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quarta-feira, 30 de março de 2011

Cedae estuda solo em Itaipuaçu e Inoã para instalação de dutos d’água


Implantação de rede de abastecimento de água tratada nos dois distritos do município de Maricá começa a sair do papel. Equipe visitou o local por onde vai passar futura tubulação

A tão esperada implantação da rede de abastecimento de água tratada em Itaipuaçu e Inoã, sonho acalentado pelos moradores há muitas décadas, começa a tomar forma. Uma equipe da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) começou esta semana a realizar os estudos de solo no trajeto onde vão passar os dutos, às margens da Estrada de Itaipuaçu. O trabalho é resultado de um convênio assinado entre a Prefeitura de Maricá e o Governo do Estado.

De acordo com os técnicos da empresa, o estudo serve para avaliar a condição do solo em toda a extensão da passagem da rede, verificando se há, por exemplo, paredes rochosas que precisem ser retiradas.

A equipe da Cedae informou que os dutos deverão passar a cerca de dois metros de profundidade, sempre beirando a principal via de acesso ao bairro.

O contrato para implantação do sistema de abastecimento em Itaipuaçu e Inoã foi assinado no fim de janeiro pelo prefeito Washington Quaquá, pelo governador Sérgio Cabral Filho e pelo presidente da Cedae, Wagner Victer.

terça-feira, 15 de março de 2011

Torneiras secas: problema ainda bem longe do fim em Niterói e São Gonçalo

Para ambientalistas, solução para falta d’água não se restringe à ampliação de Imunana-Laranjal, mas em cuidar dos mananciais, ameaçados pelo constante desmatamento

O “desafio do século XXI”, idealizado na distribuição igualitária de água a todos os municípios, bate à porta e para moradores de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí está longe de ser solucionado. A Cedae anunciou a ampliação na capacidade de tratamento do sistema Imunana-Laranjal, mas ambientalistas alertam que o problema está antes do tratamento, nos rios e mananciais que abastecem as cidades.

A água que chega às torneiras de mais de 1,7 milhão de pessoas vem do Rio Macacu e seu principal afluente, o Guapiaçu e é captada para tratamento próximo a Visconde de Itaboraí. No trajeto da serra até o local, o desmatamento e o uso descontrolado prejudicam o rio e a captação de 5 mil litros por segundo (5 m³/s) o “sufoca” ainda mais. Atualmente, essa quantia de água retirada não é suficiente para atender à demanda da crescente população e o futuro pode ser preocupante.
“O problema já está instalado. Está em cada esquina, em cada prédio que se ergue, no aporte populacional que as cidades estão recebendo por conta do Complexo Petroquímico (Comperj). O rio já está em sua capacidade máxima, não se pode tirar ainda mais água dele para abastecer as cidades. A retirada da cobertura de floresta prejudica ainda mais, pois desregula a vazão dos rios, que enchem muito com a chuva, mas logo escoam, ficando vulneráveis a períodos de estiagem como este que enfrentamos”, explica Dora Hees de Negreiros, do Instituto Baía de Guanabara.

Segundo Dora, apesar do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) não utilizar a água tratada pela Cedae, a população de trabalhadores necessitará dela. O complexo deve utilizar água de reuso empregada na limpeza dos filtros da estação de tratamento de Guandu.

Para solucionar o problema de falta d’água na região, a Cedae está investindo R$ 150 milhões em ações que englobam a ampliação da capacidade de Imunana-Laranjal de 5 m³/s para 7 m³/s, mas o projeto vem gerando críticas.

Aumento - A retirada de mais água do Rio Macacu pode impactar toda a Baía de Guanabara. A bacia do Guapiaçu-Macacu é a maior drenante de água para a baía e alguns organismos no mangue dependem diretamente da água doce que chega.

“Não é apenas ampliar a retirada de água. Temos que avaliar de quanta água depende o mangue, por exemplo. Estamos acompanhando o crescimento da língua salgada em Itambi, que significa diminuição na vazão do rio. Ficamos um tempo sem chuva e existe ainda o uso indiscriminado da água do subsolo, que é engarrafada e vendida. O rio já está sufocado para retirar mais água”, revela Péricles Muniz, biólogo e diretor da Associação de Preservação dos Rios e Serras de Macacu (Prisma).

A Cedae informou que a ampliação será finalizada até o fim do ano. Atualmente, a estação funciona em sua capacidade máxima, mas não é capaz de suprir a grande demanda. Esta iniciativa, junto com a reativação de reservatórios em São Gonçalo deve minimizar os problemas de abastecimento. O medo dos ambientalistas é que isto se reflita em perda de biodiversidade na baía.

Para Dora, a solução deve ser pensada antes da captação e em campanhas de conscientização para o uso consciente da água, principalmente com o advento do Comperj. “Algumas soluções são pensadas, como a construção de barragens no Guapiaçu. É uma alternativa artificial para substituir a função das florestas que é de regular a vazão dos rios. De qualquer forma, a retirada de mais água pode não ser a solução. As pessoas vão precisar de água e não teremos de onde tirá-la, então o melhor a se fazer agora é investir em campanhas de conscientização e também diminuir as perdas do sistema em vazamentos. A barragem pode ser uma solução sim, mas precisa ser bem estudada”, disse.

A Cedae divulgou que a ampliação do sistema causará menos impacto que o esperado pelos ambientalistas. Segundo a empresa, não é captada água apenas no Rio Macacu, mas também no Canal de Imunana, que é a junção dos rios Macacu e Guapiaçu, o que garante água suficiente para o tratamento de 7 m³/s sem comprometer o nível dos rios. “Além disso, a companhia tem outorga do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para captar até 9,25 metros cúbicos de água por segundo no Rio Macacu, embora não o faça”, concluiu a nota.

Para os pesquisadores, o impacto pode ocorrer sim, pois o Rio Macacu teria uma vazão média de 7 m³/s na altura da tomada d’água do Imunana. Nos períodos de estiagem, o nível pode cair a 5,5 m³/s ou até menos.

Barragem - Pensado há mais de 30 anos, o projeto de represar água do Guapiaçu causou polêmica recentemente, mas é apontado por pesquisadores como uma possível solução para o problema, apesar de todo o impacto que causaria a construção do lago. Moradores da área que será alagada realizaram protestos com a volta à tona das discussões sobre a necessidade da represa. Apesar de todo o estardalhaço, o projeto pode não ser realizado a curto prazo. Segundo o Inea, a barragem ainda é um pré-projeto, sem prazo para realização.

“Na época, a Serla (Superintendência Estadual de Rios e Lagoas), hoje Inea, reuniu todos os proprietários de terra do local e falou até em indenização, mas depois tudo caiu no esquecimento”, explicou Cleber Araújo, proprietário de um lote em Areal de Subaio, uma das áreas que seriam alagadas.(O Fluminense)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Água está cada vez mais escassa e cara em Niterói e São Gonçalo

Carros-pipa não dão conta do crescimento dos pedidos e moradores reclamam do preço cobrado. Custo para contratar o serviço era de R$ 180, mas já aumentou em R$ 40


Moradores de Niterói e São Gonçalo, que sofrem com problemas no abastecimento  de água há semanas, têm agora mais um desafio: encontrar um carro-pipa. Com a estação de Imunana-Laranjal trabalhando na capacidade máxima e um aumento no consumo de mais de 20%, as solicitações aumentaram tanto que os chamados pipeiros estão tendo dificuldades para atender a todos os pedidos. Em Niterói, há um mês, o custo para contratar o serviço era de R$ 180. Agora está R$ 220. 

O funcionamento para abastecimento de carros-pipa, que vinha sendo feito das 7 às 17 horas, de segunda a sexta-feira, foi ampliado após a manifestação. Agora os pipeiros são atendidos, em Laranjal, das 7 às 20 horas, inclusive aos sábados.

Roberto atua em Niterói, onde fica a sede da sua empresa, mas carrega o carro em São Gonçalo. Companheiros de profissão de Niterói, no entanto, teriam a opção de abastecer em Santa Bárbara, mas segundo relatos de pipeiros, o Booster Santa Bárbara ficou fechado, sem água.

Explicações – A Cedae, que é responsável pela distribuição da água que abastece Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Paquetá, explica que a estação de tratamento de Imunana-Laranjal está operando na capacidade máxima e que a falta de água não se deve à queda na produção, mas no aumento da demanda.

Segundo a Águas de Niterói, concessionária que administra o serviço, não houve problemas no abastecimento no Booster Santa Bárbara. A empresa informou que a operação foi normal e que foram  efetuados mais de cem abastecimentos de carros-pipa.(O Fluminense)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Falta de abastecimento de água prejudica moradores de Niterói e SG

Famílias que vivem na Ilha da Conceição e no bairro do Boaçu afirmam que problema ocorre com frequência. Contas seriam pagas em dia, mas serviço não chegaria às localidades

Moradores da Rua do Cruzeiro, na Ilha da Conceição, em Niterói denunciam que estão sem abastecimento de água há pelo menos duas semanas. Segundo a população, a Águas de Niterói já foi acionada, mas o problema não foi resolvido.

Famílias que moram no local afirmam ainda que pagam em média R$ 200 por mês pela prestação do serviço, mas dizem que a falta de água é frequente.

A Águas de Niterói informou que o abastecimento na Ilha da Conceição está ocorrendo normalmente, mas que enviará técnicos ao local para verificar a situação colocada. 

A falta de abastecimento também prejudica a população de São Gonçalo. Na Rua Capitão Alfredo Souza, no bairro do Boaçu, moradores afirma que a água só cai uma vez por semana e que não dura mais do que 30 minutos. 

A Cedae alega que o abastecimento vem sendo realizado normalmente na região, mas informou irá verificar se existe algum problema na loicalidade.(O Fluminense)


No Fonseca onde moro também não há água.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Manutenção em rede pode deixar várias cidades fluminenses sem água


Cedae vai realizar serviço na Estação de Imunana-Laranjal nesta quarta-feira. Abastecimento pode afetar os municípios de Niterói, Itaboraí, São Gonçalo e Paquetá

Deve faltar água em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e na Ilha de Paquetá nos próximos dias. O abastecimento de água feito pela Estação de Tratamento de Água (ETA) de Imunana-Laranjal será interrompido, das 9h às 20h desta quarta-feira, devido a uma manutenção preventiva que será realizada pela Cedae. O sistema só deverá ser normalizado até 48 horas após a conclusão dos serviços. Assim, os bairros que, pelo cronograma, são abastecidos entre hoje e sexta-feira sofrerão atrasos na chegada da água. 

Segundo a Águas de Niterói, os bairros que deverão ser mais afetados são Ingá, São Francisco, Charitas, Jurujuba, Barreto, Engenhoca e Fonseca.

Para que a cisterna não fique vazia antes do tempo, a população deve economizar água. A Cedae informou que é necessário que os moradores reservem água, enchendo cisternas e caixas d’água, além de evitar desperdícios, como lavar carros, roupas, calçadas e regar plantas, entre outros. 

O objetivo dos trabalhos na estação de tratamento é aperfeiçoar a operação desse sistema de abastecimento para o verão, época em que o consumo de água registra aumento significativo. A Cedae e a Águas de Niterói informaram que disponibilizarão carros-pipa para atendimento aos serviços essenciais, como escolas, creches e hospitais.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Abastecimento de água em Niterói é prejudicado após falta de luz

Interrupção no fornecimento de energia na Estação de Tratamento de Imunana-Laranjal causou problemas em tubulações e situação só deve ser normalizada nas próximas 48 horas

Uma pane no fornecimento de energia elétrica da subestação de São Gonçalo, da Ampla, já está afetando a distribuição de água em Niterói. De acordo com a Águas de Niterói, o abastecimento está prejudicado na cidade uma vez que a interrupção do fornecimento de energia provocou a paralisação do  Sistema Imunana-Laranjal, operado pela Cedae, entre 9h30 e 13h30.

Logo após a paralisação do sistema, ocorreram dois vazamentos nas tubulações adutoras de água bruta (uma de 800 mm e outra de 1000 mm) prejudicando a distribuição de água.

Segundo a Águas de Niterói, os reparos deverão ser concluídos até o final do dia. O abastecimento, no entanto, só deverá estar plenamente regularizado 48 horas após o término dos consertos. Ainda de acordo com a concessionária, os bairros mais afetados são: Fonseca, Barreto e Engenhoca.

Para evitar o desabastecimento, a Águas de Niterói vai disponibilizar carros-pipa para o fornecimento de água para os serviços essenciais como hospitais, postos de saúde, creches e escolas. A concessionária pede que a população evite o desperdício. 

A Ampla informou que o problema foi causado por uma falha num equipamento da subestação de Alcântara, que provocou a interrupção no fornecimento de energia às 9h22 e que investiga as causas do incidente. O serviço foi restabelecido às 9h57.(O Fluminense)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Falta de energia interrompe abastecimento de água em Niterói

Problema na Estação de Tratamento de Água de Imunana-Laranjal também atinge São Gonçalo, Itaboraí e Paquetá. Cedae recomenda que moradores evitem desperdício

Um problema no fornecimento de energia elétrica por volta das 8h30 desta quinta-feira interrompeu o funcionamento da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Imunana-Laranjal, responsável pelo abastecimento de água aos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e à Ilha de Paquetá.

De acordo com a Ampla, concessionária de energia da região, a energia foi restabelecida no local por volta das 10h.

Segundo a Cedae, responsável pela estação de tratamento de água, o abastecimento nos municípios só deverá ser normalizado na madrugada de sexta-feira, porque são necessárias horas para que o sistema volte ao normal após uma interrupção.

Ainda segundo a Cedae, quem possui caixas d’água provavelmente não será afetado, mas é recomendável que até a normalização, os moradores evitem desperdícios como lavar carros e calçadas, tomar banhos demorados, escovar os dentes com as torneiras abertas e regar plantas.(Fluminense)