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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Apesar dos erros, Brasil vence Porto Rico no Mundial feminino de vôlei

O Brasil errou muito e não convenceu, mas conseguiu arrancar uma vitória contra a seleção de Porto Rico, pelo Mundial feminino de vôlei, por 3 sets a 0, com parciais de 25/20, 25/18 e 25/20.

Apesar do triunfo, o técnico José Roberto Guimarães não ficou satisfeito com o desempenho da equipe. 

"Foi um jogo de muitos erros e o time esteve abaixo do esperado. Queria a mesma postura apresentada contra a Holanda. Nossa próxima partida é contra a Itália e acho que poderíamos ter aproveitado melhor este jogo contra Porto Rico. Não importa o adversário, temos que buscar sempre a melhor atuação", explicou o treinador. 

Por já estar classificado para a segunda fase, a partida serviu de 'treino' para o elenco comandado pelo técnico José Roberto Guimarães, que aproveitou para testar jogadoras reservas em quadra, na Hamamatsu Arena, no Japão.

O destaque foi a ponteira Natália, que, com 15 pontos, levou o Brasil adiante no placar e terminou o jogo como maior pontuadora em quadra.

Com a vitória, a seleção brasileira se garante na liderança do Grupo B do Mundial, com oito pontos, dois à frente da vice-líder Itália, que, no entanto, tem um jogo a menos. De qualquer maneira, ambos já estão classificados para a próxima fase.
Ainda nesta terça-feira, pela chave do Brasil, a Holanda enfrenta o Quênia e a República Tcheca encara a Itália.

O Brasil volta a jogar nesta quarta-feira, às 7h (horário de Brasília), contra a Itália, no encerramento da primeira fase.

De acordo com o regulamento do Mundial, todas as seleções carregam para a segunda fase os resultados obtidos na primeira etapa do torneio. A pontuação final, somadas as duas fases, define a classificação para as semifinais.(EFE / Folha foto: Kazuhiro Nog/AFP)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Niterói está na elite do vôlei brasileiro e disputará a Superliga pela 1ª vez



Equipe Bravo/Funcan vence a importante Liga Nacional e conquista o direito de disputar a principal competição do esporte no país. Jogadores da cidade irão brigar pelo título


O melhor e mais vitorioso vôlei do mundo, o brasileiro, terá em sua competição principal, a Superliga, uma equipe de Niterói pela primeira vez na história. Com uma campanha irretocável, o Bravo/Funcab conquistou pela primeira vez para o Estado do Rio de Janeiro o título da Liga Nacional, em agosto e consequentemente o direito a participar da competição mais importante do “país do vôlei”.

Coordenador-geral do programa Bravo, Raphael Emilião, de 30 anos, abriu mão de ser jogador para realizar um sonho de levar uma equipe de Niterói para a elite do vôlei brasileiro.

“Hoje em dia eu abri mão de ser jogador. Não posso coordenar, contratar jogador, ser um dirigente e jogador ao mesmo tempo, pois não conseguiria treinar duas vezes por dia. Mas, é a realização de um sonho, em poder trazer para dentro de Niterói uma competição de alto nível”, disse.

Com apenas uma equipe do Rio de Janeiro na Superliga, o Volta Redonda, o Bravo espera aumentar a visibilidade dos Fluminenses dentro do cenário nacional.

“Não podemos deixar o Rio de Janeiro ficar fora da elite do vôlei. Os jogadores daqui tinham que deixar suas casas, famílias para poderem realizar um sonho, que na maioria das vezes, não valia tanto a pena assim. Agora, os jogadores daqui podem ficar em casa e serem valorizados”, afirmou Emilião.

Com o time praticamente montado para a disputa da Superliga de vôlei que começa em outubro, o Bravo ainda esbarra na falta de incentivo financeiro para manter o sonho de disputar a competição.

“Nós hoje temos apenas a ajuda financeira da Fundação Carlos Augusto Bitencourt (Funcab), que nos repassa R$ 6 mil por mês. Mas, precisamos de cerca de R$ 80 mil, mas conto com o apoio das empresas de Niterói, pois temos uma indústria muito forte no município e atualmente, com os incentivos fiscais, fica muito mais fácil investir no esporte”, disse.

Para poder participar da Superliga, o time do Bravo/Funcab teve que conseguir R$ 20 mil para a inscrição, que termina nesta segunda-feira e foi liberado pela Funcab.

“Hoje temos que agradecer a Rosana Bitencourt (presidente da Funcab). Ela apoia o projeto desde o início e só estamos de pé por conta dela. Rosana foi jogadora de vôlei e está disposta a judar a modalidade a crescer ”, agradeceu Raphael Emilião.

Além da verba da Funcab, o Bravo conta com o apoio da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) de São Francisco, que cede o ginásio para treinamentos e com a academia Niterói Swin, que libera a utilização da área de musculação, fisioterapeutas e nutricionista.

Ginásio – Mas, se Niterói vai receber a partir de outubro a nata do vôlei brasileiro e consequentemente mundial, os adversários precisam ter um local para jogos adequados. Segundo Emilião, o presidente da Suderj, Sávio Franco, já se mostrou solícito em ceder o ginásio do Caio Martins,  em Icaraí, que recentemente passou por reformas.

“Tivemos um contato com a Suderj através da Carla Tavares, (vice-presidente executiva de esportes) e eles estão dispostos a nos emprestar o ginásio. Agora, vamos enviar ainda neste fim de semana um ofício fazendo o pedido formal para que possamos jogar em casa”, disse Emilião.(Fluminense)