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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Polícia faz operação para combater furto de energia

"Operação Caça Furtos", realizada na Região Oceânica de Niterói, começou na Estrada Francisco da Cruz Nunes, no bairro de Itaipu. Concessionária Ampla acompanha a ação

Policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), em conjunto com a  concessionária Ampla, estão realizando, nesta quinta-feira, a "Operação Caça Furtos" para combater o furto de energia na Região Oceânica de Niterói.

A ação começou às 9h, na Estrada Francisco da Cruz Nunes, no  bairro de Itaipu.(O Fluminense)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Apagões constantes infernizam a vida dos moradores da Região Oceânica


Vários bairros ficaram sem luz no último final de semana. Problema se repetiu novamente na segunda-feira, quando relógios residenciais explodiram após oscilação de energia



Os moradores da Região Oceânica estão sofrendo diversos transtornos devido à constante queda de luz, que vem aumentando a cada semana. No sábado, vários bairros ficaram sem energia por duas horas e nesta segunda-feira, depois de uma oscilação de luz, dois relógios de um condomínio de Itaipu se incendiaram.

De acordo com os moradores, o problema já existe há alguns meses, mas vem se intensificando há cerca de duas semanas. Na maioria das vezes a luz cai por alguns minutos (às vezes se estende mais de uma hora) e depois volta em apenas uma ou duas fases, o que pode ocasionar problemas para os moradores.

“Essa luz vive assim, indo e voltando, tenho medo que estrague alguma coisa aqui de casa. A geladeira nova já está fazendo um barulho estranho, meu marido já até chamou a assistência técnica, mas a gente sabe que ela só ficou assim por causa desse problema com a luz”, contou a dona de casa Carla de Souza Ferreira Cavalcante, de 40 anos, moradora da Avenida do Canal, em Itaipu.

Na tarde desta segunda-feira, a energia voltou a cair na região e minutos depois voltou, mas nas casas com relógio trifásico, só duas fases voltaram a funcionar. Em um condomínio da Rua Hilário Ferreira de Souza, em Itaipu, o relógio não suportou a oscilação de energia e pegou fogo, deixando seis casas no escuro.

“Ouvi uma explosão e quando vim aqui fora ver, um dos relógios estava pegando fogo. Logo depois aconteceu o mesmo com o do lado. Fiquei assustado, não sabia o que ia acontecer. Tem crianças na minha casa, tem gente trabalhando e se o fogo se espalhasse?”, questionou o produtor cultural João Pedro Braga, 50 anos, dono de uma das casas.

O fogo foi rapidamente controlado pelos bombeiros, e não houve nenhum dano mais sério à propriedade, porém isso não diminuiu a indignação de João Pedro. Segundo ele, o problema com a luz na região é antigo e ele já sofreu prejuízos por conta disso.

“Há quinze dias perdemos uma máquina de lavar-louças, além de outros eletrodomésticos no ano passado. Agora quando a luz começa a oscilar, tiro tudo da tomada, para não ter problemas”, contou o produtor.

A concessionária Ampla informou que irá enviar nesta terça-feira uma equipe técnica para as ruas citadas, para apurar as causas do problema.(O Fluminense)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Apagões atingem bairros de Niterói e SG e moradores fazem protestos

Comerciantes reclamam de prejuízos e até delegacia é obrigada a suspender atendimento.Os apagões atingiram também as lojas do Terminal Rodoviário João Goulart

Moradores de Niterói e São Gonçalo reclamam que vêm sofrendo com recentes interrupções no fornecimento de energia elétrica. Desde segunda-feira foram registrados apagões em vários bairros da Zona Norte de Niterói.  Em Venda da Cruz, São Gonçalo, abrigados no extinto 3° Batalhão de Infantaria (BI), ficaram sem luz das 18h30 de segunda-feira até 13h30 desta terça-feira. No local também funciona a 72ª DP (Mutuá), que foi obrigada a registrar manualmente as ocorrências durante o dia e dispensar quem procurou a delegacia à noite.

“Com isso, os serviços ficaram acumulados, sobrecarregando o plantão de hoje (terça-feira)”, contou o inspetor Câmara.

No Centro de Niterói ruas como a Visconde de Itaboraí, Maestro Felício Toledo e Coronel Gomes Machado enfrentam quedas de energia desde sexta-feira. Comerciantes reclamam dos prejuízos.

“Faltou luz hoje (terça-feira) durante uns 10 minutos por toda a rua. Foi por pouco tempo, mas o bastante para atrapalhar a minha produção e atrasar o horário do almoço. Felizmente desta vez não deu para estragar a comida, porém se fosse por mais um pouco de tempo, com certeza teria que jogar tudo fora e consequentemente teria um prejuízo bem maior”, contou Rafael Grando, de 24 anos, gerente de um restaurante na Rua Coronel Gomes Machado.

Os apagões atingiram também as lojas do Terminal Rodoviário João Goulart, que ficara às escuras. 

”Quando falta luz o sistema cai e o caixa não registra nenhum pedido dos clientes. Por causa disso, preciso escrever à mão, dando mais trabalho para mim”, contou a comerciária Jéssica Bernardo da Silva, de 21, que trabalha em uma lanchonete. 

Tatiane Vitorino, de 31, gerente de outra loja, lembra que na última sexta-feira, já havia sofrido com outro apagão, que também deixou sem luz parte do Centro de Niterói.

“Na ocasião ficamos 2 horas sem luz. A máquina do cartão de crédito não funcionou, deixando os clientes furiosos, porque teriam que pagar em dinheiro. Muitos desistiram da compra”, lamentou ao lado da caixa Juliana dos Reis, mostrando as máquinas que ficaram fora de operação.

Em São Gonçalo o problema não é diferente. No 3° BI,  desabrigados reclamaram do descaso.

“Ligamos na 2ª feira e a Ampla falou que ia mandar alguém. Mas vieram só hoje (terça-feira), às 12h30. E mesmo assim porque houve um chamado da delegacia que funciona nas mesmas dependências”, ressaltou o padeiro Vagner Neves, de 30.

Manifestação - Indignados com os constantes “apagões”, moradores da Rua Simões Lopes, no Gradim, fecharam a rua e queimaram pneus em protesto contra a concessionária de energia elétrica. A polícia foi chamada para acalmar os manifestantes e desobstruir a via.

“Ficamos sem luz desde as 15 horas de 2ª feira. A energia só retornou hoje (terça-feira) após a manifestação. Será que a Ampla só toma providências quando as pessoas botam fogo nas coisas e fecham a rua?”, questionou indignado o pintor Rosildo Estênio dos Santos, de 47 anos.

Moradores da localidade também reclamam dos prejuízos causados pela demora no restabelecimento da energia elétrica.

“A minha televisão queimou e a Ampla informou que levaria ainda 20 dias para mandar uma carta respondendo ao meu pedido de conserto do aparelho”, contou a dona de casa Luciana de Almeida, de 38 anos.

Outra moradora, a decoradora de eventos Tânia Márcia Lopes da Silva, de 50, reclama do calor e da comida que estragou na geladeira.

“Ficamos abandonados. Nós ligamos mais de 20 vezes para a Ampla e nada”, desabafou. 

A Ampla informou que os fortes ventos de terça-feira em São Gonçalo provocaram a queda de árvores e galhos sobre a rede em algumas ruas dos bairros Gradim, Paraíso e Porto da Pedra. Equipes foram ao local e já resolveram o problema. Em relação à interrupção em algumas ruas no Centro de Niterói, teria sido ocasionada por um defeito na Linha de Transmissão que atende à região e a causa do defeito ainda está sendo apurada.(O Fluminense)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Moradores protestam contra falta de luz há 24h, em São Gonçalo

Eles fecharam rua no bairro do Gradim; PM acompanha manifestação.
Ampla informa que enviou equipe ao local para identificar o problema. 

Moradores do bairro Gradim, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, fazem um protesto na manhã desta terça-feira (8) contra a falta de energia elétrica na Rua Simão Lopes. De acordo com moradores, eles estão sem luz desde as 11h de segunda-feira (7).

Os moradores fecharam parcialmente a Rua Capitão João Manoel, esquina com a Rua Simão Lopes, onde pedem providência da Ampla, a concessionária de fornecimento de energia do município. Duas patrulhas do 7º BPM (São Gonçalo) acompanham a manifestação que, até o momento, é pacífica.

“Já liguei umas 50 vezes para a Ampla e eles só informam que, por causa da ventania de ontem, outras ruas também estão sem luz. Estamos sem luz há 24 horas. Com esse calor, fica difícil manter os alimentos na geladeira. E como todas as casas da rua usam bomba hidráulica, daqui a pouco, não teremos mais água também”, reclamou a dona de casa Vera Augusto, dizendo que nenhuma equipe de manutenção da Ampla apareceu na rua.

Ampla enviou equipe ao local
A Ampla informa que, por causa da forte ventania na tarde de segunda-feira (7), o número de chamadas para problemas na rede elétrica aumentou em São Gonçalo e Niterói, na Região Metropolitana. A concessionária diz que uma equipe foi nesta terça-feira (8) ao local para tentar identificar o que causa a interrupção tão longa no fornecimento de energia.

Segundo a empresa, a ventania pode ter feito dois fios de média tensão se tocarem e, para que não houvesse um curto, o circuito teria desligado automaticamente uma das linhas da rede.(G1)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ampla é obrigada a fazer manutenção em todas as subestações de Niterói


Justiça determinou que concessionária cuide do bom funcionamento de todos os equipamentos, sob pena de multa de R$ 800 mil. Empresa tem 90 dias para cumprir as ações

O Juízo da 7ª Vara Cível da Comarca de Niterói concedeu liminar obrigando a Ampla Energia e Serviços S/A a efetuar, no prazo máximo de 90 dias, a manutenção adequada de todas as subestações que fornecem energia elétrica para o Município de Niterói. A Ação Civil Pública foi ajuizada em dezembro de 2010, pela Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa do Consumidor. 

Sob pena de multa de R$ 800 mil, a concessionária deverá também cuidar do bom funcionamento de disjuntores, banco de capacitores, transformadores de potência, bases equipotenciais, comutadores sob carga e reguladores de tensão instalados nessas subestações.

“A prestação deste serviço é um dever primordial incidente sobre o Estado, logo, realizado sob o regime de concessão. Com isso, transfere-se para concessionária a obrigação de executar os trabalhos com eficiência e continuidade, inclusive, por estreita observância à Constituição Federal, ao Código do Consumidor e às Resoluções da ANEEL”, afirmou o subscritor da ação, Promotor de Justiça Augusto Vianna Lopes.

A Ampla também foi obrigada a criar um livro de controle de acesso às subestações, para o registro de ocorrências; a desobstruir as saídas dos alimentadores; a efetuar o conserto de transformadores com vazamento de óleo e com ventilação forçada; a limpar a sala de controle e os filtros de linha dos sistemas de comunicação que se encontram com vegetação; a efetuar a limpeza das dependências das subestações e adequar a iluminação; a aterrar as estruturas; e a efetuar a troca de componentes de corrosão.

De acordo com a ACP, as irregularidades na manutenção das subestações foram constatadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), durante uma inspeção. Conforme relatado no documento resultante dessa inspeção, “foi constatado o precário estado de conservação de equipamentos, estruturas, identificação de equipamentos etc., impedindo-os de desempenhar sua função para a prestação do serviço adequado.”(Jornal O Fluminense)

Instabilidade da energia elétrica gera transtorno a moradores de Niterói


A concessionária Ampla informou que tratam-se de casos isolados, que podem ter ocorrido por motivos diversos e não necessariamente por aumento do consumo típico dessa época do ano

Moradores e comerciantes do Centro, Zona Sul e Região Oceânica reclamam dos constantes piques de energia elétrica em suas casas e estabelecimentos. 

Em Icaraí, um dos pontos mais afetados, fica na Rua Álvares de Azevedo nas proximidades com a Avenida Roberto Silveira. É o que afirma João Antero Lorga, 63 anos, dono de um restaurante situado na esquina das duas vias. 

“As quedas são rotineiras. Já perdi inclusive uma impressora. Isso acaba atrapalhando muito o atendimento e o cliente na fila não quer saber se o problema é seu ou não. Em sete meses de funcionamento tivemos pelo menos três interrupções no fornecimento de energia. Em uma das vezes, devido à explosão de um transformador à noite, fomos obrigados a fechar”, conta. 

Ainda na Rua Álvares de Azevedo, o gerente comercial de um curso de informática, Ricardo Vasconcellos, pede providências. 

“Essa é uma questão que preocupa muito. Ainda mais porque fornecemos cursos cuja principal ferramenta é o computador e não possuímos geradores. Solicitamos à concessionária de energia elétrica que avalie suas instalações”, requer. 

Já Fábio Costa, 29 anos, dono de uma loja de colchões na Rua Visconde de Itaboraí, no Centro, afirma que teve o computador do caixa queimado após um pique de energia no ano passado. 

“Sempre há quedas de energia. Elas duram poucos segundos e o serviço é normalizado em seguida. Às vezes, a luz nem chega a faltar, mas percebemos uma queda de fase”, conta. 

Ainda no Centro, na Rua Visconde de Sepetiba, o problema persiste. É o que afirma o dono de uma loja de consertos de eletroeletrônicos.

“Você mede a voltagem agora e daqui a pouco ela já é outra. O fornecimento oscila muito. O serviço é assim o ano todo, mas, quando chega o verão, piora. Isso quando o transformador não explode, gerando um transtorno ainda maior”, afirma o técnico. 

Na Região Oceânica, a situação se repete. O protético Antônio Carlos Curado, 52 anos, reclama que o problema só tem piorado. Morador da Avenida Conselheiro Paulo de Mello Calle (antiga Avenida 6), em Piratininga, onde possui um consultório odontológico, o profissional se sente lesado.

“Ficamos até quatro dias sem luz. Já procurei a Justiça, a Agência Reguladora de Energia Elétrica (Aneel), mas não deu em nada. Me sinto prejudicado, porque preciso de energia elétrica para exercer minha função. É um absurdo que em uma região que cresceu absurdamente, o transformador seja o mesmo utilizado há 30 anos, quando em vez de 30 mil casas existiam cerca de 30”, desabafa. 

Com relação aos piques de energia relatados, a Ampla informou que tratam-se de casos isolados, que podem ter ocorrido por motivos diversos e não necessariamente por aumento do consumo de energia. A concessionária esclarece, ainda, que segue as regras da Aneel no que diz respeito aos procedimentos para ressarcimento em caso de prejuízos. O cliente lesado deve se encaminhar a uma loja da Ampla no prazo de 90 dias corridos, a contar da data provável da ocorrência do dano elétrico no equipamento.  

Baixada – Vários bairros da Zona Oeste, Zona Norte e Zona Sul do Rio, além da Baixada Fluminense ficaram sem energia elétrica na manhã de ontem. Segundo a Light, o problema começou na noite de terça, quando a chuva provocou descargas elétricas e quedas de galhos de árvores sobre a rede. Na madrugada do último dia 28, a mais quente do ano, vários bairros do Rio, Niterói e São Gonçalo também ficaram sem luz.(O Fluminense)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Projeto AMPLA

A Ampla está buscando 125 crianças que tenham seqüelas como:lábio-leporino e fenda palatina para realizar gratuitamente a cirurgiade reparação.Se você conhece alguém que tenha alguma dessas deficiências, por favor, informe o telefone da Ampla (21) 2562-2822 ou o site www.operacaosorriso.org.br

domingo, 26 de dezembro de 2010

Município de Niterói corre o risco de ficar sem a verba da banda larga 2

Cidade tem mais de R$ 500 mil para investir na Rede Nacional de Pesquisa, mas enfrenta resistência da concessionária Ampla.

Niterói corre o risco de perder mais de meio milhão de reais da verba destinada para implantação da rede de banda larga nos centros de pesquisa da cidade por entraves da concessionária de energia elétrica Ampla. O dinheiro e o projeto de instalação foram disponibilizados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia desde o governo passado e foi retomado pelo atual secretário de Ciência e Tecnologia, José Raymundo Martins Romêo, em abril de 2009.

Com o projeto, Niterói seria o primeiro de dez municípios a integrar a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e ter os 16 centros de pesquisa da cidade interligados aos núcleos de pesquisa distribuídos pelo país. A rede começou a ser instalada em 2005 e já conecta a comunidade científica de 21 capitais do país. 

Segundo o secretário José Raymundo, para que o projeto seja implantado, os cabos de fibras ópticas precisam ser instalados em postes distribuídos pela cidade ou em galerias subterrâneas. “A parceria com a concessionária Ampla viabilizaria a instalação nos postes já que em Niterói as galerias subterrâneas estão sendo trabalhadas agora, em 2010, pela GVT”.

Para interligar os núcleos de pesquisa do município seria necessário o cabeamento de 31 quilômetros. “A Ponte Rio-Niterói possui cabos ópticos em toda a sua extensão, podemos ligar os centros de pesquisa da cidade com o município do Rio de Janeiro e estaríamos diretamente conectados aos acervos de pesquisa da capital”, explica o secretário.

Município pode aproveitar cabeamento em projetos futuros
José Raymundo ainda afirma que, em projetos futuros, o município pretende aproveitar o cabeamento e interligar, por meio da instalação, escolas municipais, postos de saúde e hospitais, aumentando a velocidade da transmissão dos dados. “Imagine um paciente internado em situação grave e os exames dele chegando horas depois via internet. Também podemos instalar torres próximas à extensão do cabeamento e oferecer à população a internet gratuita”, comenta.

A negociação da parceria Prefeitura e Ampla começou em abril do ano passado e dois meses depois, em junho, foi autorizada em memorando enviado pelo diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Ampla, André Moragas.  “Iríamos começar a implantação dos cabos em setembro de 2009, depois de uma reunião com representantes da Rede Nacional de Pesquisa, do Governo Federal, da Ampla e da empresa licitada para a obra, a Ômega. Após o encontro, a Ampla não nos deu acesso às plantas de engenharia da cidade e a instalação está parada”, relembra o secretário.

O convênio firmado entre a Prefeitura e o Governo Federal venceu em outubro do ano passado e a Ampla apresenta três justificativas para o não andamento do processo.  “Além de atualmente o convênio estar vencido, a Prefeitura de Niterói queria passar o cabeamento de graça, não queria pagar impostos pelo uso dos nossos postes. A RNP paga para usar as instalações em outras cidades, mas não quer beneficiar a cidade”, explica Moragas, diretor de relações institucionais da Ampla. Segundo ele, ainda há risco de sobrecarga em alguns pontos da cidade, por conta de cabeamentos da Oi, da Predial, da Microlink e outras empresas.

Moragas ainda alega que o valor cobrado por poste seria revertido como benefício na conta de luz.  “A Ampla quer contribuir para desenvolver a cidade, mas temos que respeitar as regras”, declara.

Uso de postes precisa ser negociado

Responsável na RNP pela instalação dos cabos na cidade, o gerente de projetos Ney Fernandes de Castro explica que a negociação do uso dos postes fica por conta dos órgãos municipais. “A RNP não paga taxa de uso já que a verba do projeto é do governo”.

Nas cidades integradas à rede, segundo Fernandes, os postes foram cedidos para o cabeamento ou por uma parceria do Governo do Estado com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou em troca de fibras livres nos cabos. “No caso da Ampla, cederíamos duas das 24 fibras para que a empresa pudesse usar como quisesse. Poderia, por exemplo, usar para medições de controle da energia elétrica ou para internet”, explica. 
A Secretaria de Ciência e Tecnologia informou que até a próxima semana novo convênio deve ser apresentando à concessionária. “Proponho ainda uma reunião entre o presidente da Ampla e o prefeito, assim, não perderíamos mais tempo e nem a verba”, declara o secretário José Raymundo Romêo. 

A especialista em Informação e Comunicação em redes eletrônicas Sandra Lúcia Rebel Gomes, do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal Fluminense (UFF), acredita que os ganhos para a pesquisa científica são imensuráveis.  “Os núcleos contarão com uma velocidade 5 mil vezes maior do que a oferecida atualmente. Com uma velocidade extraordinária, campos como a medicina ou a exploração do petróleo teriam grandes avanços”, imagina.

Segundo Sandra, a capacidade de armazenamento e processamento de dados daria agilidade e acesso rápido aos núcleos de pesquisa. “As instituições de ensino  ainda garantiriam aos alunos de computação melhor capacitação, já que os estudantes estudariam e aplicariam a tecnologia na prática”, ressalta.    

Brasil - O Ministério de Ciência e Tecnologia contabiliza 21 capitais em rede e dá continuidade à implantação nas seis que faltam - Rio, Belo Horizonte, Teresina, Maceió, Palmas e Porto Velho. Além de Niterói, os municípios escolhidos pelo projeto são Campinas, São Carlos, Itajubá, Uberlândia, Uberaba, Ouro Preto, Rio Branco, Florianópolis, Petrolina e Juazeiro. As escolhas são justificadas pelo número de núcleos federais de pesquisa. O governo federal investiu R$ 7 milhões em cabos, R$ 5 milhões em equipamentos e deve gastar quase R$ 40 milhões para concluir a implantação da rede.

Instituições que integrariam a RNP
- Centro Regional Integrado de Atendimento ao Adolescente (Criaa) da UFF - Barreto
- Colégio Pedro II - Barreto
- Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro 1) - Fonseca
- Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) - Centro
- Departamento de Recursos Minerais (DRM) - Centro
- Universidade Salgado de Oliveira (Universo) - Centro
- Prefeitura Municipal de Niterói  (PMN Nova) – Centro
- Núcleo de Tecnologia e Informática (NTI) – Centro
- Universidade Estácio de Sá (Unesa) - Centro
- Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) - Centro
- Universidade La Salle (UNILASALLE) – Santa Rosa
- Faculdade de Veterinária da UFF – Santa Rosa
- Instituto Vital Brazil – Vital Brazil
- Núcleo de Documentação da UFF (NDC) - Gragoatá
- Universidade Plínio Leite (Unipli) - Centro
- Universidade Cândido Mendes (Ucam) - Centro

 (O Fluminense)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Apagão causa transtornos em trechos de Icaraí, Santa Rosa e São Francisco

Falta de energia elétrica durou cerca de três horas e complicou o trânsito na região. Segundo a Ampla, falha em um equipamento da subestação Icaraí provocou o problema

Os bairros de Icaraí, São Francisco e Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, ficaram, na sexta-feira, cerca de três horas no escuro. O “apagão”, que começou por volta do meio-dia, gerou caos e transtornos para os moradores e comerciantes. O Corpo de Bombeiros recebeu, durante o blecaute, 25 chamados para retirar pessoas presas em elevadores e guardas municipais tiveram que  intervir no trânsito, já que os sinais estavam desligados. A Ampla, empresa responsável pelo abastecimento de energia na cidade, informou que o incidente aconteceu devido a uma falha em equipamentos da subestação de Icaraí.

O caos provocado pela falta de sinalização foi responsável pela colisão de dois veículos na esquina da Rua Gavião Peixoto e Avenida Sete de Setembro, em Icaraí. Com os sinais desligados, um Peugeot 406 acabou colidindo contra a lateral de um Kombi. Ninguém se feriu.  

Moradores de edifício que queriam sair de casa foram obrigados a descer as escadas. Foi o caso da aposentada Edith Mills, moradora de Icaraí que, com 84 anos, que desceu três andares no escuro. “Tenho a apresentação da escola da minha bisneta e não posso faltar. Fiz esse esforço por ela, mas correndo um grande risco. Se eu cair, será fatal”, ressalta Edith. 

O prejuízo pelas quase três horas no escuro gerou indignação no comércio de Icaraí.  A Rua Moreira Cesar foi um dos pontos mais afetados com a falta de energia. Os comerciantes tiveram que usar velas para manterem os estabelecimentos abertos, enquanto contabilizavam os prejuízos. O casal Mônica e Gilmar Fernandes, proprietários de uma loja de salgados e tortas em Icaraí, acredita que tenha pedido R$ 3 mil com a falta de energia. Em um quiosque de sorvete no mesmo bairro, a solução encontrada para não perder a mercadoria foi colocar o produto em um isopor com gelo seco. 

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL), teme que novas faltas de luz atrapalhem as vendas do Natal. “Com a falta de investimento das concessionárias de energia, ficamos muito sujeitos a isso na época do verão, quando acontece um consumo mais intenso de energia”, ressalta Joaquim Pinto. (O Fluminense)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ampla vai oferecer recompensa para quem denunciar furto de energia


Distribuidora de energia e o Disque Denúncia irão recompensar quem delatar roubos de luz que possam depois resultar em prisões. Ação já está valendo a partir desta segunda-feira, 29

A partir desta segunda-feira, dia 29, o Disque Denúncia oferecerá recompensa a quem denunciar furtos de energia que possam resultar em prisões. A ação é resultado da parceria firmada com a distribuidora de energia elétrica Ampla e vale para as cidades de Niterói, Maricá, São Gonçalo, Itaboraí, Duque de Caxias e Magé.

A campanha será veiculada em lojas da Ampla e nas contas de luz da empresa. Os anúncios ressaltarão que o roubo de energia é crime e afeta a qualidade do serviço prestado, além de colocar em risco a segurança da população. As denúncias poderão ser feitas pelo telefone 021-2253-1177, com garantia de anonimato. 

O roubo de energia resulta, entre outros prejuízos, em aumento no valor das contas daqueles que pagam corretamente pelo fornecimento.  Só este ano, a Ampla está destinando R$ 260 milhões a ações sociais, projetos de eficiência energética e novas tecnologias para o combate ao furto, além de melhorias na qualidade da rede.

Até o fim do ano, está prevista a instalação de 125.092 medidores eletrônicos, que dificultam as ligações clandestinas. Em cinco anos, a companhia já obteve significativa redução no índice de perdas com a instalação desta nova tecnologia, o que representou uma economia da ordem de R$ 850 milhões e redução direta de quase 4% na tarifa dos clientes. A Ampla ainda não divulgou o valor da recompensa.(O Fluminense)

sábado, 27 de novembro de 2010

Poste em risco de cair na Rua Desembargador Lima Castro, Fonseca

Situação da estrutura, que ameaça desabar, preocupa moradores da localidade da Zona Norte. Viga estaria quase se soltando do chão após carro colidir nela no início desta semana

Um poste da rede elétrica estaria ameaçando cair na Rua Desembargador Lima Castro, no Fonseca. A situação preocupa moradores, que dizem que a viga está quase se soltando do chão desde segunda-feira, quando um carro colidiu com o poste. 

“A qualquer momento este poste pode cair e causar um estrago muito maior”, afirma o tatuador Franklin Passeroni, de 28 anos. 

A Ampla informou que não foi acionada por nenhum morador sobre a instabilidade do poste e prometeu que vai enviar uma equipe ao local para avaliar a situação.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tem internet rápida mas não tem poste para passar cabeamento


Niterói corre o risco de perder mais de meio milhão de reais da verba para implantação da rede de banda larga por entraves da concessionária de energia elétrica Ampla

Niterói corre o risco de perder mais de meio milhão de reais da verba destinada para implantação da rede de banda larga nos centros de pesquisa da cidade por entraves da concessionária de energia elétrica Ampla. O dinheiro e o projeto de instalação foram disponibilizados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia desde o governo passado e foi retomado pelo atual secretário de Ciência e Tecnologia José Raymundo Romeo em abril de 2009. 

Com o projeto, Niterói seria o primeiro de dez municípios a integrar a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e ter os 16 centros de pesquisa da cidade interligados aos núcleos de pesquisa distribuídos pelo país. A rede começou a ser instalada em 2005 e já conecta a comunidade científica de 21 capitais do país. 
   
Segundo o secretário Raymundo, para que o projeto seja implantado, os cabos de fibras ópticas precisam ser instalados em postes distribuídos pela cidade ou em galerias subterrâneas. “A parceria com a concessionária Ampla viabilizaria a instalação nos postes já que em Niterói as galerias subterrâneas estão sendo trabalhadas agora, em 2010, pela GVT”.(O Fluminense)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Abastecimento de água em Niterói é prejudicado após falta de luz

Interrupção no fornecimento de energia na Estação de Tratamento de Imunana-Laranjal causou problemas em tubulações e situação só deve ser normalizada nas próximas 48 horas

Uma pane no fornecimento de energia elétrica da subestação de São Gonçalo, da Ampla, já está afetando a distribuição de água em Niterói. De acordo com a Águas de Niterói, o abastecimento está prejudicado na cidade uma vez que a interrupção do fornecimento de energia provocou a paralisação do  Sistema Imunana-Laranjal, operado pela Cedae, entre 9h30 e 13h30.

Logo após a paralisação do sistema, ocorreram dois vazamentos nas tubulações adutoras de água bruta (uma de 800 mm e outra de 1000 mm) prejudicando a distribuição de água.

Segundo a Águas de Niterói, os reparos deverão ser concluídos até o final do dia. O abastecimento, no entanto, só deverá estar plenamente regularizado 48 horas após o término dos consertos. Ainda de acordo com a concessionária, os bairros mais afetados são: Fonseca, Barreto e Engenhoca.

Para evitar o desabastecimento, a Águas de Niterói vai disponibilizar carros-pipa para o fornecimento de água para os serviços essenciais como hospitais, postos de saúde, creches e escolas. A concessionária pede que a população evite o desperdício. 

A Ampla informou que o problema foi causado por uma falha num equipamento da subestação de Alcântara, que provocou a interrupção no fornecimento de energia às 9h22 e que investiga as causas do incidente. O serviço foi restabelecido às 9h57.(O Fluminense)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ampla realiza blitz contra furto de energia em cinco bairros de Niterói

gentes da concessionária percorrem os bairros do Fonseca, Santa Bárbara, Itaipu, Vila Progresso e Piratininga. Restaurante na Alameda São Boaventura foi autuado

A concessionária Ampla, com o apoio de policiais da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) realizou nesta terça-feira uma blitz para combater o furto de energia em cinco bairros de Niterói. Os agentes percorreram os bairros do Fonseca, Santa Bárbara, Itaipu, Vila Progresso e Piratininga.

De acordo com o coordenador de Comunicação da concessionária, André Moragas, o objetivo da ação é coibir a pratica de furto de energia, conhecido como ‘gato’, crime com pena de até quatro anos de reclusão.
Esse tipo de delito provoca também prejuízo na qualidade dos serviços prestados a população, já que os ‘gatos’ causam curto-circuito e sobrecarga na rede elétrica, ocasionando interrupção no fornecimento de energia e até mortes.

Até o fim da manhã, um restaurante na Alameda São Boaventura, no Fonseca, foi autuado pelos agentes. O dono do estabelecimento não foi encontrado no local. Ninguém foi preso.(O Fluminense)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Falta de energia interrompe abastecimento de água em Niterói

Problema na Estação de Tratamento de Água de Imunana-Laranjal também atinge São Gonçalo, Itaboraí e Paquetá. Cedae recomenda que moradores evitem desperdício

Um problema no fornecimento de energia elétrica por volta das 8h30 desta quinta-feira interrompeu o funcionamento da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Imunana-Laranjal, responsável pelo abastecimento de água aos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e à Ilha de Paquetá.

De acordo com a Ampla, concessionária de energia da região, a energia foi restabelecida no local por volta das 10h.

Segundo a Cedae, responsável pela estação de tratamento de água, o abastecimento nos municípios só deverá ser normalizado na madrugada de sexta-feira, porque são necessárias horas para que o sistema volte ao normal após uma interrupção.

Ainda segundo a Cedae, quem possui caixas d’água provavelmente não será afetado, mas é recomendável que até a normalização, os moradores evitem desperdícios como lavar carros e calçadas, tomar banhos demorados, escovar os dentes com as torneiras abertas e regar plantas.(Fluminense)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Trabalhadores de energia elétrica entram em greve em Niterói e SG

Segundo a categoria, paralisação deve começar nesta sexta-feira e atinge também Itaboraí. Decisão foi tomada após discordâncias nas negociações dos grupos

Trabalhadores das duas maiores empresas terceirizadas da Ampla entrarão em greve nesta sexta, dia 01 de outubro. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica de Niterói, o STIEEN, a greve foi decidida por unanimidade em assembleia, após as tentativas frustradas de negociação no Acordo Coletivo 2010-2011 entre os trabalhadores e as empresas Personal e Provider.

 “Nós defendemos a garantia da isonomia, a igualdade de condições de trabalho entre os trabalhadores da Ampla e dos terceirizados”, comenta Eduardo dos Santos Machado, diretor do STIEEN. “Não podemos aceitar a precarização da categoria e um piso salarial tão baixo. Lutamos para que os eletricitários não sejam mais submetidos às péssimas condicões de trabalho e segurança a qual estão submetidos atualmente”, conclui Eduardo.

O Sindicato dos Eletricitários, que organiza a greve, espera a adesão de grande parte dos trabalhadores das duas empresas. Além dos pólos de Niterói, as atividades em São Gonçalo e Itaborái também serão integralmente paralisadas. A concentração da categoria ocorrerá nesta sexta, dia 01, às 12 horas, em frente ao prédio do MPT, na avenida Amaral Peixoto.(O Fluminense)


Ps. A privatização da antiga CERJ foi um grande erro cometido pelo então Governador tucano Marcelo Alencar, agora quem lucrou com isso além dos chilenos? A população do Estado do Rio só perdeu.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ampla é condenada a indenizar estabelecimento comercial de Niterói

Pizzaria teve a energia interrompida por causa de um curto-circuito, e foi constatada falha na prestação do serviço. Concessionária vai pagar quase R$ 8 mil por danos materiais

A concessionária Ampla foi condenada a pagar indenização, no valor de R$ 7.386,11, por danos morais e materiais, a uma pizzaria de Niterói. A empresa teve a sua energia elétrica interrompida por causa de um curto-circuito em suas instalações, que teria sido ocasionado por falha na prestação do serviço da distribuidora de energia. A decisão foi do desembargador Lindolpho Morais Marinho, da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ-RJ).

“O fornecimento de energia elétrica é serviço essencial e deve ser prestado de forma adequada, eficiente e contínua”, afirmou o desembargador em sua decisão. Para ele, o laudo pericial concluiu que o curto-circuito se deu antes do medidor, sendo ocasionado pelo rompimento do isolamento do fio condutor, configurando assim, má execução do serviço prestado pela empresa.

Consta no processo que a pizzaria recebeu várias ameaças da concessionária, de suspensão no fornecimento de energia, apesar de a empresa estar com o pagamento em dia, e, após reclamação e resolvido o problema, em 15 de julho de 2003, foi feita a substituição de TCs e do medidor. No entanto, os encarregados da empresa teriam utilizado a ferramenta errada, ocasionando, em 21 de outubro, o curto-circuito.

O autor entrou com ação contra a empresa, que foi condenada na primeira instância a pagar a quantia de R$ 1,4 mil por danos materiais e R$ 10 mil por danos morais. O desembargador Lindolpho, porém, reduziu a importância para R$ 6 mil, por entender que o valor não atendia aos critérios de razoabilidade e proporcionalidade.(O Fluminense)

terça-feira, 16 de março de 2010

Niterói e São Gonçalo sofrem com a falta de energia

Moradores de vários bairros dos dois municípios sofrem com a falta de abastecimento de energia elétrica. Temporal derrubou galhos e árvores inteiras sobre a rede

No final da tarde, motivados pela falta de luz que completava 24 horas, moradores de diversos bairros de Niterói e São Gonçalo como Icaraí, Jurujuba, Engenhoca, Porto da Madama, Paraíso, Jardim Catarina, Maria Paula e Gradim realizaram protestos em diversas ruas da cidade, queimando pneus e pedaços de madeira, na esperança de chamar a atenção da concessionária para restabelecer o fornecimento de energia. Uma chuva de verão acompanhada de fortes ventos, no domingo à noite, foi o bastante para gerar um novo colapso no fornecimento de energia na Região Metropolitana do Rio. 


A falta de luz começou, na maioria dos bairros, por volta das 18h30, junto com o vendaval e a tempestade de verão. Dessa vez a falta de luz parece ter atingido todas as regiões das cidades do Rio, Niterói e São Gonçalo. 

A redação de O Fluminense recebeu ao longo do dia mais de 80 reclamações oriundas de, pelo menos, 40 bairros e comunidades diferentes, como Baldeador, Fonseca, Barreto, Santa Rosa, Icaraí, São Francisco e Charitas.

Em muitos casos, a falta de luz passou até de 24 horas. 

Prejuízos - Comerciantes e moradores contabilizaram os prejuízos depois de tantas horas sem energia elétrica. O comerciante

Ricardo Heffer Matheus perdeu o movimento do dia, todo o pão que estava pronto para assar e parte dos frios.

“Contando o que tive que jogar fora e o movimento, perdi mais de R$ 2 mil”, disse.

A professora de informática Deborah França mostrou, por sua vez, a geladeira com a comida estragada.

“Perdi toda a comida que estava na geladeira, sem falar na noite de calor sem poder ligar o ventilador”, reclamou.

A dona de casa Fátima Rodrigues tem um filho com diabetes e gasta cerca de R$ 120 em medicação por semana, que precisa ser armazenada na geladeira.

“Se a luz não voltar, vou perder cinco ampolas de cada insulina, como vou fazer com o meu filho?”, questionou.

Moradores de Itaipu vão acionar Ampla na Justiça

Os moradores da Rua Esmeralda Valladares (antiga 24), no loteamento Soter, Itaipu, vão entrar com um pedido de representação no Ministério Público Estadual (MPE), para que seja feito um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a Ampla, e no Juizado Especial Cível, apelando para o Código de Defesa do Consumidor. 

O Ministério Público Estadual informou que há muitas reclamações oriundas da ouvidoria e representações públicas com queixas contra a concessionária.

O secretário geral da Comissão de Moradores de Niterói (ComNit) Ricardo Pache de Farias, disse que já está na hora da Justiça atuar no cumprimento da lei. 

“A Ampla está deixando de cumprir o Código de Defesa do Consumidor, o mínimo que se pode exigir é que essas pessoas sejam ressarcidas de seus prejuízos”, acusou.

O ComNit pretende mover uma ação conjunta contra a concessionária, e divulga os telefones 7610-9388 e 8598-4512 para os interessados.

Dia de ‘reconstrução’ nos bairros

Por toda a cidade, o clima, ontem de manhã, era de desolação. Pessoas varrendo as calçadas, árvores caídas e falta de luz. Muitos telhados que foram arrancados pela tempestade de domingo eram recolocados pelos próprios moradores antes de seguirem para o trabalho. Enfim, a população teve um dia cheio de prejuízo e necessidade de reconstrução. Na Rua Visconde de Sepetiba, no Centro, seis árvores tombaram com o vento e estavam deitadas em parte da rua, atrapalhando o trânsito. Na Rua Fróes da Cruz esquina com Visconde de Itaboraí, um galho caído causou um curto-circuito na rede, que começou a pegar fogo. Todo o quarteirão ficou sem luz, também desde as 18 horas de domingo.

Na Rua João Brasil, no Fonseca, uma árvore enorme bloqueava toda a calçada e parte da pista em frente ao número 736. Os moradores e pedestres precisavam se arriscar na curva, com pouca visibilidade, para poder passar. 

A dona de casa Lúcia Lopes, de 67 anos, precisava levar o neto à escola e temia a travessia.
“Se não tirarem a árvore daqui ele vai perder a aula, não vou andar com ele no meio da rua”, reclamou.

De acordo com os moradores, a árvore só foi retirada às 16 horas, quando a equipe da Prefeitura chegou ao local.

A Ampla informou que é responsável por realizar apenas a poda de galhos de árvores que estão em contato direto com a rede elétrica. A Ampla ainda informou que dobrou o seu efetivo e está trabalhando para normalizar completamente a situação o mais rápido possível.
(O Fluminense - Alessandro Guimarães(Foto))