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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Petrobras exportará 1ª carga de petróleo extraído do pré-sal ao Chile


A Petrobras anunciou nesta terça-feira que exportará ao Chile um milhão de barris de petróleo que constituem a primeira carga de petróleo extraído do pré-sal a ser exportada.

A exportação foi negociada com a estatal Empresa Nacional de Petróleo (Enap), informou a companhia brasileira em comunicado.

Só no campo de Lula, antigamente conhecido como Tupi, as reservas prováveis de petróleo são calculadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris, praticamente a metade das atuais reservas provadas do país (14 bilhões).

O campo de Lula, a primeira concessão do pré-sal a ser explorada comercialmente, é perfurado por um consórcio operado pela Petrobras (65%), em associação com a BG (25%) e a Galp (10%).

Esta concessão é menor que a do campo de Libra, cujas reservas calculadas chegam a 7,9 bilhões de barris, mas maior que a dos campos de Iara (entre 3 bilhões e 4 bilhões de barris) e a de Guará (entre 1,1 bilhão e 2 bilhões), todos no pré-sal.

A concessão do campo de Lula começou a ser explorada comercialmente em outubro passado com a instalação no local do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis.

A previsão do consórcio proprietário da concessão é que em 2013, quando a plataforma estiver conectada a seis poços de extração, alcance sua capacidade máxima para produzir diariamente 100 mil barris de petróleo e cinco milhões de metros cúbicos de gás natural. (EFE)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Acidente nuclear no Japão acende alerta em Angra


A tragédia nuclear japonesa acendeu um alerta nas usinas Angra 1 e 2, no Estado do Rio de Janeiro. Mas, se no Japão a população já estava instruída e tinha infraestrutura para esvaziar a área com segurança, no Brasil é diferente. A reportagem do Jornal O Dia percorreu neste domingo o trajeto entre Angra dos Reis e a capital e constatou que as rotas de fuga não são apropriadas para que a população da Costa Verde consiga escapar em caso de acidente, e a população não é treinada adequadamente. A BR-101, que liga as cidades, além de mal sinalizada, tem trechos com quedas de barreiras em obras desde o Réveillon de 2010, quando a chuva fez centenas de mortos na região.

O tipo de reator da usina japonesa tem diferenças do modelo brasileiro, segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe/UFRJ. "Nosso sistema apresenta vantagens, mas tem a proximidade do mar. Uma tsunami não é provável, mas estamos vulneráveis".

O risco de vazamento de radiação não está relacionado só a abalos sísmicos e tsunamis. Falha no núcleo do reator é uma das hipóteses. Atentados terroristas e a queda de um avião não são descartados. Mecanismos de proteção existem para evitar vazamento, mas, em caso extremo, o risco maior é para quem vive num raio de cinco quilômetros.São 20 mil pessoas.

A contaminação mais grave, que atingisse de 10 a 12 quilômetros, afetaria 80 mil. O risco de atingir o Centro de Angra, aventado por ambientalistas, mas negado pelas autoridades, comprometeria a segurança de 180 mil moradores.

O conselheiro da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê) Rafael Ribeiro também critica o plano. Segundo ele, a população não está devidamente treinada para emergências. Ele disse que a retirada das pessoas poderia ser prejudicada em caso de queda de barreira ou engarrafamento.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, é outro que vê falhas no plano de contingenciamento. Segundo ele, os exercícios deveriam ser mais frequentes e os procedimentos, mais claros.
A Eletronuclear, que opera as usinas , divulgou nota afirmando que a região tem baixo risco de terremotos ou tsunamis. Além disso, alega, as estruturas suportariam abalo até de grande magnitude.
O presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, Odair Dias Gonçalves, diz que o raio de cinco quilômetros é suficiente para a segurança.

Engenheiro reconhece que rodovia não é suficiente para saída em massa

Com apenas uma estrada entre o mar e a montanha como rota de fuga, os moradores de Angra dos Reis podem ter problemas para esvaziar o local com rapidez no caso de uma tragédia nuclear. No trecho entre Itacuruçá e o Centro da cidade, a pista comporta apenas dois carros, um em cada sentido. No trajeto há quatro obras contra quedas de barreira inconcluídas, uma ocupa parte da via, onde só passa um carro por vez. Além disso, as placas de sinalização estão cobertas pela vegetação.

O engenheiro Pedro Bonsanto, 56 anos, que se mudou para a região na década de 80 para trabalhar na central nuclear, reconhece que a rodovia é insuficiente para uma saída em massa. "Se houvesse mais acostamento, seria melhor. A estrada é muito instável. Se acontecer um acidente, será um problema", avalia o mineiro.

Segundo ele, a ineficiência das autoridades atrapalha ainda mais. "A estrada está em obras há um ano e três meses. Como é possível termos recursos para ter uma usina nuclear se eles não pintam nem as faixas", reclama ele, que todos os anos recebe em casa um calendário com instruções de saída e datas de simulações de emergência. Pablo Wendel, 18, que costuma pegar ondas na Praia Brava, próxima à usina, diz que há pouca divulgação de normas de segurança. Quando eu estava na escola, eles faziam palestras, mas isso não é frequente, explicou.(O Dia)

sábado, 30 de outubro de 2010

Lula e Cabral comemoram início da extração de óleo da camada pré-sal

Autoridades participaram, na cidade de Angra, da cerimônia que marcou o início das atividades. Presidente acompanhou entrada em operação de navio-plataforma em Tupi

“Duvido que tenha presidente no mundo hoje mais feliz do que eu”. Com essas palavras o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou o primeiro óleo retirado da camada pré-sal da Bacia de Santos na manhã desta quinta-feira. Lula acompanhou a entrada em operação do navio-plataforma Cidade de Angra dos Reis, na área de Tupi, na Bacia de Campos, e depois, à tarde, seguiu para a base aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, onde discursou rapidamente, antes de seguir para o velório do ex-presidente argentino Néstor Kirchner, na capital Buenos Aires.

Acompanhado do governador Sérgio Cabral Filho e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, Lula disse estar convicto de que a Petrobras é um símbolo de orgulho para os brasileiros porque conseguiu se transformar, em pouco tempo, e provar que está entre as mais importantes empresas do mundo.

“Quando começamos a falar em pré-sal a gente não tinha noção que ia colher tão rápido. Vou levar para casa como se fosse um troféu. É um líquido que estava escondido há 160 milhões de anos e a Petrobras conseguiu extrair. O século XXI é o século do Brasil. Vamos transformar o Brasil em uma potência mundial a partir do pré-sal”, afirmou, segurando uma pequena amostra do petróleo extraído.

Para o governador Sérgio Cabral, a retirada do óleo do pré-sal é prova da gestão transformadora do presidente Lula, que acreditou no país e agora está colhendo autoestima, confiança e um novo desenho para a nação.

“O povo brasileiro tem reconhecido o que se fez e o que se faz. Parabéns ao Gabrielli, aos diretores, executivos e trabalhadores da Petrobras. Não há nenhuma companhia que tenha o papel estruturante que a Petrobras tem para o Brasil.

O presidente da Petrobras lembrou que esse é um momento importante para a empresa e para o Brasil.
“É um momento especial porque representa a competência e responsabilidade dos técnicos da Petrobras. Parabéns aos trabalhadores da Petrobras”, disse Gabrielli.

Primeira unidade programada para produzir em escala comercial no pré-sal da Bacia de Campos, o Cidade de Angra dos Reis é uma plataforma do tipo FPSO, na sigla em inglês (unidade flutuante que produz, armazena e exporta óleo e gás). A unidade produzirá óleo leve de alto valor comercial e dará início ao sistema de produção definitivo de Tupi, que coletará informações técnicas fundamentais para o desenvolvimento das grandes acumulações de petróleo descobertas nos últimos anos.(O Fluminense)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Prefeito e vice de Angra dos Reis (RJ) são condenados por abuso de poder

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) condenou nesta segunda-feira (13) a três anos de inelegibilidade por abuso de poder econômico e político o prefeito de Angra dos Reis (166 km do Rio de Janeiro), Artur Otávio Scapin Jordão Costa, o Tuca Jordão (PMDB), e o vice José Essiomar Gomes (PP). Eles podem recorrer da decisão. 

Segundo o TRE, o prefeito e o vice são acusados de usar informações de uma pesquisa contratada durante a gestão deles na campanha para reeleição, em 2008.
Eles contrataram a empresa Listen para realizar uma pesquisa sobre as melhorias que a população queria para a cidade pelo custo de R$ 1.230 milhão. A pesquisa com duração de 12 meses ficou pronta quando faltavam apenas 28 dias para fim do mandato. 

 A defesa alegou que os dados teriam sido obtidos em uma nova pesquisa encomendada e custeada pelo Comitê Financeiro Municipal do PMDB à empresa Expertise por R$ 32 mil. 

O juiz demonstrou que os questionários utilizados nas duas pesquisas são praticamente iguais. A diferença é que a Listen teria demorado 12 meses para colher 70 mil entrevistas e a Expertise ouviu 52 mil pessoas em dois meses. 

"Não há possibilidade de não reconhecer que as informações colhidas no projeto Angra de Portas Abertas foram utilizadas na campanha eleitoral da coligação Continua Angra", disse o juiz Luiz Márcio Pereira. 

OUTRO LADO
 
A assessoria jurídica do prefeito e do vice informa que eles vão recorrer da decisão. 

Segundo os advogados, a decisão em primeira instância favorável a Tuca e Essiomar, e a votação por 3 a 2 durante o julgamento de ontem, mostram que que há divergências sobre a questão. 

Em relação às notícias divulgadas até o momento, a assessoria jurídica do prefeito informa que há um erro grave em praticamente todas elas. Ao contrário do que está sendo divulgado, Tuca Jordão não era o prefeito de Angra dos Reis no ano de 2007, quando foi contratada pesquisa pela Prefeitura de Angra. 

Os advogados do prefeito também afirmaram estar confiantes em relação ao recurso que será impetrado, já que não houve nenhum tipo de ilegalidade na contratação da pesquisa realizada durante a campanha eleitoral de 2008.(Folha de São Paulo)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A volta do turismo sobre rodas de aço


O Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre) cedeu os seis vagões que irão compor a nova versão do Trem da Mata Altântica à prefeitura de Angra dos Reis. O pedido foi aceito há cerca de 20 dias e o termo de cessão foi publicado no Diário Oficial da União.

Com a cessão dos vagões, a expectativa é que após o processo eleitoral a licitação de operação do trem e das reformas necessárias seja realizada. A previsão é que as viagens aconteçam em sete meses, de acordo com as informações do presidente da TurisAngra (Fundação de Turismo de Angra dos Reis), Marcus Veníssius Barbosa. Segundo ele, tudo dependerá apenas do final período das eleições de outubro.

- O mais difícil nós conseguimos. Temos os seis vagões que serão usados para o transporte, e mais três que farão parte do maquinário reserva. Também já conseguimos um investimento de R$3,6 milhões. No entanto, para que o dinheiro seja liberado pelo Ministério do Turismo é preciso esperar o período eleitoral ser finalizado - explicou.

O recurso já carimbado para o empreendimento será usado, segundo Barbosa, na reforma dos vagões e na construção de uma estação em Angra e na reforma de uma outra em Lídice, distrito de Rio Claro.

A intenção é que o trem retome inicialmente sua rota original Angra-Lídice (40 quilômetros), mas o trajeto não deve ficar só nesta extensão. Embora os vagões tenham sido cedidos à prefeitura de Angra, o projeto integra também os municípios de Rio Claro e Barra Mansa.

- Na verdade a intenção é inicialmente manter a mesma rota ferroviária, mas não o mesmo percurso. Os turistas agora poderão partir de Barra Mansa e desembarcar por lá também. Será uma rota rodoferroviária, pois a linha férrea será de Angra até Lídice, com o trajeto de Lídice à Barra Mansa sendo feito por micro-ônibus. Vamos integrar a região litorânea à região do Médio Paraíba - afirmou o presidente da TurisAngra.
A integração rodoferroviária, no entanto, deverá ocorrer somente por algum tempo: a pretensão é de que, depois que a primeira parte do trajeto já esteja vigorando, a linha ferroviária também chegue à Barra Mansa.
- Planejamos que os recursos alcancem a casa dos R$5 milhões, isso já incluído Barra Mansa como trajeto ferroviário - previu.Ainda não há uma definição sobre qual empresa fará a operação do trem, já que somente após as reformas as prefeituras poderão contratar o serviço terceirizado.

Concessão Pública

Marcus Veníssius Barbosa lembrou que já existe uma empresa que utiliza os trilhos da rota, mas somente para o transporte de cargas e que, pela concessão que a empresa já possuiu, ela é obrigada a destinar duas vezes por dia horários para a passagem de trens com passageiros.

- O órgão que regulamenta o transporte é a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e é ela que faz todas as exigências para a retomada da utilização desse trem. O que acontece é que os trechos são concedidos. Atualmente quem explora o trajeto é a FCA (Ferrovia Centro - Atlântica) e nossa intenção é que talvez ela própria possa operar o trem turístico, mas desde que a concessão seja pública e não particular - afirmou.

O presidente da TurisAngra lembra que o trem turístico funcionou até 1996 e que, por ser explorado por uma empresa privada quando o passeio foi interrompido, nada podia ser feito pelas prefeituras para que o passeio pudesse ser retomado. - Nossa meta é que a concessão seja pública e dada às cidades interessadas, ou seja, Angra dos Reis, Rio Claro e Barra Mansa. Dessa maneira, evitamos deixar esse patrimônio cultural nas mãos de particulares e correr o risco de o passeio ser interrompido a qualquer momento - esclareceu.

Empreendimento deverá aquecer turismo das cidades

Além do trajeto facilitado e da integração dos municípios, a retomada do transporte de passageiros por meio de trem do Médio Paraíba à região litorânea cria a expectativa de que as cidades invistam ainda mais em outras formas de turismo.

- Angra é ponto de atração de turistas no verão em potencial, por causa das praias. Com a retomada do trem, a prefeitura pretende investir na recuperação do Centro Histórico da cidade e manter o turista por aqui para além das datas sazonais. O Trem da Mata Atlântica explora a beleza natural e é um ótimo meio de atração de novos públicos que não querem só a praia - disse.

O prefeito de Barra Mansa também destacou que para o município o Trem da Mata Atlântica será uma opção não só de transporte alternativo para o litoral, como também de atração de novos públicos para a cidade.- Sem dúvida, estamos felizes com os passos que vem sendo dados com o projeto. A aquisição dos vagões é o início de um investimento que deixará a região do Médio Paraíba ainda mais unida à Costa Verde. Temos certeza que todos vão ganhar, e Barra Mansa fica feliz em participar da retomada deste projeto tão importante para o Estado - disse.

Conheça o projeto para o trem

Além da locomotiva, o Trem Ecoturístico da Mata Atlântica será composto por seis carros. Serão cinco carros de passageiros, com capacidade para 48 pessoas sentadas em cada um, todos equipados com bancos estofados, janela panorâmica, ar-condicionado, sistemas de vídeo, som e vigilância, dois sanitários com tratamento químico de efluentes e coleta seletiva de lixo.

O trem terá ainda um carro restaurante, com 48 lugares e serviço de buffet durante o percurso, além de um carro de apoio ao restaurante, com toda infraestrutura para os serviços de cozinha. Para garantir conforto e segurança, a operação da linha será realizada por empresa especializada no ramo de administração de trens de passageiros. A empresa será escolhida pelas prefeituras.(Revista Ferroviária)