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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

É goleada

Opiniões de natureza pessoal do presidente da república não mudam leis. Mudar lei é prerrogativa única e exclusiva do Congresso Nacional. E qualquer tema muito polêmico vai naturalmente passar antes por ampla discussão da sociedade e se refletirá na mídia. Assuntos polêmicos não se resolvem com uma canetada do presidente nem do governador. 

A corrupção infelizmente é um mal generalizado neste país e não há partidos melhores que outros nesse sentido, a história comprova. Qualquer candidato que afirme algo diferente é hipócrita. Ela deve ser sempre combatida, mas aproveitar isso como discurso eleitoreiro é falsidade. 

O que deve ser considerado são as intenções amplas e projetos da coligação que compõe uma candidatura. Economia, educação, políticas sociais, política externa, cultura, saúde, tributos, etc. E neste caso, o Brasil evoluiu como nunca na atual administração. Fazer o que foi feito nos últimos 8 anos, não é resultado de sorte nem foi ficar de braços cruzados colhendo os frutos de uma administração anterior bem-sucedida (o que nem é bem o caso). É resultado de trabalho e intenção.

E aí a goleada está registrada, pelo menos 10 a 0. 
   

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A onda vermelha toma conta do país

Publicada por Conceição Lemes em 25 de setembro de 2010 (12:13) na Política
por Octávio Costa e Sérgio Pardellas, da IstoÉ

Na esteira da candidatura de Dilma Rousseff à Presidência, uma onda vermelha está tomando conta do País. No início da corrida eleitoral, essa imagem foi cunhada pelos estrategistas da campanha do PT para motivar a militância. Mas, agora, tornou-se realidade. As pesquisas de opinião revelam a supremacia dos candidatos governistas na maioria dos Estados, o que poderá garantir a um eventual governo Dilma ampla maioria na Câmara e no Senado. Surfando numa maré mais favorável do que aquela que levou o ex-metalúrgico Lula ao Palácio do Planalto em 2002, os candidatos da base aliada aos governos estaduais lideram as eleições em 19 das 27 unidades da Federação. Na disputa pelas cadeiras do Senado, a onda vermelha é tão volumosa que deverá eleger 58 dos 81 representantes e deixar sem mandato quadros históricos da oposição. Na Câmara, os partidos governistas devem conquistar 401 dos 513 assentos.

“Acho que vamos assistir a uma vitória esmagadora dos partidos da coalizão do governo”, prevê o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, Geraldo Monteiro.

Não bastasse a liderança em 21 Estados, Dilma está na frente de José Serra (PSDB) em locais em que Lula foi derrotado pela oposição em 2006. Apesar da oscilação registrada na última semana, a ex-ministra está perto da vitória em antigos redutos oposicionistas como São Paulo, Santa Catarina e Paraná. Na maioria dos Estados em que ela lidera as pesquisas, os candidatos que apoia também estão na dianteira. Bons exemplos são o Rio de Janeiro e a Bahia, onde os governadores Sérgio Cabral (PMDB) e Jaques Wagner (PT) são favoritos para se reeleger no primeiro turno. Como exceções aparecem Minas Gerais, com Antonio Anastasia (PSDB) na liderança, e São Paulo, onde Geraldo Alckmin (PSDB) supera Aloizio Mercadante (PT). No Paraná, a onda vermelha já proporcionou uma grande virada. As últimas pesquisas mostram que o tucano Beto Richa, antes favorito ao governo, perdeu o primeiro lugar para Osmar Dias (PDT). Reviravoltas também têm ocorrido na di sputa para o Senado. Até então cotado para uma das vagas do Rio, Cesar Maia (DEM) foi ultrapassado pelo ex-prefeito de Nova Iguaçu Lind­berg Farias (PT). No Amazonas, Arthur Virgílio perdeu o segundo lugar para Vanessa Grazziotin (PCdoB). Em Pernambuco, Marco Maciel (DEM), segundo colocado atrás de Humberto Costa (PT), foi ultrapassado por Armando Monteiro Neto (PTB).

A inédita sintonia fina entre Executivo e Legislativo, a partir de 2011, trará benefícios para o Brasil. Caso se confirme a sólida maioria no Congresso do possível futuro governo Dilma Rous­seff, o Brasil terá finalmente a chance de aprovar as mudanças estruturais que se fazem necessárias há anos, como as reformas política e tributária. “A agenda congressual a partir do ano que vem exigirá a votação das reformas. Com maioria no Legislativo e vontade política, será possível avançar nessas questões”, afirma David Fleischer, cientista político da UnB. Outro aspecto importante é a possibilidade da formação de uma concertação política, composta por partidos aliados chancelados pelo desejo popular. Desde a redemocratização do País, os governos construíram suas maiorias pelas artes do fisiologismo e das políticas do toma-lá-dá-cá, numa espécie de balcão de negócios em pleno Congresso. Nesse novo cenário, queiram ou não, dep utados e senadores serão levados a participar de uma ação conjunta, na qual é de esperar que os objetivos políticos se sobreponham à visão patrimonialista do mandato.

Há quem afirme que a concentração de poder nas mãos do Executivo, com o Legislativo dócil à vontade do Planalto, pode permitir uma recaída autoritária. O temor não se justifica. Não há ambiente no Brasil para esse tipo de surto. As instituições são sólidas e democráticas, e não há espaço para mudanças constitucionais em benefício de um partido, como aconteceu na história do México, onde o PRI controlou a vida política por 71 anos, graças ao domínio da máquina pública. “O que aconteceu no México foi muito diferente. O PRI chegou ao poder quando a economia mexicana, a sociedade e os políticos eram muito rudimentares e eles forjaram instituições para guiar o desenvolvimento em todas as áreas. Já o PT emergiu no momento em que a economia e as instituições já estavam consolidadas”, compara o brasilianista Peter Hakim, presidente do Interamerican Dialog.

Contrariando todas as evidências, intelectuais e setores da elite, em São Paulo divulgaram, na semana passada, um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de expressão. Um dia depois, o Clube Militar, no Rio de Janeiro, instituição marcada pelo apoio ao antigo regime de exceção que infernizou o País por 20 anos, promovia um inusitado painel de debates para discutir também supostos riscos à democracia no País. Tanto o documento do grupo de intelectuais quanto os debates dos militares ficaram a um passo de questionar a própria legitimidade da eleição de Dilma, em razão da participação do presidente Lula na campanha. Ambos não levaram em conta que a legitimidade brota das urnas. Embora o eleitor manifeste maciçamente sua intenção de votar pela continuidade das políticas oficiais, a opinião pública não vem sendo espelhada na ação de alguns agentes do processo político. O que parece ter sido esquecido no manifesto oposicionista d e tendências golpistas é que a democracia é exercida pelo voto.

O temor de uma vaga autoritária por parte do governo é deslocado da realidade. Não reflete o momento que o Brasil vive. Não há sinais concretos de que o presidente Lula tenha atentado contra a liberdade de imprensa. Ele vem fazendo apenas críticas pontuais, direito que não pode ser negado a qualquer cidadão, muito menos ao presidente. De resto, desde a luta contra a ditadura, Lula mostrou-se defensor intransigente das liberdades democráticas. “É incrível como as pessoas ficam empurrando o Lula para o chavismo, quando ele tem permanentemente se recusado a cruzar essa fronteira”, rebate o ex-ministro Delfim Netto, com a ironia de sempre. Delfim tem razão. A não ser que o observador da cena nacional, assustado com a onda vermelha, queira ver chifre em cabeça de cavalo.

Matéria tirada do Viomundo - O que você não vê na mídia - http://www.viomundo.com.br
Link da matéria: http://www.viomundo.com.br/politica/istoe-a-onda-vermelha-toma-conta-do-pais.html

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Assessor de Lula busca aproximar Dilma de católicos

Bispo recomendou voto contra Dilma por posição do PT favorável ao aborto.
Gilberto Carvalho vai promover encontros reservados com clero.

Preocupado com a disseminação de rumores que têm criado mal-estar entre religiosos e a candidata do PT, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, um ex-seminarista, para aproximar a petista da Igreja Católica. Lula quer evitar que Dilma seja carimbada como defensora do aborto e ganhe a antipatia de bispos e padres. Carvalho já tem acompanhado a ex-ministra da Casa Civil em visitas a igrejas, mas vai reforçar o trabalho, promovendo encontros reservados para ela.

Em duas entrevistas concedidas na quinta-feira (22), Dilma destacou que nunca pregou o aborto. Foi uma resposta ao bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que em artigo no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), intitulado "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que o PT é a favor da interrupção da gravidez.

Dilma disse admitir o aborto nos casos previstos em lei, como em gravidez resultante de estupro. Destacou, no entanto, que o Estado não pode deixar mulheres com menor poder aquisitivo utilizarem métodos medievais para pôr fim à gestação. ""O aborto é uma violência contra o corpo da mulher. Agora, tanto eu como o presidente Lula reconhecemos que é uma questão de saúde pública."(G1)

 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Petrobras assume estaleiro no Rio e cria 5 mil empregos

O governador Sérgio Cabral disse, na manhã desta segunda-feira, que a Petrobras vai assumir a área do estaleiro Ishibrás, na Zona Portuária do Rio, para construções e reparos. A retomada das operações do estaleiro, que voltará a ter o nome original de Inhaúma, deve gerar 5 mil empregos diretos.

O anúncio foi feito pelo governador na abertura do seminário 'Balanço de Setor naval e Offshore no Rio de Janeiro', na sede da Firjan, Centro do Rio. A empresa e o governo do Rio estão em fase de acerto de "detalhes tributários", como revelou Cabral, que recebeu hoje o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli.
O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços e o Sistema Firjan e o objetivo é apresentar projetos e discutir as atividades do segmento em todo o Estado. (O Dia)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Revista 'Time' aponta Lula como um dos líderes mais influentes do mundos

Lista de 100 personalidades mais influentes inclui ainda nomes como o presidente dos EUA Barack Obama e a cantora Lady Gaga

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma das pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista Time, que publicou nesta quinta-feira, 29, a lista que inclui também o ex-líder americano Bill Clinton e a cantora Lady Gaga. Como o perfil de Lula era o primeiro a aparecer logo que se clicava na imagem do especial sobre as 100 personalidades, isso acabou levando à confusão de muitos jornais e agências de que Lula teria sido apontado como o mais influente.  

A sétima lista anual da publicação das 100 pessoas mais influentes do mundo, divulgada nesta quinta-feira no site da revista que chega às bancas nesta sexta-feira, colocou o presidente Lula, de 64 anos, na lista dos líderes mundiais mais influentes. 

"Lula é um autêntico filho da classe trabalhadora latino-americana, que esteve preso uma vez por liderar uma greve", afirma o cineasta Michael Moore, que se encarregou de elaborar um perfil do presidente para a revista em que destaca as conquistas de Lula para levar o seu país "ao Primeiro Mundo".

Depois do governante, vem o presidente da empresa de computadores pessoais Acer, J.T. Wang, e o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o almirante Mike Mullen, o presidente americano, Barack Obama (que ocupa o quarto lugar) e a presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.
Entre os líderes em destaque também estão a ex- governadora do Alasca e ex-candidata republicana à Vice-Presidência, Sarah Palin; o diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn; os primeiros-ministros japonês e palestino, Yukio Hatoyama e Salam Fayyad, e o chefe do Governo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

A Time escolheu o ex-presidente Clinton, de 63 anos, como destaque da seção dedicada aos "heróis" por seu trabalho como enviado das Nações Unidas ao Haiti, como lembra o cantor irlandês da banda U2, Bono Vox, no perfil que escreveu sobre o ex-governante para a revista e onde assegura que "sem ele, o universo não seria tão amigável para os humanos".

Nessa seção também estão a sul-coreana Kim Yu-na, que este ano conseguiu o primeiro ouro em patinação artística para seu país em Vancouver; o opositor iraniano Mir Hussein Musavi, e o ator Ben Stiller por seu trabalho na reconstrução de escolas no Haiti, assim como os desportistas Didier Drogba e Serena Williams, entre outros.

Entre os artistas e celebridades, a revista destaca o domínio da nova-iorquina Lady Gaga, que aos 24 anos conseguiu inúmeros sucessos mundiais com seu primeiro trabalho e com uma aparições surpreendentes.
"O trabalho de um artista é retratar - seja através de palavras ou sons, letras ou música- como é estar vivo em seu tempo. A arte de Lady Gaga captura o período que vivemos", afirma a cantora Cindy Lauper para a Time no artigo em que destaca a "admiração" que sente pela jovem artista.

A Time também destacou o humorista televisivo Conan O'Brien, que voltará em breve à televisão após abandonar a "NBC", a cineasta Kathryn Bigelow, que se tornou a primeira mulher a ganhar um Oscar de melhor direção por seu filme "Guerra ao Terror".

Oprah Winfrey também está entre os escolhidos deste ano, assim como o diretor de "Avatar", James Cameron, a atriz Sandra Bullock, os britânicos Ricky Gervais e Robert Pattinson, os cantores Elton John e Prince e o costureiro Marc Jacobs, diretor criativo da empresa francesa Louis Vuitton.

Além disso também aparecem a cantora Taylor Swift, os atores Ashton Kutcher e Neil Patrick Harris, assim como o produtor e popular juiz do programa de talentos "American Idol", Simon Cowell.

Também fazem parte da lista da revista Time, já na categoria "pensadores", a prestigiosa arquiteta anglo-iraquiana Zaha Hadid, o executivo-chefe da Apple, Steve Jobs e o ex-presidente do Federal Reserve e agora assessor presidencial em matéria econômica, Paul Volcker, entre outros.

Fecha essa categoria a juíza americana de origem porto-riquenha Sonia Sotomayor, de 55 anos, que foi escolhida por Obama no ano passado para ocupar um posto na Suprema Corte se transformando assim na primeira mulher hispana a chegar o tribunal.

A revista Time também inclui uma análise de quem de sua lista são os mais influentes na internet, através de uma análise do número de seguidores e de conexões que essas pessoas acumulam nas redes sociais Facebook e Twitter.

Segundo essa análise, Barack Obama e Lady Gaga, seguidos do ator Ashton Kutcher, da cantora Taylor Swift e da apresentadora Oprah Winfrey dominam o manejo dessas ferramentas eletrônicas.

 


 

sábado, 20 de março de 2010

Dia D dos royalties na segunda

Lula abre agenda para encontrar o governador. Os dois vão discutir saída para o impasse criado pela Emenda Ibsen aprovada na Câmara, que faz o estado perder R$ 7 bilhões. No Congresso, Rio tenta mudar voto de 69 senadores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Rio, Sérgio Cabral, discutem na segunda-feira uma saída para o impasse da divisão dos royalties do pré-sal. Lula participará, pela manhã, do V Fórum Urbano Mundial, que acontece no Rio. Ele decidiu permanecer mais tempo na cidade e abriu a agenda para discutir com Cabral uma alternativa à decisão da Câmara, que reduzirá em R$ 7 bilhões as receitas do estado com o petróleo. O governador aposta que o presidente vetará a Emenda Ibsen, caso ela seja aprovada no Senado.

“É mais fácil o Sargento Garcia prender o Zorro do que o presidente Lula não vetar essa barbaridade contra os estados produtores. Eu conheço o presidente. Ele é o presidente mais solidário que o Rio já teve”, disse ontem, após a inauguração da UPA 24 horas de Teresópolis.

A bancada de senadores do Rio terá muito trabalho para evitar que a emenda seja aprovada. A sinalização de que o embate na Casa será acirrado está nos discursos de parlamentares dos estados beneficiados pela proposta de distribuição de recursos. O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB), por exemplo, deu o tom do grau de dificuldade que parlamentares de estados não-produtores terão para negociar a questão.

Ele advertiu que a discussão deve acontecer sem o risco do “atropelo pela maioria”. Mas deixou claro que se houver embate o Rio perde de goleada.
“O endurecimento das posições, notadamente dos estados produtores, não interessa a ninguém, mas se o confronto for inevitável, o placar que se anuncia é o mais eloquente possível: 69 X 12. Isso porque somos 23 estados não-produtores interessados na mudança do modelo”, contabilizou.
(O Dia)