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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Seis carros são incendiados em Niterói e São Gonçalo


Após onda de ataques no Rio de Janeiro, veículos foram queimados no Fonseca, São Lourenço, Porto da Pedra e Pita.

A onda de violência no Rio, onde diversos veículos estão sendo incendiados, chegou na madrugada desta quarta-feira em Niterói. Pelo menos, três veículos foram queimados na Zona Norte da cidade. Na Rua São Januário, em frente ao número 300, no Fonseca, um Logus LAM 2248, foi incendiado por criminosos. Um Fiat Tempra LAM 9152, que estava perto do Logus, também sofreu tentativa de incêndio, mas foi contido pela ação dos bombeiros. Até uma caixa de energia da Ampla foi atingida pelos criminosos. Na Rua Soares Miranda, também no Fonseca, um Fox KNW-5066, e na Rua Santo Antônio, em São Lourenço, um Vectra LBA-1638, também foram incendiados. O clima era de pavor entre os moradores. 

"A gente estava vendo na televisão justamente os ataques aos carros no Rio, quando ouvimos fortes sirenes de bombeiros. Quando a gente foi ver, eram justamente carros sendo queimados aqui na rua. Quando a gente acha que estamos em paz, vem essa série de ataques", lamentou uma moradora da rua, que pediu anonimato.

O dono do Logus também lamentou o fato. Seu carro não tinha seguro.
"Meu veículo é de 1995 e não tinha seguro. Infelizmente é um prejuízo que terei. Mas pelo menos estou vivo", disse. 

Segundo a central do 3º Grupamento de Bombeiros Militares (3º GBM), pelo menos cinco carros foram destacados para conter o fogo e servir de apoio. 

O comandante do 12º BPM (Niterói) tenente-coronel Ruy França, se dirigiu ainda de madrugada para o batalhão. Segundo o comandante, as ações dos criminosos serão duramente atacadas.

"Não queríamos que esse tipo de ação chegasse a Niterói, mas já que chegou, iremos intervir com extremo rigor. Vamos verificar de onde possam ter partido esses ataques e vamos reagir", afirmou França. Na madrugada desta quarta-feira, os policiais tiveram informação que um carro e uma moto teriam participado dos ataques, mas ninguém foi preso. Segundo o comandante, todos os três veículos não tinham motoristas dentro e estavam estacionados nas calçadas.

São Gonçalo -
No município limítrofe de Niterói, outros dois carros também foram incendiados. No bairro do Pita, criminosos atearam fogo em um veículo na Rua Mentor Couto. Já no Porto da Pedra, outro automóvel foi queimado na Rua Camilo Flamarion, mas a polícia ainda não confirma se este episódio tem relação com os atentados. De acordo com o comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Cláudio Luiz da Silva de Oliveira, aparentemente o carro apresentou uma pane e o fogo começou na parte interna do veículo.(O Fluminense)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Sinalização só para um lado confunde motoristas no bairro do Fonseca

Rua Soares Miranda, de mão dupla, tem semáforos apontando para apenas um sentido. E sinal se move quando venta, pondo em risco a segurança de quem atravessa a via

Primeiro a família e depois a escola ensinam a olhar para os dois lados da rua antes de dar o primeiro passo em direção ao outro lado. A lição parece ter importância ainda maior para os alunos da Escola Municipal Paulo Freire, na Rua Soares Miranda, no Fonseca. Um semáforo em frente à unidade de ensino está, há meses, como uma biruta, girando com o vento, pondo em risco a segurança de quem atravessa.

“Eu já entrei em contato com a prefeitura para avisar sobre o problema. Quando não estão virados para um lado só, estão com alguma lâmpada queimada. É impossível um sinal em frente a uma escola ficar tanto tempo sem manutenção. Agora, a lâmpada do sinal verde que está ao contrário queimou, então, nem que vire para o outro lado vai adiantar”, comenta o morador Emerson Cidade, de 61 anos.

As mudanças na sinalização do local teriam começado com a entrada em operação do Corredor Metropolitano da Alameda São Boaventura, em março. A rua, que sempre fora mão dupla, passou a ter apenas uma mão de direção. Foi quando o semáforo teria sido mexido pela primeira vez. Pouco tempo depois, a alteração foi desfeita e a via passou a ser novamente de mão dupla, mas o sinal nunca mais foi o mesmo.

“Depende do vento. Se corre para um lado, ele vira para lá. Se corre para o outro, ele volta para a posição correta. Deve ter algum parafuso solto, não sei. Só vejo que, às vezes está para um lado, outras para outro”, diz o jornaleiro Fernando Carvalho, de 29 anos. 

O professor de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Bruno Ramos, de 29 anos, conta como salvou o também professor de Libras Ricardo Boareto de um atropelamento.

“Ricardo veio andando e viu carros de um lado parados, mas não percebeu que do outro lado os veículos não pararam. Puxei ele pelo braço bem a tempo. Quase que um carro o pegou”, relata.

De acordo com Bruno, a sinalização com defeito é potencialmente mais perigosa para os alunos surdos-mudos. Sem auxílio da audição, seria mais difícil perceber a movimentação de um carro. Outro problema relatado pelo professor é a falta de um agente de trânsito para garantir que os motoristas respeitem a sinalização, que estaria sendo constantemente ignorada pelos condutores.

Questionada a respeito do problema, a Prefeitura respondeu que os sinais em frente à escola ocupam apenas um braço, o que não significa que estejam voltados para um lado só e que eles foram instalados antes da implantação da mudança do trânsito.(Fluminense)