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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Bill Gates e equipe deixam o Brasil por não terem visto de permanência

Segundo informações da Polícia Federal, o grupo com sete pessoas contavam apenas com um documento que permitia a eles passar pelo país, sem permanecer em terras brasileiras


O bilionário Bill Gates, pai do Windows e da Microsoft, teve de deixar o Brasil na madrugada desta terça-feira depois que sua equipe foi notificada pela Polícia Federal no Amazonas. A equipe do empresário, segundo foi informado à Polícia Federal, passava férias num hotel de selva no Amazonas, mas não tinha o visto de turista no passaporte, uma exigência brasileira para visitantes dos Estados Unidos. Segundo informações, eles contavam apenas com um documento que permitia a eles passar pelo país, sem permanecer aqui. A PF não informa se Bill Gates tinha ou não o visto e como o grupo entrou no Brasil.

O grupo do empresário, formado por sete pessoas, foi detido na última sexta-feira, dia 15, por agentes federais quando faziam um passeio de barco no Rio Negro, próximo a Manaus. No momento da detenção, os americanos estavam sem a presença de Bill Gates, se identificaram como funcionários da Microsoft e pediram para os agentes da PF contatarem a embaixada americana no Brasil.

Segundo informações da Polícia Federal, eles não tinham nem mesmo documentos de identificação, e a embarcação não tinha autorização da Marinha para navegar em águas brasileiras, uma vez que os tripulantes estavam0 "ilegais" no país. Depois de quase 12 horas detido, o grupo foi liberado com a condição que deixasse o Brasil em três dias.

Como não conseguiram voo desta segunda-feira, eles embarcaram às 2h da madrugada desta terça-feira em um voo com destino a Miami. Segundo a Polícia Federal,  o grupo infringiu a Lei 6.815/80 e seus integrantes devem responder a um processo administrativo.

No retorno para os EUA, Gates acompanhou a sua equipe. Não é a primeira vez que o empresário passa férias no Amazonas, ele já esteve no Estado em 2007 e 2009. Nas duas viagens, ficou em hotéis de selva na Zona Rural de Manaus ou em cidades do interior do Amazonas.(O Fluminense)

quinta-feira, 17 de março de 2011

FAB monta esquema especial para chegada de Obama


Como parte do esquema de segurança montado para a visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, a Força Aérea Brasileira irá conduzir ações de controle e defesa do espaço aéreo durante todo o período da presença do Presidente dos Estados Unidos, dos dias 19 a 21 de março. Haverá caças de prontidão, ações de segurança em solo e restrições de sobrevoo.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) emitirá informações aeronáuticas que terão como objetivo maximizar a segurança da comitiva do Presidente Barack Obama e reduzir os impactos sobre o tráfego aéreo civil. Em Brasília e no Rio de Janeiro, as medidas são semelhantes às adotadas em outros eventos, como a posse da Presidente Dilma Roussef, no dia 1° de janeiro.

Caças F-5EM, Mirage 2000 e A-29 Super Tucano permanecerão de prontidão para a defesa do espaço aéreo. O Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) também contará com aviões-radar E-99 e baterias de artilharia antiaérea, posicionadas em locais estratégicos.

Todos os aviões conduzindo a comitiva do Presidente Barack Obama serão monitorados pelos Órgãos de Controle da FAB enquanto estiverem sobrevoando o espaço aéreo brasileiro. Também ocorrerão ações de segurança no solo nos locais de embarque, desembarque e estacionamento das aeronaves.(FAB/Poder Aéreo)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Liga Árabe rejeita intervenção externa na Líbia e adia cúpula

Navio de Guerra dos Estados Unidos no Canal de Suez

Motivo é a situação tensa no Norte da África e no Oriente Médio.
Órgão diplomático pediu ao regime de Kadhafi que cesse a violência.

A Liga Árabe adiou até o final de maio a sua cúpula inicialmente prevista para 29 de março em Bagdá, em consequência da situação na região do Norte da África e do Oriente Médio.

Em 18 de fevereiro a Líbia, atual presidente da Liga, anunciou que adiaria a cúpula anual, mas o Iraque desmentiu esse adiamento por considerar que não poderia ser decidido por um único país.

Ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe se reuniram no Cairo para discutir o esboço de uma resolução rejeitando a intervenção militar estrangeira na Líbia, informou o vice-secretário-geral da Liga, embaixador Ben Helli. "A Liga Árabe, por meio de seus delegados, introduziu na terça-feira uma resolução que será entregue aos ministros de Relações Exteriores durante a reunião... para rejeitar qualquer intervenção militar estrangeira na Líbia", afirmou o embaixador Helli.

O Egito informou que dois navios de guerra americanos entraram no canal de Suez em seu caminho pelo Mediterrãneo, se aproximando da costa líbia, após ordens do secretário de Defesa, Robert Gates.
O presidente da Liga, Amr Moussa, pediu o fim da violência na Líbia na semana passada, dizendo que as exigências do povo árabe por mudanças são legítimas e requerem negociações, não confrontos.
A reunião desta quarta-feira entre ministros de Relações Exteriores deve reforçar a condenação da entidade contra o líder líbio, Muammar Kadhafi, mas o esboço da resolução também irá ressaltar 'a unidade e integridade do solo líbio'.

A Liga suspendeu a participação da delegação líbia na entidade, sediada no Cairo, como forma de condenação contra a violência das forças de Kadhafi na repressão às revoltas populares.

Ministros da Liga Árabe pediram aos líderes líbios nesta quarta-feira que tomem decisões 'corajosas' para impedir a violência e respeitem os 'direitos legítimos' do povo.

O ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshiyar Zebari, que presidiu a sessão de abertura da reunião no Cairo, também afirmou que a crise na Líbia é um assunto interno dos árabes, enfatizando que os árabes não queriam nenhuma 'intervenção estrangeira'.

Ele pediu um momento de silêncio aos ministros pelos árabes mortos na onda de protestos por reformas na região.(G1)





 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

EUA tentaram impedir programa brasileiro de foguetes, revela WikiLeaks


Ainda que o Senado brasileiro venha a ratificar o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas EUA-Brasil (TSA, na sigla em inglês), o governo dos Estados Unidos não quer que o Brasil tenha um programa próprio de produção de foguetes espaciais. Por isso, além de não apoiar o desenvolvimento desses veículos, as autoridades americanas pressionam parceiros do país nessa área – como a Ucrânia – a não transferir tecnologia do setor aos cientistas brasileiros.

A restrição dos EUA está registrada claramente em telegrama que o Departamento de Estado enviou à embaixada americana em Brasília, em janeiro de 2009 – revelado agora pelo WikiLeaks ao GLOBO. O documento contém uma resposta a um apelo feito pela embaixada da Ucrânia, no Brasil, para que os EUA reconsiderassem a sua negativa de apoiar a parceria Ucrânia-Brasil, para atividades na Base de Alcântara no Maranhão, e permitissem que firmas americanas de satélite pudessem usar aquela plataforma de lançamentos.
Além de ressaltar que o custo seria 30% mais barato, devido à localização geográfica de Alcântara, os ucranianos apresentaram uma justificativa política: “O seu principal argumento era o de que se os EUA não derem tal passo, os russos preencheriam o vácuo e se tornariam os parceiros principais do Brasil em cooperação espacial” – ressalta o telegrama que a embaixada enviara a Washington.

A resposta americana foi clara. A missão em Brasília deveria comunicar ao embaixador ucraniano, Volodymyr Lakomov, que “embora os EUA estejam preparados para apoiar o projeto conjunto ucraniano-brasileiro, uma vez que o TSA (acordo de salvaguardas Brasil-EUA) entre em vigor, não apoiamos o programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil”. Mais adiante, um alerta: “Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, contanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologias de foguetes ao Brasil”.

O Senado brasileiro se nega a ratificar o TSA, assinado entre EUA e Brasil em abril de 2000, porque as salvaguardas incluem concessão de áreas, em Alcântara, que ficariam sob controle direto e exclusivo dos EUA. Além disso, permitiriam inspeções americanas à base de lançamentos sem prévio aviso ao Brasil. Os ucranianos se ofereceram, em 2008, para convencer os senadores brasileiros a aprovarem o acordo, mas os EUA dispensaram tal ajuda.

Os EUA não permitem o lançamento de satélites americanos desde Alcântara, ou fabricados por outros países mas que contenham componentes americanos, “devido à nossa política, de longa data, de não encorajar o programa de foguetes espaciais do Brasil”, diz outro documento confidencial.

Viagem de astronauta brasileiro é ironizada

Sob o título “Pegando Carona no Espaço”, um outro telegrama descreve com menosprezo o voo do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Cesar Pontes, à Estação Espacial Internacional levado por uma nave russa ao preço de US$ 10,5 milhões – enquanto um cientista americano, Gregory Olsen, pagara à Rússia US$ 20 milhões por uma viagem idêntica.

A embaixada definiu o voo de Pontes como um gesto da Rússia, no sentido de obter em troca a possibilidade de lançar satélites desde Alcântara. E, também, como uma jogada política visando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Num ano eleitoral, em que o presidente Lula sob e desce nas pesquisas, não é difícil imaginar a quem esse golpe publicitário deve beneficiar.

Essa pode ser a palavra final numa missão que, no final das contas, pode ser, meramente ‘um pequeno passo’ para o Brasil” – diz o comentário da embaixada dos EUA, numa alusão jocosa à célebre frase de Neil Armstrong, o primeiro astronauta a pisar na Lua, dizendo que seu feito se tratava de um pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a Humanidade.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mundo: EUA enviam porta-aviões para manobras na Coreia do Sul

E os Estados Unidos enviaram à região um porta-aviões, para participar de exercícios de guerra junto com a Marinha da Coreia do Sul.

O porta-aviões USS George Washington saiu do Japão nesta quarta-feira, com 75 aeronaves de guerra a bordo e uma tripulação de mais de seis mil pessoas. Ele deve participar do treinamento a partir de domingo, até a próxima quarta-feira.

Em comunicado, os norte-americanos reiteraram a força dos laços de cooperação com a Coreia do Sul e o compromisso com a estabilidade regional. O envio do porta-aviões norte-americano desagrada o principal aliado da Coreia do Norte: a China.

Pequim já havia advertido Washington de que isso poderia ferir as relações sino-americanas. A situação ainda é de muita apreensão na ilha de Yeonpyeong, alvo dos ataques de terça-feira. As pessoas que permaneceram no local tentam agora limpar os estragos.

Nesta quarta, corpos de dois civis foram encontrados sob os destroços. Isso elevou para quatro o número de mortes na ofensiva. Logo após as explosões, a Coreia do Sul havia anunciado também a morte de dois soldados. (Band News)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Após ignorar amistoso, americanos elogiam seleção brasileira e exaltam Neymar


Na véspera do amistoso contra a seleção brasileira, a imprensa americana praticamente ignorou o confronto em Nova Jersey. Após os 2 a 0, porém, jornais e sites dos Estados Unidos se renderam ao futebol do Brasil e, principalmente, à atuação de Neymar.

O "USA Today", por exemplo, destacou a estreia do técnico Mano Menezes que, segundo o jornal, fez o Brasil voltar as suas raízes e jogar bonito. Sobre Neymar, 18, disseram que o atacante do Santos tem pela frente "um futuro tão grande quanto seu corte de cabelo moicano". 

Ainda na reportagem destacada no site do jornal, o goleiro Tim Howard fala do jovem time do Brasil: "Wow. Eles sempre tem um garoto de 18 anos ídolo da torcida. Eles não desapontam. O futuro é brilhante para ele (Neymar)". 

Já o "New York Time" ressaltou que foi o jogo do "futuro brasileiro" contra o "presente americano". Em um longo artigo em seu site, como no "USA Today", o jornal diz que "foi o começo de um esforço agressivo do Brasil para recuperar o esplendor de seu célebre passado". Ainda na linha dos elogios, o "NYT" lembra que Neymar "hipnotizou" os defensores americanos com seus dribles. 

Em outras publicações, como o "New York Post", o destaque foi menor, e o foco foi o técnico Bob Bradley, que ainda não renovou contrato com a seleção dos Estados Unidos. Houve destaque também para o grande público que esteve no amistoso (77.223). 

O site da revista "Sports Illustrated" trata desses assuntos e, no final do artigo, publica uma declaração do técnico americano sobre Neymar: "Sua habilidade para ir para cima do adversário e criar dribles é algo especial".(Folha de São Paulo)