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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

LLX e FCA estudam construção de ferrovia no RJ

A LLX Logística informou ontem à noite que firmou com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), administrada pela Vale, um memorando de entendimentos não vinculante com o objetivo de desenvolverem em conjunto estudos técnicos de viabilidade para a construção de uma ferrovia que ligará o Superporto do Açu à região de Ambaí, no município de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o comunicado, a implantação deste corredor logístico integrará o Superporto do Açu com a malha ferroviária nacional, permitindo o transporte de diversos produtos como, por exemplo, minério de ferro, produtos siderúrgicos, carvão e carga em geral, além de granéis sólidos e líquidos.

"Esta parceria entre dois grandes grupos empresariais demonstra a visão estratégica para construir um Brasil mais eficiente, criando alternativas competitivas para a infraestrutura logística brasileira", comentou, na nota, Eike Batista, presidente do Grupo EBX, que inclui a LLX.

"Este acordo confirma a vocação do Superporto do Açu como excelente alternativa para a instalação de empresas líderes setoriais, que encontrarão uma solução logística completa com fácil acesso a minério de ferro e carvão e oferecendo toda a estrutura necessária para exportação de produtos siderúrgicos, carga geral e granéis sólidos e líquidos, diz o comunicado. "O Superporto do Açu será definitivamente o 'hub' para as exportações brasileiras", acrescenta.(Estado de São Paulo)

sábado, 6 de agosto de 2011

Ferrovia do século 19 vai voltar à ativa no Rio


Um trecho ferroviário do tricentenário "caminho novo" da Estrada Real deve ser reativado até o fim do ano em Paraíba do Sul, a 137 quilômetros do Rio, na divisa com Minas Gerais. Depois de seis anos parada, a maria-fumaça Baldwin, de 1910, voltará a percorrer 14 quilômetros de trilhos construídos no século 19 entre o centro da cidade e os distritos de Werneck e Cavaru.

Para comerciantes e moradores, é a esperança de retomada do turismo. Será o sexto trecho da Estrada Real a contar com viagens de trens turísticos no Brasil. Os outros estão em São Paulo, na Estrada de Ferro Campos de Jordão, ou em Minas - Trem das Águas, em São Lourenço, Serra da Mantiqueira, em Passa Quatro, da Vale, entre Ouro Preto e Mariana, e a maria-fumaça que faz o trecho São João Del Rey - Tiradentes.

"Quem sabe um dia não poderemos andar de trem novamente na Estrada Real? É um sonho de todos nós", conta o empresário Talis Lelis, vencedor da concorrência para concessão do trecho em Paraíba do Sul.
A reforma da maria-fumaça será custeada pelo governo do Estado: R$ 303 mil. Para a revitalização dos trilhos, Lelis espera contar com o apoio da Ferrovia Centro-Atlântica, que administra o trecho. "Com a volta do trem, esperamos impulsionar todo o turismo."

O comerciante Francisco Vilela Novaes há três décadas tem uma loja na frente da Estação Cavaru. Aos 51 anos, ele viu de perto as três tentativas anteriores (em 2003, 2004 e 2005) de colocar o trem em funcionamento. Na última, sob administração da prefeitura, o passeio durou quatro meses e foi encerrado em 1.º de maio de 2005. "Agora, criamos nova expectativa. É uma pena ver um caminho que já foi tão importante para o Brasil desativado."

Cada tentativa de reabertura foi documentada pelo historiador Luiz Carlos Coelho, de 66 anos, que de tão tradicional dá nome à galeria cultural da cidade, localizada na Estação Central. "Essa linha férrea é cheia de histórias. Em 1960, foi palco de um dos maiores assaltos do Brasil. Tião Medonho assaltou o "trem pagador" e levou 27,6 milhões de cruzeiros."

A história de Paraíba do Sul, com seus pouco mais de 41 mil habitantes, está ligada à da Estrada Real. Garcia Rodrigues Paes, filho do bandeirante Fernão Dias, chegou em 1681 à região que receberia o município. Ali, ele viu a possibilidade de abrir um novo caminho entre as minas de pedras preciosas em Minas Gerais e o porto do Rio. O chamado "caminho velho", entre Ouro Preto (então Villa Rica) e Paraty, era alvo de assaltantes, o que criou a necessidade de fazer uma nova rota.

Passeios. Segundo a Associação Brasileira de Operadores de Trens Turísticos, existem hoje no Brasil 32 passeios de trens e há projetos para a criação de pelo menos outros 20. Do total, 24 pertencem ao projeto Trem é Turismo, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que abrange 11 Estados. Entre os mais conhecidos estão o Trem do Corcovado, no Rio, o do Vinho, no Rio Grande do Sul, e o do Forró, em Pernambuco.

A Estrada Real por dentro

A construção da Estrada Real foi determinada no século 17 pela Coroa Portuguesa para fiscalizar a circulação de riquezas entre Minas Gerais e o litoral do Rio de Janeiro, de onde saíam os navios para Portugal. Atualmente, o complexo da Estrada Real conta com 1.600 km e compreende 177 cidades: 162 em Minas, oito no Rio de Janeiro e sete em São Paulo.(O Estado de S. Paulo)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Norte-Sul inicia mais um trecho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará hoje em Petrolina de Goiás para lançar obra do trecho da Ferrovia Norte-Sul que sai de Ouro Verde, em Goiás, a Estrela do Oeste, em São Paulo. O presidente estará em Petrolina às 14h30. A nova extensão da ferrovia tem 667 quilômetros e o custo da obra é de aproximadamente R$ 2,3 bilhões.  Segundo o presidente da Valec, José Francisco das Neves, as obras começam imediatamente.
O trecho da ferrovia, cuja obra será lançada pelo presidente, vai beneficiar todo o Sudoeste goiano, passando por municípios como Santa Helena, Rio Verde, Quirinópolis e São Simão, que fazem parte de uma região agrícola e agroindustrial que está entre as mais desenvolvidas do País em termos  de tecnologia e produtividade. Com a construção deste ramal, a ferrovia alcançará a hidrovia do Paranaíba-Tietê-Paraná, atingindo  os portos do Sudeste e países da América do Sul.

José Francisco das Neves afirma que foi no atual governo que a Ferrovia tomou corpo. “Durante o governo Sarney, foram construídos 100 km, no de FHC, 115 km e no de Lula, 1,1 mil km”, garantiu ao destacar que o Governo de Goiás tem participação decisiva em todo o processo de implantação  do trecho goiano. Goiás criou grupos de trabalho com o objetivo de discutir  e propor medidas, projetos e programas de desenvolvimento em toda a área de influência da via férrea. Hoje, em Goiás, a Ferrovia Norte-Sul sai da divisa com Estado do Tocantins e alcança o município de Ouro Verde.(Revista Ferroviária)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ferrovia ecológica e barata

23/08/2010 - Jornal do Brasil 

As ferrovias podem pegar carona na onda da preservação da natureza e passar, de fato, a se tornar um transporte viável para o escoamento da agroindústria e o transporte de passageiros no país. Isso por ser um meio de transporte considerado ecologicamente correto, principalmente se comparado ao consumo de combustível por tonelada transportada nas rodovias. 

Os trens já viveram seus anos de glória, e há pouco mais de dez anos tentam se recuperar de décadas de descaso. Entre 1997 e 2010, a iniciativa privada investiu R$ 22 bilhões no setor.

De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o consumo de combustível por tonelada transportada em uma ferrovia moderna corresponde a cerca de 20% do consumo em uma rodovia.
Os trens de carga emitem 70% menos dióxido de carbono (CO2) e 66% menos monóxido de carbono (CO) do que os caminhões.

Além disso, a indústria ferroviária já começa a desenvolver materiais ecologicamente corretos, como plástico reciclável para uso em vagões, dormentes, cruzetas e outros materiais.

Novos materiais

Também existem estudos para ampliação do uso de locomotivas movidas a biodiesel. O que também traria impactos positivos ao meio ambiente. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), cada tonelada de biodiesel consumido evita a emissão de 3,5 toneladas de CO2, decorrente do diesel mineral.

O menor espaço ocupado pelas rodovias também é um fator positivo.

Francisco Oliveira, da ONGTrem, lembra que o custo do transporte é menor que em outros tipos, incluindo aéreos e aquaviários.

E, apesar de considerar alto o custo para implementação de ferrovias, acredita que os benefícios e o retorno compensam.

- A ferrovia pode ter composições com cem vagões e apenas duas pessoas, por exemplo. Além da questão ambiental.

Por queimar muito menos combustível, emite menos CO2. Isso traz impacto positivo ao efeito estufa. -argumenta.

De acordo com dados da ANTF, o Brasil possui 28,8 mil quilômetros de ferrovias. Contudo, a entidade afirma que, para um país com as proporções continentais do Brasil, seriam necessários 52 mil quilômetros. Tanto para o transporte de cargas como de passageiros.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Lula assinará novo decreto de concessões no Brasil nos Trilhos

O presidente Lula assinará o novo decreto de concessões ferroviárias no dia 11 de agosto no encerramento do IV Brasil nos Trilhos, promovido pela ANTF, em Brasília. A informação foi passada com exclusividade para a Revista Ferroviária pelo diretor executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça.

O novo decreto estabelece metas de volume transportado por trecho para cada concessionária. As metas serão definidas pela ANTT. O objetivo é induzir a exploração de trechos inativos e atender o maior número de clientes.

Para as linhas novas ainda não concessionadas, o decreto vai prever a criação de uma empresa estatal encarregada de administrar a infraestrutura - que pode ser ou não a Valec -  enquanto a operação propriamente dita vai ser compartilhada entre as empresas que participarem da construção.

Segundo o superintendente de transporte terrestre da ANTT, Noboro Ofuji, a mudança não vai requerer revisão dos contratos de concessão, visto que a fixação de metas de volume já faz parte dos contratos, e a ANTT estará apenas qualificando essas metas.

Vamos permitir que o concessionário diga quanto pretende transportar em cada trecho, e a partir daí vamos fixas as metas. Ou seja, as ferrovias vão ter parte ativa. Porém, se nos disserem que a meta é zero, este trecho deverá ser aberto para a exploração por outros operadores. Os concessionários poderão cobrar deles direito de passagem, remunerando-se onde hoje não ganham nada. Com isso, mais clientes serão atendidos e mais da nossa malha será efetivamente utilizado, em benefício da sociedade.(Revista Ferroviária)

domingo, 1 de agosto de 2010

Transcontinental ligará Baixada Fluminense ao Peru

Os estudos para a construção de ferrovia que ligará o Rio ao Oceano Pacífico, na costa do Peru, incluíram extensão até Ambaí, em Nova Iguaçu. Nesse ponto da Baixada terminarão os trilhos da chamada Transcontinental, que terá sua ligação com o Atlântico em São João da Barra, no norte do estado. Interligar os dois oceanos e dar melhor vazão à produção de minério e grãos do País é sonho antigo, que começa a ser realizado em 2011.

Desde que os novos eixos de transporte ferroviário do Brasil foram definidos por lei, há dois anos, a Secretaria Estadual de Transportes vem estudando como a Transcontinental pode beneficiar ainda mais a economia fluminense. Com a construção do Porto do Açu, a saída para o mar em São João da Barra passou a ser inevitável. Por outro lado, a retomada do trecho entre Campos e Nova Iguaçu, onde fica a estação de Ambaí, ganhou caráter estratégico. A reativação da ferrovia vai ligar o Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj) ao sistema ferroviário e aos estados de São Paulo e Minas.

Protocolo
Em setembro, o governo do estado assina protocolo de cooperação com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A proposta já tem a simpatia da LLX, do empresário Eike Batista, responsável pelo porto, e da Petrobras, que constrói o Comperj. “Com esse projeto, o Porto do Açu, que será um dos maiores do Brasil, passa a ser porto de carga geral, já que estará ligado pelos trilhos aos principais polos industriais do Brasil”, explica o subsecretário estadual de Transportes, Delmo Pinho.

A reativação da ferrovia entre Rio e Campos, com custo de R$ 1,5 bilhão, tem como vantagem a facilidade nos licenciamentos e no assentamento dos trilhos, já que o trecho, quase todo plano, quase dispensa desapropriações e terraplanagem. “O Rio ganhou grandes projetos e precisa reformular sua infraestrutura”, diz o secretário Sebastião Rodrigues.

Projeto já foi incluído nas obras do PAC 2
A Transcontinental foi concedida à estatal Valec, que já licitou a elaboração do traçado no Centro-Oeste. Trecho de mil quilômetros entre Lucas do Rio Verde (MT) e Campinorte (GO), fazendo a ligação com a Ferrovia Norte-Sul, foi incluído no PAC 2. Mas cresce no governo federal o interesse em iniciar a obra pelo trecho fluminense, por conta da facilidade de execução.

Outro fator que deve acelerar a realização do trecho do Estado do Rio é a possibilidade de participação financeira de empresas. A LLX já planeja construir trecho rodo-ferroviário entre Campos e o Açu, com 45 quilômetros, com dutos de água e gás e cabos de telecomunicações. A Petrobras, que tinha planejado o transporte dos produtos do Comperj por caminhão, deve ser outra parceira, devido às vantagens do transporte por trilhos.
 
Norte Fluminense ganha mais potencial
Com a construção do Porto do Açu e da Ferrovia Transcontinental, o Município de São João da Barra e toda a Região Norte do estado, antes conhecida pela estagnação, passa a ser um dos maiores polos de desenvolvimento do País. Nos 90 quilômetros quadrados do complexo industrial que ficará contíguo ao porto, deverão ser instaladas duas grandes siderúrgicas: a chinesa Wuhan Iron and Stell (Wisco) e a ítalo-argentina Techint. O grupo Votorantim também já anunciou um plano de construir fábrica na localidade.

A retomada da ferrovia cruzando a banda norte do estado também vai integrar a cidade de Macaé, que vem apresentando forte desenvolvimento por conta da indústria do Petróleo e Gás. Diferentemente do traçado original, que cruzava o centro da cidade, o novo terá contorno.(O Dia)