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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Linha 3 do Rio fica pronta até 2014

A Linha 3 do metrô - que ligará Niterói, São Gonçalo e Itaboraí - será construída até 2014 e representará o primeiro percurso intermunicipal feito por este meio de transporte no estado. Com uma estação projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Linha 3 vai atender 1,7 milhão de moradores e servirá a 350 mil passageiros por dia. 

O investimento na obra será de cerca de R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 400 milhões oriundos da Petrobras. O trajeto inteiro, com 37 quilômetros e 16 estações, será divido em dois trechos: o primeiro, que liga Niterói a São Gonçalo, e o segundo que segue até Itaboraí, com uma parte feita por rodovia.

A primeira estação, Arariboia, terá cerca de 24 mil metros quadrados e vai integrar barcas, metrô e ônibus, tornando-se a maior estação intermodal do Brasil e a primeira a contar com uma saída hidroviária. O projeto, que será do arquiteto Oscar Niemeyer, fará parte do Caminho Niemeyer. A segunda parada do trajeto será a Jansen de Melo. Depois, para dar lugar à Estação Barreto, será revitalizada a antiga gare ferroviária, assim como seu entorno. Ao lado da estação, um grande pátio será utilizado para manobras.(O Fluminense)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Linha 3: Tribunal de Contas da União recomenda a paralisação das obras

Projeto do metrô que ligaria Niterói ao município de Itaboraí foi avaliado em R$ 714 milhões. TCU, contudo, afirma que orçamento estaria com preço acima do de mercado

O Tribunal de Contas da União (TCU) manteve a recomendação ao Congresso Nacional de paralisar as obras da Linha 3 do Metrô, que ligaria Niterói à Itaboraí. Desde o ano passado, o órgão notificou o Governo do Estado afirmando haver sobrepreço no projeto básico da obra, avaliada inicialmente em R$ 714 milhões, e recomendou a suspensão dos trabalhos até a regularização da situação. O relatório foi entregue nesta terça-feira ao Congresso Nacional, que decidirá se aceita a recomendação de paralisação das obras.

O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a paralisação de outras 32 obras públicas – de 231 fiscalizadas entre janeiro e agosto. Dezoito delas são integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Neste ano, o plano de fiscalização do tribunal, conhecido como Fiscobras, incluiu 426 obras em todo o país. Já o Arco Rodoviário Metropolitano, que ligará o Porto de Açu com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), teve suas obras liberadas.

O problema, em geral, são divergências a respeito do custo dos empreendimentos, que estariam com preços acima dos de mercado. Sobre a Linha 3, segundo o relatório apresentado em Brasília, o Governo do Estado precisa, ainda, comprovar alocação de recursos relativos à contrapartida no Plano Plurianual e na lei orçamentária do Estado. Segundo técnicos do Tribunal que fiscalizaram a obra em maio, o estado não cumpriu o acórdão 2.136/2010-P ao não apresentar ao TCU “a adoção das medidas saneadoras”.
Até o fechamento desta edição, o Governo do Estado não comentou a situação.

Arco -
Entre as obras que tiveram sua situação regularizada está a construção do Arco Rodoviário do Rio-rodovia de 145 quilômetros que ligará Itacuruçá a Itaboraí (Manilha). O TCU fiscalizou 70 quilômetros da obra, num trecho orçado em R$ 796,8 milhões e detectou sobrepreço de R$ 100,8 milhões. O Tribunal determinou que a Secretaria de Obras limitasse os pagamentos dos itens sobre os quais havia indícios de sobrepreço. O governo estadual concordou e a obra não teve recomendação de paralisação.
(O Fluminensecom informações da Agência Brasil)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Projeto do metrô Niterói-São Gonçalo pode não receber verbas federais

TCU contestou o contrato de licitação da obra da Linha 3, orçada em R$ 60 milhões. Autoridades afirmam que caminho da linha férrea já existente deveria ser aproveitado

O projeto Linha 3 do Metrô do Rio, que vai ligar Niterói a São Gonçalo, pode não receber verbas federais. O Tribunal de Contas da União (TCU) contestou o contrato de licitação da obra, orçada em R$ 60 milhões. 

O projeto para construção da linha, que deve diminuir para 20 minutos o tempo do trajeto de quem sai todos os dias de São Gonçalo em direção ao Centro de Niterói, apresentaria irregularidades de orçamento que não permitem que as obras se iniciem enquanto não forem solucionadas. Segundo as autoridades, o trajeto seria mais econômico se fosse aproveitado o caminho da linha férrea já existente. 

E, além de falhas orçamentárias, o TCU teria apontado problemas de defasagem do projeto e falta de requisitos exigidos pela legislação no plano apresentado pela  Secretaria de Transportes e do cadastramento no Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais. O governo afirmou que vai encaminhar um novo estudo ao Tribunal de Contas. O governo pretende concluir o projeto da Linha 3 do metrô em quatro anos.(O Fluminense)

sábado, 15 de maio de 2010

Estado começa a preparação para a Linha 3 do metrô

A previsão orçamentária do projeto é de R$ 1,2 bilhão e cinco anos é o prazo estimado para entrega. Além de beneficiar 300 mil pessoas, a via também promete revitalizar o município

Foi dada a largada para a tão sonhada construção da Linha 3 do metrô, que unirá Niterói a São Gonçalo e Itaboraí. Obras de capinagem e limpeza dos trilhos já foram iniciadas. O projeto da linha tem previsão orçamentária de R$ 1,2 bilhão de verba e prazo de até cinco anos para a entrega da obra. A perspectiva é de que cerca de 300 mil pessoas sejam beneficiadas. 

Na manhã desta sexta-feira, o secretário estadual de Transportes Sebastião Rodrigues e técnicos da Secretaria estiveram na linha férrea desativada no Barreto fazendo vistorias.  “Essa é uma das maiores metas da Secretaria. Será uma obra integrada entre barcas, ônibus e metrô. Já estamos aguardando a liberação de uma verba inicial de R$ 62,5 milhões do Tribunal de Contas da União (TCU) para execução do projeto executivo do elevado que ligará a Estação de Barreto, em Niterói, a Estação Alcântara, em São Gonçalo, num total de 12 km de linha, e para o início da construção deste trecho”, disse o secretário.
De verba que aguarda liberação do TCU, R$ 50 milhões serão repassados pela União e R$ 12 milhões serão investidos pelo Governo do Estado.

Rodrigues informou, ainda, que um centro cultural poderá ser construído na parte histórica da linha férrea, tombada pelo patrimônio público.

“Iremos revitalizar todo o local. Além da parte cultural, uma ciclovia deverá ser criada embaixo dos trilhos por onde passarão o metrô, já que serão suspensos por uma liga alta que permitirá isso”, garantiu.
O secretário garantiu que a obra seguirá o cronograma, independente da sucessão governamental de outubro.
“Não sei se haverão mudanças, mas acredito que se houver alguma, o novo governante não seria inconsequente de paralisar uma obra que é de vital importância”, refletiu.

A linha 3 terá extensão aproximada de 23 quilômetros, sendo 18,8 quilômetros de vias elevadas e 4,2 quilômetros de vias em superfície. O projeto prevê a construção de 14 estações: Araribóia, Jansen de Mello, Barreto, Neves, Vila Laje, Paraíso, Parada 40, Zé Garoto, Mauá, Antonina, Trindade, Alcântara, Jardim Catarina e Guaxindiba. 

O tempo atual de deslocamento no trecho Niterói-São Gonçalo que é de 1h25, deverá cair para apenas 20 minutos.

Realocamento – Com as obras, uma das maiores preocupações dos moradores do entorno da via serão as desapropriações que ocorrerão no decorrer do prazo. Cerca de cem famílias residentes nas proximidades do Barreto, poderão ter suas casas com intervenções do estado para execução da obra.

“Minha preocupação é que eu pago uma espécie de taxa à Rede Ferroviária mensalmente, uma espécie de aluguel. Para onde eu vou?” questionou o motorista Nilson Trindade dos Santos, de 60 anos, morador a 10 às margens da ferrovia.

O secretário afirmou que esses moradores serão acomodados em outras residências.
“É nosso dever realocar essas famílias para outros locais”, garantiu. (Fluminense)