Após quase duas horas fechadas, foram reabertas, por volta das 8h desta segunda-feira, as 11 estações da Linha 2 do metrô que tiveram que ser fechadas por volta das 6h20. Uma falha no sistema de sinalização por falta de energia causou o fechamento. Todos os terminais de embarque, entre a Pavuna e Del Castilho, do Metrô, foram fechados. Os passageiros que chegaram a pagar os bilhetes foram reembolsados. Milhares de passageiros sofreram com o transtorno.(O Dia)
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Concessionárias querem unir trem e metrô no Rio
Os grupos Odebrecht e Invepar estão avaliando a fusão de seus sistemas de transporte ferroviário no Rio de Janeiro. Isso significaria unificar as operações da Supervia, controlada pela Odebrecht, que opera o serviço de trens urbanos da região metropolitana do Rio, e o Metrô do Rio, da Invepar, concessionária do metrô das linhas 1 e 2. Segundo apurou o Brasil Econômico, as conversas começaram há mais de um ano e contam com o aval do governo estadual.Quem acompanha as conversas pelo lado do Estado é Julio Lopes, secretário de Transportes.
A negociação está adiantada, segundo pessoas próximas das operações. O primeiro passo da unificação é a integração operacional, com o sistema de bilhete único. O passo seguinte seria a formalização de joint venture entre as concessionárias. A fusão entre as duas empresas dependeria do resultado da integração dos dois sistemas.
A negociação está adiantada, segundo pessoas próximas das operações. O primeiro passo da unificação é a integração operacional, com o sistema de bilhete único. O passo seguinte seria a formalização de joint venture entre as concessionárias. A fusão entre as duas empresas dependeria do resultado da integração dos dois sistemas.
O que está por trás do interesse de unificar as operações é a tentativa de melhorar o sistema de transporte fluminense, sobretudo, para dar capacidade ao Estado de receber eventos esportivos nos próximos anos, como a Copa do Mundo, em 2014.
A Odebrecht está nas negociações por meio da Odebrecht TransPort, que atua nas áreas de mobilidade urbana, rodovias, sistemas de logística e aeroportos e controla, por exemplo, a ViaQuatro, concessionária da Linha 4 Amarela do Metrô de São Paulo, e a Embraport, terminal portuário privado multiuso, em Santos (SP).
A Invepar, empresa de infraestrutura e concessões, tem como principais acionistas os maiores fundos de pensão do país: a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) e Fundação dos Economiários Federais (Funcef), além da construtora OAS. A Invepar opera também a Lamsa, que administra a Linha Amarela, importante via expressa do Rio, e a concessionária de rodovia Raposo Tavares, em São Paulo. Procuradas, as empresas não confirmaram as negociações.
Governo do Rio de Janeiro, que acompanha de perto as negociações, quer garantir que o sistema de transporte seja capaz de atender a turistas durante a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.(Brasil Econômico)
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Governo RJ e AFD devem viabilizar linha 4 do metrô
Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) deram mais um passo em direção a uma parceria que irá gerar investimentos na ordem de 500 milhões de euros em projetos de mobilidade pública no Rio. Nesta sexta-feira, representantes da entidade francesa estiveram reunidos com o secretário Estadual de Transportes, Julio Lopes, e o secretário Estadual da Fazenda, Renato Villela, para acertarem os detalhes da parceria, e conhecer com mais detalhadamente os projetos de mobilidade desenvolvidos pelo Governo do Estado.
As negociações entre o Estado e a AFD começaram em julho, com uma reunião com o governador Sérgio Cabral e o chefe da Casa Civil em Paris. No encontro desta sexta-feira foi confirmada a intenção do investimento. Os investimentos devem priorizar a construção da Linha 4 do metrô (General Osório ↔ Jardim Oceânico), que beneficiará 240 mil pessoas diariamente.
O próximo passo será uma missão de técnicos franceses ao Brasil, que estarão no país já no mês de setembro para fazer uma análise macroeconômica do cenário brasileiro. Na ocasião, os técnicos aproveitarão para conhecer de perto os avanços desenvolvidos pelo Governo do Rio no setor de mobilidade pública.
(O Dia)
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Monotrilho igual aos da Disney ligará Niterói a Itaboraí
Governador anuncia início das obras da Linha 3 do metrô para 2012. Sistema sobre elevados utilizará composições mais modernas
Rio - Viajar de metrô com direito a vista panorâmica de todo o percurso. A novidade será um benefício exclusivo dos passageiros da Linha 3 do metrô (Niterói-São Gonçalo-Itaboraí), que após anos de atraso finalmente vai entrar nos trilhos. E no lugar dos tradicionais trens que operam nas Linhas 1 e 2, modernas composições como as instaladas nos parques da Disney, nos Estados Unidos, vão deslizar por viadutos.
As estruturas serão construídas ao longo do trajeto de 22 quilômetros que vai ligar os municípios de Niterói e Itaboraí, passando por São Gonçalo. “Será um presente para os moradores dessa região”, destacou o governador Sérgio Cabral, que prometeu para o segundo semestre de 2011, o lançamento do novo edital de licitação e o início das obras para 2012.
A expectativa é de que tudo esteja pronto antes da Copa de 2014. “Optamos por este tipo de sistema por ser mais rápido e barato. Além disso, ele é capaz de transportar até 40 mil passageiros por hora, por sentido, que é exatamente a demanda de lá. É perfeito”, afirmou o governador.
Licitado em 2002, o projeto original da Linha 3 não pôde sair do papel por causa de irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Do modelo antigo, restou apenas o percurso que será mantido, e seguirá a linha férrea que já foi desativada na região.
ÁREAS REURBANIZADAS
Nas áreas que ficarão embaixo dos viadutos, obras de reurbanização serão realizadas pelo governo do estado. Apesar de ainda não ter definido o valor da tarifa, Cabral prometeu não repassar para os usuários as despesas com a implantação do novo sistema. “Se fizesse isso, o preço da passagem seria absurdo”.
Conhecido como ‘monorail’ (monotrilho), o novo sistema de metrô que será adotado na Linha 3 já faz sucesso em vários países. Nos parques da Disney, nos Estados Unidos, eles são usados para encurtar a distância que separa os visitantes das atrações.
350 mil passageiros beneficiados
De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes, a construção da Linha 3 do metrô vai beneficiar 350 mil passageiros por dia. Além da comodidade, a redução no tempo de viagem é apontada como uma das principais vantagens para os usuários.
Nos horários de pico, por exemplo, o tempo de deslocamento no trecho Niterói-São Gonçalo, que é de 1h25, não deverá passar de 20 minutos.
A obra de construção da Linha 3 também proporcionará a criação de oito mil novos postos de empregos diretos e indiretos. Ao todo, deverão ser construídas 13 estações de embarque e desembarque. “Mas a responsabilidade pela operação do serviço só será definida através de licitação”, avisou o secretário Régis Fichtner, chefe da Casa Civil.
Ontem, o estado anunciou a compra de mais quatro novos trens chineses que, neste caso, serão entregues à SuperVia. Os outros 30 comprados anteriormente começam a ser entregues em maio.
Punição por demora na entrega de trens
Irritado com a demora na entrega dos 19 novos trens das linhas 1 e 2 do metrô, o governador Sérgio Cabral quer que a concessionária seja multada.
Em ofício encaminhado dia 20 à Agetransp (Agência Reguladora dos Serviços de Transportes do Estado), ele alega que o Metrô Rio descumpriu cláusula do contrato de renovação da concessão. “Lá está escrito que eles deveriam começar a entregar os novos trens a partir de agosto de 2010. Mas, até agora, não chegou nenhum. Essa é uma obrigação deles, por isso estamos pedindo a aplicação da multa”, justificou Cabral.
Em nota, a Agetransp informou que foi aberto um processo que será julgado nas próximas sessões regulatórias da agência. (O Dia)
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Rio tem esquema de trânsito para o Réveillon em Copacabana
Operação começa às 18h do dia 30 e tem previsão de término às 19h do dia 1º
A Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou o esquema de trânsito para o Réveillon 2010–2011 em Copacabana, zona sul da cidade. Para o evento, que deve reunir cerca de dois milhões de pessoas, será implantado sistema especial de tráfego no bairro e em todos os seus acessos.
A operação contará com a participação de 360 agentes da prefeitura, 60 viaturas e 38 motocicletas, que trabalharão para manter a fluidez, coibir o estacionamento irregular, ordenar os cruzamentos, orientar pedestres e efetuar aos bloqueios nas ruas internas e nos acessos à Copacabana. Além disso, a Polícia Militar também atuará nos bloqueios com 48 homens.
Serão utilizados oito painéis de mensagens variáveis móveis que informarão sobre os horários os diversos fechamentos e sobre as restrições de estacionamento. Além destes, painéis fixos da CET-Rio também informarão as condições do tráfego. O Centro de Controle de Operações da CET-Rio estará monitorando toda a área do evento com 30 câmeras.
A operação será iniciada às 18h de quinta-feira (30) e tem previsão de término às 19h do dia 1º de janeiro.
Principais interdições:
Às 7h de sexta-feira (31) será fechada a avenida Atlântica, pista junto à praia, do posto 6 até a praça Almirante Júlio de Noronha. A pista da avenida Atlântica junto às edificações funcionará com a mão invertida (de Ipanema em direção ao Leme) e o acesso ao Leme será feito somente pela avenida Nossa Senhora de Copacabana e pela rua Gustavo Sampaio.
A operação contará com a participação de 360 agentes da prefeitura, 60 viaturas e 38 motocicletas, que trabalharão para manter a fluidez, coibir o estacionamento irregular, ordenar os cruzamentos, orientar pedestres e efetuar aos bloqueios nas ruas internas e nos acessos à Copacabana. Além disso, a Polícia Militar também atuará nos bloqueios com 48 homens.
Serão utilizados oito painéis de mensagens variáveis móveis que informarão sobre os horários os diversos fechamentos e sobre as restrições de estacionamento. Além destes, painéis fixos da CET-Rio também informarão as condições do tráfego. O Centro de Controle de Operações da CET-Rio estará monitorando toda a área do evento com 30 câmeras.
A operação será iniciada às 18h de quinta-feira (30) e tem previsão de término às 19h do dia 1º de janeiro.
Principais interdições:
Às 7h de sexta-feira (31) será fechada a avenida Atlântica, pista junto à praia, do posto 6 até a praça Almirante Júlio de Noronha. A pista da avenida Atlântica junto às edificações funcionará com a mão invertida (de Ipanema em direção ao Leme) e o acesso ao Leme será feito somente pela avenida Nossa Senhora de Copacabana e pela rua Gustavo Sampaio.
A partir das 15h será interditada a pista da avenida Atlântica junto aos prédios, da rua Joaquim Nabuco até a avenida Princesa Isabel. No Leme a pista junto às edificações permanecerá aberta para garantir a saída do bairro.
O fechamento total do bairro de Copacabana será às 18h de sexta-feira, com 24 bloqueios externos em Ipanema (rua Bulhões de Carvalho e outras), Lagoa (Corte do Cantagalo), e Botafogo (rua Real Grandeza, rua da Passagem, rua Gal. Severiano, rua Lauro Muller e túnel do Pasmado). O fechamento das 18h não permitirá a entrada de nenhum veículo no bairro, com exceção de ônibus, táxis, motocicletas e veículos de serviço e emergência.
Como chegar:
Para acessar a área dos shows, avenida Atlântica em frente ao Copacabana Palace, a CET-Rio recomenda a utilização de transporte público coletivo, bicicleta ou o deslocamento a pé.
Metrô – Utilizar as estações Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo. O Metrô Rio montou esquema especial com venda antecipada dos bilhetes para utilização em horários pré-determinados.
Ônibus de linhas regulares – mais de 80 linhas passam pela área do evento, vindo de várias regiões da cidade.
Ônibus de turismo– não poderão estacionar em Copacabana e nos bairros do entorno (Ipanema, Lagoa, Urca, Botafogo). O estacionamento deverá ser realizado na área do Teleporto e na avenida Rio Branco, no Centro. (R7)
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Linha 3: Tribunal de Contas da União recomenda a paralisação das obras
Projeto do metrô que ligaria Niterói ao município de Itaboraí foi avaliado em R$ 714 milhões. TCU, contudo, afirma que orçamento estaria com preço acima do de mercado
O Tribunal de Contas da União (TCU) manteve a recomendação ao Congresso Nacional de paralisar as obras da Linha 3 do Metrô, que ligaria Niterói à Itaboraí. Desde o ano passado, o órgão notificou o Governo do Estado afirmando haver sobrepreço no projeto básico da obra, avaliada inicialmente em R$ 714 milhões, e recomendou a suspensão dos trabalhos até a regularização da situação. O relatório foi entregue nesta terça-feira ao Congresso Nacional, que decidirá se aceita a recomendação de paralisação das obras.
O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a paralisação de outras 32 obras públicas – de 231 fiscalizadas entre janeiro e agosto. Dezoito delas são integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Neste ano, o plano de fiscalização do tribunal, conhecido como Fiscobras, incluiu 426 obras em todo o país. Já o Arco Rodoviário Metropolitano, que ligará o Porto de Açu com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), teve suas obras liberadas.
O problema, em geral, são divergências a respeito do custo dos empreendimentos, que estariam com preços acima dos de mercado. Sobre a Linha 3, segundo o relatório apresentado em Brasília, o Governo do Estado precisa, ainda, comprovar alocação de recursos relativos à contrapartida no Plano Plurianual e na lei orçamentária do Estado. Segundo técnicos do Tribunal que fiscalizaram a obra em maio, o estado não cumpriu o acórdão 2.136/2010-P ao não apresentar ao TCU “a adoção das medidas saneadoras”.
Até o fechamento desta edição, o Governo do Estado não comentou a situação.
Arco - Entre as obras que tiveram sua situação regularizada está a construção do Arco Rodoviário do Rio-rodovia de 145 quilômetros que ligará Itacuruçá a Itaboraí (Manilha). O TCU fiscalizou 70 quilômetros da obra, num trecho orçado em R$ 796,8 milhões e detectou sobrepreço de R$ 100,8 milhões. O Tribunal determinou que a Secretaria de Obras limitasse os pagamentos dos itens sobre os quais havia indícios de sobrepreço. O governo estadual concordou e a obra não teve recomendação de paralisação.
Arco - Entre as obras que tiveram sua situação regularizada está a construção do Arco Rodoviário do Rio-rodovia de 145 quilômetros que ligará Itacuruçá a Itaboraí (Manilha). O TCU fiscalizou 70 quilômetros da obra, num trecho orçado em R$ 796,8 milhões e detectou sobrepreço de R$ 100,8 milhões. O Tribunal determinou que a Secretaria de Obras limitasse os pagamentos dos itens sobre os quais havia indícios de sobrepreço. O governo estadual concordou e a obra não teve recomendação de paralisação.
(O Fluminensecom informações da Agência Brasil)
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Nova estação encurta viagem de 10 mil usuários do metrô
Aberta ontem parada na Cidade Nova: até o fim do mês, embarque é grátis, das 10h às 14h
Usuários da Linha 2 do metrô (Pavuna-Botafogo) não precisam mais de baldeação para chegar à região do Estácio. Foi inaugurada ontem a Estação Cidade Nova, em frente ao prédio da Prefeitura do Rio, prevista para receber 10 mil pessoas por dia. Durante o período de testes, que vai até o fim do mês, o local funcionará de segunda a sexta, das 10h às 14h, e o embarque será gratuito.
Moradora da Pavuna e funcionária de empresa de telemarketing no Teleporto, Viviane Estrela, 26 anos, estima ganhar 40 minutos por dia com a nova parada. Em dezembro, com a extensão da Linha 2 até Botafogo, os trens pararam de passar pelo Estácio e passaram a partir de São Cristóvão direto para a Central. “Eu era obrigada a descer na Central todo dia e pegar o metrô ou um ônibus e voltar até o Estácio. A nova estação vai me ajudar bastante”.
Além de encurtar a viagem de quem trabalha na região, a amplidão e beleza da estação — cujo piso é inspirado no canteiro central da Avenida Atlântica — impressionaram passageiros. “Parece até um aeroporto! As outras estações deveriam seguir esse modelo”, sugeriu, admirado, o músico Paulo Dias, 29 anos.
O horário de funcionamento será estendido, gradativamente, até 1º de dezembro, quando o funcionamento será o mesmo de todo o metrô e o embarque passará a ser cobrado. A passarela, no entanto, ficará aberta das 5h à 0h de segunda a sábado e das 7h às 23h em domingos e feriados.
Ontem, das 6 escadas rolantes — 4 na estação e 2 no acesso à passarela —, só uma estava desligada. Dos seis elevadores, três já funcionavam. Os banheiros estavam limpos.
O intervalo entre as composições vai aumentar em 20 segundos. Ao longo do ano que vem, o metrô deverá ganhar mais 114 carros.
Novidade atraiu até passageiros que não precisavam saltar no bairro
As novas instalações da passarela sobre a Av. Presidente Vargas e da plataforma chamaram atenção dos usuários e muitos desceram no local apenas para conhecê-las. Ontem, em algumas composições, o aviso da inauguração da Estação Cidade Nova era feito só após o embarque na Central do Brasil, o que confundiu alguns passageiros.
Assim como Viviane, o atendente Cléber Luiz da Costa também ganhou tempo com a nova estação, que encurtou sua viagem em uma hora. Ele descia na Central e de lá pegava ônibus até o prédio da Sul América, onde trabalha.
A inauguração foi prestigiada pelo governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, os secretários de Transportes e o presidente do Metrô, José Gustavo de Souza. Parentes de Leonel Brizola também estiveram lá, pois a estação ganhou um busto do ex-governador. Cabral ressaltou que, em 4 anos, o número de usuários do metrô saltou de 450 mil 620 mil por dia. (O Dia)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Metrô Rio receberá trens chineses no final de 2011
A previsão para os passageiros da Linha 2 é a de uma viagem com temperatura amena, a 23C, com livre circulação de ar e de usuários por toda a composição. No papel, o projeto dos 19 novos trens encomendados pelo Metrô Rio à chinesa Changchun Railway Vehicles (CNR) impressiona. Cada um terá seis vagões (totalizando uma compra de 114 carros), com um sistema de ar-condicionado 33% mais potente do que o atual capaz de manter a refrigeração com as portas abertas e — mais importante — suportar e resolver um problema crônico que se arrasta desde a inauguração do trajeto, em 1981: o do calor provocado pela incidência do sol sobre a lataria.
Dos 600 mil passageiros do metrô, 143 mil viajam pela Linha 2 — cujos trens não têm ar-condicionado projetado para tolerar a violência dos raios solares na superfície. A solução, porém, chegará 30 anos depois, no fim de 2011, quando o primeiro dragão desembarcar no Rio.
Os novos trens serão de aço inoxidável, com duas faixas negras e ar futurista. Cada um a US$ 1,3 milhão. Só a refrigeração vale US$ 200 mil — dando uma dimensão do desafio para acabar com o calorão interno. O investimento total é de US$ 148,2 milhões.
Circulação entre vagões
Os trens podem levar 1.800 pessoas com liberdade para circular entre os carros. Os vagões não terão portas divisórias, sendo ligados por um corredor, permitindo que o usuário enxergue toda a composição sem se sentir confinado em um ambiente fechado.
A sensação de espaço também será maior no vagão. Para facilitar a circulação interna, os assentos de fibra serão longitudinais, isto é, paralelos ao corredor, seguindo uma tendência mundial, liberando mais lugares para quem viajar em pé.
Escolha pela internet
Além disso, haverá um toque do próprio usuário na decoração. O Metrô Rio realizará um concurso em setembro, pela internet, para que o público escolha a cor dos bancos: azul; inox, com divisórias vermelhas; e inox e azul, com divisões verdes. Os trens terão ainda um quê multinacional, com refrigeração da Sigma Coachair (Austrália), motor da Melco (Japão), carroceria da CNR e design francês.
Gigante ferroviário
Instalada no nordeste da China, a 700 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, a CNR foi indicada ao Metrô Rio pelo Mass Transit Railway (MTR), de Hong Kong, considerado o melhor operador desse tipo de transporte do mundo. A grandiosidade da fábrica chinesa é espantosa. Enquanto a brasileira Embraer possui 54.607 metros quadrados de área construída, ela conta com 1,75 milhão de metros quadrados. A capacidade de produção é de 2.500 trens por ano. Para isso, a CNR tem 10 mil empregados, sendo 2 mil engenheiros.
— Fornecemos 97% dos trens comprados para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 — gaba-se o gerente-geral Lu Xiwei. — Temos encomendas da Austrália, do Paquistão, do Irã e de Hong Kong, inclusive do trem-bala para Xangai.
— Ampliamos a fábrica e pretendemos participar do projeto do trem-bala brasileiro — revela o diretor de marketing da CNR, Zhang Peng.
O projeto do Metrô Rio tem 700 páginas e é supervisionado pelo MTR, contratado por US$ 10 milhões para assessorar os cariocas. Pelo cronograma, os testes de 10 mil quilômetros com a primeira composição começarão em outubro de 2011, numa pista construída especialmente para a encomenda brasileira.
Estado canibalizou 88 vagões
Com a compra dos 114 vagões, o Metrô Rio aumentará sua frota em 63%. Quando todos estiverem circulando, o tempo de espera será de dois minutos, segundo a concessionária, no trecho entre a Central do Brasil e Botafogo. Uma curiosidade histórica, no entanto, mostra que todo o drama enfrentado pelos cariocas poderia ter sido evitado.
Pelo contrato firmado pelo governo estadual com a Mafersa, em 1975, deveriam ter sido construídos 270 vagões. Mas só 136 foram feitos até 1998. Neste ano, o governo recuperou peças e, hoje, o Metrô Rio opera com 182. Assim, 88 foram canibalizados para $o sistema entre 1979 e 1998, ano da privatização.
Enquanto os trens chineses não chegam, os passageiros da Linha 2 conviverão com os atuais. O presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, espera que o calor nos vagões seja amenizado neste verão, com a reforma do sistema de refrigeração.
— Contratamos uma consultoria para isso porque esses trens nunca foram projetados para isso. Mais de um terço da frota já teve o sistema de refrigeração trocado para um mais potente, semelhante ao dos novos trens. Gastamos R$ 20 milhões nesse projeto. Até outubro, essa revisão deve estar concluída — diz.
Após a entrega dos 19 trens, o Metrô Rio tem a opção de compra para outros 19 pelo mesmo preço: US$ 1,3 milhão por vagão. Se a segunda encomenda for confirmada, essa leva reforçará a Linha 1, com vistas à sua ampliação para a Barra da Tijuca.(Extra Online)
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