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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Coleta de lixo parada em bairros de São Gonçalo há mais de três meses


Afirmação vem dos moradores de Santa Luzia e do Jardim Catarina Novo, por onde o caminhão que realiza o serviço não circula como deveria. Dengue também é motivo de preocupação

Lixo, acúmulo de sujeira, e possíveis focos de doenças transmitidas por insetos e roedores vêm preocupando moradores de São Gonçalo. De acordo com quem reside na Rua José Rosendo de Souza, em Santa Luzia, há três meses o caminhão responsável pela coleta não estaria passando pelo local. Além da Santa Luzia, outros bairros também estariam sofrendo com o acúmulo de lixo. Além de ratos, os moradores também se preocupam com proliferação da dengue.

De acordo com Ana Beatriz Vieira, de 29 anos, o lixo acumulado na Rua José Rosendo de Souza está trazendo não só ratos e baratas como também o mau cheiro que incomoda os moradores.

”O pessoal já entrou em contato com a Prefeitura, pedindo o carro de coleta de lixo, mas ele nunca vem”, contou a dona de casa.

Lucas Cruz, morador da Avenida Itororó, no Jardim Catarina Novo, afirma que já tentou falar com a Prefeitura sobre o problema, mas ela ainda não teve retorno.

”Desde a semana passada estou sem coleta de lixo. Como solução, pego meu lixo e boto fogo”, contou o estudante de 18 anos.

O estudante ainda acrescenta que além dos ratos e baratas, ele teme que focos da dengue apareçam no local. Em relação ao bairro de Santa Luzia, a Superintendência de Limpeza Urbana de São Gonçalo informou que a coleta é normal e apesar do ponto crônico de lixo, todos os dias é realizada a limpeza do local.

A Prefeitura de São Gonçalo informou ainda que a Superintendência de Limpeza Urbana de São Gonçalo já tomou conhecimento das dificuldades enfrentadas pelos moradores do Vila Lage e Jardim Catarina e as equipes serão enviadas aos locais para reconhecer o problema e tomar as providências necessárias o mais rápido possível.(O Fluminense)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Prefeitura apresenta em janeiro edital de privatização da Clin


Já está agendada a audiência pública para privatizar o sistema de limpeza e coleta de lixo na cidade. Será no dia 3 de janeiro, às 10 horas, no auditório do prédio da Rodoviária

A Prefeitura de Niterói realiza no próximo dia 3 de janeiro, às 10 horas, no auditório do prédio da Rodoviária Roberto Silveira, no Centro, audiência pública para privatizar o sistema de limpeza e coleta de lixo na cidade. Na ocasião serão apresentadas à iniciativa privada, minutas do edital e do contrato da futura concessão. A Prefeitura estima gastar R$ 1,632 bilhão com a prestação do serviço nos próximos 20 anos. 

Na edição do último dia 28, o jornal Fluminense já havia antecipado a intenção do Executivo em privatizar a Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin). O município ainda não informou como ficará a situação dos mais de 2,5 mil concursados da Clin,  que podem gerar R$ 50 milhões em dívidas trabalhistas.

Após explorar o serviço por 20 anos, a empresa vencedora da licitação ainda poderá ter o contrato prorrogado por mais 15 anos. Com orçamento anual de mais de R$ 110 milhões, a Prefeitura alega que a Clin “não possui capacidade financeira, nem tampouco recursos materiais e humanos para fazer frente a estes desafios pela via da execução direta”, referindo-se ao conjunto de atividades como infraestrutura e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas.

A prefeitura também alega não ter capacidade de cumprir com as questões ambientais do Aterro Controlado Morro do Céu. Apesar de afirmar que a atual gestão transformou o lixão em aterro controlado, após uma série de intervenções, e de ter realizado obras de recuperação, sistema de drenagem de águas pluviais, de chorume e de gases, os ganhos com a gestão não têm sido suficientes para a “eficácia operacional a fim de atender plenamente às exigências legais, especialmente as de natureza ambientais”.

Ainda segundo informou o Jornal Fluminense, a Prefeitura já teria consultado o Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a possibilidade da vencedora da licitação absorver a mão de obra da Clin. Caso não seja possível, o governo municipal estuda a possibilidade de absorver parte desses funcionários em outros setores ou propor um plano de demissão voluntária.(O Fluminense)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Coleta terceirizada custa bem mais para o município


Prefeitura de Niterói gasta 7 vezes mais em contrato com empresas para fazer o recolhimento do lixo do que operando com caminhões próprios. Orçamento da Clin será de R$ 111 milhões em 2011

O prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) anunciou, na semana passada, que vai mudar o modelo de gestão da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) porque os custos “ficaram muito acima da capacidade do município pagar”. Contudo, em um só contrato com uma das empresas terceirizadas, a Prefeitura gasta sete vezes a mais com o recolhimento do lixo do que operando com caminhões próprios. Além disso, em março deste ano, a Clin pagou uma diferença de 34% a mais no litro de óleo diesel para uma mesma empresa. Para cobrir os custos, o Executivo aumentou o orçamento da empresa de R$ 74 milhões, em 2009 para, R$ 111 milhões no ano que vem. 

No domingo passado, O FLUMINENSE divulgou com exclusividade as intenções do Executivo de privatizar a empresa, pondo em risco mais de 3 mil empregos diretos. Durante a semana o tema dominou os debates na Câmara Municipal entre a oposição e a bancada governista. Na última quarta-feira, em Plenário, o ex-presidente da Clin, Vítor Júnior (PT), disse ser possível economizar R$ 13 milhões do orçamento da companhia “imediatamente”.

“Posso garantir que é possível reduzir agora R$ 13 milhões na companhia. É só rever os gastos da Clin com o serviço terceirizado. Durante a minha gestão, compramos 20 caminhões para diminuir a dependência da Clin com as terceirizadas”, afirma o vereador Vítor Júnior, que comandou a empresa entre 2007 e 2008.
Para justificar, o petista apresentou a planilha de custos durante o período de sua gestão. Ele afirmou que gastou com a compra, manutenção e operação de 20 caminhões caçamba R$ 5,2 milhões, enquanto a empresa que já operava com a mesma frota na cidade, cobrava R$ 17,9 milhões.
 
Combustível – Em março, a Clin comprou 600 mil litros de óleo diesel em uma mesma empresa em dois contratos diferentes. No primeiro, a companhia pagou R$ 1,78 por litro do combustível. No segundo, comprou 60 mil litros a um custo de R$ 2,40 por litro.
“Acho que o ideal seria que fossem revistos contratos estranhíssimos celebrados em diversas esferas desta gestão”, afirma o vereador da oposição Waldeck Carneiro (PT).
Segundo os dados apresentados, os custos com a manutenção da cidade quase triplicaram nos últimos oito anos. Sendo que, só na atual gestão, o repasse da Prefeitura para a Clin passou de R$ 7,6 milhões por ano para R$ 18,5 milhões – um acréscimo de 143%. Muito acima do reajuste do orçamento total da Prefeitura, que cresceu 20% de 2009 a 2011.

“Os gastos desde o ínicio do atual governo aumentaram muito com relação ao que vinha sendo praticado. Defendo que a Clin tenha uma gestão pública responsável e transparente, sem brecha para possíveis corrupções. A empresa tem que valorizar mais seus funcionários concursados e gastar menos com terceirização de serviços”, critica o vereador Renatinho (PSOL).

Desde o último domingo, os funcionários da Prefeitura de Niterói e da Companhia de Limpeza Urbana se negaram a comentar a proposta de privatização que está sendo discutida na cúpula do Governo. Mas, segundo fontes ligadas ao prefeito, a equipe responsável pelo projeto de mudança no modelo de gestão da empresa estuda a possibilidade de não levar a proposta à Câmara dos Vereadores em forma de lei. A possibilidade estudada pelo Executivo seria a de fazer a mudança no modelo de gestão da Clin através de uma parceria público-privada (PPP), o que demandaria apenas um decreto do Executivo, sem a aprovação do Legislativo.

“Uma privatização vai trazer muitos prejuízos para a população de Niterói, que merece ter seus serviços de limpeza, acondicionamento, coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos feitos com responsabilidade e interesse público. Fiz um requerimento de informações esta semana e espero que ele seja devidamente respondido, a partir da resposta vamos analisar os contratos, ouvir os trabalhadores e fazer propostas.”, diz o vereador Renatinho (PSOL), que é contra a privatização e pretende, se necessário, entrar com Ação Civil Pública para que a empresa não demita injustamente nenhum funcionário concursado e continue a ser subordinada à população de Niterói.

Questionada sobre os valores contratados das empresas terceirizadas e sobre a diferença paga na compra dos combustíveis, a Prefeitura de Niterói não fez comentários.(Jornal O Fluminense)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Porcos atormentam a vida de moradores do Fonseca e do Cubango


Problema vem acontecendo com frequência nas ruas 22 de Novembro e Noronha Torrezão. Soltos, animais reviram o lixo nas calçadas e deixam um rastro de sujeira por onde passam

Diversos porcos que circulam pelas ruas do Fonseca e do Cubango estão dando dor de cabeça aos moradores e pondo em risco os motoristas que passam pelas ruas 22 de Novembro e Noronha Torrezão. Lixo espalhado pelas ruas, fezes nas calçadas e acidentes de trânsito causados pelos animais que cruzam a via de repente são as principais reclamações.

Moradores dizem já ter feito várias reclamações ao Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) e à ouvidoria da Prefeitura solicitando o recolhimento dos suínos.

Revoltado, o advogado William Marra, de 41 anos, disse que já telefonou para o órgão diversas vezes: “Só eu já tenho oito ordens de serviço solicitando providências’’, disse. A telefonista Cenira Fonseca, de 44 anos, disse que, há uma semana, quase bateu com seu carro para desviar de um dos suínos. O incidente ocorreu na Rua Noronha Torrezão, altura do número 395, onde também há uma grande concentração de porcos soltos na localidade.(Fluminense)