terça-feira, 30 de agosto de 2011

Obras no Terminal de Niterói serão realizadas no turno da noite

Prefeitura e concessionária que administra o João Goulart estabeleceram que intervenções sejam feitas fora do horário de rush. Usuários passam por problemas desde o começo da obra

A Prefeitura de Niterói estabeleceu que o consórcio Teroni, que administra Terminal Rodoviário João Goulart, realize intervenções nas plataformas apenas das 22h às 4 horas, fora do horário de rush.

A determinação, que começou a vigorar nesta segunda-feira, foi dada em função dos transtornos causados aos usuários e aos extensos engarrafamentos nas ruas do Centro, que estão ocorrendo por conta das obras de drenagem e pavimentação, realizadas desde junho.

De acordo com o motorista de ônibus da empresa Rio Ita, Joelson da Silva, 35 anos, que embarca e desembarca na atual plataforma – a azul – onde estão sendo feitas obras de pavimentação, a situação no terminal, principalmente à noite, é caótica. O rodoviário reclama da falta de planejamento.

Segundo o consórcio Teroni, quando concluídas, as obras darão maior fluidez ao tráfego de ônibus. A concessionária informou que a pavimentação está sendo refeita com resistência cinco vezes maior a utilizada antes. Os canteiros instalados nas áreas de manobra dos ônibus estão sendo diminuídos para dar mais mobilidade aos coletivos e evitar congestionamento.(O Fluminense)

Artigo: Alô, Rio, ainda dá tempo

O Estado do Rio de Janeiro está diante de uma grande oportunidade para aumentar seu parque industrial: em setembro próximo, a Secretaria de Transporte estará abrindo licitação internacional para a compra de 60 trens de quatro carros para a Supervia. Em seguida, a própria (hoje controlada pela Odebrecht Transport) vai encomendar mais 30 trens também de quatro carros, somando 90 trens ou 360 carros. Encomenda para fabricante nenhum botar defeito.

Poderíamos perfeitamente fabricar os trens no Estado do Rio de Janeiro, com mão de obra e insumos brasileiros. O Brasil tem tecnologia, mão de obra e capacidade para fabricar trens elétricos desde a década de 70, como aliás fazia a extinta Cia. Industrial Santa Matilde, em Três Rios. Se não fabricar tudo, pelo menos parte. O que o Estado do Rio de Janeiro não pode – ou melhor, não deve – é continuar comprando trens embrulhados da Coreia, como fez em 2005, ou da China, como em 2008.

Quando o governo de São Paulo fez compra semelhante, em 2008, para a CPTM e o Metrô, optou por criar na licitação margem de preferência de 15% em favor de equipamento fabricado no Brasil. Isso bastou para que o vencedor da concorrência, uma empresa espanhola, até então ausente do país, construísse em Hortolândia , perto de Campinas, uma fábrica novinha em folha, que hoje emprega 1.300 homens e fabrica 65% do valor dos trens. De espanhóis trabalhando na fábrica há, ainda, 20 técnicos para treinar os brasileiros. Todos voltarão à Espanha em pouco tempo.

Tanto em São Paulo como no Rio, a compra é financiada pelo Banco Mundial, que nas suas regras exige concorrência internacional, mas permite a preferência dos 15%. Só que o governo do Rio de Janeiro não quer nem ouvir falar de preferência, apesar dos insistentes pleitos da indústria nacional. Prefere fazer o negócio ao preço mais baixo possível, ou seja, na China, grande fornecedora de trens elétricos, guarda-chuvas e luzinhas de natal, e ficar com o troco do financiamento do Banco Mundial para comprar mais trens adiante.

Nos últimos 30 dias foi anunciada a construção de quatro fábricas de material ferroviário no Brasil: uma de locomotivas em Sete Lagoas (MG), uma de trens elétricos em Araraquara (SP), uma de freios em Itupeva (SP), e até uma de monotrilhos em Campo Grande (RJ). O país está atravessando um verdadeiro renascimento do transporte ferroviário, impulsionado pela saturação dos demais meios de transporte, pela questão ambiental e pelo avanço tecnológico na construção de material ferroviário. Não é só um fenômeno brasileiro, mas está acontecendo nos Estados Unidos e na China.

Os 60 + 30 trens da  Supervia valem perto de 900 milhões de dólares, dinheiro mais do que suficiente para investir numa nova fábrica no estado. Se o governo não fizer nada, todo esse valor, e os empregos que gera, vão ficar na China mesmo, mais exatamente em Changchun, onde a Changchun Railway Vehicles está fabricando os 34 trens vendidos há dois anos para a mesma Supervia.

Nada contra trens chineses. Ainda não começamos a usá-los no Brasil, mas, até prova em contrário, são tão bons como qualquer outro (espero). Então, se compramos tanto deles, porque não vêm fabricar aqui? Não foi assim que a indústria automobilística brasileira foi criada?

Não parece haver objeção do lado dos chineses. Eles já estão assinando protocolos de intenção com a indústria brasileira, preparando possíveis joint ventures. Nem haveria objeção do Banco Mundial, que aceitaria a preferência dos 15% para fabricação no Brasil. O governo do estado ainda pode mudar o jogo se perceber a oportunidade.
O Globo / Gerson Toller - Diretor-executivo da Revista Ferroviária.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quadro clínico de Ricardo Gomes permanece estável

Novo boletim médico do treinador sairá às 12h desta segunda


O quadro médico do técnico do Vasco Ricardo Gomes permanece grave, porém estável. O próximo boletim contendo informações sobre o seu estado de saúde só será divulgado após a avaliação por um neurocirurgião do Hospital Pasteur, onde se encontra o treinador.

Este procedimento acontecerá por volta das 12h, cerca de 12 horas depois da cirurgia realizada na noite deste domingo. Segundo os médicos, a operação foi um sucesso, já que foi feita a drenagem, diminuindo a pressão no tecido cerebral.(Lancenet)

Associação de Moradores de Santa Teresa acusa Estado de omissão em relação ao estado dos bondes

A Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast) divulgou, através de seu site, um extenso texto, no qual faz diversas denúncias de omissão do poder público quanto ao estado de funcionamento dos bondes.
Segundo o manifesto, intitulado “Acidente com o bonde: tragédia anunciada mais 

uma)”, o Estado do Rio de Janeiro omite-se de forma vil e dolosa há anos, tratando o sistema de bondes de Santa Teresa com descaso. Assinado pela diretoria da Amast, o texto afirma que “a superlotação (...) é fruto do número reduzido de bondes em operação. A verba que deveria ter sido utilizada para restabelecer a operação dos 14 bondes foi aplicada indevidamente em uma tentativa fracassada de modernização dos bondes, verdadeira aventura tecnológica que resultou em pseudo-VLT’s com aparência de bondes, os quais
seguem apresentando problemas de freio, poluição sonora e instabilidade nas curvas. Em paralelo, os poucos bondes tradicionais que não sofreram desmantelamento, foram relegados ao abandono, à falta de manutenção preventiva e seguiram operando em condições totalmente precárias”.

O manifesto faz ainda outras graves denúncias, afirmando que “O CREA, em relatório da CAPA (Comissão de Prevenção de Acidentes) divulgado publicamente, recomendou que os bondes modificados não fossem colocados em circulação devido à falha grave na localização do sistema de freios. A recomendação foi solenemente ignorada pelo Governo do Estado (Sérgio Cabral), Secretaria de Transportes (Júlio Lopes) e Central Logística (empresa que administra o sistema de bondes)”. 

Em outro trecho do texto, a Amast afirma que "O Ministério Público Estadual, apesar de ter movido Ação Civil Pública na qual obteve liminar, sentença e decisão em recurso favoráveis à restauração completa do sistema de bondes, jamais fez qualquer pedido à justiça de execução provisória das referidas decisões. O Tribunal de Contas do Estado julgou ilegal o contrato da T’TRANS com a Central Logística (empresa estadual que administra o sistema de bondes de Santa Teresa), o que, em tese, acarretaria a necessidade de punir os responsáveis pela negociata e reparação dos prejuízos causados ao erário, mas até o momento não se teve notícia de qualquer punição e muito menos de restituição da verba pública ilegalmente empregada. A Comissão de Transportes da Câmara Municipal, após intensos trabalhos, propôs uma série de medidas e recomendações, além de apontar fatos merecedores de atenção e providências, relacionados à ordenação do trânsito em Santa Teresa. Contudo, a Prefeitura do Rio de Janeiro (Eduardo Paes), a CET Rio e a Secretaria Municipal de Transportes não moveram uma palha para alterar a triste e perigosa realidade em que nós, moradores de Santa Teresa, vivemos diariamente".(Jornal O Globo)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Caminhada pelos fortes niteroienses em comemoração ao Dia do Soldado


Exército Brasileiro promove jornada ecológica aberta a toda população de Niterói no próximo domingo em Jurujuba. Saída será às 8h no Forte Barão do Rio Branco. Passeio é grátis

Neste domingo, a partir das 8h, acontece a XVIII Caminhada Ecológica e Cultural – Duque de Caxias, tradicional atividade de integração entre o Exército e a comunidade niteroiense.

O evento é gratuito em comemoração ao Dia do Soldado, celebrado no dia 25 de agosto, data do nascimento do Patrono do Exército brasileiro, Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias.

A caminhada sairá do Forte Barão do Rio Branco, localizado na Alameda Marechal Pessoa Leal 265, em Jurujuba. Aberto à comunidade em geral, o evento promete atrair milhares de pessoas. Em uma de suas edições já chegou a reunir cerca de 10 mil, incluindo visitantes de outros municípios.

Recreação antes da saída
Este ano, a exemplo dos anteriores, os participantes também poderão doar um quilo de alimento não perecível, que será revertido a instituições de caridade da região. Durante a concentração, haverá distribuição de brindes, aquecimento com apresentação de recreadores, e quiosques com atividades de saúde e reciclagem.

O ponto de partida será no Forte Barão do Rio Branco, construído em 1567, de onde os participantes seguirão para o Forte São Luís (1769) e Forte do Pico (1918).

Depois, os participantes descerão por uma trilha construída pelos portugueses até a Fortaleza de Santa Cruz (1555), onde haverá onde haverá uma exposição de veículos militares e carros antigos, além de visitação gratuita à edificação. No local, um ônibus vai levar os candidatos de volta ao Forte Rio Branco.

Equipamentos – Para uma caminhada mais agradável, os organizadores do evento orientam aos participantes que utilizem calçados confortáveis, roupas leves e bonés.

História e natureza
Além de proporcionar o contato com a natureza o passeio também reserva um encontro com a história não só do município como do país. O Forte Barão do Rio Branco, ligação entre os Fortes São Luiz e do Pico com o Forte do Imbuhy, por exemplo, teve importante e eficaz participação contra as incursões dos piratas franceses no século XVIII.

Já os Fortes São Luiz e do Pico reportam aos anos de 1769 e 1918, respectivamente. Ocupando posições a 230 metros acima do nível do mar, tinham total dominância da entrada da baía de Guanabara, servindo como posto de observação, defesa aproximada da Fortaleza de Santa Cruz, além de serem inatingíveis pelos canhões das embarcações de suas épocas.

A Fortaleza de Santa Cruz da Barra, por sua vez, é um sítio histórico único no Brasil, com pedra fundamental no ano de 1555. Suas muralhas foram construídas com pedras cortadas e assentadas à mão, com uma área de 7.153 metros quadrados.

Forte tem canhões e capela com mais de 500 anos- Possui um acervo composto de 45 canhões dos séculos XVIII e XIX, além de uma capela datada de 1612, com uma imagem de Santa Bárbara do século XVIII.

Localizada ao lado do canal de entrada da baía de Guanabara, por onde passam todas as embarcações que chegam ao porto do Rio de janeiro, assim como as demais fortificações tem uma visão privilegiada das cidades do Rio de Janeiro e de Niterói.(O Fluminense)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dia do Soldado


Para quem passou por lá sabe que o aprendizado foi muito maior do que a doação. Viva o Soldado brasileiro

Alunos da UFF terão transporte gratuito até terminais de Niterói

Universidade terá coletivo próprio para levar estudantes em segurança até os terminais de ônibus e das barcas. Medida pode ajudar evitar assaltos perto dos campi

Para amenizar a exposição dos alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) aos riscos de transitar próximo aos campi, evitando que eles sejam vítimas de assaltos, a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) abriu licitação para a compra de ônibus que farão o transporte universitário em período integral. A medida foi divulgada na semana em que alunos da universidade criaram um site para alertar sobre a violência no entorno da UFF, em que as vítimas podem postar depoimentos sobre as violências sofridas.

Com intervalos de 15 minutos, os coletivos deverão circular entre os campi, além de levar os alunos aos principais pontos do transporte público como o Terminal Rodoviário João Goulart e a Estação das Barcas, no Centro. Eles deverão, também, complementar o trabalho de alguns micro-ônibus, de baixa capacidade, que já auxiliam na locomoção de alunos em disciplinas específicas, conforme explicou o pró-reitor da Proaes, Sérgio Mendonça.

“A ideia dos ônibus é favorecer a vida acadêmica dos estudantes, que têm aulas em diferentes campi e também melhorar a questão da segurança, principalmente à noite. Os ônibus vão passar no Centro de Niterói. Claro que isso não substitui o poder público, mas é uma contribuição”, argumenta.

A UFF vai adquirir três ônibus, mas o terceiro veículo deve ser destinado ao Polo de Volta Redonda, no interior do estado. O processo de licitação está em andamento e a empresa vencedora ainda terá 90 dias para entregar os veículos. O pró-reitor acredita que até o fim do ano o serviço esteja disponível.

Os alunos alegam, no entanto, que o número de ônibus para Niterói é insuficiente.

 “Dois ônibus dá para no máximo 90 pessoas. A UFF tem milhares de alunos que passam por aqui em diferentes horários”, argumenta a estudante Maria Nazareth, de 24 anos, matriculada no 7º período do curso Serviço Social, no campus do Gragoatá.

A Universidade Federal Fluminense possui cerca de 20 mil alunos, sendo que pelo menos 10 mil têm aulas à noite, horário de maior perigo.

“Se tivesse recurso para comprar cinco [ônibus], eu compraria. Mas não basta estalar os dedos para conseguir recursos públicos. Acredito que vai ser possível oferecer transporte de qualidade aos alunos, porque mesmo com os ônibus indo até o Centro de Niterói, o percurso não é longo”, justifica o pró-reitor, adiantando que a UFF já planeja a abertura de nova licitação para 2012.

Internet – O site intitulado “Crimes contra estudantes de Niterói” foi criado para que qualquer estudante possa marcar em um mapa virtual da cidade, o dia, a hora e o local exato em que sofreu algum tipo de violência. Segundo os idealizadores, o principal objetivo é alertar os alunos, principalmente os que não residem no município, sobre os riscos de circularem por algumas ruas, apesar de parecerem tranquilas e terem “belas paisagens”.

Para a estudante Samira Hanna, de 20 anos, matriculada no 4º período de Serviço Social, a iniciativa dos colegas é boa, mas não terá resultado se o poder público não prestar atenção nessa manifestação.

“Já fui assaltada quase no portão da faculdade, em plena luz do dia. Não sei se o bandido estava com algum objeto cortante, mas ele ameaçou me furar se eu não entregasse celular. Somos estudantes e temos que ter a garantia de segurança para frequentar nossas aulas”, reivindica.

O chefe-adjunto da seção de planejamento da PM, tenente Bruno Andrade, reitera que existe policiamento ao redor de todos os campi na cidade. Mas ele argumenta que a maioria das vítimas não registra ocorrência na delegacia, o que dificulta o trabalho da PM, que fica sem saber os pontos de maior incidência de crimes.(O Fluminense)