"A culpa é do Nordeste."
A região "só nos fode". Quem, aliás, "é a favor de jogar uma bomba no Norte e (principalmente) no Nordeste" levanta a mão.
Mas "deplorável" mesmo "é pensar que o Nordeste escolhe o presidente, mas nós que pagamos a conta".
Injuriados com a escolha do sucessor de Lula, simpatizantes do tucano José Serra decidiram atacar a região que, desde o começo da campanha, deu a Dilma Rousseff (PT) larga folga nas intenções de voto.
Essas declarações foram coletadas entre 20h e 21h deste domingo, após uma busca no Twitter por mensagens com a palavra "Nordeste".
Algumas mensagens criticam a desqualificação dos nove Estados, tratados por muitos como um país à parte. Mas a maioria dos tuítes responsabiliza os nordestinos pela "derrota da democracia" nas urnas.
No Nordeste (25% dos eleitores brasileiros), a petista tinha, na antevéspera das eleições, 63% das intenções de voto, contra 30% do tucano, segundo pesquisa Datafolha.(Folha de São Paulo)
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domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Serra é piada no Twitter
A polêmica em torno do objeto que atingiu a cabeça do candidato José Serra (PSDB) durante passeata no Rio de Janeiro, quarta-feira, tomou conta das redes sociais nesta quinta-feira, especialmente do Twitter – em tom de piada. Uma câmera do SBT flagrou que Serra foi atingido pelo que parece ser uma simples bolinha de papel, ao contrário do que outras emissoras frisaram – a Rede Globo falou em “bobina de fita crepe”, e a Agência Estado em rolo de papelão. Segundo a Folha Online, a bolinha de papel foi atirada depois de um outro objeto ter sido arremessado contra Serra. A assessoria do PSDB, num primeiro momento, informou que Serra tinha sido atingido por uma bandeira de um petista. Até o presidente Lula se irritou com a repercussão e criticou a atitude de Serra. Veja a imagem do SBT:
Atingido pela bolinha de papel, Serra foi levado para um hospital da região para fazer um exame de ressonância magnética. O médico que o examinou, Jacob Kligerman, disse que nada errado foi constatado e recomendou repouso de 24 horas.
Foi aí que começaram as piadas na internet. “Quando a criançada da 5ª série descobrir que tomar bolinha de papel garante 24h de repouso, vai ser uma festa”, postou no Twitter o internauta @necaboullosa . “Bolinha de papel: médico recomenda a Serra repouso por quatro anos”, comentou o internauta @planetariopardo. “Lula perdeu dedo, Dilma venceu câncer, Serra leva uma bolinha de papel e pede tomografia...”, postou @maudiz.
As hashtags BoladePapelFacts (uma alusão aos famosos “Chuck Norris Facts”) e SerraRojas chegaram aos Trending Topics como os assuntos mais comentados no mundo. Esta última hashtag faz alusão ao goleiro Roberto Rojas, que simulou ter sido atingido por um rojão em jogo do Brasil contra o Chile no Maracanã, em 1989, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990. Rojas chegou a fazer um corte na testa com uma lâmina para fazer a farsa ficar ainda mais impressionante. A grande ironia na associação está no fato de que, pela farsa, a Seleção Chilena acabou suspensa por quatro anos – exatamente o período que dura um mandato presidencial – e Rojas foi banido do esporte.
“O Serra é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A bolinha de papel que deveras sente”, postou o @mundohype, inspirado em poema de Fernando Pessoa.
Alguém que se passa pelo do candidato do Psol, Plínio de Arruda Sampaio, lembrou do caso Paulo Preto, o ex-assessor de Serra, acusado de sumir com R$ 4 milhões da campanha do tucano. “Na bolinha de papel tava escrito: "Não se larga um lider ferido na estrada" Ass: Paulo Preto.”
As piadas com a bolinha de papel foram muito boas. “O exame de ‘bolística’ determinou que o projétil saiu de um chumaço de Maxprint, calibre A4”, disse Rodolfo Cabral.
“Células terroristas Chamex, Maxprint e Aracruz disputam autoria do atentado!”, comentou Pedro Almeida.
“Ações da Faber Castel, Chamex e Xerox saltam e o povo compra papel desesperadamente. Serra teme uma guerra civil”, comentou Felipe Salgado.
“Bolinha de papel é considerada arma branca”, brincou Leticya Simões.
Até o palhaço Tiririca entrou na brincadeira. Eleito deputado federal pelo PR, partido que faz parte da coligação que apoia Dilma Rousseff (PT), Tiririca fez piada com o joquempô, diversão no recreio das escolas: “Pedra vence tesoura. Tesoura vence papel. Papel vence Serra!”
O grande destaque, porém, foi a criação de um perfil da bolinha de papel no Twitter, o Bolinha_dePapel. Em poucas horas a brincadeira já tinha mais de mil seguidores, graças a comentários como “Meu primo papel de seda morre de medo da Soninha”, “Vendo o nível dessa campanha, meu primo papel higiênico não aguentou e se mandou pra reciclagem” e “Fernando Gabeira fez curso com meu primo Papel de Parede, pra ficar com cara de paisagem do lado do Serra.”(Yahoo)
Atingido pela bolinha de papel, Serra foi levado para um hospital da região para fazer um exame de ressonância magnética. O médico que o examinou, Jacob Kligerman, disse que nada errado foi constatado e recomendou repouso de 24 horas.
Foi aí que começaram as piadas na internet. “Quando a criançada da 5ª série descobrir que tomar bolinha de papel garante 24h de repouso, vai ser uma festa”, postou no Twitter o internauta @necaboullosa . “Bolinha de papel: médico recomenda a Serra repouso por quatro anos”, comentou o internauta @planetariopardo. “Lula perdeu dedo, Dilma venceu câncer, Serra leva uma bolinha de papel e pede tomografia...”, postou @maudiz.
As hashtags BoladePapelFacts (uma alusão aos famosos “Chuck Norris Facts”) e SerraRojas chegaram aos Trending Topics como os assuntos mais comentados no mundo. Esta última hashtag faz alusão ao goleiro Roberto Rojas, que simulou ter sido atingido por um rojão em jogo do Brasil contra o Chile no Maracanã, em 1989, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990. Rojas chegou a fazer um corte na testa com uma lâmina para fazer a farsa ficar ainda mais impressionante. A grande ironia na associação está no fato de que, pela farsa, a Seleção Chilena acabou suspensa por quatro anos – exatamente o período que dura um mandato presidencial – e Rojas foi banido do esporte.
“O Serra é um fingidor/Finge tão completamente/Que chega a fingir que é dor/A bolinha de papel que deveras sente”, postou o @mundohype, inspirado em poema de Fernando Pessoa.
Alguém que se passa pelo do candidato do Psol, Plínio de Arruda Sampaio, lembrou do caso Paulo Preto, o ex-assessor de Serra, acusado de sumir com R$ 4 milhões da campanha do tucano. “Na bolinha de papel tava escrito: "Não se larga um lider ferido na estrada" Ass: Paulo Preto.”
As piadas com a bolinha de papel foram muito boas. “O exame de ‘bolística’ determinou que o projétil saiu de um chumaço de Maxprint, calibre A4”, disse Rodolfo Cabral.
“Células terroristas Chamex, Maxprint e Aracruz disputam autoria do atentado!”, comentou Pedro Almeida.
“Ações da Faber Castel, Chamex e Xerox saltam e o povo compra papel desesperadamente. Serra teme uma guerra civil”, comentou Felipe Salgado.
“Bolinha de papel é considerada arma branca”, brincou Leticya Simões.
Até o palhaço Tiririca entrou na brincadeira. Eleito deputado federal pelo PR, partido que faz parte da coligação que apoia Dilma Rousseff (PT), Tiririca fez piada com o joquempô, diversão no recreio das escolas: “Pedra vence tesoura. Tesoura vence papel. Papel vence Serra!”
O grande destaque, porém, foi a criação de um perfil da bolinha de papel no Twitter, o Bolinha_dePapel. Em poucas horas a brincadeira já tinha mais de mil seguidores, graças a comentários como “Meu primo papel de seda morre de medo da Soninha”, “Vendo o nível dessa campanha, meu primo papel higiênico não aguentou e se mandou pra reciclagem” e “Fernando Gabeira fez curso com meu primo Papel de Parede, pra ficar com cara de paisagem do lado do Serra.”(Yahoo)
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
Vox Populi: Dilma Rousseff tem 51% e José Serra alcança 39%
A pesquisa Vox Populi sobre intenções de voto para o segundo turno presidencial divulgada nesta terça-feira pelo portal "IG" aponta liderança da candidata Dilma Rousseff (PT). Ela tem 51%, doze pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB), que alcançou 39%.
Eleitores indecisos são 4%. Votos em branco e nulos totalizaram 6%. Na pesquisa anterior, realizada nos dias 10 e 11 outubro, a petista aparecia com 48% e o tucano com 40%.
O levantamento atual foi feito entre os dias 15 e 17 de outubro, com margem de erro de 1,8 para mais ou para menos. Três mil pessoas foram entrevistadas. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo 36193/2010.(SRZD)
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Governo FHC preparou privatização da Petrobras, diz Gabrielli
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, afirmou que o modelo de gestão da empresa no governo tucano (1995-2002) reduzia a exploração petrolífera, desmembrava a área de refino, inibia investimentos e deixava o custo para a empresa e o lucro para o setor privado, informa reportagem de Fabia Prates e Plínio Fraga, publicada nesta segunda-feira pela Folha.
"A estrutura organizacional, fazendo com que se reproduzisse todo o sistema corporativo dentro de unidades de negócio estanques, exacerbadamente, era preparação clara para uma eventual privatização."
Economista e petista, Gabrielli, 59, nega estar atuando em favor da agenda proposta pela candidata do PT Dilma Rousseff, levando o peso da maior empresa brasileira para a disputa eleitoral. "Estou defendendo a Petrobras. Quero discutir o mérito. O que se quer fazer da Petrobras? O que fazer com o pré-sal?"
Apesar de o tucano José Serra ter negado que pretenda privatizar a empresa e ter declarado que se compromete a fortalecê-la, o presidente da Petrobras diz duvidar.
Com salário de R$ 60 mil por mês, Gabrielli evita comentar se pretende permanecer na presidência da empresa numa eventual vitória de Dilma e nega ter chorado ao ser repreendido por ela, conforme adversários da petista afirmam.
Questionado sobre se uma eventual vitória de Serra traria risco de privatização, ele disse que, se a política for a mesma de FHC, sim. "Vai levar ao desmembramento da Petrobras e, portanto, ao enfraquecimento da capacidade dela de fazer o grande investimento que ela tem."(Folha de São Paulo)
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Gráfica de tucana fez panfletos anti-Dilma
A Polícia Federal apreendeu ontem, por determinação da Justiça Eleitoral, cerca de 1 milhão de panfletos que pregam voto contra o PT devido à posição favorável à descriminalização do aborto.
A gráfica que imprimia os jornais pertence à irmã do coordenador de infraestrutura da campanha de José Serra (PSDB), Sérgio Kobayashi.
Arlety Satiko Kobayashi é dona de 50% da Editora Gráfica Pana Ltda, localizada no Cambuci, na capital paulista.
A empresária é filiada ao PSDB desde março de 1991, segundo registro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O ministro do TSE Henrique Neves concedeu liminar para a apreensão dos panfletos atendendo a representação do PT para apuração de crime de difamação. O partido também pede investigação sobre quem pagou a impressão do material.
Sérgio Kobayashi atribuiu ontem a uma coincidência o fato de a gráfica Pana ter sua irmã como sócia. A assessoria da campanha de Serra negou qualquer relação entre o candidato e a produção dos panfletos, nem por meio de encomenda, financiamento ou indicação de gráfica.
"A campanha de José Serra não aceita a insinuação de conluio de qualquer tipo entre a atividade eleitoral e a Igreja Católica. É um desrespeito à Diocese de Guarulhos e à própria Igreja imaginar que possam ser correia de transmissão de qualquer candidatura. A Igreja Católica não é a CUT", diz a nota.
Responsável pelo contato com a gráfica, Kelmon Luís de Souza afirmou que encomendou 20 milhões de panfletos em nome da diocese e que o dinheiro para a impressão veio de "doações pesadas de quatro ou cinco fiéis".
NOTA DA CNBB
Bispos do braço paulista da CNBB divulgaram nota ontem na qual dizem que "não patrocinam a impressão e a difusão de folhetos". Contudo, o bispo que assina a nota de ontem, dom Nelson Westrupp (de Santo André), presidente a Regional Sul 1 da CNBB, é um dos que assina o texto reproduzido nos panfletos apreendidos.
"O Regional Sul 1 da CNBB desaprova a instrumentalização de suas declarações e notas e enfatiza que não patrocina a impressão e a difusão de folhetos a favor ou contra candidatos", diz a nota divulgada ontem em Indaiatuba (SP). Os bispos que comandam a regional não quiseram falar após a apreensão dos panfletos.
Cerca de 50 bispos paulistas se reuniram durante duas horas anteontem para redigir a nota que demonstra o recuo da regional. Eles avaliaram que o erro do texto de agosto, já retirado do site da regional, foi ter citado o PT e ter feito referência a Dilma.
"O erro que foi a apresentação de siglas partidárias. Isso não poderia ter acontecido", disse o bispo de Limeira, d. Vilson Dias de Oliveira.(Folha de São Paulo)
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Repasso o email de uma leitora do blog
1: Serra diz que é contra o aborto. Mônica Serra, sua esposa, diz que a Dilma “mata criancinhas”.
Mônica Serra fez um aborto na época da Ditadura Militar e contou para as suas alunas:
2: Serra diz que vai reestatizar as empresas privatizadas e fortalecer a Petrobrás.
Em entrevista à revista Veja, dia 03/05/1995, o então Ministro Serra disse: “Estamos fazendo todo o possível para privatizar em alta velocidade”:
3: Serra diz que corrupção é questão de caráter.
O candidato responde por 17 processos judiciais. Pelo menos 3 deles são por improbidade administrativa (corrupção):
4: Serra diz que criou os genéricos.
O verdadeiro idealizador e autor do projeto dos remédios genéricos foi o falecido Jamil Haddad, em 1993, quando era Ministro da Saúde:
5: Serra diz que vai ser o Presidente da saúde.
Pesquisa feita pela Secretaria de Saúde de São Paulo, no Governo Serra, e mantida sob sigilo, aponta graves irregularidades nos atendimentos. Apenas 24% das parturientes receberam anestesia para dar a luz:
6: Serra diz, em programa de televisão no dia 15/05/2010, que irá valorizar os professores com melhores salários e melhores condições de trabalho.
Serra manda bater em professores:
Por todas essas (e outras) questões, precisamos avaliar MINUCIOSAMENTE a trajetória política dos candidatos e votar com consciência.
O futuro de toda a população do país está, efetivamente, nas mãos de cada um de nós!
Agora é Dilma 13, para o Brasil seguir mudando!!
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É goleada
Opiniões de natureza pessoal do presidente da república não mudam leis. Mudar lei é prerrogativa única e exclusiva do Congresso Nacional. E qualquer tema muito polêmico vai naturalmente passar antes por ampla discussão da sociedade e se refletirá na mídia. Assuntos polêmicos não se resolvem com uma canetada do presidente nem do governador.
| A corrupção infelizmente é um mal generalizado neste país e não há partidos melhores que outros nesse sentido, a história comprova. Qualquer candidato que afirme algo diferente é hipócrita. Ela deve ser sempre combatida, mas aproveitar isso como discurso eleitoreiro é falsidade. |
O que deve ser considerado são as intenções amplas e projetos da coligação que compõe uma candidatura. Economia, educação, políticas sociais, política externa, cultura, saúde, tributos, etc. E neste caso, o Brasil evoluiu como nunca na atual administração. Fazer o que foi feito nos últimos 8 anos, não é resultado de sorte nem foi ficar de braços cruzados colhendo os frutos de uma administração anterior bem-sucedida (o que nem é bem o caso). É resultado de trabalho e intenção.
E aí a goleada está registrada, pelo menos 10 a 0.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Ex-alunas de Monica Serra confirmam relato sobre aborto
Alunas da então professora de Psicologia do Desenvolvimento aplicada à Dança, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Monica Serra, confirmaram nesta quinta-feira estar presentes à aula em que a mulher do presidenciável tucano, José Serra, relatou ter sido levada a interromper a gravidez, no quarto mês da concepção. A coreógrafa Sheila Canevacci Ribeiro revelou o fato após o debate realizado domingo, na Rede Bandeirantes de TV, em sua página na rede social Facebook.
Colega de Sheila Ribeiro, a professora de Dança de um instituto federal de Brasília, que preferiu não ter o seu nome citado “por medo do que essa gente pode fazer”, afirmou, lembra que no primeiro semestre de 1992, no segundo período que cursava na Unicamp, o depoimento de Monica Serra a impressionou. Ela estava sentada no chão em uma sala de dança, onde não há móveis e apenas um grande espelho e a barra de exercícios, ao lado das colegas Kátia Figueiredo, que mora atualmente na Suécia, Ana Carla Bianchi, Ana Carolina Melchert e Érika Sitrângulo Brandeburgo, entre outras estudantes, residentes aqui no país.
– Eu confirmo aqui o depoimento da Sheila Ribeiro. Foi aquilo mesmo. A professora Monica Serra nos relatou que havia feito um aborto em um período difícil da vida do casal, durante a ditadura militar. Foi um fato tocante, que marcou a todas nós. Lembro-me que o assunto surgiu quando ela falava sobre a dissociação do corpo e a imagem corporal, que até hoje dirige meu comportamento – disse.
Pressão
Sheila Ribeiro, após o protesto consignado em sua página, disse nesta quinta-feira que, apesar da pressão dos meios de comunicação e de eleitores de todo o país que passaram a visitá-la no Facebook, não se arrepende de ter relatado a sua indignação ao perceber a mudança de atitude da professora que, em 1992, revelava às alunas um episódio marcante na vida de qualquer mulher, como o aborto realizado diante o exílio iminente, ao lado do marido, e a possível primeira-dama que, em uma campanha política, acusa a adversária do casal de “matar criancinhas”.
– Pior do que isso foi o silêncio do Serra, que deveria ter saído em defesa da mulher, fosse qual fosse a situação em que se encontrava ali, diante das câmeras – emendou a ex-aluna de Monica Serra.
Coreógrafa e doutoranda em Comunicação e Semiótica, na PUC de São Paulo, Sheila Ribeiro mora em uma “praia linda” e, apesar de estar no centro de uma discussão que mobiliza o país, faz questão de seguir a sua rotina de estudos e de trabalho.
– Procuro me manter leve. Respiro – diz, emocionada.
Sheila tem recebido, ao lado de agressões de partidários dos dois candidatos, o apoio dos amigos e “mesmo de estranhos que entenderam a minha indignação”, afirma. Das colegas que estavam ao seu lado, na oportunidade em que a mulher do presidenciável tucano optou por revelar um momento difícil da vida, também recebe a solidariedade e o apoio.
– Estou aliviada por ter visto a Sheila questionar toda essa hipocrisia que permeia a sociedade brasileira. Ela foi muito corajosa e só merece nosso aplauso – conclui a colega que, hoje, mora em Brasília e se destaca pelo trabalho também na área da coreografia e da dança.
Sem resposta
Com as novas entrevistas realizadas pelo Correio do Brasil, nesta quinta-feira, a reportagem voltou a procurar o presidenciável tucano na tentativa de ouví-lo acerca dos depoimentos das ex-alunas da mulher dele, Monica Serra. O CdB o procurou, novamente, no Twitter, às 12h41:
“@joseserra_ Senhor candidato. Três outras ex-alunas confirmaram o relato sobre o aborto feito por sua esposa. O sr. poderia repercutir isso?”
Da mesma forma, foram encaminhados e-mails à assessoria de imprensa que, por intermédio de uma das assessoras, acusou o contato do CdB e ponderou que, se até o fechamento desta matéria, às 15h04, não houvesse qualquer resposta do candidato, como de fato não ocorreu, o fato deveria ser interpretado como sua recusa em tocar no assunto, em linha com a decisão tomada durante o debate.(Correio do Brasil)
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Candidato José Serra começa a mostrar a sua cara verdadeira
Serra muda o tom e defende privatizações feitas por FHC
No dia seguinte ao anúncio de integrantes da campanha petista de que vão usar as privatizações para atacar a candidatura tucana, o presidenciável do PSDB, José Serra, partiu para o confronto e defendeu as medidas tomadas na era Fernando Henrique Cardoso. Eles poderiam refazer as privatizações, mas não refizeram. Não venham com trololó de factoide dessa maneira. Isso não vão levar, afirmou ontem o tucano.
Durante encontro em Brasília com líderes do PSDB e de partidos aliados, para dar largada ao segundo turno da campanha, Serra adotou um tom de confronto com o PT. Eles falam em privatização. O governo Lula continuou a privatizar, disse, ao lembrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva privatizou dois bancos durante seu primeiro mandato - o Banco do Estado do Maranhão e o Banco do Estado do Ceará. Aí não é um problema de número. É um problema de ideologia. Se privatizou, não era tão contra.
Em encontro para traçar a estratégia da campanha de Dilma Rousseff (PT), na terça-feira, petistas defenderam a comparação entre as gestões Lula e FHC e avaliaram ser importante colar em Serra a pecha de privatista, por ele ter participado do governo FHC, durante o qual setores da economia, como a telefonia, foram privatizados.
A fala de Serra evidenciou a resposta política que os tucanos pretendem dar para as críticas dos adversários. A orientação é partir para o ataque, a fim de evitar erros da campanha presidencial de 2006, quando o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, caiu na armadilha colocada pelo PT e ficou na defensiva quando confrontado com o tema.
Cobrança
Na primeira reunião de Serra com as cúpulas e os governadores eleitos pelo PSDB, DEM e PPS, e até dissidentes do PMDB, todos se uniram em uma cobrança: querem que Serra assuma uma postura mais clara de candidato do PSDB e de oposição ao presidente Lula e ao PT. Querem um confronto de ideias com a adversária petista Dilma Rousseff.
Convidado a discursar, o ex-presidente Itamar Franco (PPS), eleito senador por Minas Gerais, cobrou mudança de figurino do candidato. Vossa Excelência é um homem que não precisa tanto dos marqueteiros porque tem vida limpa, honesta. Seja mais Serra do que marketing. Tem de haver o confronto, aconselhou sob aplausos da plateia. O segundo turno é nova eleição em que temos de corrigir rumos, aferir nossa bússola.
Querem falar de privatizações, vamos falar delas, propôs Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais e senador eleito, sugerindo que o segundo turno comece com a defesa, com toda altivez, do governo FHC. Não teria havido avanços do atual governo se não tivesse havido o governo Itamar Franco, com a coragem política de lançar o Plano Real, e o governo Fernando Henrique, que consolidou e abriu a nossa economia." (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)
Durante encontro em Brasília com líderes do PSDB e de partidos aliados, para dar largada ao segundo turno da campanha, Serra adotou um tom de confronto com o PT. Eles falam em privatização. O governo Lula continuou a privatizar, disse, ao lembrar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva privatizou dois bancos durante seu primeiro mandato - o Banco do Estado do Maranhão e o Banco do Estado do Ceará. Aí não é um problema de número. É um problema de ideologia. Se privatizou, não era tão contra.
Em encontro para traçar a estratégia da campanha de Dilma Rousseff (PT), na terça-feira, petistas defenderam a comparação entre as gestões Lula e FHC e avaliaram ser importante colar em Serra a pecha de privatista, por ele ter participado do governo FHC, durante o qual setores da economia, como a telefonia, foram privatizados.
A fala de Serra evidenciou a resposta política que os tucanos pretendem dar para as críticas dos adversários. A orientação é partir para o ataque, a fim de evitar erros da campanha presidencial de 2006, quando o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, caiu na armadilha colocada pelo PT e ficou na defensiva quando confrontado com o tema.
Cobrança
Na primeira reunião de Serra com as cúpulas e os governadores eleitos pelo PSDB, DEM e PPS, e até dissidentes do PMDB, todos se uniram em uma cobrança: querem que Serra assuma uma postura mais clara de candidato do PSDB e de oposição ao presidente Lula e ao PT. Querem um confronto de ideias com a adversária petista Dilma Rousseff.
Convidado a discursar, o ex-presidente Itamar Franco (PPS), eleito senador por Minas Gerais, cobrou mudança de figurino do candidato. Vossa Excelência é um homem que não precisa tanto dos marqueteiros porque tem vida limpa, honesta. Seja mais Serra do que marketing. Tem de haver o confronto, aconselhou sob aplausos da plateia. O segundo turno é nova eleição em que temos de corrigir rumos, aferir nossa bússola.
Querem falar de privatizações, vamos falar delas, propôs Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais e senador eleito, sugerindo que o segundo turno comece com a defesa, com toda altivez, do governo FHC. Não teria havido avanços do atual governo se não tivesse havido o governo Itamar Franco, com a coragem política de lançar o Plano Real, e o governo Fernando Henrique, que consolidou e abriu a nossa economia." (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Dilma para de cair, tem 4 pontos a mais que soma dos rivais e 2º turno é incerto
A candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) conseguiu estancar a tendência de perda de intenções de voto dos últimos 20 dias e mantém seu favoritismo na atual disputa eleitoral.
Segundo pesquisa nacional do Datafolha, encomendada pela Folha e pela Rede Globo e realizada ontem e anteontem com 13.195 eleitores, Dilma oscilou positivamente um ponto em relação ao último levantamento e tem 52% dos votos válidos na projeção para o primeiro turno.
Seu principal adversário, José Serra (PSDB), oscilou um ponto para baixo e tem hoje 31% dos votos válidos. Marina Silva (PV) também variou negativamente um ponto, e está com 15%.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Na média de Ibope, Sensus e Datafolha, Dilma tem 54% dos válidos (fora a confusão)
Três pesquisas sobre a corrida presidencial foram concluídas nesta segunda-feira, com resultados sensivelmente diferentes. Na média das três, Dilma Rousseff (PT) tem 54% dos votos válidos, o que indica vitória ainda no primeiro turno. O cálculo leva em contas as pesquisas Ibope e Sensus (ambas deram 55% dos válidos para a petista) e a Datafolha divulgada ontem (outra será divulgada esta noite), que deu 51% dos válidos para Dilma.
Na média dos três institutos, Dilma tem 48% do total de votos, José Serra (PSDB) tem 27% e Marina Silva (PV) chega a 13%. A soma dos candidatos dos pequenos partidos dá 1%. Excluídos os votos nulos e brancos e os eleitores indecisos, Dilma tem, na média, 54% dos votos válidos, contra 30% de Serra, 14% de Marina e 1% dos nanicos.
Considerada a margem de erro de dois pontos porcentuais, Dilma teria, no mínimo, 52% e no máximo 56%, considerando-se a média das três pesquisas. Isso deveria ser suficiente para definir a eleição no primeiro turno, mas há outros fatores, que não são captados pelos institutos de pesquisa, que podem tornar a eleição mais apertada do que parece. É o chamado erro não-amostral.
Tradicionalmente, o candidato que lidera as pesquisas é mais penalizado pela abstenção e pelo erro do eleitor na hora de votar. Nesta eleição soma-se um terceiro fator, que, por inédito, ninguém sabe avaliar qual impacto terá: a necessidade de o eleitor apresentar dois documentos oficiais, o título de eleitor e outro documento com foto, para poder ir à urna. Esses três fatores juntos criam o que se poderia chamar de 'zona de confusão', que se soma à margem de erro.
No primeiro caso, parte de eleitorado do líder nas pesquisas considera seu candidato praticamente eleito e tem menos disposição de sair de casa para votar, o que aumenta mais a abstenção dos eleitores do favorito do que dos adversários. Esse fenômeno se intensifica quando o candidato tem mais votos entre idosos e analfabetos, que não estão obrigados a votar. Se chover, pior ainda.
O erro na hora de votar é mais comum para eleitores de baixa escolaridade, que podem se confundir com a esdrúxula ordem de votação (primeiro para deputado estadual, depois para federa, senador 1, senador 2, governador e presidente) ou por ignorar o número do candidato de sua preferência. Para ser líder, o candidato tem que ter necessariamente mais votos entre os menos escolarizados, daí correr mais risco de perder votos por erro do eleitor.
O terceiro fator que pode aumentar o erro não-amostral, a necessidade de dois documentos para o eleitor votar, dá um poder inédito para os mesários, que serão os responsáveis pela decisão de aceitar ou não os documentos apresentados pelo eleitor.
Um mesário com preferência partidária, pode, em tese, barrar eleitores que identifica como de oposição a seu candidato com base em discrepância nas assinaturas ou na foto (em caso de o documento ser velho). Mas esse é um fator inédito, que não se sabe se pode prejudicar um candidato mais do que outro.
Juntando-se todos os potenciais erros não-amostrais, pode-se, com base em eleições anteriores, projetar de um a dois pontos de incerteza além dos dois pontos da margem de erro. Na prática, um candidato com, por hipótese, 53% dos votos válidos, já estaria dentro dessa zona de confusão. Sua probabilidade maior é vencer no primeiro turno, mas não há certeza de vitória.(Estadão- Notícias)
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Pesquisa CNI/Ibope: Dilma lidera com 50% e Serra tem 27%
A pesquisa Ibope sobre as intenções de voto para a Presidência da República, divulgada nesta quarta-feira, mostra que a candidata Dilma Rousseff (PT), lidera com 50%, seguida de José Serra (PSDB), que alcançou 27%. Marina Silva (PV) ficou com 13%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Conforme o resultado, a ex-ministra da Casa Civil estaria reeleita ainda em primeiro turno.
A sondagem foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ouviu 3.010 eleitores em 191 municípios entre os dias 25 e 27 de setembro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo 33162/2010.
- Possibilidade de segundo turno provoca alerta em campanha de Dilma(SRZD)
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Serra pode ser 'humilhado' nas urnas, diz jornal espanhol
Uma reportagem na edição desta segunda-feira do jornal espanhol El País afirma que o candidato à presidência pelo PSDB, José Serra, conduziu uma campanha eleitoral "suave" e "totalmente errada" e que o político corre o risco de sofrer uma "derrota humilhante" nas urnas.
Na matéria intitulada "A surpreendente queda de José Serra", a enviada especial do El País a São Paulo, Soledad Gallego-Díaz, escreve que competir com a herdeira política do presidente Lula, Dilma Rousseff (PT), sempre foi uma "tarefa difícil", mas que Serra complicou sua situação por cometer muitos erros e passou de "grande favorito a futuro grande perdedor". No texto, a jornalista diz ainda que não há dúvidas de que o candidato irá perder as eleiçoes de 3 de outubro; a questão é se ele irá sofrer uma "derrota humilhante" de fato.
"Serra, de 68 anos, o bem-sucedido governador de São Paulo que passou toda sua vida se preparando para este dia e este cargo, pode enfrentar agora não só um fracasso eleitoral, como o fim de toda a sua carreira política", escreve a correspondente.
Críticas
A reportagem - também destacada pela rede BBC - lista algumas das críticas à campanha de Serra que partiram de dentro do próprio PSDB. Segundo a publicação, o governador teria adotado uma campanha "suave" e "totalmente errada", evitando fazer oposição direta e críticas mais duras ao "presidente mais popular da história".
Serra inclusive chegou a usar a imagem de Lula em seus programas eleitorais. O jornal afirma que Serra é criticado por tentar se mostrar como "o verdadeiro herdeiro político de Lula", em vez de utilizar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sua campanha.
O El País afirma que alguns dirigentes do PSDB estão mais preocupados com o resultado da campanha eleitoral para os governos de Minas Gerais e São Paulo, com as candidaturas de Antonio Anastasia e Geraldo Alckmin.
Já a campanha de Serra concentra seus esforços nos últimos dias de campanha para tentar ganhar fôlego com os escândalos que levaram à demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, auxiliar próxima de Dilma Rousseff na época em que a petista era ministra. ( O Dia )
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'A surpreendente caída de José Serra' é destaque na imprensa espanhola | Foto: Reprodução da Internet |
"Serra, de 68 anos, o bem-sucedido governador de São Paulo que passou toda sua vida se preparando para este dia e este cargo, pode enfrentar agora não só um fracasso eleitoral, como o fim de toda a sua carreira política", escreve a correspondente.
Críticas
A reportagem - também destacada pela rede BBC - lista algumas das críticas à campanha de Serra que partiram de dentro do próprio PSDB. Segundo a publicação, o governador teria adotado uma campanha "suave" e "totalmente errada", evitando fazer oposição direta e críticas mais duras ao "presidente mais popular da história".
Serra inclusive chegou a usar a imagem de Lula em seus programas eleitorais. O jornal afirma que Serra é criticado por tentar se mostrar como "o verdadeiro herdeiro político de Lula", em vez de utilizar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na sua campanha.
O El País afirma que alguns dirigentes do PSDB estão mais preocupados com o resultado da campanha eleitoral para os governos de Minas Gerais e São Paulo, com as candidaturas de Antonio Anastasia e Geraldo Alckmin.
Já a campanha de Serra concentra seus esforços nos últimos dias de campanha para tentar ganhar fôlego com os escândalos que levaram à demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, auxiliar próxima de Dilma Rousseff na época em que a petista era ministra. ( O Dia )
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Chega a 20 pontos vantagem de Dilma sobre Serra, aponta nova pesquisa
Segundo a pesquisa Datafolha, Dilma Rousseff tem 49% das intenções de voto. Vinte pontos percentuais à frente de seu principal adversário, o candidato do PSDB, José Serra
Pesquisa do Instituto de Pesquisas Datafolha encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e divulgada na madrugada desta quinta-feira mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 49% das intenções de voto. Vinte pontos percentuais à frente de seu principal adversário, o candidato do PSDB, José Serra, que aparece em segundo lugar, com 29%.
A candidata Marina Silva, do PV, está em terceiro, mantendo os 9%, e os demais candidatos não atingiram 1% da preferência do eleitorado. Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam permanecem em 8%, e os votos brancos e nulos, em 4%.
Essa é a segunda pesquisa Datafolha desde que começou a propaganda eleitoral no rádio e na TV. Dilma tinha 47% na sondagem do dia 20 e foi a 49%. Serra estava com 30% e agora apresenta 29%. Os que assumiram ter visto a programação pelo menos uma vez somam 34% dos entrevistados.
A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais. Feito nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, o levantamento também mostra que Dilma lidera as intenções de votos em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná.(Fluminense)
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Candidatos a governador aliados de Serra praticamente não citam seu nome no horário eleitoral da TV
O presidenciável tucano José Serra foi praticamente ignorado pelos candidatos a governador dos partidos aliados, no primeiro dia de programa eleitoral estadual na televisão, exibido nesta última quarta-feira. Algumas das poucas citações foram por meio de imagens no programa dos candidatos tucanos em Minas Gerais (Aécio Neves, candidato a senador, e Antonio Anastasia, a governador) e também na exibição eleitoral de Geraldo Alckmin (São Paulo), que disse seu nome duas vezes.
Serra não foi lembrado nos programas dos seguintes candidatos aliados: Yeda Crusius (PSDB-RS), Joaquim Roriz (PSC-DF), Marcos Cals (PSDB-CE), Paulo Souto (DEM-BA) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN). Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) usou uma imagem do presidenciável no programa da noite. O caso do candidato André Puccinelli, em Mato Grosso do Sul, é o mais inusitado. O diretório regional do PMDB fechou acordo de palanque com Serra, mas foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem apareceu no programa eleitoral na TV, nos trechos em que aparece inaugurando obras.(SRZD)
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Vox Populi: Dilma está 16 pontos percentuais à frente de Serra
Em pesquisa feita entre os dias 7 e 10 de agosto, ex-ministra venceria no primeiro turno se eleição fosse hoje
A presidenciável do PT, Dilma Rousseff, seria eleita já no primeiro turno se a eleição fosse hoje. É o que indica uma pesquisa Vox Populi — encomendada pela Band e por um portal da Internet — divulgada ontem. A ex-ministra conta atualmente com 45% das intenções de voto, contra 29% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV). Como a quantidade de votos válidos de Dilma é superior à soma dos votos dos demais concorrentes, ela ganharia a eleição sem a necessidade de um segundo turno.(O Dia)
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Ibope: Dilma aumenta vantagem em relação a Serra para 11 pontos
A candidata à Presidência da República pelo PT, Dilma Rousseff, aumentou a vantagem para 11 pontos em relação ao adversário do PSDB, José Serra, na última pesquisa do Ibope, divulgada nesta segunda-feira no "Jornal Nacional", da "TV Globo". De acordo com o estudo, Dilma tem 43%, contra 32% de Serra. Contados os votos válidos, a petista pode ser eleita em primeiro turno, já que conta com 51%, contra 38% de Serra, 10% de Marina e 1% dos outros candidatos.
O resultado da pesquisa revela um aumento de quatro pontos de Dilma e uma queda de dois pontos de José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, manteve os 8% da pesquisa anterior. Os outros seis candidatos - Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), José Maria de Almeida (PSTU), Levy Fidélix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC) e Ivan Pinheiro (PCB) - somaram menos de 1% cada. Votos brancos e nulos somam 7%, e 9% são os eleitores indecisos.
Em um eventual segundo turno, Dilma venceria as eleições, com 48% das preferências, contra 37% de José Serra. Votos brancos e nulos somaram 8% e eleitores indecisos, 7%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 174 municípios brasileiros entre 7 e 11 de agosto.
O resultado da pesquisa revela um aumento de quatro pontos de Dilma e uma queda de dois pontos de José Serra. A candidata do PV, Marina Silva, manteve os 8% da pesquisa anterior. Os outros seis candidatos - Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), José Maria de Almeida (PSTU), Levy Fidélix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC) e Ivan Pinheiro (PCB) - somaram menos de 1% cada. Votos brancos e nulos somam 7%, e 9% são os eleitores indecisos.
Em um eventual segundo turno, Dilma venceria as eleições, com 48% das preferências, contra 37% de José Serra. Votos brancos e nulos somaram 8% e eleitores indecisos, 7%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O Ibope ouviu 2.506 eleitores em 174 municípios brasileiros entre 7 e 11 de agosto.
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domingo, 15 de agosto de 2010
Dos presidenciáveis, Serra é quem tem mais processos
Levantamento do Congresso em Foco analisou todas as 222 certidões que foram entregues ao TSE pelos nove candidatos à Presidência e seus vices. Temer, vice de Dilma, responde a três procedimentos criminais
Levantamento do Congresso em Foco sobre as certidões criminais dos presidenciáveis mostra que o tucano José Serra é quem mais responde a processos. De acordo com as certidões que ele mesmo apresentou, são 17 processos declarados à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisadas as 222 certidões entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos nove postulantes à Presidência da República e respectivos vices. Michel Temer (PMDB), vice da candidata petista Dilma Rousseff, aparece com três procedimentos criminais. José Maria Eymael, candidato a presidente pelo PSDC, tem duas certidões positivas. Os demais candidatos à Presidência apresentaram certidões negativas, ou seja, que informam não haver processos contra eles.
Uma norma da legislação eleitoral obriga todos os candidatos a cargos eletivos a apresentarem, no ato do registro das suas candidaturas, certidões que informem a sua situação criminal, se respondem a processos e qual a situação de cada um deles. Sonegar essas informações, conforme a legislação, implica crime eleitoral. A novidade neste ano é que as declarações criminais tornaram-se públicas, e estão sendo divulgadas na página do TSE.
Improbidade administrativa
Na disputa presidencial, o caso que mais chama atenção é o de Serra. Além das 17 certidões positivas, ele soma três processos ativos, todos por improbidade administrativa. Os casos correm na Justiça Federal do Distrito Federal e referem-se ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer).
O Proer foi um programa implementado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso para sanear instituições financeiras que enfrentaram dificuldades na virada do período de hiperinflação para o início do Plano Real. Na época, Serra era o ministro do Planejamento. As ações envolvem diversas pessoas que tiveram algum grau de responsabilidade nas decisões relativas ao Proer. Os nomes mais conhecidos são Serra e do então ministro da Fazenda, Pedro Malan. As ações questionam a assistência prestada pelo Banco Central, no valor de R$ 2,975 bilhões, ao Banco Econômico S.A., em dezembro de 1994, assim como outras decisões - relacionadas com o Proer - adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Conforme verificado, já houve uma decisão monocrática (ou seja, de um único juiz) em favor da denúncia. A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, considerou que houve dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso.
O candidato do PSDB à Presidência da República também responde por crimes de imprensa, calúnia e injúria, em ações ajuizadas pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Em uma delas, o ex-presidente do PT Ricardo Berzoíni é o autor das denúncias, que foram recebidas pela Justiça do estado de São Paulo e se encontram em andamento.
O Congresso em Foco entrou em contato telefônico com a assessoria de José Serra, por duas vezes, nos últimos dias, para colher alguma manifestação do candidato sobre o assunto. A reportagem também encaminhou por e-mail uma mensagem detalhada, listando todos os casos, e solicitando esclarecimentos. Não houve qualquer retorno.
Veja aqui as certidões apresentadas por José Serra
Desbloqueio de poupança
O vice de Dilma e atual presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, apresentou certidões que apontam para a existência de três processos. Conforme a verificação nas certidões, o candidato foi o autor de pelo menos um dos processos: uma ação para desbloqueio de poupança na época do governo Fernando Collor.
Logo no início de seu governo, Collor, para conter a inflação, bloqueou valores que estavam nas contas e nas poupanças das pessoas. Temer recorreu à Justiça para liberar os recursos, mas o Banco Central recorreu. Com isso, o candidato passou da condição de requerente para querelado no processo em andamento na Justiça.
Nos outros dois processos que constam das certidões apresentadas pelo peemedebista, um é tratado como “caso eliminado”, não se oferecendo qualquer outro detalhe, e o outro como apelação civil ajuizada contra deputados da bancada paulista na Câmara dos Deputados, também sem detalhes.
A assessoria de imprensa do candidato afirma que todos os casos estão transitados em julgado, isto é, percorreram todas as instâncias judiciais e já foram objeto de julgamento, não oferecendo qualquer risco para o candidato. Ainda de acordo com a assessoria, a declaração apenas cumpre uma formalidade da Justiça eleitoral.
Veja aqui as certidões de Michel Temer
Crime de estelionato
O candidato José Maria Eymael (PSDC) também aparece no levantamento. Ele apresentou ao TSE duas certidões positivas. Os processos datam de 1969, não apresentam nenhum detalhamento, e têm na tipificação o crime de estelionato. Um foi ajuizado na 1a. Vara Criminal de Barra Funda, em São Paulo, e o outro está sem especificação na certidão.
O Congresso em Foco enviou uma mensagem ao candidato pedindo explicações sobre o assunto, mas Eymael não respondeu ao site.
Veja aqui os documentos de José Maria Eymael
Mudança nos rumos
Avaliada como uma importante mudança no processo eleitoral, a divulgação das certidões permite ao eleitor ter uma interpretação mais aprofundada sobre a vida pregressa do candidato. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), Márlon Reis. Também conselheiro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ele avalia que o simples fato de o documento tornar-se público pode ser encarado como um grande avanço.
“Nesta eleição, contamos com várias novidades. Além da Lei da Ficha Limpa ter se firmado, a publicação da certidão criminal muda a forma como se dá o processo eleitoral. Por mais que o candidato alegue ter uma reputação ilibada, ele terá que provar isso no papel. E será o eleitor que tomará a conclusão final”, avalia.
Mas há quem diga que as regras eleitorais propostas, no que diz respeito às declaração criminais, apresentam brechas. Seguindo a forma como são cobradas as certidões criminais, mesmo um candidato com uma certidão de “nada consta” pode responder a procedimentos policiais e judiciais. Ainda que um político seja investigado pela polícia e ainda que tenha sido indiciado, é possível o Supremo Tribunal Federal conceder o “nada consta” ao candidato.
Isso porque o tribunal não considera os inquéritos policiais como motivo para informar a ocorrência na certidão. É o que determina a resolução 356, de 2008, assinada pela então presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie.
A regra beneficiou Temer, que responde ao Inquérito 2747, por crime contra o meio ambiente. Ele nasceu de denúncia, formalizada pelo Ministério Público em agosto de 2008. No dia 12 de novembro de 2008, o jornal Folha de S.Paulo deu detalhes sobre o caso.
De acordo com a reportagem, Temer é acusado de ter incorporado ao seu patrimônio terras fruto de grilagem, em Alto Paraíso (GO), e de tentar regularizar a propriedade com declarações falsas. Ainda de acordo com o jornal, Temer decidiu doar sua fazenda à Prefeitura de Alto Paraíso para evitar "embaraços".
Nem todos os tribunais adotam o mesmo critério do Supremo. A Justiça Federal de Roraima, por exemplo, informa quando os políticos respondem a inquéritos policiais.(Congresso em Foco)
Levantamento do Congresso em Foco sobre as certidões criminais dos presidenciáveis mostra que o tucano José Serra é quem mais responde a processos. De acordo com as certidões que ele mesmo apresentou, são 17 processos declarados à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisadas as 222 certidões entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos nove postulantes à Presidência da República e respectivos vices. Michel Temer (PMDB), vice da candidata petista Dilma Rousseff, aparece com três procedimentos criminais. José Maria Eymael, candidato a presidente pelo PSDC, tem duas certidões positivas. Os demais candidatos à Presidência apresentaram certidões negativas, ou seja, que informam não haver processos contra eles.
Uma norma da legislação eleitoral obriga todos os candidatos a cargos eletivos a apresentarem, no ato do registro das suas candidaturas, certidões que informem a sua situação criminal, se respondem a processos e qual a situação de cada um deles. Sonegar essas informações, conforme a legislação, implica crime eleitoral. A novidade neste ano é que as declarações criminais tornaram-se públicas, e estão sendo divulgadas na página do TSE.
Improbidade administrativa
Na disputa presidencial, o caso que mais chama atenção é o de Serra. Além das 17 certidões positivas, ele soma três processos ativos, todos por improbidade administrativa. Os casos correm na Justiça Federal do Distrito Federal e referem-se ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer).
O Proer foi um programa implementado no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso para sanear instituições financeiras que enfrentaram dificuldades na virada do período de hiperinflação para o início do Plano Real. Na época, Serra era o ministro do Planejamento. As ações envolvem diversas pessoas que tiveram algum grau de responsabilidade nas decisões relativas ao Proer. Os nomes mais conhecidos são Serra e do então ministro da Fazenda, Pedro Malan. As ações questionam a assistência prestada pelo Banco Central, no valor de R$ 2,975 bilhões, ao Banco Econômico S.A., em dezembro de 1994, assim como outras decisões - relacionadas com o Proer - adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Conforme verificado, já houve uma decisão monocrática (ou seja, de um único juiz) em favor da denúncia. A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, considerou que houve dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso.
O candidato do PSDB à Presidência da República também responde por crimes de imprensa, calúnia e injúria, em ações ajuizadas pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores. Em uma delas, o ex-presidente do PT Ricardo Berzoíni é o autor das denúncias, que foram recebidas pela Justiça do estado de São Paulo e se encontram em andamento.
O Congresso em Foco entrou em contato telefônico com a assessoria de José Serra, por duas vezes, nos últimos dias, para colher alguma manifestação do candidato sobre o assunto. A reportagem também encaminhou por e-mail uma mensagem detalhada, listando todos os casos, e solicitando esclarecimentos. Não houve qualquer retorno.
Veja aqui as certidões apresentadas por José Serra
Desbloqueio de poupança
O vice de Dilma e atual presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, apresentou certidões que apontam para a existência de três processos. Conforme a verificação nas certidões, o candidato foi o autor de pelo menos um dos processos: uma ação para desbloqueio de poupança na época do governo Fernando Collor.
Logo no início de seu governo, Collor, para conter a inflação, bloqueou valores que estavam nas contas e nas poupanças das pessoas. Temer recorreu à Justiça para liberar os recursos, mas o Banco Central recorreu. Com isso, o candidato passou da condição de requerente para querelado no processo em andamento na Justiça.
Nos outros dois processos que constam das certidões apresentadas pelo peemedebista, um é tratado como “caso eliminado”, não se oferecendo qualquer outro detalhe, e o outro como apelação civil ajuizada contra deputados da bancada paulista na Câmara dos Deputados, também sem detalhes.
A assessoria de imprensa do candidato afirma que todos os casos estão transitados em julgado, isto é, percorreram todas as instâncias judiciais e já foram objeto de julgamento, não oferecendo qualquer risco para o candidato. Ainda de acordo com a assessoria, a declaração apenas cumpre uma formalidade da Justiça eleitoral.
Veja aqui as certidões de Michel Temer
Crime de estelionato
O candidato José Maria Eymael (PSDC) também aparece no levantamento. Ele apresentou ao TSE duas certidões positivas. Os processos datam de 1969, não apresentam nenhum detalhamento, e têm na tipificação o crime de estelionato. Um foi ajuizado na 1a. Vara Criminal de Barra Funda, em São Paulo, e o outro está sem especificação na certidão.
O Congresso em Foco enviou uma mensagem ao candidato pedindo explicações sobre o assunto, mas Eymael não respondeu ao site.
Veja aqui os documentos de José Maria Eymael
Mudança nos rumos
Avaliada como uma importante mudança no processo eleitoral, a divulgação das certidões permite ao eleitor ter uma interpretação mais aprofundada sobre a vida pregressa do candidato. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), Márlon Reis. Também conselheiro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ele avalia que o simples fato de o documento tornar-se público pode ser encarado como um grande avanço.
“Nesta eleição, contamos com várias novidades. Além da Lei da Ficha Limpa ter se firmado, a publicação da certidão criminal muda a forma como se dá o processo eleitoral. Por mais que o candidato alegue ter uma reputação ilibada, ele terá que provar isso no papel. E será o eleitor que tomará a conclusão final”, avalia.
Mas há quem diga que as regras eleitorais propostas, no que diz respeito às declaração criminais, apresentam brechas. Seguindo a forma como são cobradas as certidões criminais, mesmo um candidato com uma certidão de “nada consta” pode responder a procedimentos policiais e judiciais. Ainda que um político seja investigado pela polícia e ainda que tenha sido indiciado, é possível o Supremo Tribunal Federal conceder o “nada consta” ao candidato.
Isso porque o tribunal não considera os inquéritos policiais como motivo para informar a ocorrência na certidão. É o que determina a resolução 356, de 2008, assinada pela então presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie.
A regra beneficiou Temer, que responde ao Inquérito 2747, por crime contra o meio ambiente. Ele nasceu de denúncia, formalizada pelo Ministério Público em agosto de 2008. No dia 12 de novembro de 2008, o jornal Folha de S.Paulo deu detalhes sobre o caso.
De acordo com a reportagem, Temer é acusado de ter incorporado ao seu patrimônio terras fruto de grilagem, em Alto Paraíso (GO), e de tentar regularizar a propriedade com declarações falsas. Ainda de acordo com o jornal, Temer decidiu doar sua fazenda à Prefeitura de Alto Paraíso para evitar "embaraços".
Nem todos os tribunais adotam o mesmo critério do Supremo. A Justiça Federal de Roraima, por exemplo, informa quando os políticos respondem a inquéritos policiais.(Congresso em Foco)
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Jefferson: ‘JN facilitou a vida para o meu candidato’
Depois de Lula ter dito que faltou “gentileza” de Willian Bonner para com Dilma Rousseff, Roberto Jefferson concluiu que sobrou “facilidade” para José Serra.
Terminada a entrevista do presidenciável tucano ao "Jornal Nacional", Jefferson plugou-se à internet.
Pendurado no twitter, anotou: “William Bonner e Fátima Bernardes facilitaram para o meu candidato. Foram mais amenos com ele”.
Um internauta discordou: “Desculpe deputado, mas esse seu comentário não é oportuno. Pegaram leve? Pelo contrário, o Serra é que se saiu muito bem!”
Jefferson manteve a avaliação: “Escrevo para meus leitores sem paixão. Compare a inquirição da Dilma e a do Serra”.
Em resposta a outro interlocutor cibernético, Jefferson como que ecoou o desafeto Lula:
“O Bonner e sua Fátima amarelaram perante o Serra. Foram violentos com Dilma e Marina”.
“O que você achou das citações ao seu nome no JN?”, perguntou outro internauta. E Jefferson, seco: “Faz parte da luta”.
Para Jefferson, faltou-lhe a companhia do ex-demo José Roberto ‘Panetone’ Arruda: “O Bonner me fez de Judas. Mas não falou do Arruda”.
Acrescentou, em timbre lamurioso: “O Bonner sempre me desancou. Hoje disse que eu fui condenado. O que não e verdade”.
Nesse ponto, Jefferson equivocou-se. Bonner não fizera referência a condenação judicial. Apenas realçara o fato de o PSDB de Serra tê-lo "condenado”.
Algo que, numa de suas notas, ele próprio referendou: “O Bonner falou uma verdade: o PSDB se associou ao PT na minha cassação. Isso ficou no passado”.
Outro intenauta estranhou que Bonner tivesse questionado Marina Silva sobre o mensalão e poupado Dilma do tema. “Ficou com medo de perguntar?”
Jefferson livrou a face de ambas: “As duas nada tem a ver com o mensalão”.
Para o presidente do PTB, Serra soube aproveitar o "refresco" que lhe foi servido no telejornal. Aprovou o início: “Começou bem, sorrindo para a câmera, ou seja, para o povo”.
Apreciou a estocada em Dilma: “Serra falou com propriedade: garupa não manda na rédea”.
Resumiu o desempenho final: “Serra mostrou a nítida superioridade que possui em relação a Dilma. E o fez serenamente”.
Minucioso, avaliou até o figurino: “A roupa de Serra muito bem escolhida. Terno azul, camisa branca, gravata vermelha”.
Aparentemente, Jefferson ficou desgostoso apenas com o fato de Serra não ter saído em sua defesa.
Absteve-se de assumir a contrariedade. Mas cuidou de replicar a mensagem recebida de um de seus seguidores no twitter:
“Parece que você é o culpado pelo mensalão e não o denunciante. Serra tinha obrigação de esclarecer esta questão”.
“O futuro o que lhe reserva?”, quis saber outro internauta de Jefferson, um dos réus do processo mensaleiro que corre no STF.
Ao responder, Jefferson deu a entender que não espera receber dos neoaliados solidariedade: “Meu caminho é solitário. Minha história eu escrevi só”.
Fechou o bloco de notas sobre a entrevista com comentário dirigido a um internauta que o elogiara pela “coragem”.
Escreveu o interlocutor de Jefferson: “Gracas à sua corragem, o Brasil não foi saqueado por completo. Essa turma veio para liquidar com o cofre”.
Jefferson borrifou na tela do computador gotas de fel: “Pior do que liquidar o cofre, o PT veio para liquidar a democracia”.
Mais não disse nem escreveu. Nenhuma palavra, por exemplo, sobre a valeriana de mais de R$ 4 milhões que admitiu ter recebido do cofre clandestino.
Lá atrás, em depoimentos e entrevistas, dissera ter rateado a grana no PTB. Para quem? Não disse ontem. Não diz agora.
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