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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

PM não reduz crimes e acaba sem gratificação em Niterói

Crescimento de roubos a transeuntes fez com que Batalhão de Niterói e DPs não atingissem meta e ficam de fora de premiação concedida pelo Governo do Estado/RJ

Policiais das delegacias de Niterói e Batalhão de Po lícia Militar da cidade, o 12º BPM, ficaram na quarta-feira de fora da premiação concedida pelo Governo do Estado para os agentes de segurança que reduziram os índices estratégicos de criminalidade, que receberam gratificações de R$ 2 mil a R$ 6 mil.

Os índices considerados para a meta foram letalidade violenta (homicídio, latrocínio, lesão seguida de morte e auto de resistência), roubo e furto de veículos e roubo de rua (transeuntes, celulares e coletivos).

Embora os índices de letalidade violenta tenham caído de 128 (janeiro a junho de 2010) para 106 no mesmo período de 2011, conforme dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), vinculado ao Governo do Estado, e os de roubos e furtos de veículo tenham caído de 1.268 para 1.065 também em tal período, os roubos de rua aumentaram de 1.784 para 2.057 este ano, um crescimento de 15%.

Isso impediu os policiais que atuam na cidade de serem premiados.(O Fluminense)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

MPF denuncia Edir Macedo por evasão de divisas

O bispo Edir Macedo Bezerra, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem dinheiro e evasão de divisas, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato contra fiéis para a obtenção de recursos para a IURD.

Os três dirigentes da igreja denunciados são o ex-deputado federal João Batista Ramos da Silva, o bispo Paulo Roberto Gomes da Conceição, e a diretora financeira Alba Maria Silva da Costa. Eles são acusados de pertencer a uma quadrilha usada para lavar dinheiro da Iurd, remetido ilegalmente do Brasil para os Estados Unidos por meio de uma casa de câmbio paulista, entre 1999 e 2005.

Segundo a denúncia, do procurador da República Sílvio Luís Martins de Oliveira, o dinheiro era obtido por meio de estelionato contra fiéis da Iurd, por meio do "oferecimento de falsas promessas e ameaças de que o socorro espiritual e econômico somente alcançaria aqueles que se sacrificassem economicamente pela Igreja".

Os quatro também são acusados do crime de falsidade ideológica por terem inserido nos contratos sociais de empresas do grupo da Iurd composições societárias diversas das verdadeiras. O objetivo dessa prática era ocultar a real proprietária de diversos empreendimentos, qual seja, a Iurd.

O Procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira também encaminhou cópia da denúncia à área Cível da Procuradoria da República em São Paulo, solicitando que seja analisada a possibilidade de cassação da imunidade tributária da Iurd.(AE)