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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ferrari mostra a revolucionária FF
Com foco na versatilidade, modelo é a primeira Ferrari da história a contar com tração integral
A Ferrari que sucederá a 612 Scaglietti finalmente foi revelada nesta sexta-feira (21) e, com certeza, se tornará um clássico. Chamada FF, ela é a primeira Ferrari da história a contar com tração integral, a qual foi desenvolvida completamente pela própria fabricante. Segundo a Ferrari, o sistema 4RM é 50% mais leve do que um sistema atual equivalente e ajuda a equilibrar a distribuição de peso na proporção 47:53. O nome, que significa Ferrari Four, remete justamente à tração nas quatro rodas e aos quatro lugares disponíveis.
Mas não é só. A Ferrari FF traz sob o capô o novo motor 6.3 V12 com injeção direta e 660 cv de potência a 8.000 rpm. Em conjunto com a transmissão de dupla embreagem utilizada em competições, a FF acelera de 0 a 100 km/h em 3s7 e alcança 335 km/h, segundo medições da Ferrari. Equipada com start/stop (dispositivo que desliga o motor quando o carro encontra-se parado), ela consegue consumo médio combinado de 6,4 km/l.
Ainda sem antecipar imagens do interior, a Ferrari informa em comunicado que a FF “pode acomodar confortavelmente quatro pessoas mais bagagem”. Com 4,90 m de comprimento, 1,95 m de largura e 1,37 m de altura, a FF tem espaço no porta-malas para 450 litros de bagagem, número que aumenta para 800 litros com os bancos traseiros rebatidos.
Pesando 1.790 kg, a novidade consegue uma boa relação peso/potência de 2,7 kg/cv. Para auxiliar a segurança e controlar o ímpeto da FF, ela será equipada com a mais nova geração de freios de cerâmica desenvolvida pela famosa Brembo. Outro destaque da FF é o sistema de amortecimento adaptativo por meio de campo magnético gerado ao redor dos amortecedores. O lançamento oficial da Ferrari FF ocorrerá em março durante o Salão de Genebra, onde mais imagens e detalhes sobre o produto serão conhecidos.(Carro Online)
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Brasil "mata" a Itália e fica perto da vaga nas semifinais do Mundial
Se a ideia do Brasil era “matar” a Itália, pode-se dizer que a seleção conseguiu até com um certo requinte de crueldade. Nesta quarta-feira, no encerramento da primeira fase do Mundial feminino de vôlei, o Brasil venceu o clássico por 3 sets a 0, com parciais de 25-16, 25-19 e 25-7, e deu um passo enorme rumo às semifinais do campeonato.
Com o resultado, o Brasil avança à segunda fase com 100% de aproveitamento. A seleção vai jogar agora contra Estados Unidos, Alemanha, Cuba e Tailândia. E apenas uma catástrofe vai tirar a seleção da briga por um lugar no pódio.
Isso porque o grupo também terá Itália, Holanda e República Tcheca. Assim, os resultados do Brasil contra essas três seleções na primeira fase serão computados na segunda. Traduzindo: o Brasil já começa a nova fase com três vitórias.
Por tudo isso, o jogo contra a Itália era considerado fundamental pela seleção. E as meninas prometeram entrar com vibração e alegria em quadra. Foi exatamente isso que aconteceu. No ginásio lotado, com público amplamente favorável ao Brasil, a seleção mostrou um excelente voleibol.
"Foi legal que hoje a gente estava com esse pensamento de matar as italianas. No aquecimento teve uma menina que deu uma bolada na Adenízia. Era o que faltava. A gente falou que ia partir para cima", conta a capitã Fabiana.
Logo no começo do jogo o Brasil mostrou essa vontade assassina. O bloqueio, que falhou no jogo de terça contra Porto Rico, foi responsável por dois dos três primeiros pontos da seleção.
O fundamento funcionou durante toda a partida, principalmente porque o saque brasileiro encaixou bem. A ponteira Piccinini, alvo preferido das sacadoras brasileiras, não estava bem na recepção. Com isso, o ataque italiano ficou frágil. E, se a bola passava do bloqueio, encontrava na líbero Fabi um grande obstáculo para cair no chão.
No ataque, o destaque ficou com Natália. Em seu primeiro Mundial, a ponteira mostra cada vez mais personalidade. Mesmo jogando um clássico contra uma das potências do campeonato, Natália ataca como se estivesse disputando uma partida da Superliga.
Com tudo isso, a Itália só ficou à frente em um único momento do jogo: no primeiro ponto do terceiro set. No restante da partida, só deu Brasil. Na primeira parcial, a seleção fechou em 25-16 após um erro de Del Core. No segundo, em 25-19, após um ataque de Natália.
Já o terceiro set foi uma verdadeira aula da seleção brasileira. Aproveitando a boa passagem de Natália no saque, a vibração das jogadoras em quadra e a apatia da adversária, o Brasil abriu incríveis 20-5. No final, Jaqueline fechou o jogo em 25-7. Um verdadeiro requinte de crueldade.
"A gente tinha acertado um esquema de jogo. A Fabíola fez um trabalho muito bom no bloqueio. A Sheilla também conseguiu segurar a Ortolani e a Piccinini. O time foi quase perfeito. Fizemos uma partida que vai entrar para a história", elogiou o técnico José Roberto Guimarães.
No lado italiano, a decepção era nítida. O técnico Massimo Barbolini não conseguia encontrar uma explicação para a derrota. "As brasileiras jogaram de uma maneira muito forte. Elas colocaram muita pressão no saque, no bloqueio, na defesa, em tudo. Temos que dizer que hoje o Brasil é mais forte do que a Itália", reconheceu o treinador.
A estreia do Brasil na segunda fase do Mundial será no sábado, em Nagoya, contra a Tailândia. O jogo vai começar às 4h30, no horário de Brasília.(UOL)
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domingo, 12 de setembro de 2010
Pizza Italiana
Inocentada por ordem a Felipe Massa, Ferrari comemora possível mudança na regra da Fórmula 1
A Ferrari só teve motivos para comemorar após a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) inocentar a escuderia pelo jogo de equipe realizado no GP da Alemanha, quando o brasileiro Felipe Massa cedeu a posição para o espanhol Fernando Alonso. Além de se safar do episódio apenas com a multa imposta de aproximadamente R$ 170 mil (US$ 100 mil), a escuderia ainda teve a promessa da entidade de rever a regra infringida por ela.
Enquanto a Ferrari emitiu um comunicado demonstrando a sua "satisfação" pela decisão, o chefe da equipe, Stefano Domenicali, que compareceu à reunião do Conselho Mundial da FIA em Paris, disse que a revisão da regra é "um passo muito importante para a transparência" na Fórmula 1.
No episódio em questão, a Ferrari não chegou a dar a ordem para que Massa permitisse a ultrapassagem de Alonso, mas o fez de forma velada, afirmando que ele estava mais lento que o companheiro. O jogo de equipe realizado desta forma é proibido desde 2002, quando Rubens Barrichello deixou o alemão Michael Schumacher o ultrapassar já perto da linha de chegada, no GP da Áustria.
- Nós realmente gostamos de o Conselho Mundial ter levado em consideração o fato de a regra ter que ser, de uma certa forma, corrigida. É importante ser 100% transparente. Isso é provavelmente a boa coisa do dia.
Jean Todt, que ocupou o cargo de Domenicali na Ferrari de 1993 a 2007, também se mostrou favorável à mudança da regra. O ex-chefe da escuderia, porém, reconheceu que o jogo de equipe acontece na F-1.
- Não está adaptada [para a Fórmula 1]. Definitivamente, nós sabemos que desde que as ordens [de equipe] foram proibidas, não é respeitado.
Todt lembrou que Massa foi o segundo colocado na Alemanha como forma de amenizar a manobra ferrarista desta temporada.
- A Ferrari organizou algo que provavelmente eles não falaram exatamente o que aconteceu. Todos negaram que foram ordens da equipe. Mas eu acredito que os pilotos da Ferrari iriam terminar em primeiro e segundo de qualquer forma na corrida.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
65 anos da vitória em Montese
Ontem, dia 14 de abril, completaram-se 65 anos daquela que pode ser considerada a maior vitória da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária nos campos de batalha da Itália.
Montese foi o pontapé nas dobradiças que ajudou o 4º Corpo de Exército norte-americano a arrombar uma porta da linha Gêngis-Khan, a última linha defensiva germânica.
Foi a primeira grande vitória obtida exclusivamente pelos brasileiros, da maneira brasileira, com a participação de batalhões dos três grandes e tradicionais regimentos de infantaria originalmente sediados nos Estados de São Paulo (o 6º), Minas Gerais (11º) e Rio de Janeiro (1º).
A manobra continha a ideia da moderna infiltração, hoje familiar à nossa infantaria, e o êxito em muito se deveu à ação audaciosa do pelotão do tenente Iporã Nunes de Oliveira, do 11º RI, de Minas Gerais.
Surpreende constatar que a passagem das tropas brasileiras no norte da Itália está nítida na paisagem e nas pessoas da região da Emilia-Romanha. Monumentos de eloquente singeleza feitos pelas municipalidades locais despertam emoção em quem lê os agradecimentos pela participação brasileira na luta pela liberdade e pela democracia.
Préstimos e sorrisos se abrem a quem pede informações sobre os locais por onde passaram os brasileiros, e se apontam as alturas onde lutaram “i soldati brasiliani”.
O monumento brasileiro no sopé de Monte Castelo está no lugar certo.
Não é preciso conhecer a história ou a ciência militar nem ler o texto correto que ali se encontra, castigado pela neve e pelo vento gelado, para pressentir o campo de batalha, onde honra e sacrifício arrostaram as metralhadoras e morteiros alemães.
Dali, voltando o olhar para o sul, pode-se perceber a famosa estrada 64 serpenteando ao lado do Reno na direção de Pistoia, por onde fluíam para a luta os suprimentos e reforços e refluíam os feridos e mortos.
O monumento votivo militar brasileiro em Pistoia é um lugar de paz, ao lado do pequeno cemitério que a comunidade resolveu limitar para dar lugar aos mortos brasileiros que ali repousaram. O pároco local, percebendo brasileiros, apressa-se em lhes entregar lembranças e folhetos do monumento.
O que ficou em todos esses locais por onde passaram as tropas brasileiras? Por que essa memória dos brasileiros, que nem maioria eram naquela Babel de tropas aliadas?
Os números da FEB, segundo padrões brasileiros, impressionam até hoje -cerca de 25 mil homens e mulheres-, mas não eram predominantes. A dimensão do esforço e dos feitos da divisão de infantaria da FEB parece ainda não ter sido notada pelos historiadores brasileiros. Assim, não é de se esperar que o seja por estrangeiros.
Uma pista veio da curiosidade de um adido militar brasileiro, impressionado com a disposição de um italiano em ceder o terreno para acolher um monumento brasileiro.
O proprietário, percebendo a pergunta não feita, antecipou-lhe a resposta: “Nós não esquecemos”. Havia uma tropa que não distribuía a comida que sobrava nem queimava o excedente para evitar contaminações.
Ela dividia sua comida com os habitantes e as crianças entravam na fila antes dos soldados. Eram os brasileiros.
Após a rendição alemã, o Brasil declinou do oferecimento de um setor de ocupação aliado na Áustria. Fez bem. Das guerras, o país ficou apenas com lembranças, e, se andou pelo lado certo da história, muito deve à cordialidade, seu traço cultural distintivo.
Mas não foi só isso. Uma sensata tradição diplomática de respeito ao direito internacional deu-lhe credibilidade, um patrimônio a ser preservado com a atuação equilibrada do governo brasileiro nos grandes temas da política internacional.
O que, no caso da extradição com a Itália, recomenda o afastamento de qualquer decisão política que ameace a amizade e o reconhecimento dos italianos a tudo aquilo que o Brasil lá deixou em prol dos direitos dos povos.
As lembranças de guerra do Brasil estão vivas no bom combate que travou na luta pela paz. Preservemo-las.
(SÉRGIO PAULO MUNIZ COSTA é historiador. Foi delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA (Organização dos Estados Americanos) para assuntos de segurança hemisférica.
FONTE: Folha de São Paulo, via CCOMSEx)
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