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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Secretaria de Meio Ambiente quer reflorestar sete morros de Niterói

Pasta elabora projeto de reflorestamento e vai usar 70 mil mudas para combater danos causados pelas mudanças climáticas. Primeira área a ser reflorestada fica na Ponta da Areia

Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, que é celebrado no dia 5 de junho, a Secretaria de Meio Ambiente de Niterói elaborou um projeto de reflorestamento que pretende combater os danos causados pelas mudanças climáticas. Ao todo, serão mais de 40 mil mudas plantadas no município, conforme adiantou a Coluna Informe esta semana. Para o subsecretário de Meio Ambiente, Eurico Toledo, a medida, além de sustentável, é também uma forma de se controlar as ocupações irregulares.

Toledo ressalta que o reflorestamento é de grande importância para questões ambientais, como as enchentes e o efeito estufa.

“Esse trabalho é muito importante no combate às mudanças climáticas, no aumento dos recursos hídricos, na redução dos prejuízos relacionados às enchentes, na redução do efeito estufa, na recuperação de encostas degradadas e do aspecto paisagístico estrutural. Além disso, ajuda no controle da ocupação irregular, na proteção da vegetação e no equilíbrio dos relevos de diferentes níveis de declive que provocam o ciclo hidrológico, especialmente  no escoamento e infiltração da água no solo”, declara.

O subsecretário acrescenta que serão necessárias medidas atenuantes que possam dar suporte à prevenção e remediação dos problemas no município.

“Essas medidas poderão resolver problemas causados pelo desmatamento, controlando a erosão, atenuando as enxurradas frequentes em nossa cidade e os rolamentos de pedras, diminuindo o assoreamento dos rios, entre outros benefícios”, afirma.

Locais – Segundo Eurico Toledo, a primeira área a ser reflorestada, com 5 mil mudas, será a Rua Barão de Jaceguaí, na Ponta da Areia, no dia 20 de junho. As outras localidades que também passarão pela mudança serão o Morro do Vital Brazil, com 15 mil mudas, Morro do Arroz, com 5 mil mudas, Morro do Santo Inácio, com 5 mil mudas, Morro da Praia do Sossego, com 2,5 mil mudas, Morro do Peixe Galo, com 7,5 mil mudas, e Morro da Boa Vista e Juca Branco, com 1,5 mil mudas.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente disse que o reflorestamento engloba parcerias entre setor público e privado, qualificação de mão obra em comunidades, educação ambiental, manutenção, geração de empregos e renda, sustentabilidade e recuperação ambiental.

Comemoração – Para festejar o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Câmara Municipal de Niterói vem promovendo uma intensa programação desde o dia 30 até o domingo, data oficial da comemoração. 

Foram programados eventos diversificados, como palestras no salão plenário da Câmara Municipal de Niterói, exposição ecológica nos corredores da Câmara e na Praia de Icaraí e Campo de São Bento, além de concurso de redação para escolas localizadas em Niterói, com o tema “Niterói e o Meio Ambiente - Problemas e Soluções”.(O Fluminense)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Começam os trabalhos para o reflorestamento do Bumba


Projeto da Secretaria de Obras do Rio de Janeiro pretende gastar R$ 35 milhões na região castigada pelas chuvas de abril. Local receberá nova vegetação para evitar futuros deslizamentos

Começou nesta quinta-feira o reflorestamento do Morro do Bumba. O projeto da Secretaria de Obras do Rio de Janeiro (Seobras), que investe R$ 35 milhões no local, prevê melhorias na contenção de encostas, recuperação das vias de acesso à comunidade, reconstrução da rede de drenagem pluvial. O processo de revegetação, além de paisagístico, faz parte das medidas para conter o risco de desabamentos. 

A ideia é transformar o local da tragédia do Bumba em uma área de lazer com uma praça em homenagem às vítimas do deslizamento de terra. O projeto teve inicio há cinco meses. Na ocasião, cerca de 160 famílias que ainda moravam nas proximidades do local de deslizamento de abril foram retiradas. 

Muitos moradores gostariam de ver projetos de moradia no local em vez de uma área de lazer. Mas, segundo especialistas, isso não é viável. O professor de Geografia Antônio Veloso, que realizou estudos sobre o Morro do Bumba disse na edição do último domingo do  Jornal  O Fluminense que o local nunca poderia ter sido habitado e que o melhor que se pode fazer com a área é tansformá-la em um parque de preservação ambiental.

Alguns moradores voltaram para suas casas e ainda estão descontentes com sua situação desde as chuvas.
“Continuo morando na minha casa interditada e não tenho para onde ir. Não tem como viver em abrigo, lá é o pior lugar do mundo”, conta o eletricista e morador da comunidade afetada pelas chuvas de abril há 25 anos, Luis Antonio Oliveira da Silva, de 44 anos.

A vendedora Magali Peixoto, de 58 anos, também moradora, está contente com o projeto.
“Acredito que esta obra melhore as condições para os moradores, mas não é fácil esquecer a tragédia”, lamenta a moradora do Bumba desde a década de 70.

Conclusão no próximo mês
Segundo a Secretaria de Obras do Estado (Seobras), já foram realizadas as obras de construção e drenagem das curvas de níveis. A secretaria também explicou que as obras de revegetação já foram iniciadas e que, ainda em novembro, serão instalados o inclinômetro e piezômetro, para monitorar a situação do morro. Em relação ao término da obra, a Seobras informou que toda a construção será concluída no próximo mês.(Jornal O Fluminense)

domingo, 20 de junho de 2010

Balão teria causado incêndio em área de preservação na Zona Sul do RJ



Fogo atingiu o Morro dos Cabritos e também os parques do Cantagalo e da Catacumba, ambos na Lagoa Rodrigo de Freitas. Ainda existem focos de chamas no local, dizem os bombeiros

Um incêndio de grandes proporções atingiu o Parque da Catacumba e o Morro dos Cabritos, na Lagoa Rodrigo de Freitas, área de preservação situada em zona nobre do Rio de Janeiro. Segundo os bombeiros, que ainda trabalham no local, o incêndio está controlado desde as 3h da manhã, mas por causa dos fortes ventos, há possibilidade de o incêndio recomeçar.

O secretário de Saúde e Defesa Civil do estado, Sergio Côrtes, acompanhou parte do trabalho dos bombeiros durante a madrugada, quando os moradores dos prédios próximos chegaram a deixar suas casas.
Soldados de oito quartéis de bombeiros, inclusive os de Copacabana, Humaitá e Rio Comprido, ajudaram no combate às chamas, que podiam ser vistas de bairros próximos como o Jardim Botânico e a Gávea, além da própria Lagoa Rodrigo de Freitas.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Pedro Machado, confirmou, ainda durante a madrugada, que o incêndio que atingiu o Parque de Cantagalo e os o Morro dos Cabritos foi causado por um balão. As declarações do comandante foram dadas com base em testemunho de moradores, que presenciaram o momento em uma bucha de balão teria dado início ao incêndio.

As chamas se alastraram rapidamente devido aos fortes ventos e ao fato de a vegetação encontrar-se seca. Não há registro de feridos e nem de danos a residências. 

Paes anuncia plano de emergência

A prefeitura do Rio de Janeiro vai colocar em prática um plano de emergência para recuperar as áreas de preservação ambiental do Parque da Catacumba e do Morro dos Cabritos, na Lagoa Rodrigues de Freitas, afetadas por um incêndio provocado por uma bucha de balão nesta madrugada.

O prefeito, Eduardo Paes, disse que o município vai reflorestar a área. Na avaliação de Paes, o incêndio aitingiu uma área de cerca de quatro hectares, o equivalente a quatro vezes o estádio do Maracanã. Ele criticou o uso de balões nas festas juninas, “uma brincadeira sem graça e que devasta a vegetação colocando em risco a vida da população que mora próxima ao local do incêndio”.

Os morros da Catacumba e dos Cabritos fazem parte de uma área de Preservação Ambiental e estão localizados em um ponto nobre da zona sul da cidade.(Agência Brasil / foto: Reynaldo Dias de Moraes e Siilva/VC no G1).