quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Inscrições para cursos profissionalizantes em Niterói

Começou segunda-feira, 8 de agosto, as inscrições para cursos profissionalizantes com objetivo de formar mão de obra para os setores de construção civil e serviços.

Os cursos, inteiramente gratuitos, oferecem 482 vagas para futuros trabalhadores da construção civil e 390 para a área de serviços.
 
As inscrições deverão ser feitas na sede da Secretaria Municipal de Trabalho de Niterói, situada no quinto andar do prédio da Rodoviária Roberto Silveira, na Rua Barão do Amazonas, Centro, no horário das 9h às 17h. “Os cursos fazem parte do Plano Setorial de Qualificação, o Planseq, que é organizado pelo Ministério do Trabalho, Petrobras, Instituto de Qualidade de Vida, o Iquavi, e a Prefeitura de Niterói, através da nossa Secretaria”, revela o secretário de Trabalho, Osvaldo Maneschy.

Para se inscrever, as pessoas interessadas deverão apresentar documento de identidade, CPF atualizado, comprovante de escolaridade – exigência mínima do terceiro ano do Nível Fundamental -, atestado de residência e PIS – na ausência do PIS, o candidato poderá apresentar o NIT, cadastro municipal que substitui o PIS, para quem nunca trabalhou. Vagas abertas para quem está na faixa de 18 a 60 anos de idade. Não poderão se candidatar funcionários públicos, pensionistas e pessoas que estejam trabalhando.
 
Mais detalhes: http://www.felipepeixoto.com.br/?noticias&c=1-990&q=Niteroi+oferece+872+vagas+gratuitas+em+cursos+profissionalizantes

domingo, 7 de agosto de 2011

Grupo paramilitar peruano cerca equipe da Funai em território brasileiro

Equipe da Funai: Carlos Travassos, Artur Meirelles, Marreta, José Meirelles e Chicão
Funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) permanecem cercados por um grupo paramilitar peruano que invadiu o território brasileiro, na fronteira do Acre com o Peru. Os peruanos estão armados com fuzis e metralhadoras.

Os quatro funcionários e o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles, que trabalha para eles, foram levados em helicóptero durante operação da Polícia Federal nesta sexta-feira (5).

A equipe decidiu permanecer na Frente de Proteção Etnoambiental do Rio Envira, mantida pela Funai no igarapé Xinane, na tentativa de proteger os índios isolados da região.

Com base nos vestígios encontrados na floresta, a equipe da Funai estima a presença de pelo menos cinco homens em mais de um grupo paramilitar.

Os peruanos rondam a base e deixam os funcionários em situação de extrema vulnerabilidade em caso de conflito armado. A situação não depende mais da ação da Funai, pois se configura uma questão de segurança nacional.

- Estamos ainda com os peruanos próximos nos espreitando. Avistamos rastros de seis pessoas hoje cedo, atrás da base. Estamos apenas com uma espingarda velha e dois rifles calibre 22. Mas se tem o pessoal da PF aqui, a gente tinha pego os invasores hoje – relatou o chefe da Coordenação Geral de Índios Isolados e de Recente Contato (CGIIRC) da Funai, Carlos Travassos.

A equipe da Funai na Frente de Proteção Etnoambiental dispões de telefone e computador conectado à internet.

- O tempo nosso em frente ao computador está curto. Não é fácil ficar com um olho no monitor e outro nos peruanos. Eles estão ainda aqui. São mais de um grupo, de cinco ou seis pessoas. Estão nos monitorando e nós a eles. A galera que está aqui é toda mansa na mata. Mas a chapa está quente. Mande bala aí, como puder. Temos internet e telefone por aqui – relatou o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles ao Blog da Amazônia.

A documentarista Maria Emília Coelho, que sobrevoou a região durante operação da Polícia Federal na sexta, disse que os funcionários da Funai se queixam que a PF não permaneceu na base para garantir a proteção da fronteira.

Apelo
O sertanista José Carlos dos Reis Meirelles divulgou nesta tarde uma mensagem sobre a situação na área:
“A todos,
Vocês já sabem das notícias. Vão as últimas.
Desculpem por mandar pra todo mundo, mas o tempo pra ficar no notebook aqui tá curto. Um olho na tela e outro nos peruanos não dá.

Seguinte:
1 – Pela quantidade de vestígios aqui ao redor, temos certeza que os caras se dividiram em grupos de 5 ou 6 e estão fazendo uma verdadeira varredura aqui ao redor da base.
2 – Os isolados não andaram aqui não. As coisas que desapareceram daqui indicam que não foram eles.
3 – Cremos também que junto desses peruanos existam índios sim, contatados de lá.
4 – A gente conhece apito de índio remedando bicho. Parece que tem uma reunião de nambú azul aqui por perto.
5 – Se esses caras estão procurando alguma coisa, ainda não acharam.
6 – Todo mundo que está aqui ( nós cinco gatos pingados) é manso na mata, como eles.
7 – O nome de nosso dois mateiros: Francisco Alves da Silva Castro o Marreta. Francisco de Assis Martins de Oliveira – O Chicão.
8 – O dia que a Funai descobrir que um homem como eles, valem por 20 indigenistas e 20 sertanistas, talvez resolva contratá-los, sem concurso público, pois são analfabetos, mas os maiores doutores da mata que conheço, talvez a segurança dos índios isolados possa ser melhor conduzida.

Permaneceremos aqui, dê o que dê, até que o Estado Brasileiro decida RESOLVER DE VEZ esse absurdo!!!! Não pra proteção nossa.
PARA PROTEÇÃO DOS ÍNDIOS!!!!!!
Quem não tiver atualizado, por favor procure sites e tal que já tá no mundo.
Quem puder reclamar, pressionar etc., será bem vindo. Os isolado agradecem.
Um grande abraço a todos da nossa equipe de ” irresponsáveis”, como estamos sendo chamados.
Pensem bem: Quem é o irresponsável mesmo.
Meirelles”

FONTE: Blog da Amazônia / Foto: Maria Emília Coelho / Blog Forças Terrestre
COLABOROU: Reginaldo Palazzo

Atacante do Fluminense chama torcedores de marginais

"Na terça-feira, fui a um restaurante a 100 metros da minha casa. Tinha um cara que estava no domingo na porta da minha casa e ele estava no telefone. Fiquei preocupado. Quando entrei no carro começaram a me seguir e começou a perseguição. Nem fui para minha casa. Corri e fui para a casa do Rafael Moura. Como cidadão tive que prestar queixa. Fiquei muito mal, principalmente porque envolvia minha família. No momento que não tiver segurança e tranquilidade para trabalhar, eu não vou querer ficar".

Quando foi à delegacia prestar queixa sobre a perseguição, o atacante aproveitou para levantar a ficha criminal de alguns dos torcedores envolvidos no episódio, o que acabou lhe causando ainda mais insegurança. "Tem gente até com acusação de homicídio e isso me deixou estarrecido, completamente assustado. Não vou continuar no Fluminense desse jeito. Deixei o caso com a diretoria, com a polícia, e só volto a jogar se tiver segurança para mim e para minha família".

Com a possibilidade de deixar as Laranjeiras em pauta, Fred já pensa em voltar a jogar fora do Brasil, para que não 'traia' o Flu. "A minha ideia é sair do Fluminense. Está difícil continuar aqui nessas condições. Estou analisando meu futuro, mas garanto que não vou para nenhum outro clube brasileiro. Seria um traidor. Saindo do Fluminense, tem que ser para algo fora daqui", garantiu.

Perguntado se aceitaria conversar com membros de facções organizadas do Flu, Fred garantiu que não faria tal coisa porque "não são torcedores, são marginais que não tem o que fazer". O atacante também confirmou que ingeriu "três bebidas" alcoólicas na terça-feira, mas lembrou que treinou normalmente no dia seguinte.

Preocupado com seu futuro na seleção brasileira - agora que voltou a ser convocado - Fred logo avisou o treinador do time canarinho, para que Mano não se deixasse influenciar pelas diversas versões divulgadas pela imprensa. "Liguei para o Mano, expliquei o que estava acontecendo, ele compreendeu e garantiu que aquilo não iria influenciar no meu aproveitamento na seleção", revelou.

Fred também voltou a reclamar da perseguição que sofreria por parte da imprensa e disse ter provas do envolvimento de alguns jornalistas com membros de facções organizadas. "São jornalistas que fazem críticas constantes, independente da minha situação. Minha assessoria juntou documentos comprovando que essas pessoas estão ligadas aos torcedores que me ameaçaram".(Jornal O Dia)

Jael marca no fim do 2º tempo e passa o Corinthians


O jogo de sábado começou com um gol perdido de Renato Abreu logo aos 2 minutos, depois disso foi um jogo travado com o Coritiba fechando todas as portas e tentando contra-ataques. Com um gramado digno de peladas o Flamengo teve suas principais chances nas bolas paradas com Ronaldinho e Renato Abreu.


No segundo tempo o Coritiba resolveu ficar recuado, grande erro, o Flamengo acostumado a jogar na pressão da torcida foi para cima do adversário, o técnico Vanderlei Luxemburgo mexeu no time e colocou "Drogbinha" e Jael que logo no primeiro chute a bola bateu na trave e em um cruzamento do Ronaldinho o gol da vitória.

sábado, 6 de agosto de 2011

Ferrovia do século 19 vai voltar à ativa no Rio


Um trecho ferroviário do tricentenário "caminho novo" da Estrada Real deve ser reativado até o fim do ano em Paraíba do Sul, a 137 quilômetros do Rio, na divisa com Minas Gerais. Depois de seis anos parada, a maria-fumaça Baldwin, de 1910, voltará a percorrer 14 quilômetros de trilhos construídos no século 19 entre o centro da cidade e os distritos de Werneck e Cavaru.

Para comerciantes e moradores, é a esperança de retomada do turismo. Será o sexto trecho da Estrada Real a contar com viagens de trens turísticos no Brasil. Os outros estão em São Paulo, na Estrada de Ferro Campos de Jordão, ou em Minas - Trem das Águas, em São Lourenço, Serra da Mantiqueira, em Passa Quatro, da Vale, entre Ouro Preto e Mariana, e a maria-fumaça que faz o trecho São João Del Rey - Tiradentes.

"Quem sabe um dia não poderemos andar de trem novamente na Estrada Real? É um sonho de todos nós", conta o empresário Talis Lelis, vencedor da concorrência para concessão do trecho em Paraíba do Sul.
A reforma da maria-fumaça será custeada pelo governo do Estado: R$ 303 mil. Para a revitalização dos trilhos, Lelis espera contar com o apoio da Ferrovia Centro-Atlântica, que administra o trecho. "Com a volta do trem, esperamos impulsionar todo o turismo."

O comerciante Francisco Vilela Novaes há três décadas tem uma loja na frente da Estação Cavaru. Aos 51 anos, ele viu de perto as três tentativas anteriores (em 2003, 2004 e 2005) de colocar o trem em funcionamento. Na última, sob administração da prefeitura, o passeio durou quatro meses e foi encerrado em 1.º de maio de 2005. "Agora, criamos nova expectativa. É uma pena ver um caminho que já foi tão importante para o Brasil desativado."

Cada tentativa de reabertura foi documentada pelo historiador Luiz Carlos Coelho, de 66 anos, que de tão tradicional dá nome à galeria cultural da cidade, localizada na Estação Central. "Essa linha férrea é cheia de histórias. Em 1960, foi palco de um dos maiores assaltos do Brasil. Tião Medonho assaltou o "trem pagador" e levou 27,6 milhões de cruzeiros."

A história de Paraíba do Sul, com seus pouco mais de 41 mil habitantes, está ligada à da Estrada Real. Garcia Rodrigues Paes, filho do bandeirante Fernão Dias, chegou em 1681 à região que receberia o município. Ali, ele viu a possibilidade de abrir um novo caminho entre as minas de pedras preciosas em Minas Gerais e o porto do Rio. O chamado "caminho velho", entre Ouro Preto (então Villa Rica) e Paraty, era alvo de assaltantes, o que criou a necessidade de fazer uma nova rota.

Passeios. Segundo a Associação Brasileira de Operadores de Trens Turísticos, existem hoje no Brasil 32 passeios de trens e há projetos para a criação de pelo menos outros 20. Do total, 24 pertencem ao projeto Trem é Turismo, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que abrange 11 Estados. Entre os mais conhecidos estão o Trem do Corcovado, no Rio, o do Vinho, no Rio Grande do Sul, e o do Forró, em Pernambuco.

A Estrada Real por dentro

A construção da Estrada Real foi determinada no século 17 pela Coroa Portuguesa para fiscalizar a circulação de riquezas entre Minas Gerais e o litoral do Rio de Janeiro, de onde saíam os navios para Portugal. Atualmente, o complexo da Estrada Real conta com 1.600 km e compreende 177 cidades: 162 em Minas, oito no Rio de Janeiro e sete em São Paulo.(O Estado de S. Paulo)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

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Indústria quer banir trens chineses

Depois de ver a “casa arrombada” por quatro vezes por trens coreanos e chineses, vendidos ao Rio e a Salvador, a indústria ferroviária nacional está tentando “por um cadeado na porta”  através de uma forte mobilização contra a muito provável compra de mais 60 trens chineses para a Supervia, no Rio de Janeiro, pelo governo do estado. Ontem, em reunião no Simefre, o presidente da entidade, José Antonio Martins, disse que seria “uma afronta à indústria nacional”  ver o governo do Rio repetindo o que fez há dois anos, ao comprar 30 trens de quatro carros e depois mais quatro também de quatro carros da Changchung Railway Vehicles Corporation, pertencente ao conglomerado chinês CNR. A fábrica da Changchung volta hoje uma boa parte de sua capacidade de produção para o Brasil, pois ali também estão sendo fabricados 19 trens de seis carros adquiridos pelo Metrô Rio, concessionária privada. 

No início da reunião – que contou com a presença do secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes – os empresários se mostravam entusiasmados com o anúncio, na véspera, do plano Brasil Maior, com suas normas de desoneração fiscal para a indústria e margem de preferência de 25% para produtos nacionais nas compras governamentais. Logo em seguida, no entanto, o presidente da Abifer, Vicente Abate, observou que a licitação a ser aberta no mês que vem pelo governo do Rio para a compra dos trens da Supervia terá financiamento do Banco Mundial, e dessa forma escaparia não só da margem de preferência como também do imposto de importação de 14% sobre importação de equipamento ferroviário. Foi assim, com isenção de imposto alfandegário, que os primeiros 34 trens foram comprados.

As duas entidades do setor decidiram partir para o ataque. O presidente do Simefre, gaúcho como a presidenta da República, e próximo a ela, vai atuar em Brasília, enquanto o presidente da Abifer, diretor da AmstedMaxion, fábrica de vagões, vai mobilizar a força sindical para fazer pressão sobre o governo do Rio.

Uma outra compra a ser feita pela Supervia, de mais 30 trens, esta com recursos privados, da Odebrecht Transport, que hoje controla a operadora, também está a caminho. Ou seja, uma encomenda total de 90 trens, próxima da compra de 105 trens feita pela CPTM há quatro anos, e que levou à instalação da fábrica da CAF em Hortolândia (SP). Não está descartado, por sinal, que uma fábrica da CNR venha a ser instalada em Três Rios (RJ), onde a T'Trans, associada do Simefre, tem as suas instalações prontas para receber os chineses, caso a encomenda seja de fato ganha por eles.

Segundo uma fonte da indústria, os chineses tem grandes chances de levar a encomenda, pois é natural que a Supervia queira  uma frota homogênea de novos trens, o que simplifica e barateia a manutenção. Além disso, o Rio possui um programa de incentivo à produção de material ferroviário, o programa Rio Ferroviário, com incentivos fiscais, o que beneficiaria a associação CNR/T'Trans. E também existe a declaração mais do que franca do secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes, feita numa reunião anterior do Simefre: “O Rio não vai comprar trens mais caros para gerar emprego em São Paulo”.  Parece o cenário ideal para que se repita, em Três Rios, o que aconteceu em Hortolândia.(Revista Ferroviária)