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domingo, 12 de dezembro de 2010

Rio começa a testar novo tipo de asfalto ecológico nas estradas

Pavimentação emborrachada é produzida a partir de pneus triturados.
Pista fica menos escorregadia em dias de chuva e tem durabilidade maior.

O Rio de Janeiro começou a testar um novo tipo de asfalto feito de borracha de pneus velhos. E, nessa iniciativa em favor do meio ambiente, a primeira estrada a receber o pavimento liga os municípios de Guapimirim e Cachoeiras de Macacu.

Uma usina móvel foi instalada em Cachoeiras de Macacu para produzir essa pavimentação emborrachada a partir de pneus triturados. Cada metro quadrado de asfalto retira do meio ambiente um pneu usado.

Mas a vantagem ambiental não era o objetivo principal quando o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) resolveu investir na produção desse tipo de pavimento.

“A questão do reaproveitamento dos pneus veio como um agregado. Na realidade nós estávamos buscando uma qualidade melhor de pavimento com baixo custo“, contou o presidente do DER, Henrique Ribeiro.

Entre as vantagens, a pista fica menos escorregadia em dias de chuva, o barulho quando os carros passam é menor e o asfalto ecologicamente correto chega a ser 40% mais barato que o tradicional. Além disso, a durabilidade é de pelo menos o dobro do asfalto comum, segundo os engenheiros.

No primeiro teste do novo asfalto, em Cachoeiras de Macacu, 35 km de estrada serão pavimentados e a expectativa é de que tenha durabilidade de 20 anos. Em comparação, o pavimento comum teria uma vida útil de 10 anos. E até outros tipos de cobertura emborrachada durariam menos. Isso porque o produto feito na usina de Cachoeiras de Macacu tem um percentual maior de borracha.

“Permite que a gente faça massas com muito mais ásperas, que durem mais e que tenham um efeito de segurança, conforto, qualidade bem grande”, explicou o engenheiro Angelo Pinto, diretor de obras da Região Metropolitana do Rio.

Depois desse primeiro teste, todo o processo será normatizado e a ideia é que se espalhe pelo estado.(G1)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ferrovia ecológica e barata

23/08/2010 - Jornal do Brasil 

As ferrovias podem pegar carona na onda da preservação da natureza e passar, de fato, a se tornar um transporte viável para o escoamento da agroindústria e o transporte de passageiros no país. Isso por ser um meio de transporte considerado ecologicamente correto, principalmente se comparado ao consumo de combustível por tonelada transportada nas rodovias. 

Os trens já viveram seus anos de glória, e há pouco mais de dez anos tentam se recuperar de décadas de descaso. Entre 1997 e 2010, a iniciativa privada investiu R$ 22 bilhões no setor.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o consumo de combustível por tonelada transportada em uma ferrovia moderna corresponde a cerca de 20% do consumo em uma rodovia.
Os trens de carga emitem 70% menos dióxido de carbono (CO2) e 66% menos monóxido de carbono (CO) do que os caminhões.

Além disso, a indústria ferroviária já começa a desenvolver materiais ecologicamente corretos, como plástico reciclável para uso em vagões, dormentes, cruzetas e outros materiais.

Novos materiais

Também existem estudos para ampliação do uso de locomotivas movidas a biodiesel. O que também traria impactos positivos ao meio ambiente. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), cada tonelada de biodiesel consumido evita a emissão de 3,5 toneladas de CO2, decorrente do diesel mineral.

O menor espaço ocupado pelas rodovias também é um fator positivo.

Francisco Oliveira, da ONGTrem, lembra que o custo do transporte é menor que em outros tipos, incluindo aéreos e aquaviários.

E, apesar de considerar alto o custo para implementação de ferrovias, acredita que os benefícios e o retorno compensam.

- A ferrovia pode ter composições com cem vagões e apenas duas pessoas, por exemplo. Além da questão ambiental.

Por queimar muito menos combustível, emite menos CO2. Isso traz impacto positivo ao efeito estufa. -argumenta.

De acordo com dados da ANTF, o Brasil possui 28,8 mil quilômetros de ferrovias. Contudo, a entidade afirma que, para um país com as proporções continentais do Brasil, seriam necessários 52 mil quilômetros. Tanto para o transporte de cargas como de passageiros.