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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Comperj impulsiona capacitação a profissional em municípios da região

Cerca de 40% das 6 mil vagas do Prominp serão destinadas a unidades de Niterói e SG. Implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro aquece o mercado

O desenvolvimento do Leste Fluminense com a perspectiva da implantação do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, e da demanda gerada pelo polo da indústria naval, em Niterói, está impulsionando cada vez mais a procura por qualificação profissional nos municípios da região.

O sistema Firjan estima que cerca de 40% das 6 mil vagas que serão disponibilizadas, em agosto, através dos cursos do quinto ciclo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás (Prominp), serão destinadas às unidades do Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Niterói e São Gonçalo. 

De acordo com o diretor do Sistema Firjan, Alexandre dos Reis, desde o anúncio da criação do Comperj a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro está investindo em infraestrutura nas unidades do Sesi e do Senai, que conta ainda com unidades móveis. O executivo ressalta que a formação de mão de obra deve ser pensada como um todo, focando na formação de base e não apenas na especialização técnica.

“As unidades do Senai de Niterói e de São Gonçalo – inaugurada no final de 2009 – têm recebido investimentos pesados para atender essa demanda gerada pelo Comperj e a indústria naval. Elas atendem toda a Região Leste Fluminense e juntas formam cerca de 3 mil alunos por ano. O Prominp está entrando no quinto ciclo, voltado para a capacitação metalmecânica, mas nem todos os candidatos conseguiram passar nas provas de seleção. Estamos tentando conscientizar a população, principalmente a classe C, da importância da qualificação como um todo”, explica Alexandre dos Reis.

Necessidades – O secretário estadual de Trabalho e Renda, Sérgio Zveiter, informou que, até setembro, sua pasta vai mapear as necessidades dos municípios para serem disponibilizadas vagas através do Plano Setorial Territorial de Qualificação Profissional (Planteq), previsto para iniciar no segundo semestre.

Segundo Zveiter, o Planteq prevê que sejam abertas 2.677 oportunidades de qualificação e requalificação, em todo o Estado, com destaque para o setor de petróleo e gás. Além do plano, o secretário destaca que o convênio do Programa Projovem Trabalhador - Juventude Cidadã, assinado com o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), no último dia 20, também direcionará vagas ao setor.

“A implantação do Comperj é uma oportunidade única para a região. Estamos atentos a esse momento econômico e não mediremos esforços para qualificar esses trabalhadores. A expectativa é que haja um crescimento significativo em todos os setores, desde serviços até mão de obra especializada para o setor de petróleo e gás”, afirma o secretário Sérgio Zveiter.

Curso de soldador
Na última segunda-feira, o Senai de Niterói deu início às atividades do projeto piloto da Unidade Móvel de Solda. A primeira parada acontece na Concha Acústica, no bairro de São Domingos, onde 12 alunos, inscritos através de uma parceria firmada com o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Rio de Janeiro (SIMMMERJ) estão recebendo aulas gratuitas, com carga horária de 248 horas. Até o final do ano, seis unidades móveis estarão rodando pelo Estado. 

De acordo com o instrutor de solda Fabiano Frazão, 36 anos, a oferta de vagas no mercado, por conta da implantação do Comperj e do crescimento da indústria naval, é o fator preponderante para que 99% dos alunos procurem os cursos de soldagem do Senai em Niterói e São Gonçalo. Segundo ele, ao concluir um dos quatro cursos oferecidos na unidade, o aluno já está apto para ingressar na carreira e muitos são encaminhados pelo Senai para entrevistas de trabalho, através do banco de talentos. 

“A Unidade Móvel de Solda foi pensada para atender, principalmente, a demanda do Comperj e da indústria naval. Os alunos sabem que as oportunidades existem e, para isso, é necessário ter qualificação. Além de aprenderem uma nova profissão, eles têm a possibilidade de encurtar o caminho de entrada no mercado de trabalho, pois muitas empresas nos procuram pedindo indicações. Mesmo que os contratantes não nos procurem, nós indicamos o caminho para o aluno conseguir uma entrevista”, explica o instrutor de solda. 

A atendente de auto-escola, Ana Maria da Conceição, de 25 anos, aluna do curso, contou que teve interesse na solda a partir do incentivo da família e da expectativa por melhores salários. Na turma dos 12 alunos, duas são mulheres. “Estou adorando o curso. É melhor do que eu imaginava. Meu pai, meu irmão e meus primos são soldadores. Por isso, sempre tive vontade de trabalhar como eles, nos estaleiros. Vou ter a oportunidade de ter um salário melhor e sei que existem muitas vagas para quem está capacitado”, afirma Ana Maria. 

Já o garçom Vilson José Matos Pires, 42 anos, pretende dar uma reviravolta na sua vida. “Minha vontade é trabalhar embarcado, mas com o Comperj podem aparecer, ainda, outras oportunidades”.(O Fluminense)

domingo, 21 de novembro de 2010

Criação de empregos formais totaliza 204 mil em outubro

O valor não é recorde para outubro, ao contrário do que estimou ministro.
No ano, porém, empregos somam 2,4 milhões e batem recorde histórico.

Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgadas nesta sexta-feira (19) pelo Ministério do Trabalho revelam que foram criados 204.804 empregos com carteira assinada no mês de outubro.

O valor, porém, não é recorde histórico para meses de outubro, ao contrário do que havia estimado o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no mês passado. Na ocasião, ele havia dito que outubro "provavelmente" registraria recorde para este mês.

Explicações
"[O fato de não ser recorde em outubro] é efeito do período do ano, quando diminui produção sucroalcooleira, e cai a contratação de toda a cadeia do setor. Também caiu um pouco alguns setores da indústria, por uma acomodação do setor. E, por conta do período eleitoral, quando são proibidas licitações públicas, recuou o emprego formal na construção civil", disse o ministro Lupi nesta sexta-feira.

Ele não quis fazer, porém, uma avaliação mais precisa sobre o mês de novembro. Disse apenas que a criação de empregos com carteira assinada deve ficar acima de 200 mil vagas neste mês, e acrescentou que o mês de dezembro, quando normalmente há mais demissões do que contratações, deve ter um fechamento de vagas inferior ao ano passado - quando as demissões somaram cerca de 400 mil postos de trabalho com carteira assinada.

Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a outubro deste ano, segundo dados do Caged, foram abertas 2,4 milhões de vagas formais de trabalho, informou o Ministério do Trabalho. Com isso, o resultado dos dez primeiros meses deste ano representou novo recorde. A série histórica do Caged tem início em 1992. O recorde anterior foi registrado em 2008, quando, de janeiro a outubro, foram criadas 2,14 milhões de vagas.

Essa marca de 2,4 milhões de empregos com carteira assinada nunca foi atingida antes na história, nem mesmo para anos fechados. Em todo ano de 2007, que ainda é recorde para anos completos, foram abertos 1,61 milhão de postos formais de empregos. Vale lembrar que o número do acumulado deste ano ainda sofrerá alterações em novembro e dezembro. E que o último mês de cada ano é geralmente marcado por demissões.

Além de o emprego formal ter registrado recorde no período de janeiro a outubro deste ano, o valor de empregos com carteira assinada criados se aproximou do valor previsto para todo este ano. A estimativa do minsitro Lupi é de que sejam abertas 2,5 milhões de vagas em 2010, o que, se confirmado, representará novo recorde histórico para um ano fechado. "Vai passar de 2,5 milhões de vagas em 2010", disse ele nesta sexta-feira. Para 2011, ele prevê a abertura de 3 milhões de vagas formais.(G1)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Emprego industrial cresce pelo oitavo mês seguido, diz IBGE

Em agosto, foi registrada alta de 0,1% sobre julho.
Já salários tiveram redução de 2,9% na comparação mensal.

O emprego na indústria brasileira registrou crescimento de 0,1%  em agosto, em relação ao mês anterior, sem influências sazonais, segundo indica a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES) divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação mensal, essa é a oitava alta consecutiva. Sobre o mesmo período do ano passado, o aumento foi de 5,2%.

No ano, o indicador acumula alta de 3,2% e, nos últimos 12 meses, ficou em 0,5%.

Salários
Em agosto, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, com ajuste sazonal, teve queda de 2,9% em relação a julho, após dois meses seguidos de alta. Porém, sobre agosto do ano passado, o valor da folha de pagamento real avançou 9% - a oitava taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. No acumulado no ano, a alta é de 6,1%.
Na comparação anual, os salários nos 14 locais pesquisados pelo instituto tiveram aumento. A principal influência sobre a média foi exercida por São Paulo (6,2%). Houve expansões em meios de transporte (12,6%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (16,1%) e máquinas e equipamentos (7,5%).

Horas pagasDe acordo com o IBGE, o número de horas pagas no setor industrial voltou a crescer sobre julho, registrando alta de 0,8%, sem influências sazonais. Sobre o mesmo período do ano passado,  houve avanço de 6,4% - a taxa mais elevada desde o início da série histórica, segundo o instituto. No ano, o indicador acumulado é de 4,2% e, nos últimos 12 meses, de 1,2%.
Sobre agosto de 2009, o número de horas pagas aumentou em todos os locais pesquisados. O maior impacto sobre a média global foi de São Paulo (5,7%). Exerceram as maiores influências meios de transporte (12,7%), alimentos e bebidas (7,7%) e máquinas e equipamentos (10,4%).

Por regiõesNa comparação anual, com agosto de 2009, o contingente de trabalhadores aumentou nos 14 locais pesquisados pelo IBGE. Os destaques são São Paulo (3,8%), região Nordeste (6,7%), Rio Grande do Sul (8,1%), região Norte e Centro-Oeste (7,9%) e Minas Gerais (4,4%). No Rio Grande do Sul, na região Norte e Centro-Oeste e em Minas Gerais, as principais contribuições partiram dos setores de máquinas e equipamentos (27%), minerais não metálicos (40,5%) e produtos de metal (28,5%).

Considerando o mesmo período, o emprego industrial cresceu em 13 dos 18 setores pesquisados. Exerceram as principais influências máquinas e equipamentos (12,7%), meios de transporte (9,5%), produtos de metal (9,0%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,8%), calçados e couro (8,0%) e metalurgia básica (12,9%). A principal influência negativa partiu do setor de vestuário (-2,5%).(G1)


 

domingo, 12 de setembro de 2010

Nível de ocupação da indústria cresceu 5,4 em julho, diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira que o nível de ocupação no emprego industrial cresceu 5,4% em julho na comparação com o mesmo período do ano passado - essa taxa é a maior para o mês desde o início da série histórica. Já na comparação mensal, o crescimento foi de 0,3%, sétima alta consecutiva.

No acumulado do ano, a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário mostrou aumento acumulado de 2,9%. Até junho, o índice havia ficado em 2,5%. Já na comparação com os últimos 12 meses o índice foi de -1,5% em junho para -0,5% em julho.

Em julho, foi registrada uma queda de 0,3% no número de horas pagas. No entanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado alta é de 5,7%. No acumulado dos sete primeiros meses de 2010, expansão foi de 3,8%.

O IBGE registrou que em todas as regiões pesquisadas o emprego cresceu. O estado de São Paulo apresentou o melhor número com expansão de 3,9%. Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (9,0%), Norte e Centro-Oeste ( (8,1%), Nordeste (7,7%), Rio Grande do Sul (7,1%) e Minas Gerais (4,4%).

De acordo com a instituição, dos 18 segmentos pesquisados, 14 registraram alta. Eles foram: máquinas e equipamentos (11,7%), meios de transporte (8,8%), produtos de metal (10,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,5%), calçados e couro (8,8%), alimentos e bebidas (2,3%), têxtil (9,2%) e metalurgia básica (13,1%). Na contramão, tiveram queda no nível de emprego os setores de vestuário (-1,3%) e de madeira (-3,0%).(SRZD)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Shoppings: 4,5 mil vagas para Niterói e São Gonçalo nos próximos meses

Geração de empregos nos municípios será por conta da expansão de lojas no Itaipu Multicenter, na Região Oceânica, e da inauguração do Boulevard, no Centro de SG

Além das facilidades de ter produtos e serviços em um mesmo lugar, o setor de shoppings centers no Brasil é um grande gerador de empregos. Só em Niterói e São Gonçalo, com a inauguração de um shopping e a expansão de outro centro comercial, serão gerados, nos próximos meses, 4,5 mil oportunidades. Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), atualmente, em todo o País, o setor emprega 1,015 milhão de pessoas – 943 mil nas lojas e outras 72 mil na operação dos empreendimentos. E a previsão é de que, até o final do ano, mais 180 mil empregos sejam gerados (dos quais, cerca de 25% dos temporários devem ser efetivados).

De acordo com o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, as contratações no setor serão impulsionadas pela inauguração de novos empreendimentos nos próximos três anos. O País deve chegar ao final de 2011, segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), com 439 shopping centers. Só este ano serão inaugurados 18 novos empreendimentos e para o próximo ano está prevista a inauguração de outros 29 centros de compras.

O fato de os shoppings concentrarem vários serviços em um só lugar, além de segurança, principalmente, em grandes centros urbanos, acaba fazendo com que as grandes construtoras invistam cada vez mais no setor.
Segundo Vicente Pierotti, diretor da ABL Shopping, uma das empresas empreendedoras do Boulevard Shopping – que será inaugurado dia 9 de novembro no Centro de São Gonçalo – o centro comercial, além de oferecer lojas e serviços, vai gerar cerca de 3 mil empregos diretos. “Nosso objetivo é oferecer um shopping para as classes B e C, que não têm onde se divertir e fazer suas compras. O Boulevard não será apenas um conglomerado de lojas, mas um centro de compras planejado, que atende ao consumidor da cidade e agrega valor ao município, na medida que oferece 3 mil empregos diretos a partir de sua inauguração”, afirma.
Evolução – Yone Beraldo, superintendente do Itaipu Multicenter, na Região Oceânica de Niterói, explica que o centro comercial, inaugurado há 14 anos, já passa por sua segunda expansão por conta do crescimento e desenvolvimento da região e deve dobrar o número de empregos, que hoje é de 1,5 mil, até o final de 2011.
“Acompanhamos a evolução da Região Oceânica, e crescemos com ela. Até o final do ano que vem geraremos, pelo menos, mais 1,5 mil empregos diretos com a expansão do shopping, que inclui a instalação de quatro salas de cinema, novas lojas e a transformação do quarto piso em um espaço corporativo, onde serão negociadas salas de 100 metros quadrados”, explica Yone.

O shopping Bay Market, no Centro de Niterói, é outro centro comercial que investe na renovação para atrair mais clientes e gerar mais empregos.

Segundo Cristiane Garcia, superintendente do centro comercial, a renovação da praça de alimentação e a instalação, no próximo mês, de um centro médico no 4º piso do shopping, aumentarão o fluxo de clientes e, consequentemente, a geração de mais empregos.

Tudo no mesmo espaço

A inauguração do Boulevard Shopping, em São Gonçalo, segundo Vicente Pierotti, vai mudar a relação dos moradores da cidade com os centros comerciais.

“Os moradores de São Gonçalo vão encontrar no Boulevard um shopping do jeito que merecem, com um projeto bonito, cuidado, que une lazer, compras e serviços num mesmo espaço. São 243 lojas, 21 restaurantes e lanchonetes, oito choperias, seis salas de cinema, boliche e praça de eventos, para uma população que está carente – de acordo com nossas pesquisas – de um local onde encontre suas marcas preferidas, bons restaurantes e espaços de lazer para toda a família”, avalia Pierotti.

Cristiane Garcia, superintendente do Baymarket, explica que um centro médico com atendimento ambulatorial e salas de exame será inaugurado em agosto, o que deve elevar o fluxo diário de pessoas no centro comercial, de 60 mil pessoas para 62,5 mil clientes. (Fluminense)