linhas 100 e 532, a van legalizada parou de repente na pista, provocando a colisão. Dois ônibus que vinham em seguida conseguiram freiar, mas o terceiro não teve tempo de parar e bateu na traseira do segundo ônibus, provocando o engavetamento. 

Carlos Alberto Salgueiro, de 72 anos, e Ana Lúcia Cardoso Donola, 49 anos, que estavam no coletivo da viação Estrela, tiveram ferimentos leves e foram socorridos no local pelo Corpo de Bombeiros.

Agentes da NitTrans (Niterói Transporte e Trânsito) foram acionados para orientar os motoristas e uma das faixas da via foi parcialmente interditada no local do acidente, tumultuando o trânsito na região.(O Fluminense)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Carro desgovernado vai parar em cima de túnel em Niterói

Um veículo desgovernado foi parar em cima de um barranco da galeria do Túnel Raul Veiga, no bairro São Francisco, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, na manhã desta segunda-feira.

O carro chegou a ficar pendurado nas árvores e ameaçou cair na pista, na altura da Avenida Roberto Silveira. Devido ao acidente, parte da avenida e uma faixa do túnel ficaram interditadas ao trânsito. Os motoristas enfrentaram congestionamento na Avenida Presidente Roosevelt.

A polícia acredita que o carro havia sido roubado, visto que o motorista fugiu do local após o acidente. Segundo informações da concessionária que administra a via, Niterói Transportes e Trânsito (Nittrans), ninguém ficou ferido.(SRZD)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Projeto de trânsito para Niterói entra em nova fase

 

Edital para a construção do mergulhão na Avenida Marquês do Paraná, no Centro, deve sair nos próximos dias. Outras intervenções estão previstas ainda para o primeiro semestre de 2011

A Prefeitura de Niterói deve lançar nos próximos dias o edital para a construção do mergulhão na Avenida Marquês do Paraná. Segundo fontes ligadas ao prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT), o projeto já está pronto faltando apenas a liberação da Secretaria de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte. A obra, juntamente com a construção do BRT (Bus Rapid Transit) ligando Centro-Charitas-Largo da Batalha, faz parte das intervenções do Projeto Lerner, anunciadas pelo prefeito na última terça-feira que devem começar ainda no primeiro semestre deste ano. O  Jornal Fluminense teve acesso com exclusividade aos projetos dos novos terminais.

“A implantação do mergulhão e do BRT vai mudar o sistema de trânsito na cidade. Lerner apontou que um dos principais problemas da cidade é o excesso de ônibus circulando no mesmo trajeto. Vamos diminuir drasticamente o fluxo de coletivos nas principais avenidas e ruas de Niterói”, afirma o presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, um dos responsáveis pela implementação do novo  plano de tráfego.


Baseado no modelo de modernização do trânsito de Curitiba, o ex-prefeito da capital paranaense projetou para Niterói um sistema de transporte sustentado no funcionamento de linhas de ônibus de forma semelhante a um metrô de superfície. Segundo o projeto, serão cinco terminais na cidade – sendo dois principais: um no Largo da Batalha e outro no Terminal Rodoviário João Goulart, e três de integração no Caramujo, Charitas e na Região Oceânica.

“O sistema é o mesmo implantado em Curitiba. Estamos avaliando somente se haverá uma modificação na arquitetura do layout dos terminais”, explica Marcolini.


O projeto elaborado pela equipe técnica de Jaime Lerner, em 2009, apontou como principal problema da cidade a falta de opções para obras viárias. Para isso, o arquiteto propôs o alargamento da Avenida Marquês do Paraná e a criação de um mergulhão para diminuir o congestionamento na principal via de acesso à Ponte Rio-Niterói. A estimativa é que as novidades exigirão investimentos de R$ 205 milhões. 


Terminais – Nos planos desenvolvidos pela equipe Lerner, 94 ônibus de modelos articulados ou padrão, farão a ligação entre os terminais. O passageiro não precisará pagar uma nova passagem ao desembarcar em uma das estações para pegar outro ônibus. Com isso, cerca de 300 veículos deixarão de circular na cidade. Outros trezentos coletivos farão a alimentação do corredor principal, procedentes dos bairros da cidade. Atualmente, o sistema opera com 600 ônibus, transportando diariamente 235 mil passageiros, capacidade que será ampliada com o novo modelo proposto. 

“Não vai ter ônibus morto, circulando vazio. Vamos otimizar o espaço da rua que é caro em uma cidade com quase 300 mil veículos circulando todos os dias”, conclui Marcolini.

Ainda estão previstas no projeto do arquiteto Jaime Lerner alternativas de transporte marítimo, na travessia da Baía de Guanabara, ligando o Rio a Niterói e São Gonçalo. Além de modificações em ruas auxiliares às principais vias da cidade.(O Fluminense)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Idosa morre ao ser atropelada por coletivo na Alameda São Boaventura

De acordo com testemunhas, a vítima tentou atravessar quando viu carros parados por conta do trânsito lento e não percebeu que ônibus seguia na outra faixa da pista

Uma idosa morreu, no início da tarde desta quinta-feira, após ser atingida por um ônibus em frente à estação N.S. das Mercês, no Corredor Viário da Alameda São Boaventura, no Fonseca, em Niterói. O acidente aconteceu na pista sentido Centro.

A vítima estava sem nenhum documento de identificação. De acordo com testemunhas, a idosa tentou atravessar a via quando viu os carros parados por conta do trânsito lento e não percebeu que o coletivo seguia na outra faixa da pista. O ônibus era da Viação Mauá, linha Amendoeira x Niterói. A mulher morreu no local.

Agentes da NitTrans foram acionados para orientar os motoristas e o trânsito ficou congestionado na região.(O Fluminense)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Verão em Niterói promete problemas de infraestrutura

Obras no caminho e estacionamentos irregulares podem comprometer a estação mais esperada do ano para os niteroienses.

O niteroiense que quiser aproveitar os dias ensolarados do verão que se aproxima nas praias da Região Oceânica vai ter que encarar o trajeto com muita paciência. Pelo caminho, independentemente da praia escolhida, o motorista encontra obras e afunilamentos. Na chegada, a falta de vagas e os transtornos causados pelo grande número de carros, o estacionamento irregular e a coação de flanelinhas não autorizados. E as operações de Controle Urbano nas praias só começam em janeiro.

Em finais de semana de sol, o trajeto da Praia de Icaraí até Itacoatiara, passando pela Estrada Francisco da Cruz Nunes, pode durar até duas horas. Em dias e horários de pouco fluxo, os quase 18 quilômetros são percorridos em até 20 minutos. Um dos principais inconvenientes que os motoristas terão de enfrentar nesse verão é a recém iniciada contenção na Estrada da Cachoeira, que consome uma pista da via. 

Mas, para muitos motoristas, o maior fator de desânimo é o estacionamento. A moradora do Engenho do Mato, Regina Calleya, de 57 anos, explica que, quando vai à praia, deixa a filha estacionar o carro e sai para buscar um lugar na areia para a família.

“Às vezes só tem vaga muito longe e é preciso montar todo um esquema para conseguir aproveitar um pouco de praia em Niterói”, reclama.

Segundo o secretário regional de Itacoatiara, José Cícero do Nascimento, no verão passado, a cada final de semana, cerca de quatro mil veículos transitaram pelo bairro, o que pela estimativa dele contabilizou aproximadamente 20 mil pessoas.

“Para este ano, vamos intensificar as parcerias com a associação de moradores (Soami) e a Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) para delimitar melhor os estacionamentos”, explica.

A moradora da Rua das Rosas, via paralela à avenida da praia, Therezinha de Fátima Toledo, de 37 anos, acredita que uma ação extrema deva ser tomada com os carros de fora do bairro.
“Tenho vontade até de me mudar no verão. Aqui fica um inferno e somos impedidos até de entrar em nossas garagens por carros que estacionam na porta”, indigna-se.

A situação no bairro de Camboinhas não é diferente. O médico e morador da região Luiz Cláudio Branco de Farias, de 45 anos, muda a rotina nos finais de semana.

“Quando eu tenho que estar no Rio às 7 horas da manhã de um sábado ou um domingo, saio de casa às 5. Quando vou receber visita, se forem pessoas com quem tenho intimidade, peço para chegarem à noite e dormirem em casa”, conta.

Ele ainda explica que, para percorrer os quase 10 quilômetros de sua casa até o comércio do trevo de Itaipu, ele gasta cerca de 20 minutos em dias normais – já em finais de semana, a ida ao mercado pode demorar mais de 40.  

O estacionamento também é problemático em Camboinhas. O advogado Lúcio Bittencourt, de 26 anos, afirma que as bandalhas são frequentes e pergunta pela fiscalização.

“Flanelinhas demarcam alguns terrenos vazios para servir de estacionamento. Sem controle e fiscalização das áreas ilegais, a concentração só aumenta”, declara. 

O secretário de Segurança e Controle Urbano Wolney Trindade, identificou na Região Oceânica as praias de Camboinhas e Itaipu como as localidades mais problemáticas. 

“A partir da próxima semana definiremos o esquema da Operação Verão, que deve entrar em vigor em janeiro”. 

Já com relação ao tráfego, a Subsecretaria de Trânsito anunciou que vai monitorar todas as pistas de acesso para a região e que irá considerar a sugestão de moradores para a realizar uma operação de reversão de faixas para garantir mais pistas para escoamento. Mas, explicou que o procedimento só acontecerá em casos de grande intensidade do fluxo.(O Fluminense)

domingo, 21 de novembro de 2010

NitTrans inicia pesquisa sobre uso de bicicletas

A Niterói, Transporte e Trânsito (Nittrans) iniciou esta semana pesquisa através da internet, para conhecer de forma detalhada, o comportamento e a opinião da população a respeito do uso da bicicleta como veículo de transporte em Niterói. Inicialmente, o questionário com identificação do perfil sócio-cultural e perguntas com alternativas de resposta em múltipla escolha, além de comentários e opiniões dos pesquisados, será disponibilizado para consulta no site  http://www.nittrans.niteroi.rj.gov.br

A pesquisa organizada pela Diretoria de Planejamento, Transporte e Trânsito da Nittrans terá seus dados utilizados em estudos de implantação de malha de ciclovias e ciclofaixas na cidade. Os projetos de transporte e trânsito da Prefeitura de Niterói visam distribuir, de forma compartilhada, os espaços urbanos, com a criação de modais de circulação viária que contemplam de modo equilibrado as alternativas de transporte escolhidas por pedestres e usuários de ônibus, carros, motocicletas e bicicletas.

A integração entre as diferentes formas de transporte possibilitará a construção de um modelo urbano diversificado e sustentável, com alternativas de deslocamento viáveis e seguras, para todos os segmentos da população.(PN)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Novo choque de ordem em Niterói agora intima oficinas mecânicas

Estabelecimentos foram vistoriados em bairros como Fonseca, Centro e Baldeador. Estacionamento irregular também foi alvo dos fiscais da Secretaria de Controle Urbano

Estacionamento irregular e oficinas mecânicas sem alvará foram alvo de uma Operação Choque de Ordem em Niterói nesta quarta-feira. A equipe da Secretaria de Controle Urbano comandada pelo secretário Gilberto de Almeida esteve nos bairros do Fonseca, Centro e Baldeador e, juntamente com a Fiscalização de Posturas e agentes da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), intimou várias oficinas mecânicas e multou, ao todo, 48 motoristas pela cidade.

Atendendo a denúncias, o choque de ordem esteve na Rua Sá Barreto, no Fonseca, e intimou todas as oficinas mecânicas do local. Os responsáveis pelos estabelecimentos deverão comparecer na Fiscalização de Posturas (Rua São João, nº 214, Centro) e apresentar seus alvarás de funcionamento. No local, os agentes da NitTrans multaram 11 carros que estavam estacionados irregularmente e sendo consertados na calçada.

Logo depois, Gilberto Almeida seguiu com sua equipe para o quilômetro 2,5 da Rodovia Amaral Peixoto, com o objetivo de apurar denúncia sobre um borracheiro, sem licença da Prefeitura, que fazia uso do espaço público prejudicando a entrada de um condomínio nas proximidades. Na Alameda São Boaventura, no Fonseca, a equipe retirou uma barraca de frutas e legumes que ocupava toda uma calçada e acabava forçando os pedestres a passarem pelo meio da rua.

Em outros bairros, motoristas estacionados em local proibido foram multados pela equipe que realizou a operação.(Fluminense)

Promoção de supermercado no Centro deixa trânsito caótico em Niterói


Congestionamento teria começado devido ao grande número de carros ao redor do estabelecimento localizado no Centro. Engarrafamento chegou até o Piscinão de SG

Os motoristas viveram um dia de caos no trânsito durante todo o dia de ontem. O engarrafamento, provocado por uma demanda inesperada de clientes em um supermercado que fica na esquina de duas importantes vias de acesso em Niterói, chegou ao Piscinão de São Gonçalo, no bairro Boavista, e também parou a Ponte Rio-Niterói.

No final da tarde, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) chegou a montar um esquema especial com reforço no policiamento para evitar arrastões devido ao trânsito intenso. 

“O trânsito hoje (ontem) ficou insuportável. Para evitar arrastões, deslocamos duas equipes para a Niterói-Manilha. O engarrafamento durou o dia todo”, revelou o inspetor da PRF, Fábio Caldeira, afirmando que já pediu reforço para hoje também.

Além dos problemas normais do trânsito da cidade, como acidentes e blitzes, uma promoção de aniversário do Guanabara atraiu um número de clientes acima do usual e, por conta da falta de espaço no estacionamento, carros paravam em fila do lado de fora do supermercado, causando um nó na Avenida Jansen de Melo e na Rua Marechal Deodoro, que se refletiu tanto no trânsito para quem chegava à cidade, quanto para quem saía e nas ruas do Centro. 

A professora Tereza Cristina Aceti, de 57 anos, contou que chegou a entrar no mercado, mas desistiu de fazer compras devido ao tumulto.

“O trânsito está uma loucura! De Santa Rosa até o Centro levei quase duas horas. O trânsito de Niterói não é bom, mas hoje (ontem) está muito pior”, declarou.

O motorista Bruno Araújo, de 31 anos, revelou que demorou duas horas e meia para ir da Alameda São Boaventura à Rua Marechal Deodoro.

“Hoje (ontem) está sendo um dia insuportável. O que já era caótico ficou ainda pior devido ao estacionamento do supermercado”, queixou-se.

Nas redes sociais da internet, choveram mensagens sobre o caos no trânsito. O supermercado não comentou o caso.

Falta de estudo de impacto viário gera discussão política
O líder do PDT na Câmara de Niterói, vereador Luiz Carlos Gallo, apontou o secretário de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte, José Roberto Mocarzel, como principal culpado pelos engarrafamentos ocasionados pelo supermercado. Em sessão plenária realizada ontem na Câmara dos Vereadores, Gallo afirmou que Mocarzel influenciou diretamente a liberação do alvará de funcionamento apesar de a Prefeitura, a pedido dos vereadores, ter suspendido o licenciamento até a realização de um estudo de impacto viário na região. Em seguida, o vereador João Gustavo (PMDB) afirmou que a entrada no estacionamento  do supermercado chegou a ser fechado a pedido do presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, e, em seguida, foi reaberto por ordem de Mocarzel. 

“No ano passado, nós vereadores tínhamos a preocupação de que esse caos poderia acontecer, como agora aconteceu.

Fomos à Prefeitura e nos reunimos com representantes do município, que afirmaram que suspenderiam a liberação do alvará até que fossem realizados mais estudos. Porém, três dias depois, o alvará foi concedido. Na véspera, Mocarzel jantou com o dono do supermercado”, disse o vereador Gallo. 

No meio da discussão, o peemedebista João Gustavo pediu a palavra e questionou quem era o culpado da situação. Ele informou que, contrariando uma decisão do Marcolini que havia mandado fechar o supermercado no início da tarde, Mocarzel teria mandado reabrir os acessos ao supermercado uma hora depois.

“Esse problema só aconteceu porque as tão anunciadas obras do projeto Lerner não saíram do papel. Hoje, Marcolini chegou a fechar o supermercado e uma hora depois o Mocarzel mandou reabrir. No Rio, em nenhuma unidade isso aconteceu”, afirmou.

Sérgio Marcolini confirmou que fechou por duas vezes os acessos ao supermercado para melhorar o fluxo no local. Porém, o presidente da NitTrans não disse se houve, de fato, ordem para reabrir.
A assessoria do supermercado Guanabara não comentou sobre o suposto encontro entre Mocarzel e representantes do grupo na época do pedido de alvará. Segundo ela, a direção da empresa estava reunida em São Paulo incomunicável. Até o fechamento desta edição, José Roberto Mocarzel também não se manifestou.

A NitTrans informou que o estudo de impacto viário foi feito e aprovado no governo anterior, “no entanto, nenhum estudo de impacto viário prevê eventos excepcionais como o que ocorreu hoje (ontem) e portanto, o supermercado deveria ter consultado a NitTrans antes de realizar a promoção”.(O Fluminense)


sábado, 9 de outubro de 2010

Ministério Público quer anular multas emitidas com atraso em Niterói

Notificações de infrações na cidade estariam levando um ano para chegar a motoristas. Código de Trânsito Brasileiro estipula prazo de até 30 dias para emissão da punição

Multas de trânsito antigas poderão ser canceladas. O Ministério Público Estadual abriu inquérito civil para investigar se a Prefeitura de Niterói e o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ) estão descumprindo o prazo legal para notificação de infrações. Segundo denúncias, as multas na cidade estariam levando um ano para chegar aos proprietários dos veículos. Mas, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o prazo para o envio é de 30 dias após a infração cometida. 

O promotor Luciano Mattos, da Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania de Niterói, notificou o Município para que dê explicações, em até dez dias, sobre o atraso. 

“Estamos recebendo muitas denúncias, algumas feitas pessoalmente no MP, de motoristas reclamando de atraso no recebimento de multas, de 90 dias, outros, de seis meses e até mais de um ano. Se ficar constatado que isso foi um fato coletivo e não de casos isolados, pediremos a anulação de todas as multas entregues fora do prazo”, explica o promotor, que quer saber quantas multas estão nesta situação. 

Um dos problemas com o atraso na notificação é que, na prática, inviabilizaria o direito de defesa do condutor. E, segundo as denúncias encaminhas ao MP, os órgãos responsáveis pela emissão das multas não estariam aceitando os recursos dos que afirmam ter recebido a notificação em desacordo com o prazo. A alegação seria de que as multas teriam sido expedidas dentro do tempo legal e somente enviadas aos motoristas fora do prazo.

A Niterói Trânsito e Transportes (NitTrans) informou que o órgão e o Detran estão analisando o que pode estar ocasionando o atraso na emissão das multas para tomarem as devidas providências. São registradas mais de 600 infrações por dia, segundo a NitTrans. 

Após a autuação, o motorista tem um prazo de 15 dias para entrar com o pedido de defesa prévia junto à Comissão de Avaliação e Defesa da Autuação (Cada). Esse procedimento serve, principalmente, para o dono do carro indicar, quando for o caso, que não era o condutor do veículo no momento da infração. 

O corretor de seguros Jorge da Silva, de 54 anos, ao tentar vender seu carro, há cerca de dois anos, descobriu que havia cinco multas em seu nome e o valor total passava de R$ 1,5 mil. Ele afirma que nenhuma das notificações chegou às suas mãos.

“E vejo a mesma situação acontecer todos os dias com meus clientes. Não informar sobre uma multa dificulta e até impossibilita o recurso. Isso é má-fé das autoridades”.(O Fluminense)

sábado, 11 de setembro de 2010

Fiscalização do Detro sai e as vans voltam a circular no Centro de Niterói



Topiqueiros reclamam que o único ponto legalizado não tem abrigo, nem infraestrutura para passageiros. Multa para motoristas que circulam fora do itinerário é de R$700


As vans que fazem a ligação de Niterói com municípios vizinhos continuaram, nesta quinta-feira, a sair do itinerário e levarem os passageiros, pela Avenida Visconde do Rio Branco, até a altura da esquina com a Rua Quinze de Novembro, apesar da fiscalização. Na quarta-feira, fiscais do Detro apreenderam quatro vans que também saíram do itinerário. Os motoristas alegam que o ponto regulamentado fica “longe de tudo” e não tem infraestrutura básica.

Entre um hipermercado e uma grande área de estacionamento próximo ao Terminal João Goulart, os pontos de vans intermunicipais, na Rua Um, no Centro de Niterói, não tem abrigo ou infraestrutura para receber os passageiros, que além de enfrentarem filas sob sol e chuva, precisam andar até atingirem a área comercial do bairro, destino da maioria dos passageiros.

“Eu sei que o ponto das vans é lá perto do Carrefour, mas como os motoristas sempre vêm até o Plaza, aproveito para desembarcar aqui. Caso contrário, teria que andar de lá até o Rink, uma distância muito grande. À noite ainda é pior porque a área onde fica o ponto final é escura e deserta demais”, diz a usuária do transporte alternativo Vanessa Lopes, de 33 anos.

Moradora do bairro Vista Alegre, em São Gonçalo, Vanessa dá preferência às vans justamente porque elas as deixam no local onde está interessada em ir. O motorista Enéas Batista Coração, de 44 anos, respeita a legislação, mas perde passageiros com isso.

“Quando fazem sinal já perguntam logo se vou até o shopping. Perco o passageiro quando digo que o ponto final é aqui. Este local é longe de tudo. É ruim para nós, que pegamos menos passageiros e é ruim para as pessoas, que precisam andar mais para resolver seus problemas. Além de tudo, faltam abrigos e banheiros”.

A Prefeitura informou que tem uma parceria com o Detro para coibir e fiscalizar os pontos clandestinos de vans e afirma que o único ponto de van intermunicipal legalizado no Centro é o que fica em frente ao Carrefour. Quanto às melhorias nos pontos, disse que a NitTrans não tem projetos para melhorar o local e informa que vai intensificar a fiscalização.

O Detro esteve nesta quinta-feira no local e, mesmo com vários motoristas fugindo do trajeto, nenhum deles foi multado ou teve o veículo apreendido. Caso o motorista seja flagrado fora do itinerário, ele pode ser multado em R$700 e a reincidência dobra o valor da multa.(Fluminense)

sábado, 4 de setembro de 2010

Mudanças no trânsito de São Francisco causam polêmica


Moradores do bairro afirmam que falta infraestrutura para a realização das obras. MP pede justificativa e licença ambiental do projeto que altera o tráfego de veículos na região

Antes mesmo de saírem do papel, as intervenções no trânsito do bairro de São Francisco já estão causando polêmica. Moradores da Rua Fernando Couto acusam a Prefeitura de ignorar a falta de estrutura da via para receber todo o fluxo de veículos da Região Oceânica. O Ministério Público (MP) já teria pedido a justificativa para o projeto, bem como as licenças para sua execução. No entanto, a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa) não teria enviado toda a documentação necessária.

Com a mudança viária da Avenida Rui Barbosa, que passará a ser mão única em direção ao Largo da Batalha, todo o fluxo deverá ser desviado para a Rua Fernando Couto, trechos do Canal da Grota já estão sendo cobertos para a criação de pontes. Mas quem vive no local alega que a área é pantanosa e terá problemas para comportar tantos veículos. Um estudo encomendado pelos próprios moradores sobre as condições do solo na região confirmou que a pavimentação da Rua Fernando Couto precisa ser reforçada antes de qualquer intervenção no trânsito. De acordo com o laudo emitido, “o reforço ou reconstrução da pavimentação neste trecho será necessário pois, nas condições atuais, o colapso da pavimentação acontecerá em curto prazo”.

Moradores como o aposentado César Sutter, de 50 anos, se dizem preocupados com a possível mudança.
“Essa alteração do trânsito vai mexer com a qualidade de vida de quem vive aqui e a Prefeitura, simplesmente, não nos ouve. Temos medo que alguma coisa aconteça e nossas casas sejam danificadas”, diz.
Outro morador, o arquiteto Luis Carlos Pinto da Rocha, relatou que o projeto de mudança viária na região é de 2004. Na época, a Prefeitura recebeu representantes dos moradores, mas teria se mostrado irredutível.

No dia 12 de agosto, a Promotoria de Justiça Coletiva e Defesa da Cidadania de Niterói encaminhou à Emusa um ofício em que solicitava esclarecimentos sobre as intervenções. De acordo com o promotor Luciano Mattos, nesta quarta-feira chegou à promotoria uma documentação, encaminhada pela Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), com detalhamento das intervenções em São Francisco. Agora, o MP pretende analisar os dados, que serão colocados à disposição da população.

A Prefeitura diz que a NitTrans efetuou um estudo de impacto de vizinhança em 2004, cuja cópia foi entregue ao MP. Sobre a consulta aos cidadãos, o Executivo afirma que realizou uma audiência pública, no início deste ano, com a presença de moradores e do MP, na Câmara de Vereadores.(Fluminense)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Projeto para melhorar o trânsito busca parcerias


Plano Jaime Lerner foi apresentado no ano passado como a grande solução para livrar a cidade dos constantes engarrafamentos. Meses depois, nenhuma intervenção ainda foi realizada

Passados nove meses da apresentação do Plano Municipal de Transporte e Trânsito, elaborado pelo escritório do arquiteto paranaense Jaime Lerner, a Prefeitura parece ter começado a correr atrás da viabilização do projeto. O presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, esteve nesta terça-feira em Brasília em busca de parcerias para a execução das intervenções, que tinham prazo de dois anos para serem concluídas. No entanto, o atraso na execução do projeto revolta motoristas da cidade, que reclamam do tráfego.

Conhecido como Projeto Jaime Lerner, o plano foi apresentado em outubro de 2009, como a grande solução para desafogar o trânsito na cidade. Baseado no sistema de Bus Rapid Transit (BRT) – de operações de ônibus semelhantes às de um metrô de superfície –, o projeto prevê a construção de quatro terminais de ônibus interligados e dois mergulhões, além de um viaduto de pequeno porte na Rua Washington Luiz, junto à Avenida Jansen de Mello. Outras intervenções menores em pontos distintos também seriam feitas.

O orçamento inicial do projeto era de R$ 205 milhões, sendo R$ 85 milhões investidos pelo Poder Público e o restante pela iniciativa privada - graças à Lei das Parcerias Público-Privadas (PPPs). Uma audiência pública para apresentação do projeto já foi realizada em março deste ano.

No entanto, do prazo de dois anos dado para a implantação do projeto, já se passaram nove meses sem que nenhuma intervenção tenha sido realizada. O presidente da NitTrans confirma que o plano ainda não foi iniciado, mas afirma que está tentando viabilizá-lo.

“Estou em Brasília justamente buscando parcerias para a implantação do projeto”, disse, nesta terça-feira, por telefone, Sérgio Marcolini.

Enquanto a Prefeitura não inicia a execução do projeto, motoristas reclamam das condições de tráfego na cidade. Quem passa pelas principais vias acredita que a situação só tem piorado e as intervenções estão se tornando cada vez mais urgentes.

“Hoje (terça), um acidente em Alcântara trouxe um reflexo enorme a Niterói e sempre é assim. Alguma coisa precisa ser feita porque a cidade não pode ficar nessa situação”, afirma o professor Edney Castelo Branco, de 36 anos.

A enfermeira Raquel Araújo, de 26 anos, diz que a cidade está em situação caótica.

“O trânsito está sempre muito congestionado e precisa de intervenções urgentes”.

“Alguma coisa precisa ser feita, porque o trânsito só tem piorado”, acredita o comerciante Júnior Ramoa, 22 anos.(O Fluminense)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Acidentes e defeito em semáforo complicam trânsito em Niterói 0

Motociclista caiu na Avenida Professor João Brasil, na Engenhoca, e caminhão enguiçou na Avenida do Contorno. Pane em sinal na Praia de Icaraí também atrapalhou motoristas

Um motociclista tombou na Avenida Professor João Brasil, na Engenhoca, em Niterói, na altura do número 1429, na manhã desta segunda-feira, e teve ferimentos leves.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi socorrida no local e liberada. O acidente causou complicações no trânsito nos dois sentidos da via.

Ainda no início da manhã desta segunda, um caminhão enguiçado na Avenida do Contorno, no Barreto, nas proximidades do estaleiro Ultratec provocou congestionamentos na pista sentido Niterói. O trânsito ficou apenas em uma faixa durante cerca de uma hora e a via foi liberada por volta das 8h da manhã.

Na Praia de Icaraí, um semáforo com defeito na altura da Otávio Carneiro complicou a circulação de veículos. Agentes da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) foram acionados para orientar os motoristas.(Fluminense)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Motoristas desrespeitam mudanças de trânsito na Rua 22 de novembro

Bandalheira para retornar à Rua Noronha Torrezão foi flagrada diversas vezes durante o dia e carros quase colidiram. Proibição desagradou quem costumava trafegar pela via

Um dia após a mudança viária na Rua 22 de Novembro, na altura do Cubango, em Niterói, onde motoristas ficaram proibidos de entrar à esquerda na pista sentido Fonseca-Ititioca da Rua Noronha Torrezão, vários motoristas foram flagrados, na manhã de ontem, descumprindo a medida. Além de continuarem entrando pela via em sentido contrário, motoristas também estariam usando um posto de gasolina próximo às vias como retorno para ter acesso à Rua Noronha Torrezão.

Segundo motoristas, em apenas 10 minutos, aproximadamente cinco carros de passeio quase se envolveram em colisões. Além disso, ainda de acordo com os condutores, o agente de trânsito chegou ao cruzamento somente por volta das 12 horas, permanecendo no local somente por uma hora, e mesmo com sua presença motoristas continuavam usando o posto como retorno.

Com o objetivo de melhorar a fluidez no trânsito, as modificações viárias no cruzamento também não agradaram aos motoristas.

Segundo um funcionário do posto, quando existe a presença do agente de trânsito no cruzamento os motoristas utilizam o local para entrar na pista sentido Fonseca.

A Niterói, Trânsito e Transporte (NitTrans) informou que a fiscalização de trânsito manteve um profissional orientando o tráfego das 6 às l0 horas. Mais tarde, outro agente teria se deslocado também para o cruzamento, onde foram constatadas infrações e, em consequência, efetuados autos de infração. Ainda, segundo o órgão, será mantido o monitoramento no local.

(Evelen Gouvêa - O Fluminense)

terça-feira, 30 de março de 2010

Morte de doméstica atropelada na Alameda revolta moradores

Após o sepultamento da vítima, houve protesto na via expressa. Presidente de associação de moradores diz que este teria sido o quinto acidente no local em apenas uma semana

Duas manifestações tumultuaram o trânsito da Alameda São Boaventura, no final da tarde de ontem e noite de domingo. Os protestos foram por conta da morte da empregada doméstica Silvia Regina Paulino Monteiro, de 45 anos, atropelada por um ônibus da Viação Fagundes, linha 484 (Alcântara-Niterói), no final da noite de domingo, na faixa exclusiva, sentido Centro. A vítima chegou a ser encaminhada ao Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, onde morreu em decorrência dos graves ferimentos. 

Logo após o acidente, o tumulto começou. Cerca de 20 policiais do 12º BPM precisaram intervir, quando moradores da região tentaram atear fogo ao coletivo, interrompendo a pista sentido Centro com paus e pedras. Testemunhas disseram que o sinal estaria aberto para os pedestres, e o motorista teria passado em alta velocidade. Já o motorista teria dito à polícia que o sinal estaria aberto para o coletivo quando Silvia cruzou a pista.

Ontem, após o sepultamento da doméstica, que levou mais de 200 pessoas ao Cemitério do Maruí, no Barreto, houve nova manifestação. Cerca de 50 moradores da Vila Ipiranga, onde a doméstica trabalhava, voltou a invadir a Alameda. 

O protesto interditou a via, na altura do número 617, por cerca de 30 minutos. Aos gritos de “Justiça” e “Corredor da Morte”, policiais do 12º BPM voltaram a intervir para dispersar os manifestantes.

Insegurança – O presidente da Associação dos Moradores da Vila Ipiranga, Celso Santos, disse que este teria sido o quinto atropelamento em apenas uma semana de funcionamento do Corredor Viário. Para ele, a reeducação dos pedestres deveria ser considerada tão importante quanto a conscientização dos motoristas. Os moradores pedem ajustes nos sinais, com exibição de cronômetros e instalação de grades ao redor das baias.

“A instalação das grades obrigará as pessoas a caminhar até a faixa para atravessar”, argumentou.

A NitTrans informou que o tempo semafórico está de acordo com as contagens para  travessia segura, mas prometeu intensificar o trabalho no Corredor com distribuição de panfletos e colocação de cartazes, destacando as condutas para evitar riscos.

A Viação Fagundes não se manifestou sobre o acidente até o fechamento desta edição.

(O Fluminense )

sábado, 27 de março de 2010

Plano de trânsito promete gerar polêmica na Zona Sul de Niterói

Ideia do projeto Jaime Lerner de retirar os pontos de ônibus da Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, é criticada por representantes de entidades comerciais do bairro

Antes mesmo de sair do papel, o Plano Municipal de Transporte e Trânsito, elaborado pelo arquiteto Jaime Lerner, já está gerando polêmica. É que entre as medidas estudadas está a possibilidade de retirar os pontos de ônibus da Rua Gavião Peixoto, em Icaraí, na Zona Sul da cidade. O anúncio foi feito pelo presidente da Niterói Trânsito e Transportes (NitTrans), Sérgio Marcolini, durante audiência pública, realizada na noite de quinta-feira, na Câmara de Vereadores de Niterói.

O novo plano de trânsito é baseado na implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT), que prevê a criação de corredores expressos para ônibus articulados em vias consideradas estratégicas na cidade. Em Icaraí, as avenidas Jornalista Alberto Francisco Torres (Praia de Icaraí) e a Roberto Silveira farão parte do eixo de integração entre os coletivos.

Como a frota de ônibus deve ser racionalizada, os veículos que passarem pelo bairro devem passar a trafegar apenas nessas duas ruas. A medida teria como objetivo desafogar a Rua Gavião Peixoto, possibilidade que vem causando preocupação em representantes de entidades comerciais.

Segundo o presidente do Sindicato dos Lojistas de Niterói (Sindilojas), José Luiz Pascoal, os estudos para implantação do projeto de Jaime Lerner ainda estão em fase preliminar e não é possível avaliar as consequências dessa possível mudança. O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Fabiano Gonçalves, informou que a retirada de pontos de ônibus da Gavião Peixoto deve mesmo gerar queda no movimento. Mas, para ele, outras medidas devem ser tomadas pela Prefeitura para minimizar os transtornos aos comerciantes da região.
(Fluminense - Thiago Lontra)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Secretaria promove ação social na Região Oceânica em Niterói

Projeto ‘Niterói Acessível’ atende centenas de pessoas no Corpo de Bombeiros de Itaipu para diversos serviços. A próxima edição acontece no Largo da Batalha no dia 28 de abril

A Secretaria Municipal de Acessibilidade e Cidadania promoveu ontem a quinta edição do projeto “Niterói Acessível”. A iniciativa reuniu centenas de pessoas no Batalhão do Corpo de Bombeiros de Itaipu. A população teve acesso a informações sobre a gratuidade no transporte para deficientes físicos e idosos, orientação jurídica, identificação civil, explicações sobre o projeto “Ponto a ponto”, etc., além de atrações de dança e música.


A secretária da pasta, Tânia Rodrigues, contou que o projeto começou com a intenção de divulgar o trabalho da Secretaria, que ainda era pouco conhecido pela população.


“A cada edição estamos com mais parcerias. Esse projeto faz com que as associações, assim como as secretarias, mostrem os seus trabalhos, e a população identifique as modificações da cidade na questão da acessibilidade”, avaliou a secretária, anunciando que a próxima edição do evento acontece no dia 28 de abril, no Largo da Batalha.


Parcerias - O evento teve a participação da Caixa Econômica Federal, Secretaria Municipal de Assistência Social, Coordenação dos Direitos das Mulheres (Codim), Fundação Leão XIII, Associação Niteroiense do Deficiente Físico (Andef), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Niterói Trânsito e Transporte (NitTrans), que distribuiu cartilhas sobre o novo esquema de trânsito do Corredor Metropolitano e fez atividades com crianças sobre educação no trânsito. Universidades, Ampla e O FLUMINENSE também participaram da iniciativa.


Para o deputado estadual Comte Bittencourt (PPS), as desvantagens já haviam sido denunciadas pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio  (Alerj), da qual é presidente.
“Este indicativo só confirma o que a Comissão já vinha apontando, ou seja, que estes contratos são extremamente desvantajosos para o Estado. O preço de compra é quase o mesmo caso tivesse sido comprado, sendo que, no segundo caso, o produto seria permanente. Estão sendo gastos cerca de R$ 40 milhões por ano com estas locações e quase nenhum está em funcionamento”, avaliou o deputado.


A Secretaria Estadual de Educação informou que o atraso no cronograma do programa Climatizar aconteceu em função das diferentes condições das unidades escolares e a necessidade de várias obras.Ainda segundo a Secretaria, a opção por alugar os aparelhos e não comprar segue uma prática cada vez mais adotada pela iniciativa privada para reduzir custos.

O Fluminense