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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Derrota para o torcedor: Clube dos 13 define que Brasileiro manterá exclusividade na TV aberta

O Clube dos 13 ainda não divulgou o modelo de contrato que pretende oferecer às empresas de mídia pelos direitos de televisão do Campeonato Brasileiro de 2011 a 2013. A entidade já definiu, porém, que a exclusividade na TV aberta será mantida, assim como o número de jogos exibidos pela emissora escolhida.

“A aberta vai continuar com exclusividade e não vamos abrir um novo dia de jogos. Isso está descartado. Hoje o que mais cresce é o pay-per-view, e se eu aumentar um dia eu vou atrapalhar isso”, disse Ataíde Gil Guerreiro, diretor de marketing do Clube dos 13, durante a Soccerex, feira de futebol que acontece no Rio de Janeiro até a próxima quarta.

O ex-dirigente do São Paulo é o responsável pela comissão de televisão do Clube dos 13, entidade que negocia os contratos com as televisões em nome dos clubes. Gil Guerreiro diz estar estudando modelos europeus para a elaboração do novo modelo de contrato, que recentemente sofreu uma alteração importante.
Por determinação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que combate o monopólio, o direito de preferência da Globo acabou. A emissora, atual dona dos direitos de transmissão, tinha o direito de cobrir qualquer proposta rival, mas agora terá de competir normalmente com as outras emissoras.

O Clube dos 13 ainda não definiu, no entanto, se vai manter a exclusividade em outras mídias. TV fechada e internet, por exemplo, podem ter mais de uma contratante. O número de propriedades também deve aumentar. A entidade estuda explorar até as redes sociais, uma das cerca de 15 propriedades que serão oferecidas ao mercado.

Gil Guerreiro disse ainda que o Clube dos 13 pretende contratar uma auditoria para inspecionar o processo. KPMG, Ernst & Young, PriceWaterhouseCoopers e Deloitte foram procuradas.(UOL)

Nota: A exclusividade obriga o torcedor ver o que não quer, se quiser tem que pagar o alto preço do Pay -Per-View. O que era de se esperar do Clube dos 13?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Prefeitura do Rio vai pedir à polícia investigação sobre máfia de taxistas

Taxistas pagam propina para não serem multados, diz polícia.
Durante o dia, 26 táxis foram rebocados em fiscalização da prefeitura.

A Prefeitura do Rio de Janeiro informou, nesta terça-feira (12), que vai pedir à Polícia Civil uma investigação sobre a máfia dos taxistas. Durante o dia, 26 táxis foram rebocados numa fiscalização da Subsecretaria de Fiscalização da Secretaria Municipal de Transportes. Os agentes multaram, ainda, 50 taxistas.

Os fiscais percorreram pontos onde funcionava um esquema de corrupção envolvendo taxistas, guardas municipais e policiais militares. Entre os pontos visitados pelos agentes estavam a Rodoviária Novo Rio e o Aeroporto Santos Dumont, no Centro.

Foram fiscalizados também, de acordo com a prefeitura, a região da Lapa, e locais de acesso a pontos turísticos, como o Pão de Açúcar, na Urca, e o Corcovado, no Cosme Velho. Para voltar a circular, os táxis vão ter que passar por uma nova vistoria.

De acordo com a subsecretaria, um táxi pirata foi apreendido e o motorista, preso, na manhã desta terça, durante a operação Aeroporto no Santos Dumont. Ainda segundo a Subsecretaria, o veículo estava perfeitamente caracterizado como um táxi, mas o motorista não tinha permissão para atuar na profissão.
O caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá) e, segundo a subsecretaria, o motorista vai responder por exercício ilegal da profissão e falsidade ideológica.

O esquema
Segundo a polícia, taxistas pagam propina para guardas municipais e PMs não multarem os carros. Eles ainda ameaçam profissionais que tentam pegar passageiros nos pontos loteados. A Guarda Municipal do Rio afastou quatro agentes suspeitos de serem coniventes com o esquema.

Operação no Tom JobimDurante a tarde, a fiscalização foi para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador. A maioria dos carros teve que ser lacrada porque estava com problemas de documentação. Na operação, foram emitidas multas por falta de documentos e irregularidades nos veículos.

No entanto, segundo a Subsecretaria, nenhuma pessoa envolvida no esquema de corrupção e controle dos pontos ilegais de táxi foi presa. Na madrugada desta terça-feira, uma equipe do RJTV flagrou irregularidades em outros lugares. No Leblon, na Zona Sul, táxis estavam parados em locais de estacionamento proibido.

Já na Lapa, no Centro, um homem de colete foi flagrado direcionando clientes para carros também parados irregularmente. Em outra rua, um guarda-sol foi usado para demarcar uma área que não é ponto. Há 40 anos na praça, o taxista Augusto Lobo considera importante que haja fiscalização:

“Isso ai é uma coisa que tem que ser a longo prazo. Não vai se resolver de uma hora para outra não. A pessoa que trabalha honestamente na praça não tem nada o que temer”, disse Augusto.(G1)