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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Projeto de trânsito para Niterói entra em nova fase

 

Edital para a construção do mergulhão na Avenida Marquês do Paraná, no Centro, deve sair nos próximos dias. Outras intervenções estão previstas ainda para o primeiro semestre de 2011

A Prefeitura de Niterói deve lançar nos próximos dias o edital para a construção do mergulhão na Avenida Marquês do Paraná. Segundo fontes ligadas ao prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT), o projeto já está pronto faltando apenas a liberação da Secretaria de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte. A obra, juntamente com a construção do BRT (Bus Rapid Transit) ligando Centro-Charitas-Largo da Batalha, faz parte das intervenções do Projeto Lerner, anunciadas pelo prefeito na última terça-feira que devem começar ainda no primeiro semestre deste ano. O  Jornal Fluminense teve acesso com exclusividade aos projetos dos novos terminais.

“A implantação do mergulhão e do BRT vai mudar o sistema de trânsito na cidade. Lerner apontou que um dos principais problemas da cidade é o excesso de ônibus circulando no mesmo trajeto. Vamos diminuir drasticamente o fluxo de coletivos nas principais avenidas e ruas de Niterói”, afirma o presidente da Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans), Sérgio Marcolini, um dos responsáveis pela implementação do novo  plano de tráfego.


Baseado no modelo de modernização do trânsito de Curitiba, o ex-prefeito da capital paranaense projetou para Niterói um sistema de transporte sustentado no funcionamento de linhas de ônibus de forma semelhante a um metrô de superfície. Segundo o projeto, serão cinco terminais na cidade – sendo dois principais: um no Largo da Batalha e outro no Terminal Rodoviário João Goulart, e três de integração no Caramujo, Charitas e na Região Oceânica.

“O sistema é o mesmo implantado em Curitiba. Estamos avaliando somente se haverá uma modificação na arquitetura do layout dos terminais”, explica Marcolini.


O projeto elaborado pela equipe técnica de Jaime Lerner, em 2009, apontou como principal problema da cidade a falta de opções para obras viárias. Para isso, o arquiteto propôs o alargamento da Avenida Marquês do Paraná e a criação de um mergulhão para diminuir o congestionamento na principal via de acesso à Ponte Rio-Niterói. A estimativa é que as novidades exigirão investimentos de R$ 205 milhões. 


Terminais – Nos planos desenvolvidos pela equipe Lerner, 94 ônibus de modelos articulados ou padrão, farão a ligação entre os terminais. O passageiro não precisará pagar uma nova passagem ao desembarcar em uma das estações para pegar outro ônibus. Com isso, cerca de 300 veículos deixarão de circular na cidade. Outros trezentos coletivos farão a alimentação do corredor principal, procedentes dos bairros da cidade. Atualmente, o sistema opera com 600 ônibus, transportando diariamente 235 mil passageiros, capacidade que será ampliada com o novo modelo proposto. 

“Não vai ter ônibus morto, circulando vazio. Vamos otimizar o espaço da rua que é caro em uma cidade com quase 300 mil veículos circulando todos os dias”, conclui Marcolini.

Ainda estão previstas no projeto do arquiteto Jaime Lerner alternativas de transporte marítimo, na travessia da Baía de Guanabara, ligando o Rio a Niterói e São Gonçalo. Além de modificações em ruas auxiliares às principais vias da cidade.(O Fluminense)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Prefeito de Niterói diz que fará "três anos em apenas um"


Jorge Roberto Silveira tem planos ambiciosos para 2011. Entre os projetos está novo terminal de ônibus no Centro e possível nova ligação entre a cidade e o Rio de Janeiro

Logo após a solenidade de inauguração do prédio da Fundação Oscar Niemeyer, no Centro de Niterói, o prefeito Jorge Roberto Silveira, se reuniu com a imprensa. Ele dispensou formalidades e concedeu uma entrevista coletiva em tom de bate-papo. Por cerca de 40 minutos, falou sobre o difícil ano de 2010 e antecipou o planejamento para os próximos dois anos de mandato. 

Jorge Roberto anunciou planos ambiciosos para a cidade nos próximos anos, planos para o Caminho Niemeyer e a possibilidade de criação de uma nova ligação entre o Rio e Niterói, como foi antecipado na edição desta quarta-feira pela Coluna Informe. Durante a coletiva, ele também deixou de lado o otimismo e não poupou críticas à atual situação da Saúde na cidade. Em momento de autocrítica, admitiu não ter administrado bem a crise e revelou ter vivido um dos piores momentos de sua história política.

Parafraseando o ex-presidente Juscelino Kubitschek, Jorge Roberto Silveira reiterou a intenção de realizar “três anos de governo em um”. Entre os projetos, um dos mais ousados é a construção de um novo terminal rodoviário para compor o Caminho Niemeyer e a consequente demolição do Terminal João Goulart. Os motivos seriam o esgotamento do atual espaço e a incompatibilidade arquitetônica entre o prédio e as obras de Niemeyer. O projeto teria orçamento previsto em R$ 80 milhões e seria completamente custeado pela empresa interessada na operação do empreendimento. 

“O prédio será construído próximo à estação hidroviária que está sendo projetada para substituir a Estação Arariboia das barcas e que deve ser construída pela concessionária Barcas S/A. A estação da Linha 3 do metrô também compõe o plano”, disse. 

Jorge Roberto lembrou, ainda, os demais empreendimentos que estão sendo previstos para o complexo arquitetônico, como o Centro de Convenções, que terá investimento do Estado, e a construção da Torre Panorâmica, que será erguida com recursos do Estado e da União. 

Sobre o Centro BR de Cinema, o prefeito informou que as obras da Prefeitura devem durar até março e o projeto ainda deve consumir cerca de R$ 2 milhões. Após esse período, será aberto o processo de licitação para definir a empresa que vai explorar comercialmente as salas de cinema. A contrapartida da vencedora será a equipar os espaços com recursos próprios. A finalização e início das operações devem acontecer entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012.

Rio-Niterói – Perguntado sobre a possibilidade de se criar uma nova ligação entre o Rio e Niterói, o prefeito se esquivou de dar mais detalhes, alegando não ter informações precisas. Mas ele já teria sido convidado pelo governador Sérgio Cabral a participar de uma reunião para tratar desse assunto. O encontro contará com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes. 

Saúde – De acordo com o prefeito, o principal projeto para a área da Saúde em Niterói é a devolução dos dois hospitais que hoje são administrados pelo município: o Hospital Orêncio de Freitas (HOF) e o Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho. A ideia é de que eles voltem a ser geridos pelos governos Federal e Estadual, respectivamente. Ambos custariam aos cofres públicos cerca de R$ 28 milhões anuais, um valor que a Prefeitura não teria como arcar.

Após a municipalização das unidades, ocorrida no início da década de 90, os funcionários continuaram a ser remunerados pelos antigos gestores. No entanto, em alguns anos, aposentadorias foram forçando o município a repor o quadro de funcionários por conta própria, o que onerou os cofres da cidade.

“Raríssimas prefeituras administram um hospital. Nós administramos dois. Essas unidades estão atendendo mal, assim como os postos de saúde. Nem o Programa Médico de Família funciona como antes. Queremos devolver os dois hospitais e focar nos postos. A população tem toda a razão de reclamar e acho que ainda reclama pouco”, enfatizou.

Chuvas – A questão da tragédia das chuvas também foi abordada pelo prefeito, que relembrou o momento de fragilidade pelo qual passou a cidade em 2010. Jorge Roberto, no entanto, aproveitou a oportunidade para reiterar a necessidade de recuperar a autoestima da população. Ele citou a criação da Geo-Nit e a emancipação da Defesa Civil de Niterói como as consequências das chuvas e assegurou que os órgãos vão fortalecer o executivo na prevenção a desastres como os de abril. 

“Foi muito triste para mim. Duas chuvas me marcaram profundamente: a que causou a morte do meu pai e a de abril. Acho que não administrei bem a crise e me senti acuado, sem oportunidade de me explicar. Em toda a minha vida política, nunca vivi momentos tão duros. Mas acho que Niterói precisa virar a página e dar a volta por cima. É o que a população quer”, concluiu.(O Fluminense)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Coleta terceirizada custa bem mais para o município


Prefeitura de Niterói gasta 7 vezes mais em contrato com empresas para fazer o recolhimento do lixo do que operando com caminhões próprios. Orçamento da Clin será de R$ 111 milhões em 2011

O prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) anunciou, na semana passada, que vai mudar o modelo de gestão da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) porque os custos “ficaram muito acima da capacidade do município pagar”. Contudo, em um só contrato com uma das empresas terceirizadas, a Prefeitura gasta sete vezes a mais com o recolhimento do lixo do que operando com caminhões próprios. Além disso, em março deste ano, a Clin pagou uma diferença de 34% a mais no litro de óleo diesel para uma mesma empresa. Para cobrir os custos, o Executivo aumentou o orçamento da empresa de R$ 74 milhões, em 2009 para, R$ 111 milhões no ano que vem. 

No domingo passado, O FLUMINENSE divulgou com exclusividade as intenções do Executivo de privatizar a empresa, pondo em risco mais de 3 mil empregos diretos. Durante a semana o tema dominou os debates na Câmara Municipal entre a oposição e a bancada governista. Na última quarta-feira, em Plenário, o ex-presidente da Clin, Vítor Júnior (PT), disse ser possível economizar R$ 13 milhões do orçamento da companhia “imediatamente”.

“Posso garantir que é possível reduzir agora R$ 13 milhões na companhia. É só rever os gastos da Clin com o serviço terceirizado. Durante a minha gestão, compramos 20 caminhões para diminuir a dependência da Clin com as terceirizadas”, afirma o vereador Vítor Júnior, que comandou a empresa entre 2007 e 2008.
Para justificar, o petista apresentou a planilha de custos durante o período de sua gestão. Ele afirmou que gastou com a compra, manutenção e operação de 20 caminhões caçamba R$ 5,2 milhões, enquanto a empresa que já operava com a mesma frota na cidade, cobrava R$ 17,9 milhões.
 
Combustível – Em março, a Clin comprou 600 mil litros de óleo diesel em uma mesma empresa em dois contratos diferentes. No primeiro, a companhia pagou R$ 1,78 por litro do combustível. No segundo, comprou 60 mil litros a um custo de R$ 2,40 por litro.
“Acho que o ideal seria que fossem revistos contratos estranhíssimos celebrados em diversas esferas desta gestão”, afirma o vereador da oposição Waldeck Carneiro (PT).
Segundo os dados apresentados, os custos com a manutenção da cidade quase triplicaram nos últimos oito anos. Sendo que, só na atual gestão, o repasse da Prefeitura para a Clin passou de R$ 7,6 milhões por ano para R$ 18,5 milhões – um acréscimo de 143%. Muito acima do reajuste do orçamento total da Prefeitura, que cresceu 20% de 2009 a 2011.

“Os gastos desde o ínicio do atual governo aumentaram muito com relação ao que vinha sendo praticado. Defendo que a Clin tenha uma gestão pública responsável e transparente, sem brecha para possíveis corrupções. A empresa tem que valorizar mais seus funcionários concursados e gastar menos com terceirização de serviços”, critica o vereador Renatinho (PSOL).

Desde o último domingo, os funcionários da Prefeitura de Niterói e da Companhia de Limpeza Urbana se negaram a comentar a proposta de privatização que está sendo discutida na cúpula do Governo. Mas, segundo fontes ligadas ao prefeito, a equipe responsável pelo projeto de mudança no modelo de gestão da empresa estuda a possibilidade de não levar a proposta à Câmara dos Vereadores em forma de lei. A possibilidade estudada pelo Executivo seria a de fazer a mudança no modelo de gestão da Clin através de uma parceria público-privada (PPP), o que demandaria apenas um decreto do Executivo, sem a aprovação do Legislativo.

“Uma privatização vai trazer muitos prejuízos para a população de Niterói, que merece ter seus serviços de limpeza, acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos feitos com responsabilidade e interesse público. Fiz um requerimento de informações esta semana e espero que ele seja devidamente respondido, a partir da resposta vamos analisar os contratos, ouvir os trabalhadores e fazer propostas.”, diz o vereador Renatinho (PSOL), que é contra a privatização e pretende, se necessário, entrar com Ação Civil Pública para que a empresa não demita injustamente nenhum funcionário concursado e continue a ser subordinada à população de Niterói.

Questionada sobre os valores contratados das empresas terceirizadas e sobre a diferença paga na compra dos combustíveis, a Prefeitura de Niterói não fez comentários.(Jornal O Fluminense)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MP denuncia Jorge Roberto Silveira por improbidade administrativa

Promotoria quer a devolução de R$ 2, 2 milhões aos cofres públicos. Dinheiro teria sido usado para pagar salários do Conselho Consultivo Municipal, criado pelo prefeito de Niterói

O Ministério Público Estadual (MPE) entrou nesta quinta-feira com ação de improbidade administrativa contra o prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) por falta de transparência na atuação do Conselho Consultivo Municipal. Desde sua criação, em abril do ano passado, a atuação dos “notáveis” é contestada pela sociedade civil organizada. A Promotoria quer, ainda, que o prefeito devolva os mais de R$ 2 milhões pagos em salários ao conselho aos cofres municipais. Nesta quinta-feira, apenas oito dos 25 conselheiros compareceram na reunião realizada pelo colegiado na Câmara dos Dirigentes Lojistas. Nenhum deles quis comentar a decisão.

“A ausência de informações da Prefeitura de Niterói sobre as atividades do Conselho Consultivo caracterizam uma falta de transparência das atividades municipais. Pedimos informações ao município e sempre nos foi negada como, quando e onde esse órgão funciona”, afirma o promotor de Tutela Coletiva, Meio Ambiente e Urbanismo, Luciano Mattos, co-autor da ação com os promotores Karine Susan Cuesta e Carlos Bernardo Aarão.
Na ação, a Promotoria sustenta que a criação de cargos sem função pública constitui ato de improbidade administrativa, uma vez que, de acordo com o MP, o conselho foi criado sem que estivessem estabelecidas as funções que cada um de seus integrantes desempenharia. Assim sendo, não haveria interesse público na elaboração do órgão.  Além disso, ainda segundo a ação, não houve regulamentação das atividades a serem desempenhadas pelos conselheiros.

Outro problema que teria motivado a ação foi a negativa da Prefeitura em fornecer ao MP informações sobre as atividades dos conselheiros e dos registros de atas. O pedido do Ministério Público foi feito em janeiro deste ano. À época, o município se justificou alegando que a natureza político-jurídica do conselho não permitia a divulgação de suas ações.

No entendimento do MP, o Conselho Consultivo de Niterói não atendia a nenhum interesse público, não realizou qualquer atividade administrativa e ainda negou a publicidade de atos oficiais, contrariando a Constituição Federal e diversas leis, entre elas a Lei Orgânica do Município. Dessa forma, todos esses fatores causaram prejuízo aos cofres públicos e aos princípios que devem orientar a conduta do administrador público.

 “Pela Constituição Federal é inadmissível a criação de cargos sem a expressa determinação de suas funções e sem que se possa saber exatamente o que era feito, ou seja, o cargo tem de servir a uma finalidade de interesse da sociedade e precisa ser transparente e prestar contas de suas atividades”, conclui o promotor Luciano Mattos.

Em nota, a Procuradoria Geral do Município de Niterói afirmou que não há qualquer ilegalidade na criação do Conselho Consultivo, inexistindo qualquer obrigação legal que imponha a identificação das funções de um órgão colegiado e que a regulamentação do funcionamento do Conselho é matéria de conveniência administrativa.

A procuradoria disse ainda, em nota, que há uma “banalização do instituto da improbidade administrativa, criado para coibir desonestidades e desvios de dinheiro público e não para impor o entendimento jurídico deste ou daquele Promotor de Justiça.”

O Ministério Público também instaurou 25 novos inquéritos civis para apurar exatamente quais eram as atribuições de cada conselheiro, já que a maioria dos integrantes do grupo, após ser notificada pelo MP, limitou-se a dizer que seguia orientações do prefeito e do presidente do conselho.

O Conselho Consultivo teve sua remuneração suspensa em maio desse ano. Depois de críticas de representantes da sociedade, os próprios conselheiros iniciaram movimento para abdicar dos salários.(O Fluminense)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Professores da rede municipal fazem manifestação na Prefeitura de Niterói

Profissionais reivindicam aumento salarial, melhores condições de trabalho e reforma nas unidades de ensino. Manifestantes seguiram em passeata pelas ruas do Centro da cidade

Cerca de 100 professores da rede municipal de ensino realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira em frente à Prefeitura de Niterói, na Rua Visconde de Sepetiba, no Centro da cidade.

Entre as reivindicações dos manifestantes estão melhores condições de trabalho, aumento salarial e reforma nas escolas.

Os profissionais alegam que precisam dialogar mais com a prefeitura e tentaram se encontrar com o prefeito Jorge Roberto Silveira, mas foram informados de que a autoridade não estaria presente.

Após o protesto, os professores seguiram em passeata pelas ruas do Centro e não houve registros de confusão.(Fluminense)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Prefeito decreta estado de emergência e suspende aulas

Em entrevista coletiva, prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, ainda decretou luto oficial por 7 dias no município. Niterói é a cidade que mais sofre com as fortes chuvas

O prefeito Jorge Roberto Silveira reuniu a imprensa para uma entrevista coletiva, no fim da tarde de ontem, e decretou estado de emergência no município. Além disso, as aulas da rede municipal de ensino foram suspensas por dois dias - prazo que pode ser prorrogado - e foi decretado luto oficial por sete dias.

“Certamente Niterói nunca registrou uma chuva como essa de hoje (ontem)”, admitiu o prefeito.

Segundo Jorge, é a primeira vez na história da cidade que foi necessário decretar estado de emergência. Também participaram da entrevista o secretário de Estado de Saúde e Defesa Civil, Sérgio Côrtes; o comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Ruy França; o subsecretário estadual da Região Metropolitana, Alexandre Felipe; os secretários municipais de Serviços Públicos, Trânsito e Transporte, José Roberto Mocarzel; o de Segurança e Defesa Civil, Marival Gomes; além do presidente da Câmara, Paulo Bagueira.

O prefeito explicou que a prioridade agora é reunir todo o apoio possível para que sejam evitadas novas mortes. 

“Nós temos agora a obrigação de procurar salvar vidas. Vamos precisar da ajuda de todos. A coisa mais importante é pedir para que as pessoas que estejam em áreas de risco saiam e procurem uma escola municipal mais próxima. Todas as unidades estão preparadas para receber a população. Já estamos colocando colchonetes e liberando alimentação para estas pessoas”, alertou.

Doze escolas do município já receberam desabrigados. Sobre a remoção das famílias que vivem em áreas de risco, Sérgio Côrtes foi enfático:
“Temos que acabar com a hipocrisia de não se falar em remoção. Temos que remover aquelas pessoas de áreas de risco para que a gente não venha aqui todo ano ficar falando de quais ações que nós tomamos frente a essas tragédias”.
Côrtes contou que foi necessária autorização especial do presidente da Ponte S/A para que um comboio do Corpo de Bombeiros pudesse passar durante a interdição da Ponte Rio-Niterói e chegar à cidade para ajudar no socorro às vítimas.
O secretário de Saúde ainda explicou a diferença entre os incidentes ocorridos no Rio e Niterói para os de outras cidades.
“Vários municípios registraram apenas alagamentos. O que estamos tendo em Niterói e no Rio são deslizamentos e soterramentos. No alagamento dificilmente a vítima morre, porque ela consegue ser resgatada”.

Hoje a prefeitura está preparando uma força tarefa para entrar nas áreas atingidas e retirar famílias que estejam correndo risco de morte.

“O que nos preocupa é a notícia de que a chuva vai continuar. Só nos resta torcer para que essa chuva pare, porque todos estamos muito preocupados que essa tragédia aumente ainda mais”, concluiu Jorge Roberto.

Para o prefeito, não há cidade preparada para receber uma quantidade de chuva como a que ocorreu estes dias.

“Temos feito vários trabalhos de contenção em diversas áreas da cidade. O que aconteceu esta noite foi uma coisa absolutamente inédita na cidade. Não há município com as características de Niterói que suporte uma chuva como essa. É algo assustador!”, afirmou o prefeito.

Cabral vem hoje à cidade

Ontem, durante encontro no quartel do 3º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) com o coronel Luis Guilherme, superintendente operacional da Defesa Civil Estadual, o deputado estadual Rodrigo Neves (PT) anunciou que o governador Sérgio Cabral terá hoje, às 10 horas, uma reunião de trabalho no gabinete do prefeito Jorge Roberto Silveira para avaliar os estragos das chuvas e os investimentos necessários não só no município, mas também nas cidades de São Gonçalo, Itaboraí e Tanguá, cujos prefeitos estarão presentes. 

O ministro da Integração Nacional, João Santana, virá de Brasília para acompanhar o governador no encontro 

“Solicitei ao governador a presença do ministro João Santana. A sugestão que dou ao prefeito é que declare estado de calamidade pública. Com isso, o município passa à condição de receber recursos para a realização que poderá fornecer assistência de forma mais eficaz”, avaliou o deputado.

Também presente ao encontro, o vereador Waldeck Carneiro (PT) lembrou que a maior preocupação, no momento, é resgatar as vítimas. 

“Após esse momento é imprescindível que Niterói discuta com maior prioridade a criação de políticas públicas e a liberação de investimentos de prevenção, como os destinados à contenção de encostas, combate aos desmatamentos, e a programas de habitação popular e uso do solo urbano”, enumerou.
(Jornal O Fluminense - Thiago Lontra)

sábado, 20 de março de 2010

Finalmente o Corredor Viário é inaugurado em Niterói

Após 15 anos, entre projetos e obras, o esperado Corredor Viário da Alameda São Boa Ventura, no Fonseca, é concluído e o próximo passo pode ser a linha 3 do metrô

Foram quase 30 meses de obras e R$ 7 milhões em investimento e o Corredor Viário da Alameda São Boaventura, finalmente, começou a operar. O governador Sérgio Cabral esteve no local, em Niterói, para a inauguração do primeiro corredor expresso para ônibus do Estado do Rio de Janeiro. A cerimônia, realizada no Horto do Fonseca, contou com a presença do prefeito da cidade, Jorge Roberto Silveira, do secretário estadual de Transporte Júlio Lopes e de representantes dos governos estadual e municipal. Na ocasião, Cabral anunciou o projeto de desativar a Penitenciária Vieira Ferreira Neto para ampliar a área de lazer da Zona Norte de Niterói, e de iniciar efetivamente as obras da Linha 3 do metrô, que deve ligar Niterói a São Gonçalo.
 
“É um dia de muita alegria para todos nós, porque a qualidade de vida da população vai aumentar”, disse Cabral.

O prefeito Jorge Roberto Silveira lembrou que o Corredor Viário da Alameda vai beneficiar a população não só de Niterói, mas de toda a Região Metropolitana. Ele agradeceu todo o apoio do Governo do Estado para a realização dos projetos no Município e afirmou que as questões partidárias não são mais importantes do que os interesses do povo.

“Não dá mais para os políticos brigarem por questões partidárias. Fico feliz por nossos governos trabalharem como um só”, declarou.

Agilidade - O secretário Júlio Lopes falou da satisfação do Governo do Estado em entregar o Corredor Viário á população. Segundo ele, a conclusão das obras é um marco na história do Estado por se tratar de um projeto pioneiro, implantado em uma das principais vias da Região Metropolitana. O corredor vai receber 250 mil usuários por dia e 115 linhas de ônibus. A expectativa é de que a velocidade média de travessia da Alameda salte de 9 para 24 Km/h.

“A entrega do Corredor viário é um marco por termos vencido uma série de obstáculos. Esperamos que esse projeto abra caminho para muitos outros no Estado”, disse.

Ainda de acordo com Lopes, o Corredor segue o princípio do sistema Bus Rapid Transit (BRT) e os planos do Governo são de criar na Avenida Brasil, que corta 28 bairros do Rio. 

Em seguida o presidente da Federação da Empresas de Transporte de Passageiros do Rio de Janeiro (Fetranspor), Marcos Lélis Teixeira, parabenizou o município pela iniciativa de implantar o corredor. Ele classificou a atual gestão como um governo que prioriza o transporte público, dando exemplo para o Estado. 

Operação - Logo após a cerimônia de inauguração, baias para ônibus começaram a operar oficialmente. Coletivos municipais e intermunicipais passaram a trafegar apenas pelas faixas seletivas e a entrar nas estações que foram criadas ao longo da Alameda. Mas, antes disso, o governador já havia testado o trajeto. Ele, o prefeito Jorge Roberto e as equipes de governo estadual e municipal chegaram ao evento de ônibus, parando na Estação Horto e caminhando até o palanque.

“Deixa a gente apreciar essa verdadeira obra de arte”, declarou o governador caminhando pela estação.
Agentes da NitTrans trabalharam durante todo o dia orientando os motoristas e as cartilhas informativas continuaram sendo distribuídas pela cidade.

Projetos - Durante a cerimônia de inauguração do Corredor Viário, o Governador Sérgio Cabral anunciou dois outros projetos para a região. Um deles é a desativação da Penitenciária Vieira Ferreira Neto, no Fonseca. Localizada na Alameda São Boaventura, em frente ao Horto Botânico do Fonseca, a unidade prisional vai dar lugar a uma área de lazer para a população. 

“Queremos transformar a área no ‘Campo de São Bento da Zona Norte’”, disse.
Segundo o subsecretário de Estado da Região Metropolitana, Alexandre Felipe Mendes, a proposta para criação do parque partiu do Prefeito Jorge Roberto Silveira e foi, imediatamente, aceita pelo governador. Alexandre Felipe informou que, na terça-feira, deve procurar a equipe da Prefeitura para começar a conversar sobre os primeiros estudos para viabilizar o projeto.

O governador também anunciou que as obras da Linha 3 do metrô têm previsão de início ainda em 2010. O Governo já teria em caixa R$ 60 milhões para o início do projeto, que, no entanto, permanece paralisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo Cabral, o Estado está empenhado em resolver os problemas que ele atribuiu à gestão passada, e começar o projeto da linha de metrô, que ligaria Niterói a São Gonçalo.

“Queremos que a Linha 3 saia ainda este ano. Então, estamos resolvendo esse problema que o TCU encontrou, mas que não são da nossa gestão, mas anteriores a ela”, disse.
(O Fluminense)