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terça-feira, 24 de maio de 2011

Lançamento do Livro "A Construção Naval Militar Brasileira no Século XX"

Hoje, 24 de maio, às 18h30, haverá o lançamento do livro “A Construção Naval Militar Brasileira no Século XX” de autoria do engenheiro naval Eduardo G. Câmara e com distribuição pela SOBENA (Sociedade Brasileira de Engenharia Naval).

O livro, que teve sua “quilha batida” em 2001 e foi produzido com recursos do próprio autor, será lançado no Museu Naval do Rio de Janeiro - Rua D. Manuel, 15 – Centro.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

UNITAS 52 chega ao Rio


O Brasil está sediando desde 15 de abril a UNITAS-LANT 2011, uma série de exercícios navais conjuntos com os Estados Unidos, México, Argentina e Peru. A partir do dia 26 de abril, terça-feira, o exercício militar iniciará sua etapa do Rio de Janeiro.

No Rio de Janeiro, as Marinhas dos países participantes participarão de uma entrevista coletiva no Comando do 1º Distrito Naval na terça-feira, 26 de abril, às 15h.

Na quarta-feira, 27 de abril, a Marinha dos EUA abrirá o navio USS Nitze à imprensa credenciada às 10h, na Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ), na Ilha do Mocanguê.

Além do exercício militar, as Marinhas dos países participantes da UNITAS se confraternizarão numa tarde de eventos esportivos também na quarta-feira, 27 de abril, entre 9h e 16h, na Base Naval do Rio de Janeiro.

Durante a etapa de Salvador, os países participaram de diversos exercícios navais, que incluíram operações aéreas, exercícios de disparos e treinamento de reabastecimento de embarcações em alto mar.



A UNITAS – “unidade” em latim – é o mais tradicional exercício naval conjunto do mundo, com o objetivo de treinar as forças navais de cada país participante em diversas simulações marítimas. As Marinhas das nações envolvidas no exercício atuarão como integrantes de uma força-tarefa multinacional, melhorando assim a interoperabilidade.

A UNITAS é um exercício naval conjunto realizado anualmente desde 1959, patrocinado conjuntamente pelos Estados Unidos e países sul-americanos.

A UNITAS desenvolve e cultiva relações com o objetivo de aumentar a capacidade das forças navais. Este exercício anual aprofunda a cooperação amigável entre os países participantes.

O Comando Sul das Forças Navais dos EUA (COMUSNAVSO) e a Quarta Frota (CF4) apoiam as operações militares conjuntas do Comando Sul num amplo espetro ao proporcionar principalmente a presença marítima para assegurar a liberdade de manobra no domínio marítimo, fomentar e sustentar relações cooperativas com parceiros internacionais para explorar integralmente o mar como espaço de manobra com o objetivo de aumentar a segurança regional e promover a paz, estabilidade e prosperidade no Caribe, América do Sul e Central.(Reportagem do site: Poder Naval)


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Bill Gates e equipe deixam o Brasil por não terem visto de permanência

Segundo informações da Polícia Federal, o grupo com sete pessoas contavam apenas com um documento que permitia a eles passar pelo país, sem permanecer em terras brasileiras


O bilionário Bill Gates, pai do Windows e da Microsoft, teve de deixar o Brasil na madrugada desta terça-feira depois que sua equipe foi notificada pela Polícia Federal no Amazonas. A equipe do empresário, segundo foi informado à Polícia Federal, passava férias num hotel de selva no Amazonas, mas não tinha o visto de turista no passaporte, uma exigência brasileira para visitantes dos Estados Unidos. Segundo informações, eles contavam apenas com um documento que permitia a eles passar pelo país, sem permanecer aqui. A PF não informa se Bill Gates tinha ou não o visto e como o grupo entrou no Brasil.

O grupo do empresário, formado por sete pessoas, foi detido na última sexta-feira, dia 15, por agentes federais quando faziam um passeio de barco no Rio Negro, próximo a Manaus. No momento da detenção, os americanos estavam sem a presença de Bill Gates, se identificaram como funcionários da Microsoft e pediram para os agentes da PF contatarem a embaixada americana no Brasil.

Segundo informações da Polícia Federal, eles não tinham nem mesmo documentos de identificação, e a embarcação não tinha autorização da Marinha para navegar em águas brasileiras, uma vez que os tripulantes estavam0 "ilegais" no país. Depois de quase 12 horas detido, o grupo foi liberado com a condição que deixasse o Brasil em três dias.

Como não conseguiram voo desta segunda-feira, eles embarcaram às 2h da madrugada desta terça-feira em um voo com destino a Miami. Segundo a Polícia Federal,  o grupo infringiu a Lei 6.815/80 e seus integrantes devem responder a um processo administrativo.

No retorno para os EUA, Gates acompanhou a sua equipe. Não é a primeira vez que o empresário passa férias no Amazonas, ele já esteve no Estado em 2007 e 2009. Nas duas viagens, ficou em hotéis de selva na Zona Rural de Manaus ou em cidades do interior do Amazonas.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Bope e Marinha fazem megaoperação com blindados no Rio

São seis blindados e dois caminhões com fuzileiros navais nas ruas.
Outras dezenas de veículos do Bope tambésm estão em ação.

Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope)  e fuzileiros navais fazem uma megaoperação na região das favelas na Penha, subúrbio do Rio no final da manhã desta quinta-feira (25). Seis veículos blindados da Marinha e dois caminhões com fuzileiros deixaram há pouco o quartel de fuzileiros navais, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A expectativa é que os policiais se dirijam par a Vila Cruzeiro, onde bandidos armados se concentram. O comboio da polícia,  com mais de dez veículos do Bope, chegou à região hoje cedo. O clima é de tensão na região.

Mais cedo, quatro homens em duas motocicletas tentaram utilizar um caminhão de lixo para bloquear a passagem na Rua Tenente Luís Dorneles, na entrada do Grotão, na Vila Cruzeiro. Segundo a Comlurb, os bandidos teriam ordenado que o motorista permanecesse no local bloqueando o acesso à comunidade. Ainda de acordo com a empresa, depois de dar a ordem, eles teriam deixado o local e o motorista ligou o caminhão e fugiu.(G1)

 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

145 anos da Batalha de Riachuelo


A Força Naval Brasileira comandada por Barroso, estava fundeada no Rio Paraná próximo à Cidade de Corrientes, na noite de 10 para 11 de junho de 1865.

O plano paraguaio era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11 de junho, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para Humaitá. Para aumentar o poder de fogo, a força naval paraguaia, comandada pelo Capitão-de-Fragata Pedro Ignácio Mezza, rebocava seis chatas com canhões. A Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi artilhada pelos paraguaios. Havia, também, tropas de infantaria posicionadas para atirar sobre os navios brasileiros que escapassem.

No dia 11 de junho, aproximadamente às 9 horas, a força naval brasileira avistou os navios paraguaios descendo o rio e se preparou para o combate. Mezza se atrasara e desistiu de iniciar a batalha com abordagem. Às 9 horas e 25 minutos, dispararam-se os primeiros tiros de artilharia. A força paraguaia passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo, onde ficou aguardando.
Após suspender, a força naval brasileira desceu o rio, perseguindo os paraguaios, e avistou-os parados nas proximidades da foz do Riachuelo.

Desconhecendo que a margem estava artilhada, Barroso deteve sua capitânia, a Fragata Amazonas, para cortar possível fuga dos paraguaios. Com sua manobra inesperada, alguns dos navios retrocederam, e o Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sofrendo o fogo concentrado do inimigo e, após passar, encalhou propositadamente, para não afundar.

Corrigindo sua manobra, Barroso, com a Amazonas, assumiu a vanguarda dos outros navios brasileiros e efetuou a passagem, combatendo a artilharia da margem, os navios e a chatas, sob a fuzilaria das tropas paraguaias que atiravam das barrancas.

Completou-se assim, aproximadamente às 12 horas, a primeira fase da Batalha. Até então, o resultado era altamente insatisfatório para o Brasil: o Belmonte fora de ação, o Jequitinhonha encalhado para sempre e o Parnaíba, com avaria no leme, sendo abordado e dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros, como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte.
Então, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo.

Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar navios paraguaios e vencer a Batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros.

Antes do pôr-do-sol de 11 de junho, a vitória era brasileira. A Esquadra paraguaia fora praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o Paraguai recebesse armamentos do exterior, inclusive os encouraçados que encomendara na Europa.

Foi a primeira grande vitória da Tríplice Aliança na guerra e, por isto, muito comemorada.

Com a vitória em Riachuelo, com a retirada dos paraguaios da margem esquerda do Paraná e a rendição dos invasores em Uruguaiana, a opinião dos aliados era de que a guerra terminaria logo. Isso, porém, não ocorreu. O Paraguai era um país mobilizado e Humaitá ainda era uma fortaleza inexpugnável para os navios de madeira que venceram a Batalha Naval do Riachuelo. A guerra foi longa, difícil e causou muitas mortes e sacrifícios. Foi nela, que brasileiros de todas as regiões do País foram mobilizados conheceram-se melhor e trabalharam juntos para a defesa da Pátria. Consolidou-se, assim, a nacionalidade.(Blog Força Naval)

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Marinha vai abrir processo administrativo para apurar encalhe de fragata


A Marinha de Guerra vai abrir um processo administrativo para apurar as causas do encalhe de uma das fragatas líderes da corporação, nesta terça-feira, na Enseada do Forno, em Arraial do Cabo. A Niterói (F-40) ficou atolada num banco de areia, apesar de ser dotada de ecobatímetro – sonar que mede com precisão a profundidade do mar – e de cartas náuticas elaboradas pela própria Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da corporação. O acidente ocorreu na maré seca. No entanto, a tábua de marés também é fornecida pela DHN. A embarcação, que teve problemas às 8h30m, foi desencalhada apenas às 18h15m pelo rebocador da Petrobras Ivan Barreto, com o auxílio de mergulhadores militares.

Em nota, a corporação informou que o problema ocorreu quando a embarcação estava na Enseada do Forno para embarcar uma equipe de especialistas do Centro de Armas da Marinha, que fariam testes operacionais para ajustar os sistemas de bordo. A fragata teria acabado de ser reparada. O navio, que foi construído na Inglaterra e modernizado no Brasil, era comandado pelo capitão de fragata Gilberto Chaves da Silva.

Segundo o mestre Erick Barreto, que pilota embarcações de apoio na região, a fragata encalhou no Baixio da Coroa, onde a profundidade média é de quatro metros, perto do Pontal do Atalaia.

Pescadores de Arraial e especialistas em praticagem nos portos do estado especulam que a fragata pode ter encalhado porque a âncora não estaria bem fixada no fundo e, com isso, correntes marítimas e ventos teriam arrastado a embarcação sem que o comandante notasse.

O presidente da Associação de Pescadores de Arraial do Cabo, Joaquim Rodrigues de Carvalho, o Quinzinho, estranhou o local do acidente:

- Nunca vi um barco grande naquela área. Ali não tem canal. No porto, estão dizendo que o navio foi arrastado pelo vento até encalhar, mas não vi o que aconteceu.

Um funcionário de praticagem, que não quis se identificar, informou que os navios de guerra não usam prático nos portos do estado. Os comandantes da Marinha seriam equiparados aos práticos.

- Acho pouco provável que a fragata tenha encalhado enquanto estava navegando. Os bancos de areia constam das cartas náuticas, e qualquer pessoa com o mínimo de experiência sabe onde eles estão. Uma hipótese plausível é que o navio estava fundeado e, por alguma razão, a âncora correu pelo fundo.

Para o mergulhador e profissional de resgate Jorge Luís de Paula, de 42 anos, seja qual for a causa, o encalhe foi um erro.

- Trata-se de um vacilo grande numa época em que as embarcações possuem a tecnologia de sonares, GPS e outros equipamentos de navegação – disse o mergulhador. (Blog do Poder Naval)