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sábado, 21 de maio de 2011

Europeus querem Brasil como parceiro do programa Galileo

A UE (União Europeia) estuda convidar o Brasil para participar do desenvolvimento do programa Galileo.
Trata-se do sistema europeu de posicionamento por satélites, que ainda está em fase de implantação e concorrerá com o GPS americano. De 2007 a 2020, estima-se um investimento de mais de 5 bilhões de euros no projeto. 

A ideia de convidar o Brasil partiu da Comissão da UE (o órgão executivo do bloco), mas ainda está em processo de aprovação pelo Conselho da União Europeia (formado por ministros e chefes de Estado dos países do bloco). 

Depois de aprovada, só então a proposta deve ser apresentada ao Itamaraty. 


A condição para a entrada do Brasil no programa é que uma base de monitoramento europeia seja instalada em território nacional. 

Ela deve fazer parte de uma rede de ao menos 20 bases instaladas em diversos países, que serão usadas no controle dos satélites e na troca de dados e informações. 

Tais bases terão conexão direta com centrais de controle no continente europeu. 

CIVIL, NÃO MILITAR
Uma vez estabelecida a parceria, o Brasil deve ter o direito de usar o sistema em aplicações civis, tais como o controle do tráfego aéreo, gestão de linhas ferroviárias e transporte marítimo, agricultura e proteção ambiental. 

Também devem ser possíveis usos domésticos, como o sistema de navegação em carros particulares.
Apesar de o Brasil ceder uma base em seu território, não terá o direito de usar aplicações militares do sistema. Isso significa que, em ações bélicas, o país continuará dependente de sistemas internacionais, que podem ser bloqueados em conflitos. 

Além do GPS dos EUA, a Rússia tem uma rede de satélites com fins militares (Glonass), e a China e o Japão trabalham no desenvolvimento de um sistema regional. 

O Galileo promete ser mais preciso que o atual GPS. Enquanto o sistema americano admite uma margem de erro de metros, os europeus dizem que errarão por centímetros. 

Mas o sistema da UE precisará fazer uso de satélites americanos para complementar a sua rede.
O Galileo utilizará 30 satélites em órbita média da Terra, em uma inclinação que, em tese, trará informações mais precisas de áreas localizadas em latitudes mais altas, sendo mais útil para países no norte da Europa. 

Até agora só dois satélites experimentais foram lançados. Os dois primeiros satélites funcionais devem ser colocados em órbita no segundo semestre deste ano.(Folha de São Paulo)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Censo 2010 já entrevistou moradores de 47% dos domicílios brasileiros


Todos os dados podem ser visualizados na internet.
Oito municípios já terminaram a coleta dos dados.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)  divulgou na manhã desta segunda-feira (30) o segundo balanço do Censo 2010. De acordo com os números mais recentes do IBGE, apurados nesta própria segunda, já foram visitados 36,67 milhões de domicílios.

Das residências visitadas, em 27,5 milhões os recenseadores conseguiram fazer as entrevistas. O número representa 47% do número de domicílios estimado pelo IBGE que serão visitados em 2010 e equivale a 92,697 milhões de pessoas. De acordo com o IBGE, este número representa 48% do total da população do Brasil, estimada em 2009 em cerca de 192 milhões.

Com o número, o instituto identificou uma tendência de redução da média de moradores por domicílio que, em 2000 era de 3,79 e, com estes números, passaria para 3,37 em 2010. O instituto explicou que a tendência já havia aparecido em outras pesquisas.

Segundo o IBGE, o trabalho de recenseamento da população brasileira está indo mais rápido do que o esperado. O IBGE  atribui essa velocidade à tecnologia utilizada de colhetagem e processamento dos dados populacionais.

Todos os dados coletados pelo IBGE podem ser visualizados a partir desta segunda-feira na internet.

Oito municípios terminaram coleta de dados
 
O IBGE informou que oito municípios já terminaram a coleta de dados do Censo 2010: Borá (SP), Oliveira de Fátima (TO), S. Antonio do Rio Abaixo (MG), Lajeado Grande, Arvoredo , Pinheiro Preto e Entrerrios (todos em SC) e Fernando de Noronha (PE). O primeiro município a terminar a coleta foi Borá, o menor município brasileiro que tem apenas 805 habitantes.

Em 2000, o número de domicílios ocupados foi de 44 milhões. O Censo 2010 prevê visitar cerca de 58 milhões de domicílios.

O instituto explicou que cada vez que um município finaliza a coleta do censo, o resultado é apresentado à Comissão Municipal de Geografia e Estatística. A comissão pode contestar o número e, desde que a contestação tenha base, o IBGE pode voltar a campo para fazer uma verificação.
Em 31 de outubro termina a coleta dos dados. Os números definitivos de população por município serão conhecidos no dia 27 de novembro.

Nas capitais, o percentual de domicílios recenseados é menor, o que é esperado por conta de dificuldades operacionais previstas.

Quando o questionário do censo é respondido, os dados são automaticamente criptografados assegurando o sigilo das informações individuais.
O IBGE informou que o número de respostas via internet ao censo está abaixo do previsto e se concentra nos grandes municípios. A estimativa é que menos de 1% das respostas ao censo tenham sido dadas pela internet.

Total da população será divulgado em novembro
 
No dia 27 de novembro será divulgado o número atualizado da população brasileira. Esse dado é enviado ao Tribunal de Contas da União, para ser usado no cálculo do Fundo de Participação dos Municípios, verba repassada pela União para as cidades. Os demais resultados da pesquisa serão divulgados no decorrer de 2011 até 2012.
 
Em 2000, a população brasileira, de acordo com o Censo, era de 169.799.170.

Todos os profissionais podem ser identificados através do documento de identidade, que é visível no bolso do colete; computador de mão; uniforme com colete e boné. A identidade deles pode ser conferida através do telefone 0800 721 8181 ou pelo site do Censo 2010 (www.censo2010.ibge.gov.br).

Censo informatizado e interativo
 
Uma das principais mudanças do Censo 2010 é a inovação tecnológica. As fichas de papel foram deixadas para trás e, no lugar delas, são usados os PDAs (Personal Digital Assistant), que são os computadores de mão. Além disso, dessa vez é possível preencher o questionário pela internet.

O computador, que é equipado com GPS (Sistema de Posicionamento Global) de acordo com os organizadores, é também mais um elemento de identificação do recenseador. O trabalho desses profissionais é acompanhado em tempo real.

A opção de preencher o questionário pela internet só é válida após a visita do recenseador, que fornecerá ao morador um envelope contendo códigos que dão acesso ao questionário em um site. A medida, segundo o IBGE, garante o sigilo das informações prestadas. Dessa forma, o questionário não estará na página do IBGE. Os organizadores alertam que não será enviado nenhum e-mail solicitando preenchimento de questionários.

Caso o morador que tenha se comprometido a responder pela internet não o faça em dez dias, o sistema de acompanhamento do Censo atesta o fato e o recenseador deverá retornar ao domicílio quantas vezes for necessário.

Acompanhamento de dados
 
As informações obtidas em campo pelos recenseadores são transmitidas, pelo menos duas vezes por semana, a um sistema que permite o acompanhamento da evolução dos trabalhos. A transmissão desses resultados para o IBGE é feita através dos sete mil postos de coleta instalados em todo o país e também pela internet.

Em municípios onde não é possível instalar o posto de coleta, devido a problemas no sistema de comunicação, o transporte de dados é feito através de um pen drive, como é o caso do Amazonas.(G1)

 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Marinha vai abrir processo administrativo para apurar encalhe de fragata


A Marinha de Guerra vai abrir um processo administrativo para apurar as causas do encalhe de uma das fragatas líderes da corporação, nesta terça-feira, na Enseada do Forno, em Arraial do Cabo. A Niterói (F-40) ficou atolada num banco de areia, apesar de ser dotada de ecobatímetro – sonar que mede com precisão a profundidade do mar – e de cartas náuticas elaboradas pela própria Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da corporação. O acidente ocorreu na maré seca. No entanto, a tábua de marés também é fornecida pela DHN. A embarcação, que teve problemas às 8h30m, foi desencalhada apenas às 18h15m pelo rebocador da Petrobras Ivan Barreto, com o auxílio de mergulhadores militares.

Em nota, a corporação informou que o problema ocorreu quando a embarcação estava na Enseada do Forno para embarcar uma equipe de especialistas do Centro de Armas da Marinha, que fariam testes operacionais para ajustar os sistemas de bordo. A fragata teria acabado de ser reparada. O navio, que foi construído na Inglaterra e modernizado no Brasil, era comandado pelo capitão de fragata Gilberto Chaves da Silva.

Segundo o mestre Erick Barreto, que pilota embarcações de apoio na região, a fragata encalhou no Baixio da Coroa, onde a profundidade média é de quatro metros, perto do Pontal do Atalaia.

Pescadores de Arraial e especialistas em praticagem nos portos do estado especulam que a fragata pode ter encalhado porque a âncora não estaria bem fixada no fundo e, com isso, correntes marítimas e ventos teriam arrastado a embarcação sem que o comandante notasse.

O presidente da Associação de Pescadores de Arraial do Cabo, Joaquim Rodrigues de Carvalho, o Quinzinho, estranhou o local do acidente:

- Nunca vi um barco grande naquela área. Ali não tem canal. No porto, estão dizendo que o navio foi arrastado pelo vento até encalhar, mas não vi o que aconteceu.

Um funcionário de praticagem, que não quis se identificar, informou que os navios de guerra não usam prático nos portos do estado. Os comandantes da Marinha seriam equiparados aos práticos.

- Acho pouco provável que a fragata tenha encalhado enquanto estava navegando. Os bancos de areia constam das cartas náuticas, e qualquer pessoa com o mínimo de experiência sabe onde eles estão. Uma hipótese plausível é que o navio estava fundeado e, por alguma razão, a âncora correu pelo fundo.

Para o mergulhador e profissional de resgate Jorge Luís de Paula, de 42 anos, seja qual for a causa, o encalhe foi um erro.

- Trata-se de um vacilo grande numa época em que as embarcações possuem a tecnologia de sonares, GPS e outros equipamentos de navegação – disse o mergulhador. (Blog do Poder Naval)