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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Teste manda tubulação de gás pelos ares em Niterói

Acidente com rede recém-instalada deixa duas pessoas feridas na Estrada Francisco da Cruz Nunes, Itaipu. Explosão ainda provocou estragos em um veículo que passava pelo local

A explosão de uma tubulação da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG), ocorrida na tarde de segunda-feira, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Itaipu, deixou duas pessoas feridas. Os bombeiros suspeitam que o acidente tenha ocorrido por conta de uma falha no teste de pressurização da rede, que acaba de ser instalada. A explosão aconteceu a poucos metros de um ponto de ônibus e destruiu a calçada.
O programador João Pedro Soares seguia em seu Toyota Corolla, na pista sentido Centro, quando o acidente aconteceu. Com a explosão, pedaços de concreto e poeira voaram pelos ares provocando rachaduras nos vidros do seu carro.
“Foi um susto muito grande. Tinha acabado de deixar minha mãe no médico e estava indo para casa quando escutei o barulho. Senti o chão estremecer e a frente do veículo ficou coberta de areia. Segundos depois, os vidros laterais e traseiros do meu carro começaram a rachar e só tive o tempo de sair antes que algo mais grave pudesse acontecer”, relatou bastante assustado o programador, que saiu ileso. 
Um casal que passava de motocicleta e também foi atingido pelos destroços não teve a mesma sorte. As vítimas sofreram escoriações leves nos braços e pernas. Muito nervosos, não quiseram comentar o caso. 
O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram chamados ao local, que foi interditado. A suspeita, de acordo com informações da Flex Service – empresa terceirizada da CEG – é que uma falha no teste de pressurização ou algum outro fator externo possa ter sido o motivo do incidente. No entanto, os bombeiros confirmaram que não havia escape de gás e descartaram quaisquer riscos de novas explosões neste trecho. 
A assessoria de imprensa da CEG afirmou que a rede de instalação de gás era nova e que testes de pressurização estavam sendo feitos no trecho que vai do Itaipu Multicenter à entrada de Itacoatiara. A empresa afirma que por se tratar de uma área em construção, ainda não estava passando gás pelas tubulações, sendo descartada pela assessoria a explosão de gás, e que laudos técnicos serão feitos para que as reais causas do problema possam ser identificadas.
Memória - O ano de 2011 foi marcado por uma série de explosões em bueiros do Rio. Por conta dos recorrentes acidentes em galerias subterrâneas, que provocaram na população a sensação de estar andando em um campo minado, a Prefeitura da capital fluminense publicou uma lei que proíbe ocupação de calçadas e estacionamentos onde há bueiros. Na ocasião, o Conselho Regional de Engenharia de Arquitetura (Crea) alertou que o risco de explosões existe em todos os locais onde haja vazamento de gás e destacou a necessidade de mapeamento do subsolo. ( O Fluminense)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Comperj reduzirá custos com uso de gás natural como matéria-prima

Petrobras confirma construção de emissário submarino em Maricá para o despejo de resíduos e promete apoiar prefeituras na elaboração de projetos estruturais


Em coletiva no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou uma redução de até 30% no custo de operação com o uso do gás natural como matéria-prima. A empresa confirmou a construção do emissário submarino em Maricá para o despejo dos resíduos tratados e definiu para maio a escolha do modelo de abastecimento de água do polo industrial.

Em tom de alerta, representantes da Petrobras informaram que a estatal assinou um contrato com a Fundação Getúlio Vargas para “colaborar” com a elaboração dos projetos estruturais dos municípios do entorno do Complexo Petroquímico. Segundo a estatal, quase 30% dos projetos encaminhados pelas prefeituras estão incompletos ou errados, impossibilitando o envio de recursos do Ministério das Cidades.

“Criamos uma base de apoio técnico para que as prefeituras possam ter acesso aos recursos federais. Dos 341 projetos apresentados pelo Conleste, 101 estão com problemas”, afirmou o diretor-presidente das empresas do Comperj, Nilo Vieira.

Gasoduto - A utilização de gás natural na planta do Comperj implicará no transporte do produto da bacia do Pré-Sal para Itaboraí. Segundo Paulo Roberto, o gás poderá vir via gasoduto, a uma distância de mais de 300 quilômetros, ou por navio na forma de Gás Natural Liquefeito (GNL). Entre os locais por onde o gasoduto poderá passar está Maricá, que já receberá o emissário submarino.(O Fluminense)