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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Fragata ‘Niterói’ completou 35 anos dia 20 de Novembro

A Fragata Niterói (F 40), é o quinto navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem a cidade homônima, antiga capital do Estado do Rio de Janeiro.


A Niterói foi a primeira de uma série de 6 fragatas ordenadas em 20 de setembro de 1970, como parte do Programa de Renovação e Ampliação de Meios Flutuantes da Marinha, e a primeira construída pela Vosper Thornycroft Ltd., em Woolston, Hampshire, Inglaterra.

Teve sua quilha batida em 8 de junho de 1972, foi lançada e batizada em 8 de fevereiro de 1974.
Fez-se ao mar pela primeira vez em 8 de janeiro de 1976, iniciando as provas de mar e máquinas que se estenderam até o final de maio.

Foi aceita e incorporada em 20 de novembro de 1976 em cerimônia realizada no cais 47 do porto de Southampton quando assumiu o Comando o Capitão-de-Mar-e-Guerra João Baptista Paoliello.
Seu atual Comandante é o Capitão-de-Fragata Gilberto Chaves da Silva.

NOTA do EDITOR: Conheça mais sobre a história da “PIONEIRA” acessando o NGB.
Foto e Matéria:http://www.naval.com.br/blog/

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Marinha vai abrir processo administrativo para apurar encalhe de fragata


A Marinha de Guerra vai abrir um processo administrativo para apurar as causas do encalhe de uma das fragatas líderes da corporação, nesta terça-feira, na Enseada do Forno, em Arraial do Cabo. A Niterói (F-40) ficou atolada num banco de areia, apesar de ser dotada de ecobatímetro – sonar que mede com precisão a profundidade do mar – e de cartas náuticas elaboradas pela própria Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da corporação. O acidente ocorreu na maré seca. No entanto, a tábua de marés também é fornecida pela DHN. A embarcação, que teve problemas às 8h30m, foi desencalhada apenas às 18h15m pelo rebocador da Petrobras Ivan Barreto, com o auxílio de mergulhadores militares.

Em nota, a corporação informou que o problema ocorreu quando a embarcação estava na Enseada do Forno para embarcar uma equipe de especialistas do Centro de Armas da Marinha, que fariam testes operacionais para ajustar os sistemas de bordo. A fragata teria acabado de ser reparada. O navio, que foi construído na Inglaterra e modernizado no Brasil, era comandado pelo capitão de fragata Gilberto Chaves da Silva.

Segundo o mestre Erick Barreto, que pilota embarcações de apoio na região, a fragata encalhou no Baixio da Coroa, onde a profundidade média é de quatro metros, perto do Pontal do Atalaia.

Pescadores de Arraial e especialistas em praticagem nos portos do estado especulam que a fragata pode ter encalhado porque a âncora não estaria bem fixada no fundo e, com isso, correntes marítimas e ventos teriam arrastado a embarcação sem que o comandante notasse.

O presidente da Associação de Pescadores de Arraial do Cabo, Joaquim Rodrigues de Carvalho, o Quinzinho, estranhou o local do acidente:

- Nunca vi um barco grande naquela área. Ali não tem canal. No porto, estão dizendo que o navio foi arrastado pelo vento até encalhar, mas não vi o que aconteceu.

Um funcionário de praticagem, que não quis se identificar, informou que os navios de guerra não usam prático nos portos do estado. Os comandantes da Marinha seriam equiparados aos práticos.

- Acho pouco provável que a fragata tenha encalhado enquanto estava navegando. Os bancos de areia constam das cartas náuticas, e qualquer pessoa com o mínimo de experiência sabe onde eles estão. Uma hipótese plausível é que o navio estava fundeado e, por alguma razão, a âncora correu pelo fundo.

Para o mergulhador e profissional de resgate Jorge Luís de Paula, de 42 anos, seja qual for a causa, o encalhe foi um erro.

- Trata-se de um vacilo grande numa época em que as embarcações possuem a tecnologia de sonares, GPS e outros equipamentos de navegação – disse o mergulhador. (Blog do Poder Naval)