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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Obra da Torre panorâmica de Niterói vai ser licitada na próxima semana

Sofisticado monumento, já considerado como mais um componente de beleza no cenário niteroiense, permitirá uma das mais belas vistas da Baía de Guanabara, com 80 metros


As obras da torre panorâmica do Caminho Niemeyer serão licitadas na próxima segunda-feira e o empreendimento deverá ficar pronto em meados de 2012, de acordo com a Secretaria de Estado de Obras. O sofisticado monumento, por si mesmo um componente de beleza no cenário niteroiense, permitirá ao visitante uma das mais belas vistas da Baía de Guanabara, a 80 metros de altura.

A torre sairá do papel graças ao enquadramento da obra no Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) Rio de Janeiro, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Governo do Estado. O custo será de quase R$ 20 milhões.

A nova atração turística terá, no topo, um restaurante e um bar com vista panorâmica. Em sua base, ficarão uma praça de alimentação, um centro de informação turística, além de lojas.

Segundo o coordenador do Prodetur Rio de Janeiro e subsecretário de Urbanismo, Vicente Loureiro, o governador Sérgio Cabral atendeu pedido do prefeito Jorge Roberto da Silveira e determinou à Secretaria de Obras o enquadramento do projeto no programa.

“O BID aprovou a proposta, mas exigiu um estudo de viabilidade técnica e econômica do projeto. A pesquisa comprovou o grande potencial de atração turística da torre, diante da sua localização privilegiada em relação à Baía da Guanabara. Ela também está situada em um ponto de grande convergência de público: a estação das barcas, o terminal da Linha 3 do metrô e a estação para ônibus municipais e intermunicipais”,  listou Loureiro.

O estudo mostrou que a obra trará grandes benefícios para Niterói. A demanda turística poderá ser elevada em até 30% com o fluxo de turistas que pretendem visitar o Caminho Niemeyer, o que deverá fomentar o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva na cidade. Novos hotéis e restaurantes poderão surgir e outras empresas do segmento, como agências e operadoras de viagens, estão previstas.

O Caminho Niemeyer vai do centro até a Praia de Boa Viagem. A partir do Museu de Arte Contemporânea (MAC), o arquiteto Oscar Niemeyer traçou uma série de projetos para Niterói. As construções começaram a ser erguidas em 2002 e formam o segundo maior conjunto arquitetônico assinado por Niemeyer, perdendo apenas para Brasília.

Integram o grande conjunto, além do MAC, a Praça JK, o Memorial Roberto Silveira, o Terminal de Charitas e o Teatro Popular de Niterói, equipamentos já finalizados. Encontram-se em obra o Museu Petrobras de Cinema e a sede da Fundação Oscar Niemeyer. Dois projetos ainda não foram iniciados: o Centro de Convenções e a Torre Panorâmica.

O secretário de Turismo, Ronald Ázaro, acredita que Niterói só tem a ganhar com a construção da torre panorâmica.

“Os equipamentos turísticos do Caminho Niemeyer movimentam não só a ocupação da rede hoteleira, como também os postos de trabalho nas áreas de serviço e comércio. Niterói se iguala com esta construção a várias cidades do mundo que têm entre seus atrativos uma torre panorâmica. Só que a de Niterói tem um atrativo a mais: leva a assinatura do mundialmente conhecido arquiteto Oscar Niemeyer”, ressaltou Ázaro.

A Secretaria de Turismo é o órgão executor do Prodetur no estado. Ela aprova projetos, repassa os recursos e fiscaliza a execução das obras e ações. O programa vai investir US$ 187 milhões (US$ 112 milhões pelo BID e US$ 75 milhões pelo Governo do Estado) em várias ações, como produção turística, infraestrutura, estratégia de comercialização, ambiente, fortalecimento institucional e encargos e gerenciamento, com a finalidade de preparar o Estado do Rio para recepção de turistas nacionais e internacionais, dinamizada com a realização de megaeventos nos próximos anos.(O Fluminense)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

População de rua não se restringe somente à Zona Sul de Niterói


Moradores cobram solução para o problema que afeta vários bairros de Niterói. Pedintes e catadores se espalham, levando o medo e sujeira para as ruas do Centro e da Zona Norte

Assim como está ocorrendo na Zona Sul, moradores de rua estão tomando os espaços públicos do Centro e da Zona Norte de Niterói. Moradores, comerciantes e pedestres reclamam da ocupação por mendigos das praças Juscelino Kubitscheck (JK) e Leoni Ramos, entre outras. No Rink, a preocupação é com o lixo acumulado por catadores.

Na Praça JK, ponto turístico desenhado por Oscar Niemeyer como parte do Caminho que leva o nome do arquiteto na cidade, a situação é constrangedora. Situada na Avenida Visconde do Rio Branco, ela acabou virando reduto da população de rua. Segundo moradores do bairro e pessoas que passam pelo local, durante todo o dia, mas principalmente no final da tarde e à noite, é grande a sensação de insegurança, associada à ocupação irregular e ao consumo de drogas na praça.

Na Praça Leoni Ramos, em São Domingos, a sensação de insegurança é menor, porém a condição precária em que vive toda uma família, inclusive uma idosa e uma criança, preocupa a população. Segundo moradores e trabalhadores do entorno, a família se instalou na praça após sua reforma (a obra foi entregue em 2009 pela Prefeitura). No local é possível ver pessoas dormindo numa tenda improvisada sob o busto de D. Pedro II.(O Fluminense)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Trecho do Caminho Niemeyer vira moradia para população de rua

Problema estaria ocorrendo desde setembro após o Controle Urbano remover famílias que ‘viviam’ no Centro e, desde então, os mesmos teriam migrado para outros locais da região

Moradores de rua estão fazendo de um pedaço de praia entre a estação das Barcas e o Caminho Niemeyer uma residência. Sem se preocupar com as pessoas que passam ou os veículos que saem do estacionamento vizinho ao local, os novos residentes da Baía de Guanabara foram flagrados pela equipe do  Jornal Fluminense dormindo embaixo de árvores daquela área.

Desde a operação no dia 20 de setembro, aumentou o número de moradores de rua perambulando pelas vias centrais da cidade. Na ocasião, o Controle Urbano removeu duas famílias que moravam na Avenida Amaral Peixoto e retirou 12 toneladas de materiais das ruas.

A indignação do assentamento já chegou ao twitter. O jornalista Rafael Coelho postou nesta quarta-feira pela manhã sua indignação: “Pedaço de areia (Baía de Guanabara) entre estação das Barcas e Caminho Niemayer, em Niterói, virou moradia fixa de mendigos.”(O Fluminense)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Torre panorâmica de R$ 20 milhões vai ser licitada

Construção vai fazer parte do complexo arquitetônico do Caminho Niemeyer e teré 60 metros de altura. Estrutura será erguida entre o Teatro Popular e o Memorial Roberto Silveira, no Centro

Mais um passo será dado na construção do Caminho Niemeyer. A Prefeitura de Niterói marcou para o próximo dia 7 a abertura do processo licitatório que vai definir a empresa que será responsável pelo projeto de construção da torre panorâmica que fará parte do complexo arquitetônico. Conforme o planejamento inicial, a nova estrutura deve consumir recursos em torno de R$ 20 milhões e será erguida entre o Teatro Popular e o Memorial Roberto Silveira, no Centro. 

A verba para a construção da torre panorâmica é fruto de uma parceria entre os governos Municipal, Estadual e Federal, que no ano passado liberou R$ 19 milhões para as obras. O projeto prevê a construção de uma estrutura de 60 metros de altura, que vai abrigar um restaurante e um mirante com vista ampla para a Baía de Guanabara e o Centro do Rio.

Para a população, porém, a execução do projeto é inoportuna, já que a cidade teria uma série de outras prioridades. Alguns niteroienses questionam a necessidade da realização desse projeto em um momento em que outras áreas da cidade carecem de investimentos. Para quem vive em Niterói, saúde, segurança, habitação e trânsito, por exemplo, são setores problemáticos e que merecem projetos urgentes. Além disso, com os estragos das chuvas de abril ainda refletindo na paisagem, os turistas não encontrariam uma imagem muito atraente. 

“Existem muitas outras prioridades e essa torre pode esperar. A cidade tem que ser reparada”, opina o mecânico de refrigeração Carlos Henrique Figueiredo, de 37 anos.

Já o montador de andaime Gilson Correia Salgueiro, de 39 anos, defende, antes de tudo, investimentos na infraestrutura para só depois se pensar em turismo.

“Com qualquer chuva, não dá para andar pela cidade. Tudo fica alagado e o trânsito para. Tem que arrumar a cidade, conter as encostas. O que o turista vai encontrar por aqui?”, questionou.

Na opinião da bacharel em Direito Mahany Vanelli, de 29 anos, as prioridades da cidade precisam ser revistas. Outras áreas mereceriam mais atenção.

“A cidade precisa começar de novo, mas falta planejamento. As autoridades têm é que construir casas para desabrigados e elaborar projetos de saúde, trânsito e educação”, defendeu.

A Prefeitura de Niterói informou que a tomada de preços refere-se à execução do projeto básico estrutural e de fundações do prédio da torre. O resultado da licitação será entregue ao Governo do Estado. E os recursos serão provenientes de um convênio entre o Estado e o Governo Federal, por meio do Ministério do Turismo.(Fluminense)