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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dilma Rousseff faz afago em tucanos

Presidenta libera R$ 3 bilhões para obras no Estado de São Paulo, governado pelo PSDB

São Paulo - Com troca de afagos, a presidenta Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinaram dois convênios ontem: o da hidrovia Tietê-Paraná e o do trecho norte do Rodoanel. Com isso, a União liberou R$ 3 bilhões para turbinar as obras no estado. Dilma foi cordial durante o discurso no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e chamou o opositor de “excepcional parceiro”.

“Sozinhos, temos dificuldade de fazer obras de impacto no País. Quando nos unimos, quando ultrapassamos quaisquer pensamentos que não sejam o bem público, nós conseguimos fazer”, afirmou a presidenta para a plateia que contava com o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) — derrotado por Dilma em 2010 —, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (sem partido) — a quem ela chamou de “governador”, e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos — que acompanhou a presidenta.

Dilma destacou programas que são bandeiras dos tucanos, mas que têm recursos do governo. O tom foi o mesmo no discurso feito mais cedo, em Araçatuba, no lançamento da pedra fundamental do Estaleiro do Rio Tietê.

Foi a segunda visita de Dilma ao estado em menos de um mês, e a bondade orçamentária federal preocupa petistas. Eles temem que, em vez de enfraquecer os ataques tucanos na próxima eleição, os convênios resultem em dividendos para Alckmin.

O vice-presidente Michel Temer também esteve em São Paulo, mas por motivos de saúde. Ontem ele recebeu alta após uma noite no hospital Albert Einstein, onde chegou desidratado, com intoxicação alimentar depois de uma semana em Natal (RN).
Ex-presidente assume negociações

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu ontem o comando das negociações para aprovar a reforma política na Câmara. O PT quer criar caixa único para financiar campanhas e separar votos de partidos e candidatos. A primeira reunião com aliados será sexta-feira em São Paulo. Hoje, Lula faz palestra na Feira Internacional da Indústria de Rondônia.(O Dia)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dilma suspende "kit anti-homofobia" para escolas

A presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira a suspensão da elaboração do "kit anti-homofobia", um material sobre a homossexualidade e o combate à homofobia que seria distribuído em escolas públicas e havia gerado protestos de grupos religiosos.

A polêmica sobre esse material cresceu nos últimos dias, sobretudo depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo é equivalente à união heterossexual perante a lei. Grupos católicos e evangélicos criticaram a decisão judicial e alertaram sobre projetos que, segundo afirmaram, pretendiam "induzir" os adolescentes que estudam em escolas públicas à homossexualidade.

Na quinta-feira passada o ministro da Educação, Fernando Haddad teve reunião com parlamentares da bancada evangélica e disse que a pasta não fará mudanças no material que compõe os kits de combate a homofobia.

Porém, nessa quarta-feira o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o governo entendeu que "seria prudente não editar esse material". Carvalho explicou que Dilma tomou sua decisão após conversar sobre o assunto com parlamentares de diversas religiões que criticaram o projeto.
O material estava sendo elaborado por empresas contratadas pelo Ministério da Educação (MEC) e seria distribuído ao final de cursos sobre direitos humanos e minorias que devem ser ministrados para alunos do Ensino Médio de escolas públicas.

Segundo o MEC havia antecipado, o material que estava em preparação incluía vídeos que mostravam como o amor surgia entre dois meninos ou entre duas meninas, além de depoimentos de travestis e transexuais sobre suas vidas e relações amorosas.

Carvalho disse que, após conversar nesta quarta-feira com os parlamentares que se opõem ao projeto, Dilma decidiu ainda que "daqui para frente todo material que versar sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade".(EFE)

quinta-feira, 17 de março de 2011

FAB monta esquema especial para chegada de Obama


Como parte do esquema de segurança montado para a visita do Presidente Barack Obama ao Brasil, a Força Aérea Brasileira irá conduzir ações de controle e defesa do espaço aéreo durante todo o período da presença do Presidente dos Estados Unidos, dos dias 19 a 21 de março. Haverá caças de prontidão, ações de segurança em solo e restrições de sobrevoo.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) emitirá informações aeronáuticas que terão como objetivo maximizar a segurança da comitiva do Presidente Barack Obama e reduzir os impactos sobre o tráfego aéreo civil. Em Brasília e no Rio de Janeiro, as medidas são semelhantes às adotadas em outros eventos, como a posse da Presidente Dilma Roussef, no dia 1° de janeiro.

Caças F-5EM, Mirage 2000 e A-29 Super Tucano permanecerão de prontidão para a defesa do espaço aéreo. O Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) também contará com aviões-radar E-99 e baterias de artilharia antiaérea, posicionadas em locais estratégicos.

Todos os aviões conduzindo a comitiva do Presidente Barack Obama serão monitorados pelos Órgãos de Controle da FAB enquanto estiverem sobrevoando o espaço aéreo brasileiro. Também ocorrerão ações de segurança no solo nos locais de embarque, desembarque e estacionamento das aeronaves.(FAB/Poder Aéreo)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Com Tucanos na platéia, Hebe elogia a Presidente Dilma e pede palmas para Dirceu


Na estreia na Rede TV!, a apresentadora Hebe Camargo dedicou a terça-feira, 1º, o primeiro programa, que vai ao ar no dia 15, à presidente Dilma Rousseff. Hebe exibirá uma entrevista de 50 minutos com Dilma. Durante uma hora e 30 minutos de gravação, a apresentadora elogiou a presidente e revelou que se impressionou com ela. “Apesar de não ter votado nela, fiquei impressionada”, admitiu Hebe, no fim da gravação.

Diante de uma plateia formada por tucanos, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-governador José Serra (PSDB), a apresentadora afirmou que esperava encontrar a mulher “brava” e “séria” da campanha eleitoral, mas que se deparou com um “amor de pessoa”. “Acho que ela vai fazer coisas muito boas. Ela é uma gracinha!”, afirmou.

A gravação teve a participação de, aproximadamente, 500 convidados na plateia, entre eles, o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), réu do processo do mensalão. Além de cumprimentar Serra e Alckmin, Hebe anunciou a presença de Dirceu, que havia sentado numa mesa ao canto do estúdio. “Podem bater palmas para ele”, pediu a apresentadora ao público, que se mostrou inibido com a presença dele.

Se Dirceu gostou dos elogios a Dilma, o ex-governador de São Paulo preferiu não acompanhar toda a gravação. Na metade do programa, Serra levantou-se, deixou a mulher Mônica Serra à mesa que ocupavam, cumprimentou o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado do PT de São Paulo e não foi mais visto até o fim da gravação. Já o atual governador de São Paulo manteve-se firme. Em meio a declarações de Hebe sobre a presidente, a cada bloco o programa mostrava um pequeno trecho da entrevista.

Carreira – “Aos 60 anos de carreira, estou tendo o privilégio de entrevistar a primeira mulher a assumir a Presidência da República no Brasil. É uma honra que não sei explicar”, disse a apresentadora. Quem acompanhou a gravação do programa não pode ver a íntegra da entrevista com Dilma. Dos trechos exibidos pela produção aos convidados, ela aparece com Hebe passeando no Palácio da Alvorada, apresentando os ambientes da edificação projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e falando sobre a fama de ter personalidade forte.

“Você já ouviu falar que algum político homem é durão? Eu nunca ouvi. Então, conclui que só existem homens meigos e a única pessoa brava sou eu”, disse a presidente, que tenta se desfazer da imagem de “chefe durona”. “Ela disse que é exigente, e isso me impressionou”, declarou Hebe aos jornalistas. Na entrevista, Dilma explicou que não levou o cão labrador Nego para morar no Alvorada porque ele atacou uma das araras resgatadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que hoje vivem no jardim.

“Ele está no Torto (Residência Oficial da Granja do Torto) porque aqui não dá. Uma vez, uma arara caiu e o Nego pegou”, explicou. Hebe também perguntou se o palácio tinha fantasmas. “Não tem, não”, respondeu Dilma. “Se tiver, deve ser o Juscelino”, brincou a apresentadora. À vontade, a presidente admitiu ser fã da Jovem Guarda e contou que gosta da música “Amigo”, do cantor e compositor Roberto Carlos. “Eu não tenho voz para cantar…. Você é meu amigo de fé, meu irmão camarada…. Tá vendo, desafinei.”

No fim do programa, Hebe perguntou para os entrevistados o que esperavam do governo da presidente. “O governo dela já é um sucesso. Ela é uma mulher extremamente séria, tenho plena confiança no trabalho dela. Todo brasileiro tem de fazer isso (confiar em Dilma)”, afirmou o cantor sertanejo Sérgio Reis. “Tenho certeza que ela vai dar continuidade a esse trabalho bonito do Lula. Tenho certeza absoluta que vai dar certo”, emendou o cantor sertanejo Daniel. “Minha esperança é que a Dilma continue com isso aí”, comentou o ídolo teen Luan Santana, sem se aprofundar no tema.
Cantora – Já a cantora Paula Fernandes entrou na onda dos “confetes” da apresentadora. “Ela (Dilma) é uma fortaleza”, derreteu-se. O ator e cantor Daniel Boaventura, que abriu o programa cantando em dueto com Hebe, apontou esperar que a presidente dê continuidade à política externa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Espero que ela possa manter a credibilidade do Brasil no mundo.” Questionada sobre um “deslumbramento” com Dilma, a apresentadora negou que tenha feito uma homenagem a ela. “Quem recebeu homenagem fui eu”, rebateu. (AE/Daiene Cardoso)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Em discurso, Dilma destaca fato de ser primeira mulher presidente


No início de seu discurso de posse, a presidente da República, Dilma Vana Rousseff, 63, destacou o fato de ser a primeira mulher a ocupar o cargo. 

"Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que no dia de hoje todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher", afirmou Dilma, no discurso no Congresso. 

Ela afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou a forma de governar o país e disse que sua eleição representa a abertura de portas para que outras mulheres também sejam presidentes. 

Segundo Dilma, Lula "levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro de seu país". Ela prometeu dar continuidade ao que chamou de "maior processo de afirmação que o Brasil já viveu". 

Dilma também disse que Lula levou o povo brasileiro a fazer "uma travessia para outra margem da história" e que sua missão, a partir de agora, será "ampliar o caminho" nessa outra margem. 

Ainda se referindo ao seu antecessor, Dilma afirmou que "a maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo". 

"Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós", completou. 

Dilma também homenageou o vice-presidente José Alencar. 

Segundo ela, o vice é "um exemplo de coragem e de amor à vida". Alencar está internado, em São Paulo, onde realiza um tratamento de câncer que já dura mais de 10 anos. 

"Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido Vice José Alencar", disse. 

"Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo", afirmou, arrancando aplausos dos presentes.
Antes de discursar, Dilma o vice-presidente Michel Temer já foram empossados pelo Congresso, em sessão presidida pelo senador José Sarney (PMDB-DF).(Folha de São Paulo)





terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Mais de 40 autoridades estrangeiras participarão da posse de Dilma

Argentina enviará como representante o chanceler Héctor Timerman. A secretária de Estado dos EUA e vários presidentes da América Latina também confirmaram presença


Às vésperas da posse da presidenta eleita, Dilma Rousseff, as autoridades estrangeiras ainda confirmam as presenças nas cerimônias em Brasília, no dia 1º. Até a noite de segunda-feira, o Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, contabilizava 47 confirmações de autoridades estrangeiras – a maioria de países latino-americanos e africanos. A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, enviará como seu representante o chanceler Héctor Timerman.

Os presidentes do Uruguai, da Costa Rica, de El Salvador, da Guatemala, da Venezuela, da Bolívia e do Paraguai, entre outros, além da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o príncipe das Astúrias Felipe da Espanha e o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Chung Un-chan, confirmarão que virão para a solenidade em Brasília. Representantes de países africanos e europeus também já enviaram comunicados.

Os últimos detalhes para as três cerimônias – no Congresso Nacional, no Palácio do Planalto e no Itamaraty - estão em fase final. Para a recepção aos convidados, no Itamaraty, será servido um coquetel. O vinho escolhido é da vinícola gaúcha Casa Valduga, que venceu a licitação feita pelo Ministério das Relações Exteriores. A empresa é sediada em Bento Gonçalves, a 120 quilômetros da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

As solenidades de posse começam às 14h30, do próximo sábado, com um desfile em carro aberto ou fechado – que será a opção em caso de chuva. A presidenta eleita e o vice-presidente eleito, Michel Temer, desfilarão pelas ruas de Brasília. Dilma passará pelo Congresso, o Palácio do Planalto e, por último recepcionará os convidados brasileiros e estrangeiros no Itamaraty. A previsão inicial é que as festas acabem por volta das 21h.(Agência Brasil)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dilma convida Mantega a permanecer na Fazenda

O ministro Guido Mantega (Fazenda) acabou de chegar à Granja do Torto para um encontro com a presidente eleita, Dilma Rousseff, que está morando na residência presidencial durante o período de transição de governo.

Dilma pretende anunciar a equipe econômica em bloco na semana que vem, e todo o seu ministério até o dia 15 de dezembro.

Lula e Dilma discutiram uma lista de nomes que a presidente eleita pretende convidar para montar o seu primeiro escalão.

Em reunião anteontem à noite no Palácio da Alvorada, Lula voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.
Segundo a Folha apurou, Dilma preferia trocar a presidência do BC, mas diminuiu sua resistência em manter Meirelles porque está preocupada com uma piora da economia mundial e seus efeitos no Brasil no começo de seu governo.

Ela voltou de Seul, onde participou de reunião do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), disposta a reavaliar a sugestão de Lula para manter Meirelles no BC.(Folha de São Paulo)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Equipe de Dilma prepara reajuste real do Bolsa Família

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, nova etapa do programa dependerá do Censo

A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa Família. De acordo com análise feita no governo, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) desde o último reajuste não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no país, feita durante a campanha ao Planalto.

Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Neste ano o valor ficou congelado por causa da eleição. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão ficará para Dilma. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões. 

Hoje, o país tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. Esses são dados usados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil.  

Segundo a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), que trabalha "cenários" para a concessão do próximo reajuste, a nova etapa do Bolsa Família vai depender também dos resultados do Censo, esperados para dezembro. Neles, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fará um retrato mais fiel da pobreza do país.

- O que está em jogo não é apenas o impacto financeiro do reajuste, é preciso eliminar a pobreza extrema.(R7)