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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

12º BPM termina um ano recheado de denúncias


Unidade também não conseguiu cumprir a meta de diminuir a criminalidade e teve cinco policiais afastados no final de agosto, por determinação da juíza Patrícia Acioli

Em um ano, o 12º Batalhão da Polícia Militar (Niterói) teve três comandantes e muitos projetos de melhoria do policiamento iniciados e outros, adiados. Do ex-comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes, que assumiu no fim de dezembro de 2010 no lugar do tenente-coronel Ruy França (hoje secretário municipal de Segurança e Controle Urbano), passando pelo tenente-coronel Sérgio Mendes, que assumiu no início de setembro até o atual, coronel Wolney Dias, que tomou posse do cargo em 14 de outubro passado, o batalhão não conseguiu cumprir a meta de diminuir a criminalidade na cidade e teve cinco policiais afastados no final de agosto, por determinação da juíza Patrícia Acioli, assassinada no dia 11 daquele mês com 21 tiros quando chegava em casa, devido a envolvimento em vários crimes.
Paulo Henrique foi nomeado pela sua capacidade operacional no comando do Bope e na ocasião de sua posse prometeu reforçar o policiamento feito a pé para evitar viaturas da PM presas no trânsito da cidade e não permitir que nenhuma comunidade fosse comandada pelo tráfico de drogas. Paulo Henrique, antes de ir para o 12º BPM, participou, no final de novembro de 2010 da ocupação do Complexo do Alemão e do Morro da Penha, no Rio.
Quando o ex-comandante do Bope assumiu, os índices de criminalidade violenta eram: homicídio doloso – 9; lesão corporal seguida de morte – 1; latrocínio (roubo seguido de morte) – 0; estupro - 9; roubo a estabelecimento comercial – 23; roubo a residência – 10; roubo a veículo – 70; roubo a transeunte – 197; roubo a coletivo – 35, conforme levantamento divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), vinculado ao Governo do Estado. Em julho, último índice divulgado pelo órgão, os números eram: homicídio doloso - 8; lesão corporal e latrocínio – 0; estupro – 3; roubo a estabelecimento comercial – 15; roubo a residência – 1; roubo de veículo – 41; roubo a transeunte – 225 e roubo a coletivo – 62.
Na ocasião, Moraes argumentou que o aumento do número da modalidade chamada "roubos de rua", que abrangem assaltos a pedestres e coletivos, que impediu que o batalhão não conseguisse cumprir as metas de redução da criminalidade propostas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, foi facilitado pelo complicado trânsito no município.
"O trânsito prejudica a ação da polícia e facilita a ação dos criminosos. Além do grande problema de favelização, crescimento desenfreado", afirmou o então comandante.
Compromisso
Sérgio Mendes assumiu com o compromisso de levantar a moral da tropa, após a suspeita de envolvimento de policiais militares lotados nesse batalhão com quadrilhas que poderiam estar envolvidas na morte da juíza Patrícia Acioli, titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. No mês anterior Moraes afastara cinco PMs da corporação. Outro compromisso foi reduzir os índices dos roubos de rua.
"Minha estratégia será saturar o policiamento preventivo em áreas de maior incidência, ampliando o contato com as delegacias para chegar à identificação e prisão dos grupos que atuam nessas regiões, além de combate ao narcotráfico que facilita ou estimula a ocorrência de pequenos delitos", declarou, assumindo, no entanto, que as medidas esbarravam no problema do baixo efetivo do batalhão.
Mendes prometera continuar projetos iniciados na gestão do antecessor, como reuniões periódicas com a comunidade, ponto eletrônico dos policiais que fazem policiamento comunitário e monitoramento por câmeras.
No dia seguinte à posse, Mendes entrou de férias – tendo deixado o subcomandante, tenente coronel Washington Freire em seu lugar - e ao retornar, foi substituído duas semanas depois por Wolney Dias.
Atualidade
O atual comandante prometeu na época reforçar o policiamento ostensivo onde a mancha criminal apontada em levantamento feito pelo batalhão fosse alta.
"Pretendo trabalhar em parceria com a sociedade. Nós iremos às comunidades e ouviremos as demandas dos moradores. Preciso da ajuda da população para diminuir a criminalidade e cumprir com as metas de redução de crimes letais estabelecidos pela Secretaria Estadual de Segurança Pública para o município", disse no dia da posse.
O novo comando comemora este mês a redução de índices de criminalidade e o cumprimento de metas estabelecidas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.
"Este mês tivemos apenas 32 roubos de veículos, quando a meta estabelecida era de 84. Ao todo, em 2011 foram roubados 376, quando o máximo determinado era 412. No segundo semestre houve 72 ocorrências de letalidade violenta (homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio e auto de resistência). Tivemos saldo positivo de 45 ocorrências abaixo da meta. O que não ocorria há dois anos", comemorou o major Celson Coutinho, chefe da Coordenadoria de Operações de Análises Criminais.
Outro motivo de comemoração do 12º BPM foi o total de roubos de rua no segundo semestre: 1.499, abaixo da meta de 1.681 determinada pelo Governo do Estado. Os índices de roubo a transeunte caíram de julho a dezembro (até o último dia 20). Em julho foram 286 ocorrências; agosto, 275; setembro, 242; outubro, 248; novembro, 210 e dezembro, 176.
Nas operações feitas nas comunidades, desde a posse de Wolney Dias, foram encontrados 8,75 quilos de maconha, 21,8 quilos de cocaína (equivalente a 30 mil cápsulas), 16 bolas de haxixe (maconha mais pura), 70 frascos mais um galão de três litros de cheirinho de loló. Além de 81 armas, sendo 35 revólveres, 35 pistolas, duas espingardas, uma metralhadora, duas garruchas e 14 granadas. Foram apreendidas 74 máquinas caça-níqueis e 13 pessoas foram presas. A PM também prendeu 189 pessoas por tráfico de drogas e porte de armas. No jogo do bicho foram detidas 11 pessoas. Mais 30 flanelinhas e 24.983 DVDs e CDs piratas e nove pessoas foram presas. Nas operações de trânsito 800 veículos foram apreendidos por estarem com documentação irregular.
"Estamos repontencializando o batalhão, colocando mais policiais em áreas com maior criminalidade. Mantivemos parceria com as comunidades e uma vez por mês nos reunimos com elas, ouvindo as suas demandas. Faremos operações nas praias à pé", anunciou Celson.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Travessia Rio-Niterói: nas barcas ou na Ponte, a dura vida dos usuários


Pelas pistas, engarrafamentos diários. Pelo mar, lotação e desconforto. A difícil travessia de quem mora na Região Metropolitana e precisa ir para o Rio se repete diariamente


Pouco a pouco, as águas da Baía de Guanabara se tornam, novamente, uma barreira intransponível. Por ‘terra’ ou por mar, engarrafamentos e filas atrapalham os moradores da Região Metropolitana que precisam ir para o Rio e voltar. Planos para melhorar a fluidez do trânsito não faltam, mas as discussões sobre quem vai arcar com o investimento ainda se estenderão. Enquanto isto, trabalhadores aprendem a conviver com o “custo travessia”.

Só em Niterói, 61.534 pessoas trabalhavam ou estudavam em outra cidade no ano 2000, segundo dados do IBGE. A maior parte, no Rio de Janeiro. 

“Eu escolhi o trajeto ‘menos pior’ para mim. Levo geralmente duas horas para sair de Icaraí e chegar a Vila Isabel. Minha opção pelo ônibus é porque posso dormir durante o trajeto, sem baldeação, mesmo assim, já chego ao trabalho cansada”, explica a enfermeira Mary Anne Neto, de 27 anos.

Mary pensa em mudar para a cidade vizinha como forma de evitar ainda mais transtornos com o percurso.

“Tudo piora em véspera de feriado. O ‘happy hour’ também não adianta mais, porque o trânsito não melhora cedo, passa das oito da noite geralmente”, relata.

A estratégia também foi abolida pelo fisioterapeuta Caio Tramont.

“Agora, leio um livro por mês só dentro dos ônibus. Tento aproveitar o tempo perdido. Demoro duas horas para ir e outras duas para voltar para casa. É metade do tempo que ficamos trabalhando, isto é absurdo”, reclama.

Soluções - Por terra, soluções foram propostas pela concessionária que administra a via desde 1995. Estão sendo avaliados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a construção de um viaduto ligando a Ponte à Linha Vermelha, do lado carioca e, em Niterói, de um mergulhão sob a Praça Renascença.

Segundo a concessionária CCR Ponte, as duas obras custarão cerca de R$ 210 milhões (R$ 150 milhões para o viaduto). Para que não seja impactante no valor do pedágio, é possível que o tempo de concessão seja estendido.

“A construção do viaduto pode ser finalizada entre 18 e 24 meses após a liberação e devemos receber autorização em breve. A hipótese mais provável é que a concessionária realize as obras e que a concessão seja estendida por algo em torno de dez anos. Estas obras não estão no contrato de concessão”, explica Rodrigo Abdala, gestor de contratos da CCR Ponte.

Lucro –
Em dez anos, a concessão renderia à empresa aproximadamente R$ 1,138 bilhão, quase seis vezes o valor das intervenções. Isto levando-se em conta apenas o valor do pedágio pago por carros de passeio (R$ 4,30). Com a média de tráfego atual: 145 mil veículos por dia. A empresa tem receita também  da exploração de espaços publicitários, que poderiam ser utilizados para reduzir o valor da tarifa. Os investimentos na Ponte, de acordo com a empresa, ultrapassam R$ 270 milhões ao longo destes 15 anos.

O viaduto deve resolver os problemas de metade dos usuários da Ponte, já que 25% deles vão para a Linha Vermelha. Estes 25% utilizam a saída para a Avenida Brasil junto com outro quarto de usuários que seguem pela via. Alterações no trânsito desta rampa já eram previstas na concessão.

A ANTT informou que estuda, com o Ministério dos Transportes, formas de viabilizar o projeto do viaduto. Já o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela Linha Vermelha, informou que não foi informada do projeto. A Prefeitura de Niterói, que também deve realizar intervenções para melhorar o trânsito nos acessos à Ponte, não informou se elabora algum projeto.
Por mar, filas e mais filas

Se o transporte rodoviário, mesmo que sem prazos e de formas polêmicas, tenta absorver o aumento da demanda, a situação não se repete no hidroviário.

As dificuldades na travessia vêm antes de se pisar na embarcação. Diariamente, o processo é complexo. Primeiro, é preciso entrar em uma fila para comprar o bilhete. Depois, é a vez da fila para entrar na estação. A próxima etapa é sair do saguão da estação para ficar no píer aguardando a chegada de uma embarcação, para depois de algum tempo e mais filas, entrar em um catamarã ou barca e, só então, começar a viagem efetivamente. Os passos que antecedem o embarque, dizem usuários, demoram mais que o tempo de travessia, em horário de pico, e são cumpridos de pé. Nas filas de acesso, nem mesmo uma cobertura para proteger do sol ou da chuva.

“Levo geralmente 50 minutos para atravessar, mas porque chego depois que o movimento diminui um pouco. De todo este tempo, 20 minutos são navegando e 30 esperando”, explica a designer Juliana Martinez, de 31 anos.

A reportagem acompanhou um ‘dia de sorte’ de Juliana, que conseguiu fazer a travessia em apenas 40 minutos, mesmo assim, metade foi gasto em processos para embarque.

Segundo o deputado Gilberto Palmares, a qualidade dos serviços prestados não seria o único problema. Estariam sendo descumpridas cláusulas do contrato de concessão do serviço.

“Acompanhando o número de viagens e a capacidade de cada barca, é visível que eles não transportam a quantidade mínima de 12 mil passageiros e o problema não é falta de passageiros. As linhas sociais previstas no contrato nunca saíram do papel, linhas para São Gonçalo, Magé e Duque de Caxias, enquanto a única linha seletiva foi feita. Agora ainda acabam com as barcas da madrugada, na verdade, a última barca será às 23 horas”, disse.

Nas linha seletiva não há controle sobre o valor cobrado pela tarifa. Atualmente, a passagem de Charitas para a Praça XV custa R$ 11.

A empresa que administra o serviço público de barcas, a Barcas S/A, diz que melhorou o serviço ao longo do tempo, com a compra de novas embarcações, e justificou que a empresa opera com um desequilíbrio econômico que já chega a R$ 450 milhões.

“Foi detectado um desequilíbrio pois a demanda foi superdimensionada e os problemas subdimensionados. Ainda temos um grande impacto pela gratuidade”, declarou a representante Heloisa de Castro Faria, durante audiência pública no último dia 27.

Como forma de compensação, a empresa quer o aporte de dinheiro público na compra de 11 novas embarcações (nove com mil lugares e duas com 500), a construção de duas novas estações, investimento em dragagem e a reforma de flutuantes e estações.(O Fluminense)

terça-feira, 1 de março de 2011

Espera de até 40 minutos na fila das barcas em Niterói


Concessionária afirma que não houve problemas, mas muitos usuários desistiram do serviço. Quem optou por seguir pela Ponte enfrentou longos engarrafamentos

Mais uma vez, os usuários das barcas enfrentaram longas filas na Estação Araribóia, em Niterói. Por volta das 8h desta terça-feira, o tempo de espera para embarque era de até quarenta minutos. O problema, segundo a população, vem se repetindo diariamente.

Devido à quantidade de pessoas, a fila ocupou toda a praça, chegando até a pista da Avenida Visconde do Rio Branco. Não houve registros de confusão, mas, irritados, muitos usuários desistiram de atravessar a Baía de Guanabara por transporte aquaviário e se direcionaram ao Terminal Rodoviário. 

De acordo com testemunhas, houve um problema técnico no catamarã Neves, o que teria atrasado a saída da embarcação e aumentado o tempo de espera. No entanto, segundo a Barcas S/A, concessionária que administra o serviço, as embarcações operavam normalmente, e havia apenas grande fluxo de passageiros. A saída de alguns catamarãs chegou a ser antecipada por lotação.

Quem optou pelo transporte rodoviário para seguir para o Rio de Janeiro, também enfrentou problemas nesta terça-feira. Motoristas encontraram engarrafamentos nas princiapais vias de saída de Niterói, principalmente na Avenida Roberto Silveira, em Icaraí, e na Avenida do Contorno, no Barreto. O tempo de travessia na Ponte Rio-Niterói ultrapassou 30 minutos.(O Fluminense)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Câmara vai às compras

A Câmara decidiu dar um novo mobiliário a alguns apartamentos funcionais dos deputados. Comprará 480 sofás de um lugar, os quais devem custar no máximo 538 800 reais. Irá adquirir ainda 48 mesas e 288 cadeiras por até 163 488 reais.

(Lauro Jardim)

Barcas: longas filas na Estação Arariboia irritam usuários do serviço


Sob o forte sol, passageiros demoraram mais de 30 minutos para embarcar. Concessionária diz que houve aumento na movimentação.

Com o fim das férias escolares e o retorno à rotina de trabalho, o niteroiense já enfrenta problemas para atravessar a Baía de Guanabara. Logo no início da manhã desta terça-feira, usuários das barcas encontraram longas filas na Estação Araribóia. Por volta das 8h, o tempo médio para embarque era de mais de 30 minutos. 

Não houve confusão, mas, sob o forte sol e com os termômetros marcando 33º graus, usuários se irritaram com a demora. Somado ao tempo de travessia, passageiros demoraram mais de uma hora para fazer o trajeto Niterói-Praça XV.


As reclamações sobre o serviço prestado pela concessionária Barcas S/A já se tornaram frequentes. Problemas nas embarcações, atrasos e desconforto estão entre as principais queixas.

A concessionária informou que as longas filas desta manhã foram provocadas pela grande movimentação de passageiros e afirmou que não foram constatados problemas.

No último sábado, uma embarcação ficou à deriva por quase duas horas, com 78 passageiros a bordo.
Negociações - Na segunda-feira, o governador Sérgio Cabral anunciou que o Governo do Estado está negociando um acordo com a direção de Barcas S/A para melhorar a prestação deste serviço. Segundo Cabral, o acordo ainda não saiu porque a empresa demora a responder a uma proposta apresentada feita na semana passada.

– Infelizmente, a direção da Barcas S/A está demorando a nos responder. Estamos na iminência de comprar R$ 300 milhões em embarcações, de reativar o terminal da TransTur que está desativado e de comprar duas barcas dessa empresa e colocar tudo isso a serviço da Barcas S/A, desde que se chegue a um acordo em função da chamada revisão tarifária - detalhou Cabral.

O governador lamentou as dificuldades que a Barcas S/A vem colocando para o fechamento do acordo.

– Eles dizem que têm direito a não sei quantos milhões. Não vão alcançar porque não vamos pagar. Nunca vi uma indecisão tão grande. Estou propondo um acordo que trará ganhos para Barcas porque haverá mais passageiros com o aumento da oferta de lugares e do conforto para o usuário e, com isso, vai aumentar o lucro deles também – argumentou Cabral, garantindo que o prazo para a empresa responder está se esgotando e a espera do Estado bem próxima do limite. – Vamos tomar uma decisão. Precisamos oferecer melhores barcas, melhores terminais – alertou.(O Fluminense)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Calçadas da Zona Sul viram abrigo de moradores de rua


O ano começou e o mesmo problema continua a atormentar a população de Niterói. A crescente ocupação de espaços públicos incomoda. Prefeitura afirma que tem um novo projeto

Moradores de Niterói estão preocupados com a presença constante da população de rua, principalmente na Zona Sul da cidade. Mesmo com as operações de choque de ordem promovidas pela Prefeitura, famílias inteiras acabam voltando a ocupar calçadas, marquises e praças, causando desordem urbana e sensação de insegurança. Os bairros de Icaraí, Jardim Icaraí e São Francisco seriam os principais redutos dessa população. A Prefeitura planeja a abertura de um centro de referência voltado para essas pessoas.

Na Praça Getúlio Vargas, em Icaraí, um dos brinquedos do parquinho foi transformado em abrigo para uma mulher, que dormia junto com uma criança. Roupas e pertences ficaram expostos sobre o brinquedo, como um varal.


Depois de algumas horas, a família já era vista em outro ponto costumeiramente utilizado pelos moradores de rua: a entrada do prédio do antigo Cinema Icaraí. Segundo moradores, é ali que se refugiam, pelo menos, duas famílias. Apesar das operações de choque de ordem, dias depois, todos retornam para o local.
“Geralmente, duas famílias moram no cinema. Quando tem operação, eles somem por uns dois ou três dias, mas acabam voltando. Às vezes, ficam dentro da praça. Chego às 6h e eles já estão lá dentro”, relata Leandro Meira, de 28 anos, porteiro de um edifício vizinho.

Na Rua Lopes Trovão, sob a arquibancada do Estádio Caio Martins, a cena se repete. O local é habitado por um grupo de moradores de rua, que guardam seus pertences, dormem e até cozinham em um fogão improvisado na calçada. Em São Francisco, a Praça Dom Orione, há quase três meses, vem servindo de moradia para outro grupo. 



A Prefeitura de Niterói informou que, atualmente, a população de rua na cidade é de cerca de 250 pessoas e que tem um trabalho social voltado para essas pessoas, que são encaminhadas aos Centros de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), onde recebem banho, alimentação e acolhimento. O Executivo disse, ainda, que possui três abrigos e que, no final do ano passado, um importante convênio com o Governo do Estado foi feito para a criação do Centro de Referência Especializado em População em Situação de Rua (CREPOP), a ser inaugurado ainda este ano, que irá oferecer mais serviços voltados para as pessoas em situação de rua.

Portões de praças poderão ser fechados para controle

O fechamento de alguns portões do Campo de São Bento, para tentar controlar a entrada no local, pode virar moda. A Praça Nossa Senhora de Fátima em frente à Catedral Metropolitana São João Batista, no Centro, pode ser o próximo espaço público a ter os portões fechados. A medida seria uma solução para a invasão de moradores de rua nos últimos meses e que tem tirado o sossego de fiéis e frequentadores.
O secretário de Segurança e Controle Urbano, Wolney Trindade,  explica que gostaria de fechar os portões da praça, mas mantendo um horário de abertura e fechamento e com Guarda Municipal na porta. Ele explica que guardas municipais serão colocados no local, assim que terminar o concurso que está prestes a ser realizado.

A intenção vai ao encontro do desejo do administrador da catedral, Roberto Batista.

“É claro que a melhor solução seria ter um efetivo permanente que garantisse que não fosse feito mau uso do espaço, mas também não podemos deixar como está. Se a solução for fechar os portões, a Prefeitura pode fechá-los. Em Icaraí, os espaços foram fechados e os moradores de rua estão vindo para cá”, explica Roberto, que disse, ainda, que o movimento nas missas tem caído.

Para frequentadores, a praça, que passou por revitalização em junho de 2009, merece  mais atenção e vigilância.

“Fechar as portas não é solução, e sim colocar um efetivo maior nas ruas. É o Centro da cidade e precisa ter patrulhamento, um dos poucos espaços públicos onde muitas pessoas que trabalham no Centro vêm para ficar no horário de almoço”, desabafa o designer gráfico Raphael Cândido.

Para Márcia Brás, de 40, a diferença entre fechar ou não é pequena, já que o espaço não pode ser utilizado.
“É uma pena, tanto fechar os portões como deixar a praça tomada por moradores de rua. Um descaso só”, conclui. (Wilson Mendes). ( O Fluminense )

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Frentistas cobram segurança em Niterói e São Gonçalo

erca de 20 postos de gasolina são assaltados diariamente nos municípios, denuncia sindicato. Entidade quer mais policiamento nas proximidades dos estabelecimentos

O Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro (Sinpospetro-RJ) encaminhou nesta quarta-feira ofício ao secretário de Estado de Segurança José Mariano Beltrame solicitando mais policiamento próximo aos postos de gasolina. O pedido foi feito um dia após a frentista Maria Luiza Gomes Oliveira, de 28 anos, morrer ao ser baleada numa troca de tiros no posto em que trabalhava às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Jardim América. 

No documento, o presidente do sindicato, Eusébio Pinto Neto, solicitou ainda audiência com o secretário. No encontro, ele pretende entregar a Beltrame pesquisa realizada junto à categoria que mostra o crescimento do número de roubos aos postos de combustíveis em todo o Grande Rio. Segundo Eusébio Neto, a pesquisa revela que mais de 20 estabelecimentos são assaltados diariamente em Niterói e São Gonçalo, onde funcionam cerca de 350 postos de combustíveis. Na capital, onde existem 1.100 postos, a média de assaltos é a mesma.

De acordo com Eusébio Neto, a maioria dos assaltos acontece à noite e há casos em que vários postos foram roubados no mesmo dia pela mesma quadrilha. Ele diz que os donos dos estabelecimentos não costumam fazer o registro de ocorrência nas delegacias por se tratar de roubo de valor irrisório.
“Normalmente a quantia levada do caixa do posto é pequena, não passa de R$ 100, e acaba sendo paga pelo trabalhador, o que é contra lei”, completa Eusébio.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública informou que não iria se pronunciar sobre o assunto.


Rotina de assaltos em São Lourenço
Na edição do último dia 28 de agosto, O FLUMINENSE mostrou o drama do proprietário de um posto de gasolina na Rua São Lourenço, no bairro de mesmo nome, na Zona Norte de Niterói. Ele contou que o estabelecimento já foi assaltado 20 vezes, a última investida dos criminosos ocorreu na noite do dia 25 daquele mês. 

O prejuízo com rotina de violência contra o estabelecimento já teria ultrapassado R$ 12 mil. A última ação dos bandidos foi flagrada pelas câmeras de segurança instaladas na tentativa de identificar os bandidos e colocar um ponto final na rotina de assaltos.

“Comprei o posto há cinco anos e desde então o estabelecimento vem sendo assaltado. Não registrava queixa porque o prejuízo não era tão grande, mas se somar todas as vezes  o valor é exorbitante”, alegou o proprietário na ocasião, acrescentando que por questão de segurança, seus funcionários não ficam com mais de R$ 100 no bolso durante o expediente.noturno.

Bandidos fazem arrastão na Zona Sul

Os ataques a postos de gasolina não se limitam a bairros da Zona Norte de Niterói. Na Zona Sul, frentistas e donos de postos de gasolina também reclamam dos frequentes assaltos, que em sua maioria acontecem à noite. 

Em 13 de setembro deste ano, bandidos armados promoveram um arrastão contra postos de gasolina em Icaraí. Pelo menos três estabelecimentos teriam sido roubados no bairro. Os criminosos agiram em um Ecosport e uma motocicleta. O ataque dos criminosos aconteceu durante a madrugada.

A primeira ação ocorreu por volta da 1 hora, quando dois homens armados que estavam no Ecosport invadiram um posto na esquina da Rua Doutor Mário Viana com a Avenida Sete de Setembro. Após renderem os frentistas, eles roubaram R$ 280 do estabelecimento, que segundo os próprios funcionários, não possui sistema de monitoramento por câmeras.

Ainda durante a madrugada, uma dupla de assaltantes em uma moto assaltou o posto que fica na Avenida Roberto Silveira, esquina com a Sete de Setembro. Os bandidos levaram R$ 80, além de pertences dos funcionários. 

Logo em seguida, outro posto, de bandeira BR, foi assaltado na esquina com a Rua Lopes Trovão. Os bandidos, desta vez, levaram cerca de R$ 160.

“Não sabemos mais a quem recorrer. Trabalhamos com medo de sermos rendidos por homens armados que podem acabar com nossas vidas. Mas temos família para sustentar e não podemos largar o emprego”, desabafou um frentista.(Fluminense)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Após problema, catamarã que faz travessia Rio-Niterói é substituído

Problema de refrigeração no motor da Ingá II causou atraso de 4 minutos.
Passageiros tiveram de trocar de embarcação.

 Por causa de um defeito no sistema de refrigeração do motor do catamarã Ingá II, que faz a travessia Rio-Niterói, a embarcação que partiria às 8h10 desta quinta-feira (15), do Terminal Arariboia, em Niterói, na Região Metropolitana, teve de ser substituída, o que causou um atraso, segundo a Barcas S.A. de quatro minutos. Não houve tumulto.

Os cerca de 1.200 passageiros tiveram de trocar de embarcação, passando para o catamarã Gávea, que tem capacidade para 1.300 passageiros. Ainda de acordo com a Barcas S.A., ele estava atracado de prontidão no terminal.

Segundo a concessionária, o problema no Ingá II, foi provocado por causa de lixo da Baía de Guanabara, que teria ficado preso no motor da embarcação.

Barca Lagoa teve problemas no sábado (9)
No último sábado, um problema nos dutos de refrigeração dos motores provocou um atraso de 20 minutos da barca Lagoa, que fazia viagem entre a Praça Quinze, na cidade do Rio, e a Praça Araribóia, em Niterói, na Região Metropolitana. Segundo a assessoria de comunicação das Barcas S.A., o problema foi causado por lixo, que entrou nos dutos e provocou o superaquecimento dos motores.

A barca, que transportava 518 passageiros, teve que parar por determinação do comandante. Durante dez minutos, foi realizada uma limpeza nos dutos. Ao todo, a viagem durou 40 minutos, e a barca atracou em Niterói às 13h40. O tempo normal de viagem é de 20 minutos.

Segundo a Barcas S.A., a embarcação Lagoa foi retirada de circulação para fazer uma limpeza mais elaborada, preventiva, nos dutos de refrigeração dos motores.(G1)
 

 

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Porcos atormentam a vida de moradores do Fonseca e do Cubango


Problema vem acontecendo com frequência nas ruas 22 de Novembro e Noronha Torrezão. Soltos, animais reviram o lixo nas calçadas e deixam um rastro de sujeira por onde passam

Diversos porcos que circulam pelas ruas do Fonseca e do Cubango estão dando dor de cabeça aos moradores e pondo em risco os motoristas que passam pelas ruas 22 de Novembro e Noronha Torrezão. Lixo espalhado pelas ruas, fezes nas calçadas e acidentes de trânsito causados pelos animais que cruzam a via de repente são as principais reclamações.

Moradores dizem já ter feito várias reclamações ao Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) e à ouvidoria da Prefeitura solicitando o recolhimento dos suínos.

Revoltado, o advogado William Marra, de 41 anos, disse que já telefonou para o órgão diversas vezes: “Só eu já tenho oito ordens de serviço solicitando providências’’, disse. A telefonista Cenira Fonseca, de 44 anos, disse que, há uma semana, quase bateu com seu carro para desviar de um dos suínos. O incidente ocorreu na Rua Noronha Torrezão, altura do número 395, onde também há uma grande concentração de porcos soltos na localidade.(Fluminense)


sexta-feira, 9 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Prefeitura de Niterói confirma duas mortes em deslizamento

A Prefeitura de Niterói confirmou que dois corpos já foram retirados sem vida do Morro do Bumba, em Viçoso Jardim, onde um novo deslizamento ocorreu na noite desta quarta-feira (7). A informação foi passada pela assessoria de imprensa do município.

O bairro fica na Zona Norte do município, um dos mais castigados pela chuva que atinge o estado.
Já segundo a rádio CBN, uma pessoa foi resgatada com vida dos escombros.

Novo deslizamento de casas em Niterói

Há possibilidade de até 40 casas terem sido atingidas no bairro de Viçoso Jardim, em Niterói, na Região Metropolitana, onde ocorreu um novo deslizamento na noite desta quarta-feira (7).
Dezenas de moradores ajudam no trabalho dos bombeiros no Morro do Bumba, na Zona Norte da cidade. Três equipes foram enviadas ao local.
Mais de cem pessoas estão trabalhando no local. Segundo a rádio CBN, pelo menos 15 feridos já foram retirados.

sábado, 13 de março de 2010

Novo incidente na travessia das barcas volta a assustar passageiros

Desta vez, embarcação ficou à deriva por cerca de 20 minutos perto da plataforma de desembarque, em Niterói. Usuários do transporte ficaram apreensivos

Pelo terceiro dia, um incidente prejudica a volta para casa de quem optou pela travessia de barca. Na noite de ontem, uma embarcação, a Neves V, que fazia a travessia da Praça XV para a Praça Arariboia, em Niterói, ficou à deriva por cerca de 20 minutos com mais de 900 passageiros a bordo. 

A embarcação - que havia deixado o Rio às 18h10 - estava próxima da estação de Niterói quando teve pane nos dois motores. A concessionária Barcas S/A culpou a sujeira nas águas da Baía como o responsável pelo incidente. A empresa alegou que galhos de árvores travaram as hélices, mas que o problema foi solucionado sem a necessidade de usar reboque.  

No desembarque, por volta das 18h45, houve um princípio de confusão. Um PM do 12º BPM (Niterói), chamado para conter os ânimos dos passageiros, teria sacado a arma durante o tumulto formado no guichê de reclamação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias (Agetransp). 

“Não tinha ninguém para nos atender. Só apareceram quando vários passageiros se aglomeraram no guichê. Além de tudo, fui empurrada e ameaçada pelo PM que, de arma em punho, me ameaçou. Nunca fui tão humilhada”, disse a psicóloga Karla Guimarães Siqueira, de 29 anos. 

O soldado Marcelo Almeida, do 12º BPM, se defendeu dizendo que sacou a arma para tentar manter a ordem. “Foi só por causa disso. Não ameacei ninguém e não agredi pessoa alguma.” “O descaso foi total. Outro absurdo foi a mesma barca com defeito - que veio se arrastando depois de ficar 20 minutos parada – sair novamente de Niterói para o Rio, com outros passageiros, como se nada tivesse acontecido. Foi por isso que a confusão se formou quando nós começamos a gritar para as pessoas não embarcarem”, relatou a advogada Amanda Todaro Martins, de 24. 

“A barca estava superlotada e o calor ficou insuportável quando ela ficou parada”, reclamou a analista de sistema Tatiana Rodrigues, de 29.  A assessoria da Barcas S/A informou que a embarcação só continuou funcionando normalmente porque o problema havia sido solucionado. A empresa negou que a barca estivesse superlotada e informou que sua capacidade é de 1,3 mil passageiros. Informou ainda que foram 13 e não 20 minutos de espera. Sobre o tumulto com o PM, não quis se pronunciar. Na terça-feira, um catamarã chocou-se contra um veleiro. Não houve vítimas, mas acidente causou transtornos. Na quinta-feira um homem teria caído na Baía e foi socorrido pela tripulação. O incidente atrasou a travessia.
(O Fluminense)