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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

IPI menor para material de construção até 2011


Ministro da Fazenda anuncia prorrogação do incentivo que terminaria no fim do ano

Cesta básica de materiais de construção civil, com 45 itens, manterá redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até 31 de dezembro de 2011. Foi o que anunciou ontem durante o Construbusiness o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O IPI menor do setor de construção venceria no fim deste ano. “O setor de habitação está em crise no mundo todo e o Brasil vem na contramão. Vamos continuar, portanto, com os estímulos dados à construção. Já estamos preparando as medidas necessárias e a redução do IPI já vale para o dia 1º de janeiro”, afirmou Mantega.

Segundo ele, os incentivos fiscais foram necessários para que o Brasil saísse mais rapidamente da crise, mas o próximo governo deve priorizar o desenvolvimento sustentável. Mantega continuará na pasta na gestão de Dilma Rousseff. “Com a crise, tivemos de elevar os gastos públicos, os subsídios do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e a desoneração de impostos. Fomos bem-sucedidos. Mas agora vamos focar o crescimento mais sustentável”, declarou.
(O Dia)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dilma convida Mantega a permanecer na Fazenda

O ministro Guido Mantega (Fazenda) acabou de chegar à Granja do Torto para um encontro com a presidente eleita, Dilma Rousseff, que está morando na residência presidencial durante o período de transição de governo.

Dilma pretende anunciar a equipe econômica em bloco na semana que vem, e todo o seu ministério até o dia 15 de dezembro.

Lula e Dilma discutiram uma lista de nomes que a presidente eleita pretende convidar para montar o seu primeiro escalão.

Em reunião anteontem à noite no Palácio da Alvorada, Lula voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.
Segundo a Folha apurou, Dilma preferia trocar a presidência do BC, mas diminuiu sua resistência em manter Meirelles porque está preocupada com uma piora da economia mundial e seus efeitos no Brasil no começo de seu governo.

Ela voltou de Seul, onde participou de reunião do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), disposta a reavaliar a sugestão de Lula para manter Meirelles no BC.(Folha de São Paulo)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mantega propõe substituir dólar por "moeda" do FMI

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, desembarcou na manhã desta quarta-feira (madrugada em Brasília) em Seul com uma proposta ousada: substituir o dólar como principal moeda de valor nas reservas e nas transações internacionais por uma cesta de moedas. A cesta já existe, chama-se DES (Direitos Especiais de Saque) e é usada contabilmente pelo Fundo Monetário Internacional. 

Hoje, a cesta é formada pelo dólar, pelo euro, pelo iene japonês e pela libra esterlina britânica. Mantega quer que sejam incluídos o real brasileiro e o iuan chinês.
O ministro diz que levará a proposta à cúpula do G20 que começa quinta-feira na capital coreana. Mas é mais uma expressão da irritação do governo brasileiro com a decisão dos Estados Unidos de irrigar sua economia com US$ 600 bilhões nos próximos oito meses do que uma expectativa de que a proposta seja de fato encampada pelo G20. 

Mantega nem sabe se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionará o tema na sua apresentação na cúpula. "Até agora, não está previsto", diz. 

A irritação do ministro é fácil de explicar: a expectativa generalizada é a de que pelo menos parte dos US$ 600 bilhões irão para países produtores de commodities (Mantega citou Brasil e Austrália como exemplos), com duas consequências: valorizar ainda mais o real, que já está forte demais, o que prejudica as exportações brasileiras; e provocar "uma inflação no mercado de commodities", com óbvios reflexos nos preços internos.(Folha de São Paulo)