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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Niterói vai sediar escritório da Organização das Nações Unidas (ONU)

Universidade Federal Fluminense reservou a Casa Amarela, que fica em frente ao campus da Praia Vermelha, para instalação de uma representação no Estado do Rio de Janeiro



O chefe do escritório da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (EIRD) da América Latina, Ricardo Mena, anunciou em Paris que Niterói vai sediar o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata da Estratégia Internacional para Redução de Desastres (Eird), o primeiro no Brasil. O escritório vai reunir especialistas de várias áreas para pensar em propostas de redução de acidentes e mortes.
A Universidade Federal Fluminense reservou a Casa Amarela, que fica em frente ao campus da Praia Vermelha, para a instalação do escritório. A ideia é dar projeção ao escritório de Niterói, para que os profissionais possam prestar serviços em toda a região da América do Sul.(O Fluminense)


domingo, 20 de março de 2011

Gaddafi descumpre cessar-fogo e ataca reduto rebelde na Líbia

O ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, ignorou o cessar-fogo decretado por seu próprio governo e lançou ataque, por terra e pelo ar, contra o reduto dos rebeldes da oposição, a cidade de Benghazi, no leste do país. 

Gaddafi alertou ainda, segundo um porta-voz, que qualquer intervenção internacional na Líbia será uma "clara agressão". "Isto é injustiça, isto é uma clara agressão", disse Gaddafi, em uma carta enviada à ONU (Organização das Nações Unidas), à França e ao Reino Unido.  

"Vocês também vão se arrepender se tomarem um passo para interferir nos nossos assuntos internos", continuou Gaddafi, em meio aos preparativos da França e aliados para impor, por meio de força, a zona de exclusão aérea e medidas de proteção aos civis aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira (17). 

Segundo o porta-voz, Gaddafi enviou ainda uma carta separada aos Estados Unidos, na qual disse que todos os líbios estão preparados para morrer pelo país. 

O ditador reverte assim as declarações de seu chanceler, Moussa Koussa, que foi a público menos de 24 horas atrás dizer que a Líbia aceitava a resolução da ONU e decretava assim cessar-fogo imediato e a interrupção de todas as operações militares. 

Neste sábado, as forças rebeldes derrubaram um avião militar de Gaddafi, que bombardeava os arredores de Benghazi, deixando uma nuvem de fumaça negra. Um repórter da Associated Press viu o avião cair, em meio ao som de artilharia. 

Os jovens de Benghazi reagiam como podiam. Alguns recolhiam garrafas para fazer coquetéis Molotov. Outros moradores usavam estrado de camas e pedaços de metal para bloquear as estradas e impedir o avanço das tropas por terra. 

A rede de TV CNN relata, contudo, que a batalha por terra já começou, com tanques dos dois lados chegando cada vez mais próximos. 

"Onde está a França, onde está a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]?, chorava uma mulher de 50 anos em Benghazi. "Está muito tarde". 

O porta-voz do governo, Ibrahim Musa, negou a queda do avião, apesar das fotos registradas pelas agências internacionais. Ele também negou que as forças do governo atacaram cidades líbias e disse que são os rebeldes que violam o cessar-fogo. 

"Nossas forças armadas continuam a regredir e se esconder, mas os rebeldes continuam nos atacando e nos provocando", disse Musa. 

A rede de TV Al Arabyia registra também bombardeios das forças de Gaddafi contra os rebeldes em Zintan e disse que ao menos cinco morteiros caíram em seus arredores. 

PRONTO PARA AGIR
 
Em meio a notícia dos ataques, Paris sedia uma reunião internacional sobre a crise líbia, na qual serão discutidos os próximos passos após a aprovação da resolução da ONU. 

Nesse encontro, pode ser decidida uma intervenção militar na Líbia, disse o embaixador francês na ONU, Gerard Araud. 

Participarão da reunião a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Líderes árabes também estarão presentes. 

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, já alertara nesta sexta-feira que as forças de Gaddafi violam o cessar-fogo previsto na resolução do Conselho de Segurança, que permite o uso de força militar para proteger os civis líbios. 

Já Araud afirmou esperar uma intervenção militar no país do norte da África horas depois de uma reunião, marcada para este sábado em Paris, entre os principais participantes de uma possível operação. 

RESOLUÇÃO
 
A criação da zona de exclusão aérea autoriza o abate de aviões do ditador líbio que decolem para atacar tropas opositoras. Em outras palavras, a ONU liberou o uso da força militar para que a resolução seja respeitada. 

A medida endurece ainda o embargo e as sanções contra Gaddafi, seus familiares e círculo mais próximo de colaboradores implementadas no mês passado. Bens e fundos de investimento do ditador e sua família na Suíça e na União Europeia há haviam sido congelados semanas atrás. 

Os Estados-membros da ONU podem agora adotar "todas as medidas necessárias" --o que incluiria ataques aéreos-- para "proteger os civis e as áreas povoadas por civis sob ataque na Líbia, incluindo Benghazi". 

O texto, contudo, exclui a presença de "qualquer força de ocupação estrangeira de qualquer tipo, em qualquer parte do território líbio". 

A resolução foi aprovada por dez votos a favor (incluindo EUA, França e Reino Unido), nenhum contra e cinco abstenções --Rússia, China, Alemanha, Índia e Brasil. 

O Brasil alegou temer que a resolução resulte em mais confrontos e disse defender uma solução pacífica aos confrontos.(Folha de São Paulo)


sábado, 19 de março de 2011

Alto nível de radiação é detectado a 30 quilômetros da usina de Fukushima


Segundo o ministério da Ciência japonês foram detectados altos níveis de radiação num raio de 30 quilômetros da usina de Fukushima, cujos reatores foram abalados pelo terremoto que atingiu o Japão há uma semana.

Especialistas ouvidos pela rede japonesa NHK, disseram que seis horas de exposição à radiação emitida pela usina corresponde ao nível máximo considerado seguro para um ano. Apesar disso, os níveis encontrados não representariam uma ameaça imediata para a saúde.

Os testes foram feitos entre 9h20 da manhã de quinta-feira e 3h da manhã desta sexta (no horário local). A orientação do governo para as pessoas que moram entre 20 e 30 quilômetros da usina era de permanecer em casa, com portas e janelas fechadas.

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, afirmou nesta sexta-feira que o nível de radiação em Tóquio não é perigoso. O diretor da agência da ONU também anunciou que o órgão planeja uma reunião extraordinária sobre as usinas nucleares do Japão, na próxima segunda-feira.

Em uma declaração feita hoje, o chefe do gabinete japonês, Yukio Edano,disse que "a escala sem precedentes do terremoto e do tsunami” que atingiu o Japão estão “entre as muitas coisas que não tinham sido antecipadas na nossa gestão de desastres planos de contingência”.

Alimentos passarão por teste de radioatividade

O governo japonês recomendou que as autoridades de localidades próximas a Fukushima façam testes para medir o nível de radioatividade nos alimentos disponíveis em mercados e lojas de conveniência.
Os testes serão realizados nas cidades próximas a Fukushima, segundo informou o vice-ministro do Trabalho, Saúde e Bem-Estar do Japão, Kohei Otsuka, que também afirmou que até o momento não foram registrados relatos de que os alimentos tenham sido contaminados por radiação.

Acidente é reclassificado

Ainda nesta sexta-feira, a Agência de Segurança Nuclear do Japão elevou de 4 para 5 o nível de gravidade do acidente nuclear na usina de Fukushima. O índice da Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiológicos (INES, pela sigla em inglês) varia entre 0 e 7.

O nível 5 se refere a acidentes nucleares "com consequências de maior alcance", enquanto o grau 4, no qual os incidentes eram avaliados até agora, define acidentes "com consequências de alcance local".

O nível 7, o mais alto na escala de medição, corresponde à liberação ao exterior de materiais radioativos com amplos efeitos na saúde humana e no meio ambiente.

O acidente na usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, é até hoje o único caso no mundo em que o nível máximo foi atingido.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Liga Árabe rejeita intervenção externa na Líbia e adia cúpula

Navio de Guerra dos Estados Unidos no Canal de Suez

Motivo é a situação tensa no Norte da África e no Oriente Médio.
Órgão diplomático pediu ao regime de Kadhafi que cesse a violência.

A Liga Árabe adiou até o final de maio a sua cúpula inicialmente prevista para 29 de março em Bagdá, em consequência da situação na região do Norte da África e do Oriente Médio.

Em 18 de fevereiro a Líbia, atual presidente da Liga, anunciou que adiaria a cúpula anual, mas o Iraque desmentiu esse adiamento por considerar que não poderia ser decidido por um único país.

Ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe se reuniram no Cairo para discutir o esboço de uma resolução rejeitando a intervenção militar estrangeira na Líbia, informou o vice-secretário-geral da Liga, embaixador Ben Helli. "A Liga Árabe, por meio de seus delegados, introduziu na terça-feira uma resolução que será entregue aos ministros de Relações Exteriores durante a reunião... para rejeitar qualquer intervenção militar estrangeira na Líbia", afirmou o embaixador Helli.

O Egito informou que dois navios de guerra americanos entraram no canal de Suez em seu caminho pelo Mediterrãneo, se aproximando da costa líbia, após ordens do secretário de Defesa, Robert Gates.
O presidente da Liga, Amr Moussa, pediu o fim da violência na Líbia na semana passada, dizendo que as exigências do povo árabe por mudanças são legítimas e requerem negociações, não confrontos.
A reunião desta quarta-feira entre ministros de Relações Exteriores deve reforçar a condenação da entidade contra o líder líbio, Muammar Kadhafi, mas o esboço da resolução também irá ressaltar 'a unidade e integridade do solo líbio'.

A Liga suspendeu a participação da delegação líbia na entidade, sediada no Cairo, como forma de condenação contra a violência das forças de Kadhafi na repressão às revoltas populares.

Ministros da Liga Árabe pediram aos líderes líbios nesta quarta-feira que tomem decisões 'corajosas' para impedir a violência e respeitem os 'direitos legítimos' do povo.

O ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshiyar Zebari, que presidiu a sessão de abertura da reunião no Cairo, também afirmou que a crise na Líbia é um assunto interno dos árabes, enfatizando que os árabes não queriam nenhuma 'intervenção estrangeira'.

Ele pediu um momento de silêncio aos ministros pelos árabes mortos na onda de protestos por reformas na região.(G1)





 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Mercenários" em helicópteros massacram manifestantes na Líbia

ONU fala em crimes contra a humanidade, enquanto governo nega ações

A rede de TV Al Jazeera, com sede no Qatar, informou que o governo continua a reprimir com violência os protestos contra o ditador Muammar Gaddafi, que há mais de 40 anos controla a Líbia. O jornal espanhol El País publicou o relato de pessoas dizendo que helicópteros sobrevoam a capital e mercenários abrem fogo indiscriminadamente.

A Jazeera relata que homens armados atiram contra os manifestantes em parte da capital do país, Trípoli, e em outras localidades líbias. Testemunhas afirmaram que Gaddafi bombardeou manifestantes nesta segunda-feira (21) e ao menos dois pilotos da Força Aérea do país se recusaram e buscaram refúgio em Malta.

Sem citar fontes, a rede de TV aponta cerca de 300 mortos nos embates. A ONG Human Rights Watch divulgou nesta segunda-feira (21) um balanço de mais de 230 mortes e números de outras fontes citam até 400 baixas.


Trata-se da segunda semana dos mais significativos protestos contra Gaddafi. No último domingo (20), o filho apontado como o possível sucessor do ditador, Saif al Islam Gaddafi, disse na TV que o governo resistiria até a última bala. Nesta segunda-feira, foi a vez do próprio Gaddafi aparecer na TV para dizer que não iria renunciar.

Início do foco dos protestos, a cidade de Benghazi, a segunda maior do país, continua praticamente isolada. Há um grupo de brasileiros no local, associados à construtora Queiroz Galvão.

ONU fala em crimes contra a humanidade e pede investigação

A alta comissária da Organização Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta terça-feira (22) que seja realizada uma investigação internacional sobre os ataques na Líbia contra manifestantes opositores ao governo, dizendo que podem ser considerados crimes contra a humanidade, informou a agência de notícias Reuters. Ela também pediu uma investigação independente sobre o que acontece no país.

Ao mesmo tempo, a TV líbia divulgou um comunicado de que não houve ataque aéreo em Trípoli, de acordo com a agência notícias France Presse.

Em um comunicado, Pillay pediu a suspensão imediata das violações contra os direitos humanos e denunciou o uso de metralhadoras, franco-atiradores e ataques sistemáticos contra civis.

Pillay, ex-juíza de crimes de guerra da ONU, alertou que tais atitudes podem configurar crime.
- Ataques sistemáticos em larga escala contra a população civil podem ser considerados crimes contra a humanidade. A insensibilidade com que as autoridades líbias e seus atiradores contratados estão disparando munições contra manifestantes pacíficos é algo inescrupuloso. Estou extremamente preocupada que vidas estejam sendo perdidas enquanto falo neste momento.

O departamento não tem presença na Líbia, mas permanece em prontidão para apoiar investigações e promover direitos civis, políticos e econômicos no país do norte da África, ressaltou o comunicado.(R7)