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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Exceção no IPI beneficia pouco importador de carros do Uruguai

A decisão do governo brasileiro de não cobrar a alíquota maior de IPI dos veículos vindos da China e Coreia do Sul, mas montados no Uruguai, pouco beneficia a KIA, Chery e Lifan. 

Isso porque as importadoras têm baixa atividade no país vizinho e a maioria dos modelos ­--principalmente os populares, concorrentes das montadoras nacionais-- ainda vem dos países de origem.

Para a KIA, a exceção vai impactar apenas a importação do caminhão urbano Bongo. Nos últimos 12 meses, a empresa vendeu 5 mil unidades no país. Já os outros 11 carros da marca continuam a chegar da Coreia.
No caso da Lifan, a medida beneficia dois modelos: o 320 e o 620, cujas vendas no Brasil somaram neste ano 2.516 unidades, segundo dados da empresa. 

A Chery afirmou que a medida não é representativa por importar do Uruguai só 5% dos carros do modelo Tiggo. O restante continua chegando ao Brasil direto da China, assim como os modelos Face, Cielo e QQ. 

Mesmo assim, o presidente da KIA no Brasil, José Luiz Gandini, aprovou a decisão do governo brasileiro. Já a assessoria da Lifan informou que a empresa só vai comentar o assunto após a publicação do novo decreto.
A Abeiva (associação nacional dos importadores de veículos) não quis comentar.(Folha de São Paulo)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

China inaugura a maior ponte sobre mar do mundo

Estrutura levou quatro anos para ser construída e custou US$ 2,3 bilhões.
Ponte de 36,4 km em Qingdao liga dois pontos de importante porto do país.

A China inaugurou nesta quinta-feira (30) a mais longa ponte sobre o mar do mundo, com 36,48 quilômetros, na cidade litorânea de Qingdao, informou a agência oficial "Xinhua".

A ponte, que teve investimento de US$ 2,3 bilhões e levou quatro anos para ser construída, liga o centro da cidade ao seu subúrbio de Huangdao, nos dois lados da baía de Jiazhou.

Com esta ponte, a distância entre os dois pontos de um dos principais portos da China - e sede das competições de vela nas Olimpíadas de 2008 - poderá ser percorrida com redução de 20 a 40 minutos.


A nova ponte supera a da baía de Hangzhou, também no leste da China e que com 36 quilômetros era considerada a mais longa do mundo até hoje.

Há várias pontes sobre terra mais longas no mundo, sendo que as três primeiras também estão na China. A maior delas é um lance elevado do trem de alta velocidade Pequim-Xangai, de 164,8 quilômetros, serviço que também foi inaugurado hoje.

A leva de novas obras de infraestrutura chinesas se completou nesta quinta-feira com a inauguração do mais longo gasoduto do mundo, que levará o gás natural desde o Turcomenistão, na Ásia Central, até a China, em percurso de 8.700 quilômetros.

O gasoduto foi construído com investimento US$ 21,98 bilhões e é o segundo que levará gás natural da Ásia Central ao leste da China.

As inaugurações coincidem com o 90º aniversário do Partido Comunista da China, fundado em 1º de julho de 1921. A data será lembrada com atos comemorativos no Grande Palácio do Povo, em Pequim, e em muitas outras cidades do país asiático.(G1)

quinta-feira, 17 de março de 2011

Chinês contrata homens para quebrar seu Lamborghini após defeitos


Um chinês revoltado com os constantes defeitos em seu carro contratou oito homens para destruir o veículo em protesto.

O dono do Lamborghini Gallardo contou que comprou o veículo em outubro e desistiu de fazer queixas com a concessionária, após diversos problemas. Mesmo tendo desembolsado o valor de R$ 1,6 milhões para adquirir o carro, o chinês não teve dó em contratar os homens para dar marretadas e quebrar o veículo.

O Lamborghini Gallardo tem potência de 520 cavalos e atinge cem quilômetros em apenas quatro segundos.(SRZD)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

China doa US$ 100 mil para vítimas da região serrana do Rio

O governo chinês doou nesta quarta-feira US$ 100 mil (R$ 167 mil) para as vítimas das chuvas que devastaram a região serrana do Rio. O embaixador chinês Qiu Xiaoqi esteve na Cruz Vermelha do Brasil para entregar o dinheiro.

Segundo o Itamaraty, pelo menos 14 países expressaram solidariedade e se colocaram à disposição para oferecer algum tipo de ajuda para as cidades que estão tentando se recuperar da destruição causada pelos temporais. 

A Alemanha foi outro país a ajudar financeiramente as vítimas das chuvas. O governo doou 190 mil euros (R$ 420 mil), que serão coordenados pela ONG alemã Humedica, que tem filial em Nova Friburgo. 

Último balanço da polícia civil do Rio aponta que a tragédia já deixou 832 mortos. A cidade que registra o maior número de mortes é Nova Friburgo (399), seguida por Teresópolis (340), Petrópolis (67), Sumidouro (21), São José do Vale do Rio Preto (4) e Bom Jardim (1).(Folha Online)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mundo: EUA enviam porta-aviões para manobras na Coreia do Sul

E os Estados Unidos enviaram à região um porta-aviões, para participar de exercícios de guerra junto com a Marinha da Coreia do Sul.

O porta-aviões USS George Washington saiu do Japão nesta quarta-feira, com 75 aeronaves de guerra a bordo e uma tripulação de mais de seis mil pessoas. Ele deve participar do treinamento a partir de domingo, até a próxima quarta-feira.

Em comunicado, os norte-americanos reiteraram a força dos laços de cooperação com a Coreia do Sul e o compromisso com a estabilidade regional. O envio do porta-aviões norte-americano desagrada o principal aliado da Coreia do Norte: a China.

Pequim já havia advertido Washington de que isso poderia ferir as relações sino-americanas. A situação ainda é de muita apreensão na ilha de Yeonpyeong, alvo dos ataques de terça-feira. As pessoas que permaneceram no local tentam agora limpar os estragos.

Nesta quarta, corpos de dois civis foram encontrados sob os destroços. Isso elevou para quatro o número de mortes na ofensiva. Logo após as explosões, a Coreia do Sul havia anunciado também a morte de dois soldados. (Band News)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Metrô Rio receberá trens chineses no final de 2011

A previsão para os passageiros da Linha 2 é a de uma viagem com temperatura amena, a 23C, com livre circulação de ar e de usuários por toda a composição. No papel, o projeto dos 19 novos trens encomendados pelo Metrô Rio à chinesa Changchun Railway Vehicles (CNR) impressiona. Cada um terá seis vagões (totalizando uma compra de 114 carros), com um sistema de ar-condicionado 33% mais potente do que o atual capaz de manter a refrigeração com as portas abertas e — mais importante — suportar e resolver um problema crônico que se arrasta desde a inauguração do trajeto, em 1981: o do calor provocado pela incidência do sol sobre a lataria.

Dos 600 mil passageiros do metrô, 143 mil viajam pela Linha 2 — cujos trens não têm ar-condicionado projetado para tolerar a violência dos raios solares na superfície. A solução, porém, chegará 30 anos depois, no fim de 2011, quando o primeiro dragão desembarcar no Rio.

Os novos trens serão de aço inoxidável, com duas faixas negras e ar futurista. Cada um a US$ 1,3 milhão. Só a refrigeração vale US$ 200 mil — dando uma dimensão do desafio para acabar com o calorão interno. O investimento total é de US$ 148,2 milhões.

Circulação entre vagões
Os trens podem levar 1.800 pessoas com liberdade para circular entre os carros. Os vagões não terão portas divisórias, sendo ligados por um corredor, permitindo que o usuário enxergue toda a composição sem se sentir confinado em um ambiente fechado.

A sensação de espaço também será maior no vagão. Para facilitar a circulação interna, os assentos de fibra serão longitudinais, isto é, paralelos ao corredor, seguindo uma tendência mundial, liberando mais lugares para quem viajar em pé.

Escolha pela internet
Além disso, haverá um toque do próprio usuário na decoração. O Metrô Rio realizará um concurso em setembro, pela internet, para que o público escolha a cor dos bancos: azul; inox, com divisórias vermelhas; e inox e azul, com divisões verdes. Os trens terão ainda um quê multinacional, com refrigeração da Sigma Coachair (Austrália), motor da Melco (Japão), carroceria da CNR e design francês.

Gigante ferroviário
Instalada no nordeste da China, a 700 quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, a CNR foi indicada ao Metrô Rio pelo Mass Transit Railway (MTR), de Hong Kong, considerado o melhor operador desse tipo de transporte do mundo. A grandiosidade da fábrica chinesa é espantosa. Enquanto a brasileira Embraer possui 54.607 metros quadrados de área construída, ela conta com 1,75 milhão de metros quadrados. A capacidade de produção é de 2.500 trens por ano. Para isso, a CNR tem 10 mil empregados, sendo 2 mil engenheiros.

— Fornecemos 97% dos trens comprados para as Olimpíadas de Pequim, em 2008 — gaba-se o gerente-geral Lu Xiwei. — Temos encomendas da Austrália, do Paquistão, do Irã e de Hong Kong, inclusive do trem-bala para Xangai.

— Ampliamos a fábrica e pretendemos participar do projeto do trem-bala brasileiro — revela o diretor de marketing da CNR, Zhang Peng.

O projeto do Metrô Rio tem 700 páginas e é supervisionado pelo MTR, contratado por US$ 10 milhões para assessorar os cariocas. Pelo cronograma, os testes de 10 mil quilômetros com a primeira composição começarão em outubro de 2011, numa pista construída especialmente para a encomenda brasileira.

Estado canibalizou 88 vagões
Com a compra dos 114 vagões, o Metrô Rio aumentará sua frota em 63%. Quando todos estiverem circulando, o tempo de espera será de dois minutos, segundo a concessionária, no trecho entre a Central do Brasil e Botafogo. Uma curiosidade histórica, no entanto, mostra que todo o drama enfrentado pelos cariocas poderia ter sido evitado.

Pelo contrato firmado pelo governo estadual com a Mafersa, em 1975, deveriam ter sido construídos 270 vagões. Mas só 136 foram feitos até 1998. Neste ano, o governo recuperou peças e, hoje, o Metrô Rio opera com 182. Assim, 88 foram canibalizados para $o sistema entre 1979 e 1998, ano da privatização.
Enquanto os trens chineses não chegam, os passageiros da Linha 2 conviverão com os atuais. O presidente do Metrô Rio, José Gustavo de Souza Costa, espera que o calor nos vagões seja amenizado neste verão, com a reforma do sistema de refrigeração.

— Contratamos uma consultoria para isso porque esses trens nunca foram projetados para isso. Mais de um terço da frota já teve o sistema de refrigeração trocado para um mais potente, semelhante ao dos novos trens. Gastamos R$ 20 milhões nesse projeto. Até outubro, essa revisão deve estar concluída — diz.

Após a entrega dos 19 trens, o Metrô Rio tem a opção de compra para outros 19 pelo mesmo preço: US$ 1,3 milhão por vagão. Se a segunda encomenda for confirmada, essa leva reforçará a Linha 1, com vistas à sua ampliação para a Barra da Tijuca.(Extra Online)